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  • 26 de Outubro, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Imprensa

A melhor publicidade vem de borla… (2)

A ICAR critica novo romance de José Rodrigues dos Santos

É uma surpresa que uma instituição que sobreviveu dois milénios a um passado pouco recomendável e com um presente pouco auspicioso, caia no erro grosseiro de criticar livros, filmes, músicas, pinturas e outras manifestações culturais ou artísticas.

O novo romance de José Rodrigues dos Santos, «O Último Segredo» não precisava de mais publicidade. O autor tem uma escrita sem a profundeza literária de Saramago mas domina uma prosa escorreita, ágil e agradável de ler. Acresce que se documenta bem e é uma figura mediática, condições para lhe granjearem o sucesso de todos os seus livros.

Não precisava da ajuda da Igreja católica mais conhecida pelas mentiras dos milagres que rubrica do que pela virtude dos seus padres. No entanto, a irritação do crítico de serviço e a ligeireza do ataque ao novo romance constituem um poderoso incentivo à sua leitura.

O padre Tolentino de Mendonça acusa de «uma imitação requentada, superficial e maçuda» a obra do escritor e perde-se em considerações morais inúteis. Um doutorado em teologia bíblica, tal como um especialista em cartomancia ou bruxaria não é um especialista em história da religião nem um mensageiro do deus em que diz acreditar.

Censurar uma obra porque não reconhece a virgindade de Maria, o dogma da Santíssima Trindade ou o local atribuído ao nascimento de Jesus é um atestado de idoneidade passado pelo exótico Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC). José Rodrigues dos Santos está de parabéns pela irritação do padre Tolentino.

O medo de que os últimos crentes sejam sensíveis a «O Último Segredo» levou a ICAR a promover o livro que foi lançado na última quinta-feira e já vai na terceira edição.

A intolerância e a falta de senso viram-se contra os seus autores.

50 thoughts on “A melhor publicidade vem de borla… (2)”
  • Jairo

    Engraçado. O Carlos Esperança faz apenas um ataque ad hominem ao padre Tolentino e elogios de claque ao José Rodrigues dos Santos. O padre Tolentino está errado, porque está errado. E o José Rodrigues está certo, porque está certo. Eis a grande contribuição “ateísta”.. E parece também que a Igreja não tinha o direito de criticar um livro, sobre o livro sagrado da Igreja. O José Rodrigues dos Santos pode escrever sobre a Bíblia compilada e preservada pela Igreja, mas a Igreja não pode falar sobre o livro do JRS; sem ser acusada de “Intolerância”. Quão tolerante é o Esperança.

    Epá, vamos falar de ateísmo, que tal? Ou isto não é o Diário Ateísta?

    Da série: “O ateísmo é imaculado e nenhum ateu fez coisas más por ser ateu”:

    «A imaginação delirante de Eugene Turcanu encarniçava-se sobretudo com os estudantes crentes, que recusavam renegar Deus. Alguns eram “baptizados” todas as manhãs da seguinte maneira: enfiavam-lhes a cabeça numa tina cheia de urina e fezes enquanto os outros presos recitavam em volta a fórmula do baptismo. Para que o torturado não asfixiasse, levantavam-lhe de tempos a tempos a cabeça da tina para respirar e de novo a mergulhavam no magma repugnante. Um dos que sistematicamente sofreram esta tortura criara o seguinte automatismo, que durou cerca de dois meses: era ele próprio que todas as manhãs imergia a cabeça na tina, para grande chacota dos reeducadores. Quanto aos seminaristas, Turcanu obrigava-os a oficiar missas negras que ele próprio encenava, sobretudo durante a Semana Santa, na vigília pascal. Alguns desempenhavam o papel de meninos de coro, outros de padres. O texto litúrgico de Turcanu era, evidentemente, pornográfico e parafraseava de forma demoníaca o original. A Virgem Maria era referida como  “ a grande prostituta” e Jesus o “imbecil que morreu na cruz”. O seminarista que desempenhava o papel de padre devia despir-se completamente, sendo depois envolvido por um lençol sujo de excrementos e, pendurado ao pescoço, um falo confeccionado com sabão, miolo de pão e pulverizado com DTT. Na noite que antecedeu a Páscoa de 1950, os estudantes em curso de reeducação foram obrigados a passar diante do “padre” e a beijar o falo, dizendo: “Cristo ressuscitou”. »Securitate, Polícia Política Romena. O Inferno de Pitesti, prisão de reeducação marxista-leninista. O Livro Negro do Comunismo, Edição Portuguesa. Página 475.http://neoateismoportugues.blogspot.com/2011/10/richard-dawkins-o-homem-conhecedor.html

    • Jolgado

      CARLOS ESPERANÇA

      Por que não fazes um post com esta citação do Jairo?

