Eu não mal que os cristãos usem instrumentos de tortura como decoração, apenas acho curioso.
Quanto a ateus que usem cruzes, lamento informar-te, mas os símbolos não têm o mesmo significado para toda a gente.
Tudo depende do meio cultural, ideológico e da experiência de cada um.
Assim, por exemplo, os penduricalhos masculinos masculinos evocam-te dores escruciantes – não pergunto o que andaste a fazer com os teus amigos – mas para outros podem evocar prazer ou indiferença.
Do mesmo modo, a cruz celta, terá um significado completamente diferente para um skinhead ou para um monge beneditino irlandês.
Assim como a suástica pode evocar valores diferentes para um SS ou para um monge tebetano.
No caso concreto da cruz, este símbolo é muito anterior ao cristianismo e pode ser usado com significados diferentes.
Para um ateu moderno, até pode ser usado apenas porque é giro, sem significar nada, porque pode ser visto sem relação com o instrumento de tortura. Porque cruzes há muitas. Até as decorativas,
No vosso caso é diferente. para um cristão, a cruz é percepcionada apenas e exclusivamente como o instrumento de tortura que serviu para matar o vosso “deus”.
É como se os trotskistas andassem com um pico de gelo ao pescoço, os nazis com uma Walter do modelo com que o Fuehrer se suicidou, os democratas americanos com uma miniatura da espingarda que matou Kennedy, os salazaristas com um cadeirinha de ouro, os do PSD com uma miniatura do Cessna em que Sá Carneiro se espetou, etc.
1 – “Assim, por exemplo, os penduricalhos masculinos masculinos evocam-te dores escruciantes – não pergunto o que andaste a fazer com os teus amigos – mas para outros podem evocar prazer ou indiferença.”
Estás muito enganado. Eu, quando vejo uma bela mulher, reparo na sua beleza, nas suas esbeltas pernas e imagino-a em todas as posições do kama sutra.
Tu, pelos vistos, é que sabes que penduricalhos te provocam dores escruciantes ( em bom português, seriam dores excruciantes, mas se gostas de dar constantes pontapés na gramática, força, faça-te muito bom proveito)
E se aprecias evocar as dores ” escruciantes” dos penduricalhos, é muito natural que nao tenhas reparado nas belas pernas da modelo da foto.
2- “Assim como a suástica pode evocar valores diferentes para um SS ou para um monge tebetano”
Um monge ” tebetano” ? Ah, o que se aprende neste site. Agora o Tibete passou a Tebete ?
3 -É como se os trotskistas andassem com um pico de gelo ao pescoço, os nazis com uma Walter do modelo com que o Fuehrer se suicidou, os democratas americanos com uma miniatura da espingarda que matou Kennedy,
os salazaristas com um cadeirinha de ouro, os do PSD com uma miniatura do Cessna em que Sá Carneiro se espetou, etc”
Nesse etc também estarão incluidos os adoradores de sacrifícios de crianças ao deus Moloch ou aí a lógica para a ser a invertida ?
Foi o que se chama um xeque-mate completo. Agora ficaste sem pio.
Provavelmente a ruminares as dores ” escruciantes” do penduricalho…
Molochbaal
Sim ?
Quando quiseres voltar ao assunto do post, que estvamos a discutir, avisa. Está bem ?
Mas se te dás por vencido e estás á procura de maneira de desviar o assunto, não faz mal. Já estamos habituados.
Kama
Vencido ? Mas quando recebes um xeque-mate completo ainda te arvoras em vencedor ?
Essa de saberes que um penduricalho te provoca dores “escruciantes” foi o que chama um verdadeiro acto falhado.
Agora também entraste em processo de negação.
Nada que um bom psicólogo não te consiga explicar:
Um vencido, em processo de negação, com dores “escruciantes” por causa do penduricalho que tanto te fez sofrer…lol…
GriloFalante
“Foi o que se chama um xeque-mate completo. Agora ficaste sem pio.”
O fifi antoniofernando faz-me lembrar aqueles putos que chegam a casa com um olho negro, todos despenteados e com a gravata ao lado, e dizem à mãe: «Eu estou assim porque dei uma tareia no Alfredo»
Molochbaal
É. O gajo foge aos assuntos todos, mas, sem ninguém sabes porquê, declara-se “vencedor” absoluto de todas as discussões de que fugiu.
