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Criacionismos.

Uma conversa recente com o Mats e o Miguel Panão ilustrou algumas semelhanças entre o criacionismo dos cristãos evangélicos e o dos católicos. Como é norma em tretologia, ambos se defendem como se, para justificar uma crença, bastasse não haver provas em contrário. O Mats diz que precisamos de «encontrar a força natural, não-inteligente, aleatória, que tenha a capacidade de criar um sistema como o da lingua do pica-pau»(1) ou, caso contrário, devemos crer que foi tudo criado pelo deus dele em seis dias, há cerca de dez mil anos. Encontrar esse deus, no entanto, parece ser desnecessário. O Miguel Panão vai mais longe, mas na mesma linha. «Criar em Deus consiste em conferir ser ao não-ser, não consiste neste ou naquele processo»(2). Como não se pode aferir se um deus “conferiu ser” a algo que não era, o Miguel não só dispensa evidências positivas a favor da sua hipótese como exclui até a possibilidade teórica de alguma coisa o contradizer. Mesmo que se descubra todas as reacções químicas que originaram a vida e as espécies modernas, o Miguel dirá sempre que foi o deus dele a “conferir ser”. O que quer que isso seja.

Esta forma de adoptar crenças obriga a inconsistências. Durante muito tempo, conveio a esta religião reivindicar desgraças como provindo do seu deus mas, hoje, à parte de alguns tele-evangelistas, preferem a apresentar os desastres como naturais e deixar ao deus só as coisas boas. No entanto, é tão difícil “encontrar a força” que faz tremer a Terra como a que faz as populações evoluírem. Em ambos os casos, só se pode inferir o processo como explicação para o que se observa. Se o Mats sujeitasse a hipótese da origem natural dos terremotos ao mesmo crivo com que rejeita a evolução das espécies, não conseguiria safar o seu deus de responsabilidade por estas coisas. O mesmo para o Miguel Panão. Se o deus deste “confere ser” ao que não é, independentemente do processo por que surge, então também terá “conferido ser” ao tsunami que matou duzentas mil pessoas em 2004, ou ao parasita da malária que mata um milhão por ano.

Além de ambos avaliarem a hipótese da criação divina de forma inconsistente com o que fazem na maioria dos casos, também erram na confiança que nela depositam e na importância que lhe dão. «Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.» Os crentes por vezes apontam que os ateus e cépticos também têm crenças. Claro que têm. Crer é aceitar proposições como verdadeiras, pelo que não crer em nada implica ou ignorar tudo ou ser inconsistente. Mas a crença dos cépticos é proporcional às evidências que suportam as hipóteses e, por isso, vem sempre depois da evidência e é sempre provisória. Ou seja, está integrada numa rede consistente e dinâmica de crenças onde todas são tratadas da mesma forma. A crença da fé é a crença da excepção, exigindo que um conjunto de hipóteses seja aceite em definitivo e antes de qualquer evidência. O que também leva à ignorância, porque o conhecimento exige justificação e capacidade de corrigir erros, e à inconsistência na forma de avaliar hipóteses.

Outro ponto comum é que ambos os criacionismos são inúteis, e até contraproducentes, para a nossa compreensão do universo. Não duvido que ajudem a manter a importância social das igrejas e dos profissionais da religião, mas o propósito cognitivo de um relato sobre a origem da vida ou do universo é esclarecer como surgiram. Para isso, não adianta a hipótese de ter sido tudo criado pelo milagre misterioso de alguém invisível.

O criacionismo evangélico e o criacionismo católico são diferentes nos detalhes, mas semelhantes no fundamento. Os criacionistas evangélicos tentam deturpar as descobertas cientificas e enganar o publico acerca dos factos. A idade da Terra, o Dilúvio, a treta da informação codificada e afins. Os católicos dizem que aceitam a ciência, mas acabam por deturpá-la também, enquanto método, ao defender que é igualmente legítimo saber coisas por magia. Chamam-lhe teologia, mas dá no mesmo. E se bem que em países como os EUA o criacionismo evangélico seja o mais prejudicial, por cá, onde muita gente sabe que os Flintsones não existiram de verdade, o criacionismo católico pode ser o mais nefasto. Não só pela falsa autoridade que confere aos “peritos” da teologia, como também pela forma insidiosa com que mina a ciência ao propagar a ideia de que investigar as coisas com rigor e atenção aos erros é muito bonito mas, para saber a Verdade, é acreditar no padre que o espírito santo depois logo inspira. Isto dá jeito à Igreja mas, para o resto da sociedade, é prejudicial.

