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“Ódio ateu”

Não vou defender o Diário Ateísta, porque julgo não ter legitimidade para tal. Não vou defender os ateus, que não me parece precisarem de quem os defenda – eles safam-se lindamente, sozinhos. Mas vou exercer o direito à legítima defesa, porque me sinto atingido pelas palavras do Ricardo Pinho.

Quando li o artigo do Ricardo Pinho, fui assaltado por dois sentimentos que se confundiram por momentos: primeiro, julguei que os crentes já tinham o direito de “postar” o que é sinal de evolução democrática; depois, “apareceu-me” uma imagem de um puto birrento que, não gostando da sopa, não se limita a berrar “não gosto” ou “não quero”; vai mais longe, e cospe-lhe dentro.

No fim de contas, é o texto do Ricardo Pinho que mostra “ódio ateu”; não aos crentes ou à crença – o que já seria reprovável – mas aos seus pares ateus. Porque não pensam como ele.  O que é sinal de défice democrático. Aliás, consubstanciado na interdição de comentar.
Toda a gente sabe que Deus não existe.  Até o Papa. Mas se os ateus se ficassem por aí, isso equivaleria a voltarem para o armário onde foram obrigados a ficar durante a longa noite católico-fascista – passe a redundância.
O “25 de Abril” trouxe, além de outras coisas boas, a liberdade de expressão. Muitas dessas coisas boas estão a ser retiradas diariamente, e só quem não olha à sua volta é que pode ignorar esse facto. A liberdade de expressão não tardará a seguir o caminho dessas “coisas boas” que todos os dias se transformam em sonho desfeito. Aproveitemos, pois, enquanto podemos. Mais: não sejamos nós a contribuir para a destruição dessa liberdade, através da auto censura. Ricardo Pinho: pela parte que me diz respeito, calar-me-ei quando a isso for obrigado. Até lá, direi o que me apetecer – dentro dos limites que eu achar convenientes.
Poder-se-á objectar que a liberdade tem limites, que “a tua liberdade acaba quando começa a minha” e outras bestialidades do género. Pois bem: os limites à minha liberdade estão plenamente referidos nas leis e convenções sociais. Não preciso que nenhum crente – ateu ou agnóstico que seja – venha dar-me lições a esse respeito; quanto a uma  liberdade acabar quando outra começa, é a maior besteira que conheço: as liberdades não se confrontam, complementam-se. Não aceito lições de um alegado ateu que chama, ao espaço que lhe é oferecido de bandeja, “tasca ateísta”.
Os ateus conquistaram , entre outros, o direito à blasfémia. Se alguém tem o direito de impor divindades cuja existência nunca foi provada, eu tenho o direito de ridicularizar essas imposições. Peçam-me que respeite o cidadão Joseph Ratzinger, e eu não terei o menor problema; mas não me peçam para respeitar o Papa. Ou o Rabino. Ou o Aytatollah.
O Ódio ateísta” só existe na imaginação doentia do Ricardo Pinho. Porque ele não vê, porque não quer, que o ódio é destilado, diariamente, por tudo o que cheira a água-benta e crucifixo, aqui no Diário Ateísta. O Ricardo Pinho não vê, porque não quer, que os crentes não aparecem aqui para contraditar, mas para insultar. E se há excepções, elas só servem para confirmar a regra.  O Ricardo Pinho pretende, certamente, que nós sejamos tratados por “cães”, como já aconteceu mais do que uma vez, e, em resposta, demos a outra face. Ricardo Pinho, parece que houve um gajo que fez isso, há muitos anos, e mataram-no. Além disso, o “assim como nós perdoamos” pode fazer parte das suas orações. Das minhas, não faz.
Escrito com desrespeito ao novo
Acordo (?) Ortográfico.
36 thoughts on ““Ódio ateu””
  • HAMONBAAL

    Concordo.

    E acho incrível que os supostos criticos ateus não vejam os insultos e as ameaças do crentes que aqui param – muito mais graves do que as faltas de respeito dos ateus.

    Nunca aqui vi nenhum ateu dizer que os livros religiosos devem ser queimados, os crentes “internados para reabilitação” etc, como vemos habitualmente os crentes fazer.

    Também nunca os vimos fazer ameaças de morte, falsificar nicks em massa e roubar identidades, como muitos crentes aqui fazem.

