Loading
  • 29 de Abril, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

Se me provarem que é falso, vou a pé a Fátima

 

– No Texas, a Constituição (Artigo I, Secção 4) permite claramente a discriminação de ateístas em cargos públicos, «ninguém será excluído de uma posição pública com base nos seus sentimentos religiosos, desde que reconheça a existência de um Ser Supremo».

– O protestantismo evangélico é responsável pelos crimes cometidos contra médicos e enfermeiros que trabalham em clínicas onde se pratica a interrupção da gravidez;

– As tentativas de assassinato de Salman Rushdie, para cumprimento da fatwa proferida pelo aiatola Ruhollah Khomeini, e a obsessão dos bons muçulmanos em cumpri-la, são provocadas pela demência da fé;

– As tentativas de assassinar o cartoonista Kurt Westergaa por causa das caricaturas de Maomé devem-se à mesma cegueira religiosa;

– Os atentados das Torres de Nova York, do Metro de Londres, dos comboios de Atocha e numerosos outros crimes têm a assinatura perversa do Corão;

– Os atos terroristas do sionismo contra crianças e mulheres indefesas, o longo historial de horrores referidos no Livro Negro do Cristianismo e a continuada demência fascista do Islão político – atualmente o mais implacável e execrável dos monoteísmos –, mostram bem que deus não é bom e é um detonador do ódio e a mais totalitária das referências.

Efetivamente, deus envenena tudo.

48 thoughts on “Se me provarem que é falso, vou a pé a Fátima”
  • stefano666

    Se me provarem que é falso, vou a pé a Aparecida ou Bom Jesus da Lapa.

    – O Pentagono é comparsa de extremistas islamicos que assolam os povos saudita, bahreiniano,sirio,libio….

    – os principais interessados no 11/9(false flag) nao sao os “malvados islamicos”.. e sim a oligarquia do Pentagono… que usa o incidente como desculpa para promover “guerras democraticas”.

    – o 11/9 lembra o incendio do Reichstag, o Incidente de Mukden e o Lavon Affair

    – Menachem Begin foi um terrorista que ganhou o Nobel da Paz… ele foi responsavel pelo atentado ao King David Hotel.

    • provocador

      Tu és um chanfrado e ainda vais acabar num manicómio. Defender que o 11/9 ou o atentado de Boston não foi provocado por fanáticos islâmicos só mesmo de alguém que necessita urgentemente de internamento psiquiátrico.

  • provocador

    O Carlos Esperança diz que ” deus não é bom e é um detonador do ódio e a mais totalitárias das referências” e que ” deus envenena tudo”, o que é uma posição assaz curiosa para quem se afirma ateu. Eu pensava que os ateus não acreditavam em Deus. Logo, se, para eles, Deus não existe, não pode ser bem nem mau, óbvio, não é? Como é que se pode então escrever um texto tão estupidificante ?

    • David Ferreira

      Deus, neste caso, deve ser interpretado como a personificação de uma entidade que as religiões afirmam existir, uma figura de estilo que contém todos os piores defeitos do Homem, o que está manifesto nas escrituras consideradas sagradas. É assim que Deus deve ser entendido na leitura do texto, não como uma entidade real. Com o risco de se ficar estupidificado…

      • provocador

        Estupidificantes são aqueles que não conseguem perceber uma coisa elementar: que, como Camus dizia, ” o veneno está no coração do homem”. Esses, sim, são uma cambada de estúpidos, ignorantes e incultos.Se os homens construiram monoteísmos vários a partir dos seus mesquinhos e maldosos sentimentos, o problema está na maldade humana. Por causa dessa maldade intrínseca de muitos homens, se massacrou, torturou em nome de múltiplas ideologias, ateístas ou não ateístas. Qualquer indivíduo com dois dedos de testa consegue entender essa coisa elementar: Deus, a existir, não depende da criação do homem, e muito menos da sua maldade. Se há livros, ditos ” sagrados”, que transformaram o conceito de Deus em fonte de terror, o vírus continua a estar na maldade de humana e não é sequer fundamento da existência ou não de Deus. Qualquer tipo com dois dedos de testa consegue perceber isso. Menos o Carlos Esperança e os seus cães-de-fila.

