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Mais razões para não acreditar

Na sequência deste texto, quero aqui partilhar o vídeo que constitui a continuação daquele que é lá apresentado:

21 thoughts on “Mais razões para não acreditar”
  • Stéphanos

    http://www.pliniocorreadeoliveira.info/MAN%20-%201974-04-08_Resistencia.htm

    “Folha de S. Paulo”, 10 de abril de 1974
    A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas

    Para a TFP: omitir-se? ou resistir?

    I – Os fatos

    O povo paulista tomou conhecimento, ontem, dos
    resultados da viagem a Cuba, de Monsenhor Casaroli, secretário do
    Conselho para os Assuntos Públicos do Vaticano. Esses resultados,
    enunciou-os o próprio dignatário, em uma entrevista (cfr. “O Estado de
    São Paulo” de 7 do corrente). Asseverou S. Excia. que “os católicos que
    vivem em Cuba são felizes dentro do regime socialista”. Não seria
    preciso dizer de que espécie de regime socialista se trata aí, pois é
    conhecido que o regime vigente em Cuba é o comunista.
    Sempre falando do regime Fidel Castro, S. Excia.
    continua: “os católicos e, de um modo geral, o povo cubano, não têm o
    menor problema com o governo socialista”.
    Desejando talvez dar a estas declarações
    estarrecedoras certo ar de imparcialidade, Mons. Casaroli lamentou
    entretanto que o número de Sacerdotes fosse insuficiente em Cuba: apenas
    duzentos. Acrescentou ter pedido a Castro maiores possibilidades de
    praticar cultos públicos. E terminou asseverando muito inesperadamente
    que “os católicos da ilha são respeitados em suas crenças como quaisquer
    outros cidadãos”.
    Para não considerar senão o que desde logo se nota
    nestas declarações, causa perplexidade que Mons. Casaroli reconheça que
    os católicos cubanos sofrem restrições em seu culto público, e ao mesmo
    tempo assevera que eles são “respeitados em suas crenças”. Como se o
    direito ao culto público não fosse uma das mais sagradas de suas
    liberdades.
    Se os súditos não católicos do regime cubano são tão
    respeitados quanto os católicos, é o caso de dizer que em Cuba ninguém é
    respeitado…
    No que consiste então essa “felicidade” de que
    segundo Mons. Casaroli, fruem os católicos cubanos? Parece que é a dura
    felicidade que o regime comunista dispensa a todos os seus súditos: a de
    curvar a cabeça. Pois Mons. Casaroli assevera que “a Igreja Católica
    cubana e seu guia espiritual procuram sempre não criar nenhum problema
    para o regime socialista que governa a ilha”.
    Mais em profundidade, as observações que o alto dignitário do Vaticano colheu de sua viagem conduzem a conclusões de maior tom.
    Numa época em que S.S. Paulo VI tem realçado, mais do
    que nunca, a importância da normalidade das condições materiais da
    existência, como fator propício à prática da virtude, não é concebível
    que Mons. Casaroli considere “felizes dentro do regime socialista” de
    Fidel Castro os católicos cubanos, se estes estão imersos na miséria. De
    onde devemos deduzir que, segundo Mons. Casaroli, eles gozam de
    condições econômicas pelo menos suportáveis.
    Ora, todos sabem que isso não é real. E, mais ainda,
    os católicos que tomam a sério as Encíclicas de Leão XIII, Pio XI e Pio
    XII, sabem que não o pode ser, pois estes Papas ensinaram que o regime
    comunista é o oposto da ordem natural das coisas, e a subversão da ordem
    natural – na economia como em qualquer outro campo – só pode trazer
    frutos catastróficos.
    Assim, os católicos de qualquer parte do mundo, que
    sejam ingênuos ou mal informados da verdadeira doutrina social da
    Igreja, se lerem os resultados do inquérito que Mons. Casaroli fez em
    Cuba, serão conduzidos a uma conclusão oposta diametralmente à
    realidade. Isto é, que nada têm a temer da implantação do comunismo nos
    respectivos países, pois nessa hipótese serão perfeitamente “felizes”,
    quer no que diz respeito aos seus interesses religiosos, quer em sua
    situação material.
    Dói dizê-lo, mas a verdade óbvia é esta: a viagem de Mons. Casaroli a Cuba desfechou numa propaganda da Cuba fidelcastrista.
    Este fato, terrível em si mesmo, é um lance na
    política de distensão que o Vaticano vem operando, de há muito, em
    relação aos regimes comunistas. Vários desses lances são muito
    conhecidos do público
    Um deles foi a viagem realizada à Rússia em 1971 por
    S. Eminência o Cardeal Willebrands, Presidente do Secretariado para a
    União dos Cristãos. O objetivo oficial da visita era assistir à posse do
    Bispo Pimen no Patriarcado “ortodoxo” de Moscou. Pimen é o homem de
    confiança, para assuntos religiosos, dos ateus do Cremlin. Em si, a
    visita era altamente prestigiosa para o prelado heterodoxo, a justo
    título considerado a “bête noire” de todos os “ortodoxos” não comunistas
    no mundo inteiro. Discursando no Sínodo que o elegeu, Pimen afirmou a
    nulidade do
    ato pelo qual, em 1595, os ucranianos reverteram do cisma para a Igreja
    Católica. Isto importava em proclamar que os ucranianos não devem estar
    sob a jurisdição do Papa, mas dele Pimen e de seus congêneres. Em lugar
    de tomar atitude diante dessa clamorosa agressão aos direitos da Igreja
    Católica, e da consciência dos católicos ucranianos, o Cardeal
    Willebrands e a delegação que o acompanhava se mantiveram mudos. Quem
    cala, consente, ensina o direito romano. Distensão…
    Como é natural, essa capitulação traumatizou
    profundamente aqueles dentre os católicos, que acompanham com seguida
    atenção a política da Santa Sé. Outra foi ainda maior entre os milhões
    de católicos ucranianos esparsos pelo Canadá, pelos Estados Unidos e
    outros países. E teve relação com as dissensões dramáticas entre a Santa
    Sé e sua Eminência o Cardeal Slipyj, valoroso Arcebispo-mor dos
    ucranianos, durante o Sínodo de Bispos, realizado em Roma em 1971.
    Vista em seu conjunto, a conduta de S. Eminência o
    Cardeal Silva Henriquez, Arcebispo de Santiago, constitui outro lance da
    distensão com os governos comunistas, promovida pela diplomacia
    vaticana. Como é notório – e a TFP chilena o demonstrou em lúcido
    manifesto reproduzido por vários órgãos da imprensa brasileira – o
    Purpurado chileno deitou o peso de toda a influência
    da autoridade inerente a seu cargo para auxiliar a ascensão de Allende
    ao poder, sua pose festiva nele, e sua manutenção na primeira
    magistratura até o momento trágico em que o líder ateu se suicidou. Com
    uma flexibilidade que não concorre para dar boa idéia dele, o Emmo.
    Cardeal Silva Henriquez procurou ajustar-se, por meio de algumas
    declarações públicas, à ordem de coisas que sucedeu ao regime Allende.
    Porém, as manifestações de sua constante simpatia para com os marxistas
    chilenos nem por isso cessaram. Ainda há pouco, S. Emcia. celebrou Missa
    de réquiem na capela de seu Palácio Cardinalício por alma de outro
    comunista, o “camarada” Toha, ex-ministro de Allende, aliás também ele
    um infeliz suicida. Ao ato, compareceram familiares e amigos do morto
    (cfr. “Jornal do Brasil” de 18/3/74).
    Por esse conjunto de atitudes, tão próprias a
    aproximar do comunismo os católicos, não consta que o purpurado tivesse
    sofrido a menor censura. Se houve quem imaginasse que ele perderia sua
    Arquidiocese, esperaria em vão até agora. O Cardeal Silva Henriquez
    continua tranqüilamente investido na missão de conduzir a Jesus Cristo
    as almas de sua populosa e importante Arquidiocese.
    Enquanto ele a conserva, por injunções da política de
    distensão, outro Arcebispo, pelo contrário, perdeu a sua. Trata-se de
    uma das figuras mais empolgantes da Igreja no século XX, cujo nome é
    pronunciado com veneração e entusiasmo por todos os católicos fiéis aos
    tradicionais ensinamentos econômicos e sociais emanados da Santa Sé.
    Mais ainda, o nome desse prelado é acatado com sumo respeito por pessoas
    das mais variadas religiões. Ele é um florão de glória da Igreja aos
    olhos até dos que nela não crêem. Este florão foi quebrado há pouco. O
    Emmo. Cardeal Mindszenty foi destituído da Arquidiocese de Esztergom,
    para facilitar a aproximação com o governo comunista húngaro.
    Como se vê, a visita de Mons. Casaroli a Cuba – ainda
    abstração feita da entrevista que deu depois de haver deixado a ilha –
    se inscreve como elo de uma cadeia de fatos que vêm de há anos. Onde
    terminará esta cadeia? Para que surpresas dolorosas, para que novos
    traumas morais devem ainda preparar-se os que continuam a aceitar, em
    todas as suas conseqüências, a imutável doutrina social e econômica
    ensinada por Leão XIII, Pio XI e Pio XII? Estamos certos de que
    incontáveis católicos ao reler estas notícias, ao tomar conhecimento das
    perplexidades, das angústias e dos traumas expressos nestas linhas
    sentirão retratados o seu próprio drama interior: o mais íntimo e mais
    pungente dos dramas, pois que acima, muito acima de versar apenas sobre
    questões sociais e econômicas, tem cunho essencialmente religioso. Diz
    respeito ao que há de mais fundamental, vivo e terno na alma de um
    católico apostólico romano: sua vinculação espiritual com o Vigário de
    Jesus Cristo.
    II – Católicos Apostólicos Romanos

