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Quando lhe falaram no milagre do Sol

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9 thoughts on “Quando lhe falaram no milagre do Sol”
  • Ja_Deista_Nao_Sou

    Kavkaz ?

    • kavkaz

      É o bispo de Leiria que inventou as aparições de Fátima de 1917.

      • Ja_Deista_Nao_Sou

        Não pode ser. Os burros são ateus.

        • kavkaz

          Os padres baptizam mais cães e automóveis… Dão mais dinheiro!

          • Ja_Deista_Nao_Sou

            Porcos, burros e cães são todos ateus.

          • kavkaz

            Os crentes sabem tanto… :-)))

    • Molochbaal

      E o mais engraçado é que tu já aqui disseste que não acreditas nos milagres de Fátima.

      Já disseste mesmo que concordas com o padre da Lixa, que não tem peias em afirmar que aquilo não passa de burla e superstição.

      Mas em todos os post ateus sobre o assunto, com os quais supostamente concordarás, nunca afirmas a tua concordância, mas pegas sempre, sempre, com um pormenor qualquer. Só para contrariar.

      És mesmo uma cavalgadura.

  • kavkaz

    A “Dança do Sol” na Cova de Iria. Do livro “Fátima desmascarada” de João Ilharco, capítulo XII, pág. 125-142. Vou citar algumas passagens…

    CITAÇÃO:

    «Uma advertência prévia dirigida a algum leitor mais crédulo e ingénuo: aquilo a que imprópria e abusivamente se deu o nome de “dança do Sol”, não passou dum fenómeno meteorológico naturalíssimo, que poderá repetir-se em qualquer lugar, desde que se verifiquem as mesmas condições atmosféricas existentes na Cova de Iria cerca das 15 horas do dia 13 de Outubro de 1917, conforme se demonstrará neste capítulo.

    Em toda a Terra não pode existir um único homem de ciência, honesto e na posse das suas faculdades mentais, que defenda a opinião de que o Sol dançou na Cova de Iria em 13 de Outubro de 1917.

    No dia 13 de Outubro de 1917, segundo afirmam os católicos portugueses, o Sol, transgredindo as leis cósmicas, bailou prodigiosamente no céu da Cova da Iria, a fim de que os peregrinos, que se encontravam no local, acreditassem na autenticidade das aparições a três inconscientes pastores. Parece que a Virgem poderia alcançar esse fim por uma forma bem mais fácil e eficaz: patentear-se aos olhos dos 15 ou 20 mil peregrinos que nesse dia se haviam reunido na Cova de Iria.

    Mas se a “dança do Sol” foi a assinatura de Deus nas aparições de Fátima como se compreende que a Igreja esperasse treze anos para declarar oficialmente que as aparições tinham sido verdadeiras?

    Em Vilar do Chão (distrito de Bragança), conforme se lê em extensas reportagens publicadas por alguns jornais diários do Porto, o Sol “dançou” em 11 de Outubro de 1946 ante os olhos deslumbrados de 30.000 pessoas para que toda a gente acreditasse nas declarações da “vidente e miraculada” Amélia da Natividade Fontes.

    Digamos em boa verdade: os artífices de Vilar do Chão demonstraram ser bons discípulos dos autores do sobrenatural de Fátima. Mas dá-se a circunstância de Fátima não admitir concorrência em terras portuguesas.

    Um repórter de “O Século”, poucos dias depois da suposta dança solar, entrevistou acerca do fenómeno o director do Observatório Astronómico de Lisboa, o professor da Faculdade de Ciências, Frederico Oom.

    – «A ser um fenómeno cósmico – esclareceu esse homem de ciência – os laboratórios astronómicos e meteorológicos não deixariam de o registar. E eis precisamente o que falta: esse registo inevitável de todas as perturbações no sistema dos mundos, por mínimos que sejam. Já vê…»

    – «Fenómeno, então, de natureza psicológica?»

    – «Porque não? Efeito, talvez, sem dúvida curioso, de sugestão colectiva. Em qualquer dos casos completamente alheio ao ramo da ciência que eu cultivo» /”O Século” – edição da tarde – 18-X-1917.

    No seu inquérito paroquial, o prior de Fátima regista o relato que Lúcia lhe fez a este respeito, escrevendo:

    «Declarou mais Lúcia que neste momento disse ao povo que olhasse para lá – para o Sol – que estava lá S. José e depois Nosso Senhor.»

    Mas a multidão que nada vira, sentia-se lograda. O desapontamento era experimentado por toda a assistência. D. Maria Augusta Saraiva Vieira de Campos, uma das muitas senhoras que concederam à propaganda de Fátima a mais entusiástica cooperação, no seu folheto “A Minha Peregrinação a Fátima», publicado em Novembro de 1917, faz alusão ao desânimo e desapontamento que dela chegaram a apoderar-se:

    «Confesso – escreveu esta senhora – que já então nenhuma esperança me restava de ver o milagre» /pág. 11/.

    Mas o milagre, por que aquela gente esperava, seria a tão celebrada “dança do Sol”? De modo nenhum. O milagre consistiria no privilégio, concedido às pessoas que estivessem em estado de graça, de presenciarem a aparição da Sagrada Família.