1- Comentários em Treta da semana: “nephesh hayyah”
2- Comentários em Jornada fé e ciência (2008)

Em simultâneo no Que Treta!

16 thoughts on “Criacionismos.”
  • Anónimo

    Meta-se com este,Ludwig:

    “Certos autores eminentes parecem plenamente
    satisfeitos com a hipótese de cada espécie ter sido criada de uma maneira
    independente. A meu ver, parece – me que o que nós sabemos das leis impostas à
    matéria pelo Criador concorda melhor com a hipótese de que a produção e a
    extinção dos habitantes passados e presentes do Globo são o resultado de causas
    secundárias, tais como as que determinam o nascimento e a morte do indivíduo.

    Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus
    poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de
    formas, ou mesmo a uma só? ”

    A Origem das Espécies, Charles Darwin, pág. 554

    Mas há mais frases de Darwin sobre a aceitação da existência de Deus:

    Em carta datada de 2 de Abril de 1873:

    “Posso afirmar-vos que a impossibilidade de considerar este magnífico
    universo, que contém o nosso ‘eu’ consciente, como obra do acaso, é para mim o
    principal argumento em favor da existência de Deus”.

    Em carta datada de 3 de Julho de 1881:

    “Devo dizer-vos que em vosso livro Pretensões da Ciência expressastes a minha
    profunda convicção, e mesmo mais eloquentemente do que eu saberia fazê-lo, isto
    é, que o universo não é e nem pode ser obra do acaso”.

    M. Francis Darwin. La Vie et la Correspondence de Charles Darwin. Trad. de H.
    arigny. Reinwald, Paris, Vol. 1, p. 354, 365.

    • Ludwig

      António,

      No tempo de Darwin essas invocações do Criador, Deus e afins eram demasiado corriqueiras para se tirar delas qualquer conclusão firme. Seja como for, a teoria da evolução é muito mais do que Darwin propôs. Ele deu o pontapé de partida, mas os biólogos não passaram estes últimos 150 anos a recitar as palavras do mestre. E todo o fundamento estatístico da genética de populações, só para dar um exemplo, é incompatível com a hipótese de um deus omnipotente capaz de alterar seja o que for. Isto é fácil de perceber. Basta tentar calcular a probabilidade de uma moeda calhar cara 10 vezes consecutivas na hipótese de um deus omnipotente estar a manipular a moeda de acordo com o seu desígnio misterioso. Se assumirmos que a moeda cala cara ou coroa ao acaso com igual probabilidade, podemos fazer o cálculo. Mas essa hipótese de um deus intervir invalida por completo a estimativa das probabilidades.

      E sem isso a teoria da evolução não faz sentido. Objectivamente, se há um deus que cria os seres vivos de acordo com o seu desígnio a teoria da evolução está completamente errada.

  • Luís Grave Rodrigues

    De facto, o criacionismo evangélico e o criacionismo católico são diferentes nos detalhes, mas semelhantes no fundamento.

    Por outras palavras, o criacionista evangélico é o idiota que pensa que o mundo foi criado por Deus há 6 mil anos;
    O criacionista católico é o que pensa a mesma coisa, mas julga que foi há mais tempo…

  • Ze2

    Mas a crença dos cépticos é proporcional às evidências que suportam as hipóteses e, por isso, vem sempre depois da evidência e é sempre provisória.

    Não vás por ai, pois também os crentes fazem o mesmo. 
    Se verificares as hipóteses formuladas por eles e as respostas encontradas, estás no mesmo nível.
    Tipo: podia o universo criar-se a si próprio? Podia a energia surgir o nada?…. tantas outras tão bem formuladas e tão bem argumentadas, inclusive com apoio cientifico. 

    Por isso mesmo acho que a ciência serve tanto as religiões como o ateísmo e não valida nem invalida nenhum, já que é igualmente válida para os dois. 
    Daí que não concorde que se misture ateísmo com ciência. Invocar a ciência para discutir ateísmo é 
    insultar os ateus e a ciência. 

    consiste em conferir ser ao não-ser, não consiste neste ou naquele processo

    Hoje aceita-se que este universo de matéria tem um simétrico de anti-matéria. O que falta explicar é por que razão a matéria predominou sobre a anti-matéria. Essa é uma explicação.

