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  • 20 de Outubro, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

Escândalo na Guarda – Cenas do início do Séc. XXI

No Ano da Graça de 2005 houve na Guarda um pio escândalo, humano e divertido. Só surpreendeu o silêncio da comunicação social, que, tão ávida a espreitar pelo buraco da fechadura dos políticos, não se atreveu a explorar um escândalo religioso.

Junto ao antigo Hospital Distrital e, até há poucos anos, local das Urgências, havia, e há, um lar de idosos. Ali esteva internada D. Márcia, depois de enviuvar, carregada de anos e de haveres, até Deus ser servido de a chamar à sua divina presença, como soe dizer-se.

No início dormia no excelente apartamento que comprara, ali próximo, e passava o dia no lar, onde comia, com pessoas da sua idade. Depois passou a pernoitar e ocupou um ótimo quarto que os rendimentos lhe permitiam pagar.

D. Márcia não teve filhos. Era muito devota, temente a Deus, amiga da missa, confissão e eucaristia. Rezava o terço desde o tempo em que a irmã Lúcia o recomendou contra o comunismo a rogo da Virgem que poisava nas azinheiras.

No lar, além do tratamento esmerado, tinha a solicitude cristã de piedosas freiras que a assistiam nas rezas e nos caprichos – jovens cuja beleza o hábito resguardava, mulheres espantosas a quem a fé não destruiu a natureza.

A solidariedade cristã levou D. Márcia a emprestar-lhes a chave do apartamento para pias reuniões que as esposas do Senhor certamente fariam ‘ad majorem Dei gloriam’.

Uma noite D. Márcia foi a casa e, estupefacta, escutou suspiros cuja origem a idade não lhe permitia recordar. Sentiu alegria no ar, risos, satisfação, quiçá, gemidos de êxtase.

Perante a dúvida, primeiro, e a indignação, depois, não era uma cerimónia litúrgica, o calvário recriado aos pulos ou o mês de Maria, com coreografia, o que D. Márcia viu. Eram as freiras e mancebos desnudos, numa cerimónia coletiva a evocar Adão e Eva no Paraíso. E a folgarem.

D. Márcia achou perdido o mundo e exigiu a chave, o provedor da Misericórdia e a diocese transferiram as freiras para parte incerta, a cidade murmurou, exultaram os ímpios e cochichou-se pelos becos.

O escândalo foi abafado, certamente para evitar perturbações familiares aos homens casados e às freiras um despedimento sem justa causa.

16 thoughts on “Escândalo na Guarda – Cenas do início do Séc. XXI”
  • Molochbaal

    Pelo amor de deus.

    Vocês são buéda desconfiados.

    O gemidos podiam perfeitamente ser causados por algum êxtase religioso.

    O chinfrim do ranger das molas da cama por algum frenesim divino.

    Além disso, se quiserem ser mesmo desconfiados, mesmo assim, existem cerimónias religiosas das quais, tal como a alimentação, o sexo também faz parte.

    Os cultos de Astarte e de Cibele, entre outros, incluíam cerimónias de cariz sexual.

    Provavelmente as freiras, imbuídas do espírito do Vaticano II, estavam numa de experimentalismo ecuménico.

    E vocês a desconfiarem das suas pias intenções!

    Francamente!

  • José Maria

    A memória do Carlos Esperança já não é a mesma, coitado,Não é que ele, em 9/1/2006, afiançava que esse suposto escândalo tinha ocorrido em 2001? Ah, essa extraordinária capacidade de efabular do Esperança só ficou prejudicada por uma questão de datas. Acontece aos melhores efabuladores.

    Confiram aqui:

    http://www.diariodeunsateus.net/2006/01/09/escandalo-na-guarda/

    • José Maria

      1-“Há cerca de cinco anos houve na Guarda um pio escândalo, humano e divertido”

      Carlos Esperança, ” Escândalo na Guarda”, 9/1/2006, DduA

      2-” No Ano da Graça de 2005 houve na Guarda um pio escândalo, humano e divertido”

      Carlos Esperança, ” Escândalo na Guarda”, 20/10/2013, DduA

      3- Eis como mais facilmente se apanha um mentiroso do que um coxo.

      • GriloFalante

        Eu avisei, como diria o Cavaco: aí está o pulha, em toda a sua pujança.

        • Molochbaal

          Milagre!

          E ao terceiro dia ressuscitou!

          • José Maria

            Agora só falta saber se a história que a D. Márcia contou era verdadeira ou se estava xé-xé na altura do suposto relato.

          • Molochbaal

            Xé-xé, ao ponto de acreditar que o deus que acabou de enterrar vivos 200 bons católicos no sismo das filipinas, depois de mortos é que se vai preocupar muito com o seu conforto, na outra vida?