    A TFP é uma entidade cívica, e não religiosa.
    Seus diretores, sócios e militantes são, entretanto, católicos,
    apostólicos e romanos. E, em conseqüência, católica é a inspiração que
    os tem movido em todas as campanhas pela TFP empreendidas em bem do
    País.
    A posição fundamentalmente anticomunista da TFP
    resulta das convicções católicas dos que a compõem. É porque católicos, é
    em nome dos princípios católicos, que os diretores, sócios e militantes
    da TFP são anticomunistas. A diplomacia de distensão do Vaticano com os
    governos comunistas cria, entretanto, para os católicos anticomunistas,
    uma situação que os afeta a fundo, muito menos enquanto anticomunistas
    do que enquanto católicos. Pois a todo momento se lhes pode fazer uma
    objeção supremamente embaraçosa: a ação anticomunista que efetuam não
    conduz a um resultado precisamente oposto ao desejado pelo Vigário de
    Jesus Cristo? E como se pode compreender um católico coerente, cuja
    atuação ruma em direção oposta à do Pastor dos Pastores? Tal pergunta
    traz como conseqüência, para todos os católicos anticomunistas, uma
    alternativa: cessar a luta, ou explicar sua posição.
    Cessar a luta, não o podemos. E é por imperativo de
    nossa consciência de católicos que não o podemos. Pois se é dever de
    todo católico promover o bem e combater o mal, nossa consciência nos
    impõe que defendamos a doutrina tradicional da Igreja, e combatamos a
    doutrina comunista.
    O mundo contemporâneo ressoa por toda parte com as
    palavras “liberdade de consciência”. São elas pronunciadas em todo o
    Ocidente, e até nas masmorras da Rússia… ou de Cuba. Muitas vezes essa
    expressão, de tão usada, toma até significados abusivos. Mas no que ela
    tem de mais legítimo e sagrado se inscreve o direito do católico, de
    agir na vida religiosa, como na vida cívica, segundo os ditames de sua
    consciência.
    Sentir-nos-íamos mais agrilhoados na Igreja do que o
    era Soljenitsin na Rússia soviética, se não pudéssemos agir em
    consonância com os documentos dos grandes Pontífices que ilustraram a
    Cristandade com sua doutrina.
    A Igreja não é, a Igreja nunca foi, a Igreja jamais
    será tal cárcere para as consciências. O vínculo da obediência ao
    Sucessor de Pedro, que jamais romperemos, que amamos com o mais profundo
    de nossa alma, ao qual tributamos o melhor de nosso amor, esse vínculo
    nós o osculamos no momento mesmo em que, triturados pela dor, afirmamos a
    nossa posição. E de joelhos, fitando com veneração a figura de S.S. o
    Papa Paulo VI, nós lhe manifestamos toda a nossa fidelidade.
    Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores:
    Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só
    não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que
    investe. A isto
    nossa consciência se opõe.
    III – A solução, no Apóstolo São Paulo