Molochbaal
Continuas a fugir ao assunto do post que estavamos a discutir.
Mas se, finalmente, encontrares algum argumentom terei todo o prazer em o discutir contigo.
Até lá continua a fugir ao assunto.
Kama
“É como se os trotskistas andassem com um pico de gelo ao pescoço, os nazis com uma Walter do modelo com que o Fuehrer se suicidou, os democratas americanos com uma miniatura da espingarda que matou Kennedy,”
Fugido ? Eu até tenho pena de ti, desempenhas sempre o papel de perdedor, mas ainda queres mais ?
Então toma este duplo xeque-mate.
É como se as memórias do Holocausto nazi fossem perpetuadas no museu de Auscwhitz, como se as vítimas do terror dos Khmers vermelhos fossem lembradas no museu de Tuol Sleng, ou como se as vítimas de Holodomor fossem evocadas no museu de Kiev.
Chega ou queres levar mais ?
Molochbaal
Eu queria, mas tu não dás mais do que isso.
Aqui ninguém falou contra a existência de museus, mas do uso de instrumentos de tortura ao pescoço.
Toda a gente acha natural o museu de Auscwhitz, mas toda a gente ia achar esquisito os judeus andarem com miniaturas dos fornos de Auscwhitz ao pescoço. Talvez só os nazis achassem graça.
Quando tiveres MESMO alguma coisa a dizer, avisa, tá ?
Molochbaal
Pois é.
Vocês podiam adorar o escopro do carpinteiro, ou as sandálias do pregador.
Mas não. Adoram o instrumento de tortura, onde o filho do vosso deus foi sacrificado.
Porque será ?
A verdade é que eu estou a brincar contigo.
Acontece que eu sei perfeitamente porque é que vocês andam com instrumentos de tortura ao pescoço.
Tem a ver com a vossa ligação ao meu nick.
Curiosamente, vocês têm mais a ver com o meu nick do eu.
Enquanto eu o uso apenas como uma referência cultural às civilizações da antiguidade semita pré-clássica, vocês têm MESMO ligações ideológicas/religiosas directas à religião de Baal.
Concretamente, vocês adoram, literalmente, um Baal.
Baal, quer dizer senhor, o título que vocês dão ao vosso deus. O vosso deus é um Baal.
Os Baal, eram os deuses dos povos cananeus, de que os judeus são um ramo. Todas as tribos tinham o seu Baal. O deus judeu primordial era simplesmente mais um Baal, que aqueles tribos em concreto adoravam.
Mais tarde a religião judaica diferenciou-se, mas manteve-se sempre a memória das origens, exemplificadas, por exemplo, no sacrifício de Isaac.
O sacrifício dos primogénitos era uma das tradições da vossa religião de Baal. O sacrifício de Isaac é uma reminiscências desses tempos, em que os primogénitos eram sacrificados ao vosso Baal.
O cristianismo apenas retomou o tema, entranhado na memória colectiva dos povos cananeus.
O vosso Baal, sacrificou o seu primogénito, retomando a tradição da religião de Baal.
A própria missa, celebra o sacrifício humano, onde, simbolicamente, é devorada a carne e o sangue da vitíma.
Para um cananeu da antiguidade, o máximo exemplo de devoção religiosa era sacrificar o seu primogénito, que era aquilo que ele valorizava mais.
As vossas cruzes são a celebração do sacrifício dos primogénitos, na linha da religião cananeia, de onde a judaica tem origem.
Por isso vocês adoram um instrumento de tortura.
É a estilização de um sacrifício humano. Vocês, continuam a honrar um pai, que sacrifica o seu filho.
A cruz significa isso – o sacrifício humano, rito central da religião cananeia.
Mas podes voltar à conversa das mamas e penduricalhos, para disfarçar.
Kama
“Curiosamente, vocês têm mais a ver com o meu nick do eu”
A este nível imbecil de discurso, não vale mesmo a pena alimentar-te a idiotice.
P.S.Não sei se já reparaste, mas a 24 de Março ocorreu o assassinato de Óscar Romero, por parte dos teus amigos fascistas.
Molochbaal
Bem.
