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Treta da semana: a Igreja social.

Nos comentários da treta da semana passada, o meu primo Luís Miguel Sequeira afirmou que «Se a ICAR fosse abolida em Portugal, o orçamento da Segurança Social teria de duplicar.»(1) Isto veio a propósito da possibilidade de Portugal denunciar a Concordata, o que não implicaria abolir religião nenhuma. Apenas deixaria a Igreja Católica ao nível de qualquer outra religião reconhecida pela Lei da Liberdade Religiosa. Mas a questão é interessante, e já ouvi muitas pessoas a dizer isto. No entanto, nunca com dados concretos que confirmassem tal estimativa. Por isso, pedi ao Miguel que apresentasse alguns números que fundamentassem. Segundo o Miguel, «O orçamento da ICAR tinha, em 2009, na parte das receitas cerca de 90 milhões de Euros; como todas as entidades sem fins lucrativos, isto significa que as despesas são sensivelmente as mesmas», e «59% [vem do Orçamento do Estado] (tal como acontece na maior parte das IPSS), o que significa que na realidade parte do orçamento da ICAR para acção social já vem do OE. Mas há 41% que não vêm.» O Miguel acrescenta que os custos da Igreja Católica são mais baixos do que os da Segurança Social porque «tem voluntários e membros que não são pagos de todo; e porque tem uma estrutura menos burocrática para administrar tudo», mas nota que há muitas instituições de solidariedade social que seguem o mesmo modelo.

Se estes valores estiverem correctos, o dinheiro envolvido na acção social da Igreja Católica equivale a menos de três milésimas dos 35 mil milhões de euros orçamentados para prestações sociais em 2012 (2). Mesmo assumindo que a Igreja Católica aplica o dinheiro de forma mais eficiente do que o Estado, dificilmente estas três milésimas irão equivaler a todo o resto, de tal forma que se tivesse de duplicar o orçamento da Segurança Social, de cerca de 21 mil milhões de euros, se a Igreja Católica fechasse as portas.

No entanto, é possível que estas contas subestimem os valores envolvidos. Em 2012, o Estado irá transferir 1.200 milhões de euros para as Instituições Privadas de Solidariedade Social, e é provável que uma fatia substancial desta verba vá parar a IPSS associadas à Igreja Católica. Ainda assim, o valor será uma pequena fracção das prestações sociais orçamentadas pelo Estado e, além disso, é dinheiro que o Estado dá à Igreja Católica, e não o contrário.

Outro problema é a questão da eficiência. Admito que, recorrendo a voluntários, se pode distribuir mais sopa aos pobres por menos dinheiro do que se tivermos de contratar profissionais para o fazer. No entanto, esse tipo de acção social é uma fatia muito pequena do bolo. Muito mais importante do que isto são as transferências directas para os beneficiários na forma de pensões, subsídios, abonos e outros apoios monetários. Para isto o voluntariado é irrelevante. Tal como é para outros serviços que o Estado garante e que são fundamentais para a sociedade. O voluntariado não serve para organizar a educação pública, serviços de saúde, justiça e infraestruturas de transportes, comunicações, energia e saneamento básico à escala nacional, e o impacto destes serviços é muito maior do que o da caridade. Caridade, aliás, que não é monopólio da Igreja Católica. É provável que, mesmo sem a Igreja Católica, houvesse outros dispostos a usar o dinheiro do Estado para financiar obras de caridade. Nem é claro que a Igreja Católica seja a melhor escolha, a julgar pela opinião de Jardim Moreira, padre e presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal (3).

Portanto, pela diferença de duas ou três ordens de grandeza entre o investimento público e a caridade co-financiada pelo Estado, parece-me obviamente falsa a alegação do Miguel. A Igreja Católica tem um peso insignificante na acção social em Portugal e está longe de ser insubstituível.