    Sim, Santo Padre – continuamos – São Pedro nos
    ensina que é necessário “obedecer a Deus antes que aos homens” (At. V,
    29). Sois assistido pelo Espírito Santo e até confortado – nas condições
    definidas pelo Vaticano I – pelo privilégio da infalibilidade. O que
    não impede que em certas matérias ou circunstâncias a fraqueza a que
    estão sujeitos todos os homens possa influenciar e até determinar Vossa
    atuação. Uma dessas é – talvez por excelência – a diplomacia. E aqui se
    situa a Vossa política de distensão com os governos comunistas.
    Aí o que fazer? As laudas da presente declaração
    seriam insuficientes para conter o elenco de todos os Padres da Igreja,
    Doutores, moralistas e canonistas – muitos deles elevados à honra dos
    altares – que afirmam a legitimidade da resistência. Uma resistência que
    não é separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência.
    Pelo contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão.
    “Resistência” é a palavra que escolhemos de
    propósito, pois ela é empregada nos Atos dos Apóstolos pelo próprio
    Espírito Santo, para caracterizar a atitude de São Paulo. Tendo o
    primeiro Papa, São Pedro, tomado medidas disciplinares referentes à
    permanência no culto católico de práticas remanescentes da antiga
    Sinagoga, São Paulo viu nisto um grave
    fator de confusão doutrinária e de prejuízo para os fiéis. Levantou-se
    então e “resistiu em face” a São Pedro (Gal. II, 11). Este não viu, no
    lance fogoso e inesperado do Apóstolo das Gentes, um ato de rebeldia,
    mas de união e amor fraterno. E, sabendo bem no que era infalível e no
    que não era, cedeu ante os argumentos de São Paulo. Os Santos são
    modelos dos católicos. No sentido em que São Paulo resistiu, nosso
    estado é de resistência.
    E nisto encontra paz nossa consciência.
    IV – Resistência

    Resistir significa que aconselharemos os
    católicos a que continuem a lutar contra a doutrina comunista com todos
    os recursos lícitos, em defesa da Pátria e da Civilização Cristã
    ameaçadas.
    Resistir significa que jamais empregaremos os
    recursos indignos da contestação, e menos ainda tomaremos atitudes, que
    em qualquer ponto discrepem da veneração e da obediência que se deve ao
    Sumo Pontífice, nos termos do Direito Canônico.
    Resistir, entretanto, importa em emitir
    respeitosamente o nosso juízo, em circunstâncias como a entrevista de
    Mons. Casaroli sobre a “felicidade” dos católicos cubanos.
    Em 1968, o Santo Padre Paulo VI esteve na próspera
    capital colombiana, Bogotá, para o 39º Congresso Eucarístico
    Internacional. Discursando um mês depois, de Roma para o mundo inteiro,
    afirmou que ali havia visto a “grande necessidade daquela justiça social
    que coloque imensas categorias de gente pobre (na América Latina) em
    condições de vida mais equânime, mais fácil e mais humana” (discurso de
    28/9/68).
    Isto, no Continente em que a Igreja goza da maior liberdade.
    Pelo contrário, Mons. Casaroli não viu em Cuba senão felicidade.
    Diante disto, resistir é anunciar com serena e
    respeitosa franqueza, que há uma perigosa contradição entre essas duas
    declarações, e que a luta contra a doutrina comunista deve prosseguir.
    Eis um exemplo do que seja a verdadeira resistência.
    V – Panorama interno da Igreja universal