      Se o tivessem feito a uma ateu e tu tivesses conhecimento disso, sará que te calavas?

      • Assis Utsch

        Os chamados livros santos de todos os crredos têm todas as características das narrações fabulescas e mitológicas.
        No Velho Testamento, dentre as milhares de lendas contadas, temos por exemplo o arrebatamento de “Elias ao céu por um redemoinho”. (2Reis – 2Rs 2); a abertura do Rio Jordão por esse Elias, quando ele “feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas”. (2Rs 2.8); e o momento do arrebatamento de Elias aos céus, “quando um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro [Elias e Eliseu]”. (2R 2.11)
        Mas nem só fábulas mágicas povoam os livros santos, existem também várias centenas de fábulas que são verdadeiros horrores, os genocídios, como por exemplo quando o Senhor manda Moisés fazer a “vingança contra eles [os midianitas]” e envia à guerra “mil homens de cada tribo entre todas as tribos de Israel”, ou seja, “doze mil ao todo”, e então “mataram todo homem feito. Mataram … os reis midianistas, … levaram presas as muheres dos midianitas e as suas crianças, … todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens. Queimaram-lhes todas as cidades … e os seus acampamentos. Tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais”. (Números 31.2-12).
        Além de fábulas do extraordinário, do mágico, do fantástico e dos horrores, tem-se as fábulas da idolatria. O Deus inventado é também muito ciumento e egoísta, pois ao longo de todos os seus livros Ele está permanentemente reclamando mais idolatria para Si e não admite a idolatria de outros deuses.

  • Alb

    Concordo com tudo o que o autor escreveu – nós sabemos cientificamente que os  crentes não sabem nada, nem têm racionalidade de qualquer espécie.

    Alguém que defenda a intrujice cristã só pode estar enganado de certeza !!

    Aliás, só os opositores à ICAR têm garantia prédeterminada a estarem bem informados e quanto mais ateu mais racional, objetivo e inteligente – e isto não são preconceitos: são fatos científicos!!

    • ÍCARO CRISTÃO

      Este Alb é uma pérola. Cientificamente… reprovado.
      ps: é uma espécie de Stéfanos que consegue escrever frases mas não fala de Pavlic.

      • Alb

        Eu não sou parecido com ninguém… nós os ateus só nos seguimos a nós próprios.

        Não me digas que já viste por aqui algum ateu a falar do que não sabia, comentar um livro que não tinha lido, apresentar provas que não foram colhidas pelo próprio, confiar em qualquer autoridade que não o seu próprio pensamento, apoiar-se em crenças não justificadas em fatos por ele constatados, citar como os crentes uma qualquer autoridade não presente…

        Ser ateu é ser sempre mais inteligente que o crente e isso torna-nos tão felizes.
        É bom sermos nós!!! 🙂

        • ÍCARO CRISTÃO

          lololololololololololol Muita bom. Hilariante. E triste também…

        • Jolgado

          «nós os ateus só nos seguimos a nós próprios»

          Ahahahahhahahahah

          Isso não é ateísmo, miúdo!

        • Assis Utsch

          Alb,
          Como ateu, não precisamos ser pretensiosos, sobretudo porque não devemos cair na tentação de repetir a intolerância dos religiosos, quando eles primeiro nos censuravam, depois nos detinham, nos torturavam e logo após nos convertiam em cinzas. Tudo por uma causa inconsistente, já que as religiões são apenas superstições mais elaboradas; os livros santos de todos os credos são fábulas mitológicas, conforme provam seu conteúdo; enquanto o Deus único é da mesma natureza dos deuses, divindades, fetiches, totens, xamãs, etc, etc.

  • Kavkaz

    A apresentação do livro “O Último Segredo” de José Rodrigues dos Santos esteve a cargo do padre Anselmo Borges. Querem ver que o padre está certo e os bispos errados?

