Loading
  • 24 de Junho, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Paolo Gabriele, Tedeschi e ámen…

Por

E – Pá  

Um mês após a prisão do mordomo pessoal de Bento XVI e da sua detenção nas celas do Vaticano – acusado de ser o ‘corvo’ (responsável pelas incómodas ‘filtrações’ e, ainda, de conspirar contra o papa – não surgiu qualquer luz sobre o caso que parece alongar-se em direcção ‘à eternidade’, como é usual nestes processos com grandes doses de misticismo à mistura.

Paolo Gabriele permanece incomunicável e o sepulcral secretismo que rodeia todas as diligências assemelha-se, podemos dizê-lo, a um véu negro que tudo envolve na mais profunda obscuridade e atinge todos – desde o simples mordomo até ao influente ‘banqueiro de deus’, Ettore Gotti Tedeschi, membro da Opus Dei e amigo pessoal de Bento XVI, sumariamente demitido pelo secretário de Estado cardeal Tarcisio Bertone.

Ontem, o papa que aparentemente se manteve alheado (ou foi colocado fora) dos problemas, resolveu descer á Terra e imiscuir-se directamente nos venais assuntos que inquinam o Vaticano tendo recebido (convocado?) em audiência privada cinco (5) cardeais: George Pell (Arcebispo de Sidney); Marc Ouellet (Prefeito da Congregação para os Bispos), Jean-Louis Tauran (Presidente do Pontíficio Conselho para o Diálogo Interreligioso); Camillo Ruini (Vigário Geral emérito para a Diocese de Roma), Jozef Tomko (Prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos).

O motivo oficial desta ‘reunião’ informal : “Em razão da força da grande e variada experiência dos senhores cardeais a serviço da Igreja, não somente no âmbito romano mas também internacional, o Papa resolveu encontrá-los ainda neste sábado, para uma troca de considerações e sugestões para contribuir a reestabelecer o tão desejado clima de serenidade e de confiança no que tange os trabalhos da Cúria Romana.” link

O grande ausente: o cardeal Bertone. Exactamente o centro de toda a polémica e um homem que, indiferente aos acontecimentos, continua a exercer as suas funções até a um próximo episódio que esclareça a amplitude do problema que como sabemos passa por iniludíveis e dramáticas questões: desde a ‘limpeza’ das contas do Instituto de Obras Religiosas (IOR/Banco do Vaticano) até à sucessão na chefia dos católicos, onde cada vez mais o ‘Espírito Santo’ joga um papel secundário.

Assim vai a ICAR…

8 thoughts on “Paolo Gabriele, Tedeschi e ámen…”
  • mathias

    O papa parece Hitler convocando seus sargentos no desespero da derrota.

    • snope

      😉 Como se vê, debaixo daquela aparência está gente de aço. Estou a lembrar-me de um obispo vietnamita, de alguns obispos chinoses, e etc… e os problemas do banco romano são caramelos comparado com os problemas dos bancos de Lisboa 😉

      • stefano666

        pq esse ressentimento contra CHina e Vietnam?

        • snope

          Nada. Li um livro autobiográfico de um obispo viet. (Van Tien ?) e gostei bastante da resistência do homem na reclusão, assim meio desumana. E acompanho (ao largo) os desaparecimentos de clérigos chinos, ao cuidado das autoridades. São situações bastante tristes…

        • snope

          2. E também acho meio infantil pensar que Roma está “desesperada” por isto ou por aquilo. Basta olhar ao card. com a arma. Será um polaco, salvo erro. Lembre o que os cristãos polacos padeceram em décadas e vai confirmar que é gente bastante resistente.

    • snope

      Que desespero ??? Como é que um português pretende dar licções de bom governo de alguma coisa? Já se está a ver Roma a aumentar os impostos aos seus cidadãos para cobrir a errada administração do banco, ou a baixar a reforma aos funcionários, e etc… 😉

    • stefano666

      Ja, mein Führer!!! (ironic mode)

  • stefano666

    o cristianismo é uma religiao de paz!

You must be logged in to post a comment.