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A ICAR na história da coca

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No século 19, o alcalóide da coca – a cocaína – fazia parte de fórmulas medicinais. Suas propriedades anestésicas e estimulantes garantiram o sucesso de muitos remédios e geraram fortunas, a exemplo do vinho tônico de Angelo Mariani (Vin Mariani), no qual a Igreja tinha interesses. Esta bebida era consumida inveteradamente pelo Papa Leão XIII, que chegou a fazer anúncios enaltecendo suas qualidades e a condecorar o seu produtor com a medalha de ouro do Vaticano. O Vin Mariani levava a absurda quantidade de 250 mg de cocaína por litro; a Coca-Cola, que manteve o alcalóide em sua fórmula até 1923, não usava mais de 7 mg/litro.

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1 thoughts on “A ICAR na história da coca”
  • Ah Pois!

    Este texto demonstra como a tua sacrossanta ciência é falaciosa e reaccionária.

    A síntese da cocaína foi um trabalho da ciência e não uma criação natural de Deus, nem do Papa, nem da Igreja.

    A tua intocável ciência, indiscutivelmente verdadeira, sempre racional e correcta, foi a aldrabona (ou ladra, não sei) que vendeu gato por lebre, fazendo da cocaína um produto medicinal, de incomparáveis propriedades terapêuticas, aconselhável e muito respeitosamente avalizada pela chancela cientifica.

    Quem estava errado?
    Seria o Papa que se fiou na ciência?

    Há, no entanto, uma ressalva, as dosagens de 250mg e 7mg não comparáveis de per si. O método de síntese é que determina a dosagem e a eficácia.

    5mg de hoje terão uma pureza e uma eficácia superior os 250mg de então,

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