    • Alb

      Isso é um infiltrado de certeza – e sendo padre, deve ser pederasta – foi o que ouvi dizer por aqui

  • Kavkaz

    O tal Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) da Igreja Católica que ataca a Cultura portuguesa e o livro de José Rodrigues dos Santos emitiu um comunicado no próprio sábado, o dia do lançamento do romance O Último Segredo”. Como o livro tem 564 páginas é evidente que não o leram! Fazem críticas gerais, mas nada apontam em concreto, pois não sabem o que dizer perante os factos apontados no livro sobre a vida de Jesus Cristo

    http://www.snpcultura.org/romance_o_ultimo_segredo_e_imitacao_requentada_superficial_macuda.html

    • Alb

      Tens a certeza que queres juntar na mesma frase ‘cultura portuguesa’ e ‘Rodrigues dos Santos’ ???!

  • Xpto

    Este Kavkaz debita as suas habituais tolices, mas ainda não leu o livro do JRS. Afinal, é muito mais crente do que aquilo que eu supunha. Aposta nas virtualidades literárias do JRS, só porque lhe dá na real gana. Aquela do JRS dizer ter ” descoberto” que Jesus Cristo teve irmãos biológicos é de gargalhada. Martinho Lutero defendeu essa tese há muito anos . Só que o JRS é muito finórioe tem dedo para o negócio Deve pensar que todos são tontos como os kavakazes..Na net há muito material disponível para candidatos a ” dan browns”. Mas o filão esgota-se depressa e será muito fácil de rebater. A verdade é que este Kavkaz vai fazendo uma “citaçõeszinhas” do que terá dito o JRS, mas o que se pede é que se deixe de paleio fácil e coloque aqui as proposições do JRS.
    Isso é que eu queria ver….:-)))

    • Alb

      Eu não posso concordar contigo !

       Se a malta aqui do Diário diz que os fatos foram todos comprovados,  é porque foram.

      E se emitem opinião é  porque já leram o livro. Nós, os ateus, não afirmamos acerca do que desconhecemos.

       – Porquê ???!
         Porque somos ateus, somos de confiança!

      • Xpto

        Claro, claro, se o Kavkaz diz-não-sei-que-mais sobre o JRS é porque já leu o livro todo, mesmo que a dita obra literária ainda não se encontre à venda nas livrarias. Deve ter ido tomar chazinho a casa do JRS e ele disse ao Kavkaz qualquer coisa do estilo: sabes pá, nem queiras saber o que descobri. Então não é que Jesus Cristo teve irmãos biológicos ? Já viste pá a grande descoberta que eu fiz ? E há mais pá: também descobri que Jesus não nasceu em Belém nem que os evangelhos foram escritos pelos apóstolos Como é que eu soube pá ? Foi fácil, usei o google, sabes o que é ? Se não sabes, eu explico e não cobro nada por isso.Pois foi pá, foi através da Net que eu, sozinho , ” tás a ver”, descobri essa treta toda. Eu sozinho o finório JRS, “tás a ver    ….:-) “

        • Alb

          Acho que o Xpto entendeu tudo direitinho.

          Afinal ainda pode haver esperança para os católicos.

          Em breve virá o dia em que os livros do Rodrigues serão reconhecidos como o início de uma nova era: culta, científica, positiva.

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e a s religiões não relatam…
     
     
    A Pré-História dos Humanos
     
    Os primatas compreendem aproximadamente 200 espécies de macacos, lémures e símios. Quase todos foram arborícolas e desenvolveram uma grande capacidade de sobrevivência: possuíam um cérebro superior, conseguiam coordenar a visão e o movimento das mãos. O s humanos, enquanto hominídeos, fazem parte da sua família. Os primeiros primatas surgiram pouco depois da extinção dos dinossáurios e rapidamente se diversificaram. Dentro da família dos hominóideos incluem-se os humanos e os grandes símios, como o gorila, o chimpanzé, os gibões e os orangotangos, bem como muitas outras espécies hoje extintas. O registo fóssil sugere que os primeiros hominóideos terão aparecido em África há aproximadamente 25 milhões de anos. Por seu lado, os hominóideos dividem-se em três grupos principais: os hominídeos, os pongídeos (orangotangos) e os hilobatídeos (gibões), Os hominídeos, por sua vez, compreendem dois grupos principais: os Gorillini (gorilas e chimpanzés) e os Hominini, primatas que se deslocam apoiando-se em dois membros. As técnicas de datação molecular sugerem que a linha dos Hominini se separou dos Gorillini há 5 a 7 milhões de anos. É então que começa a nossa história. Não éramos os únicos, mas, presentemente, estamos sozinhos no domínio da Terra.