        • David Ferreira

          Concordo com algumas observações que faz. Quando diz que Deus, a existir, não depende da criação do Homem, está a referir-se a que Deus? É que o Deus de que se fala aqui deu-se a conhecer pelos escritos que alegadamente teria inspirado.
          Não há maldade intrínseca no Homem. Há comportamentos que adotámos para nossa conveniência evolutiva por serem mais benéficos para a nossa estabilidade social. Senão veja: consegue imaginar um mundo onde apenas existisse o bem na espécie humana? Onde tudo fosse perfeito, onde os homens não se matassem, onde a espécie se pudesse reproduzir sem os entraves da maldade? Sabe o que seria esse mundo? Um perfeito inferno onde a espécie se reproduziria desmesuradamente até escassearem os recursos naturais, o que levaria a natureza a ter que se impor, voltando tudo ao início, com guerras e mais “maldade”.
          Não há maldade no Homem. Há apenas o Homem. Que se pode aperfeiçoar, mas que nunca deixará de ser Homem.

          • provocador

            Não há maldade no Homem? Você não pertence a este mundo, essa frase só poderia ter sido proferida por um indivíduo completamente alienado. Vá-se tratar.

          • David Ferreira

            Não no sentido que lhe você quer dar. Resumindo e baralhando, tudo não passa da permanente luta pela sobrevivência. O Homem evoluiu, temos que o analisar nessa perspetiva. Dizer que a maldade é intrínseca no Homem, é o mesmo que aceitar que o “pecado” nasceu com ele. Mas o “pecado”, ou a “maldade”, não nasceu, evoluiu a par com o Homem.
            Ninguém nasce bom ou mau. Nasce para sobreviver. Tudo o resto são designações com que nós identificamos as variações comportamentais que nos permitem essa sobrevivência.

          • provocador

            Você é doente.Vive num mundo surreal, completamente afastado da realidade mais elementar. Junte-se ao Stefano Barbosa e marquam consulta rápida num psiquiatra que bem precisam. Vocês são totalmente chanfrados.

          • stefano666

            toninho… já pagou seu dizimo… e passou pelo exorcismo??

          • Moloch Baal

            Eu não acredito no pecado, mas aprendi que, para lixar o próximo, o homem até a sobrevivência arrisca.

            A história contém milhões de exemplos em que a cooperação e a solidariedade são imprescindíveis para a sobrevivência dos envolvidos, mas o tal Homem prefere sempre a confrontação, perecendo muitas vezes no processo.

            A nossa crise atual é um perfeito exemplo disso. Só para lixar o próximo os agentes do sistema económico estão literalmente a virar o barco, arriscando-se a afogar-se no processo.

            Um adulto dizer que não existe maldade intrínseca é uma verdadeira barbaridade.

            Vê esse vídeo e diz-me o que a “sobrevivência” dessa
            mulher ganhou com isso.

            http://www.youtube.com/watch?v=r8XpYmxJtI8
            http://www.youtube.com/watch?v=r8XpYmxJtI8

          • David Ferreira

            A crise não é fruto da maldade do Homem. É fruto da sua ganância, da ânsia de querer sempre mais. Se ela provoca mal na humanidade? Obviamente que sim. Mas creio que afirmar que os indivíduos que gerem a banca e a economia mundial agem dessa forma para provocarem propositadamente o sofrimento noutras pessoas parece-me um pouco desarrazoado.

            O vídeo demonstra uma exceção. É uma situação particular que não representa a generalidade do comportamento humano. Ao particularizar, perde a razão no que afirma.
            Já vi que não percebeu o que quero dizer quando digo que não existe maldade intrínseca. O que entendemos por maldade faz parte do bolo comportamental que constitui a nossa essência de animal social. A natureza encarrega-se muito bem de fazer a gestão desse funcionamento e corrige-o sempre que existem excessos, mantendo o equilíbrio.

          • Moloch Baal

            Ah.

            Afinal parece que sempre admite que existe maldade “intrínseca”.

            A crueza das imagens não deixa outra hipótese não é ?

            Agora, então, refugia-se na suposta “excepção”…

            Vejo que não faz ideia das dezenas de milhares de casos de tortura de animais e de crianças acontecem todos os dias.