    Mas parece que temos aqui um bando de ceguinhos.

    O facto Ricardo não ter permitido comentários é sintomático de que não está muito seguro do que disse.

    Teremos aqui questão de rivalidades pessoais ?

    • HAMONBAAL

      Por falar nisso estive a ver o site do ricardo e já percebi porque aquilo é tão pacífico.

      O tema mais controverso que ele aborda é a melhor técnica de fazer amigos entre os vizinhos do prédio.

      O caso mais dúbio que ele cita é considerar que um vizinho seu “morreu mal” porque ele se esqueceu de lhe dar um cartão de boas festas antes do dito vizinho morrer.

      Tenho boas notícias para si caro Ricardo.

      Quando morreu, o seu vizinho com certeza que estava a pensar em tudo menos na possibilidade de vir a receber um cartão de boas festas, seu ou fosse de quem fosse.

      Vê ? Não tem de se sentir culpado !

      Também é um facto que, se o diário apenas abordasse este tipo de cenas, era muito mais pacífico.

      Também se poderia trocar receitas de bolinhos !

      Entretanto como não sei como é possível falar de ateísmo sem falar das falhas da religião, visto que a razão ateísta só se poderá provar nessas falhas, o diário terá necessariamente de abordar questões como a inquisição, a colaboração das igrejas com as ditaduras, as igrejas que caiem em cima dos crentes e muitos outros factos que levantam controvérsia.

      • André

        O facto de alguns crentes se portarem como idiotas não justifica que o façamos. E os posts do Luís nada têm de inteligente. São até capazes de afastar pessoas do ateísmo.

        Hamonbaal: as pessoas não são religiosas pelas posições que a hierarquia da Igreja toma ou deixa de tomar. Já devia ter percebido isso. Logo, falar dessas questões é historicamente importante, mas não têm qualquer importância espiritual.

        • HAMONBAAL

          Caro André.

          Eu fui o primeiro a criticar, veementemente, muitos dos posts do Grave.

          Entretanto continuo a afirmar que, muito mais grave do que o Grave alguma vez fez é a habitual posição da quase totalidade dos crentes que aqui aparecem que, ou roubam e falsificam identidades, ou apelam ao internamento dos homosexuais, ou negam ou relativizam os crimes da igreja, ou mentem descaradamente dizendo que as escrituras não ameaçam de morte e tortura etc etc etc.

          O grave ao pé deles é um menino. O que de facto não é desculpa e eu sempre me demarquei de certos exageros. Embora a maior parte dos posts dele não passem de simples brincadeiras que não ofendem ninguém.

          Quanto aos crentes que aqui aparecem e que se comportam como descrevi não merecem qualquer tipo de respeito, visto que não respeitam os outros.

          Aliás, mesmo quando são tratados como merda, acabam por ser tratados muito mais respeitosamente do que eles tratam o próximo.

          Porque, por exemplo, ao dizer que considero X uma merda de pessoa, não lhe estou a mentir como ele me faz, não lhe estou a roubar a identidade como ele me faz, não lhe estou a dizer que deviam ser internados como ele faz, não lhe estou a dizer que os seus livros deviam ser queimados como ele faz, não lhe estou a mentir descaradamente negando os crimes dos meus apaniguados ou os incitamentos à violência claramente expressos em certos livros como ele me faz.

          Ora TODOS os crentes presentes já me fizeram algumas ou muitas, ou outras coisas do género.

          Ao mandar certas pessoas à merda estou a ser muito mais educado e respeitador do que essas pessoas estão a ser comigo. Mesmo quando são daqueles que insultam e provocam de mansinho, sem nunca dizer merda, nem sequer porra ou chiça, mas capazes de calmamente me mentirem descaradamente e negarem alguns dos piores crimes da história.

          Quanto aos crentes que não têm o comportamento que descrevi infelizmente nunca apareceram por aqui.

          Mas sempre fui o primeiro a reconhecer que existem e a denunciar que o diário também devia reconhecer e não só respeitar mas até aqui abordar a sua existência e actividades, sob pena de dar da religião uma imagem caricatural que não corresponde à realidade.

          • PedroS

            “Quanto aos crentes que não têm o comportamento que descrevi infelizmente nunca apareceram por aqui.”