    É possível que para alguns leitores brasileiros a
    presente declaração traga surpresa. É que, relutando ao máximo em tomar
    a atitude pública que hoje assumimos, a TFP não divulgou quanto de
    desconcerto e de inconformidade lavra entre católicos dos mais variados
    países em razão da distensão do Vaticano com os governos comunistas. E
    alongaria por demais este já extenso documento fazê-lo aqui. Cingimo-nos
    a resumir, a título de mais cabal explicação de nossa atitude, o que se
    passa presentemente entre os católicos germânicos. Disse-o no “Correio
    do Povo” de Porto Alegre (23/3/74) o ex-deputado federal alemão Hermnan
    M. Goergen, católico de pensamento e conduta serenos.
    Refere ele o lançamento de dois livros de autores
    germânicos, sobre a política do Vaticano: “Wohim sterert der Vatikan?”
    (Para onde vai o Vaticano?), de Reinhard Raffalt, e “Vatikan Intern” (O
    Vaticano interno), publicado sob o pseudônimo de “Hieronymus”. Ambos
    encontraram tal ressonância que “estão na ordem do dia dos intelectuais e
    políticos alemães”. O Sr. Goergen considera a obra de “Hieronymus”
    satírica, hiper-crítica e exagerada. Pelo contrário, acha a de Raffalt,
    “sóbria”, com “teses bem fundamentadas”, inspiradas “em profundo amor à
    Igreja”. E Raffalt proclama: “O Papa Paulo VI é um socialista”.
    O Sr. Goergen acrescenta que, pouco depois da
    divulgação da obra de primeira qualidade de Raffalt, um jornal alemão
    publicou uma caricatura mostrando Paulo VI a passear em companhia de
    Gromiko. Ao passarem por um quadro exibindo o Cardeal Mindszenty,
    Gromiko disse a Paulo VI: “Pois é, cada um tem seu Soljenitsin”.
    Informa ainda o Sr. Goergen que um jesuíta alemão,
    Simmel, publicou no tradicional semanário “Rheinischer Merkur”,
    “conservador e defensor intransigente da Fé e dos Papas, uma crítica
    considerada por Roma até irreverente”, com o título: “Não, Senhor
    Papa!”. Afirma ainda o Sr. Goergen, a propósito da destituição do
    Cardeal Mindszenty: “Uma verdadeira onda de apoio (ao Cardeal) percorreu
    os católicos alemães”. A “Frankfurter Allgemeine Zeitung” falou
    abertamente dos “sonhos cristão- marxistas” do Papa Paulo VI. E a
    “Paulus Gesellschaft” (Sociedade de Paulo), porta-voz do diálogo entre
    cristãos e marxistas, condenou a “Ostpolitik” do Vaticano, denunciando-a
    como “maquiavelística” por querer “impor ao mundo uma paz
    romano-soviética”. Diante desta linguagem, mais facilmente ressalta
    quanto é comedida a da TFP.
    Não podemos encerrar nosso comentário ao artigo do
    Sr. Hermann Goergen, sem ressaltar uma grave afirmação feita por este:
    Na Polônia como na Hungria, na Tchecoslováquia e na Iugoslávia, os
    contatos e acordos com a Santa Sé não impediram que continuasse intensa a
    perseguição religiosa. Também o afirmou, no tocante à sua pátria, o
    Cardeal Mindszenty.
    Isto nos leva a uma perplexidade. A perspectiva de
    uma atenuação da luta anti-religiosa era o grande argumento
    (insuficiente a nosso ver) dos entusiastas da distensão vaticana. A
    prática mostra que tal distensão não alcança esse resultado, e favorece
    só a parte comunista. Cuba é um outro exemplo disto. E um autorizado
    promotor da distensão, como Mons. Casaroli, declara que, no regime de
    perseguição os católicos vivem felizes. Perguntamos então se distensão
    não é sinônimo de capitulação.
    Se o é, como não resistir à política de distensão, apresentando-lhe de público o enorme desacerto?
    É mais um exemplo de como entendemos a resistência.
    VI – Réplicas eventuais

    Não é o caso de tratar aqui de outros assuntos
    que talvez sejam levantados de público a propósito da presente
    declaração. Referimo-nos mais especialmente a episódios dolorosos como o
    do Sr. Bispo de Nova Friburgo, que determinou a recusa da Comunhão
    Eucarística a sócios ou militantes da TFP, quando se apresentassem de
    modo notório, incorporados ou com as respectivas insígnias, bem como a
    fatos mais ou menos análogos ocorridos em igrejas de outros locais do
    Brasil.
    Em artigo publicado na “Folha de S. Paulo” de
    27/5/73, o Presidente do Conselho Nacional da TFP, teve ocasião de
    explicar que em certa matéria de índole essencialmente religiosa, sócios
    e militantes de nossa entidade têm – enquanto católicos – uma atitude
    tomada, sobre a qual só não se pronunciaram de público a pedido de
    altíssima autoridade eclesiástica.
    Se as circunstâncias o indicarem, explicarão eles, –
    no uso da liberdade religiosa de que felizmente gozam, porque no Brasil
    não venceu o comunismo – qual a natureza do assunto e o fundamento de
    sua posição.
    VII – Conclusão

    Esta explicação se impunha. Ela tem o caráter de
    uma legítima defesa de nossas consciências de católicos, ante um sistema
    diplomático que lhes tornava irrespirável o ar, e que aos católicos
    anticomunistas coloca na mais penosa das situações, que é a de se
    tornarem inexplicáveis perante a opinião pública. Repetimo-lo, a título
    de epílogo, ao encerrar esta declaração.
    Nenhum epílogo entretanto seria completo se não
    incluísse a reafirmação de nossa obediência irrestrita e amorosa não só à
    Santa Igreja como ao Papa, em todos os termos preceituados pela
    doutrina católica.
    Nossa Senhora de Fátima nos ajude neste caminho que
    trilhamos por fidelidade à Sua mensagem e na alegria antecipada de que
    se cumprirá a promessa por Ela feita: “Por fim, o meu Imaculado coração
    triunfará”.
    São Paulo, 8 de abril de 1974.

