Os crentes imaginam ter um bom colinho que os ampare e os afaga, desde que paguem, claro… Calhou-lhes esta religião, a que os pais lhes “pegaram”… Geralmente não conhecem ou conhecem mal as outras religiões…
Se tivessem a religião de Mitra até era engraçado… Os crentes seriam mandados à Mitra.
1- Como eu já disse, em comentário ao teu artigo sobre a mitologia natalícia, o Constantino não instituiu o cristianismo, como religião oficial do império romano.
Quem o fez foi o imperador Teodósio.
Embora Constantino tivesse favorecido sempre o cristianismo.
2- Aliás, Constantino já era sacerdote de Mitra, antes do Édito de Milão, em 313, que autorizou o cristianismo, na medida em que era “pontifex maximus”, isto é, sumo pontífice, sacerdote supremo, que determinava os dias “fastos” e “nefastos” e demais liturgia e ritual das religiões politeístas do império, com destaque para o culto de Mitra, que, embora tardio, estava com forte expansão, durante o séc. III, mormente entre os legionários, força muito importante no império.
3- O “se”, em História, não tem grande valor, pois que os eventos ocorrem com alguma lógica, pela força natural das coisas, pelas complexas interações entre os agentes sociais…
4- O cristianismo triunfou sobre o mitraísmo pela sua… superioridade…
Embora Constantino tivesse dado uma grande ajuda, há muito tempo que o cristianismo estava em crescendo nos grupos populacionais mais pobres e discriminados das cidades…
… E o que está em consonância com os anseios e vontades do povo, cresce…
… E o que não está, decresce e…
Constantino, como “bom” imperador que era, isto é, indivíduo cruel, tirano, demagogo e oportunista, reparou nisso…
João:
Quem inventou a Igreja Católica foi Constantino, no Concilio de Niceia em 323 d. C.
Na origem do acolhimento oficial do cristianismo estará a conversão da mãe de Constantino, Sta. Helena e no Concílio foram estabelecidos os fundamentos do cristianismo, com a escolha do quatro evangelhos canónicos, e até a invenção do credo, e mesmo até a deificação de Jesus Cristo.
Constantino, fiel devoto de Mitra, nunca se converteu ao cristianismo. A afirmação de que se teria convertido à hora da morte é um mito inventado normalmente pelos católicos.
1-O Constantino foi mesmo cristão, pois adotou, na teoria e na prática, a doutrina cristã e sempre a favoreceu. Só um cristão podia fazer isto.
2- O problema do seu batismo, um dia antes de morrer, aplicado por Eusébio de Nicomédia, bispo ariano, faz suscitar dúvida sobre a sinceridade e convicção da sua fé cristã.
Todavia, o batismo, na época, não era matéria necessária e suficiente para se ser cristão, e a ideia de um imperador frequentemente “pecador”, devido às suas funções, não favorecia a precocidade batismal…
3- Numa hipótese remota, poderíamos admitir que Constantino se tratava dum farsante, apenas protetor e fomentador do cristianismo, para estar nas boas graças dos crescentemente numerosos cristãos , mas tal hipótese é pouco verosímil, dada a obra cristã e os benefícios que atribuiu à Igreja, que só um cristão, repito, o poderia fazer.
4- A sua episódica propensão para o arianismo, não deslustra o cristianismo, pois que tal corrente era também cristianismo e as controvérsias sobre o arianismo não estavam despegadas dos principais dirigentes cristãos da época, pois a doutrina oficial ainda demorou a impor-se.
5- Também se poderia desconfiar da simbologia mitríaca que ele usava, como o “sol invictus”, no anteverso de moedas, mas isso foi desaparecendo com o tempo. Os cristãos também têm coisas parecidas…
O que não desapareceu foi o título de “pontifex maximus”, sacerdote nº1 do politeísmo romano, mas isso são relíquias do seu passado politeísta, de que não convinha abdicar, para melhor poder controlar os pagãos, ainda numerosos no seu tempo e com importância notória entre senadores e outros altos dignitários.
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7 thoughts on “Mitra”