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A ICAR não tem emenda

A Igreja católica criticou nesta quinta-feira (30) resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que determina ao médico seguir o desejo de pacientes em fase terminal que não queiram seguir tratamentos “excessivos e fúteis”.

Médicos deverão seguir desejo de pacientes terminais contrários a tratamento ‘fútil’

12 thoughts on “A ICAR não tem emenda”
  • Ateu sim, e daí ?

    O palhaço estúpido do padre FDP não sabe o que significa ‘doente terminal ” ? São burros mesmo ou só fingem para enganar os trouxas ?
    Meu pai morreu em função de um câncer na bexiga. Sofreu uma cirurgia altamente complicada e muito invasiva. Pois bem, sobreviveu por um mês após a cirurgia. E de que forma ? com dores terríveis e sem conseguir se alimentar. No fim ele pedia veneno ! Não podia mais suportar a vida.
    Tenho certeza que se esta resolução estivesse em vigor à época, ele a teria assinado.

    • JoaoC

      Mas nem era preciso assinar nada! O que se quer, o que se deseja é que haja uma legislação que garanta cuidados de conforto (paliativos) a um doente em fase terminal e que estes não sejam submetidos a tratamentos e intervenções excessivas e fúteis!

      E formação para que médicos e mais pessoal de saúde comece a mudar de mentalidades e perceba que a morte existe, faz parte da vida e TEMOS DE MORRER. É condenável o prolongar da vida, ainda mais um doente em fase terminal, com intervenções excessivas, invasivas e dolorosas, sem benefício algum! Ponto.

      A partir daí, nem seria preciso o doente assinar nada, porque tanto a formação de profissionais de saúde, principalmente médicos, como a lei garantiam que aquela pessoa, naquela fase final da vida e da doença, viessem a ter cuidados especializados, de conforto em fim de vida e suspender tratamentos e outras intervenções que prolongassem a vida, sem qualquer benefício para o bem-estar do doente!

      Isto enerva-me e ver uma Conferência de Bispos dizer estas javardices dá-me vómitos. mas volto a dizer, essa não é a posição da Igreja. Apenas de um grupelho de ignorantes e hereges trogloditas que se acham inteligentes e depois saem-se com estas pérolas ridículas, execráveis e até obscenas!

      • céptico

        Essa não é a posição da Igreja Católica ? Então qual é ? Em que documento oficial da ICAR se encontra estabelecida a sua posição ? Podes esclarecer ?

        • JoaoC

          1. “Nestas situações, quando a morte se anuncia iminente e inevitável, pode-se em consciência renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida, sem, contudo, interromper os cuidados normais e básicos [de conforto,alimentação e hidratação, enquanto o organismo o permitir, etc…] devidos ao doente em casos semelhantes” (Encíclica Evangelium Vitae de João Paulo II, n. 65).

          2. “Se parecer que a tentativa de reanimação constitui, na
          realidade, para a família uma sobrecarga emocional tal que não se lhe possa em consciência
          impor, pode a família licitamente insistir para que o médico interrompa as suas
          tentativas, e o médico pode licitamente obedecer-lhes”. (Pio XII, 1957)

          3. “É permitido com o consentimento do
          paciente, o uso moderado de analgésicos ministrados para diminuir os
          sofrimentos mais extremos e a suspensão de tratamentos desproporcionados ao doente terminal, ainda que se preveja que apressem o momento da morte”. (Pio XII, 1958)

          4. “Não
          se pode impor a ninguém a obrigação de recorrer a uma técnica que, embora já em
          uso, representa um risco ou é demasiado penosa. Recusá-la não equivale a um
          suicídio, significa, antes, a aceitação da condição humana, ou preocupação de EVITAR ADOPTAR UM PROCEDIMENTO MÉDICO DESPROPORCIONAL aos resultados que se
          podem esperar, ou vontade de não impor custos demasiado pesados à família ou
          à colectividade” (Sagrada
          Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração sobre a eutanásia. SEDOC, 1980)

          5. “A interrupção de procedimentos médicos penosos,
          perigosos, extraordinários ou desproporcionais aos resultados esperados pode
          ser legítima”. (Catecismo
          da Igreja Católica, 2278)

          • GriloFalante

            Em resumo: a ICAR concorda com a eutanásia.
            Ainda bem.