  • Stéphanos

    http://pesadelochines.blogspot.com/p/resistencia-catolica-distensao-vaticana.html
    Resistência católica à distensão vaticana com regimes comunistas

    http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=E4500AD8-3048-560B-1C36B0638A2B8811&mes=Abril1999
    DOCUMENTO DA TFP QUE A HISTÓRIA CONFIRMOU
    Neste mês recordamos também outro aniversário marcante:
    25
    anos da publicação do documento A política de distensão do Vaticano com
    os governos comunistas – Para a TFP: omitir-se ou resistir?
    Tal
    documento e as circunstâncias em que ele veio a lume são referidos na
    obra, já editada em cinco idiomas, do catedrático italiano, Prof.
    Roberto de Mattei, O Cruzado do século XX – Plinio Corrêa de Oliveira.
    Do capítulo VI desse livro transcrevemos abaixo o item 9 – “A ‘Resistência’ à Ostpolitik vaticana”.
    A
    transcrição constitui síntese fidedigna do contexto histórico no qual
    se deu aquela célebre atitude da TFP brasileira, assumida pelas TFPs e
    entidades afins então existentes nas Américas e na Europa.
    * * *

    “A Ostpolitik vaticana teve numerosos críticos em todo o mundo, a
    começar por aqueles que deveriam ter sido os seus beneficiários e que
    declararam ser, pelo contrário, as suas vítimas: os cristãos do Leste
    europeu. Mas a manifestação de discordância pública mais relevante no
    campo católico foi, indiscutivelmente, a histórica Declaração de
    Resistência publicada em 1974 em 36 jornais de diversos países, pelas
    TFPs então existentes nos continentes europeu e americano. O autor e
    primeiro signatário da histórica declaração foi Plinio Corrêa de
    Oliveira.
    “Em 1972, a ‘distensão’ tinha
    recebido um extraordinário impulso com as viagens de Nixon à China e à
    Rússia(1). O objetivo da política desenvolvida em escala mundial pelo
    presidente americano e pelo seu Secretário de Estado Henry Kissinger era
    idêntico ao da política que Willy Brandt, chanceler socialista da
    Alemanha, desenvolvia em escala européia: a idéia de uma ‘convergência’
    entre o bloco ocidental e o comunista. O único resultado desta política
    de colaboração, fundada sobre o eixo privilegiado Washington-Moscou, foi
    o de adiar por vinte anos, graças às ajudas econômicas, o inevitável
    desmoronamento do império comunista, enquanto a agressividade soviética
    continuava a crescer na mesma proporção em que aumentavam os subsídios
    mandados pelo Ocidente.
    Cardeal Mindszenty, herói da resistência anticomunista

    O Cardeal Josef Mindszenty recebe
    mensagem de admiração e homenagem das TFPs, a ele entregue em Viena pelo
    enviado especial das entidades, Dr. Martim Afonso Xavier da Silveira,
    em 15-3-1974

    “No campo eclesiástico, Mons. Agostinho Casaroli(2), Ministro dos
    Negócios Estrangeiros de Paulo VI, adotava uma política de entendimento
    com o comunismo análoga à de Brandt e de Kissinger. Uma das mais
    ilustres vítimas da Ostpolitik vaticana foi o Cardeal Mindszenty, Primaz
    da Hungria e herói da resistência anticomunista que, em 1974, foi
    destituído da Arquidiocese de Esztergom por Paulo VI e exilado em Roma, a
    fim de facilitar a aproximação entre a Santa Sé e o Governo húngaro(3).

    “‘No panorama de devastação geral – escreveu Plinio Corrêa de Oliveira –
    o Cardeal Mindszenty tem-se erguido como o grande inconformado, o
    criador do grande caso internacional, de uma recusa inquebrantável, que
    salva a honra da Igreja e do gênero humano. O seu exemplo – com o
    prestígio da púrpura romana intacta nos ombros robustos de pastor
    valente e abnegado – mostrou aos católicos que não lhes é lícito
    acompanhar as multidões que vão dobrando o joelho ante Belial”(4).
    Os fatos

    “Poucos dias depois, em 10 de abril de 1974, a Folha de São Paulo
    publicava, como matéria paga, uma ampla declaração da TFP brasileira com
    o título ‘A política de distensão do Vaticano com os governos
    comunistas – Para a TFP: omitir-se ou resistir?’.

