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  • 30 de Setembro, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

A Concordata e o esbulho ao estado português

A concordata assinada entre a Santa Sé e a República Portuguesa no dia 18 de Maio de 2004 veio substituir a Concordata de 1940, para renovar as relações entre a Igreja Católica e Portugal e redefinir o estatuto desta religião no Estado Português, um acordo bilateral que privilegia de forma indecorosa os interesses do Estado do Vaticano.
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A isenção fiscal do património imobiliário bem como do imposto sobre rendimentos  e bens da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) é uma afronta aos portugueses que diariamente sofrem com as sucessivas medidas de austeridade
Quando o acordo assinado pelo Governo português com a troika prevê um aumento expressivo do imposto sobre o património (IMI) até 2012, é justo isentar a ICAR?
Não repugna que 0,5% do IRS seja destinado às Igrejas pelos contribuintes que afirmem esse desejo na respectiva declaração e que disso beneficie a Igreja católica conforme prevê o art. 27.º da Concordata, mas é intolerável que a Concordata seja tão lesiva dos interesses portugueses.  
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A isenção de impostos sobre rendimentos e bens da ICAR é um privilégio que prejudica tanto os católicos, a quem cabe sustentar o culto, como os crentes de outras religiões e os não crentes, todos sacrificados de forma mais pesada com as contribuições exigidas pelo Estado para poder isentar uma confissão religiosa.
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Os encargos com capelanias militares, prisionais e hospitalares, tal como a remuneração de professores de Educação Moral e Religiosa Católica, de nomeação discricionária dos bispos, são inaceitáveis num período de recessão e de colossais dificuldades económicas e financeiras com que os portugueses se vêem confrontados.
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Sá Carneiro perguntou para que era precisa a Concordata. Hoje precisamos de nos  livrar dela.
31 thoughts on “A Concordata e o esbulho ao estado português”
  • Pssssst…

    Eu tinha algo muito importante para vos dizer, mas prefiro ver-vos a falar sozinhos.

  • Pssssst…

    Stéphanos, aproveita, tens aqui muitos vídeos para despejares.

    • Pssssst…

      E os vídeos a negares o Holocausto e o 11 de Setembro não publicas ? Ou aqueles do Irão com os homossexuais pendurados nos postes públicos, também não ?

      Andas muito contido Stéphanos. Não te acanhes, faz de conta que esta casa é tua.

      • Stéphanos

        Não acredito no holocausto católico na Espanha republicana…. mas acredito no holocausto catolico no Timor Leste;;;; (ah…. mas é um pais famelico…. ah nao conta…..)

  • Kavkaz

    A religião é um negócio de milhões. E os papalvos caem que nem uns patos!

  • ateu sim, e dai ?

    No Brasil (apesar do estado laico ) os crentes conseguiram sapecar a disciplina  ensino religioso no currículo do ensino fundamental – vai dos 6 aos 11 anos de idade, o antigo 1º grau – mas não emplacaram padrecos, pastorecos, etc para lecionar. Na prática, é uma disciplina sem cunho realmente religioso, pois a mesma lei proíbe qualquer tendencia.  É claro que no interior, os padrecos fazem a festa e continuam com a doutrinação.
    Chamou-me a atenção o fato de a igreja, em Portugal, nomear os docentes dessa disciplina.
    Não houve protestos ? 

    • Carlos Esperança

      O único protesto reside no facto de os pais, normalmente a pedido dos filhos, não deixarem que assistam às aulas de propaganda.

      • ateu sim, e dai ?

        só para eu entender claramente: as crianças podem se recusar a assistir tais aulas ? podem ter atividades distintas nesses horários? o estado, de alguma forma, protege essas crianças da discriminação ?

        • Carlos Esperança

          As crianças são obrigadas a assistir se os pais consentirem. Está prevista uma aula de formação cívica, em alternativa, mas cuja existência desconheço.

          Quem nomeia os propagandistas são os bispos e quem paga é o Estado, ou seja, até os ateus.

