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  • 1 de Abril, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

A Páscoa da ressurreição

Se há coisa que me agrade é uma boa ressurreição. É um número interessante para quem não se resigna à defunção e uma delícia para quem sabe que a vida é irrepetível.

O que me custa é a cobertura obsessiva à ressurreição anual do mesmo defunto. Não há canal português onde, desde os filmes às procissões, das missas às bênçãos papais, das crucificações às flagelações, se possa assistir, pelo menos, à notícia do aparecimento de um novo lince na serra de Malcata.

O defunto provisório chega todos os anos após o IMI enviado pelas Finanças.

1 thoughts on “A Páscoa da ressurreição”
  • kavkaz

    Realmente, poderia chamar-se a Jesus o defunto tipo “revolver”. Ele morre, ressuscita, desaparece, volta a nascer, torna a morrer, a ressuscitar e, assim, indefinidamente. Verdade que ninguém o vê nem nunca verá, mas o que é que isso interessa para o caso? O pessoal quer o feriado e comer cabrito e umas amêndoas e passear. É melhor que Jesus não chateie, pois já cá temos quem manda e nos vai aos bolsos. Mais um a querer mandar tornava isto ingovernável.

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