    “No mesmo ano, por ocasião de uma viagem a Cuba, Mons. Casaroli tinha
    afirmado que ‘os católicos que vivem em Cuba estão felizes sob o regime
    comunista’ e que ‘os católicos e, em geral, o povo cubano, não têm a
    menor dificuldade com o governo socialista’(5). Este episódio é
    recordado na declaração da TFP, ao lado de outros não menos
    significativos: a viagem à Rússia em 1971, feita por Mons. Willebrands,
    Presidente do Secretariado para a União dos Cristãos, a fim de
    encontrar-se com o bispo ‘ortodoxo’ Pimen, homem de confiança do
    Kremlin, e o apoio do Cardeal Raúl Silva Henríquez, Arcebispo de
    Santiago do Chile, ao líder marxista Salvador Allende.
    Cessar a luta, ou explicar a posição?
    “Perante tais fatos, Plinio Corrêa de Oliveira, em nome da TFP, escrevia com linguagem respeitosa mas, ao mesmo tempo, firme:

    “‘A diplomacia de distensão do Vaticano com os governos comunistas
    cria, entretanto, para os católicos anticomunistas, uma situação que os
    afeta a fundo, muito menos enquanto anticomunistas do que enquanto
    católicos. Pois a todo o momento se lhes pode fazer uma objeção
    supremamente embaraçosa: a ação anticomunista que efetuam não conduz a
    um resultado precisamente oposto ao desejado pelo Vigário de Jesus
    Cristo? E como se pode compreender um católico coerente, cuja atuação
    ruma em direção oposta à do Pastor dos Pastores? Tal pergunta traz como
    conseqüência, para todos os católicos anticomunistas, uma alternativa:
    cessar a luta, ou explicar a sua posição.

    “‘Cessar a luta não podemos. E é por imperativo da nossa consciência de
    católicos que não o podemos. Pois se é dever de qualquer católico
    promover o bem e combater o mal, a nossa consciência impõe-nos que
    difundamos a doutrina tradicional da Igreja, e combatamos a doutrina
    comunista. (…) a Igreja não é, a Igreja nunca foi, a Igreja jamais
    será tal cárcere para as consciências. O vínculo da obediência ao
    sucessor de Pedro, que jamais romperemos, que amamos com o mais profundo
    da nossa alma, ao qual tributamos o melhor do nosso amor, esse vínculo
    nós o osculamos no momento mesmo em que, triturados pela dor, afirmamos a
    nossa posição. E de joelhos, fitando com veneração a figura de Sua
    Santidade o Papa Paulo VI, manifestamos-lhe toda a nossa fidelidade.

    “‘Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores: A nossa alma é
    vossa, a nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só não nos
    mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A
    isso se opõe a nossa consciência’” .(6)
    A solução: atitude do Apóstolo São Paulo

    São Paulo Apóstolo – Mosaico da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, Roma

    “A obediência à hierarquia eclesiástica, que o catecismo e a própria fé
    nos impõem, não é incondicional; ela certamente possui limites, como
    afirmam todos os teólogos. O ‘Dicionário de Teologia Moral’ publicado
    pelos Cardeais Roberti e Palazzini explica, por exemplo: ‘É claro que
    nunca é lícito obedecer a um Superior, que ordene algo contrário às leis
    divinas ou eclesiásticas; dever-se-ia, neste caso, repetir as palavras
    de São Pedro: é preciso obedecer antes a Deus que aos homens (At. 5,
    29’(7).
    “Esta legítima ‘desobediência’ a
    uma ordem de si injusta em matéria de fé e moral pode estender-se, em
    casos particulares, até à resistência mesmo pública à autoridade
    eclesiástica. Arnaldo V. Xavier da Silveira, num estudo dedicado à
    Resistência pública às decisões da autoridade eclesiástica(8), provou
    bem esta tese, transcrevendo citações de Santos, Doutores da Igreja e
    ilustres teólogos, os quais demonstram que – em caso de ‘perigo iminente
    para a fé’(9) (São Tomás de Aquino) ou de ‘agressão às almas’(10)
    (São Roberto Bellarmino) no campo doutrinário – é legítimo, por parte
    dos fiéis, o direito à resistência, até mesmo pública, à autoridade
    eclesiástica.
    “Donde a
    liceidade de uma atitude de ‘resistência’: ‘Uma resistência que não é
    separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência. Pelo
    contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão’(11). Apoiando-se
    na atitude de São Paulo que ‘resistiu em face’ a São Pedro,(12) Plinio Corrêa de Oliveira escrevia: ‘No sentido em que São Paulo resistiu, o nosso estado é um ato de resistência’(13).
    Esta declaração de resistência foi publicamente assumida por todas as
    Associações de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, e entidades
    afins então existentes nas Américas e Europa.

