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  • 25 de Outubro, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Fátima

A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e os direitos humanos

É sempre com uma ponta de comiseração que, nos meus passeios diários, pela cidade de Coimbra, observo o Carmelo onde a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado ou, simplesmente, Irmã Lúcia, para os amigos, passou seis décadas de intensa clausura.

Saía apenas para votar na União Nacional quando as listas eram únicas, guardada por outras freiras, e, durante a democracia, de que a Virgem nunca lhe falou, para votar não se sabe onde. A estas saídas precárias acrescentou duas idas a Fátima, para ser exibida com dois Papas de turno, Paulo VI e João Paulo II, em distantes 13 de maio.

Já antes passara cerca de 25 anos enclausurada, primeiro no Porto, desde os 14 anos, por decisão do bispo de Leiria, para ser protegida de peregrinos e curiosos, no Colégio das Doroteias, antes de professar, como doroteia, em Tui, em 1928. Regressaria a Portugal em 1946 onde estagiou para carmelita, tendo professado três anos depois nessa rigorosa Ordem. Esteve ininterruptamente enclausurada quase 84 anos, tornando-se a mais antiga prisioneira do mundo.

Penso que a renúncia à liberdade é um direito da própria liberdade que, se Lúcia o fez de livre vontade, não merece qualquer reparo. Todavia, se foi coagida, houve da parte do Estado português um atentado, por omissão, não lhe garantindo direitos, liberdades e garantias que a Constituição consagra a todos os cidadãos portugueses.

O facto de estar convencida de que Salazar foi enviado pela Providência para governar Portugal, segundo confidenciou ao cardeal Cerejeira, que, por sua vez, o transmitiu ao ditador, leva à presunção de que precisaria de uma consulta médica especializada. Mais do que o prurido da sarna que a atormentou, as conversas com Cristo, em Tui, e a visita ao Inferno, posteriormente abolido sem efeitos retroativos, indiciam confusões mentais à espera de um acompanhamento médico. E o Estado não cumpriu o seu dever para com uma cidadã que já em criança via, enquanto guardava cabras, uma Virgem a saltitar de azinheira em azinheira e a pedir-lhe para rezar pela conversão da Rússia.

Dos três pastorinhos de que o clero se serviu, primeiro contra a República, e contra o comunismo, depois, a Irmã Lúcia foi a única que viu e ouviu a Senhora de Fátima, já que a Jacinta só ouvia e não via, e o Francisco não via nem ouvia. Esta singularidade merecia que o Estado a não tivesse abandonado e lhe levasse o apoio médico de que carecia. Nunca saberemos se Lúcia suportou de motu proprio o mais longo cativeiro de que há memória ou se foi vítima de cárcere privado para propaganda religiosa.

A liberdade é um bem que não pode ser deixado ao poder discricionário de quaisquer instituições privadas nem ao capricho exótico de um deus qualquer.

22 thoughts on “A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e os direitos humanos”
  • Marco

    Se eu fosse dessa religião pagava todas as despesas para te processar por injuria, difamação e ofensa à memória de pessoa falecida.

    Continuas a portar-te como um imbecil. O que tu afirmas não tem absolutamente nada a ver com ateísmo, nem acredito que existam ateus que se revejam nesse tipo de estupidez.

    Uma pessoa como tu deve ser insuportável. Existirá alguém na tu família que consiga viver com palerma como tu? Ou será que vives arrumado a um canto da sociedade?

    Mete na cabeça uma coisa: as pessoas são livres de fazer o que quiserem da sua vida e de aceitarem aquilo que lhes é proposto.
    O que tens tu a ver com isso?

    Essa mulher de que falas, independentemente da questão visão ou não de Fátima, teve a vida que quis e seguiu o caminho que lhe apeteceu.

    Achas que seria mais livre se fizesse o que tu querias que ela fizesse?

    • kavkaz

      Ó Marco, tu convenceste-te que a Verdade e a Liberdade devem ser banidas da Sociedade.

      O teu problema é que te enfiaram um barrete na cabeça e como te incomodam os factos reais tens ódio a quem os recorda!

      O imbecil és tu! Estuda, pá! O teu problema é NÂO saberes!

      Lê, por exemplo:

      – Fátima desmascarada. A verdade histórica acerca de Fátima documentada com provas, de João Ilharco.

      – Fátima nunca mais, do padre Mário de Oliveira.

      • GriloFalante

        Calma, Kavkaz. O Marco é mais um patético provocador. É um clone do antóniofernando.

