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  • 1 de Julho, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

Associação Ateísta Portuguesa. Exposição ao M. E. C.

Exmo. Senhor

Ministro da Educação e Ciência

Prof. Dr. Nuno Crato

Rua da Imprensa à Estrela, 4

1200-888 Lisboa

http://www.sec-geral.mec.pt/

 

Exmo. Senhor Prof. Dr. Nuno Crato,

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) tem recebido várias queixas de pais de alunos em relação à forma agressiva como as Escolas de várias Dioceses promovem as aulas de EMRC, pelo que vem expor e solicitar o seguinte:

O objetivo dos professores de EMRC é explicitamente revelado pela diocese do Porto em Educar, em tempo de escombros, revelando o proselitismo de que vários pais se queixam. Foram distribuídas, como oferta aos alunos, 75 mil pulseiras com a mensagem “EMRC! Eu quero.”, tendo sido impostas, dentro da escola pública, à revelia dos pais, durante o último ano letivo, em diversas escolas, e enviadas pelo correio (não havendo, nesta última situação, objeções da AAP).

Há queixas, que a AAP não pode comprovar, sobre a receção inamistosa aos pais que foram reclamar e, num caso, também sem possibilidade de averiguação, de represálias sobre o aluno.

Independentemente da convicção desta associação, de que a escola pública não deve ser um veículo de promoção de religiões particulares, está em causa, segundo as referidas queixas, um proselitismo incompatível com a laicidade do Estado que a CRP consagra.

A colocação de pulseiras, dentro da escola pública, contribui para a discriminação dos que a não aceitam e transforma-se num instrumento de coação para os filhos dos pais que não querem confiar a formação moral e religiosa aos agentes da Igreja católica.

Assim, vimos solicitar que seja feito um inquérito, nomeadamente ao agrupamento de escolas de Stº Tirso e, em especial, à Escola Tomás Pelayo onde a direção do referido agrupamento parece colaborar com o proselitismo musculado.

Em nome da laicidade e da liberdade religiosa, a AAP solicita a V. Ex.ª que mande averiguar as queixas apresentadas em relação a várias escolas e pede para ser informada das conclusões e providências para que a escola pública não se transforme em sacristia.

Esperando que o próximo ano letivo decorra sem proselitismo religioso nas escolas públicas,

Apresentamos os nossos cumprimentos e aguardamos as informações que a este respeito se digne mandar transmitir-nos.

Odivelas, 01 de julho de 2013

Associação Ateísta Portuguesa

51 thoughts on “Associação Ateísta Portuguesa. Exposição ao M. E. C.”
  • stefano666

    em nome da diversidade religiosa…defendo que os alunos tambem tenham direito a simbolos de bruxaria, paganismo, satanismo, umbanda, islamismo, judaismo,hinduismo etc

    • Tiago

      Só que bruxaria, ATEÍSMO (faltava nesta lista), paganismo e satanismo não são religiões, e mesmo umbanda é mais uma corrente esotérica, espirita, do que uma religião.

      • Moloch Baal

        Engraçado.
        O paganismo não é religião…
        Será então um desporto?

        • jorge

          Estou a falar a sério: existe uma religião chamada paganismo?

          • Telmo

            Claro que não, caro Jorge.

            A própria concepção de paganismo está ligada a conceitos sociológicos e a conjunturas sócio-culturais.

            O paganismos está para as religiões organizadas modernas, como a ateísmo para a ciência.

          • Moloch Baal

            Agora falas contigo mesmo ó travesty?

            Então os adoradores adoradores de atena, Baal, Júpiter, Ketzalcoatl etc era tudo ateu.

            Já estou a ver os ateus todos a fazer sacrifícios aos deuses.

            Não tens vergonha de ser tão atrasado mental?

          • Telmo

            Então explicita lá qual é a religião que se chama paganismo, quais são os princípios dogmáticos e os seus rituais.

          • Moloch Baal

            Bem.

            Estamos então perante um conceito novo.

            Segundo vocês, só as “religiões organizadas modernas” são religiões.

