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  • 20 de Abril, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

Associação Ateísta Portuguesa (AAP)

 COMUNICADO

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) sempre considerou desnecessária a concordata assinada entre a Santa Sé e a República Portuguesa, no dia 18 de Maio de 2004, e acha-a lesiva dos interesses nacionais pelos privilégios que confere à Igreja católica.

A questão dos feriados veio confirmar que, além de desnecessária num país onde a liberdade religiosa está constitucionalmente consagrada, é uma fonte de perturbação da equidade com que um país laico deve tratar todas as religiões e, pior ainda, pretexto para a humilhação de um Estado soberano que o Vaticano trata como protetorado.

O Estado foi subserviente com a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que lhe impôs a eliminação de dois feriados cívicos para prescindir de igual número de feriados católicos e, provavelmente, influenciou a eliminação do feriado emblemático do 5 de Outubro, data a que se deve a separação da Igreja/Estado.

A AAP, não se pronunciando sobre eventuais razões económicas ou motivos ideológicos que tenham conduzido à eliminação de quatro feriados, por não constar dos objetivos estatutários, sente-se indignada com a pusilanimidade do Governo perante a CEP, manifesta o seu repúdio perante a prepotência, tartufismo e arrogância do Vaticano e o seu mais vivo repúdio pela Concordata com que a Igreja católica afronta a República e humilha Portugal.

Na defesa da igualdade religiosa e da dignidade do Estado Português, onde há cúmplices do Vaticano, a AAP irá promover um abaixo-assinado para recolha das assinaturas necessárias à discussão, na Assembleia da República, da Concordata, tratado que envergonha Portugal e cumula de privilégios uma religião particular em detrimento das outras.

Direcção da Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 20 de Abril de 2012

 

31 thoughts on “Associação Ateísta Portuguesa (AAP)”
  • JoaoC

    Correcção: Não há “outras religiões”. Religião só existe uma, a Católica. O resto não passam de seitas, crenças e falsas religiões e filosofias destrutivas. 

    • Nuno Silva

      Correcção: Não há “outras religiões”. Religião só existe uma, o Pastafarianismo. O resto não passam de seitas, crenças e falsas religiões e filosofias destrutivas. 

    • Abraão

      Isso foi o que me ensinaram na catequese. Entretanto cresci e aprendi a consultar o dicionário.

    • stefano666

      Correcção: Não há “outras religiões”. Religião só existe uma, a Alcoolica . O resto não passam de seitas, crenças e falsas religiões e
      filosofias destrutivas. 

    • stefano666

       vai no “Bible Belt” dos EUA e diga isso aos protestantes. Diga o mesmo aos islamicos.. diga isso aos ortodoxos…..

    • GriloFalante

      Só há um deus, que é Oparin, e Darwin é o seu profeta.

    • stefano666

       Correcção: Não há “outras religiões”. Religião só existe uma, o Barcelonismo . O resto não passam de seitas, crenças e falsas religiões e
      filosofias destrutivas. Viva o MESSIas!!

    • UmGajo

      Sim sanhore… ao menos não tentas enganar ninguém. Muito bem. Só a tua é que vale e o resto é treta.
      Mais um bocadinho, ou seja, quando passares a considerar também a religião católica como treta, vais passar a ser um ateu como eu. Força JoaoC, já só falta uma 🙂

    • HAMONBAAL

      Fixe.

      Acabaste de reconhecer que 99% das religiões são falsas, que uns 70% dos crentes estão errados.

      Os ateus agradecem a confirmação.

      Já falta pouco.

      Continua !

  • Joachim

     Eu voto no Pastafarianismo,

  • Kari Balle

    Um ponto para remodelarmos a Sociedade. Indicamos um post em que um Pensador agradece aos sem-crenças o estar de pé hoje, e ter conseguido refazer parte de seus estudos. Nesse post há também um link com os motivos. O D. A. possivelmente desde 2007 tem “relatórios” dessa jornada toda (e foi uma das poucas fontes que tiveram audácia para postar os massacrados momentos que esse Pensador passou). Estamos prontos com conceitos para equanimizar facetas da nossa vida social, até a configuração católica pode se redefinir (porque muitas espécies já não aguentam mais a condição de vida posta por ela). Vamos em frente …Dias lindos para quantos merecerem … 
    http://clubegleamersteam.blogspot.com.br/2012/04/aurora-de-uma-esplendida-geracao.html 

  • Citadino

    Só não concordo, no comunicado da AAP, com a palavra “desnecessária”. Proponho que seja substituída por “aberrante”.
    Subscrevo tudo o mais.
     

