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  • 2 de Abril, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

As religiões, os crentes e os anacronismos

Sou contra todas as crenças sem deixar de respeitar os crentes. Abomino a violência e as verdades absolutas, compreendendo quem acredita porque se habituou desde criança.

Dos três monoteísmos aprecio o judaísmo por não querer converter ninguém. Querem o Paraíso só para eles e, nisso, têm uma enorme superioridade sobre os outros dois. Pena é que também queiram a faixa de Gaza e não abdiquem do sionismo, essa demência que o mito bíblico estimula. Nesse ponto é o mais detestável.

As três religiões do livro, abraâmicas, foram criadas pelos homens na Idade do Bronze. Não admira que o Deus comum tenha todos os defeitos dos homens de então: vingança, crueldade, misoginia, violência, homofobia, com o carácter tribal e patriarcal hebraico.

Há judeus que são árabes conversos e islamitas que não passam de judeus islamizados. As etnias provêm mais das circunstâncias políticas e administrativas do que do ADN e nada é tão facilmente absorvido nem tão visceralmente como uma crença.

O cristianismo foi uma cisão do judaísmo em cujo ódio se expandiu até passar a religião pelo imperador Constantino, que usou a seita para alicerçar o Império. O antissemitismo foi o cimento interno da nova religião.

Só faltava a cópia grosseira desta última, ditada entre Medina e Meca pelo anjo Gabriel, durante 20 anos – Maomé era analfabeto – para surgir o mais primário e implacável dos monoteísmos. Esta ideologia rudimentar, que o terror e a vocação belicista alimentam, é a mais difícil de reformar.

Nesta segunda-feira, passou a ser proibida a coeducação a partir dos 9 anos e os homens ficaram proibidos de lecionar em escolas femininas. O processo de islamização avança. Os direitos das mulheres são postergados. É vontade de Alá e de Maomé, o seu profeta.

Na faixa de Gaza. Raios os partam.

7 thoughts on “As religiões, os crentes e os anacronismos”
  • Ícaro Cristão

    E cá está a homilia do apóstata. Que novidade traz? Nada, como é próprio do que anuncia sempre dentro da incoerência, desprezo e ódio pelo próximo. O oposto portanto do Cristianismo que graças a Deus trouxe a verdadeira revelação da Verdade ao Homem e o conduz ao seu Amor, à Fé e… à Esperança! Já os apóstatas, como é bom de ver, apenas odeiam…

    • UmGajo

      Ó Ícaro eu tenho para mim que tu odeias o Carlos Esperança… Serás tu um apóstata?

      • Ícaro Cristão

        Tens mal. Eu não odeio o Carlos Esperança. Simples. Sobre o significado de apóstata pode sempre consultar um dicionário da língua portuguesa. Abraço

        • UmGajo

          Hummm… Ou não me entendeste ou fizeste-te de desentendido.

          Chegaste à conclusão, mediante os textos que o Esperança aqui escreve, que, entre outras coisas, ele odeia o próximo. A partir daí, chegaste a outra conclusão, que os apóstatas apenas odeiam. Não me parecem conclusões muito brilhantes, mas enfim, são as tuas.

          Ora, como eu também posso chegar às minhas conclusões, concluí perante o que aqui escreves, que também tu odeias. Neste caso, o Esperança.
          Posto isto, decidi fazer uma graçola, visto que para ti os apóstatas apenas odeiam e considerei-te apóstata (outra conclusão minha).

          Já agora, obrigado pela dica do dicionário. Fui lá ver, mas não encontrei nada que me indicasse que eles apenas odeiam.
          Abração

          • Ícaro Cristão

            Perante isto… não chegaste a conclusão nenhuma. Triste.

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- “Dos três monoteísmos aprecio o judaísmo por não querer converter ninguém. Querem o Paraíso só para eles e, nisso, têm uma enorme superioridade sobre os outros dois. Pena é que também queiram a faixa de Gaza e não abdiquem do sionismo, essa demência que o mito bíblico estimula.”

    a) Os israelitas não querem a faixa de Gaza. Tanto não querem que o governo israelita determinou o fim dos colonatos nessa região, em 2005, com o consequente abandono da mesma pelos colonos, muito recalcitrantes e bulhentos, tendo saído à força, em grande número.

    b) O sionismo está na base da fundação de Israel e de alguns grupos e mentalidades políticas, atualmente.
    “Abdicar do sionismo” não significa nada de politicamente relevante, pois Israel existe e não volta atrás…

    2- “O cristianismo foi uma cisão do judaísmo em cujo ódio se expandiu até passar a religião pelo imperador Constantino, que usou a seita para alicerçar o Império.
    O antissemitismo foi o cimento interno da nova religião.”

    Semitas são os árabes e os hebreus. Pelo que, um “antissemita”
    seria um indivíduo anti-árabe e anti-hebreu…
    O cristianismo não é “antissemita”, porque não é antijudeu nem anti-árabe, etnicamente falando.
    As discrepâncias religiosas entre judaísmo e cristianismo, ou entre este e o islamismo, são isso mesmo, discrepâncias religiosas, mas não um afrontamento inimigo e anti-étnico, como o que decorre da expressão “antissemita”…

  • Ah Pois

    ” Abomino a violência e as verdades absolutas…” diz o Carlos Esperança.

    Eu só abomina a primeira.

    Para mim, 1 + 1 = 2, estando nós no sistema decimal, será sempre uma verdade absoluta e inquestionável. Mesmo que tal verdade, como muitas outras similares, perdurem desde a Idade do Bronze.

    Para o Carlos Esperança, quiçá para outros compinchas seus, tal não acontece, e se já era assim na Idade do Bronze, ele dirá que não é fiável, que está ultrapassado que já vivemos no século XXI… Eis que me assalta a dúvida:

    Será que os nossos políticos foram alunos do Carlos Esperança?

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