    • Alb

       Este foi um momento lindo !!!!

      Na  ‘Sentinela há umas histórias muito chatas sobre ‘o paraíso na terra’.  O  que o Kz nos oferece é muito superior!

      Continuo sem perceber porque é que este diário não faz parte do Plano Nacional de Leitura !

      • Xpto

        Lindo, comovente, o LGR anda cada vez mais ” falinhas mansas”. Deve ter aprendido com o JRS. Ouvi dizer que o gajo também sabe umas coisitas largas sobre os hominídeos. Parece que foi através do National Geographic ou da Odisseia, que o gajo tem tanto de finório quanto de ” culto”. Fazer ” zapping” é com ele…

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e a s religiões não relatam…

    Os primatas
     
    O facto de os primatas serem arborícolas favoreceu o desenvolvimento das extremidades com dedos preênseis e polegar oponível, permitindo-lhes agarrarem-se aos ramos das árvores. Esta característica permitiu aos humanos uma grande mobilidade e precisão na manipulação de objectos.  Não mudámos muito em relação a variadíssimos aspectos, na medida em que continuamos a possuir cinco dedos tanto nas mãos como nos pés. São caracterísitcas que partilhamos com todos os primatas e que constituem adaptações para um tipo especial de vida nas árvores. Além disso, a visão é estereoscópica, com olhos frontais, o que permite calcular as distâncias com exactidão. Perdemos amplitude panorâmica, mas ganhámos uma visão a três dimensões.
     
    A maior parte dos primatas viveu em grupos de pequenas dimensões mas de uma grande complexidade, o que foi fundamental para a sua sobrevivência, dado que a vida em grupo possibilita uma melhor defesa face a eventuais inimigos predadores e economiza recursos no que respeita à recolha de alimentos. Esta complexa comunidade, característica distintiva dos primatas, favoreceu o desenvolvimento significativo da sua inteligência.

    • Alb

        Podem acreditar no  Kz, créus,  se um ateu  fala é porque é verdade!!!

    • Alb

      podias citar os capítulos e versículos para eu também ler e meditar ??

      • Xpto

        “Perdemos amplitude panorâmica, mas ganhámos uma visão a três dimensões”

        Pois, deve ser para o Kavkaz o olho do cu…. :-)))

        • Ateu sim, e daí ?

          é a noção de profundidade , seu imbecil !

          • Xpto

            A noção de profundidade no olho do cu , brazuca ? Imbecil, vês-te ao espelho e confundes-te com terceiros, grande imbecil ? Não te trates não, imbecil…:-)))

          • Ateu sim, e daí ?

            anTOLO fernando, usa demais esse monossílabo ! no “post” anterior falou em gozo…esteve em um festim com seus amiguinhos paderastas e o seu está ardendo ?

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e a s religiões não relatam…

    O mesmo antepassado
     
    Os humanos pertencem a um grupo específico da super-família dos primatas: os hominóideos, mas partilhamos um antepassado comum exclusivo, com aproximadamente 24 milhões de anos: o Proconsul, que viveu no período chamado Mioceno Antigo, entre 24 e 15 milhões de anos antes de nós. Foram encontrados fósseis do Proconsul no Quénia, na estação arqueológica de Rusinga. Há cerca de 20 milhões de anos, os gibões separaram-se do tronco comum. Muito embora os primeiros vestígios tenham aparecido em África, há em toda a Eurásia fósseis que datam de há 18 milhões de anos. Seguidamente, separaram-se os orangotangos, há aproximadamente 14 milhões de anos. O último antepassado comum exclusivo dos hominóideos africanos viveu há cerca de 7 milhões de anos, momento em que surgiu a linhagem do gorila. Por último, os chimpanzés, os nossos parentes mais próximos, e os humanos separaram-se há pouco mais de 5 milhões de anos. Portanto, os chimpanzés não são nossos antepassados, já que as duas espécies coexistiram. Os hominídeos englobam os nossos antepassados e hoje sabe-se que a sua história começa no período de transição do Mioceno para o Pleistoceno, há 5 a 6 milhões de anos.