  • Ateu sim, e dai ?

    Plebiscito:
    Digam “sim”  todos os brasileiros que aceitariam trocar todos os feriados religiosos – o dia da família, 25 de dezembro, já não é religioso há muito – por quinta e sexta de cinzas e mais uma segunda de carnaval.




    Já temos o resultado:
    sim = 145,987 %
    não = 1 voto ( do joaoc que pode votar com base no estatuto de igualdade entre lusitanos e brasileiros)

  • Carlos_verdade

    Os ateus fazem-me lembrar os meus tempos de miúdo nas lutas de fisga com os miúdos do bairro ao lado. 

    Ingenuidade, atrevimento, ódio recalcado e estupidez não lhes falta. Mas, um ridícula seita é perigosa quando está armada e começa a praticar o terrorismo. Talvez não falte mauito, mas até lá, não serve mais do que para rir. 

    Acho que teriam grande sucesso e seriam úteis recolhessem assinaturas para um referendo ao fim dos feriados. De todos, claro!  Aí sim, até podiam contar com o meu apoio. 

    • HAMONBAAL

      Tem calma verdadinhas.

      Nem todos são como tu que encobres assassinos.

      • Carlos_verdade

        Encubro assassinos?
        Quem?

        Estás a confundir-me contigo. Eu não tive conhecimento de nenhum assassinato que não tenha denunciado, já tu… segundo dizes tiveste conhecimento e não denunciaste, 

    • Citadino

      Então afinal quem é que insulta quem, Sr. Carlos Mentiras?

    • GriloFalante


       Mas, um ridícula seita é perigosa quando está armada e começa a praticar o terrorismo.”
      Estás a referir-te, a quê? à cristianização, ou à Inquisição? Tens de ser mais específico…
      Ou estarás a referir-te ao Islão?

  • Tradicionalista

    O Carlos Esperança ainda não percebeu algo que é muito simples de entender:

    1º- A sociedade portuguesa não é laica;
    2ª- A população portuguesa é predominantemente católica;
    3º- A Concordata só pode ser alterada por acordo, também no que respeita aos feriados religiosos;
    4º- A igualdade religiosa não pressupõe que se ignore que a larga maioria dos portugueses são católicos.

    P.S. Essa de a AAP se propor obter um abaixo-assinado “na defesa da igualdade religiosa…” é para rir, não é ?

    • Citadino

      1º- A sociedade portuguesa é constituída por cidadãos que professam diferentes crenças, ateus e agnósticos, no entanto o Estado é laico e deve ser neutro em matéria religiosa;
      2º- A população portuguesa é predominantemente constituída por pessoas que se dizem católicas sendo que apenas uma minoria muito restrita sabe o que é o catolismo. A esmagadora maioria destes “católicos” não segue o determinado pela ICAR, não vai à missa, nem conhece o Catecismo ou a Bíblia, o que na prática os torna não-católicos aos olhos da própria ICAR (o critério da cruz no inquérito é absurdo);
      3º- A Concordata pode ser revogada unilateralmente pelo Estado português em qualquer momento! A sanção seria a excomunhão do país? Deixem-me rir…
      4º- A igualdade religiosa pressupõe que todas as Igrejas sejam tratadas da mesma forma, sem prejuízo ou favorecimento de qualquer delas.

      P.S. Para rir é essa importância da Concordata. Até parece superior à Constituição da República Portuguesa, não é?

      • JoaoC

        O “Estado” até pode ser laico, seja lá o que isso for. Mas a Pátria, a Nação Portuguesa é Católica e está consagrada à Sua Rainha, a Virgem Santa Maria, Imaculada Conceição.

        Contra o Céu, nada podem fazer, por muito que tentem. Ela é mais forte que todo o Inferno, portanto que todos os grupelhos frustrados que berram como bebés chorões por aquilo que querem.

