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Nigéria – O Islão é pacífico…

Na Nigéria, lenta e metodicamente, o ódio religioso vai semeando a morte. Não é um assunto que preocupe especialmente a comunicação social, apesar de ataques frequentes às igrejas cristãs. Na última semana mais de 200 pessoas foram mortas, vítimas do ódio sectário de muçulmanos exaltados.

Em África há um duelo entre o islão e o cristianismo radical. O islão é apoiado pela Arábia Saudita e está a impor-se nos países do Sahel (Senegal, Mali e Níger) enquanto o cristianismo evangelista progride na África do Sul, Costa do Marfim, Benim e Libéria, graças à ajuda financeira dos EUA e das grandes igrejas evangelistas.

A Nigéria tornou-se um palco do duelo entre dois monoteísmos, islâmico e cristão, em luta pela hegemonia religiosa em África. Ao contrário do que sucedia até 1990, quando todas as religiões coexistiam nas cidades nigerianas, hoje o norte encaminha-se para o exclusivismo muçulmano, ansiando a sharia, e o sul abraça o cristianismo, acentuando as clivagens tribais e ameaçando as religiões minoritárias e as tradicionais.

O Ruanda foi vítima de um genocídio porque, entre outras razões, a demência religiosa excitou as rivalidades tribais entre tutsis e utus, levando à chacina de meio milhão de pessoas, a violações em massa e a centenas de milhares de refugiados. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram partido em ambos os lados na orgia de sangue e crueldade que trouxe para a ribalta dois países – o Uganda e o Ruanda –, pelas piores razões. Parece esquecida a tragédia quando o terrorismo do mais implacável dos monoteísmos – o Islão – recrudesce na Nigéria.

Todas as religiões são pacíficas, se o Estado for laico e se a repressão política contiver o totalitarismo religioso. Cada religião considera falsas todas as outras e, decerto, todas têm razão, mas cabe aos Estados defender a liberdade religiosa negada pela vocação fascista dos vários credos que à coexistência preferem o confronto.

O proselitismo é uma perversão que urge erradicar. Christopher Hitchens, recentemente falecido, tinha razão: Efetivamente, deus envenena tudo.

6 thoughts on “Nigéria – O Islão é pacífico…”
  • Anónimo

    EUA e Arabia Saudita, “muito inimigos”!!!!
    http://www.youtube.com/watch?v=OUoycVXw9ew
    certamente esse duelo cristianismo x islamismo deve ser uma tatica de ambos pra poderem roubar a Africa inteira!!!! Dividir e conquistar!!!
    os cristãos e islâmicos mais pobres se matando e as elites cristãs e islâmicos “trocando tapas”….

  • Anónimo

    “O Ruanda foi vítima de um genocídio porque, entre outras razões, a
    demência religiosa excitou as rivalidades tribais entre tutsis e utus,
    levando à chacina de meio milhão de pessoas, a violações em massa e a
    centenas de milhares de refugiados. Padres, freiras, pastores e bispos
    tomaram partido em ambos os lados na orgia de sangue e crueldade que
    trouxe para a ribalta dois países – o Uganda e o Ruanda –,”

    É o dividir e conquistar…..meu caro!!!

    descobri uma terrivel coincidencia entre Ruanda e a 2ª guerra mundial….
    na 2ª guerra… sacerdotes que nem Jozef Tiso, Alois Hudal e Stepinac colaboraram intensamente com o banho de sangue promovido por Hitler e seus asseclas(Pavelic, Mussolini…)…. O bom papa Pio XII nunca excomungou estes santos prelados…..
    genocidio de Ruanda… vários prelados colaboraram com o banho de sangue e os papa JP2 nunca excomungou… (nem mesmo o atual B16 fez o mesmo)

  • HAMONBAAL

    Ora, mas perseguiu Leonardo Boff, o franciscano da teologia da libertação que diz que a igreja deve ser amiga dos pobres MESMo e não apenas de boca.

    Porque isto de ser MESMO amigo dos pobres, para a igreja, é muito mais grave do que participar em extermínios, porque as pessoas podem começar a exigir que a igreja CUMPRA MESMO o que diz na sua propaganda e colocar-se do lado dos desprotegidos contra os ricos que os pretendem explorar.

    Ora, à igreja interessam muito mais as negociatas do banco do vaticano e os jogos de poder, de cumplicidade com as classes ricas e poderosas.

    Assim, é evidente que tentam livrar-se dos verdadeiros cristãos, colando-lhes o rótulo de marxistas, como fazem os capitalistas a todos os que pretendem justiça social.

    Isto porque já não podem rotulá-los de herejes e queimá-los em praça pública.

    Boff afirmou que João Paulo II e Bento XVI tentaram barrar a Teologia da Libertação. “Ratzinger entrará na história como inimigo dos pobres”, disse. “A teologia se inspira no Cristo libertador e não no marxismo, que já morreu”, advertiu. “Marx não foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação.”

    Boff

    • Anónimo

      uma coisa que fico intrigado… o Papa JP2 visitou a Polonia em 1979 na epoca da URSS… e disse aos poloneses: – Não tenham medo! Digam sempre a verdade!
      Estranhamente JP2 não se portou da mesma maneira no Haiti de Baby Doc, na Argentina dos generais no Zaire de Mobutu…
      tambem fico intrigado pq a igreja insiste falar de martires na guerra civil espanhola… ao mesmo tempo que não fala das vitimas de um Tiso….
      tambem não entendo a igreja condenar o preservativo e não condenar duramente a pedofilia…
      a igreja é um misterio!!

    • Anónimo

      outra coisa intrigante… os padres contestaram muitos os governantes comunistas no Leste Europeu (falo de padres que moravam nestes paises) .. Estranhamente estes mesmos padres não agiram da mesma forma quando os seus paises estavam sob dominio nazi.

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