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  • 28 de Janeiro, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

A fé, a tirania e a vilência

Quando o solípede Abraão quis sacrificar o filho para fazer a vontade ao seu deus criou um axioma que perdura: os tiranos têm sempre quem lhes obedeça.

Que outra forma há para explicar as casmurrices papais que encontram sempre legiões de câmaras de eco que as propagandeiam urbi et orbi?

Que justifica a existência de carrascos para darem cumprimento à sharia ? Quem criou os frades que rezavam alegremente enquanto as bruxas e os hereges eram grelhados nas santas fogueiras da Inquisição ?

Faltam, acaso, médicos que atestem a veracidade das burlas dos milagres obrados por um sistema de cunhas que envolve uma virgem, um defunto e a associação de intrujões?

As religiões são as multinacionais que mais tempo se mantêm no mercado sem renovar o stock dos produtos e os métodos da cautela premiada. Prometem o paraíso sem terem uma escritura válida nem o número de registo na conservatória do registo predial celeste e ameaçam com o Inferno, sem o localizarem no mapa imaginário da fé.

O clero é uma classe de vendedores de ilusões que obedece cegamente a uma hierarquia pouco recomendável. Do budismo ao cristianismo, do judaísmo ao islamismo, da bruxaria à quiromancia, a superstição e o medo são os motivos que levam os clientes a alimentar as mentiras pias e o fausto dos patrões da fé.

2 thoughts on “A fé, a tirania e a vilência”
  • José Gonçalves

    Completamente de acôrdo com Carlos Esperança,e para cúmulo da Vigarice dos Vigários de Cristo assim como de todas as Religiões,estas absurdidades,que servem para manter os Povos submissos e ajoelhados diante dos Poderosos,estão sublinhadas nos chamados Direitos Humanos.

  • Artur Falé

    Na mesma sequência… ouseja, subscrevo o post do sr. Carlos esperança e inclusivé o comentário do sr José Gonçalves, acrescento ainda que gostava de ver um artigo nos mídia que chegasse aos interstícios das “igrejas” evangélicas que nascem e evoluem como míscaros, sugando o alimento (leia-se euros) das classes mais desfavorecidas que, crédulamente vão dizimando as próprias economias para contribuir com o dízimo directamente paqra o bolso dos tendeiros/pastores sem sequer ser alvo de fiscalização decespécie alguma, e assim estes comerciantes, os “tendeirópastores” vão lucrando sem dar contributo ao fisco.

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