      • stefano666

        Salazar era muito devoto de Fátima… Cerejeira disse que ele governava por indicação de Deus.

      • Marco

        Tu é que andas com problemas com a “liberdade”. Tu não estás preocupado com a liberdade da freira, usas esse falso argumento.

        Portanto, enquanto abrires a boca contra quem pensa diferente de ti, com intuitos enxovalhantes, espirrando ódio e a afirmar que és mais inteligente e culto do que os teus adversários.

        Tu achas que por ler umas merdas escritas por um qualquer palerma, ou por consultar o que se encontra na Internet, já és catedrático de tudo.

        Não, não li nada nem vou ler. O Ilharco não é gente que eu goste, não lhe conheço qualidades que me mereçam crédito.

        O padre ainda pior.
        O que me deixa perplexo é o facto de tu passares a vida a vociferar com os padres e as freiras, mas teres o desplante de vir recomendar a literatura de um padre.

        És um hipócrita!

        • kavkaz

          Óh Marco, onde é que eu disse que as freiras não podem fazer o que lhes apetece? Elas até são daquelas pessoas que têm pouca ou nenhuma liberdade de fazer o que lhes apetece, pois vivem “regulamentadas” pelo Vaticano.

          Marquito, tu és um pouco criançola e dizes muita burrice e estás a querer insultar-me por saber mais e ser mais inteligente que tu. É a estratégia dos crentes…

          Marquito, tu chamas de “palerma” a Ilharco que escreveu uma obra excelentemente documentada sobre a monstruosa falsidade das aparições de Fátima inventadas e tens a lata de referir que não leste o livro nem o vais ler. Como podes saber que Ilharco é “palerma” se não conheces NADA dele? Percebe-se que o “palerma” és tu, claramente!

          Outra burrice tua é pensares que eu tenho que estar contra a Verdade quando esta é escrita por um padre. A Verdade é a Verdade, seja ela escrita por quem for… E o padre Mário de Oliveira é um homem com um passado de luta contra o fascismo que a Igreja Católica se pode envergonhar de não ter.

          Marquito, o teu problema é ignorância e muita criancice! Dás ideia de ser aqueles meninos da catequese que saíram da casca e se armam com a espada de Cristo para cortar a cabeça aos infiéis.

          Marquito, és muito ridículo!

          • Marco

            AS freiras e os padres têm tanta liberdade como tu.
            Todos nós somos “regulamentados”. Então, os policias não têm liberdade, os militares também não, Os juizes, os médicos dos nossos hospitais, os professores, etc.
            Essa anedóta de “saber mais” e “ser mais inteligente”, é uma excelente demonstração da tu palermice. Tu não enxergas a monstruosidade da tua ignorância e a da tua falta de cultura social. Esse comportamento é típico das crianças e de alguns adultos atrasadinhos.
            Como deverias saber se fosses minimamente inteligente, são muitos os documentários, portugueses e estrangeiros, sobre o assunto.
            Pessoalmente eu acredito que as crianças viram algo. Não seria nenhum Deus nem nenhuma Santa, mas devem ter visto algo. Há outras teorias sobre o assunto.
            Posso dizer-te que a explicação mais interessante que até hoje vi num documentário é, precisamente de um ateu, e não diz que as crianças não viram nada, que foi o padre mais o bispo que lhes puseram medo, ou que elas eram diminuidas e/ou mentirosas…

            Todos os comentarios que tenho escutado, sobre esse tal jornalista que se diz escritor e outras coisas mais, sempre foram muito desfavoráveis, e minguém o leva a sério. Jó o padre é tido por um sujeito com problemas mentais, chamando-lhe leviano, ignorante e hipócrita.
            O tal padre nunca lutou contra nada. Anda zangado porque o despediram, mas contra o facismo lutou como politicos que foram deputados no tempo do fascismos e agora se dizem antifascista.
            Pois fica sabendo que se esse padre passado da carola é gente com quem concordas, varias melhor figura se concordasses com a antigo bispo de Setubal, com o papa que fez o Vaticano II, entre outros.
            Enfim, a tua canalhice não chegará para tanto, pois tu só parecias quem diz palermices.