            Vou então aceitar a vossa ideia.

            Portanto, durante a maior parte da história da humanidade, quando não existiam ou não estavam disseminadas as “religiões organizadas modernas” todo o mundo era ateu.

            Portanto, a maior parte da humanidade, ao longo da maior parte da história, foi ateia.

            Resta então saber porque raio estão vocês sempre a dizer que a religião é “natural” e que a maior parte das civilizações e sociedades são religiosas.

            PS

            Gostava que fossem ter com os investigadores das civilizações clássicas e pré-clássicas etc explicar a vossa grande descoberta desse brilhante conceito de que os antigos egípcios, os gregos, os celtas, os Incas etc, eram todos ateus.

            Haja pachorra para aturar atrasados mentais…

          • Moloch Baal

            Deve ser uma questão de berço que vos faz dizer estas idiotices.

            Quando se é educado na mentira e na hipocrisia já não conseguem sair disso.

          • Telmo

            Por que será que as tuas deduções, além de absurdas são desonestas.

            Quem disse que só as “religiões organizadas modernas” é que são religiões?
            És mentiroso!

            Raciocinas a carvão, e carvão molhado, por isso achas que todos são como tu.

            As religiões actuais são fruto da evolução, sociológica, cultural e social (e antropológica). Por isso se dizem religiões organizadas modernas. Tal como podes dizer: “a democracia da grega clássica” (ou a democracia ateniense) e “as democracias modernas”, ou “as sociedades primitivas” e as “sociedades modernas”, ou “as sociedades tradicionais” e “as sociedades modernas”.

            Podias se mais polido e cuidadoso nas tuas aventuras por terrenos que não dominas.
            Em vez disso, preferes ser rude é grosseiro, como convém a todo o individuo mal-formado.

            Não vou classificar as tuas afirmações como “idiotices”, porque, até para ser idiotices lhes falta classe e razoabilidade.

            Repara que tu assumes: ” Quando se é educado…”, mas tu nem educado és.

            A pior hipocrisia e a pior mentira é, ante factos, negar reiteradamente e adulterar aquilo que é constatável.
            Isso é especialidade dos ateus.

          • Moloch Baal

            “Quem disse que só as “religiões organizadas modernas” é que são religiões?
            És mentiroso!”

            Bem, agora que ficou claro que estás a mentir descaradamente para provocar, passemos à prova.

            “Só que bruxaria, ATEÍSMO (faltava nesta lista), paganismo e satanismo não são religiões, e mesmo umbanda é mais uma corrente esotérica, espirita, do que uma religião.”

            “Tiago”

            Como vês foram os teus amiguinhos cristãos aldrabões que disseram e continuam a dizer a alarvidade de que o paganismo não é religião.

            Agora que já sabemos que és um mentiroso de terceira categoria, que está aqui apenas para provocar podemos passar à tua ENORME educação de que tanto te gabas.

            Foi no berço que te ensinaram a mentir só para provocar indecentemente as pessoas, ou já nasceste assim?

            E sim, dizer que as religiões pagâs não são religiões, é uma IDIOTICE CHAPADA.

            isto É EVIDENTE e tu só não admites porque és um MENTIROSO RASCA.

            Deve ter sido do berço de má qualidade.

          • stefano666

            o travesti tem inveja das “novas religioes”

          • Moloch Baal

            É.

            Os crentes, até entre eles são desleais.

            Chegam ao ponto de “decretar” unilateralmente, que a religião dos outros não é religião.

            Pelo comportamento tão estúpido como arrogante se vê o grande “berço” que tiveram.

  • orenascido

    Embora a realidade sociológica de Portugal seja a de um país predominantemente católico, penso que seria mais adequado à laicidade do estado que a disciplina de EMRC, ainda que facultativa, fosse substituída por outra que abordasse culturalmente o fenómeno religioso, onde pudessem ser debatidas e confrontadas as diversas posições ideológicas, incluindo obviamente as agnósticas e ateístas. Quanto às pulseiras em causa ,se elas contivessem a mensagem ” EMRC! Eu não quero” já o Carlos Esperança ficaria caladinho. Tal e qual como se, nos transportes públicos portugueses, fosse inserida a mensagem propagandística similar à da foto abaixo publicada. Em questões de ética e de princípio, já deu para perceber que este DduA e o seu moderador têm uma das vistas cega.