          • ÍCARO CRISTÃO

            Ou seja, até os cristão pagam, e são muitos. Os senhores falam da Igreja – sempre cheios de ódio e rancor – sempre com essas bicadas de que é propaganda e que as pessoas devem ser protegidas. É tão triste que dá dó. Mais acrescento que Laico é diferente de Anti-Cristão, Ateu ou Descristianizado. Laico é o que não pertence hierarquicamente à Igreja. Laico é igual a Leigo. E o Estado Cristão, que é Portugal, não deve, em meu entender, negar a sua origem e a sua vocação. abraços 

          • jmc

            Tem toda a razão na sua definição de Laico, quando esta se aplica ao indivíduo.

            Um Estado Laico, como o é (ou pretende ser (ou devia pretender ser)) o Estado Português, é um Estado “que não sofre influência ou controlo por parte da igreja” (Dicionário Priberam: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=laico ).

            Como pode ver na Lei da Liberdade Religiosa ( http://www.ucp.pt/site/resources/documents/ISDC/LLR.pdf ), a Concordata quebra não só a lei nº3, mas a própria Lei da Liberdade Religiosa, ao fazer menção especial no seu Capítulo VII à Igreja Católica e à Concordata, quebra a sua própria Lei nº2-2, que pretenderia eliminar qualquer tipo de discriminação (positiva ou negativa) de qualquer religião.

          • Ateismo_jamais

            Errado.
            Os acordos internacionais celebrados pelo estado não implicam que as decisões do estado português sejam comprometidas na sua vertente equidistante da religião. Provam-no as mas variadas leis que não são do agrado dos crentes portugueses (e o Vaticano nada tem a ver com isso). 

            A definição que trouxe de “estado laico” apesar de paupérrima, reduz-se a isto: “o poder do estado e o poder da igreja estão separados”. 
            Porém, quando se separam duas coisas é porque elas existem de facto.  
            Como disse o Ícaro, e muito bem, um estado laico não é anti-cristão, nem anti-religioso, nem está impedido de com as religiões (neste caso a Igreja) acordar seja o que for, até porque reconhece essas religiões como válidas e meritórias. 
            Um estado laico não é um estado ateu, nem validade a filosofia ateísta, pois reconhece as religões como parceiros (coisa que o ateísmo nega). 

          • Ateismo_jamais

            O Carlos Esperança está a meter os pés pelas mãos.

            A disciplina de Educação Moral e religiosa Católica é uma opção dos pais. Tal como outras disciplinas de opção. Os alunos só podem decidir se forem maiores, como em todas as coisas. 
            Esta disciplina existe a pedido dos pais (que exigem que ela exista), e pode ser substituída pela Educação Moral de outra religião reconhecida pelo estado português, se existirem interessados e docentes disponíveis. 

            Não tem, absolutamente nada a ver com Formação Cívica, que é curricularmente obrigatória para todos os alunos, quer frequentem ou não  disciplina de educação Moral Religiosa Católica . Neste país é o estado que se encarrega de dar formação básica às crianças e tem obrigação de a assegurar dentro dos padrões que os pais querem. Se os pais querem que essa educação contemple uma formação sadia, séria, completa e civilizada, incluem-lhe os valores cristãos, se os pais preferem outro tipo de formação… é lá com eles.  
            Aliás, segundo agora se sabe, há muito que os pais reclamam que a “Educação Moral religiosa Católica” esteja presente no 1º Ciclo. Pelos vistos só agora esta a chegar. 

            Ao estado cabe pagar essa formação. Portanto paga a Educação Moral, como paga os psicólogos escolares, os professores de apoio ao ensino especial, etc, etc.   
            Não há nada de irregular.

            Todos os nossos impostos pagam todas as contas do estado. Os meus pagam os políticos e os partidos que eu detesto, os deputados que defendem a eutanásia e o aborto, as pessoas que fazem abortos, os militares que vão para o estrangeiro… sou contra essas coisas, mas não contra o estado. Os ateus é que não sabem o que é viver em sociedade, 

          • carpinteiro

            «A disciplina de Educação Moral e religiosa Católica é uma opção dos pais. Tal como outras disciplinas de opção»

             – No chamado ensino obrigatório que vai do 1º ao 9º ano, quais são as outras disciplinas de opção?

             «Esta disciplina existe a pedido dos pais (que exigem que ela exista),»

             – Quais, e quando exigiram os pais que esta disciplina existisse?

            «…que essa educação contemple uma formação sadia, séria, completa e civilizada, incluem-lhe os valores cristãos»

             – Será sadio ensinar a uma criança que uma senhora apesar de ser casada continua virgem, para dar à luz um filho, cujo pai não é o marido, mas é um ser imaginário?