    Mesmo que se descubra todas as reacções químicas que originaram a vida e as espécies modernas, o Miguel dirá sempre que foi o deus dele  

    Porque a questão não e saber/conhecer o mecanismo, mas sim a razão da existência desse mecanismo.  Por que razão existe? Por que é assim e não de outra forma?

    Descobrir “todas as reacções químicas que originaram a vida” é uma questão que nada tem a ver com o motivo pelo qual essas reacções existem. São duas questões distintas e a segunda é bem mais complicada do que a primeira. 

  • Ludwig

    Ze2

    «Não vás por ai, pois também os crentes fazem o mesmo. […]Tipo: podia o universo criar-se a si próprio? Podia a energia surgir o nada?…. tantas outras tão bem formuladas e tão bem argumentadas, inclusive com apoio cientifico.»

    Não fazem o mesmo. Nem parecido. Mesmo que eu julgasse que o universo nunca poderia ter surgido sem uma causa, rejeitando os melhores modelos cosmológicos que temos, nunca poderia justificar o salto enorme de inferência que é, a partir disso, concluir que foi criado por um Deus Trindade, Pai Filho e Espírito Santo, que encarnou em Jesus, nascido de uma virgem, ressuscitou ao fim de 3 dias e agora transubstancia hóstias quando um padre o pede durante a missa mas só se o padre for devidamente reconhecido pela igreja liderada pelo Papa que esse deus garante nunca se enganar em matérias de dogma, etc.

    Penso que se leres o credo (e há muitos outros dogmas nestas religiões) verás muita coisa em que o crente deposita mais confiança do que as evidências justificam.

    «Por isso mesmo acho que a ciência serve tanto as religiões como o ateísmo e não valida nem invalida nenhum, já que é igualmente válida para os dois. »

    Cientificamente, é um erro de método concluir que na missa católica as hóstias se transubstanciam. Cientificamente, é um erro concluir que Maria ascendeu corporeamente ao céu. Etc. Mas os católicos vão contra o método da ciência nestas questões, insistindo não só que estas coisas são verdade como também que é impossível os católicos estarem enganados acerca disto visto serem dogmas infalíveis.

    «Porque a questão não e saber/conhecer o mecanismo, mas sim a razão da existência desse mecanismo.»

    Isso presume que haja uma razão inteligente, uma vontade ou desígnio, entre as causas da origem desse mecanismo. No entanto, essa premissa é cientificamente injustificável. Não temos qualquer indício de que haja tal razão. E o que propõem para nos dar a conhecer tal razão é impossível de testar e não informa nada. Nota que dizer que deus dá ser ao não ser não nos esclarece a razão para ele ter criado este universo e não outra coisa qualquer (ou nada… pensando bem, para que raio é que um ser completo, perfeito e omnitudo precisa de um universo? E o que esteve ele a fazer durante a eternidade que precedeu a origem deste universo? etc…)

    • Anónimo

      Caro Ludwig o antoniofernando e o Ze2, famoso “ateu anti-ateu” são a mesma pessoa. 

       Ele está a gozar contigo.

      • Ludwig

        Hamonbaal,

        Obrigado pela dica. Não consigo acompanhar de perto todos os comentários aqui, e não sabia que eram o mesmo. Seja como for, quando respondo a comentários como estes a resposta não é para o comentador individualmente mas para todos que por cá possam passar, quando penso que é útil esclarecer algum ponto. Só me importo com quem a pessoa seja se for para ter um diálogo mais prolongado.

        • Anónimo

          Ok, era só para saberes que Ze2, e BBB são o ualimo grito da manobra do costume do antoniofernando para semear a confusão.

    • Ze2

      Mesmo que eu julgasse que o universo nunca poderia ter surgido sem uma causa…

      Mas, nenhum modelo teórico prova que algo surge sem uma causa. 
      Nesta mesma questão: “poderá a vida ter surgido sem uma causa”, os crentes têm suportado as suas afirmações nos mais avançados e recentes progressos da ciência. 
      Ao que sei, por exemplo em termos de estudo do universo, a Igreja detêm parcerias científicas com muitas instituições, incluindo a NASA, e mantêm uma rede muito bem apetrechada de observatórios e centros de investigação. Isto já nem novidade. Algumas das teorias mais aceites sobre a origem do Universo partiram, precisamente da Igreja católica.  