  • Rato

    « de que vários pais se queixam.»

    Nem uma queixa chegou à AAP, e tomou conhecimento de um único caso de um pai que, por ter problemas variados, tem a CPCj a avaliar a sua acção educativa e o poder paternal.

    Que varias queixas foram essas?
    Será este pai capaz de educar a filha?

    • Apolo

      Rato, volta para a toca. Se não sabes do que falas, cala-te. houve muitas queixas e mesmo que não houvessem, este pedido de esclarecimento faz todo o sentido. Estamos num estado laico. Não ao proselitismo Católico.

      • corrector ortográfico

        ” mesmo que não houvesse” é que estaria correcto, vê se não dás pontapés na gramática, Carpinteiro.

        http://emportuguescorrecto.blogs.sapo.pt/8293.html

        • Apolo

          Lá à língua sabes tu bem dar, Antolo.

          • Tiago

            Foto e atitude de ateu, certo?

          • Apolo

            Claro que é foto de ateu. Tu não aceitas a evolução. Achas-te um ser superior. Mas já foste assim parecido. Gostes ou não.

          • Tiago

            O Tiago já foi parecido com este macaco?

            Não achas que estás a levar o Darwinismo longe de mais?

            Queres dizer que também tu já foste?
            Olha, que eu posso provar-te que não fui.

          • Moloch Baal

            Tenho a impressão que ele ainda se parece um bocado.
            Mesmo quando se veste de luíso e aplica kilos de rimel e pó de arroz aquilo salta à vista.

        • carpinteiro

          Antolo vai chamar pai a outro.

          Herbívora era a tua tia.

          O melhor amigo da tua maravilhosa esposa ateia, é ateu.

      • Tiago

        E o estado laico tem a ver com isto em que aspecto?

        Algo disto está a influenciar a independência religiosa do estado? alguma lei ou medida do estado foi condicionada por isto?

        Se isto demonstra tanto poder, porque passais a vida a dizer que a Igreja já não tem influencia sobre as pessoas?
        Que patetas!

    • Carlos Esperança

      crónicas

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      O direito à liberdade religiosa – Isabel Braga

      Hoje em dia, nas nossas escolas, não se pode dar um passo sem preencher um formulário, fazer um relatório, pedir autorização ao encarregado de educação ou publicar na página de internet da escola. Os professores, e sobretudo os directores de turma, estão atulhados em trabalho e burocracias, quantas vezes inúteis!

      Muitas vezes estamos tão cansados, que já nem paramos para pensar para que servem certas formalidades ou porque é que foram implementadas. Há, no entanto, muitas destas formalidades que fazem todo o sentido, sobretudo quando estão em causa os direitos, liberdades e garantias dos nossos alunos. A Constituição da República Portuguesa, os Direitos das Crianças, o Estatuto do Aluno e mesmo os Regulamentos Internos de cada Escola repetem os direitos fundamentais das crianças e jovens, para que ninguém se esqueça, e de forma a que sejam respeitados pelos diferentes agentes educativos.

      Não é portanto de estranhar, que se exija a identificação de um adulto que vai à escola falar com uma criança, ou que se peça autorização do encarregado de educação para um aluno participar numa visita de estudo.

      O que é inadmissível é que ainda hoje, nas nossas escolas, continuem a existir violações de leis fundamentais que protegem os direitos e liberdades dos alunos assim como dos seus encarregados de educação. Refiro-me em particular ao direito à liberdade religiosa e ao facto de continuarmos a assistir na escola pública a manifestações de carácter religioso, sem que se respeite o direito à diferença, à liberdade dos encarregados de educação e os direitos das crianças.

