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  • 21 de Agosto, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Seitas

Milagres do Opus Dei

Favores obtidos pela intercessão de São Josemaria Escriva

Pequenas alegrias diárias

No dia da festa de S. Josemaria um amigo, pelo qual rezava há tempo, conseguiu tirar acarta de condução.
Sinto a intercessão de S. Josemaria no dia-a-dia, em “pequenas alegrias diárias”. Todos os dias leio algum texto, especialmente a Novena do trabalho ou Caminho, dá-me muita paz e faz-me ver e apreciar os “milagres” contínuos que ocorrem nas nossas vidas, e dar graças com o trabalho oferecido, na relação com os outros, em tudo o que faço.

Diário de uns Ateus – Em vida foi cúmplice de Franco, depois de morto dedica-se a facilitar cartas de condução.

17 thoughts on “Milagres do Opus Dei”
  • GriloFalante

    Era uma coisa dessas que me fazia falta: tirar carta de condução sem aprender código e sem ter lições. Ficava muito mais barato, e não dava trabalho. Sim, porque se tenho de empinar o Código da Estrada e tenho de fazer as lições de condução, para que raio perco tempo a rezar o ZéMaria?

  • kavkaz

    São JosemariaEscriva fazia bem em interceder com uma carta de condução ao alemão Ratzinger para este deixar de ser guiado pelo Espírito Santo e passar a guiar por ele próprio.

  • kavkaz

    Os crentes salvam-se porque a aldrabice não paga impostos!

  • José

    Franco comportou-se de uma forma infame, como a criminosa acção sobre Guernica demonstra. Mas, dos dois lados da fratricida contenda, ocorreram crimes asquerosos. E , também convém lembrar, houve igualmente pessoas religiosas do lado opositor e até padres republicanos, como Carlos Esperança bem sabe. A evocação doa padres fuzilados só serve para atacar Franco ? E quando os fuzilamentos eram perpetrados pelos lado, dito republicano, aí já os padres republicanos não eram coniventes com esse lado opositor ?
    Porquê então insistir sistematicamente em apenas um dos sectores dessa monstruosa guerra ? Haja um pouco de decência.Os mortos, de um e do outro lado da barricada, não merecerão o devido respeito às suas memórias ? E que tal fazer aqui uma censura forte ao regime tendencialmente mais secularista de Bashar Al Assad ? Os actuais mortos na Síria não mereceriam essa evocação ? Crianças também barbaramente massacradas por um ditador bem vestido, à moda ocidental, apenas por terem reclamado o inalienável direito à livre expressão de pensamento ? E quanto à hipocrisia ignóbil de todas as nações de braços cruzados contra o genocídio sírio ? EUA, Rússia, China, Irão, etc ? Isso não justificaria aqui um artigo crítico, em nome do respeito devido à dignidade da condição humana ? Porquê sistematicamente apenas a Guerra Civil de Espanha e apenas a evocação dos crimes franquistas ? A História esgotou-se nesse tempo ?

    • João Pedro Moura

      JOSÉ disse:1- “Franco comportou-se de uma forma infame (…) Mas, dos dois lados da fratricida contenda, ocorreram crimes asquerosos. (…) A evocação doa padres fuzilados só serve para atacar Franco ? E quando os fuzilamentos eram perpetrados pelos lado, dito republicano, aí já os padres republicanos não eram coniventes com esse lado opositor ?”Vamos lá ver, José: a guerra civil de Espanha foi desencadeada por uma sublevação da parte mais conservadora das Forças Armadas espanholas, em 1936, contra o governo democrático da coligação Frente Popular, que havia ganho as eleições uns meses antes.Essa sublevação fascista, dos militares, partidos e entidades mais reacionárias de Espanha, teve um total apoio da ICAR espanhola. Até houve mesmo padres armados a enfrentarem as tropas governamentais e seus aliados.Portanto, a culpa da guerra está em quem começou o conflito: o setor conservador da sociedade, que temia a perda dos seus privilégios, incluindo a Igreja.Ora, numa guerra há sempre casos de atrocidades e de ódio avolumado e irreprimível. Dum lado e doutro!Naturalmente que, num blogue ateísta, evoca-se mais o papel reacionário da Igreja contra a república democrática espanhola, Igreja essa que em vez de defender a paz e procurar pacificar os contendores, enveredou por um apoio inequívoco aos insurretos fascistas, tal como sempre fez, em todas as sublevações fascistas ou meramente conservadoras, em todas as épocas e em todos os países onde houve tais movimentos reacionários e conservadores, mostrando sempre, inequivocamente, de que lado estava… 2- “Porquê então insistir sistematicamente em apenas um dos sectores dessa monstruosa guerra ?” Como é óbvio, foi a Igreja que alinhou com os outros setores reacionários contra um governo democrático…… Então, leva…3- “E que tal fazer aqui uma censura forte ao regime tendencialmente mais secularista de Bashar Al Assad ? Os actuais mortos na Síria não mereceriam essa evocação ?”O “Diário de uns Ateus” não é propriamente um blogue de política, mas sim um diário sobre religião, laicidade e ateísmo. Só quando a política interseta aqueles aspetos é que será convinhável publicar um artigo. Digo eu, que não sou articulista do mesmo…4- “Crianças também barbaramente massacradas por um ditador bem vestido, à moda ocidental, apenas por terem reclamado o inalienável direito à livre expressão de pensamento ?”Como?! A insurreição síria é para reclamar a “livre expressão do pensamento”?!5- “E quanto à hipocrisia ignóbil de todas as nações de braços cruzados contra o genocídio sírio ? EUA, Rússia, China, Irão, etc ? Isso não justificaria aqui um artigo crítico, em nome do respeito devido à dignidade da condição humana ?”A política internacional é mais complexa do que transparece no desabafo do José…Os artigos sobre a “dignidade da condição humana” serão para os blogues apropriados, a não ser que tal “dignidade” intersete a religião/laicidade/ateísmo… 6- “Porquê sistematicamente apenas a Guerra Civil de Espanha e apenas a evocação dos crimes franquistas ? A História esgotou-se nesse tempo ?”“apenas a Guerra Civil de Espanha e apenas a evocação dos crimes franquistas”?! Se estiver atento ao diário, publicam-se artigos os mais variados, conforme os casos que vão surgindo…