            …não apareceram (ou comentaram) porque pelo teor insultoso e malcriado dos posts se vê que não vale a pena fazê-lo. “Never wrestel with pigs: you will get dirty, and the pigs like it”

  • cínico

    Mentiroso. O Ricardo Pinho tem toda a razão, qualquer pessoa com um mínimo de decência na cara percebe. Vens agora branquear todo o passado sujo deste ” D.A.” ? Então onde estavas quando o Luís Grave Rodrigues editou uma das suas habituais postas de esterco, como aquela em que fotografou uma bíblia deitada numa sanita ? Onde estavas quando o mesmo indivíduo editou outro dos seus habituais vómitos, gozando com a fotografia de um crucifico envolto em mijo ? Onde estavas quando o mesmo tipo editou outro dos seus escarros, publicando uma foto de uma forca e a nojenta frase de outro asqueroso, afirmando que os padres deviam ser enforcados nas tripas do último monarca ? Onde estavas tu grande hipócrita, quando o Rodrigues, e não só, se fartaram de amesquinhar os crentes, chamando- os constantemente ” imbecis”, e afirmando que o eram pelo mero facto de serem crentes ? Onde estavas tu, grandecíssimo hipócrita, quando o Esperança afirmou que ” a crueldade é apanágio dos crentes ? Sabes onde estavas grande fariseu ? Calado com um rato e a lavar as mãos como Pilatos.

    • HAMONBAAL

      Por falar nisso, onde estavas tu, meu querubin, quando o outro pedrinho disse que o AT tinha de ser interpretado como um incitamento ao amor, o que inclui passagens como o incitamento ao extermínio dos não crentes e de povos inteiros, ao gabar do genocídio global supostamente praticado por deus no dilúvio etc etc ?

      Estavas a lavar as mãos como Pilatos quando ele insultou todos os participantes com uma provocação dessas ?

      Pois olha que é melhor lavares as mãos com ácido de bateria, porque as nódoas do sangue das vitímas da tua igreja não saem tão fácilmente como tu querias.

    • GriloFalante

      Afinal, sempre é verdade… O Moreira tem razão. Olha-me só o antoniofernando, que começa o seu comentário com um nick falso, e prossegue com um insulto.
      Onde estavas tu, Ricardo Pinho, quando o crentóide de plantão escreveu?

  • André

    Entretanto, o artigo desapareceu… o que dá razão ao Ricardo.

    Como ateu, acho que o Ricardo acertou na mouche. Lutar para anular o estigma do ateísmo é importante – e essa luta é partilhada por pessoas religiosas. Vejam por exemplo este blogue que descobri há pouco: http://spiritualdialogues.blogspot.pt/ dirigido por um católico, com participações muçulmanas e de um ateu. Estigmatizar os crentes, como acontece aqui, é fazer exactamente o que não queremos que nos façam a nós. O que é preciso é diálogo e respeito. O que vejo do Carlos e do Luís é veneno, é ódio, é violência. Têm liberdade de o fazer, mas não lhe chamem outro nome. Sejam honestos.

    E também é preciso disponibilidade para aprender uns com os outros – perceber, por exemplo, se as crenças são como pensamos. Ser ignorante (e com orgulho de o ser) não é racional. Ser ateu não é ser anti-religião. Isto tornou-se num “Diário Anti-Religião”, cego, irracional.

    É pena. Porque a liberdade de expressão é essencial, mas a responsabilidade e o humanismo não o são menos – e não podem ser desligadas umas das outras.

    • HAMONBAAL

      Concordo que não se deve estigmatizar os crentes.

      Concordo que o diário por vezes exagera nesse capítulo.

      Entretanto, os crentes dizerem que os homosexuais devem ser “internados para reabilitação”, que os livros e jornais de que não gostem serem queimados, defenderem o encobrimento da pedofilia na igreja, negarem a colaboração das igrejas com as ditaduras, negarem o efeito destruidor das perseguições cristãs, mentirem descaradamente ao dizerem que a bíblia não contém ameaças de morte e tortura etc etc ?

      Tudo isso é o quê ?

      Abraços e beijinhos ?

      • André

        Nem todos os crentes fazem isso. E não é por alguns fazerem (mesmo que muitos) que devemos fazer o mesmo.

        • HAMONBAAL

          Caro André.