  • Xpto

    “… do Mioceno para o Pleistoceno, há 5 a 6 milhões de anos”

    Sim,pois, grande aula esta do kavkaz.Eu acho que o tipo é mais parecido com o Proconsul do Mioceno antigo. Se o LK sabe desta abencerragem, coloca-o como caso de estudo dos sub-produtos da Evolução… :-)))

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e as religiões não relatam…
    Ardipithecus Ramidus
     
    A aspiração de qualquer paleontólogo é encontrar vestígios da espécie da qual descendem os chimpanzés e os humanos. Todos os anos são encontrados novos vestígios fósseis. Há trinta anos procurava-se um vestígio fóssil; actualmente, o importante é encontrar vestígios que revelem os elos da cadeia evolutiva até ao ser humano moderno, e a sua ligação com os achados anteriores. Tim White é um dos felizardos que conseguiram acertar no alvo.
     
    No Outono de 1992, a equipa do Professor Tim White, da Universidade de Berkeley, trabalhava nuns sedimentos com cerca de 4,4 milhões de anos, que pertenciam à região do país dos Afar, na Etiópia, conhecida por Aramis, quando encontrou um conjunto de vestígios de um hominídeo que era tão primitivo que mereceu ser designado não só como uma nova espécie, mas também como um novo género: Ardipithecus ramidus. Todavia, estes fósseis pareciam trazer elementos de controvérsia, já que houve quem os não considerasse conclusivos. Tratou-se de uma descoberta de 125 peças, um verdadeiro tesouro, na medida em que o habitual é encontrar-se apenas um dente, um osso ou partes muito incompletas. Depois, não se falou mais do assunto, Durante dezoito anos as equipas de investigadores foram reconstruindo o quebra-cabeças silenciosamente. Finalmente, em Outubro de 2009, os relatórios estavam concluídos. Então, Ardi, um fóssil que incluia a maior parte de um crânio e dentes, a pélvis, as mãos, os braços, as pernas e os pés de uma mulher com 1,20 m de estatura e com cerca de 50 Kg de peso, foi apresentada à sociedade. Ardi significa “solo” e ramid, “raiz” na língua falada no local onde foram encontrados os primeiros vestígios, enquanto pithecus signfica em grego “macaco”. É considerado pela maioria dos investigadores como o antepassado mais antigo do ser humano, embora concorra com outros fósseis que foram descobertos e que alimentaram o debate, nomeadamente o Orrorin tugenensis.
     

    • Jolgado

      Eu acredito na teoria da evolução de uma forma mais restrita.
      Digo acredito porque em “teorias” ou se acredita ou não. 

      O Kavkaz é que não faz o mesmo. 
      A teoria da evolução está  bem desenhada. Eu acho pode muito bem ter haver evolução, mas não para todas as espécies e da forma como se desenha.

      O que está a acontecer é que há uma espécie de puzzle, mas para o completar estão a ser fabricadas peças. Imagina-se que uma dada espécie era assim e tinha as característica que se pretende que ela tivesse. 
      Não há provas. Há interpretação, por vezes abusiva e demasiado fantasiada, de fragmentos que nada demonstram. A generosidade dos académicos para com o seus pares, sobretudo com estamos no domínio das teorias, permite que se tomem como provas ou testemunhos, coisas que não provam nada. 

      Isto não tem anda a ver com a questão religiosa, nem as religiões se preocupam com isto. A verdade é que  uma obsessão e não uma teoria. Parte do principio de que “isto foi assim” sem margem para dúvida ou alternativa (o que é um erro cientifico), e que as provas tem que existir, portanto qualquer coisa que não demonstre o contrário é uma prova (porque a demonstrar o contrário são milhões). 
      Se fosse em tribunal, nenhuma das provas seria aproveitada. 
       