            Caro ingénuo, aquela vaca k aparece no filme não é a “excepção”, simplesmente teve azar de ser apanhada.

            Milhões de “excepções”iguais a ela fazem todos os dias coisas semelhantes, simplesmente não são apanhadas.

            Se não fosse aquela camara oculta, aquela seria mais uma simpatica e sorridente senhora, com que você se cruzaria e daria os bons dias ingenuamente enternecido pela bondade da humanidade.

            Eu já tive outra EXCEPÇÂO igualzinha àquela na família, que teve o azar de ser apanhada e tudo.

            Nossa, quanta “excepção” anda por aí não é ?

            É exactamente o contrário do que você diz, não é a “natureza” que corrige, é a sociedade que obriga a ESCONDER e tenta limitar os estragos daquilo que seria o comportamento NATURAL de grande parte da população.

            Quanto à crise, não é verdade que se deva apenas à ganância, porque há muitas formas de ganhar dinheiro sem fazer mal a ninguém.

            Mais, na sociedade actual, para as classes ricas ganharem dinheiro é IMPRESCINDÌVEL solidariedade, mesmo k interesseira, porque se destruirem o poder de compra das classes baixas, as suas empresas vão acabar por rebentar por falta de mercado para os seus produtos.

            No entanto é exactamente isso que estão a fazer.

            O Lehman Brothers ainda podia estar operacional se não fossem os exageros do capitalismo selvagem que ajudou a impor.

            Isto ultrapassa a simples ganância, estamos perante um TÍPICO e nada excepcional caso de AGRESSIVIDADE de classe pura e simples.

            Trata-se da satisfação proporcionada pelo exercício do poder de opressão do próximo e não apenas ganância.

            Espero que abra os olhos, porque pode vir a ter muitas desilusões na vida.

          • David Ferreira

            Meu caro, não pense que está a falar para uma criança. Já vi o mundo e o mal em formatos que o fariam vomitar. Sei muito bem do que estou a falar. Procurei abordar a questão do mal de um ponto de vista biológico e evolutivo, algo que você não conseguiu compreender obviamente.
            No seu entender todos ou grande parte dos humanos são naturalmente maus. Discordo plenamente. Para cada caso como os que você enumera, há milhões de outros que contrariam essas posturas comportamentais. Nós somos a educação que recebemos.
            Dou-lhe um exemplo de como funciona a evolução da agressividade:
            Os cães, nossos companheiros de estimação, são, na generalidade, dóceis. Os cães evoluiram dos lobos, animais selvagens, mais agressivos. Sabe como se tornaram os cães mais afáveis com os humanos? Por seleção. O homem foi eliminando todos os que se mostravam mais agressivos, permitindo que apenas os mais dóceis se reproduzissem. Nós somos animais. Agora reflita nisso, complemente com as caraterísticas muito próprias da nossa espécie, introduza aspetos culturais e tente perceber onde quero chegar.

          • Moloch Baal

            “Nós somos a educação que recebemos. ”

            Podemos ser, mas também podemos ser o oposto.

            O pai de um serial killer não é necessariamente um serial killer.

            Eu percebi perfeitamente onde quer chegar e em parte tem razão. Nunca tentei negar aspectos culturais e biológicos.

            Simplesmente é você está a fingir que não existem outros aspectos.

            Você está a fingir que não existem pessoas que se regozijam com o mal alheio e outras que, com a mesma cultura e biologia, tentam reflectir no que estão a fazer e ajudar o próximo.

            A cultura e a biologia dão para os dois lados, ambas podem potenciar a solidaridade ou a agressão.

            Simplesmente existem pessoas que tendem mais para um ou para outro lado.

            Agora, sem dúvida que podemos adoptar a vossa postura de que não existe bem nem mal, que é tudo uma questão biológica.

            Então tudo está justificado, sem dúvida que até um serial killer se pode justificar pela agressividade natural, biológica e social.

            Simplesmente, considero tal postura extremamente limitada em termos humanos.