Além disso, há um problema ético de fundo nesta transferência de dinheiro público para as instituições de caridade, por muito pouco peso que tenha no orçamento do Estado. Quando o Estado paga o nosso tratamento hospitalar, a nossa educação, a nossa pensão de reforma ou invalidez, o subsídio de desemprego ou o abono de família, está a dar-nos o que é nosso de direito. Quando contribuímos com os nossos impostos para redistribuir a riqueza que a sociedade produz em conjunto, estamos a cumprir o nosso dever. Isto é justiça. Mas quando o Estado dá dinheiro dos contribuintes a instituições de caridade transforma a justiça em esmola. Isto é injusto para o beneficiário, que recebe o que é seu de direito, ou até menos do que isso, mas como se lhe fizessem um favor. E é injusto para o contribuinte, que deu esse dinheiro por dever para agora ser distribuído como caridade em nome de um deus, dos santos ou do padre que os representa.

1- Comentário em Treta da semana: a Concordata.
2- Relatório do Orçamento do Estado para 2012 (pdf).
3- Visão, “A igreja não é uma sucursal do Estado”.

Em simultâneo no Que Treta!

26 thoughts on “Treta da semana: a Igreja social.”
  • antoniofernando

    Ludwig:

    Você está completamente equivocado relativamente ao sentido da sua exposição. Para mim, a questão é esta:

    O estado português, se não financiasse as IPSS,a cerca de 60% dos seus encargos, estaria em condições de proporcionar aos seus cidadãos,a 100%, os benefícios sociais que é suposto as mesmas garantirem, estejam ou não dirigidas pela Igreja Católica ?

    Não se esqueça que o universo das IPSS não se restringe exclusivamente às instituições dirigidas pela ICAR.

    Por exemplo, a Abraço é uma IPSS. Deve ou não, em sua opinião, ser financiada pelo estado para cumprir os seus objectivos estatutários ?

    Quando o Estado celebra acordos de cooperação com as diversas IPSS, é de esperar que os dinheiros sejam bem utilizados e que a fiscalização governamental funcione.

    A questão não é, portanto, de caridade, Ludwig. É, sim, de existirem fundamentos concretos para o financiamento estatal, relativamente às actividades sociais de cada IPSS.

    Você o que propõe ? Quer que o Estado deixe de financiar as IPSS ou só quer, por preconceito anti-religioso, que só deixe de financiar as IPSS dirigidas pela ICAR ?

    E também quer que, com a ausência da actual comparticipação, as IPSS fechem, os seus trabalhadores vão para o desemprego, e todos os fins que elas prosseguem sejam pura e simplesmente erradicados da sociedade portuguesa ?

    Ou quer que o estado nacionalize todas as IPSS e passe a suportar os inerentes custos a 100%, aumentando ainda mais o nível já insuportável dos impostos ?

    Já agora, a terminar, se você se manifesta tão preocupado com a gestão dos dinheiros públicos, por que também não se insurge contra os escândalos das parcerias público privadas, do BPN ou do escandaloso caso dos submarinos  ?

  • HAMONBAAL

    Esses números são simplesmente falsos.

    O financiamento do estado para as IPSS é muito mais do que 65%.

    O tal priminho está convenientemente (mentirosamente) APENAS a falar do financiamento por parte da segurança social e mesmo esse pode ser muito mais elevado.

    Existem financiamentos da segurança social de 80% e mais, só da parte da segurança social.

    A isto temos de acrescentar financiamentos, ofertas de terrenos, pagamento a funcionários etc da parte das autarquias, tanto ao nível municipal como de freguesia.

    Mas muitas mais  instituições  do estado contribuem para o poço sem fundo das IPSS.

    O ministério da saúde avança com outra parte do bolo.

    Na prática temos muito mais de 90% das despesas pagas pelo contribuinte.

    http://www.oasrn.org/upload/apoio/legislacao/pdf/asocial13888.pdf

    http://tripalio.blogspot.pt/2012/04/misericordias-responsabilizam-governo.html

    http://udipss.wordpress.com/iniciativas-e-actividades/mocoes-e-declaracoes/declaracao-das-ipss-sobre-o-dl-1862006/

    O DL 186/2006 veio dar um novo enquadramento aos apoios financeiros concedidos pelo Ministério da Saúde alargando a possibilidade de apoios financeiros a projectos de curto e médio prazo na área da Saúde, e reforçando desta forma a importância da colaboração entre o Estado e a Sociedade Civil.