  • Xpto

    Para a próxima junta-te ao JRS e venham aqui os dois contestar o papiro 7Q5:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/7Q5

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e as religiões não relatam…
    O Homem do Milénio
     
    No ano 2000, um grupo de invesigadores provenientes do Quénia e da França, liderados por Martin Pickford e Briggite Senut, anunciaram a descoberta de um hominídeo com aproximadamente 6 milhões de anos, o Orrorin tugenensis, baptizado como “O Homem do Milénio”. Foi encontrado no vale do Rift, no Quénia, um verdadeiro paraíso paleontológico que não pára de surpreender pelos achados aí encontrados. O Orrorin era do tamanho de um chimpanzé e caminhava erguido, embora conservasse uma grande capacidade para a vida nas árvores. Segundo os seus autores, a descoberta pode obrigar a rever alguns aspectos da evolução humana, dado que, para eles, não só é mais antigo do que qualquer vestígio conhecido, como, além disso, se encontra numa fase mais avançada da evolução. O “Homem do Milénio” é 1,5 milhões de anos anterior ao considerado (até ao momento) o primeiro dos hominídeos, o Ardipithecus ramidus, que Tim White encontrou em Aramis em 1992. Desde então, os cientistas desenterraram seis novos exemplares do Orrorin,com um fémur que revela pernas fortes, que lhes permitiram erguer-se, e braços proporcionalmente mais longos, que lhes possibilitariam deslocar-se pelas árvores, embora não como os chimpanzés. Segundo os testes de datação realizados em 2004, têm uma idade de 6 milhões de anos. Graças às imagens de tomografia computorizada, os peritos determinaram que a estrutura óssea era mais parecida com a do Homem moderno do que com a dos macacos, devido à densidade óssea do extremo superior do colo do fémur. De acordo com os investigadores em causa, é morfologicamente mais parecido com os humanos do que o Ardipithecus, que teria seguido uma linha colateral de evolução, tendo-se posteriormente extinguido.
     
    Já aqueles que consideram que o Ardipithecus é o primeiro hominídeo consideram também que não está suficientemente demonstrado qie o Orririn seja um hominídeo e que pode perfeitamente tratar-se de um dos últimos hominóideos.

  • Kavkaz

    O que o “Deus” da Bíblia não sabia e as religiões não relatam…

    O bipedismo
     
    Nos dias de hoje, é consensual entre a maioria dos paleontólogos que a característica decisiva que diferencia os hominídeos dos grandes símios é o bipedismo. Mas ninguém sabe ao certo po que razão aqueles surgiram e quando começaram a caminhar sobre duas patas. A explicação mais fundamentada centra-se nas alterações climáticas. Há 20 milhões de anos, a África era plana e as suas regiões equatoriais encontravam-se cobertas de florestas tropicais. Mas há aproximadamente 15 milhões de anos, a placa tectónica começou a partir-se ao meio. A actividade tectónica criou uma longa cadeia de montanhas e fendas, o que actualmente se designa por Rift. As montanhas impedem que chova no sector oriental, que, por esse motivo, é mais seco do que o ocidental. Para Yves Coppens, a aridez obrigou algumas espécies a deslocar-se para terrenos com vegetação menos densa, onde obter alimentos era uma tarefa mais árdua e onde a distância entre as árvores era maior. Estes longos percursos conduzem à postura erguida, que é mais cómoda para a deslocação do que apoiar-se sobre os nós dos dedos. No entanto, foram também encontrados fósseis hominídeos em locais da floresta. É possível que a postura erguida lhes permitisse ver de longe os inimigos ou que lhes facilitasse a tarefa de procurar alimentos em zonas mais vastas, foram perdendo pêlo. As comparações com os chimpanzés são inevitáveis. Estes tentam manter uma postura erguida, em três circunstâncias: para ver mais longe, para se defender e atacar, já que isso lhes permite arremessar pedras, e para levar comida à prole.

    • Ateu sim, e daí ?

      Li algo diferente. As alterações climáticas forçaram os primitivos hominídeos a viver em regiões alagadiças. Sendo ajudadas pelo empuxo recebido as variantes que conseguiam manter-se acima da água foram favorecidos pela seleção natural, e gradativamente produziu-se uma subespécie que adquiriu a postura bípede. Essas variantes, pelas óbvias vantagens da postura, impuseram-se sobre as demais subespécies de hominídeos.

      • Alb

        Mau, mau, não é agora vamos ter discussão acerca dos capítulos e versículos !!!!

        Mas então o que é científico não é objetivo e claro ???!

        Assim lançam confusão nas hostes. E desacreditam a ciência !!!

        • Ateu sim, e daí ?

          hahaha. você está piorando…
          Já disse para tentar melhorar.
          A ciência baseia-se no contraditório, nos testes e na argumentação lógica (sei que entender isso é muito para você. Tudo é fé) Essa ação permite a obtenção de remédios e curas para muitas doenças.
          Claro, quando você adoece procura um padre para orar e pedir um milagre. 
          Afinal quer desacreditar a ciência…ou só quando convém ?

