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  • 20 de Novembro, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Política

A guerra – Israel e Palestina

Os horrores sofridos pelos judeus ao longo dos séculos, o cheiro a gás dos campos de concentração nazi e a orgia genocida do antissemitismo levaram a ONU a conceder uma pátria a um povo martirizado pela persistência em manter a identidade.

A má consciência mundial, três anos após a libertação de Auschwitz, esteve na origem da decisão.

Os fantasmas religiosos nunca deixaram de estar presentes e atiçar ódios a um país que foi outorgado aos judeus e de que os palestinianos nunca abdicaram.

Sessenta e quatro anos deviam chegar para erradicar o imperialismo sionista e para persuadir os palestinianos a aceitarem a existência de Israel. Este país, apesar das críticas que suscita, não obstante o fundamentalismo beato e agressivo dos judeus das trancinhas, é um estado próspero e rege-se por normas democráticas.

Os palestinianos islamizados até ao absurdo, pobres e abandonados, tornaram-se a carne para canhão das ambiciosas teocracias que emergem como potências regionais e o álibi para alterar o mapa geopolítico.

Os judeus acreditam que são o povo escolhido por Deus, os palestinianos têm a certeza de que Deus os ajudará a destruir Israel e os cristãos evangélicos dos EUA anseiam pelo regresso dos judeus à Palestina para anteciparem o regresso de Cristo à Terra.

Entre a demência mística, os interesses estratégicos, a maldição do petróleo e os negócios internacionais, o barril de pólvora está cada vez mais próximo do rastilho que ameaça explodir o Médio Oriente e alastrar a outras regiões do globo.

De pouco valem posições equilibradas de quem se opõe simultaneamente à destruição de Israel e ao expansionismo sionista.

Sem paz entre os judeus e os palestinianos não há futuro para nenhum deles e sobram ameaças para o resto do mundo.

17 thoughts on “A guerra – Israel e Palestina”
  • Mateus

    Concordo com o sentido geral deste texto, embora a história da humanidade mostre que os homens arranjam sempre razões para guerrearem,sejam elas religiosas, políticas, económicas ou outras.O ateu Albert Camus tinha toda a razão quando escreveu que ” o veneno está no coração do homem, é aí que ele deve ser procurado”. Na guerra entre judeus e palestinianos, tudo seria fácil de resolver se ambos os povos aceitassem reciprocamente a sua existência e se aos palestinianos fossem reconhecidos os legítimos direitos a uma justa distribuição de terras. O problema na Palestina tem muito mais a ver com a questão da terra do que com questões de ordem religiosa. No dia em que, por hipótese implausível, as religiões fossem erradicadas, o homem continuaria a arranjar múltiplos pretextos ideológicos para continuar a destilar o seu veneno.

    • GriloFalante

      Tens razão, António Fernando. Na verdade não há (julgo eu) na História, um período em que se pudesse dizer “Não há guerra em nenhuma parte do mundo”. Se não for por causa das religiões, será por outro motivo qualquer. As guerras sempre existiram e sempre existirão.
      Pelo menos, enquanto existirem seres humanos.

      • Athan3

        Enquanto existirem crenças a morte incitada por covardias será amargada por nós.

        “deus” é uma arma traiçoeira usada por intenções e interesses de quantos acham que ela só atingirá os outros.

        “deus” (ou crenças) é a arma mais covarde já inventada por canalhice parasita.

  • GriloFalante

    Vamos ser pragmáticos:quantas fábricas de armamento estão ameaçadas pela crise? Quantos milhões de dólares se movimentam ao som das máquinas de guerra?
    A morte é um negócio (quase) tão próspero como o das religiões.

  • kavkaz

    A situação de guerra presente é o resultado dos constantes lançamentos de rockets por parte dos terroristas palestinianos a partir da Faixa de Gaza. Israel não pode permitir que os seus civis seja constantemente agredidos por rockets dos islamitas. Nas últimas semanas os terroristas palestinianos têm lançado diariamente dezenas de rockets contra o sul de Israel e alguns atingem já o centro de Israel, caem perto de Tel-Aviv e Jerusalém. A resposta de Israel é compreensivel e justa. Se Israel não travar os bandidos islamitas só darão argumentos aos terroristas para continuarem a lançar os rockets.

