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  • 22 de Dezembro, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Um piedoso embaixador no Vaticano

Embora estranhando a presença de duas embaixadas em Roma, em época de contenção de despesas, não me pronunciei sobre a decisão do Governo português de manter uma embaixada acreditada junto do Estado de Itália e outra, a poucas centenas de metros, junto do Estado do Vaticano.

O que não compreendo é a participação do embaixador português na missa pela América Latina, a que Bento XVI presidiu no Vaticano, no passado dia 12 do corrente mês, reunindo responsáveis eclesiais e governamentais da região.

A presença do embaixador Manuel Tomás Fernandes Pereira na referida missa foi, aliás, noticiada como sendo em representação de Portugal, um país constitucionalmente laico, onde a liberdade religiosa é uma exigência democrática pouco consentânea com participações em cerimónias litúrgicas de uma religião particular.

 

A participação do Sr. Embaixador em missas do Vaticano, não fazendo parte das suas funções, é um mero acto particular de um devoto que abusou, nas suas genuflexões, do nome do país que representa ou, o que seria inaceitável, cumpriu instruções do Governo.

Portugal é um Estado laico, não um protectorado do Vaticano. Por isso, ateus, cépticos, agnósticos, crentes de outras religiões e, quiçá, até católicos, rejeitam a genuflexão em nome de Portugal, uma vassalagem que fere a consciência de muitos portugueses que o Sr. Embaixador tem a obrigação de representar.

Obrigando a Constituição da República Portuguesa à separação do Estado e das Igrejas, é difícil aceitar que a presença na missa tenha sido em nome do Estado Português mas, a esse respeito, seria interessante conhecer o pensamento do Sr. Ministro da tutela, o que enviou um navio de guerra, quando ministro da Defesa, a proteger as costas portuguesas do eventual ataque de um barco municiado com pílulas abortivas.

Somos um país rico. Temos uma embaixada para negociar favores celestes.

 

7 thoughts on “Um piedoso embaixador no Vaticano”
  • Hona

    Vocês, por favor, têm algum vermicida, vermífugo, que cura contra “deus”? Talvez esse “embaixador” tenha ido lá para ajeitar a manobra de esconder, ABAFAR, o HOLOCAUSTO das DEZENAS DE MILHARES DE CRIANÇAS ESTOPORADAS POR TRÁS (“e casos mais “graves” — MORTE — ) dentro de igrejas durante … PASMEM … 1945 a 2010 (ano passado). A denúncia foi noticiada por estes dias; gostaríamos muito que alguém que disponha de documentos sobre isso postem-nos em vídeo, em sites, blogs, como matéria para não ser esquecida. 

  • Anónimo

    Missa pela America Latina??? o Vaticano é cinico demais!!!

    • Hunig

      Na Rússia o Putin ROUBOU o cargo na lata de todo mundo, e sitiou a cidade com “seguranças”; no Brasil o “cara” já bojado como déspota-fantoche-ladrão, com um deboche de nos deixar estupefactos, largou aquele risinho na cara da população, e ladrou, grunhiu, vomitou: “U pôvu num téin querê” … assim mesmo, essa é fala do esquisito. Se a Sociedade não cuidar de seus exércitos, e nós não limparmos nossas ruas desses “seguranças”; a coisa vai ainda ficar muito mal.

  • Anónimo

    O Vaticano fez essa missa pela América Latina por desespero! O número de católicos despencou bastante, a exemplo da influencia politico-religiosa do Vaticano na região. É compreensivel esse desespero pra uma organização sem-vergonha que vive as custas dos outros!

    • Brant

      Há uns troços perto de nós, e as igrejas e prostituição, e 

      esse negócio de  “espírito” (isso é um engôdo — a palavra 

      espírito sempre quis dizer temperamento, nada mais que 

      isso; mas usaram-na para forjar “fantasmas” no 

      imaginário das pessoas) são o canal da festa; parece que 

      os estrupícios gostam de crianças tenras e gays. E, de algum 

      jeito, os que intermediam a transação de  “colheita” ou 

      ‘cevar’ as pessoas em formato de “pasto” têm regalias 

      pederastas, mas o prato “escolhido” são crianças e gays. 

      Isso já vem ocorrendo há muito tempo; e temos que 

      negociar as condições dessa instância de vida; senão nós é 

      que ficaremos sem alimento e água, e reles pasto.

      Atenção: Diário; deixe a imagem, os que tão aí é que têm de explicar.

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