    Na realidade isto é uma verdadeira sangria.

    Quanto à atitude do tonny de fingir que não leu a passagem em que o Ludwig muito justamente refere que a maior parte do apoio social do estado vai em forma de subsídios etc, que não são beneficiados pelo factor voluntariado é simplesmente típico da conversa da treta do costume.

    A pretenção Tonyesca de que as IPSS são mais eficientemente administradas do que as instituições do estado quando vemos em Espanha uma rede de freiras a traficar bébés raptados ou o estado Irlandês a ter de gastar biliões em inmenizações por as IPSS da igreja terem usado milhares de crianças confiadas aos seus “cuidados” como escravas ou para satisfação sexual de alguns padres mais lúbricos é também típico da banha da cobra destes gajos.

    Querem o nosso dinheiro, os nossos filhos, querem tudo.

    Se são assim tão bonzinhos, porque não se cotizam entre eles para pagar a sua caridade deles com o dinheiro DELES.

    Mas assim já custava mais.

    Se não for o estado a pagar eles bem deixam os beneficiários morrer.

    Basta ver neste aperto financeiro em que o estado está a baixar as contribuições e eles ameaçam simplesmente fechar as portas.

    Então onde estão os espirito Santo, os Jardim Gonçalves e outros empresários milionários ligados à igreja e ao opus dei nessas ocaisões ?

    Servem-se do voto católico conservador para apoiar a sua luta contra os sindicatos para empobrecer os trabalhadores com partidos como o muito cristão CDS e a ala direitista do PSD e PS mas depois, para apoiar os pobrezinhos já não têm paciência ?

    Então esses tubarões da finança não podiam liderar movimentos católicos de financiamento das IPSS ?

    Ná, que isso custa muito.

    É melhor ser eu e os outros contribuintes a pagar.

    O financiamento às IPSS, tal como está é uma burla destinada à propaganda da igreja e ao desmantelamento do estado pelos neoliberaizinhos que nos tentam enterrar a todos.

    • antoniofernando

      Mais uma das tuas belíssimas demonstrações de complexo de inferioridade.Não esperava outra coisa de ti, patarata.Até metes dó.

      Mudando de assunto, não mostras aí aos teus colegas ateus a razão por que não se pode demonstrar a inexistência de Deus ? Já chegaste a alguma conclusão, filosoficamente respeitável ou, neste momento, andas mais entretido a dar beijinhos no teu namorado robô ?

      • HAMONBAAL

        Demontras que é mentira minha que o financiamento do estado às IPSS é a quse totalidade e não os 65% do priminho mentiroso ?

        Que não existem financiamentos a 80% só por parte da segurança social e que municípios, freguesias, ministério da saúde e outras instituições estatais ainda acrescentam ao bolo ?

        Não.

        Como não tens argumentos chutas para fora para disfarçar.

        O meu agnosticismo nada tem a ver com o facto de que os teus patrões se servem da IPSS como instrumentos para controle social, financeiro e para propaganda da igreja.  

        TUDO Á NOSSA CUSTA.

        Porque uma contribuição especial entre os católicos para financiar as vossas IPSS com o vosso dinheiro já vos custava muito.

        É muito melhor fazer caridade com o dinheiro dos outros.

        Melhor ainda fazer caridade às pessoas com o próprio dinheiro que esses mesmas pessoas pagaram nos seus impostos para usufruir desses serviços.

        Vocês transformam serviços que essas pessoas pagaram e a que têm direito em caridadezinha que devem agradecer à igreja.

        Lindo.

        Quanto à inteligência artificial eu nunca me pronunciei se é possível ou não.

        Apenas questiono a tua nova pretensão a grande cientista e feiticeiro chefe do blog que pretende determinar o que é ou não possível em ciência, memso contra a vontade dos cientistas.

        Que ciência é o mesmo que crença religiosa só um perfeito nabo como tu pode afirmar.

        Mas não sou eu que vai contrariar o grande doutor em ciências de computação que vai ensinar os cientistas do ramo.