    A guerra não dá felicidade a ninguém. Mas torna-se inevitável a Israel fazê-la para defender as suas populações. O Hamas é uma organização terrorista e é reconhecida como tal em organizações internacionais importantes.

    • stefano666

      e ironicamente o exercito israelense deriva de vários grupos terroristas sionistas (Gang Stern, Tagar e Irgun).. o Irgun (do qual fez parte Menachem Begin) cometeu vários atentados, inclusive contra o hotel King David em 1946, matando vários ingleses. Israel promoveu um atentado contra cidadãos dos EUA e GB no Egito em 1954 (Lavon Affair) no intuito de culpar o Egito. Além do atentado contra o USS Liberty em 1967. Sinceramente o Hamas.. na frente de Israel… é um grupo de resistencia .

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- “Sessenta e quatro anos deviam chegar para erradicar o imperialismo sionista e para persuadir os palestinianos a aceitarem a existência de Israel.”

    a) O sionismo não é imperialista. O sionismo é um ideário nacionalista, histórico-religioso e vigoroso, como fator conducente à fundação do Estado de Israel, em 1948.
    E não é imperialista, pois que não trata da formação dum império, mas sim dum território 4 ou 5 vezes mais pequeno do que Portugal…

    b) O problema é que os palestinianos, quais cães raivosos, não largam o osso, e acham que têm direitos históricos a toda a Palestina, não reconhecendo Israel. Pelo menos, a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) reconhece Israel, mas só governa (?) a Cisjordânia… e os árabes são um povo turbulento, muito emotivo e temperamental, que, ora apoiam, num dia e nas ruas, o seu máximo dirigente, ora o vilipendiam também nas ruas, se for derrubado no dia seguinte…

    c) Se houvesse liberdade política a sério na Cisjordânia, a Al-Fatah, que é a ANP, seria derrotada nas urnas em favor da hedionda escumalha islâmica do Hamas…

    d) … Porque os árabes e outras etnias médio-orientais islâmicas, por propensão genética, votam sempre tendencialmente nas pessoas e partidos mais reacionários, em vez de votarem em partidos e pessoas contra a opressão liberticida, como votam as pessoas normais, no mundo…

    e) Paralelamente, o problema israelo-palestiniano assenta em 3 divergências fundamentais, que não vou agora aqui esmiuçar, inibitórias de convergência fundamental para a resolução do problema e muito menos resolúvel com a genética casmurrice árabe…
    Também não estou ciente da bondade de Israel em todo este processo…

    3- “Os palestinianos islamizados até ao absurdo, pobres e abandonados, tornaram-se a carne para canhão das ambiciosas teocracias que emergem como potências regionais e o álibi para alterar o mapa geopolítico.”

    A “teocracia” que “emerge como potência regional” é o Irão, o mais perigoso país do mundo e um dos 6 países-manicómio do mundo e da região, todos islâmicos…
    O Irão abastece, com armas e dinheiro, o Hamas e os tresloucados do Partido de Deus, “Hizbullah”, libanês, formando uma espécie de cerco para aniquilar
    Israel.
    O presidente do Irão, Mamut Amadoemijado, ou coisa parecida, já ameaçou Israel, várias vezes, de destruição, numa hostilidade feroz, para ser levada a sério…
    … E com o desenvolvimento da tecnologia nuclear, por parte dos iranianos, com eventual deriva para a consecução duma “bomba suja”, nuclear, capaz de libertar radiação destruidora num raio mortal de centenas de metros, sem se saber bem onde estaria o engenho, fora a construção de bombas nucleares normais, instaurar-se-ia um cenário de pesadelo na região, que pode levar Israel a um ataque devastador e preventivo às instalações nucleares iranianas, que desencadearia uma fúria incontida e tresloucada destes, de consequências imprevisíveis…
    O recente assassínio de vários cientistas nucleares iranianos, no Irão, atos
    cometidos pelos israelitas, mas sem reconhecimento público declarado e provado de ninguém, demonstra também a extraordinária e histórica eficácia de Israel, gente muito engenhosa, minuciosa e implacável, que se tem que aplicar muito para sobreviver, e que não é de agora…

    4- “Sem paz entre os judeus e os palestinianos não há futuro para nenhum deles e sobram ameaças para o resto do mundo.”