             – Será sadio ensinar a uma criança, que o pai mandou o seu próprio filho para ser violentamente assassinado?

             – Será sadio ensinar a uma criança que tudo aconteceu por causa de uma coisa a que chamam “pecado”?

            «Aliás, segundo agora se sabe, há muito que os pais reclamam que a “Educação Moral religiosa Católica” esteja presente no 1º Ciclo. Pelos vistos só agora esta a chegar.»

             – Não basta dizer, – segundo agora se sabe… Eu lecciono há 35 anos, e não sei. Não se importa de referir as fontes?

          • Ateismo_jamais

            As línguas estrangeiras são disciplinas de opção, tal como as “artes”,  sendo que nestas há um numero de línguas e disciplinas de artes a escolher, obrigatoriamente. 
            No caso da Moral, como opção, acaba por ser facultativa, pois acabaram com a alternativa obrigatória (por enquanto).

            Milhares, muitos milhares de pais, têm reivindicado junto das associações de pais, do ministério e das escolas, para além de o fazerem nos boletins de matricula. O assunto já foi tema de várias reuniões entre estruturas de associações de pais e as (ex) Direcções Regionais, chegando mesmo às confederações e ao ministério.
            Não sou professor do ensino básico,  mas sou pai e tive que tratar desse assunto, quando num centro escolar apareceram cerca de 120 pais a exigir. Em reunião com a Direcção Regional, e depois com o gabinete afecto à reforma curricular, foi demonstrado que se trata de uma reivindicação dos pais com bastantes anos, mas que, segundo o ministério, não era exequível sem os centros escolares. Além disso, tal questão não estava explicita na Condordata e só foi definitivamente esclarecida recentemente.   
            Se o sr. Professor não sabe e lecciona há 35 anos, isso demonstra o seu alheamento das questões do ensino. Por isso mesmo, para evitar que  haja professores estáticos, alguns com licenciaturas feitas ad-hoc, foi criada a tão maldita avaliação docente. O desconhecimento de um professor sobre estes assuntos, além de desmontar falta de profissionalismo, deixa-me apreensivo sobre o trabalho que um professor faz e a forma como ele ministra conhecimentos, ou competências , como agora lhe chamam. 

            A qualidade das observações que fazes sobre questões religiosas, além de demonstrarem uma ignorância primária, atestam que és uma pessoa com limitações intelectuais graves, és um professor NEE. Pois, qualquer aluno do 7º ano saberá responder-te a essas questões, de forma correcta e inteligente. 

            Um estado teocrático cria um currículo e obriga à sua observância, um estado livre, plural e laico, oferece aos seu cidadãos a liberdade de se formar da forma que ele entende melhor. Como o estado paga, em nome de todos, a “educação”, tem obrigação de ouvir os clientes sobre o menu que esse cliente quer comer. 
            É assim nos países civilizados, o que não te agrada, pelo que se vê. 

            A Igreja Católica presta um serviço, melhor, um conjunto alargado de serviços ao país, que o Estado não conseguiria prestar facilmente. Hoje, em muitos casos, suplanta em múltiplas vezes a importância do estado. Daí que seja credora e não devedora ao estado. O IMI nem é uma excepção, pois todos os monumentos de interesse nacional estão isentos, sejam da igreja ou não.  

        • João Pedro Moura

          A disciplina Educação Moral e Religiosa Católica é uma opção no ensino básico e secundário português. Quem não optar por essa disciplina… não a terá, simplesmente.

          • Maria

            Quem optar por deixar ao critério dos filhos se vão ou não sujeita-se a tê-los sozinhos no recreio – como aconteceu aos meus desde o 5º ano –  pois escolheram não ir  e porque nunca houve a outra opção de escolha que, não querendo mentir era cidadania. 

          • Ateismo_jamais

            Essa opção existiu, acho que se chamava “desenvolvimento pessoal” e tinha um currículo que era quase igual a Moral,  mas os professores não a quiseram aproveitar. Agora já há sindicatos a falar nela. Em tempo de crise e com reformas e mobilidade à vista… vale tudo. 

