O jornalista e historiador Germano Silva conta-nos como um padre conseguiu, de “forma engenhosa”, angariar dinheiro para construir a Igreja da Lapa, no Porto.
12 thoughts on “Habilidade do clero para os negócios”
anti-pides
O vergonhoso pide de serviço a este site pode continuar a censurar selectivamente os meus comentários. Mas fica, desde já avisado, do seguinte: não há machado que corte a raiz ao pensamento e eu aqui regressarei sempre que assim entender.
Quando um homem tem a força inabalável das suas convicções, não há pides, nem censores, nem quaisquer outro tipo de reaccionários que o demovam.
Vê se ganhas vergonha, já que em casa não te deram educação.
Tu foste EXPULSO pelos DONOS desta casa.
Não tens qualquer direito a estar aqui.
Se queres exercer a liberdade de expressão exerce-a onde quiseres, menos na casa dos outros, onde quem manda são os donos.
Nem tu, nem ninguém, tem direito adquirido de aqui estar, excepto os donos do blogue. E quem quiser estar tem de seguir as regras.
Nem tu queres exercer qualquer liberdade de expressão, já te recusaste a responder a milhares de perguntas.
Tu mesmo já disseste muitas vezes a única coisa que cá vens fazer, tentar irritar as pessoas, provocar, ou seja, boicotar o blogue, o diálogo – impedir a liberdade de expressão.
Num blogue dos teus amigos crentes já tinhas sido expulso há anos.
O jornalista relata claramente a técnica utilizada pela Igreja Católica para captar dinheiro aos crentes.
O padre brasileiro Angelo Sequeira, no século XVII, tinha lábia convincente e induzia nos crentes a necessidade de se confessarem. O padre, na posse do que ouvira dos crentes, lia-lhes sermões moralistas. Vocês são uns pecadores, hoje roubaram na vossa actividade mercantil e para limparem a vossa imagem (espírito) suja levem o dinheiro “roubado” dos vossos negócios para a “capela das confissões” que lá tratamos da lavagem dele e da vossa consciência suja.
Os crentes ficavam com medo de morrerem com essa acusação de ladrões pelo padre esperto e, supondo que iriam para o inferno, levavam o ouro e o dinheiro que tinham para a Igreja branqueadora de valores.
As riquezas entregues nas mãos limpas do padre Sequeira serviram para construir a Igreja da Lapa, no Porto. O nome mais correcto seria a Igreja do dinheiro roubado.
Esta não será uma história invulgar. É também o relato do método de fazer dinheiro nas religiões: primeiro querem saber da vida de cada um, através da confissão conseguem-no, depois acusam os crentes de imoralidades na vida deles e, no final, a vítima sentindo-se culpada de algo fica com a necessidade moral de lavar os seus “pecados” na lavandaria da Igreja e pagar esse serviço. Entrega os seus valores às mãos do acusador, ao padre da igreja.
Assim, a Igreja vai enriquecendo e construindo, fica proprietária de imóveis e mais imóveis, ouro e mais ouro, dinheiro e mais dinheiro. Sempre de mãos limpas e acusando os crentres de serem uns sujos a precisarem de se lavarem. E com muita lábia convencem os crentes de que eles estão uns porcos a precisarem de uma lavagem aos bolsos! E eles caem e entregam ao clero habilidoso o que têm…
Pois. A igreja primeiro convence com as tretas do amor.
Mas depois manipula sempre com o medo supersticioso.
Esta semana assisti a um serviço religioso que me deixou assombrado.
O padre começou a perorar contra “os que comem e bebem e se embriagam”.
Aí fiquei um bocado à rasca, porque no dia anterior tinha apanhado uma granda narça.
Depois alertou que nosso senhor “é como o ladrão”, perante um certo espanto da assembleia, explicou que, como o ladrão, ninguém sabe qaundo vem. Para o pessoal ter CUIDADO porque não se sabe quando virá.
E que, quando vier, serão julgados os vivos e os mortos e, pasme-se, haverá VERGASTADAS. Aí o pessoal ficou um bocado assustado, pelo que o padre, tranquillizador, acrescentou que, uns levarão POUCAS VERGASTADAS mas outros levarão MUITAS VERGASTADAS!