    A “Ilustração Portuguesa” de 29 de Outubro de 1917 deu à estampa fotografias tiradas na Cova de Iria no dia 13. Uma, que tem por legenda “Olhando o Sol”, correspondia ao momento em que Lúcia avisou que no Sol aparecera a Sagrada Família. Na expressão daqueles campónios não se observa o mais leve sinal de assombro ou terror, de esperar de quem assiste a um fenómeno pavoroso, como seria a “dança do Sol”. Nos seus rostos, pelo contrário, é bem visível um sentimento de mofa de quem se sentia logrado, porque, da Sagrada Família, nenhum dos seus membros haviam enxergado.

    Esta conclusão, fácil de tirar, é confirmada pela própria Lúcia, mas nós só tomámos conhecimento da sua confirmação em Junho de 1967, ao lermos o livro «Vision of Fátima” do padre norte-americano McGlynn, que entrevistou Lúcia em 1947.

    Depois de se ter referido à aparição da Senhora em 13 de Outubro e de ter admitido que exclamou: “Olhem para o Sol» no momento em que anunciou que estava a ver a Sagrada Família, ao referir-se ao fenómeno chamado “dança do Sol”, confessou:

    – Por mim não o vi» /«I myself did not see it» (pág. 96 )/.

    Variadíssimas pessoas, que estiveram na Cova da Iria, nada observaram que pudesse ser considerado fenómeno sobrenatural. E até o padre McGlynn /pág. 25/ alude a uma senhora que nada mais viu no céu senão o facto vulgar de, repentinamente, ter cessado de cair a chuva que se despenhava das nuvens /..«she herself observed nothing extraordinary in the sky, appart from the sudden cessation of the heavy rain»/.

    Cada um, mais tarde, narrou o fenómeno meteorológico ao sabor da sua fantasia ou dos fins que tinha em vista.

    O Dr. Domingos Pinto Coelho, crente de elevada categoria social, no jornal católico de Lisboa a “Ordem”, descreveu o que viu de forma bastante fiel. Eis o seu relato feito com seriedade:

    «O Sol, até então encoberto, mostrou-se entre nuvens que corriam com certa velocidade. E como era variável a densidade destas, mais ou menos diáfano era o véu que elas punham sobre o astro-rei.

    «Como toda aquela multidão, olhámos para o céu com atenção concentrada e, atrás das nuvens, vimo-lo com aspectos novos: novos para nós, note-se bem. Umas vezes rodeado de chamas encarnadas, outras vezes aureolado de amarelo ou roxo esbatido, outras vezes parecendo animado de velocíssimo movimento de rotação, outras vezes, ainda, aparentando destacar-se do céu, aproximar-se da Terra e irradiar um forte calor…

    «Para quê negá-lo? Estes fenómenos, que jamais tínhamos visto, impressionaram-nos fortemente. E, na sua grande generalidade, sobre aquela multidão perpassou uma grande onda de fé, que fortemente comovia.

    «Uma dúvida nos restava porém. O que víramos no Sol era coisa excepcional? Ou reproduzir-se-ia em circunstâncias análogas?

    «Ora precisamente esta analogia de circunstâncias proporcionou-se-nos ontem.

    «Pudemos ver o céu toldado de nuvens, como no sábado. E, sinceramente: vimos a mesma sucessão de cores, o mesmo movimento rotativo, etc.».

    No dia 26 de Dezembro de 1956 o autor deste livro /João Ilharco / observou, em condições excepcionalmente propícias, o mesmo fenómeno meteorológico presenciado na Cova da iria, pois o estado atmosférico, que o produziu, manteve-se inalterável das 11 às 11 horas e meia.

    Transcrevem-se as notas que o autor tomou no momento da observação:
    «O céu está todo nublado, ma não de maneira uniforme. As nuvens assemelham-se a véus de gaze, aqui mais ténues, além mais espessos, que deixam quase sempre fitar o Sol, sem que a vista se fatigue. O vento impele as nuvens com certa velocidade, mas como o céu está todo encoberto, a deslocação das nuvens só se torna sensível em frente do Sol. Os olhos, porém, sofrem uma ilusão, parecendo-nos que é o Sol que gira sobre si mesmo, em sentido contrário à deslocação das nuvens. Dir-se-ia um desses globos terrestres usados para o ensino de geografia, animado de movimento de rotação em torno do seu eixo.

    «Quando a espessura das nuvens diminui, torna-se mais intenso o brilho do disco solar, produzindo a impressão de que aumenta subitamente de superfície, como aconteceria com um objecto que se aproximasse do observador.

    «Em virtude desse momentâneo aumento de brilho, que chega a incomodar a visão, forma-se na nossa retina um negativo da imagem do Sol, que se sobrepõe à imagem real, dando-nos o aspecto dum eclipse.»

    De certo modo o disco solar assemelhava-se a um objecto de prata fosca, de forma que a nossa observação está de acordo com o que deixaram registado o jornalista Avelino de Almeida e os doutores Vieira Guimarães e Pinto Coelho, excepto num pormenor: nós não demos conta de qualquer variação de cor, que, muito naturalmente, se poderia ter produzido na Cova da Iria.

    Como se vê, o fenómeno meteorológico presenciado pelos peregrinos em 13 de Outubro de 1917, foi um acontecimento vulgar, que tem fácil e lógica explicação. O clero, por conseguinte, proclamando o fenómeno observado na Cova da Iria como um milagre, não teve respeito pela sensata doutrina do grande doutor da Igreja Santo Agostinho, que disse:

    «Nunca se deve proclamar um milagre, quando é possível uma explicação natural.»

    FIM DE CITAÇÃO.

  • Xanamá

    se o sol bailasse onde é que estaríamos nós! até uma criança de 7 anos que sabe o básico sobre o sistema solar percebe que era o fim do planeta….

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