            Uma mentira que aqui de diz, refere-se ao currículo de Moral, em si. É extremamente extenso e equilibrado e trata muito pouco de religião. 

  • ateu sim, e dai ?

    Eu apenas queria entender o sistema; não fiz nenhuma provocaçao
    Agradeço pelas respostas educadas. 
    A sua não entra nessa lista, icaro. Tão fútil e inútil que vai receber de mim nenhuma atenção a mais; já fiz muito ter lido 

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:
    1- “Não repugna que 0,5% do IRS seja destinado às Igrejas pelos contribuintes que afirmem esse desejo na respectiva declaração e que disso beneficie a Igreja católica conforme prevê o art. 27.º da Concordata, (…)”

    A mim, repugna-me que o fisco reencaminhe qualquer quantia que seja para a ICAR ou qualquer Igreja ou outra instituição!
    Já agora, os clubes desportivos também poderiam beneficiar de tal sistema fiscal…
    Num Estado laico, este não deverá receber impostos e, depois, redistribuí-los, em parte, por Igrejas ou quaisquer outras instituições. O dinheiro é para o Estado. Pronto!
    Quem quer angariar contributos que o faça em canais próprios e não em canais estatais.
    O Estado não tem que subsidiar, mesmo que através do sistema de receção de impostos, a atividade das instituições não-estatais.
      2- “Os encargos com capelanias militares, prisionais e hospitalares, tal como a remuneração de professores de Educação Moral e Religiosa Católica, de nomeação discricionária dos bispos, são inaceitáveis num período de recessão e de colossais dificuldades económicas e financeiras com que os portugueses se vêem confrontados.”a) … E com as capelanias policiais! Estas também têm direito a gabinete próprio e automóvel, pagos pelo Estado!…Decerto para que o capelão ande a passear pelas esquadras a divulgar o preceituário católico, em matéria… policial e judicial…b) Tais benesses estatais são sempre inaceitáveis, quer seja “num período de recessão e de colossais dificuldades económicas e financeiras”, quer seja em bom período económico…O Estado laico, isto é, neutral, em religião, não tem que subsidiar igrejas, de nenhuma maneira.A concordata é uma contradição antilaica, que nunca deveria ter sido assinada.

    • Jhtk

      Conversa completamente demagógica. Podias começar por dizer que o Estado devia promover a 100% todas as iniciativas de carácter social, que, numa significativa parte, são realizadas pelas misericórdias e por uma série vasta de IPSS. Podias também dizer que o Estado devia suportar, não a 60%, mas a 100%, todos esses encargos, em vez de se prevalecer da iniciativa altamente meritória de múltiplas instituições particulares de solidariedade social. Podias também dizer que todas as creches do país deviam ser construídas pelo Estado, e que todas os albergues para os sem-abrigo deviam também ser da responsabilidade estatal. Podias dizer que todas as crianças órfãs não deviam ir para as misericórdias mas para instituições do Estado, antes de serem conduzidas para processos de adopção. Podias ter dito isso tudo. O Esperança, que também é finório, mas não é parvo, também podia ter falado nisso tudo. Mas como tu és igual a ele, ou seja,falas apenas para aqueles que possam ir nas vossas tolas cantigas, uns grilos falantes e uma “insectada” desse estilo. A concordata é perfeitamente equilibrada, as isenções fiscais restringem-se unicamente a bens exclusivamente afectos à actividade religiosa. E o Estado Português reconhece à Igreja Católica um meritório desempenho social que justifica plenamente as isenções fiscais previstas na Concordata. Aliás, se fôssemos a fazer as contas bem feitas, retirando esses benefícios fiscais, sabes o que é que eu faria, se dirigisse as misericórdias e as IPSS, se o Estado não conferisse esses elementares e justos benefícios fiscais ? Mandava os nossos governantes chuchar no dedo e dizia-lhes para serem eles a construir todas as creches e todos os orfanatos de que o país carece. À custa de quem ? Ora, de quem havia de ser ? Também dos teus impostos, obviamente, mas com muitos mais encargos sobre o teu orçamento do que agora, que é para não arrotares postas de pescada à tripa forra…

      • João Pedro Moura

        JHTK disse:
        1-     “Conversa completamente demagógica. Podias começar por dizer que o Estado devia promover a 100% todas as iniciativas de carácter social, que, numa significativa parte, são realizadas pelas misericórdias e por uma série vasta de IPSS.”
         