Como fuga à conversa, mais uma provocação idiota, sem nada a ver com o que se está a falar.
O costume.
Estás cada vez mais obtuso.
Molochbaal
O fifi está a fugir ao facto de a sua teologia ser baseada em sacrifícios humanos, concretamente, do sacrifício do primogénito, típica da religião de Baal, de que a religião judaica descende.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16:
Vejamos o que diz a catequese católica.
Catequese católica
Isaac
O filho de Abrão é facilmente identificado com Jesus. Leia-se o trecho do Gênesis em que Deus diz àquele Patriarca: “Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão, e ai o oferecerás em holocausto, sobre um dos montes que eu te mostrar” (Gn 22). E Abraão (no caso, representando Deus Pai) dispôs-se a sacrificar seu filho amado. E Isaac (o símbolo de Cristo) aceitou o sacrifício (que, meramente figurativo, não foi consumado). Isaac foi substituido por um cabrito “preso, pelo chifre, entre os espinhos” (Jesus, a vítima real, no verdadeiro sacrifício, substituindo Isaac, teve sua cabeça coroada de espinhos).
Todos os que participam com fé da Eucaristía se dão conta de que ela é Sacrificium”, isto é, uma “Oferenda consagrada”. Com efeito, o pão e o vinho, apresentados no altar e acompanhados pela devoção e pelos sacrifícios espirituais dos participantes, são finalmente consagrados, para que se convertam verdadeira, real e substancialmente no Corpo entregado e no Sangue derramado de Cristo mesmo. Assim, em virtude da consagração, as espécie de pão e vinho, “re-presentam”, de modo sacramental e incruento, o Sacrifício propiciatório oferecido por Ele na cruz ao Pai para a salvação do mundo.
O SACRIFÍCIO PERFEITO – CRUENTO (MORTE NA CRUZ)
Após aquela Ceia – misteriosa Ceia em que homens se alimentam de Deus – Jesus foi para o Horto das Oliveiras. Foi rezar. Como homem, foi preparar-se para o sacrifício cruento, em que seu Sangue (já oferecido) seria derramado até a última gota. É a cena da agonia no Horto.
Ele foi tomado de angústia mortal, chegando a pedir ao Pai que, se fosse possível, o livrasse daquele cálice de amargura, acrescentando, porém, “não se faça a minha vontade, e sim, a tua” – ensinando-nos como se deve rezar.
Então, um anjo o confortou. Mas, apesar disso, “seu suor se fez como gotas de sangue, correndo sobre a terra” (Lc 22, 24). É um fenômeno que em linguagem técnica chamamos “hematidrose”, consiste em intensa vasodilatação dos capilares subcutâneos. Distendidos ao extremo, rompe-se em contato com milhões de glândulas sudoríparas. O sangue se mistura com o suor, e esta mescla poreja por toda a superfície do corpo.
A hematidrose é provocada por intenso abalo moral, “seguido de profunda emoção e grande medo”. Depois de uma prova destas, a pele adquire extrema sensibilidade ao sofrimento. Assim, Jesus preparou-se, de fato, para ser, no dia seguinte, o homem das dores.
Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz.
O que é a Santa Missa?
É a renovação sacramental do sacrifício da cruz.
A Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz?
Sim, a Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso.
Pois é fifi, toda a tua religião se centra nos sacrifícios humanos.
Daí o vosso símbolo principal ser o símbolo da morte e da tortura.
Mas continua a fugir. Estoua gostar de te ver.
Ainda por cima, mais uma vez, atribuindo-me a culpa dos vossos prórpios crimes.
Foi o teu santinho d emderda, João Paulo II, quem entregou Romero aos ditadores com quem colaborou.
Foi João paulo II, o fariseu, quem assassinou Romero.
E, moralmente, também foste tu, por apoiares quem o assassinou e tentares encobrir o crime.
GriloFalante
Excelente explicação, Molochbaal. Agora, vou aguardar calmamente a esclarecedora resposta que, indubitavelmente, o antoniofenando te dará. Só não sei se virá vestido de mulher ou de homem, e com que nick: se um dos usados, ou se mudará outra vez.
Por isso, vou esperar. Sentado, naturalmente.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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30 thoughts on “Crucifixo”