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  • 19 de Novembro, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Horror à modernidade de um papa obsoleto

Papa Bento 16 visita Benin, berço do vodu

 Após desembarcar, pontífice alertou para riscos da passagem à ‘modernidade’, incluindo a ‘submissão às leis do mercado ou das finanças’

O papa Bento 16, de 84 anos, chegou nesta sexta-feira a Cotonou, capital política e económica do Benin, país do oeste da África considerado berço do vodu, onde permanecerá até domingo. A visita de três dias tem como objectivo a entrega aos bispos africanos da Exortação Apostólica do Sínodo de Bispos para a África realizado em 2009 no Vaticano.

1 thoughts on “Horror à modernidade de um papa obsoleto”
  • André Catelli

    Caro Carlos Esperança,

    Hoje a missa é considerada desanimada em comparação aos cultos evangélicos. Historicamente, no entanto, os protestantes – em especial os puritanos dos EUA – desejavam uma volta ao cristianismo primitivo, seus hábitos e cultos eram austeros, sisudos, principalmente se comparados aos dos católicos.

    Quando havia comércio de escravos nas Américas, o vodu cruzou o Atlântico com os negros que o praticavam e criou raízes nos EUA (Nova Orleans) e Caribe (Haiti). Em um ambiente cristão severo, protestante, existiam leis contra a execução de sua música ritmada, mas com escassos resultados. William Seymour promoveu o sincretismo dessa espiritualidade ancestral com o cristianismo, encorajando a música ritmada na igreja, assim como a glossolalia, o transe, a dança – a catarse, enfim – essenciais na espiritualidade daqueles africanos.

    Tal histeria – que antigamente apenas víamos nas igrejas evangélicas americanas freqüentadas por descendentes de africanos -, aquelas pessoas em transe a emitir seus “gemidos inefáveis” (Rm 8, 26), essas coisas semelhantes a rituais de vodu e candomblé só apareceram no cristianismo, portanto, com os negros dos EUA. Hoje vemos caricaturas daquele fervor, que ao menos era autêntico, nos católicos e nos evangélicos brasileiros e de outros grotões subdesenvolvidos. No caso dos Carismáticos Católicos, com seus maneirismos idênticos aos dos evangélicos, o Espírito Santo lhes sugeriu plagiar os “irmãos separados” para evitar a debandada de fiéis, que seria radicalmente maior se na RCC se buscasse o contato com Deus apenas com orações e com o velho e maçante ritual da Missa.

    Como devemos olhar os frutos para julgarmos a árvore, segundo o amaldiçoador de figueiras, as antigas cerimônias vodu africanas, plenas de feitiçaria, sacrifícios humanos e orgias sexuais, eram boas e santas porque permitiram a volta na cristandade daquele Espírito Santo que não se via desde o Pentecostes.
    Abraços
    André Catelli

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