        Jhtk, o que está patente na minha crítica é o Estado facultar a angariação de dinheiro, pelo seu próprio sistema fiscal, de partes dos impostos dos cidadãos, para serem remetidos para instituições não-estatais, como, por exemplo, associações religiosas.
        Quem quer contribuir para igrejas, que o faça diretamente, mas não através do aparelho intermediário estatal. O Estado é laico (oficialmente…), por isso, não deve ser coletor de donativos para instituições religiosas.
         
         
        2-  “Podias também dizer que o Estado devia suportar, não a 60%, mas a 100%, todos esses encargos, em vez de se prevalecer da iniciativa altamente meritória de múltiplas instituições particulares de solidariedade social. Podias também dizer que todas as creches do país deviam ser construídas pelo Estado, e que todas os albergues para os sem-abrigo deviam também ser da responsabilidade estatal. Podias dizer que todas as crianças órfãs não deviam ir para as misericórdias mas para instituições do Estado, antes de serem conduzidas para processos de adopção.”
         
        Eu defendo isso tudo que dizes, sobre as responsabilidades estatais. Acontece que, num Estado negligente e oportunista, como o que temos, é mais fácil subsidiar umas IPSS do que fundar casas próprias…
        Enfim, são opções políticas, que não interessa aqui esmiuçar, pois que ultrapassa o âmbito deste blogue.
         
        A tua intervenção, Jhtk, foi demasiado arrogante e desatinada, pelo que, a minha resposta, suficiente, termina aqui.
         
         
         

        • Ateismo_jamais

          1 – Quem quer angariar contributos que o faça em canais próprios e não em canais estatais. 
          O Estado também é partidário e faz o mesmo para os políticos. E também aí não é para todos, nem com igual participação. Os tais 0,5% podem ser doados a instituições não católicas e não religiosas. Se são à igreja apenas atestas ao imenso valor desta instituição, o que prova o lugar de destaque e a torna merecedora do (pouco) reconhecimento do estado português, e por essa via mostra a importância da Concordata. . 

    • Carlos Esperança

      JPM:

      1 – A tua posição é sólida e compreensível. O facto de não me repugnar o 0,5%, facultativo, para qualquer Igreja reconhecida não significa que intelectualmente não reconheça ser essa a posição mais coerente.

      2 – Creio que a capelania policial não existe. Acontece que a nova Concordata integrou as forças policiais na Capelania Militar cujo bispo major-general é o mesmo, mas é natural que tenha aumentado o número de avençados de deus e do Estado português o que é intolerável.

      • Jhtk

        “Sólida e compreensível” ? Deixa-me rir. Portugal com o tipo de raciocínio do sr. Esperança não iria longe.E as contas são muito simples de fazer: o Estado Português contribui com apenas 60% de financiamento das IPSS. Os restantes 40% têm que ser obtidos autonomamente pelas misericórdias e instituições similares.Muitas delas são de orientação católica e têm prestado grandes serviços sociais: creches, acolhimento de crianças órfãs, etc. Essas contas não interessam para o sr. Esperança. Que o Estado Português devesse, na sua óptica, promover toda a actividade de solidariedade social a 100%, acarretaria obviamente muitos mais encargos fiscais para todos os portugueses, incluindo para o sr. Esperança. E o sr Esperança estaria disposto a pagar mais impostos do que já paga para que o Estado Português assegurasse a 100% todas as prestações de solidariedade social, em variadíssimos domínios, como os que os referi,e,por exemplo, o da deficiência ? Está queto, dirá o sr. Esperança. O discurso panfletário do sr. Esperança desmonta-se com a maior das facilidades. Apenas os grilos falantes e outra ” insectada” da mesma jaez engolem estas ” folhinhas de alface” ” envenenadas” que o Sr. Esperança lhes quer oferecer. A concordata entre o Estado Português e a Igreja Católica é perfeitamente equilibrada. E há uma solução muito “fácil” para os seguidores do Sr. Esperança: dirijam-se à Assembleia da República a proclamar que preferem pagar mais impostos, para que o nosso estado possa assegurar a 100% toda a actividade de solidariedade social que, em muitos casos, só nos onera, a todos os cidadãos, com 60%, nos múltiplos acordos de cooperação com as IPSS.
        Demagogia tem perna muito curta. Só mesmo quem não use a cabeça para pensar é que cai na esparrela do sr. Esperança…