      • Carlos Esperança

        A ICAR pediu recentemente perdão pelo seu silêncio perante o fuzilamento de 3 padres bascos que se colocaram ao lado da República.

        • José

          Acho muito bem que a ICAR tenha pedido esse perdão.
          Mas e os ditos republicanos, comunistas, anarquistas e maçons , todos alinhados na Guerra Civil de Espanha, pela mesma facção, aqueles que ainda estão vivos, já alguma vez pediram desculpa pelos fuzilamentos de padres e freiras católicos ? Quanto a isso você não tem nada a dizer. É de uma hipocrisia repugnante, mas não é nada que eu estranhe, vindo dos seus parciais e tendenciosos comentários. Um homem só é verdadeiramente progressista se tiver como referência um espírito coerentemente democrático. Algo que você não tem. Sob a espuma purulenta do seu pseudo-progressismo esconde-se o mais farisaico e desprezível hipócrita.Você usa a memória dos mortos, que lhe interessa, para o seu asqueroso panfletarismo sectário.Devia ter um mínimo de decência na cara. Um mínimo. Mas nem isso tem.

          • kavkaz

            Isso da Igreja Católica pedir perdão é o reconhecimento absoluto de que eles foram os ofensores e as bestas da guerra!

            A Igreja Católica estava do lado errado! Por isso perde perdão… Mas quem lhes perdoou? Não foram as vítimas deles!

            A ICAR deveria pagar compensações pelos crimes cometidos, como os nazis tiveram de pagar na II Guerra Mundial.

          • Citadino

            Você começa sempre com falinhas mansas mas depois cai-lhe a máscara e parte para o mais baixo insulto. É a prova da sua superior moral cristã…

          • Ético

            Ética, meu caro. Ética superior de Jesus de Nazaré.

        • João Pedro Moura

          Os padres bascos fuzilados pelos franquistas foram 16, pelo menos. Uns porque estavam do lado do governo republicano; outros, por estarem ligados à renascença da cultura basca; outros porque fizeram denúncias de comportamentos sexuais “imorais” de franquistas, etc.
          Veja-se o arquivo do jornal El País, sobre essa matéria:
          http://elpais.com/diario/2007/10/27/sociedad/1193436013_850215.html

          • José

            Os padres bascos fuzilados pelos franquistas foram 16 ? E os padres e freiras fuzilados pelos ditos republicanos ? Quantos foram, você é capaz de seriamente dizer ? Não é, mas eu refresco-lhe a memória. Segundo o historiador Hugh Thomas foram fuzilados 6861 religiosos católicos e Anthony Beevor apresenta números semelhantes

            Fontes: Hugh Thomas, The Spanish Civil War, Penguin, 2001,pág. 144; Anthony Beevor, A Batalha pela Espanha, Rio de Janeiro, Record,2007, Cap.12, pág.137

            Chega ?

