O que me levou a postar este vídeo foi um impulso quase instantâneo provocado pela história de vida deste jovem vítima de mais uma guerra.
Quando recebi o link por email com as habituais recomendações para repassar o que é que me veio à cabeça? Mais um jovem cheio de habilidades a ganhar um concurso. Por momentos estive quase quase para apagar e ver os restantes que tinham caído na caixa do correio. Mas… pensei… deixa lá ver o que o rapaz da imagem vai mostrar.
Esperei que ele aparecesse na tela e até ao momento de o ver de costas a entrar no palco tudo se parecia com o habitual nestes shows.
Foi então que vi o seu corpo diferente do meu. E foi isso que começou a aumentar o interesse para ver o que se seguiria. Após ouvir a sua história de vida sem registo de nascimento fiquei chocado como todos os rostos apanhados pelas câmaras.
Se o Emmanuel tivesse ficado no Iraque, duvido mas duvido mesmo que algum dia tivesse cantado ou ouvido “Imagine”. Felizmente foi criado na Austrália, um país onde ele pode abertamente dizer:
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
Até na antiga Rádio Resnascença as canções dos Beatles estiveram proibidas. E ainda não esqueci o ódio exportado pelo Vaticano a este grupo inglês. Assim como não esqueço recentes comentários de crentes religiosos contendo críticas a esta mesma canção.
Se John Lennon tivesse escrito e cantado hinos a Deus Nosso Senhor, hoje teria imagens nos templos com a legenda de “Mártir” ou “Jesus Cristo II” também feito sem pecado e assassinado por um ateu para nos salvar dos pecados.
Olá Abraão, é de facto um excelente testemunho este do jovem. Tenho pena que não refira nas suas palavras que o jovem, ainda criança, tenha sido recolhido precisamente por freiras. abr
Aliás, deve a sua vida às freiras e não à mãe que o criou.
Diga-se, ainda, que a guerra no Iraque não em nada de “santa” ou religiosa. A menos que a guerra feita pelos americanos seja uma guerra em nome de alguma religião. Se é, eu desconheço.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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6 thoughts on “É o meio que nos faz”