      No dia 15 deste mês (de maio) comemorou-se o Dia Internacional da Família e, na escola onde trabalho, estava agendada e aprovada pelo Conselho Pedagógico uma actividade sobre o tema, para as turmas do 5.º ano. O que eu não sabia era que o senhor Padre era o convidado especial.

      Os alunos tinham preparado umas canções nas aulas de Educação Musical e todos os alunos das turmas do 5.º ano participaram. De seguida, os alunos dessas turmas que estão inscritos na disciplina de E.M.R.C. (Educação Moral e religiosa Católica) leram umas frases sobre a família, houve explicações da coordenadora do G.A.A.F. (Gabinete de apoio ao Aluno e à Família), um discurso da senhora Directora do Agrupamento de Escolas e uma apresentação feita pelo senhor Padre.

      O Padre é brasileiro, bom comunicador e parece saber seu ofício. Prendeu a atenção dos alunos e fê-los participar numa sessão de “sermão e missa cantada”. Slogans como: “Família, arquitetura divina”, “Família, um projeto de Deus” ou “Eu estou no meio de Deus” foram ditos, repetidos e cantados em coro, como verdades absolutas. Aquilo pareceu-me uma autêntica lavagem ao cérebro. Fui de tal forma apanhada de surpresa que nem tive reacção.

      Eu própria fui educada na religião Católica e acho que não me fez mal nenhum, tendo contribuído para a minha formação como pessoa, para os valores que defendo e para aquilo que sou. E é por isso mesmo que não posso, nem devo, pactuar com faltas de respeito pelas opções religiosas dos meus alunos nem desrespeitar as decisões dos seus Encarregados de Educação.

      Não é por acaso que os pais e encarregados de educação inscrevem (ou não) os seus filhos nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. É que há, neste país, pessoas que professam outras religiões e muitas que não acreditam em nenhuma.

      Se, para participarem numa visita de estudo, de qualquer disciplina, os alunos devem trazer uma autorização assinada pelo Encarregado de Educação, por maioria de razão, os alunos que não estão inscritos em E.M.R.C. não deveriam participar em actividades organizadas no âmbito desta disciplina, sem autorização dos mesmos.

      Visto tratar-se de uma escola pública, cabe à Escola, ao seu Conselho Pedagógico e, sobretudo, à senhora Directora do Agrupamento de Escolas zelarem pelos direitos dos alunos no que respeita à sua liberdade religiosa. Neste caso, com a aprovação do Conselho Pedagógico e na presenças das Directoras de Turma, da Coordenadora do G.A.A.F., da professora de E.M.R.C., da professora de Educação Musical (que acumula as funções de Coordenadora de Projectos Pedagógicos, Coordenadora do Plano Anual de Actividades e Coordenadora dos Directores de Turma) e da senhora Directora, foi nitidamente violado o ponto 3 do artigo 43º da Constituição da República Portuguesa e o ponto 1, alínea a) do artigo 7º do Estatuto do Aluno e Ética Escolar. Os alunos que não estão inscritos em Educação Moral e Religiosa católica, pura e simplesmente, nunca deveriam ter participado nesta actividade.

      Isabel Braga

      http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=3dfa6639-48f6-4d0a-9a1f-72efb8887197&cntx=%2FDGyZQCGYwRowdyaTZXuYr4GvcXTKGbfq3EA4jUzRwf6n2Y592C6bo4ecwXnz1Z6

      • David Ferreira

        Provas. Factos. Constatações. Análise perspicaz. Vivemos de e para que estas realidades se sobreponham à mediocridade da fantasia dogmática que este tipo de instituições pretende reavivar, com o propósito de reconquistar um poder de outrora que se desvanece aos poucos.

        Talvez seja por isso que todos os que vivem num mundo de ilusão se insurjam tanto contra quem tem uma visão lúcida, crítica e objetiva da sociedade em que está inserido.

        Não combater as leis e as ideologias que o conhecimento e o desenvolvimento tornaram obsoletas, é recusar a evolução civilizacional, permitindo a regressão das sociedades. É retroceder alegremente ao passado com temor de um futuro sempre incerto mas sempre aperfeiçoado.