          • Alb

            Eu cá julgava que nós os ateus tinhamos certezas…

            A objetividade científica não advém do contraditório – isso é argumentação – e a ciência não deve argumentar: deve demonstrar /provar.

            Eu cá como ateu, como não acredito em doenças elas não me afetam.

          • Ateu sim, e daí ?

            Menino, feitas hipóteses sobre algum fato, antes de tentar provar deve-se debater para verificar a sustentação lógica das hipóteses; prova é um conceito  vago . Por exemplo; em matemática a prova é absoluta. Em medicina, não. A demonstração é estatística, não é absoluta. Há alguns anos houve um acalorado debate sobre o hiv; uma equipe sustentava que era um novo tipo de câncer ( a americana, liderada pelo dr. Gallo) e a francesa, que se tratava de um novo vírus. Feitas as argumentações, prevaleceu o grupo de pesquiusadores francês. 
            Viu ? a sua afirmativa não está totalmente errada, mas contém erros conceituais

    • Alb

      Como conseguiste investigar isto tudo por ti ???!! Começo sinceramente a admirar-te, é que eu, como ateu e livre-pensador, não aceitando autoridades que não a minha razão individual não ando a progredir tão depressa!!

    • Jolgado

      «e as religiões não relatam…»

      E tinham que relatar. 

      Tu sabes que, os tais “elos” são estabelecidos com base, apenas (!),  num espécime. Ou seja, se os tais cientistas encontrassem uma serpente com duas cabeças,  pela mesma ordem de ideias  iriam dizer que as serpentes inicialmente teriam duas cabeças. 

       

  • Ateu sim, e daí ?

    Outro ganho fundamental foi a pele. O maior órgão humano permite uma refrigeração mais eficiente e foi o fator que permitiu que os nossos antepassados atingissem uma grande dispersão pelo continente africano.
    Após a adoção de bipedalismo obtido (possivelmente) nas regiões alagadiças, os hominídios gradativamente ampliaram seus territórios.O texto a seguir é de autoria do professor Assis, pesquisador da unesp     “Com a aquisição da postura ereta e do bipedalismo há aproximadamente quatro ou cinco milhões de anos atrás permitiu aos hominídeos sobreviverem e ampliar sua área de distribuição, ao mesmo tempo que ocorria o processo de desertificação onde as vastas florestas foram sendo substituídas por campos abertos (Savanas). Estas drásticas mudanças climáticas atuaram como uma forte pressão seletiva.Portanto os indivíduos com características favoráveis a ocupação de tais campos abertos deixaram mais descendentes e assim a postura ereta e o bipedalismo foram selecionados favoravelmente. Mas será que esta mudança era eficiente inicialmente? 
    Dependendo do tipo de análise pois o andar ereto não é biologicamente muito eficiente, já que necessita maior gasto de energia em relação as outras formas de locomoção exibidas pelos mamíferos. Mas andar ereto gera muito calor químico resultante do esforço muscular. Então, o bipedalismo deve ser considerado uma mudança revolucionária pois livrou as mãos para outras tarefas, e provou ser uma tremenda vantagem evolutiva. Além de correr rapidamente pequenas distâncias, podemos manter uma velocidade moderada de marcha ou corrida durante um tempo surpreendente (longas distâncias). Macacos, em contraste, simplesmente não são capazes de tal esforço estendido. Eles cansam depressa e aquecem demais facilmente. 
    Como que os humanos possuem tal resistência? se até mesmo jovens chimpanzés, que são mais fortes que os humanos, não podem sustentar esforço físico por períodos longos, como nós podemos. Uma parcela das causas dessa diferença na resistência é devido a constituição da nossa pele. Analisando a pele microscopicamente vemos que temos o mesmo número de folículos pilosos por polegada como pele de chimpanzé, porém nossos pelos são pouco desenvolvidos. Temos cerca de dez vezes mais glândulas sudoríparas que os macacos. A combinação de níveis altos de transpiração e pele desnuda faz desse tecido humano um dispositivo refrescante eficiente que dissipa o calor químico produzido através de esforço .
    Esta aquisição evolutiva foi muito importante pois permitiu esforço físico contínuo e ainda facilitou o controle da temperatura já que nossos cérebros grandes exigem temperaturas controladas para funcionar. Sem uma pele eficiente funcionando como um radiador, nossos cérebros aqueceriam depressa demais durante esforço físico com potencialmente conseqüências fatais. O clima quente de África onde nossos antepassados evoluíram, deveria ter sido um fator seletivo importante para o reforço dessas características. Uma pele relativamente calva com muitas glândulas de suor faria difusão de calor da energia química gerada por esforço físico eficientemente permitindo que nossos antepassados correr mais rapidamente e durante maior tempo sem danificar os cérebros. Alguns pesquisadores sugeriram que o perigo devido ao aquecimento do cérebro, neste ambiente, tenha sido o fator que levou a linhagem humana a aumentar o tamanho do cérebro. Ou seja, a vantagem inicial de ter cérebros maiores não era ligada a maior inteligência, como nós acreditamos por muito tempo, mas sim, em relação a possuir  ” circuitos ” redundantes para nos proteger de golpe de calor.  Cérebros maiores, nesta visão, criaram a oportunidade para inteligência, mas isso era só um subproduto da vantagem inicial de defesa ao perigo de superaquecimento. Se houve redução de pelos na pele visando a difusão de calor do corpo debaixo de um sol equatorial, seria também favorecido a proteção d a própria pele com o aumento da melanina ( pigmento escuro da pele  humana que forma uma barreira para raios ultravioleta).