          • David Ferreira

            Eu acho que o Moloch percebeu o que eu afirmei. É claro que eu não descuro todos os outros aspetos. Como já disse anteriormente, faz tudo parte do complexo bolo evolutivo que constitui o que somos, a forma como nos comportamos e como interpretamos a vivência social.

            Eu não estou a fingir que não existem pessoas más. Mas diga-me com franqueza: acha que essas pessoas representam a maioria dos humanos? Quando você sai à rua toda a gente o quer agredir gratuitamente? Não me parece. Muitos comportamentos violentos são condicionados pelos aspetos socioculturais presentes nas diversas sociedades. Existem muitos fatores que tornam umas pessoas mais violentas do que outras. Não preciso estar aqui a nomear todos esses aspetos, basta estudar-se um pouco estes assuntos para ficarmos mais elucidados sobre estes aspetos, embora muitos deles levem a interpretações dúbias.
            O pai de um Serial Killer não foi necessariamente um serial killer. Mas não tenha dúvida que muitos pais destes indivíduos contribuíram definitivamente para o comportamento desviante que os filhos vieram a manifestar. Muitos dos serial killers conhecidos foram vítimas de abuso e violações na infância. Toda a sua formação foi deturpada. E, como sabe, a formação é fundamental na moldagem da personalidade das crianças. Outros casos houve emm que se detetaram defeitos congénitos a nível cerebral nestes indivíduos. A parte biológica é fundamental para explicar muitos destes comportamentos fora da norma. E nem sempre estes indivíduos manifestam uma agressividade fora do normal. Há isso sim, uma agressividade empolada pelo recalcamento que o seu subconsciente se debate.
            Não sendo este um assunto fácil de abordar ou que gere consensos automaticamente, acho que a abordagem que eu preferi fazer sobre o assunto faz todo o sentido. E não a considero limitada em termos humanos. É uma abordagem demasiado fria e desapaixonada? Obviamente. Quando analisamos estes aspetos fundamentais que dão origem aquilo que consideramos especificamente humano, não podemos introduzir o fator sentimento.

          • Moloch Baal

            Concordo com tudo o que disse.

            Entretanto, incidentalmente, reparei que também concorda comigo.

            “Eu não estou a fingir que não existem pessoas más.”
            David Ferreira dixit
            Ou seja, concorda que EXISTEM pessoas más. Se acha o termo demasiado ligado a reações sentimentais, pode centrar-se na temática biológica-cultural da sua génese.
            Se são muitas ou poucas é um debate k não interessa agora, não serão com certeza uma ou duas exceções dignas de serem exibidas num circo pela raridade.
            Basta consultar as estatísticas sobre violência gratuita contra crianças e animais para arrumar a tese da extrema raridade desses bichos.
            Mas no essencial estamos de acordo.

          • David Ferreira

            O que eu pretendo dizer no fundo é que existe uma explicação para todos esses casos de violência gratuita. Podem não ser consensuais, mas existem. O meio ambiente, a formação e os defeitos congénitos são aspetos fundamentais na determinação dos comportamentos, sejam eles normais ou desviantes. O mal como caraterística independente de todos estes fatores é uma ilusão.

          • Provocadeiro

            ” proferida por um indivíduo completamente alienado. Vá-se tratar.”
            Boa, António Fernando! Gostei.
            Só não indicaste o nome do teu psiquiatra. O que deverias ter feito, por uma questão de delicadeza.
            Ou será que, por uma questão de honestidade, não o recomendaste? Isto é, por teres reconhecido, no teu psiquiatra, uma manifesta incapacidade profissional? Sim, porque contigo o homem não teve êxito.

          • Moloch Baal

            “Não há maldade intrínseca no Homem.”

            Não conhecemos o mesmo homem com certeza.

            Mas gostava muito de conhecer esse senhor.

            É que o Homem que eu conheço, na generalidade é mau como as cobras.

          • David Ferreira

            Então tem tido azar. Felizmente a maioria das pessoas que tenho conhecido durante a minha vida são boas, sendo as más uma exceção.
            Os “maus”, por norma, são afastados do convívio social, não são aceites no grupo.

          • Moloch Baal

            Mas que candura.

            Parece que neste blog era fácil roubar o lanche ao pessoal todo.

            Se calhar os “maus” não fazem o mal à vista de toda a gente não achas ?