          Concordo que nem todos os crentes são como os que descrevi, razão pela qual eu os respeito.

          Mas TODOS os crentes presentes já aqui fizeram pelo menos algumas daquelas barbaridades.

          Não tenho culpa que aqui se apresentem apenas espécimes do piorio.

          Entretanto nenhuma critica do diário pode ignorar essa presença.

      • stefano666

        Hitler,Pinochet e Tiso eram mais angelicais e santos que Stalin e Mao…
        (ironic mode)

    • GriloFalante

      Entretanto, o artigo voltou a aparecer, mantendo a caixa de comentários, o que tira a razão ao Ricardo.

  • André

    Já reapareceu…

  • José

    ” A religião transforma um homem num monte de merda”

    Luís Grave Rodrigues

  • Manuel Arruda

    Escrevo isto na qualidade de ateu anti-religioso.

    “O Ricardo Pinho não vê, porque não quer, que os crentes não aparecem aqui para contraditar, mas para insultar.”

    Os artigos do Luís Grave Rodrigues servem para quê, senão insultar gratuitamente, sem o mínimo de demonstração de inteligência nem contraditório? O Ricardo Pinho tem razão sim, porque tanto ele como nós concordamos que é preciso continuar a luta, simplesmente a forma como se vê essa luta a ser travada aqui não serve absolutamente para nada, o que é pena considerando que o Diário Ateísta já foi um grande farol deste país, na minha opinião.

    Aliás, vários ateus leitores assíduos do Diário Ateísta já mostraram o seu apoio ao Ricardo Pinho e o seu desagrado em relação à forma como esta questão está a ser tratada no Diário Ateísta.

    Não querem ouvir o Ricardo Pinho? Ouçam os vossos leitores, então.

    • Citadino

      Parece que o Ricardo Pinho é que não quer ouvir ninguém. Vedou os comentários ao seu artigo e depois fê-lo desaparecer…

    • CarlosX

      Faz sentido ser ateu “anti-religioso”?

      E não faz sentido ser “religioso anti-ateu”?

      Ou será que só faz sentido ser ateu ou ser religioso?
      Não pode um ateu viver em paz com religioso e com ele contracenar civilizadamente?
      Para mim faz sentido, esforço-me para que ocorra e condeno todos os exttremismos “anti”.

  • Rui Gomes

    Não é só liberdade de expressão, é marcar uma posição dizer que os tempos em que nos calava-mos acabaram, os crentes teem um problema connosco porque não estão habituados a ser combatidos da forma que nós o fazemos. Estão habituados a extremistas e não a pacifistas, contra nós a única coisa que podem fazer é ver-nos a crescer.

    • André

      E que posição é marcada? Acha que assim se dá uma boa imagem do ateísmo? Mais: acha que os posts do Carlos e do Luís são “pacifistas”?

      E eu acrescentaria isto: esta ideia de fazer “crescer o ateísmo” mostra bem o proselitismo desta abordagem que se equivale aos fundamentalistas religiosos. Lamento.

      • RuiGomes

        Se fossemos fundamentalistas religiosos bombeavamos hospitais e mandavamos torres abaixo. Seja de bom ou mau gosto o sarcasmo é a melhor arma contra as religiões, usar as palavras em vez de armas, é preferivel isso a não fazer nada.

  • Manuel Vasques

    1-“Não vou defender o Diário Ateísta, porque julgo não
    ter legitimidade para tal. Não vou defender os ateus, que não me parece
    precisarem de quem os defenda – eles safam-se lindamente, sozinhos”

    2- “O Ódio ateísta” só existe na imaginação doentia do Ricardo Pinho”

    José Moreira

    O ódio ateísta, de que falava o Ricardo Pinho falava, é demasiado claro, só não vê quem for intelectualmente desonesto. Basta atentar nas edições do Luís Grave Rodrigues para se perceber que ele está constantemente a destilar ódio nessas suas intervenções. O problema é que o Ricardo Pinho teve a decência de se insurgir contra esse estado de coisas, que não dignificam o ateísmo e o resultado era óbvio: os atingidos rapidamente enfiaram a carapuça.

    Agora, a estratégia passou também a ser muito rasteira: se um ateu concordar com o Luís Grave Rodrigues e aqueles que, como o José Moreira, lhe aparam o jogo, tudo bem, somos todos muito amigos.

