Loading
  • 26 de Maio, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

A laicidade como condição de paz e sobrevivência

laicidade

Repetir é didático. Reitero a minha determinação em defender todos os crentes de todas as religiões e em combater todas as crenças prosélitas, totalitárias, racistas, xenófobas e misóginas.

Os pregadores do ódio que nas mesquitas e madraças acirram os crentes contra os infiéis não fazem mais nem pior do que os cristãos, ao longo dos séculos, contra muçulmanos e judeus, ou estes contra os muçulmanos da Palestina.

Não podemos consentir que todos os crentes de uma ideologia totalitária vivam reféns do medo e da vingança tal como não podemos deixar-nos ficar à mercê dos que julgam ter o Paraíso à espera depois de nos liquidarem.

O primarismo islâmico, exacerbado pelo fracasso da civilização árabe, é terreno fértil para a conversão e espaço assassino para os apóstatas. O fanatismo dos convertidos é hoje tão ardente como o dos primatas que corriam ao apelo dos papas para as Cruzadas ou ao dos monges que ateavam as fogueiras da Inquisição.

É difícil convencer Governos democráticos a abstraírem-se dos votos, a pensarem nos deveres cívicos e de que é intolerável que as crianças cresçam sob a fanatização das crenças, tantas vezes patrocinadas por eles nas escolas públicas, mas é intolerável que qualquer religião goze de privilégios diferentes de outra associação cívica.

Não cabe aos Estados pronunciarem-se sobre as virtudes de um credo ou definir direitos em função do número de fiéis. Tal como acontece com os partidos políticos, que partem em igualdade de direitos para cada escrutínio, assim deve ocorrer com todas as crenças, em cada dia, e serem objeto de vigilância quando a sua perigosidade o justifique.

O racismo é execrável e o respeito pelas minorias uma exigência ética e democrática. Só não podemos conceder a nenhum Deus ou à sua ausência que o apelo à violência ou o direito de impor os preconceitos de uma religião se sobreponha ao Código Penal de um País laico e democrático.

Um incitamento ao crime é um crime em si mesmo, ainda que venha na Tora, Bíblia ou Corão, e não se vê que seja racional aceitar cultos de religiões que nos países onde são poder proíbem as que os consentem.

A paz e a liberdade não podem ser deixadas ao arbítrio de Deus, têm de ser a exigência de quem prefere morrer pela democracia a vegetar numa teocracia.

 

4 thoughts on “A laicidade como condição de paz e sobrevivência”
  • kavkaz

    O exorcismo é uma vigarice da Igreja Católica. Até os padres o reconhecem…

    “É um problema de teologia. Os evangelhos falam do diabo, mas entendo isso como uma metáfora para o problema do mal, que não tem explicação científica”, diz. E no Convento da Luz, em Lisboa, encontra pessoas que acreditam na cura só ao “ver um padre, com estola, água benta, a fazer uma reza. É um placebo, na minha perspetiva, mas as pessoas ficam mais libertas”.

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/na-casa-do-exorcista

    • Helder

      “O exorcismo é uma vigarice da Igreja Católica.”

      Errado:
      o exorcismo é muito mais frequente entre os ortodoxos (bem relacionados com os ateus comunistas).

  • Milba

    De ficarmos estarrecidos. Entretanto, hoje, e cada dia, mais ainda com a crença evangélica no Brasil. Ao conversarmos com crentes evangélicos sobre a sordidez do caso do pastrófilo-traficante-estuprador-assassino pego pela Polícia Federal no RJ; vemos estupefactos que os crentes já não defendem “cristo” nenhum. Defendem com unhas e dentes patifes-pastutos que os adularam com interesses, e os manipulam. Diante de vídeos gravados pela PF, os crentes na mais estapafúrdia conivência, se prestam a dizer que é “perseguição”. As meninas estupradas passam a “faveladinhas-putas”(já não são mais “crentes” da igreja). Os crentes se devoram uns aos outros com o mais insano cinismo e torpeza. O “cristo” deles são CANALHAS que lhes dão duas bolsinhas de comida, uma vaguinha à troco de fartos dízimos garantidos, etc. E assim VENDEM até os familiares (dão as crianças como garantia de benesses dos pastivíboras). É um NAZISMO EVANGÉLICO, onde cada um que não seja um deles é um “inimigo”, e eles vigiam, roubam, armam ciladas, difamam; enquanto acobertam os mais sórdidos crimes embaixo da bíblia deles; a máfia da BÍBLIA DOS CRIMES ENCAPADOS.
    Calhordamente se passam na Sociedade como “gente du bem”.

You must be logged in to post a comment.