    “Vinte anos depois do Concílio, a ‘Instrução sobre alguns aspectos da
    Teologia da Libertação’, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé(14),
    que definia o marxismo como ‘uma vergonha do nosso tempo’, parecia vir
    dar razão à declaração de ‘resistência’ da TFP e dos católicos
    anticomunistas de todo o mundo à Ostpolitik(15). (O Cruzado do século XX, Roberto de Mattei, Livraria Civilização Editora, Porto, 1997, pp. 294 – 300).
    __________________________________________________________
    Nota da Redação: O título e os intertítulos do texto são da Redação.
    (1)
    Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “pode-se afirmar sem exagero o
    seguinte: desde a bolchevização da Rússia, o comunismo não teve vitória
    igual. Até mesmo as conquistas catastróficas que a moleza (chamemo-la
    assim) de Roosevelt proporcionara ao comunismo em Yalta, não igual em
    nocividade os resultados difusos mas profundos da ‘quebra das barreiras
    ideológicas’operada pela dupla Nixon- Kissinger” (A crise louca, in “Folha de São Paulo”, 18 de agosto de 1974).
    (2)
    Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “pode-se afirmar sem exagero o
    seguinte: desde a bolchevização da Rússia, o comunismo não teve vitória
    igual. Até mesmo as conquistas catastróficas que a moleza (chamemo-la
    assim) de Roosevelt proporcionara ao comunismo em Yalta, não igual em
    nocividade os resultados difusos mas profundos da ‘quebra das barreiras
    ideológicas’operada pela dupla Nixon- Kissinger” (A crise louca, in “Folha de São Paulo”, 18 de agosto de 1974).
    (3)Segundo
    Plinio Corrêa de Oliveira, “pode-se afirmar sem exagero o seguinte:
    desde a bolchevização da Rússia, o comunismo não teve vitória igual. Até
    mesmo as conquistas catastróficas que a moleza (chamemo-la assim) de
    Roosevelt proporcionara ao comunismo em Yalta, não igual em nocividade
    os resultados difusos mas profundos da ‘quebra das barreiras
    ideológicas’operada pela dupla Nixon- Kissinger” (A crise louca, in “Folha de São Paulo”, 18 de agosto de 1974).
    (4)
    Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “pode-se afirmar sem exagero o
    seguinte: desde a bolchevização da Rússia, o comunismo não teve vitória
    igual. Até mesmo as conquistas catastróficas que a moleza (chamemo-la
    assim) de Roosevelt proporcionara ao comunismo em Yalta, não igual em
    nocividade os resultados difusos mas profundos da ‘quebra das barreiras
    ideológicas’operada pela dupla Nixon- Kissinger” (A crise louca, in “Folha de São Paulo”, 18 de agosto de 1974).
    (5)
    Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “pode-se afirmar sem exagero o
    seguinte: desde a bolchevização da Rússia, o comunismo não teve vitória
    igual. Até mesmo as conquistas catastróficas que a moleza (chamemo-la
    assim) de Roosevelt proporcionara ao comunismo em Yalta, não igual em
    nocividade os resultados difusos mas profundos da ‘quebra das barreiras
    ideológicas’operada pela dupla Nixon- Kissinger” (A crise louca, in “Folha de São Paulo”, 18 de agosto de 1974).

    (6) Plinio Corrêa de Oliveira, A Política de distensão do Vaticano…, in Catolicismo
    nº 280 (abril de 1974). Publicado também em 36 jornais brasileiros e
    depois reproduzido em 73 órgãos de imprensa, entre jornais e revistas de
    11 países, sem receber a mínima objeção a respeito da sua ortodoxia e
    da sua correção canônica.
    (7) D. Gregorio Manise, O.S.B., verbete “Obbedienza”, in DTM, p. 1115.
    (8) Arnaldo Xavier da Silveira, La nouvelle messe de Paul VI: qu’en penser?, Diffusion de la Pensée Française, Chiré-en-Montreuil, 1975, pp. 319-334.
    (9)
    Segundo São Tomás de Aquino, existe o direito de resistir publicamente,
    em determinadas circunstâncias, a uma decisão do Romano Pontífice.
    Afirma a propósito o Doutor Angélico: “Existindo um perigo próximo para a
    fé, os Prelados devem ser repreendidos, até publicamente, por parte dos
    seus súditos. Assim São Paulo, que era súdito de São Pedro,
    repreendeu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo
    em matéria de fé. E, como diz o comentário de Santo Agostinho, ‘o
    próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes,
    afastando-se alguma vez do bom caminho, não recusem como indevida uma
    correção mesmo vinda dos seus próprios súditos’” (Gal. 2, 14)”(Summa
    Theológica, II-II, 33, 4, 2).
    (10)
    Um outro grande teólogo, o Cardeal jesuíta São Roberto Bellarmino,
    campeão dos direitos do Papado na luta contra o protestantismo, afirma:
    “Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, da mesma
    forma é lícito resistir àquele que agride as almas, ou que perturba a
    ordem civil ou, sobretudo, àquele que tentasse destruir a Igreja. Digo
    que é lícito resistir-lhe deixando de fazer aquilo que ordena e
    impedindo a execução da sua vontade; mas não é lícito julgá-lo, puni-lo e
    depô-lo, porque estes atos são próprios de um superior”(De Romano
    Pontefice, II, 29).
    (11) Plinio Corrêa de Oliveira, A política de distensão do Vaticano, cit.
    (12) Gal. 2,11.
    (13) Plinio Corrêa de Oliveira, A política de distensão do Vaticano, cit.
    (14) Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Libertatis nuntius, cit.
    (15)
    A declaração foi saudada por Plinio Corrêa de Oliveira como “jato de
    água fresca e benfazeja lançada por uma mangueira de bombeiro”. “Para
    quem se afligia diante desse espetáculo, por enquanto trágico, mas que
    dentro em breve pode transformar-se em apocalíptico – comentou Plinio
    Corrêa de Oliveira – ver que um órgão como a Sagrada Congregação para a
    Doutrina da Fé afirma, preto sobre o branco, a incompatibilidade da
    doutrina católica com o marxismo é algo de análogo a que alguém, dentro
    de um incêndio, sinta chegar a si, inopinadamente, o jato de água fresca
    e benfazeja de uma mangueira de bombeiros.
    “A mim que, como presidente do Conselho Nacional da TFP brasileira, fui o primeiro signatário da Declaração de Resistência à Ostpolitik vaticana,
    incumbe o dever de justiça de manifestar aqui a alegria, a gratidão e
    sobretudo a esperança que sinto, dentro do incêndio, com a chegada desse
    alívio.