    Se um ateu se permite ” bater com a porta”, como foi o caso louvável e digno do Ricardo Pinho, já passa a ser catalogado com ” imaginação doentia”.

    É uma estratégia de facto muito rasteira, ao nível dos piores progroms nazis ou purgas estalinistas.

    Afinal, tudo porque o Ricardo Pinho se comportou como um Homem com H grande e safou-se muito bem sozinho, não precisou de ficar a render vassalagem ao Luís Grave, como continua a fazer o José Moreira.

  • Hunig Borne

    Oiêh! Irnhé, Runf! Runf! ô mulada “ispéirta”! O pinzinhu quis querè pu que quis querè qui us arteu tudo goistássi du otôrzinhu perfriridu dêli; quânu us arteu “ribéldi” num quiséru, êli surtô. Máish num guêntô di réiva i inda deu seu ricádu pára arraistá us culéquinha cum cára cheia di cupim. Quem num sábi qui u ótor du texto téin prêna libéilrdádi pára botá i tirá u pôsti? Uns aí, menos com certeza o ESPERANÇA, deletam comentários. Mas u catárru du toizin nunca nenhum postante tirou (sárvu nu dia qui us párlavrão roláru solto — mas o Esperança notou a estratégia para indexar o D. A. para não ser lido por menores de idade, e tomou atitude imediata). U inráivicidin qui qué qui us arteu juelhin cum a buzanfa pru alto lênu u isquisito du Dennet, e dusôtus seus irmãoun arteuzinhus comu a fártima rigina, sirá a marie claire, u sirá a marria luírza, num alêmbru; feiz inda fôirça pára us maria vai cum àsôtra tudu pru uma “arliança” di arteu; qui bão qui deu us nômi tudo bunitin prá gente sabê. Êli fêiz dum módu prá dexá u grávis tocandu a farinha puraqui; i êli i tocânu us cárça-frôxa tudu atrás dêli. Ispértin qui só, cuitádin. Uns cára qui quási a gente num vê no D. A., ou nunca nem vê, aparece du nada e cuméça a deitar crítica ni tudu, i chamá us “armiguin” dêli tudu pra í atráis. Iconomizô muito pra gente vê lógu us pica-pau i us páu-cumido di cupim. Pêna qui num tá dânu prá botá irmági aqui. Podiam pidi à erssis cumpanhêru pá botá ais carinha dêlis aqui, pá gente passá uma lixa e vê u qui téin pur trás délas. Huni, Sheri, Hona, Mili, etc… congratulam o D. A. íntegro, e principalmente a lisura do Carlos Esperança. Depois dessa fumaça sem filtro evaporada pelos sofistas “di mérdia”, deu pra se defender ainda melhor dos que a fumam, vendem, e pregam.

  • GriloFalante

    Ó p’ra nós, ateus, tão felizes que nós estamos!!! De repente, o D.A. foi inundado por uma catrefada de leitores, como nunca se tinha visto!!! Curiosamente, todos eles ou “ateu anti-religioso”, ou “como ateu”, enfim, acho que nunca pensávamos haver tantos ateus a ler o D.A. Ou antes, eu não imaginava que houvesse tantos ateus, ponto final.
    Ou será mais uma edição do “milagre da multiplicação”, versão “multiplicação dos ateus”, do deus privativo do Toni?

  • Ateu sim, e daí ?