        Agora só estou à espera que comeces a ensinar os médicos sobre o melhor método de fazer transplantes de coração.

        PS

        Tens lido muitos textos em demótico ?

        • antoniofernando

           Patarata:

          Toma lá para te entreteres a ver o ridículo em que incorreste ao debitar as tuas habituais imbecilidades:

          http://www2.seg-social.pt/left.asp?01.03

          http://www.dre.pt/pdf1sdip/1992/05/116b00/23692374.PDF

          Quanto ao Ludwig, mantenho o que disse e acrescento:

          É completamente falacioso o seu raciocínio, segundo o qual as IPSS fariam ” caridade”, quando é por demais patente que o Estado só as apoia na exacta medida em que elas prossigam fins estatutários não lucrativos e de reconhecido fim social.

          Depois, nem entendo que alguém como o Ludwig incorra no erro intelectual primário de sustentar que o apoio social às IPSS redunda numa afectação dos subsídios directos, entregues pelo Estado relativamente a outras situações de carência ou de benefício social.

          O que quer o Ludwig dizer com isso: que o Estado deve deixar de apoiar IPSS, como, por exemplo, centros de apoio aos deficientes, infantários sem fins lucrativos ou as IPSS que acolhem crianças órfãs  maltratadas ou rejeitadas ? Ou quererá dizer que, em vez de o Estado apoiar essas IPSS em 60% das suas despesas, deverá nacionalizar essas instituições e suportar todos os encargos a 100% ? Ou deverá não continuar a subsidiá-las e fazer com que deixe de haver apoio às crianças deficientes, aos lares de idosos, às creches sociais ou aos órfãos, por exemplo, enviando também para o desemprego todos os seus trabalhadores ?

          Está o Ludwig disposto a ser sobrecarregado com mais IRS para que o Estado assegure, não a 60%, mas a 100%, esses encargos sociais ?

          Este texto do Ludwig é tão fraco em termos de raciocínio lógico, que só mesmo um patarata e um complexado, como o estúpido do Molochbaal é que seria capaz de aplaudi-lo.

  • Joaquim Silva

    Muito lamentável este texto.As IPSS são instituições particulares, não lucrativas, de solidariedade social, algumas de inspiração canónica, outras não. A mim tanto me faz que uma IPSS seja gerida por um crente ou por ateu, desde que cumpra os objectivos sociais que prossegue. Mas eu pergunto-me por que razão os ateus também não se organizam em movimentos sociais em prol de situações de carência social ? Porque é mais cómodo e oportunista criticarem quem ainda se dedica à solidariedade social, sobretudo se dessa forma puderem escolher como alvos da sua acrimónia as instituições de inspiração religiosa ? Porque a cegueira ideológica lhe tolda o raciocínio e elementar noção de justiça ? Porque qualquer pretexto serve para atacar as instituições religiosas, sobretudo a Igreja Católica, mesmo quando o pretexto é totalmente desprovido da menor fundamentação ?

    • HAMONBAAL

      O facto de o meu dinheiro servir para vocês fazerem  caridadezinha com serviços  que os beneficiários já pagaram e ainda por cima usarem essa situação como propaganda gratuita para a vossa seita – paga por nós.  é razão mais do q ue suficiente para acabar com este ABUSO dos dinheiros públicos.

      Se é o estado que paga o estado que preste o serviço e assuma os “louros”.

      Não são seitas que não dispenderam um tostão de seu que depois vêm armar-se em salvadoras – sempre com o dinheiro dos outros.  

      Porque o vosso custa a ganhar não é ?

      • Joaquim Silva

        Você, além de já aqui ter dado sobejas provas de ser completamente chanfrado, é ainda totalmente estúpido e um refinado troca-tintas, distorcendo a seu bel-prazer o sentido do meu exacto comentário. Aquilo que seria evidente concluir para uma pessoa normalmente inteligente, você nem consegue discernir.Papel tão triste e confrangedor aquele a que se vem dedicando. Porque não procura um psiquiatra competente que lhe aquiete a mente tão perturbada ?

