Auto da Barca do HM
AUTO DA BARCA DO HM*
Por
João Pedro Moura
– Ó da barca, para onde me levas?
– Para meu novo porto, mas de Senhor velho, viajante! Eu, H.M., ao leme… o porto é só meu!
– E que me ofereces nesta tua barca velha?
– Ora… isso mesmo… um vinho único e bom e bom petisco, de celeste aprisco!
– …
– …
– Chamas bom a este vinho, de sabor a pinho?! E petisco a este cisco?! De arisco e diabólico aprisco!…
– É tudo da minha capela, viajante! E só eu é que enfuno a vela!…
– H.M., que porto é aquele de que afinal me afastas?! Não lá pastas?!…
– Por ora derivo, viajante! Não tenho divo, que me oriente!…
– Mas não governas capela???!!! Não és tu que enfunas vela???!! ! Que testas no teu porto novo???!!!
– Ora, nem novo nem velho testamento!… Mingua-me o tento! Já não aguento!…
*H.M. – Heteronimista Metastático: apodo da mascote viscosa, deste Diário, em processo (abortivo…) de renascimento crédulo…
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