      • João Pedro Moura

        CARLOS ESPERANÇA disse:
        “Creio que a capelania policial não existe. Acontece que a nova Concordata integrou as forças policiais na Capelania Militar cujo bispo major-general é o mesmo, mas é natural que tenha aumentado o número de avençados de deus e do Estado português o que é intolerável. “
         
                   
                    A capelania policial existe conjuntamente com a militar. Ambas estão regulamentadas pelo Decreto-Lei nº 251/2009 de 23 de Setembro
        (http://pt.legislacao.org/primeira-serie/decreto-lei-n-o-251-2009-forcas-assistencia-armadas-seguranca-183353).
         
                    O que é particularmente insidioso e execrável neste espúrio conúbio entre Estado/Forças Armadas e de Segurança/ICAR é que o artigo 17 da Concordata não determina que seja o Estado a pagar a “assistência religiosa” a tais entidades, mas o dito decreto-lei estabelece um regime de contrato, com pagamento de vencimentos, e de equiparação a oficiais superiores, por parte dos capelães-mores, e a oficiais médios, por parte dos capelães-adjuntos.
                    Isto é, a prebenda do Estado à Igreja vai mais longe, em clericalismo, do que a clericalista concordata!…
         
                    Eu lembro-me, há uns anos, de ter lido na imprensa, um orçamento da PSP, em que constava uma verba para o gabinete da capelania, com automóvel e tudo!!! É difícil ser mais execrável e insidioso, quanto a benesses à ICAR!…
         
                    E para que servem as capelanias, concretamente das Forças Armadas e policiais???!!! Quem quer “assistência religiosa” é problema seu e não do Estado! Exatamente, o que farão os capelães no dia a dia???!!!
         
                    É só desperdícios financeiros… feitos por um Estado espoliador e opressor!

  • carpinteiro

    JHTK disse:1-     “Conversa completamente demagógica.(…)Mandava os nossos governantes chuchar no dedo e dizia-lhes para serem eles a construir todas as creches e todos os orfanatos de que o país carece.

    – Gostava de saber um só orfanato ou creche construídos com dinheiros da Santa Sé.

    Ainda me lembro de os senhores bispos dizerem na comunicação social,  relativamente às as últimas obras em Fátima:
    – Tudo está a ser feito com o dinheiro dos peregrinos.

    A única coisa que constroi com dinheiros próprios, são aldeamentos de luxo, hoteis e outros investimentos que em nada contribuem para “ajudar os pobrezinhos”, como tanto gostam de apregoar. Mas até nestes negócios, conseguem que as câmaras locais lhes ofereçam os terrenos, ou retire alguns fundos que se destinariam às populações, para “apoiar” as suas obras.
    – É tudo feito com o dinheiro dos peregrinos.

    • Ateismo_jamais

      Estas a mentir. 

      O Vaticano é um estado que não subsidia as obras em Portugal, tal como a China ou Cuba não pagam a sedes dos comunistas. 

      Quem paga é quem dá a igreja o seu contributo porque confia nela e sabe que, assim, o seu dinheiro será correctamente usado. Assim nascem os infantários, creches, centros de dia, etc., etc. 
      O dinheiro que o estado dá cobre um 5% das despesas. E já não é mau. 

  • Hunig

    Esperança,cuida dos sofistas que estão a adirar nos posts  do  D.A.;  os intentos deles são tão ambíguos quanto inverossímeis suas fingidas presenças como se fossem ateus e sem-crenças. É por isso que rápido estão solapando os ambientes céticos; estão até entre publicadores de  vídeos em que pirâmides lançam “jatos” que cruzam o “Universo” (adoram isso, quanto maior a falácia, mais crentes estúpidos se embasbacam com o exagêro), claro: sempre se respaldam em “o fulano ciernstísta” disse, etc.
    Acho excelente o primor perceptivo  dessa garota, a Shannnon Ballanne, veja este post: A Filosofia das Galinhas … https://sites.google.com/site/clubenaturezagleam/importante-repudio-chemistrails—-o-veneno-ultimo-dos-feitores-das-crencas/a-filosofia-das-galinhas

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