          • JoaoC

            Não seja desonesto e leia e perceba o que lá diz. Eutanásia e distanásia – ambas condenadas pela Igreja. Há o meio termo: respeitar o decurso NATURAL da vida, não antecipando a morte do doente terminal, nem prolongar artificial e desnecessariamente a vida, sem real benefício do doente terminal.

  • kavkaz

    A ICAR adora o sofrimento. A alegria que lhes dá o sofrimento é interminável…

    Até um gajo crucificado há dois mil anos atrás lhe faz sorrir de felicidade. Nunca farão o enterro do morto..

    The show must go on…

  • PedroM

    Essa NÃO É a posição da Igreja. Ao criticarem isso, o que esses padres e bispos hereges da CNBB (que tem mais do que provado o seu desvio em relação à Fé Católica) defendem é a distanásia, ou seja, o prolongamento artificial da vida e, consequentemente do sofrimento sem benefício para o doente.

    Esses padrecos e essa conferência que de católica não tem nada, só mostram ignorância em relação à Doutrina da Igreja e em relação ao estado terminal de uma doença.

    Distanásia é igualmente condenável como a eutanásia.

    Importante, volto a dizer, é que a CNBB NÃO É a voz da Igreja. O título está errado e desonesto (propositadamente?), pois em vez de ICAR, devia estar “Igreja no Brasil” ou “Bispos do Brasil”, ou mesmo a CNBB.

    Pela estupidez duns, não tem de pagar o nome da Igreja no seu todo!

  • JoaoC

    É evidente que essa corja brasileira que se diz católica não sabe o que diz! Nem seria preciso um doente pedir, parte do bom-senso dos médicos saber onde podem chegar e PARAR de investir a todo o custo, causando mais dano que benefício ao doente!

    “Evidentemente nós não podemos estar de acordo com essa resolução. (…) O juramento [do médico] é defender a vida e a medicina só tem sentido nesse caso: quando ela está à serviço da vida, da saúde” – BURROS! Num doente terminal, a saúde é o seu bem-estar, que normalmente passa por não lhe serem fornecidas medidas interventivas sem real benefício. É um princípio ético BÁSICO.

    “Um médico (…) preocupado em terminar com uma vida humana, em que fase for, está como que negando a sua própria profissão, que é cuidar da vida, prolongar a vida, fazer com que essa vida seja vivida cada vez melhor” – Duplamente BURROS! Não se está a acabar com a vida, rejeitando meios que, em vez de dar qualidade de vida, a vão prolongar sem benefício e bem estar em doentes terminais. Antes, está-se a respeitar a VIDA natural, podendo a pessoa morrer NATURALMENTE sem alguns energúmenos a contribuírem para “prolongar a vida” sem qualquer benefício.

    A nossa CEP (conferência episcopal portuguesa) é uma vergonha, mas a do Brasil é LIXO.

    Em plenos pulmões, assino por baixo: “Médicos deverão seguir desejo de pacientes terminais contrários a tratamento ‘fútil’”!! E já! E todos nós devíamos ter garantido esse direito de podermos aceder a cuidados só e somente de conforto no final das nossas vidas.

    Tão grave é o erro da eutanásia, como o erro da distanásia. É o que a escumalha dos Bispos do Brasil está a defender.

    Que NINGUÉM leve a sério essa malta, mas procure antes conhecer o que a Igreja diz VERDADEIRAMENTE sobre o assunto!

    • UmGajo

      O que dizes está muito bem caro JoaoC. Mas a grande questão é: afinal, quem é a Igreja?

      • JoãoC

        A Doutrina “formal” da Igreja está resumida no Catecismo e nos documentos papais que estão dentro e conforme o Magistério milenar e da Tradição católica. Eu não posso dizer algo em nome da Igreja que contrarie esses fundamentos, aos quais até o Papa tem de obedecer. Este grupo de Bispos não reflecte o pensamento da Igreja em relação ao assunto, pois já foi pronunciadas várias vezes a posição da Igreja, pelo menos desde o Papa Pio XII e mais recentemente na Encíclica de João Paulo II e no próprio Catecismo.

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