            E às vezes até fazem, mas arrajam uma boa desculpa.

            Por exemplo, o que pensas que é a discriminação das minorias, a violência sectária, o hooliganismo, a xenofobia, a homofobia, etc ? São ÓPTIMOS pretextos.

            E não me venhas dizer que a maioria das pessoas não faz essas coisas que isso dá vontade de rir.

            “a maioria das pessoas que tenho conhecido durante a minha vida são boas, sendo as más uma exceção.”

            Não te ponhas a pau não.

            Eu, desde os bullys dos bancos da escola que tenho apreciado centenas das vossas “excepções”.

            Enfiem a cabeça bem fundo na areia que a realidade desaparece…

          • David Ferreira

            Acho que está a exagerar e não está a conseguir interpretar o que eu pretendo dizer.

            Quanto aos exemplos que refere, da discriminação passando pelo hooliganismo até à homofobia, todas estas caraterísticas têm uma explicação psicológica, social e cultural. Qualquer grupo social tem receio do que é diferente. Assim se iniciam muitos conflitos. Tudo isto é fruto de uma má interpretação da realidade. Ignorância e medo potenciam a violência. O ser humano constrói padrões e modelos que lhe garantem estabilidade. Tudo o que foge desses modelos é sempre recebido a princípio como negativo.

            No fundo, todas as caraterísticas que enumerou são defeitos de formação, conceitos socioculturais que são cultivados acriticamente por pessoas que não têm a capacidade para compreender a sua própria natureza, permitindo que o excesso de testosterona e de hormonas desreguladas os dominem..

          • Moloch Baal

            Sim, está-se mesmo a ver que a senhora do vídeo que postei estava com imenso medo do gato.

            Se calhar era por não o conhecer pessoalmente, logo o gato personificava o “desconhecido”.

            Ou então tem testosterona a mais.

            Está justificado o seu acto…

            O dela e o de milhões de casos de crueldade contra animais e crianças que se acumulam nas estatísticas.

            É tudo testosterona e medo do desconhecido.

            Os vossos pretextos médico-químico-freudianos para negar o óbvio são divertidíssimos.

            Reproduzem as falácias todas dos religiosos quando tentam justificar o injustificável.

          • David Ferreira

            Esses atos não são aceitáveis, obviamente, mas acredito que todos têm justificação, ou um motivo. Se fizessemos uma análise psicológica a todos os indivíduos que têm este tipo de comportamentos, veria que não são pessoas “normais”, que há qualquer coisa de errado a nível psicológico ou biológico com a maioria deles.

            Não são falácias, Moloch. Os inúmeros estudos efetuados e comprovados provam o que estou a dizer. O que é muitas vezes difícil de descortinar são os mecanismos que potenciaram esses comportamentos desviantes.

            Veja o caso muito falado dos cães violentos que atacam pessoas. Esses animais foram condicionados para serem violentos. A educação, a formação que receberam, faz com que a violência, para eles, seja a norma. O mesmo acontece com os humanos. Se condicionar uma criança para ela ser violenta e agressiva, não tenha dúvida que ela o será. A própria sociedade pode produzir inconscientemente este condicionamento se, por exemplo, uma criança crescer num meio ambiente violento. Veja o que acontece nas favelas. As mesmas crianças, educadas num meio ambiente diferente, terão comportamentos diferentes. A formação é importantíssima na formação da personalidade de um indivíduo.

          • stefano666

            “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe” – Rousseau

          • Moloch Baal

            Sim, o bom selvagem.
            O Rousseau às vezes metia a pata na poça.
            Basta ver os hábitos canibalistas e os sacrifícios humanos dos índios que inspiraram o mal informado Rousseau.

          • Moloch baal

            Concordo com tudo o que disse.

            Apenas lamento o que omitiu.

            Existem pessoas, com a mesma biologia, a mesma formação e origens sociais, às vezes até familiares, que têm comportamentos éticos totalmente diferentes.

            Existem pessoas capazes de esforços para ajudar um animal, outras deleitam-se com a o sofrimento e a morte.

            Pode ser que alguns sejam doentes, outros produtos do meio. Que sejam TODOS doentes ou simples produto do meio social é que não acredito.