          • kavkaz

            Marquito, não aldrabes as questões. As tuas freiras estão totalmente dependentes do teu patrão, o Vaticano. Era a situação de clausura da tua mana, a virgem Lúcia. Dizeres que as freiras têm tanta liberdade como eu é só para rir às gargalhadas. Não sabes o que dizes. Esperneias…

            Tu não leste o livro de João Ilharco, “Fátima desmascarada”, mas pões-te a atirar bitaites contra ele. Estás inspirado pelo espírito santo católico. Falas do que não conheces. És burro, naturalmente!

            Quanto a insultares o padre Mário de Oliveira mostra que és porco e estúpido.

            Marquito, pequenote ajoelhável, deixo-te umas passagens do livro de João Ilharco, com relatos dos factos verídicos sobre a MENTIRA de Fátima:

            Lúcia e a Grande Guerra de 1917. Do livro “Fátima
            desmascarada” de João Ilharco, pág. 115-118. Vou citar:

            «No dia da última aparição (13 de Outubro de 1917) e naqueles que a esse se seguiram, Lúcia disse para numerosas pessoas que a Virgem lhe tinha afirmado que a «Grande Guerra» havia terminado no dia 13.

            Avelino de Almeida, o enviado especial do diário “O Século» na sua celebrada reportagem publicada no dia 15 de Outubro, deixou arquivada a declaração de Lúcia nos seguintes termos:

            «Lúcia, a que fala com a Virgem, anuncia com ademanes teatrais, ao colo de um homem que a transporta de grupo em grupo, que a guerra terminára e que os nossos soldados iam regressar.»

            Numa época em que acentuação das palavras se fazia em Portugal um tanto arbitrariamente, Avelino de Almeida, para que os leitores não confundissem o pretérito mais-que-perfeito, que ela empregou, com o futuro, acentuou a forma verbal terminára, para que fosse lida como palavra grave e não como aguda.

            Terminára (que hoje se escreve sem acento) e que equivale a tinha terminado, foi o que Avelino de Almeida escreveu e não terminará, futuro.

            Os autores fatimistas, porém dão a tudo o que se relaciona com Fátima a feição que mais lhe apraz, razão por que o Padre Luís Gonzaga da Fonseca, grande defensor dos interesses de Fátima, em artigo publicado na revista “Brotéria” (Maio de 1951, pág. 516 ), afirma categoricamente que Avelino de Almeida escreveu em “O Século” «a guerra terminará», o que não corresponde à verdade, como qualquer pessoa poderá verificar.

            Que Lúcia asseverou que a Senhora lhe havia dito que a guerra acabara naquele mesmo dia, 13 de Outubro, é uma verdade que não pode ser contestada, como vamos demonstrar.

            O «observador» enviado pelo Patriarcado de Lisboa para Fátima, cónego Nunes Formigão, interrogou Lúcia no próprio dia 13 de Outubro. À pergunta «Que disse ela?», feita pelo cónego, Lúcia respondeu:

            – «Disse que nos emendássemos, que não ofendêssemos Nosso Senhor, que estava muito ofendido, que rezássemos o terço e pedíssemos perdão pelos nossos pecados, que a guerra acabaria hoje e que esperássemos os nossos soldados muito brevemente» / “As Grandes Maravilhas de Fátima”, pág. 99/.

            Em 19 de Outubro o cónego Nunes Formigão voltou a interrogá-la e quis saber os termos exactos em que a Senhora tinha anunciado o fim da guerra no dia 13. Lúcia satisfez o desejo do cónego, declarando:

            – «Disse assim: A guerra acaba ainda hoje, esperem cá pelos seus militares muito em breve» /“As Grandes Maravilhas de Fátima”, pág. 109/.

            A uma objecção do cónego, Lúcia reforçou a sua afirmação:

            – «Eu disse tal e qual Nossa Senhora tinha dito» /Idem, idem, pág.109/.

            O pároco de Fátima, Padre Manuel Marques Ferreira, que interrogou a vidente e tomou nota das suas declarações, deixou consignada no seu inquérito a afirmação de Lúcia quanto ao facto de a Senhora lhe ter revelado que a guerra terminara em 13 de Outubro. As declarações de Lúcia são registadas da seguinte maneira:

            – «Quero-te dizer que não ofendam mais o Nosso Senhor que está muito ofendido; rezem o terço a Nossa Senhora. Façam aqui uma capelinha a Nossa Senhora do Rosário. (Lúcia tem dúvidas se foi assim como fica dito ou se foi: «Façam aqui uma capelinha. Sou a Senhora do Rosário). A guerra acaba hoje, esperem cá pelos seus militares em breve».