    O ambiente está quente. Ótimo.
    Uma simples frase do tipo ” a religião é um lixo ” é escrita e as levas de crentóides, alguns (muitos) dissimulados, aparecem para as habituais críticas ao “ódio ateu”.
    Crentóides, como somos minoria (por enquanto), muitos de nós – senão todos – têm parentes e amigos crentes. Se são amigos, evidentemente não poderíamos desejar-lhes nenhum mal ( mesmo porque isso de desejar alguma coisa sem fazer nada para o fato, é coisa de crentóides ); são amigos crentes de longa data, pessoas as quais queremos bem.
    Particularmente, sempre que posso critico as posições tomadas pelos religiosos e lentamente sei que vou criando dúvidas nas crenças delas. Nenhum radicalismo de minha parte e se o outro mostra-se ofendido, mudo de assunto.
    Fico incomodado e muito com as falácias religiosas. Saltam aos olhos a quantidade de asneiras e preconceitos, a total ausência de fé da maioria dos crentes (parece absurdo ? sei muito mais sobre religião do que a totalidade dos crentes que conheço) e essa porcaria continua. Por que ? lavagem cerebral.
    Quando um crente aparece e grita contra os homossexuais e se justifica: está na bribria. Penso, que cacete! o que esse sujeito tem com a vida dos outros ? o par homo vai morar na casa dele ? ele irá sustentá-los ? Nada disso. É só uma tortuosa interpretação da palavra do et jamais visto.
    Continuando, o g-suis disse: quem não tem pecado atire a primeira pedra. O caboclo racista, preconceituoso, xenófobo e homofóbico, não tem pecados ? pode realmente lançar pedras em alguém ?
    Até entendo que a religião ou algo parecido com isso que se preocupasse com as relações entre as pessoas, que levasse uma palavra de paz poderia ter alguma utilidade.
    Mas, isso que está aí, é só monte de asneiras com o único objetivo de dar vida mansa para pilantras. Casas e dinheiro para os espertalhões. Enquanto isso os crentóides ficam à espera do cristo cagador, renovando a esperança na idiotice da fé.

  • Citadino

    A opressão religiosa demora tempo a vencer. Já Saramago dizia que faltava constitucionalizar o direito à heresia. Na verdade a Constituição da República Portuguesa consagra a liberdade de expressão mas a ICAR acha que nesse direito não cabe a crítica à religião. Mas apesar de tudo os ateísmo vai conquistanto o seu espaço e este blog presta um grande serviço à liberdade de expressão. Espero que continue.

  • CarloX

    “Toda a gente sabe que Deus não existe.”

    Tem o equivalente dos crentes : Toda a gente sabe que Deus existe.” Mesmo os que o combatem neste blogue, pois,caso contrário não perderiam tanto tempo a fazê-lo.

    A questão não é essa. A questão é a completa falta de educação, de civismo, de carácter e de honestidade com que neste blogue se COMBATE A RELIGIÃO E TODOS OS CRENTES, COLECTIVA E INDIVIDUALMENTE, APENAS POR SEREM CRENTES.
    Isso é criticado por crentes e por ateus. Vejo aqui crentes a criticar, vejo ateus a criticar, e agora foi um ateu insuspeito a dizer “basta!” .
    O Ricardo Pinho demonstrou uma elevação cultural, uma educação e uma honestidade que, se fosse generalizada a todos os ateus deste blogue, nenhum crente teria razão alguma para abrir a boca.
    O que Ricardo Pinho disse foi: Ateísmo sim e sempre, mas esta forma desonesta e aporcalhada de fazer de conta que se é ateu, NUNCA.

    O ÓDIO ATEÍSTA EXISTE EM QUASE TODOS OS POSTS DESTE BLOGUE. Quem não o vê é cego, quem o nega é desonesto e indigno de ser considerado com um ateu.

    Repare-se nesta expressão do José Moreira: “Peçam-me que respeite o cidadão Joseph Ratzinger, e eu não terei o menor problema; mas não me peçam para respeitar o Papa.”

    Além de encerrar uma eventual conduta criminosa, pode ser contraposta como: “Peçam-me que respeite o cidadão Carlos Esperança, e eu não terei o menor problema; mas não me peçam para respeitar o como presidente da Associação Ateista.”

    Portanto, segundo a visão do José Moreira, ele deve ser respeitado pelos crentes enquanto cidadão José Moreira, enquanto ateu já não deve ser respeitado.

    Passos Coelho deve ser respeitado enquanto Cidadão Pedro Passos Coelho, enquanto primeiro-ministro é que não…

    Este tipo de expressões é infantil e ridículo.

    É obrigação de todos respeitar todos: as pessoas, a sua cultura e as suas funções. .
    E não se encontram blogues de crentes tão sujos, mal educados e tão portadores de Ódio como este blogue de ALGUNS (poucos e cada vez menos) ateus.

    A reacção de ódio “deste ateus” ao Post de Ricardo Pinho foi rápida: uma série de posts imbecis, de carácter terrorista ideológico, infantis e imbecis, palermas e sem conteúdo (sem fundamento e sem piada), carregados de ódio e mal-intencionados.