            Mas o facto é que muita gente se deleita com o sofrimento gratuito – logo são pessoas más. Muitas vezes são até bastante mais más do que o meio social, que, precisamente, as reprime – logo não se podem desculpar com o mesmo.

            E existem muitos exemplos de pessoas que reagem contra essa “doença” reagindo contra as suas próprias tendencias de violência e contra as imposições do meio. Logo o determinismo absoluto não existe.

          • David Ferreira

            Não há pessoas com a mesma biologia. Independentemente das caraterísticas dos progenitores, todas as pessoas são diferentes.
            Não é doença nenhuma. São caraterísticas que foram úteis para o nosso desenvolvimento e que a vida social moderna nos obriga a recalcar. Com o tempo poderão desvanecer-se.

          • Moloch Baal

            Existem vários níveis de mal.
            Com certeza que assassinos em série não existem aos milhões. Até porque é uma atividade que costuma ter consequências para o praticante – repressão policial.
            Pessoas que praticam atos malignos a uma escala menor, leia-se – menos perigosa para os próprios, existem aos milhões.
            Sim, formação, sociedade e biologia têm muita importância.
            Mas existem muitas pessoas que praticam o bem mesmo contra a sua sociedade e reprimindo os seus próprios instintos agressivos.
            Outras, pelo contrário, praticam atos de crueldade muito para além do que é aceitável em sociedade.
            Outras, milhões, servem-se de gaps na sociedade para praticarem atos de crueldade gratuita dentro dos limites da legalidade.
            A um nível mínimo todos já convivemos com pessoas que parece só estarem bem com o mal dos outros. Não fazem nada de ilegal, simplesmente infernizam a vida de todos em redor, voltando as pessoas umas contra as outras, espalhando boatos, tentando prejudicar.
            Conheço um caso de um funcionário de armazém que fazia desaparecer artigos apenas para prejudicar os colegas. Casos destes ou parecidos com estes existem aos milhões.
            São TODOS pessoas doentes ?
            Então temos aí epidemia ao nível da gripe das aves.

          • Moloch Baal

            No tal mundo perfeito bastava a natalidade seria perfeitamente controlada.

            Não era preciso morrerem pessoas em sofrimento atroz.

            Já pareces os crentes a justificarem o mal por deus fazer o bem por linhas tortas…

          • David Ferreira

            E como é que se controlaria perfeitamente a natalidade?
            O sofrimento faz parte da nossa existência, não há volta a dar. As coisas são o que são, temos que aceitá-las como tal.
            Eu não estou a justificar nada, apenas acho que aquilo que entendemos por “mal” pode ser abordado e analisado por diversos ângulos e perpetivas. As coisas não são tão lineares assim. Temos que conseguir perceber o que é o bem e o mal.
            A desfiguração de uma mulher pelo facto de ter fugido à violência do marido para mim é um exemplo de mal. Para um muçulmano radical é uma forma de bem. Tudo é relativo. O “mal” tem uma razão de ser, tal como o “bem”. Ambos fazem parte do nosso processo evolutivo.

          • Moloch Baal

            “E como é que se controlaria perfeitamente a natalidade?”

            Estando nós a especular acerca de um hipotético mundo perfeito, acho extremamente capcioso que agora venhas levantar a questão dos problemas tecnicos de uma política de natalidade.

            Não, num mundo perfeito o sofrimento não seria necessário. O sofrimento existe porque o mundo é imperfeito.

            E não tenho a mínima dúvida que, para a senhora do vídeo, deitar um gato vivo para um caixote de lixo foi um “bem”. Pela simples razão de que a divertiu imenso.

            Assim como pode divertir a um serial killer matar crianças.

            Se não consegues ver o mal intrínseco nisso, o mal ABSOLUTO, puro e simples, acho melhor dar a conversa por acabada.

            Quanto ao processo “evolutivo”, é uma falácia.

            Hás-de explicar em que é que aquela “senhora”, com dezenas de milhares de anos de evolução em cima, educada na sociedade dos direitos humanos, que começa a explorar os direitos dos animais, é “evolutivamente” superior, por exemplo, a um homem pré-histórico, adorador de ídolos e caçador de bisontes, que adoptasse e protegesse um animal de estimação, como deve ter havido muitos.