            O Padre José Ferreira de Lacerda, director do aguerrido “ O Mensageiro” de Leiria, interrogou Lúcia no dia 19 de Outubro. Lúcia narrou-lhe o diálogo travado entre ela e a Senhora, que, na parte que interessa, é como segue:

            – «O que é que vossemecê me quer? Respondendo-me ela»:

            – «Que a guerra acabaria hoje e que esperássemos pelos nossos militares muito em breve» /”O Mensageiro”, de Leiria, de 22-XI-1917.

            A «Grande Guerra acabou treze meses mais tarde, em 11 de Novembro de 1918. Que conclusão se impõe aos católicos?

            Como a Virgem não podia mentir, afirmando que a guerra tinha acabado em 13 de Outubro de 1917, o embuste é obra de Lúcia coisa que lhe está muito a carácter. «Cesteiro que faz um cesto, faz um cento», sempre que isso lhe apeteça ou julgue alcançar certos fins com a mentira.

            Os dirigentes de Fátima reconheceram o grave inconveniente que advinha para o futuro da Lourdes portuguesa da invencionice de Lúcia, e, por essa razão, entre os categorizados católicos que se empenhavam por que as aparições fossem tidas como verdadeiras, cedo foi passada palavra com o fim de se afirmar que Lúcia não havia dito que a guerra tinha acabado naquele dia 13 de Outubro de 1917, mas sim que a guerra estava para acabar, sem a indicação da data.

            Quando Lúcia – contava ela dezassete anos, e já havia três que fora sequestrada – depôs no inquérito canónico em 8 de Julho de 1924, devidamente industriada quis remediar a tolice da falsa predição do fim da guerra para 13 de Outubro de 1917, declarando:

            – «Parece-me que a Senhora disse: «a guerra acaba hoje». Minha prima Jacinta disse-me em casa que a Senhora falara assim: «Convertam-se, que a guerra acaba dentro de um ano» /Revista «Brotéria», Maio de 1951, pág. 519/.

            O expediente de invocar o testemunho de pessoas mortas é velho, /Jacinta, a outra pastorinha, tinha falecido em 20 de Fevereiro de 1920 em Lisboa, no Hospital da Estefânia, para onde fora a fim de ser operada a um tumor, consequência da gripe pneumónica» – “O Mensageiro, de Leiria (27-2-1920)”, invocado na pág. 32 do livro de João Ilharco/ mas, neste caso, é a testemunha invocada que desmente Lúcia. Em 19 de Outubro de 1917, o cónego Nunes Formigão fez notar a Jacinta que a guerra continuava, ao contrário daquilo que ela e a prima asseveravam como tendo sido dito pela Senhora.

            A pobre pequenita insistiu:

            – «Nossa Senhora disse que, quando chegasse ao céu, acabava a guerra».

            O cónego fez-lhe esta abjecção:

            – «Mas a guerra não acabou».

            – «Acaba, acaba» – teimou a petizita.

            – «Mas então quando acaba?»

            – «Cuido que acaba no domingo» /«As Grandes Maravilhas de Fátima», pág. 117/.

            É bem certo que, para justificar uma mentira, é necessário recorrer a muitas outras.

          • stefano666

            vem ca… esse mito de Fatima foi criado em 1917 em virtude da revolução russa ??

          • kavkaz

            stefano666,

            No livro de João llharco aparece um interessante texto sobre a necessidade da criação do mito de Fátima. transcrevo:

            «O sobrenatural de Fátima foi obra de um pequeno grupo de eclesiásticos, inteligentes e ousados, que tinham contra o regime republicano, implantado em 1910, grandes ressentimentos.

            A República reduzira a importância social do clero e os seus rendimentos, e isso levou os padres a hostilizarem abertamente o novo regime tanto no púlpito como fora dele.

            E se eclodisse em Portugal um fenómeno sobrenatural, capaz de causar alguns engulhos a republicanos e livres-pensadores?

            Usando de prudência e de absoluto sigilo, dois ou três eclesiásticos começaram a estudar um plano de actuação – e desses conciliábulos nasceram as aparições da Cova de Iria, na Freguesia de Fátima, distrito de Santarém.

            Os autores do sobrenatural de Fátima pretendiam alcançar três objectivos imediatos:

            1º- Tentar a fundação duma nova Lourdes, que conservava então o primeiro lugar entre os centros de peregrinação do mundo católico.

            2º- Arranjar uma copiosa fonte de receita para a propaganda católica.