          • João Pedro Moura

            JOSÉ disse: “E os padres e freiras fuzilados pelos ditos republicanos ? Quantos foram, você é capaz de seriamente dizer ?”1- José, foram fuziladas dezenas de milhares de pessoas, dum lado e doutro, religiosos e ateus, mas a mortandade foi maior no lado republicano, porque perdeu. 2- Relembro que a Igreja se pôs do lado conservador, muito antes da vitória da Frente Popular, em 1936. As hostilidades ideológicas foram logo abertas na eleição da assembleia constituinte de 1931, com o decreto da separação entre a Igreja e o Estado. 3- Houve padres que pegaram em armas contra as tropas republicanas. 4- Numa guerra, como já disse, há sempre atrocidades, dum lado e doutro. As maiores atrocidades são aquelas caraterizadas por fuzilamentos de “inimigos”, sem que estes tivessem feito algum combate contra o outro lado. As maiores atrocidades são as decorrentes duma atitude de ódio imenso, conducente ao extermínio do outro, mesmo que este não tivesse pegado em armas e se remetesse a uma simples oposição ideológica. 5- A maior atrocidade feita contra a Igreja católica, durante a guerra civil espanhola, foi na Catalunha, região dominada pelos anarquistas, quando, no castelo de Montjuic, num convento sobranceiro a Barcelona, foram disparados tiros de canhão contra posições anarquistas. A reação destes foi brutal, levando a massacres consecutivos da generalidade do pessoal religioso na região, padres, frades e freiras. Devem ter sido uns milhares… 6- Por sua vez, os vitoriosos franquistas fizeram a mesma coisa aos republicanos, nas regiões que iam conquistando… 7- A comparação que o José faz entre os padres assassinados pelos franquistas e os assassinados pelos republicanos, mormente os anarquistas, não tem razão de ser, pelo simples motivo de que os padres franquistas eram a esmagadora maioria do clero espanhol… clero esse que se pôs do lado antirrepublicano, antidemocrático e insurrecional… 8- O pessoal religioso não foi necessariamente liquidado, em área republicana, por ser religioso, mas por estar aliado e, às vezes, de armas na mão, contra os republicanos.Os padres, nas suas paróquias, incitavam o povo à rebeldia e dirigiam, como podiam, o movimento insurrecional. 9- Todavia, houve mesmo fuzilamentos de clero secular e regular, sobretudo nas regiões dominadas pelos anarquistas, sem, aparentemente, aqueles se postarem em combate físico.Foi tudo decorrente de ondas emocionais e paixões emotivas exacerbadas, típicas do povo espanhol daquele tempo. 10- Mas, nunca se esqueça de que, quem começou a guerra foram os franquistas e seus aliados…… E são estes, assim, que têm o ónus da culpa…

      • José

        “Como?! A insurreição síria é para reclamar a “livre expressão do pensamento”

        João Pedro Moura

        Você mais parece um lacaio do Bashar Al Assad . Também quer branquear a história das manifestações populares sírias ? Legitimar a ditadura familiar desse bandalho e do seu falecido paizinho ? É isso ?

        • João Pedro Moura

          JOSÉ
          Cuidado com essa linguagem de tentar assemelhar-me a esses ditadores “laicos” de pacotilha ou de me atribuir, supostamente, “branqueamentos” ou “legitimações” de tais detestáveis governos…
          … Todavia, ainda estamos longe de saber o que pretendem os insurretos…
          Na Tunísia e no Egipto ganharam, “democraticamente”, os partidos islâmicos, isto é, gente que não promete fazer melhor que os ditadores anteriores, “laicos”…
          A democracia nos países árabes redunda, tendencialmente, na vitória de sistemas políticos totalitários ou constrangentes para a liberdade…

          • José

            João

            Cuidado, volto a repetir, com qualquer tentativa de branquear a génese da revolta popular siria. Bashar Al Assad começou a chacinar o seu próprio povo no dia em que este saiu pacificamente à rua para manifestar a sua liberdade de expressão contra esse ditadorzeco sanguinário. Ignorar isto, que é elementar na génese dessa revolta popular, é simplesmente branquear a verdade desses acontecimentos. Agora que haja outras derivas manipuladoras das revoltas árabes é outra questão. Mas é questão que não põe em causa que os movimentos populares na Síria, no Egipto e na Tunísia, emergiram do genuíno sentimento popular de manifestaçã crítica contra os respectivos regimes. No caso da Síria, basta ir ao You Tube ver os constantes massacres que aquele bandalho anda a perpetrar contra o próprio povo sírio, para se ter uma noção, infelizmente acutilante, da perfídia a que pode chegar um regime tirânico. Para branqueamento do genocídio sírio, já basta a atitude nojenta da finória Asma Al Assad. Eu nem sequer estou a falar de insurrectos, como você lhes chama. Estou a falar de crianças inocentes barbaramente chacinadas pelos ataques infames da aviação síria !!!

        • Citadino

          Como o papel da ICAR na guerra civil espanhola não tem defesa possível você regressa à Síria…

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