        • HAMONBAAL

          Só isso ?

          Os ducumentos que eu postei que provam que as vossas IPSS somos NÓS que pagamos só te inspiram insultos gratuitos contra mim ?

          Tudo o que tens a dizer é que eu sou isto e aquilo ?

          Não tens argumento nenhum decente ?

          Acertei assim tanto no alvo ?

          Doeu ?

  • Anarca

    Concordo com o António Fernando e com o Joaquim Silva. Trabalho numa IPSS de reconhecido mérito social e também não me apetece nada ir para o desemprego. O Ludwig Krippahl aqui meteu uma grande argolada.

    • HAMONBAAL

      Se o estado que paga prestar o serviço também terá que empregar mais pessoas.

      Não é caro “anarca” de trazer por casa.

      Porque não acredito nada que um verdadeiro anarquista concorde com a especulação que a igreja faz com o dinheiro dos nossos impostos.

      Deves ser daqueles que moram todos em casa do tony…

      • Anarca

        Não bates bem da mona, só pode ser. E, além do mais, deves viver à pala dos teus papás. Se soubesses o que poderia ser ficares sem emprego e com dois filhos menores para alimentares, se o Estado deixasse de subsidiar as IPSS, já não falavas de galo nem te punhas a disparatar sobre assuntos sérios. Eu trabalho numa IPSS com reconhecidos méritos sociais,e estou-me a cagar para o discurso demagógico que andas para aí a fazer, próprio de quem se farta de coçar os tomates porque não tem mais nada para fazer.

        • HAMONBAAL

          Coitadinho do “anarca” que é o único que trabalha para viver.

          Que os outros vivem todos com os papás !

          É o único que sabe o que é temer pelo emprego.

          Que as IPSS são as únicas que dão emprego…

          O estado não emprega, as empresas privadas não empregam.

          Como se no debate sobre a eficiência e propósitos do uso dos nossos impostos para financiar IPSS o mais importante fosse o teu emprego.

          Como se eu dizer que o estado devia assumir essas responsabilidades significasse que os essas responsabilidades seriam extintas e não fossem necessários trabalhadores para as cumprir.

          Como se os trabalhadores seriam substituidos por robôs vindos do planeta mongo enviados pelo imperador Ming o impiedoso.

          Isto porque o estado é mau, mas a igreja que controla as IPSS sejam boas.

          Embora viva tudo à custa do “estado mau”.

          Vai fazer retórica para a tua paróquia, que o ordenado que a tua IPSS te paga não é a tua IPSS que paga, somos NÓS TODOS, eu incluído, através do estado “papão”.

          Faz copy paste dos textos de onde eu alguma terei dito que os serviços não devem ser prestados para não serem necessários empregados.

          Ou então vai fazer demagogia para a tua paróquia.

  • antoniofernando

    Está visto e revisto. O idiota do Baal não consegue entender o elementar. Que as IPSS prestam relevantes serviços sociais e pouco importa se são canonicamente dirigidas ou não. Há muitas IPSS que não têm nenhum cariz católico, nos mais diversos domínios da actividade, desde o apoio a crianças deficientes, a idosos, a actividades de matriz cultural ou desportivo.Este grunho nojento confunde tudo o que há de mais essencial na abordagem das IPSS, desvairado pelo seu ódio anti-católico e não consegue também refutar o essencial. Que é o próprio estado português que reconhece a sua valia social, pois, se assim não fosse, não as subsidiaria a 60%, como decorre da legislação, que o grunho desconhece. E depois, neste país em crise económica gravíssima, o nojento queria resolver o problema de toda a problemática social, afirmando que o estado deveria chamar a si, a 100%, toda a actividade social das IPSS, como se fosse possível equacionar que tivesse dinheiro suficiente para o fazer. Facilmente se desmonta o seu discurso imbecil. É um grunho do pior. Um autêntico doido varrido.

    • HAMONBAAL

      Mentiroso de merda.

      A verdadeira comparticipação do estado aproxima-se dos 100%.

      Logo as IPSS são completamente INÚTEIS porque estão simplesmente a assumir serviços que o estado paga.

