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  • 19 de Fevereiro, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Manuel Monteiro de Castro é o novo penitenciário-mor da Santa Sé

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, e o ministro da Secretaria-geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, liderararam duas das 11 delegações oficiais presentes no Consistório de ontem, no Vaticano.

Paulo Portas foi o ministro da Defesa que mobilizou a marinha de guerra para defender as costas portuguesas da ameaça de um barco carregado de pílulas abortivas, não utilizando submarinos por não estarem ainda ao serviço da fé e dos bons costumes.

Esses submarinos haviam de proporcionar chorudas comissões mas sem corromperem a alma  do ministro que os encomendou, ministro que se distinguiria pela enorme devoção à Senhora de Fátima, à Universidade Moderna e à missa por alma da Irmã Lúcia a quem foi prestar homenagem por ser a mais antiga encarcerada num país sem prisão perpétua. Certamente por milagre da fé é agora ministro dos Negócios Estrangeiros.

Com que júbilo terá o piedoso governante assistido à criação de um cardeal de produção nacional numa altura em que as progressões nas carreiras estão congeladas na função pública mas continuam abertas no bairro de 44 hectares aos servidores da fé.

Acompanhar a criação cardinalícia e homenagear o penitenciário-mor da Santa Sé é para Paulo Portas uma honra com bónus. Pode beijar o anelão da Santidade de turno e receber uma bênção especial que certamente o absolverá dos pecados da empresa Amostra, das tropelias e intrigas a que se dedicou como diretor do defunto semanário «O Independente» e de outros pecados escondidos da opinião pública.

Só é pena se, em época de contenção orçamental, o referido ministro e os seus acólitos viajaram à custa do erário. O país paga-lhe para governar e não para salvar a alma que os pecados tornaram pesada.

Dada a opacidade das trocas comerciais entre Portugal e o Vaticano não se poderá justificar o passeio pio com os interesse portugueses.

8 thoughts on “Manuel Monteiro de Castro é o novo penitenciário-mor da Santa Sé”
  • antoniofernando

    Se há politiqueiro nacional que me irrita solenemente é o esganiçado e histriónico do Paulo Portas.A seguir a ele vem logo, pelas piores razões, o seráfico do Passos Coelho. E o caso dos submarinos é, de facto, suficientemente eloquente da desastrada política do Portas enquanto ministro da Defesa.

    Quanto à questão da entrevista do novo cardeal já dei a minha opinião, circunscrita aos exactos termos em que me pronunciei.

    No que respeita à deslocação da delegação portuguesa ao Vaticano, por causa de uma mera nomeação cardinalícia, também entendo que é completamente injustificada.

    • Zemano

      A melhor forma de tirar o tapete aos TONYS é deixá-los a falar sozinhos…

      • antoniofernando

         A melhor forma de se lidar com um certo zemano é chamar-lhe grande cobardolas.

  • José Gonçalves

    Às Portas do Céu estava postado/S.Pedro com as chaves à cintura/e vê-se o S.Paulo na sua postura/com o gládio desembainhado. Depois de cair da montada/o Paulo tornou-se cristão/e sua palavra e prégação/era mais cortante que a espada. Pedro com muitas vigílias passadas/numa noite às horas mortas/o Paulo tomou conta das Portas/e agora é êle que regula as entradas. Paulo das Portas passou a ser chamado/pois êle com sua espada é o guardião/regulando as entradas a todo o cidadão/que,submisso,em Fátima tenha ajoelhado. O Céu terá Portas à esquerda e direita/tal como o português Parlamento/
    umas para quem o Comunismo rejeita/outras para quem seja salazarento. Pedro mesmo apoiado por Santa Ana/que foi a mãe da virgem Maria/não conseguia tudo o que queria/
    o Paulo tem sempre à mão,a toledana. A toledana era a famosa espada/que foi temida pela mourama/e Paulo dormia com ela na cama/e sempre a tinha bem afiada. S.Pedro,velhote dorme ressonando/e o S.Paulo,das Portas guardião/vai com saudade recordando/o tempo quando êle era pagão. E no mundo judaico-cristão/pelas suas Portas e Janelas/entram e saem por elas/muitos milagres em profusão. Mas não há milagre que proteja/dos incêndios,que cada verão/assolam o pobre Portugal cristão/nem invocando
    os Santos da Igreja. E nesta liberal Sociedade Moderna/dêste mundo judaico-cristão/
    há quem não creia na vida eterna/e tenha por S.Paulo,grande devoção. Talvez por Fátima ser nome maometano/ela é considerada a Meca portuguesa/tem o Àmén do Pontífice
    Romano/e da liberal e paulistana «nobreza».

  • Kavkaz

    Esse reparo fino de Paulo Portas assistir piamente e embevecido à progressão de carreira de um português no estrangeiro, no Vaticano, enquanto estão congeladas as progressões na função pública em Portugal é um registo muito pertinente.

    Haverá tantos países em que os portugueses sobem na carreira, mas deslocar-se ao Vaticano seria demasiado pomposo e irrecusável para um ministro que se reconhece bem incoerente no que diz e faz!

  • José Gonçalves

    Paulo,apóstolo tendeiro/criou um outro evangelho/diferente do Pedro pesqueiro/que era careca e mais velho. As Portas que Paulo abriu/após cair do cavalo/fecharam-se ao Pedro que ouviu/outra vez,cantar o galo. Portas grandes ou portões/há fechadas e abertos/
    umas escondem ladrões/outras,«chicos»espertos. O protestante evangélico/tem como seu patrono/Paulo,o apóstolo eucuménico/que dá o seu a seu dono. A César o que de César é
    a Deus o que é de Deus/irmãos,não percam a fé/e não ouçam os ateus. Não resistas ao mau,opinou/o Paulo,apóstolo tendeiro/e dêste conselho brotou/a submissão de sendeiro.
    Sem ouvir cantar o galo/como ao Pedro lhe calhou/o Paulo caíu da cavalo/e desde então
    êle mudou. Do Pedro,o seu cristianismo/que era um pouco plebeu/o Paulo,com pragmatismo/novo evangelho concebeu. Pois êle era mercador/almocreve experimentado/
    tinha «lábia»,tinha ardor/era feirante esmerado. Cedo tomou conta das Portas/do Céu,que Pedro guardava/quando êste às horas mortas/sua guarda descuidava. Portas a dentro,
    sonhando/que é tudo a «bem da Nação»/reza a Santa Comba Dão/e o Povo vai aldrabando.

  • carlos cardoso

    “Dada a opacidade das trocas comerciais entre Portugal e o Vaticano não se poderá justificar o passeio pio com os interesse portugueses.”

    Mas então a exportação de cardeais não entra na balança de pagamentos?

  • Mephisto 1928

    Paulo Portas não está bom da cabeça. Não posso acreditar que tenha deslizes desses por ‘mera’ demagogia / manipulação. Mãe sofre…

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