            Isso não será demasiado xé-xé?

        • Carlos Esperança

          O José Maria é um exemplo de ética que se chama «zulmiro» quando visita o meu blogue e passa a Zé Maria neste Diário.

          Incapaz de apreciar uma crónica, fixou-se na arruaça.

          Não lhe dê importância, Grilo Falante.

          • José Maria

            Crónica ? Ah então é crónica ? E tu qual é o teu modelo de ética ? Permitires que os ateus e o grunho do agnóstico Baal usem linguagem constantemene obscena e mostras-te todo vidrinho de cheiro se alguém usa a palavra ” caralho” ? Porquê, tens algo contra os caralhos e nada contra, por exemplo,chamarem ” paneleiro” ou ” rabeta” , contra a figura de Jesus de Nazaré? És do mais hipócrita que se pode imaginar. Mas podes ficar certo que a tua máscara vai totalmente ruir e as pessoas vão ficar a saber qual é o teu verdadeiro carácter.E Já não te incomoda que os ateus multipliquem sucessivos nicks, como, por exemplo, o inenarável Carpinteiro ? Qual é a tua ética Esperança ? Permitires que aqui o João Pedro Moutra, por diversas vezes, tenha defendido o extermínio de homens, mulheres e crianças muçulmanas, ficando acantonado como um rato ? É essa a tua ética Carlinhos ? Saneares pidescamente do DduA os adversários ideologicos que te fazem frente ? É isso a que chamas ética ?

          • Molochbaal

            Mas ó fifi.

            Tu mesmo disseste que eu já me peguei buéda vezes, violentamente, vezes com eles todos.

            A tua expulsão não se deverá a que, a tua linguagem se deve, não a uma exaltação ocasional, mas a uma estratégia EXCLUSIVA de provocação constante de tudo e todos ?

            Não achas que toda a gente acha esquizito, que um gajo venha para aqui todos os dias, mais do que toda a gente, mas que APENAS insulte e provoque toda a gente, constantemente, ao mesmo tempo se recuse a responder a centenas de perguntas que lhe são feitas ?

            Como é possível que tu continues sem responder a perguntas que te são feitas, todos os dias, há anos, mas intervenhas, todos os dias, quase a toda a hora, apenas para insultar, provocar e tentar voltar as pesoas umas contra as outras.?

            Como é possível que até insultes quando alguém concorda contigo ?

            Eu, por exemplo, já me peguei muitas vezes com outras pessoas e noutras ocasiões, sou capaz de conversar amigavelmente com eles, concordar ou apoiar quando é preciso.

            Tu estás aqui exclusivamente para sabotar isto.

            Deves pensar que as pessoas não percebem.

          • David Ferreira

            Se o incomoda tanto o tipo de discurso que considera insultuoso, porque insiste em responder de um modo ainda mais grosseiro? Demarcar-se da postura que tanto critica dar-lhe-ia outra moral. Assim só prova que somos todos iguais, crentes ou descrentes, todos com as suas virtudes e com os seus defeitos. Deus sempre esteve a mais nesta equação. Tal como você, demasiadas vezes, nesta página.

          • GriloFalante

            David, o homem é completamente doido e, portanto, irresponsável. A senilidade é uma coisa muito triste. Se calhar, o melhor mesmo é deixá-lo escrever o que a sua loucura lhe inspirar e não lhe passar cartão, escreva ele o que escrever. O bandalho acaba por se chatear.

    • Carlos Esperança

      É verdade, foi mesmo em 2001.

      • José Maria

        Foi mesmo ? Tens a certeza ? Não teria sido em 2005 ? A tua efabulação tem datas distintas,conforme as ocasiões cronologicamente datadas ? Julgas que sabes muito mas é tão fácil desmontar as tuas significativas incoerências.

  • José Maria

    E, como é evidente, os tótós do costume, mais uma vez cairam na esparrela do Esperança. São mesmo uns grandes palermas. Engolem tudo o que lhes põem à frente da boca.

    • Molochbaal

      Humildemente, pedimos perdão senhor.

      É que não temos o vosso discernimento, de acreditar que o deus que planeou, criou e infligiu a morte horrível do cancro, se preocupa imenso com o vosso bem estar e o da família de vossa excelência.

      Deverá ser, talvez, devido ao berço, evidentemente dourado, em que vossa excelência haveis sido criado.

      Como vós sois muito precavido, continuai a acreditar, cegamente, que o criador do horror da lepra é um ternurento que reservou um cantinho aconchegado, para vós e a vossa finérrima família passardes a eternidade em irrupções pletóricas de felicidade e êxtases místicos..

      Só por ser para vós.

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