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Deus, religião e crentes

Há quem não aceite que Deus é uma criação humana, a muleta para as nossas fraquezas, a explicação por defeito para as respostas que não sabemos, no fundo, uma necessidade para quem se habituou a uma dependência que, quase sempre, lhe foi incutida desde que nasceu e preservada por constrangimentos sociais.

A perversão das crenças reside na origem, na perversão dos homens que as inventaram e que lhes transmitiram a marca genética dos seus preconceitos e superstições.

O humanismo foi construído quase sempre contra as religiões, contra os deuses sedentos de sacrifícios, sofrimento e conservadorismo, defeitos que têm profissionais zelosos ao serviço da sua divulgação.

Ninguém se permitiria condenar à morte quem deixa de acreditar numa lei da física ou num axioma, mas não faltam clérigos a exigir a eliminação física dos apóstatas ou dos hereges, estes meros crentes divergentes na interpretação das alegadas mensagens de um deus imaginário.

A História ensinou-nos a relativizar as ideias na sua permanente evolução, quase sempre influenciadas pelo avanço das ciências e a apoteose de novas descobertas, mas as ideias religiosas resistem até ao absurdo, com polícias dedicados, sempre prontos a castigas os réprobos e a aplicar uma jurisprudência da Idade do Bronze.

A paz não pode ser conseguida com verdades absolutas e imutáveis. É por isso que os Estados modernos, devem tratar as religiões como quaisquer outras associações em que a plena liberdade de formação não as exime ao Código Penal e os seus atos ao escrutínio da lei.

Não percebo por que motivo uma religião possa ter normas jurídicas próprias no Estado de direito, ter conventos de cuja inspeção o Estado se demita, para avaliar se as pessoas estão ali de livre vontade ou se se trata de cárcere privado e, sobretudo, conseguir furtar-se aos impostos sobre as fortunas e ao escrutínio sobre a forma da sua aquisição.

10 thoughts on “Deus, religião e crentes”
  • Zulmiro

    Aviso à Navegação

    Para o pessoal, que detesta que eu aqui comente, venho avisar que comentarei no DduA todas as vezes que me apetecer.

    Entenderam ou precisam que vos repita ?

    A vida é assim mesmo. Nem sempre vos corre à vossa feição.

  • Carlos Esperança

    zulmiro:

    Apaguei-lhe o comentário pela simples razão de não admitir provocações a quem não tem a dignidade de se identificar. Usa vários pseudónimos e vai reaparecer com outro. Estarei atento.

    • Zulmiro

      Pois, não estranhei, até já estava à espera que você viesse morder o isco. Você continua cada vez mais pidesco. Será que lhe está na massa do sangue ou são resquícios de tempos de má memória ?

    • zulmiro sim e daí ?

      Tens jeito para pide, não há dúvida

    • Zulmiro talvez

      Tens muito jeito para pide. E aos ateus que usam vários nicks, como o Junqueira e o Carpinteiro, já fazes vista grossa, hipócritazinho de meia tigela.

      • Zulmiro talvez

        Ó Esperança, e ao Carpinteiro, ao Grilo Falante e ao Moloch Baal também lhes censuras os comentários por não se identificarem ou tens memória selectiva para quem aqui tenta mostrar o grande hipócrita que és, permitindo aos ateus o que já tentas proibir a quem não o é ? Fala Esperança, mostra aí a tua coerência republicana.

    • Zulmiro talvez sim

      Eu sei que está muito atento. A Pide também estava. Fazes-me lembrar o Torquemada, tens muito jeito para atitudes inquisitoriais.

      Quanto aos pseudónimos, pergunto: o Carpinteiro é o único que aqui se pôde desdobrar em vários pseudónimos ? Por seu ateu ?

  • stefano666

    a religiao me lembra tbm o alcool… uma forma de refugio … de escapar do mundo real

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