            Ou em que é que a sociedade alemâ, por acaso das mais cultas da Europa, que votou em Hitler é evolutivamente superior, de um ponto de vista ético, a qualquer coisa que a tenha precedido.

            A “evolução” tanto pode evoluir num como noutro sentido.

            Bem podes fazer jogos de palavras e brincar com conceitos.

            Sim, é verdade que muita gente faz coisas más, pensando estara fazer o bem, mas só um perfeito ingénuo não percebe que, para muitas outras, tal pretenção não passa de um pretexto. Grande parte da população gosta pura e simplesmente de lixar o próximo.

          • David Ferreira

            Esse seu mundo perfeito é uma utopia. Nada mais.
            E desculpe-me mais uma vez, mas não posso concordar quando afirma que a grande parte da população gosta simplesmente de lixar o outro. E o mal absoluto que refere pura e simplesmente é um ilusão que você tem da realidade.

          • Moloch Baal

            A utopia não fui eu que começou a falar nela.
            Apenas estranhei que desse uma utopia como exemplo, para depois, quando lhe conveio, passara aplicar condicionantes realistas à sua utopia.
            Quanto à sua obstrusa teoria de que isto é tudo porreiraços, vou já a correr abraçar o colega intriguista, o patrão que me rouba, o energúmeno que abandona o animal de estimação etc etc.
            Mas se não se importa, é melhor que esperem sentados.
            Parece que estou a falar com crianças.

          • Deusão

            Por estar acompanhando a discussão entre vocês gostaria de dar um pitaco: ambos estão certos e errados. Concordo com você quando diz que a natureza humana é ruim e isso ocorre porque somos fundamentalmente animais perigosos e agressivos; por este motivo dominamos o mundo. O David também está certo quando diz que a maioria das pessoas é boa. É verdade, mas apenas em uma coletividade na qual o estado dê garantias de justiça e segurança. Não fazemos maldades, porque alguém pode estar olhando e, por atos anti-sociais poderemos ser punidos. Evidente que isto não vale para sociopatas.
            Concluindo: as justificativas são válidas em cada ambiente em particular.

          • David Ferreira

            As sociedades humanas manifestam as necessidades mais básicas de sobrevivência de uma forma mais sofisticada. Numa situação limite, os nossos mecanismos de sobrevivência vão prevalecer. Deusão, se como você diz e bem que somos animais perigosos e agressivos e foi isso que nos fez sobreviver e dominar como predadores, até que ponto é que isso pode ser considerado mau? É tudo relativo. A espécie necessita dessa agressividade para sobreviver. O segredo está não em combater esses instintos animais mas em dominá-los e controlá-los.
            Não concordo quando as pessoas referem o mal como uma entidade própria. Não nos podemos esquecer que foi esse conceito que deu origem à mitologia judaico-cristã e ao conceito de pecado original. No fundo é uma incorreta interpretação do que somos na realidade.

          • Deusão

            Concordo perfeitamente com o que diz. Também não consigo ver nem o bem e nem o mal como entidades próprias. Ressalvo apenas os casos de indivíduos ruins por má formação genética, aos quais os conceitos de empatia, altruísmo e solidadriedade não se aplicam; serão indivíduos perversos sob quaisquer condições. A imensa maioria da nossa espécie, uma vez satisfeitas as suas necessidades básicas, procurará obter o bem comum.E por que farão isto ? porque é a forma mais econômica de sobrevivência, cada um faz uma pequena parte do trabalho, o que poupa esforços individuais. A natureza busca sempre o caminho de menor gasto energético.

          • GriloFalante

            Eu também tenho vindo a acompanhar a discussão, e acho-a interessante. Os pontos-de-vista de ambos os comentadores são plenamente aceitáveis, embora discutíveis – q.e.d.
            No entanto, torna-se difícil chegar a uma conclusão: por exemplo, e é um desafio que lanço a ambos: um indivíduo que entra neste blogue com o fim único e sempre gorado de destruir, que quando lhe faltam argumentos recorre ao insulto, pode considerar-se “mau” ou é, simplesmente, um miserável pulha?