    Mesmo em estado de guerra, Israel tem futuro. Quem não tem são os palestinianos, que, assim, tenderão a (sobre)viver num estado miserável, a expensas das potências petrolíferas árabes, que os sustentam, mais uns subsídios da União Europeia e dos EUA, e do Irão que os espicaça para a guerra com Israel…

    • stefano666

      o presidente do Iran disse que Israer acabaria como a URSS…. por si só

    • Athan3

      O imperialismo sionita é muito maior e terrível do nós percebemos. Para destruir o Projeto Passos da Natureza, um pastutozinho feito às pressas e botado como franquia-meia-porta de uma igreja batista dum outro pastuto-traficante SAFADO mais enganador no local, foi “encaminhado” à israel para “receber instruções” de como se iria ROUBAR e arrebentar civilmente o autor e escritor que idealizou o acervo sócio-educacional para as mentalidades livres do Século XXI.

      Quando o elementozinho-divino fajuto chegou de lá, já recebeu um carro zero de presente (antes dava calote até de bujão de gás), meteu um bonezinho de playboy na cabeça, lotou o “caixão” de garotos que a droga atravessava direto pelo filho de outro pastuto direto pra eles; e começou a palhaçada.

      Abriram mais outra bem quase na frente onde era o local para a saída dos treinos, e metiam as caixas de som varando a madrugada numa altura desgraçada, e a polícia não ía lá nem pelo cacete, não ía.

      E íam só forjando covardia atrás de covardia, mentira e ignomínias, uma atrás da outra, todo dia.

      O “negócio” das religiões é a MORTE, crianças e estoporamento de mulheres; todo o resto é só meio para atingir isso.

      O negócio das crenças não é o bem do ser humano.

  • carlos cardoso

    Estou mais ou menos de acordo com a análise mas, como escrevi no outro tópico, a religião tem pouco a ver com o conflito israelo-palestiniano. Há muitos israelitas que são pouco religiosos e os palestinianos da Cisjordânia não estão islamizados até ao absurdo (alguns até são cristãos).

    A situação actual deve-se ao facto de um grupo radical, o Hamas, ter ganho as eleições (democráticas) em 2006 e ter tentado monopolizar a vida politica. As outras facções palestinianas, lideradas pelo Fatah, não estiveram pelos ajustes e o resultado foi a divisão entre a Cisjordânia, dirigida pela autoridade palestiniana (Fatah) e a faixa de Gaza, dirigida pelo Hamas.

    A recrudescência da violência dos últimos dias está provavelmente ligada ao pedido palestiniano de acessão à ONU (como estado observador). Embora esse estatuto não mude nada no terreno, seria visto como uma vitória para os palestinianos moderados (Abbas e o Fatah), coisa que nem o Hamas, nem Israel queem tolerar.

    E o mais triste é que entretanto uma quantidade de inocentes (à mistura com outros menos inocentes) vai morrendo. A resposta de Israel aos rockets provenientes de Gaza pode ser compreensivel mas é disproporcionada: 3 mortos israelitas e mais de 100 palestinianos!

  • João Pedro Moura

    Nascemos, crescemos e morreremos a ouvir falar do conflito israelo-palestiniano/árabe, o conflito mais complicado e duradouro da época contemporãnea.
    Mais depressa se resolverá o outro conflito duradouro, a divisão das Coreias, do que o belicismo árabo-israelita…
    Mais depressa veremos os dirigentes da Coreia do norte e do sul aos abraços e aos beijos, terminando o diferendo histórico e confluindo num único país, do que assistiremos aos mesmos abraços e beijos entre a judiaria israelita e os maometanos de Gaza, da Cisjordânia, da Síria e do … Irão…

  • Hunig

    “Crise=Cruzada”; um terror econômico de subjugação dos países por grupelhos de facínoras teo-pulhíticos.
    Agora que as populações se revoltaram contra o garrote insuportável, eles voltam com a bandalha das “guerrinhas santinhas”.

  • Athan3

    Isso sim, interessa a todos os portugueses, e em realce aos ateus, que prefiro nomear como sem-crenças.
    Estão pisando de mansinho em relação à Portugal, eles TEMEM a nova perspectiva de consciência da mentalidade portuguesa.
    E da parte do meu sangue de origem portuguesa, gosto bastante disso.
    Haddammann
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=605261&tm=6&layout=121&visual=49

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