        Quem vive para servir e adorar mitos com a cegueira de uma certeza intangível, nunca terá a noção de verdadeira liberdade de escolha e nunca compreenderá que os outros a possam ter. O medo de se estar errado exponencia a negação em quem não tem a coragem de o tentar descobrir.

      • Tiago

        Nem um nem outro, por dois motivos:

        O Plano Anual de Actividades é do Conhecimento dos pais, é sua obrigação informarem-se sobre o assunto, e cabe a estes dar conhecimento das actividades em que os seus filhos não participam.

        O facto de ser um Padre a efectuar a palestra , não a torna numa acção religiosa. São muitos os padre os que leccionam, no ensino público, Português, Filosofia, História, Latim, Direito, etc. Isso não torna essas disciplinas confessionais.

        Falando de família, é muito natural que sejam abordas as visões da família nas diversas vertentes, incluindo, segundo as diferentes concepções religiosas.

        Não vejo nenhuma violação de nada.

        • Anti-pulha

          “Não vejo nenhuma violação de nada.”

          Pois não, pulha. Tu só vês o que te convém, independentemente do nick que estejas a usar.

          “Slogans como: “Família, arquitetura divina”, “Família, um projeto de Deus” ou “Eu estou no meio de Deus” foram ditos, repetidos e cantados em coro, como verdades absolutas.”

    • Telmo

      A serem apresentadas queixas (e não foram), nunca poderia ser apresentadas a uma associação privada, pois não legitimidade, autoridade ou competência para tal.

      Nem que fosse a associação portuguesa dos veteranos e guerra, a quem reconheço muito valor e estima.

      “solicita a V. Ex.ª que mande averiguar as queixas apresentadas em relação a várias escolas e pede para ser informada das conclusões e providências para que a escola pública não se transforme em sacristia.”

      Pensa a lagartixa que é um jacaré!

      Desde quando e porque carga de água, o MEC iria comunicar algo a uma simples associação de bairro?

      O ministério está perfeitamente informado de todas as campanhas informativas que se organizam na escola. Nesta altura do anos, são aos milhares as campanhas de cursos profissionais, disciplinas isoladas (exemplo: espanhol), que se fazem nas nossas escolas.

      E, não entendo porque não se abrem mais oportunidades e mais campanhas (ex: porque não se permite o acesso a línguas eslavas, ao mandarim ou ao árabe, pois as religiões já têm essa oportunidade).

      “Esperando que o próximo ano letivo decorra sem proselitismo religioso nas escolas públicas.”

      Esperemos que nenhuma escola publica tenha falta de oferta do ensino religioso, pois ainda é a única forma de se transmitirem valores, enquanto o MEC não criar um currículo que vise esse fim.

      Neste texto, o que eu acho abjecto é a expressão “proselitismo”. Sobretudo porque é a forma rigorosamente matemática que a AAP tem de confessar publicamente o seu fundamentalismo extremista e maníaco. “Proselitismo” é o nome que os fundamentalistas talibãs dão àquilo que consideram um crime horrendo – a liberdade religiosa. O mesmo fazem os ateus, sendo que aquilo que chamam proselitismo nem é crime, nem é condenável e faz parte dos mais elementares direitos.

      Assim sendo, como pode um simples associação de amigos “petisqueiros”, sem reconhecimento nem valor reconhecido, ter a ousadia de dizer que “aguardamos as informações que a este respeito se digne mandar transmitir-nos”?

      Onde estamos afinal? Daqui a nada será a associação dos entalhadores, que muito preso, a pedir explicações ao ministro da economia!

      • Tiago

        “nunca poderiaM ser apresentadas a uma associação privada…” que nem um simples estatuto de utilidade pública tem.

        E que tivesse!

        • David Ferreira

          Aperte-se bem e tenha uma muito boa noite.

          • Moloch Baal

            Será que também resulta no pescoço?

          • Telmo

            Este sr. parece-se com o Luís Grave Rodrigues (que eu conheço pessoalmente).
            É seu familiar?