    • Sou eu,sim, e daí ?

      Eu sabia que não eras capaz de substituir o professor Assis, brazuca. Era muito areia para a tua camioneta.Mas ao menos entendeste o que ele disse ou vais tirar outro mestrado para conseguires estar à altura do prof ?

      • Ateu sim, e daí ?

        e eis o gênio que ficou em 12 º em uma escola para deficientes mentais…
        Por que não critica o texto, anTOLO fernando ? apresenta a sua versão do gênesis; já que disse ser cristão sem igreja, deve ter uma posição particular.

    • Alb

      Fogo !!!! Isto é muito mais profundo que os Vedas !!!!!

      E ainda por cima não é fruto de invenção ou inferências arriscadas.

      O conhecimento positivo ateu é uma luminária para a humanidade.

  • Joaoc

    Esse livro merece só um lugar: Numa FOGUEIRA.
    Frustrados a escreverem sobre o que não conhecem, é o que dá…

  • Jolgado

    Sobre o tal livro, que não comprei nem vou ler, pura e simplesmente porque o assunto não me interessa, opino o seguinte:

    Se o Zé Rodrigues dos Santos  pretende que o seu livro seja considero um obra de cariz científico e rigoroso, a Igreja tem toda a razão de impor, chamar besta e imbecil ao homem e de criticar a sua estupidez e falta de honestidade. Daquilo que tenho lido, o livro não tem ponta por onde se lhe pegue, não tem és nem cabeça. Se falamos no domínio rigoroso dos factos, o Zé devia ter mais inteligência, muita mais honradez e rectidão além de uma atitude digna que será aceitar o facto que que está a falar de um assunto do qual não tem formação nem conhecimentos que avalizem o que diz. Bem sei que ele já leu uns livros sobre isso, mas outros lerão o dele, e isso não significa que está correcto. Se a questão é essa, a razão está do lado da Igreja, sem margem para erro. 

    Se Zé Rodrigues dos Santos defende o seu livro como obra de ficção, fruto da sua imaginação, com o toque de um ou outro romance sobre o assunto (e para mim é apenas isso), então a Igreja não tem razão. O Zé pode criar um livro  romance, inventando os factos que entender e dar-lhe uma aparência de verdade. Isso é um direito que lhe reconheço e defendo, embora também ache que a igreja (ou qualquer religião, ideologia ou partido) pode, livremente, criticar ou desaconselhar aos seus seguidores, apontando-lhe vícios e pontos maus. 

    O problema é que o Zé Rodrigues dos Santos está a escrever romances de ficção mas quer que os mesmos tenham validade Histórica: aí reside a estupidez do Zé. 
    A   atitude do Zé Rodrigues dos Santos está a ser palerma, mas ele sabe que o Saramago, que escrevia mal e era quase analfabeto, teve sucesso com isso. 
    Não gosto da desonestidade, por isso não compro e não leio. 
    Se ele aceitar que está a ser um aldrabão aproveitador, mudarei de ideia, senão…

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