      As IPSS só fariam sentido se o estado não pudesse assegurar esses serviços e as IPSS entrassem para os assegurar. 

      Se é o contrário que se passa, se são as IPSS que precisam do dinheiro do estado para existir o princípio está completamente subvertido.

      É o estado que paga tudo, e paga porque faz parte do seu planeamento prestar esses serviços. 

      São serviços previstos pelos serviçoes de assistência do estado, se não for a IPSS X é a Y, se não existisse IPSS era o estado directamente, como faz em tantas coisas.

      Se não existissem IPSS a única diferença em termos de serviços é que, em vez da placa a dizer paróquia X no centro de dia, teria uma placa a dizer segurança social.

      O serviço seria o mesmo, os trabalhadores continuariam a ser necessários, porque estamos a falar de serviços previstos e planeados pela segurança social.

      A diferença seria que aldrabões como vocês deixariam de poder fazer propaganda com o nosso dinheiro.

      É isso que vos deixa a espumar de raiva.

      • HAMONBAAL

        Quanto ao estado “reconhecer” a “utilidade” das IPSS que sustenta a 100% (!) a razão é simples.

        É o mesmo estado que assina de cruz as concordatas e pede humuldemente e de joelhos ao papa que o deixem alterar este ou aquele pormenor, como vemos no caso dos feriados.

        O estado está cheio de gente como tu, que viola o princípio da separação da igreja do estado.

        No caso das IPSS que não têm que ver com a igreja deve-se a uma situação de arrastamento, vão à boleia.

        E a isto junta-se o neoliberalismo que quer passar tudo para os privados e a que não convém que o estado seja popular.

        Têm de denegrir a imagem do estado e apresentá-lo apenas como cobrador de impostos.

        As pessoas verem o resultado dessa conbrança em centros de dia confortávei já não convém.

        Fica melhor a placa da paróquia na porta para as pessoas não saberem que na realidade é o estado que está a assegurar o serviço e poderem elogiar a igreja e os privados enquanto injuriam o estado papão que leva os impostos, não sabendo que é esse estado que está a pagar aquilo tudo.

        É tudo muito conveniente para os neoliberais que querem dar cabo do estado, com os quais vocês são coniventes.

        • antoniofernando

          Patarata:

          Andas aqui como a mesma imbecil barata tonta do costume, a saltar ao som do meu tambor. E,quando eu quero, conduzo-te sempre para os terrenos em que te quero tourear.

          A propósito de tourear-te, tens dado muitos beijinhos ao teu namorado robô ? Ele já confessou os seus sentimentos por ti ?

      • antoniofernando

         “A verdadeira comparticipação do estado aproxima-se dos 100%”

        O montante máximo da comparticipação às IPSS não ultrapassa 70%. Toma grunho nojento, reles mentiroso:

        http://www.dre.pt/pdf1sdip/1992/05/116b00/23692374.PDF

        http://portal.ua.pt/thesaurus/default1.asp?OP2=0&Serie=0&Obra=30&H1=2&H2=3

        Sabes ler porcalhão ? Sabes fazer contas idiota ?

        • HAMONBAAL

          Caro porcalhão.O priminho aldraboso, digno correligionário teu, tinha dito que não passava dos 65%.Folgo que até tu já admitas que é mentira.Entretanto esses valores podem ir até aos 80% como eu disse.DIARIO DA REPUBLICA
          PORTARIA  138/88

          PERCENTAGEM DE COMPARTICIPAÇÃO
          A) 80% NO CASO DE VERIFICAÇÃO PELOS CENTROS REGIONAIS DE SEGURANÇA SOCIAL….

          E ISTO É SÓ A COMPARTICIPAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL MEU ALDRABÃO DE MERDA – 60% a 80%.O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONTRIBUI PARA OS 40%-20% RESTANTES.OS MUNICÍPIOS CONTRIBUEM PARA OS 40%-20% RESTANTES.AS FREGUESIAS CONTRIBUEM PARA OS 40%-20% RESTANTES.AS REGIÕES AUTÓNOMAS E OUTRAS INSTITUIÇÕES ESTATAIS CONTRIBUEM PARA OS 40%-20% RESTANTES.HÁ-DE SOBRAR UMA GRANDE COISA…

          • HAMONBAAL

            Resumindo, 

            SÓ A SEGURANÇA SOCIAL CONTRIBUI COM 60%-80%.