    “Sei que irmãos de Fé extrínsecos aos arraiais da TFP, sobretudo fora
    do Brasil, se abstêm de externar análogos sentimentos, notadamente
    porque julgam que uma só mangueira é insuficiente para apagar todo um
    incêndio.

    “Também julgo que uma só mangueira não apaga um incêndio. Mas isto não
    impede de saudá-la como um benefício, tanto mais quanto não tenho prova
    de que ficaremos só com essa mangueira. Não foi inesperada a ‘Instrução’
    do Cardeal Ratzinger? Um passo inesperado não convida a esperar outros
    na mesma linha, também mais ou menos inesperados?” (Plinio Corrêa de
    Oliveira, “Un primo ostacolo agli errori diffusi dalla teologia della liberazione”, in Cristianità, Piacenza, nº 117, janeiro 1985.

  • Stéphanos

    E agora católicos?? Que anticomunismo violento é esse da igreja ??????
    A igreja não denunciava ardorosamente os vermelhos?????

  • Stéphanos

    durante a guerra fria a igreja denunciava os vermelhos… atualmente não vejo a igreja denunciar com a mesma força os paises “vermelhos” remanescentes….
    a igreja muda de opinião como muda de roupa….

  • Anónimo

    Então agora já não há baratas tontas a dizer que o Stéphanos está a querer este blogue só para ele com todos estes ” lencóis” que para aqui vem estender ?

    Agora já faltou oportunidade e tinta ao Loureiro para  vir escrever mais um texto-queixinhas ?

    Apareçam baratas tontas,mostrem agora a vossa equanimidade.

  • Anónimo

    Stephanos, vai ter paciência, mas não resisto a fazer esta observação, mesmo não tendo eu qualquer responsabilidade neste blogue:
    O que é que os sues lençóis de texto têm que ver com o assunto proposto neste post?

    Li o post, vi o video, achei interessante e verifiquei que continha 4 comentários. Pensei cá para mim que poderia haver algum comentário interessante relativo ao assunto. Deparo-me então com 2 metros de texto que não tem rigorosamente nada a ver com o proposto. Isso é no mínimo descortês e no máximo é considerado “trolice”.

    Entenda isto apenas como um singelo protesto de um outro leitor, para com os seus constantes off-topics.

    • Stéphanos

      perdão pelos textos colossais…. eu só queria mostrar a todos a “fortissima inimizade” do vaticano com os vermelhos…. não to dizendo ke os 2 ficaram amigos…..

  • 1atento
  • Laico

    Stephanos;
    Também acho que esta resma de papel A4 poderia ter sido substituida pelos links, assim eu evitava desgastar a rodinha do rato para ler os restantes comentários.

  • Stéphanos
  • Stéphanos

    La sexualité d’un gosse, c’est absolument fantastique. (…) Quand une
    petite fille de 5 ans commence à vous déshabiller, c’est fantastique.
    Daniel Cohn-Bendit

  • Anónimo

    Antes de papapaulo escrever o seu comentário, a insurgir-se contra os ” lençóis” do islâmico, eu tinha feito um comentário, perguntando se agora os habituais do costume iriam a aparecer a criticar o acto do islâmico e se também iriam convidá-lo a formar um blogue.

    Esse meu comentário desapareceu.Tiro as minhas conclusões. Quem quiser que tire as suas próprias.

    Há quem fale muito de Democracia mas é só conversa de treta. Na hora da verdade, os fascistóides mostram a sua verdadeira face.

    • 1atento

      antoniofernando2, já me aconteceu várias vezes publicar um comentário, ficar postado, e ao actualizar a página o mesmo comentário já lá não está.
      Não estou a defender os administradores do D.A. e gostaria, também, de saber porque isso acontece. Mas se te têm permitido tantos comentários ofensivos, e até insultuosos, e não os removem; não achas estranho que tenham removido esse que referes, propositadamente?

    • Carlos Esperança

      Posso garantir-lhe que ninguém lhe apagou qualquer comentário.

    • Kavkaz

      Essa de “fascistóides” deve ser dos dirigentes religiosos que não admitem no seus sites opiniões diversas.

      Lá de burro provocador tens muito!

    • Kavkaz

      Desaparecerem comentários acontece-me a mim, também.

      Talvez seja o deus inventado que não gosta dos comentários que fazemos! Como é será possivel ao fascistóide do teu deus imaginado apagar os comentários?

      Só nos sites religiosos é que não apagam os teus comentários. Nem tos deixam lá escrever!

  • João Vasco Gama

    Eu não eliminei qualquer comentário neste espaço.
    (Até agora nunca o fiz)Se existe a possibilidade de ter sido um erro técnico, sugiro que voltem a colocá-los. Nos blogues que comento já ganhei o hábito de fazer «copy» antes de colocar qualquer coisa, não vá ter de fazer «paste» caso o comentário se perca pelo caminho.

  • AST

    “Mais razões para não acreditar” 

    Errado!
    Mais razões para tu não acreditares e acreditares nestas palermices mostradas no video.

    Nem todos são como tu. Também há gente inteligente e racional. 

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