Espantoso!
Saí de lá verdadeiramente pasmado, aquele pessoal sujeita-se a cada coisa.
Bom, o espaço realmente “parece” mais limpo. Claro que o pulha de serviço ainda vai borrando o ambiente mas, felizmente, temos limpeza quase logo a seguir.
Eu preferia conservar o pulha. De preferência em formol. Ou em nitrogénio líquido embora, neste caso houvesse o risco de posterior ressuscitação.
“Há um ano devíamos 650 mil euros, hoje devemos apenas 73 mil euros. Disse à agência Lusa o mais jovem bispo de Portugal em funções há dois anos, que herdou o passivo da mais emblemática e polémica obra da Diocese de Bragança-Miranda.
Os fiéis, instituições e outros beneméritos têm sido “generosos” em relação aos apelos diocesanos e têm ajudado a aliviar o que José Cordeiro classificou como “uma carga” para a diocese.Ao longo dos anos, o projeto tem recebido além dos donativos de fiéis, apoios financeiros estatais e municipais.
D. José Policarpo foi o principal ordenante do novo bispo e na sua homilia dirigiu-se a José Cordeiro, socorrendo-se da alegoria bíblica que compara o povo de Deus a uma vinha cuidada com ternura pelo seu dono, que dela espera frutos dignos desse cuidado.
O bispo é um dom de Deus, o proprietário da “vinha”, continuou o cardeal patriarca, frisando que (…) “sem esta fonte permanente, a jorrar rios de água viva… ela transformar-se-á naquela vinha que desilude o seu proprietário, incapaz de produzir os frutos que ele esperava”.
Catedral de Bragança recebe “Pietà” de José Rodrigues e poema inédito de Tolentino Mendonça
O valor referente ao trabalho artístico das peças foi oferecido pelo autor, pelo que a diocese «só terá de custear os materiais da Pietà», dado que «para o pagamento dos vitrais existe já uma oferta de várias famílias», refere uma nota publicada no site da diocese de Bragança-Miranda.
Os materiais da Pietà «serão pagos pela generosidade de todos os que se queiram associar», nomeadamente através da compra de miniaturas da imagem da Virgem com Jesus e de serigrafias de um desenho de José Rodrigues, igualmente doado por ele, que representa o bispo enquanto «servidor da esperança», segundo palavras de D. José Cordeiro. (…) Precisamos muito dos artistas e acredito que eles também precisam da Igreja», concluiu.
Lisboa, 25 out 2013 (Ecclesia) – A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai investir um milhão de euros na reabilitação da Igreja da Conceição Velha, (…) A cerimónia de formalização do projeto de recuperação e de investimento vai realizar-se com a presença do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, (percebem agora porque é que o grande apreciador dos “violinos de Chopin” foi lá colocado pela mãozinha do Opus Dei?) e o pároco da Igreja da Conceição Velha, padre Mário Rui Leal Pedras, no próximo dia 29 de outubro, às 12h00, na Rua da Alfândega, em Lisboa.O investimento de um milhão de euros é “um dos maiores já feitos pela instituição na recuperação do património”, informa a SCML
No fim de contas, isto acaba por ser a prova provada de que a consciência é altamente manipulável, endógena ou exogenamente. Pode ser manipulada por efeito da crendice e dos valores adquiridos, não necessariamente em simultâneo. Naquela altura, a consciência dependia do medo que os créus tinham de passar uma longa temporada no Inferno; actualmente, esse medo vai-se desvanecendo e sendo substituído, embora sem grandes resultados, pelo medo, também ele relativo, dos tribunais. Tudo depende, obviamente, do tamanho das carteiras e/ou das contas bancárias.
Tudo isto, portanto, para dizer que se o padre Sequeira voltasse à Terra, como dizem que o outro há-de voltar, e se desatasse a obter os mesmos resultados de outrora ao confessar a fauna política que todos conhecemos, em menos de nada a dívida externa estava paga, a troica tinha de mudar de emprego, e os portugueses não precisavam de trabalhar.
Os que trabalham, claro.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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