      • David Ferreira

        Liberdade religiosa? Onde está a presença de outras religiões nas escolas? É liberdade religiosa o que você chama ao monopólio da ICAR?

        • Paulo

          Existem em Portugal outras confissões religiosas a leccionar.
          Como existe um mínimo de alunos para abrir uma turma, isso impede que uma escola com dois ou três alunos muçulmanos possam ter tal disciplina.
          O mesmo se aplica a outras disciplinas.

          Por isso os evangélicos têm mais facilidade de constituir uma turma. daí que seja, depois dos católicos, a religião que oferece a disciplina em mais escolas.
          Mas, nada mais impede as restantes religiões, reconhecidas como religiões no nosso país e na Europa, de o fazerem.

          • David Ferreira

            Mas deveriam ser impedidos. Explique-me lá a importância da religião numa escola. Fora dela, tudo bem, para quem quisesse. Agora numa escola? Por que carga de água? Para ensinar o quê? Fantasias? Suposições? Mentiras descaradas? Não me parece.

          • stefano666

            em nome da democracia e da “fantasia”… que tal ensinarmos algo sobre centauros, fadas etc?

          • Telmo

            A religião é a mais importante forma de transmissão de cultura e de valores.

            Atenção srs ateus, que as religiões são sistema ético-morais e culturais organizados. A maioria dela), mas tal não é absolutamente necessário.

            Na formação da personalidade e na socialização, que são os objectivos primeiros da escola moderna, os valores, a ética, a moral e cultural da nossa civilização (Ocidental), são muito mais importantes do que as questões cientificas.

            Já lá vai o tempo em que a escola servia apenas para transmitir conhecimento enciclopédico e científico. Hoje há nenhum pedagogo defende isso.

            Curiosamente, são as doutrinas ideológicas mais fechadas que defendem uma escola onde “as atitudes e valores” não são avaliadas. Esta vossa posição é um retrocesso de 50 anos.

            Portanto, as religiões não só têm um papel importante no ensino, como são defendidas por quase todos os pedagogos da actualidade. Há, inclusive, estados que apontam para a sua obrigatoriedade, alegando que os valores que fundamentam a nossa cultura, o nosso direitos, a nossa sociedade, são eminentemente de base religiosa.

            As religiões não ensinam fantasias, não mentem nem aceitam superstições.

            Além disso, os “curricula” das disciplinas de Moral leccionadas nas nossas escolas, não incluem teologia dogmática, mas sim questões de valores práticos e civilizacionais. Mais de 80% dos docentes de Moral são leigos (laicos). E, pelo que falas, desconheces em absoluto os programa curriculares dessa disciplina.

            Em exemplo: Os direitos humanos – diversas fases (gerações dos direitos humanos), tratados, legislação e instituições ligadas aos direitos humanos.

            Lamentavelmente, para um ateu tudo isto é superstição, fantasia e mentira!

            Muitos dos pais que colocam os filhos nas aulas de Moral, nem vão à Igreja. Mas, porque são responsáveis, querem um formação completa para os filhos.

          • Telmo

            Não sei como, mas fiz aqui um corte imperdoável (maldito telemóvel).

            «Atenção srs ateus, que as religiões são sistema ético-morais e culturais organizados. A maioria delas assenta no principio da existência de Deus (ou Deuses) , mas tal não é absolutamente necessário.«

          • David Ferreira

            Cortou um heterónimo ao meio com um simples telemóvel. Ui, deve ter doído.

