A constante procura de factos ou provas que atestem a veracidade de um culto que assenta a sua existência na fé, é a maior demonstração de falta de fé que a que a humanidade alguma vez assistiu.
“Tu sabes que é mito” mas se vos derem as provas que vocês, ateus, reclamam, passam a virar o disco ao sabor das vossas conveniências.É uma estratégia gasta e muito facilmente desmontável.Sejam coerentes e decentes.
Quais provas? As dos milagres que só acontecem em locais remotos e a pessoas analfabetas e ignorantes que não sabem sequer de onde vem a chuva? A constatação dos factos não é estratégia nenhuma. É isso que tem feito evoluir a humanidade.
E que eu saiba nenhum ateu anda para aí a reclamar provas. Apenas afirmamos que extraordinários acontecimentos requerem extraordinárias evidências e provas. E quem crê afirma haver ou terem havido extraordinários acontecimentos. Se o afirmam, provem-no.
Sobre a decência não me pronuncio, porque ela é diversa e subjetiva em todos os seres humanos. Sobre a coerência só lhe tenho a dizer, se você julga que a crença ou a fé teem algo de coerente, então ou está louco ou está a iludir-se a si próprio.
Vocês, ateus, usam argumentos dúplices, ao sabor das vossas conveniências. E mesmo que tenham todas as provas do sobrenatural à frente dos olhos, sempre haverão de dizer: ” quais provas ?” Há cerca de 2012 anos, houve um homem que também não acreditou na provas mais evidente que tinha diante dos olhos. Chamava-se Tomé. Volto a repetir: sejam coerentes e decentes. Não joguem com artimanhas dialécticas e sofistas. Vocês têm todo o direito de não acreditarem no sobrenatural, mas ao menos tenham a dignidade de não reclamarem quaisquer tipos de provas da sua existência.Fico-me por aqui.
Joaquim Silva
Há cerca de 2000 anos quis dizer.
David Ferreira
Pois muito bem. Então vocês tenham a dignidade de não afirmarem certezas relativas ao sobrenatural e de as procurarem constantemente impôr como verdades absolutas.
Você fala de artimanhas dialéticas? Abra a Bíblia e passe os olhos sobre os comentários anotados que são feitos relativamente às suas passagens. Depois disso não tem moral nenhuma para vir falar em artimanhas dialéticas. Houve um tempo em que o VT era aceite literalmente. Depois passou a não ser. Houve um tempo em que a inquisição era aceitável. Depois deixou de o ser. Houve um tempo em que o Inferno era uma realidade, depois já não é bem assim. Houve um tempo em que o purgatório era uma constante de sofrimento para as mães cujos filhos tinham morrido antes do batismo, agora, bom…já não é bem assim. E por aí fora.
Fique com a sua crença, que ninguém o quer desconverter. Mas não venha para aqui falar em coerência e em artimanhas dialéticas.
kavkaz
O carpinteiro diz para a Maria:
– Eu sou o pai da criança!
A Maria responde-lhe:
– Não, meu querido, nem penses… Tu és o benemérito que paga as contas do puto! A criança chamará pai a outro! O teu papel no Presépio é fazer companhia à vaca que aprecia uns bons chifres!
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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10 thoughts on “Tu sabes que é um mito…”