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  • 23 de Janeiro, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

O Mali, o Islão e a intervenção estrangeira

África sofre e sofrerá por muito tempo da pesada herança colonial e das fronteiras que as potências colonizadoras arbitrariamente desenharam a régua e esquadro, sem que as linhas retas fossem justas ou correspondessem minimamente à vontade dos povos.

A cobiça das matérias-primas e os interesses geoestratégicos não são alheios à rápida solidariedade com que os países europeus, neste caso, a França, acodem ao chamamento dos débeis governos locais.

Por maior pasmo que cause a cumplicidade de europeus e americanos com os talibãs que combatem a ditadura Síria, não podemos condenar a França na ajuda ao Governo maliano. Não se trata de uma ocupação militar, trata-se, quando muito, de ingerência humanitária, com apoio da União Europeia, dos EUA e da própria ONU.

É asqueroso o apoio das democracias ocidentais à Arábia Saudita e a outras monarquias do Golfo, donde partem os apoios financeiros para a difusão do fascismo islâmico, mas esse apoio ignóbil não impede o dever civilizacional de tomar partido na guerra que se trava no Mali, porque é a sharia que inspira os talibãs que pretendem dominar o país.

O norte foi a conquista dos tuaregues islamizados, mas culturalmente afastados do Islão, que tinham razões e as hipotecaram nas mãos dos aliados que não desistem de submeter o mundo às cinco orações diárias e aos caprichos cruéis de Maomé. Tais aliados não são apenas um perigo para o Mali, são uma ameaça que paira sobre os países democráticos e secularizados.

Derrotá-los é salvar as mulheres da demência islâmica e o povo do mais implacável dos monoteísmos. Há condicionalismos atávicos que conduzem parte da esquerda europeia na reprovação da ingerência exterior, isto é, na conivência com a islamização armada.

Deviam recordar os soldados da URSS serrados vivos no Afeganistão e o destino que o Aiatolá Khomeini reservou aos comunistas, que se bateram pelo seu regresso.

5 thoughts on “O Mali, o Islão e a intervenção estrangeira”
  • L. Pereira

    Quero crer que mesmo no seio dos talibãs haverá pessoas com sentimentos, ainda que poucas! À parte essas, não podemos considerá-las como pessoas, já que se comportam como autênticas bestas (sem ofensa para as bestas de 4 patas). E é como bestas que devem ser tratadas. Quem pensa de outra forma, de esquerda ou de direita, talvez ande próximo…

  • Jorge Junqueira

    E o Fernando Henrique ainda nos ensina que devemos respeitar as diferenças. No caso do povo de turbante a diferença é muito diferente. Como respeitar uma cultura que despreza o que temos de melhor no planeta – as mulheres.

  • stefano666

    a intervenção ocidental é assim. tenho pena do povo malines… ira sofrer pacas com os “libertadores” franceses.

    • Carlos Esperança

      Preferia a sharia, Stefano666?

      • stefano666

        que sharia?? a unica sharia existente está na Libia “libertada”,
        ditadura Siria?? a Siria é mais democratica que Israel, A.Saudita…

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