      Acerca das “hóstias se transubstanciam” eu não conheço suficientemente o assunto para o discutir. Nunca me debrucei sobre ele, já que sempre o entendi um assunto religioso, nada interessante para um ateu. Mas, na questão “Cientificamente, é um erro concluir que Maria ascendeu corporeamente ao céu”, não vejo nada que deite por terra a ciência. 
      Aqui estás com aquilo a que alguns chamam “preconceito cientifico”. Partes dum princípio, errado em ciência, de que não pode existir uma excepção. Que Maria pode ter sido elevada na atmosfera, em direcção a um outro ponto do universo, dimensão espacial ou espacio-temporal, não ofende a ciência como até é um excelente tema de estudo. 
      Como sabes, hoje mais do que nunca, há gente que, no mundo da ciência, aceita a existência de Ovnis e se esforça por criar teorias explicativas sobre o assunto. Muitos especialistas e muitos recursos estão afectos a este assunto, nos mais avançados centro de investigação.   
      Podes queixar-te da atitude fechada da igreja católica neste assunto, mas não podes arremessar-lhe com a ciência para, só assim e sem mais nada, dizer que é impossível ou absolutamente falso. 

       Não temos qualquer indício de que haja tal razão.
      Infelizmente eu vejo exactamente ao contrário: nada prova, cientificamente,  que não haja uma razão da existência de algo. Aquilo a que se chamou “memória intrínseca” entre os investigadores “ateus” dos alvores da ciência, é a tua opinião exposta de uma forma mas simplista. 
      Esse assunto tem sido debatido  de forma tão exaustiva que lhe dá um certo ar crédito. É bom lembrar os mais recentes argumentos sobre esta questão: “admitindo que a vida surgiu sem uma causa, por que razão ela decidiu reproduzir-se? Surgiu uma “inteligência básica” com essa primeira forma de vida?
      Esta questão é levantada por ateus e vem na sequência de uma outra muito debatida e agora abandonada: por que razão a vida pressupõe competição formal com a própria existência de vida? Por que razão a vida não assenta na cooperação?
      Analisadas alguns questões no plano matemático e linear da ciência, chegamos  mais a contra-censos do que a conclusões objectivas, por isso surgem teorias, por isso a ciência é uma formulação sistemática provisória. 

      Não ligues ao  Hamonbaal, pois trata-se de uma pessoa com problemas, que tem muita tendência para ver fantasmas. Não se isso tem cura, mas sei que o bobo é uma figura importante da corte. 

      • Anónimo

        “Mas, na questão “Cientificamente, é um erro concluir que Maria ascendeu corporeamente ao céu”, não vejo nada que deite por terra a ciência. ”
        Antonino, meu grande anormal, se te estás  a fazer passar por ateu, com o nick Ze2, BBB, etc, evidentemente que não podes dizer coisas destas.  

        Evidentemente que, para um ateu, que nega o sobrenatural, a única maneira da nossa senhora ascender corporeamente ao céu seria de avião.

        Tenta não ser tão palhaço.  Para fingires que és ateu tens de ser minimamente credível, isto é, não estar a fazer constante propaganda contra todos os princípios do ateísmo.  

        Olha, ao menos põe os teus nicks falsos a alternar frases ateias com propaganda católica, é estupido, mas não tão estúpido como por supostos “ateus” a falar como diáconos do opus dei.

        É que tanta palhaçada é constrangedora, é triste.

        • Ze2

          Tu sabes que eu não sou o Antonio fernando, mas provocas-me para eu descer ao teu nível. está descansado que não o farei. Quando muito, ignoro-te. pois é o que tu mereces.

          Repara que estás a dizer asneiras como esta: Evidentemente que, para um ateu, que nega o sobrenatural, mas nós não estamos a falar de ateísmo. Estávamos a falar de ciência e não há nenhum fio condutor entre as duas coisas. 
          O que um atee nega ou acredita, o que um crente acredita ou nega, não interessam para o caso nem para a ciência. 
          Há muitas coisas em ateísmo e e religião se se afastam da ciência ou se aproximam, mas isso nada tem a ver com a ligação entre ideologias  e ciência. 
          Não mistures coisas que nada têm em comum.