            Mas não é a única instituição do estado a contribuir.

            Tu estás a fingir que não sabes que dezenas de outras instituições do estado também contribuem ALÉM desses 60%-80% dados e arregaçados pela segurança social.

            Ministério da saúde, municípios, freguesias, regiões autónomas etc etc etc TAMBÉM SÃO ESTADO MEU ALDRABÃO !

            MAS O DINHEIRO VEM TODO DOS NOSSOS BOLSOS SEUS ALDRABÕES.

            Se assim não fosse vocês não andavam sempre a chorar baba e ranho para que o estado vos financie.

          • HAMONBAAL

            E não deixa de ser engraçado.

            Ao mesmo tempo que uivam de raiva para que o estado vos financie, porque essas instituições não funcionam se não forem financiadas pelo estado, desdenham a importância desse financiamento dizendo que é o estado que precisa muito de vocês.

            Então se é o estado que precisa de vocês como é que não podem viver sem o dinheiro do estado ?

            FAÇAM COLECTAS NAS IGREJAS E FINANCIEM-SE.

            Porque se é o estado que tem de pagar evidentemente que são vocês que precisam do estado e não o contrário.

          • antoniofernando

            Chegou o patarata e o reaça do Baal. Anda furibundo o porcalhão.

            Afinal, aquele discurso contra o neo-liberalismo é só demagogia da mais reles.

            O estado social já está tão nas ruas da amargura em Portugal, que, quem ataca as IPSS, está objectivamente a atacar o pouco que ainda resta do estado social.

            És um reaça dos piores.

          • HAMONBAAL

            Ah sim.

            Portanto para ti o estado social é haver menos estado e este passar a execução das suas obrigações para a igreja !!!!

            Igreja que depois vai apresentar essas funções do estado como esmolinha ainda por cima FINANCIADA PELO ESTADO !

            Isto é, exactamente a política que é seguida em todo o mundo pelos neo-liberais que querem destruir o estado social.

            Da américa de Reagan e Bush até ao nosso governo PSD/CDS que enterram o estado social em prol das esmolinha das igrejas, ainda por cima paga pelos utentes.

            Exactamente como era antes de existir estado social.

            E depois dizes que és contra os neoliberais, por defenderes a política deles (!!!!) e eu é que sou a favor do neoliberalismo, por ser contra a política neoliberal !!!!

            Não podias ao menso TENTAR fazer sentido ?

            Ao menos de vez em quando, só para variar ?

          • antoniofernando

            Anormal:

            É o que eu digo: circulas já como uma barata tonta e eu adoro ver-te todo destrambelhado, a rodar ao som do meu tambor.

            Então grande reaça, por ti darias cabo de todo o estado social, não é, patarata ?

            Acabarias com todas as IPSS e mandarias todos os trabalhadores para o desemprego ?

            E os utentes que se danassem, não é imbecil ?

            Como é que é possível seres tão estúpido ?

          • HAMONBAAL

            Minha besta de merda.

            Estou a dizer que, se é o estado que paga deve prestar directamente os serviços, para o que, naturalmente precisará de empregados.

            Já o disse umas 100 vezes nos ultimos anos, as ultimas delas a falar contigo neste mesmo post.

            Ou seja, não podes alegar desconhecimento.

            São as vossas provocações do costume. para provocarem respostas e depois se poderem armar em vitímas perseguidas.

            Coitadinhos dos sonsinhos que são muito perseguidos.

            Tenho de vos agradecer estas conversas, tenho aprendido imenso com elas.

            Nomeadamente do perigo que vocês ainda são.

            Decididamente os ateus têm razão em muita coisa.

            Nunca vi maior corja que vocês.

          • antoniofernando

            Agora a sério:

            Como é que conseguiste pirar-te do manicómico, grunho nojento ?

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