          • David Ferreira

            As religiões não ensinam fantasias, não mentem nem aceitam superstições? As religiões foram construídas e vivem de fantasias, mentiras e superstições. Exemplos práticos e simples? A existência de uma suposta vida após a morte, a existência de deuses, de espíritos imateriais, os milagres, os exorcismos…ia por aí fora. Toda a doutrina católica, por exemplo, é baseada em conceitos de povos primitivos que não se justificam nos dias de hoje.
            Eu tive aulas de EMRC, por isso não me venha dizer que a par do ensino moral e cívico não vem toda a carga obscura da mitologia cristã.
            A maioria dos colegas que tive na escola não tiveram educação moral ou religiosa, e são cidadãos exemplares. É uma tremenda falácia passar a imagem da necessidade de ensino religioso. A moral dá-se em casa, no seio familiar, na escola por intermédio dos professores. Sem necessidade de obscurantismo.
            Os valores que refere, como já referi, são seculares, existiam antes e independentemente de toda e qualquer religião moderna. São valores humanos, não religiosos. Mais uma falácia.
            As religiões são defendidas por quase todos os pedagogos da atualidade? Mais uma mentira, mais uma afirmação de quem é dependente da crença.
            Sim, para um ateu, todas as religiões, são pura mentira, superstição e fantasia. A não ser que consiga provar a existência do que elas afirmam. Acha que consegue? Tente.
            A moral não é exclusiva à religião. Nunca foi nem nunca o será. É dos Homens, crentes, descrentes ou anti crentes.

          • stefano666

            s this the real life?

            Is this just fantasy?

            Caught in a landslide

            No escape from reality

            Open your eyes

            Look up to the skies and see

            I’m just a poor boy

            I need no sympathy

          • Ah Pois

            Frequentaste EMRC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

            Estás à espera que alguém acredite no que dizes?!

            Além de passado, és convencido!

          • Moloch Baal

            Eu também frequentei EMRC.

            O que tem isso de especial?

          • Moloch Baal

            O maluco pensa que só eleitos de deus podem ter aulas de EMRC.

            Eu também as tive e vi bem que a maior parte do que lá ensinavam era só propaganda católica e superstições.

          • Moloch Baal

            “A religião é a mais importante forma de transmissão de cultura e de valores. ”
            Queres então dizer que quem não tiver religião não tem cultura nem valores.
            Se fosses insultar a tua mãezinha é que fazias melhor.

          • Telmo

            Em parte sim!

            Quem não tem religião, à partida, falta-lhe uma infinidade de valores e a cultura fica-lhe pela metade.

            Aliás, é muito comum ver-se um académico, com razoáveis conhecimentos na sua área, mas com muito pouquinha cultura (este pormenor, infelizmente, também afecta alguns crentes)

          • carpinteiro

            Concordo consigo.
            A mitologia é um capítulo interessantíssimo dentro do estudo académico.
            Só é pena que os crentes se mantenham no estado de infantilidae, e não consigam distinguir a mitologia da realidade.

          • Moloch Baal

            Portanto, por exemplo, um prémio nobel de literatura ou física ateu, não pode ter cultura se não acreditar nas tuas ideias.

            Um bombeiro ateu, que arrisca a vida pelo próximo, não pode ter princípios nenhuns.

            Só acreditando nas tuas ideias é que se pode ser culto ou ter princípios.

            Bem.

            O simples facto de dizeres estas verdadeiras animalidades prova, por si só, que és profundamente ignorante e não tens princípios nem cultura.

            É uma questão de não te terem sido dados valores nem cultura quando eras pequeno.

            Qualquer pessoa com um mínimo de cultura e de decência humana teria profunda vergonha de dizer as anormalidades que aqui debitas como se fossem grandes verdades filosóficas.

            Mas a tua falta de educação e de cultura nunca te permitirá perceber isso.

            Agora já não há nada a fazer.

          • Moloch Baal

            “Na formação da personalidade e na socialização, que são os objectivos primeiros da escola moderna, os valores, a ética, a moral e cultural da nossa civilização (Ocidental), são muito mais importantes do que as questões cientificas.”

            Ah.

            E então só os crentes têm valores, ética, moral e cultura.

            Devem ser aqueles altos valores e cultura que vemos nos líderes católicos que são procurados pela polícia nos escândalos mafiosos do banco do Vaticano e da pedofilia.

          • A1

            Por cada católico preso há mais de 100 ateus a caírem nas malhas da lei. Mas, como até os criminosos têm vergonha ou nojo de serem ateus, não o confessam,

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