        • JoaoC

          E não me venham com o argumento infantil e idiota do resultado da legalização do Holocausto intra-uterino por vontade da mulher de poder matar os filhos. Toda a gente sabe que essa “lei” ilegítima pura e simplesmente NÃO É LEI porque uma lei não pode ir contra a Verdade Natural e Moral. Além da pergunta do referendo ser errada e mal colocada. Na prática, esse referendo nunca existiu. Assim como essa “lei” não é legítima e a matança de bebés a pedido das mães continua ilegal, ilegítima, criminosa, que só requer uma paga: a CADEIA para quem o faz por desporto e por repetição, para quem o aconselha, incentiva, defende e para todos os profissionais de saúde que colaboram nesse nojento, monstruoso e pior que aminalesco genocídio e derramamento de sangue de maneira “limpa”.

          • GriloFalante

            Ó Joãozinho, modera-te um pouco mais. Tu destilas ódio, já reparaste? ´R isso o que o teu deus te ensina? O teu ódio nem te deixa ver claro. Por exemplo, É LEI tudo o que é emanado da Assembleia da República, cujos membros foram eleitos pela maioria dos votantes – católicos incluídos. Aliás, estes até estão em maioria, não é o que tu dizes?

          • Nuno Silva

            Eu diria mais. Julgo que seria de aplicar a lei divina  Levítico 24:17 Quem matar alguém será morto.. O que me deixa com uma dúvida quem é que mataria o último carrasco

          • stefano666

             de holocausto a igreja entende muito bem

      • CC_alt23

        1 – Portugal é um país católico e um Estado é laico. Não é neutro, mas equidistante de todas. Um estado laico reconhece as religiões que entende e não interfere na sua prática. A prática cabe aos cidadãos do país. E, ao Estado laico, cabe a obrigação de selar pelo interesse de todos os seus súbditos, nomeadamente, protegendo o pleno exercício da sua religião. 

        2 – a População portuguesa é na sua quase totalidade cristã e na sua larguíssima maioria católica. A forma como cada um vive a sua religiosidade compete a cada um decidir e apenas diz respeito a cada individuo e à sua comunidade religiosa. Não não pertence à comunidade religiosa e de forma bisbilhoteira e desonesta tenta infiltrar-se nos problemas dessa comunidade deve ser corrido. 
        Felizmente os crentes não se fiam em paleios de ignorantes em assuntos religiosos, recalcados similares que, com larga verborreia vomitam um amontoado de palermices e dizem que sabem do que falam.

        3 – A Concordata nunca será revogada por ser um tratado defendido pela quase totalidade dos portugueses sãos. 

        4 – Todas as Igrejas (o termo Igrejas são se aplica aos cristãos) são tratadas de igual forma, salvaguardando a sua representatividade, 

        Inclusive, o mesmo se passa em termos políticos com os partidos, Em Portugal existem cerca de 20 partidos, porém sem grande representatividade,  

  • João Pedro Moura

    1- “a AAP irá promover um abaixo-assinado para recolha das assinaturas necessárias à discussão, na Assembleia da República, da Concordata, tratado que envergonha Portugal e cumula de privilégios uma religião particular em detrimento das outras.”

     É assim mesmo! Mas já devia ser ontem…
    O governo português não tem nada que assinar concordatas com a ICAR ou qualquer outra igreja, concordatas essas que visam perpetuar o privilégio duma igreja, sob a forma de subsídios estatais e outras benesses.
       A religião é assunto privado, tal como outro qualquer ideário, e não assunto público para ser regulado por acordos apenas benéficos para uma das partes.

    2- Acresce que o artigo 30 da concordata não define quaisquer feriados, mas sim “dias festivos”.
        Mais: a concordata nem sequer define a Páscoa e a “sexta-feira santa”, que a precede, como “dias festivos”, contudo, são considerados “feriados” pelo Estado…

    3- Os governos é que instituem os feriados e não a Igreja. Por isso, só àqueles, mais a Assembleia da República, é que compete tal matéria.
        Como se tem visto, através de declarações dos insignes corifeus da clericalha tartufa, a ICAR não está nada interessada em sugerir abolições de feriados religiosos. 
        É manifesto o desprezo do Vaticano pelo assunto e estão apenas a delongar a resolução da questão, numa atitude altiva de desinteresse e desprexo pelo governo português.
        Dado o caso, este resolver-se-ia rapidamente, se houvesse boa vontade da Igreja.
        É lamentável e repudiável a reiterada subserviência do governo português perante a delonga e desprezo da ICAR sobre o assunto. Inadmissível!
        Até quando o governo português vai suportar tão descarada e arrogante manifestação de sobranceria da gerontocracia paquidérmica vaticanesca?!
        Abaixo a concordata!
      

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