            3º- Fazer de Fátima uma arma contra o regime republicano, implantado em Portugal em Outubro de 1910.

            O primeiro objectivo é denunciado pelo Boletim do clero de Vila Nova de Ourém, sede do concelho de que faz parte a freguesia de Fátima, o qual, após a terceira aparição (13 de Julho de 1917), soltava este jubiloso brado em seu número de 29 de Julho:

            “Quererá a Rainha dos Anjos fazer desta freguesia (Fátima) uma segunda Lourdes?!… Ah! Quem o merecera! A Deus e à Virgem nada é impossível.”

            O clero, todavia, era o primeiro a não confiar demasiadamente nos bons ofícios da divindade. Não seria mais seguro que os interessados pusessem mãos à obra? O aguerrido semanário católico de Leiria “O Mensageiro”, ali à beira de Fátima, era dessa opinião, como se vê pela pergunta que fazia em 30 de Maio de 1917, em artigo de fundo:

            “Católicos de Portugal, porque fiais só do céu a realização das vossas esperanças?”

            O segundo objectivo foi posto em foco no órgão de grande informação “O Século”, de 13 de Outubro de 1917, por Avelino de Almeida, enviado especialmente a Fátima para fazer a reportagem dos sucessos da Cova da Iria:

            “Haverá por acaso especuladores que se aproveitam do ensejo para a efectivação de recônditos mas lucrativos planos, em que na santa e eterna ingenuidade representa a matéria prima a explorar? Não o negaremos nós, porque a lição dos factos no-lo vem ensinando através dos séculos, nem pasmaremos se amanhã se descobrir que as faladas aparições de Fátima redundam, sobretudo, em vantagens temporais para muita gente.”

            O terceiro objectivo – fazer de Fátima uma arma contra a República -, em 1917 estava em primeiro plano, e isso era sabido tanto nas hostes católicas como nas republicanas. De um modo geral, os católicos hostilizaram, quanto puderam, o novo regime, dando origem a grave ressentimento entre os republicanos e a Igreja.

            Muitos sacerdotes pregavam abertamente contra a República, o que, em alguns casos, obrigou as autoridades a deter – embora por curtos prazos – os padres mais agressivos, a título de advertência. Isso aconteceu a alguns membros do clero da região de Fátima, que, mais tarde, intervieram decisivamente na eclosão do sobrenatural da Cova da Iria». Pág. 11-13.

          • stefano666

            estou muito “comovido e orgulhoso” pela belissima atuação do clero na época!!! Que grandes partisans da liberdade !!! (ironic mode)!! sei tambem que o clero… tambem falou “maravilhas” contra o governos mexicano (guerra cristera) e republicano espanhol. Agora eu acho estranho que o clero nada falou contra Salazar,Franco, Hitler, Mussolini… (ah ja sei… vai ver que os 4 lideres citados eram gente de bem)

          • stefano666

            veja as “previsoes” de Fátima. hahahahahahaha

            http://www.fatima.org/port/pfaq01.html

            3. QUE PROGNOSTICOU A MENSAGEM DE FÁTIMA?

            A Mensagem de Fátima prognosticou correctamente em 1917 todos os seguintes acontecimentos:

            (1) O fim da Primeira Guerra Mundial;

            (2) O emergir da Rússia como um poder mundial que
            “espalharia os seus erros (incluso o comunismo) pelo mundo fora
            …promovendo guerras e perseguições à Igreja;

            (3) A eleição de um Papa que se chamaria Pío XI;

            (4) A emergência de uma segunda Guerra Mundial que seguiria uma luz estranha no céu.

            A Mensagem de Fátima prognosticou também que se os pedidos
            da Virgem Maria em Fátima não fôrem honrados, muitas almas serão
            perdidas, “o Padre Santo ter muito que sofrer,” haver mais guerras e
            perseguições à Igreja e “vrias nações serão aniquiladas. A aniquilação
            de nações prognosticada em Fátima ainda não ocurreu, mas muitos temem
            que em breve acontecer, porque a imoralidade e a corrupção cresce por
            todo o mundo.

          • Marco

            Então sempre acertou em tudo?

          • stefano666

            nao… pq a guerra acabou em 1918… estranho ke essa santa nao previu o nazismo… (ah sim.. eskeci.. nao cai bem a igreja denunciar um compadre politico)

          • stefano666

            li umlivro que… disse que tambem houve clérigos rebeldes na França de 1905.. e na Rússia de 1917.

            o fato em comum foi que a França 1905,Portugal 1910 e Russia 1917 tiraram vários privilegios dos bispos.

            incluiria na lista o México de 1925 (isso causou a Guerra Cristera) e Espanha de 1931.