    As pessoas que subscrevem estes posts são, individual e particularmente, más pessoas, gente que não merece grande respeito, pois age com dolo, por ódio, por maldade, de forma aviltante e desonesta.

    Gente como o Hamonbaal são indignos de ser considerados civilizados e, sequer, de participar numa discussão de pessoas decentes.

    O facto de não gostarmos de algo não nos dá o direito de o desrespeitar e odiosamente difamar ou injuriar. Se assim fosse a democracia seria impossível, o futebol seria impossível, a convivência entre culturas, raças, línguas e nacionalidades seria impossível.
    Só faltava agora os partidos fazerem um dos outros o que o “ODIÁRIO” Ateísta faz, ou os brancos fazerem dos negros o que o este “odiário” faz…

    Cresçam, ganhem juízo e, se possível, instruam-se até terem alguma cultura.

    Sobretudo, não ataquem gente honesta, com a cultura e com o carácter que o Ricardo Pinho aqui demonstrou.
    Até porque, por muito que se dediquem, o Luis G. Rodrigues, O Hamonbaal e outros mais dificilmente se aproximarão dele. Talvez aí resida o recalcamento…

    • Ateu sim, e daí ?

      Que tal : respeito o cidadão hitler e também respeito o nazismo. Assim como stalin e o stalinismo. Tem sentido ?

    • António Santos

      E assim descubro que Carlos Esperança é o presidente da AAP. Se eu, enquanto leitor ocasional, já andava a apreciar a falta de qualidade dos posts desse invidívuo, bem como a seriedade da AAP, então agora tenho a minha confirmação.
      Caros redatores deste blog, convido-vos a realizarem uma experiência. Convidem pessoas (crentes e não-crentes, anti-religiosos, o que quiserem) a ler este blog e os seus comentários, desde que já não o conheçam, claro. A seguir, digam que está muito proximamente ligado à Associação Ateísta Portuguesa.
      Perguntem-lhes qual a opinião com que ficam da imagem ateísta nacional.
      Saudações.

      • UmGajo

        Só mesmo um leitor muito ocasional para não ter percebido ainda quem é o Carlos Esperança.
        Mas deixe-me que lhe diga uma coisa. Sou ateu e não sou sócio de coisa nenhuma, nem pretendo ser. Por isso posso garantir-lhe que o que quer que se escreva aqui não representa nem de perto nem de longe o ateísmo nacional.
        E se quando ocasionalmente cá vem, lesse o intróito deste blogue perceberia qual é a representatividade do mesmo.

  • mathias

    O texto contém muita atitude real e deselegante por parte dos comentaristas. Boa reflexão para que possamos (e me incluo nisto) melhorar o nosso comportamento. Se existe agressão por parte dos religiosos, deixemos isso para eles e tentemos ser melhores.

  • pim

    sou ateia e anti-religião. não me basta não acreditar. não gosto de religiões. não as respeito e expresso-me contra elas como posso. porque são formas de exercício de poder do homem sobre o homem, formas como outras quaisquer de manipulação política, de contenção da humanidade e das possibilidades da humanidade pelo medo, pela mentira, pela perpetuação da estupidez.

    e reservo-me o direito de escarnecer das crenças em geral. porque as crenças são estúpidas e eu quero e posso dizer que elas são estúpidas. porque alimentam as religiões, alimentam a alienação na participação política e só os crentes devem reverência ao seus deuses. não eu. quero mesmo aborrecer os crentes. aqueles de quem gosto, porque o que incomoda faz pensar. os outros crentes, os que não conheço, são-me indiferentes: ofendem-se? azar. se calhar levam-se demasiado a sério e se calhar deviam começar por questionar aquilo em que acreditam por aí mesmo.

  • Pingback: Porque apoio a posição de Ricardo Pinho | Helder Sanches

  • veradictum

    Concordo inteiramente consigo. Quando li o artigo do sr. Pinho lembrei-me de repente se terá sido ele mesmo o autor… é que a substância do referido artigo assenta muito bem em alguns dos crentes que por aqui andam a espalhar ódio e sujidade. E também porque já se terão verificado por aqui uso/abuso de nicks de ateus, para espalhar a confusão…Ou então o antigo ateu Pinho, converteu-se e deixou de o ser…

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