          • Moloch Baal

            Será um pulha mau ?

          • GriloFalante

            Moloch: entrámos, agora, na área dos pleonasmos?

          • David Ferreira

            É pena que o espaço limitado dos comentários e a disponibilidade não permitam uma abordagem mais profunda deste tema, porque é muito interessante. A questão do mal, da moral, são assuntos que deveriam ser debatidos e estudados pois neles residem muitos dos segredos que explicam tudo o que nós somos como pessoas assim como o lugar do Homem no mundo.
            Este é um assunto complexo que daria pano para mangas.

          • David Ferreira

            É apenas uma pessoa que não concorda com as visões e opiniões diferentes dos outros. Não é necessariamente mau. Anda iludido. Para essas pessoas nós é que somos os “maus”.
            Este mal que se discute aqui é o mal que se manifesta na prática. Das simples palavras ou opiniões à sua concretização de uma forma real vai um longo caminho.

          • David Ferreira

            Concordo. Tudo faz parte do complexo processo que nos permite sobreviver como espécie.

          • Moloch Baal

            ” A imensa maioria da nossa espécie, uma vez satisfeitas as suas necessidades básicas, procurará obter o bem comum.”
            Caro Deusão, a ser assim, como 99% da população nos países desenvolvidos tem as necessidades básicas satisfeitas, está a informar-me que 99% da população é tudo gajos porreiros.
            Desde os bullys da escola, passando pelos gajos que espancam as mulheres e os filhos, pelos intriguistas no local de trabalho, pelos “amigos” interesseiros”, pelos políticos corruptos, pelos que abandonam e maltratam animais e milhares de outros casos.
            Todos, são todos gajos imensamente porreiros que só pensam no bem dos outros.
            Santa ingenuidade.
            É uma pena que vocês rebaixem os crentes pela vossa suposta superioridade lógica, para depois usarem um sistema idêntico de crença em princípios não provados, quando não claramente falsos.

          • Deusão

            Desculpe a demora em responder.
            O assunto aqui sempre me pareceu ser discutido em termos genéricos; estamos falando sobre população e não sobre casos particulares. Será que todas as pessoas que conhece são maridos violentos ? mulheres sádicas ?
            Se ler o que escrevi acima, deixei claro que reconheco a existência de seres inumanos…
            Agora ao que se refere com suposta “prova” da maldade humana, vejo apenas o comportamento típico de todas as espécies animais, ou ignora que pinguins roubem ninhos, tordos depositam ovos em outros ninhos, leões ataquem as presas de leopardos, etc, etc , etc.
            Aprenda a conviver com o mundo. É assim que as coisas são.

        • Hunig

          Quem gosta muito, demais, de cães são os pastutos-evangélicos, aliás, como era na festa midiática do Nazismo “Feliz” que esfregava na cara dos crentes os campos de concentração como hoje se esfrega o assassinato de muitos jovens (para “disciplinar ” e formatar com terror o pasto dos estúpidos apavorados e acovardados enfiados dentro dos covis pintados de branco com tarja de lixo especial). Mais há dolo nos escritos em sua primivez para promover escravatura do que para promover desenvolvimento psicológico de uma espécie. A começar que, “deus” é uma impostura do sentimento, ou especulação, sobre o (ou do ) Sublime.
          Se pulhítica ou como a farsa teológica de domínio, não importa.
          Não andas por aqui como um besta qualquer, és um contendor com intento definido; se te postasses como franco colaborador de construção da vida, e não da morte (ou da manutenção da escravidão e da estupidez) não seria tão ardido como urina de velho entupido de remédio tão ruim como a doença que adquiriu.
          Se a espécie humana está que é uma burrice só, agradeça ainda mais à sordidez imposta à força no mundo, pelo menos desde 2002 até cá; e isso se deve à neura dominativa que impera na mente dos que se acham “abençoados” ou “superiores”.
          Somos em conjunto, não somos Um, não somos para sermos em pastos, ou em formigueiro, ou em colmeia; somos seres conscientes; e há valores intrínsecos que respondem pelo que somos, humanos; somos vidas deste Planeta, e temos potencial para compreendermos muito avante.

You must be logged in to post a comment.