          • Marco

            Não me parece que nada disto seja relevante.
            O que um diz e outro diz, sem mais meios de prova por testemunhas, não acrescenta nada à história.
            Em Fátima não esteve Deus, toda a gente afirma. Isso é importante para mim que sou ateu, senão tinha que rever a minha posição.
            O Ilharco não é mais sério do que os miúdos. A questão gramatical (terminára) é de uma estupidez sem limites.
            Não há atitude mais hipocrita do que servir-se dquilo que não se aceita como argumento a nosso favor. Quem faz isso é um imbecil. Portanto, quem passa a vdia a maldizer os padres e os seminários e depois usa o que eles escrevem como prova de algo, ou é estupido ou cego.

    • Pitonisa

      Ai Marquinho, rico, o que foi que lhe deu? O lindo parece daqueles polícias à moda antiga, daqueles com bigodes farfalhudos, que estavam sempre a querer levar tudo pata a esquadra. Isso de querer processar toda a gente que tenha opinião, é trauma que lhe ficou da “preventiva” ou foi quando andou a apanhar sabonetes na prisão?
      Mas olha, repare que eu acho que você tem razão: as pessoas devem ser livres de levar a vida que quiserem – mesmo que seja a apanhar sabonetes – e a dizer o que quiserem. Desde que não sejam ateus, claro! que esses malandros até havia de haver alguém que lhes cortasse a língua, para eles deixarem de escrever. Ou que lhe cortassem os dedos, para eles deixarem de falar. A ordem dos factores é arbitrária, não é, rico?
      Olhe, lindinho, eu não sei se a Lúcia levou a vida que lhe apeteceu, ou se foi a que lhe impuseram. Mas se o rico acha que ela foi de livre vontade, quem sou eu para o contrariar? O menino é que sabe. Cá para mim, acho que ela foi voluntariamente compelida, como aquele bombeiro voluntário do Solnado, que Zeus haja.
      O que vai valendo, é que o rico está a pôr o portal em ordem. Todos têm o direito de se expressar livremente, desde que estejam de acordo com o rico. Olhe, eu acho muito bem, que isto de cada um pensar para seu lado só dá balbúrdia. Por isso a carneirada religiosa se sente tão feliz!
      Prontes, lindo. Fico-me por aqui. Não se amofine comigo, olhe que eu só quero o seu bem, porque esses tipos, além de não acreditarem em deuses também são ateus. Como se não bastasse…
      E olhe, não me levante nenhum processo por eu ter escrito “carneirada religiosa”, tá?
      Uma beijoca da sua
      Pitonisa

  • kavkaz

    O livro “Fátima nunca mais”, do padre Mário de Oliveira, está digitalizado e acessível na internet. Aqui:

    http://pt.scribd.com/doc/6744447/FATIMA-Nunca-Mais-Mario-de-Oliveira

  • Tomé

    “Penso que a renúncia à liberdade é um direito da própria liberdade que,
    se Lúcia o fez de livre vontade, não merece qualquer reparo. Todavia, se
    foi coagida, houve da parte do Estado português um atentado, por
    omissão, não lhe garantindo direitos, liberdades e garantias que a
    Constituição consagra a todos os cidadãos portugueses.”

    Carlos Esperança

    Mas quem te mandou a ti sapateiro tocar rabecão ? Primeiro foi o crime de blasfémia, ” punido até 1 ano de prisão”, que não se encontra previsto na legislação portuguesa. Depois foi o papa a ser ” cúmplice” do gatuno que lhe furtou documentos confidenciais . Agora é o ” atentado, por omissão” do Estado português relativamente a uma situação meramente especulativa, Por último, a ” renúncia à liberdade” quando qualquer estudante de direito sabe que o direito à liberdade, enquanto direito fundamental, é, por natureza, irrenunciável.

    Vai coser meias, ó Esperança !

    • Marco

      O que chateia o Carlos é que as pessoas tenham liberdade de viver como lhes apetece.

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    “Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado ou, simplesmente, Irmã Lúcia, para os amigos”

    Ó Carlos, não será melhor chamar-lhe “Virgem Lúcia”?…
    Eu prefiro…

    É que me parece que vem na senda da “Virgem Maria”, mas mais terráquea…

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