          Estou a ver que estás pior do que eu já imaginava. 

          • Anónimo

            Sim, claro, claro.

            Esqueces no entanto que está a fingir que és ateu e não que és neutral, pelo que não poderias ser ateu, mas agnóstico.

            Logo, ao fingires que és ateu e ao mesmo tempo dizeres que não há nada na ciência que contrarie a possibilidade da ascenção corpórea da nossa senhora, isto é, que a dita passou para outro mundo tornando-se imortal.    Provando assim a verdade da igreja católica e da existência de deus, estás automaticamente a reconhecer que deus existe, caso contrário tal ascenção ao paraíso da mãe de deus seria impossível, porque, para começar, como o nome indica, os ateus não craditam em deus, logo também não acreditam no paraíso e na mãe de deus.

            Isto é, eu, que sou agnóstico, posso dizer isso, porque para mim tudo é possível, embora as tuas divagações sejam altamente improváveis, mas um ateu deixaria imediatamente de o ser se dissesse essas barbaridades.

            Mas se quiseres saber porque, segundo a lei natural, a nossa senhora não pode subir aos céus e ser imortal, podes consultar qualquer livro de biologia, secção dos mamíferos.  

            Lá poderás aprender que os únicos mamíferos que voam são os morcegos e que, mesmos esses, não voam para o paraíso, mas à procura de insectos.  Podes também, ver que todos os seres vivos morrem e que, segundo as leis da física tudo, mas mesmo tudo acaba, pelo que a imortalidade fica um bocado descabida em termos científicos.

            Isto é, claro que, pelos conhecimentos actuais da ciência as pretenções ao sobrenatural da igreja são impossíveis, pelo que é necessário sair do campo da ciência para ir para o da fé para manter essas afirmações.

            Lembro-te no entanto que tu não estás a fingir que és crente, nem sequer agnóstico, na tua infinita estupidez deu-te para fazer propaganda cristã fingindo que és ateu.  

            Ora, por definição um ateu nega a fé e o sobrenatural, não só não acredita como nega a própria possibilidade, senão não era ateu, era agnóstico.   Ao fingires que és ateu ao mesmo tempo que admites a possibilidade da nossa senhora ser a mãe de deus, tornas-te um autêntico palhaço.

            Nada a que não estejamos habituados.  Não é Antonio Fernando ?

          • Ze2

            Eu não tenho a certeza se tu és apenas má pessoa ou se também és um doente. Mas, noto a  tua desonestidade, muita arrogância e falta de educação. 

            És, não tenho dúvida, uma das pessoas mais arrogantes e malcriadas deste blogue. Demonstras ser um fanático perigoso. As tuas afirmações de radical ultra-extremista não ficam muito longe daquelas dos grupos radicais de cariz religioso. Eles são contrários às religiões, tu e aqueles que se comportam como tu são contrários ao ateísmo. 

            Tu, além de malcriado e da paranóia de me chamar António Fernando, és desonesto ao afirmar coisas como:
            ” porque, para começar, como o nome indica, os ateus não craditam em deus, logo também não acreditam no paraíso e na mãe de deus”.
            As tuas deduções sem lógica e absurdas, são de uma pessoa que não sabe ler ou que é muito desonesta. Inclusive, para seres arrogante, malcriado e numa tentativa de ofender os crentes, embora eles estejam rir-se para ti, até escreves “deus” com letra minúscula, imaginando, na tua inocência, que uma arrogância de fanático ignorante se impõe por ofensa  ortográfica.
            A questão está em discussão não é religiosa nem ateia. É, exclusivamente, uma questão de ciência. A ciência não tem nada a ver com ateísmo ou com religião, não pode ser ligada a uma ou outra facção,   ideológica e muito menos conectada com o pensamento pessoal de alguém. 

            Com estas afirmações estás a ser tão incoerente e desonesto como um  conhecido físico evangélico que diz, em aulas e palestras,  que a lei da gravidade é uma demonstração de Deus, sensivelmente por estas palavras:  Deus criou a Terra com tudo que nela existe e programou-a para que daí não saísse matéria, a lei da gravidade veio confirmar que a Terra atrai matéria e a conserva no seu campo de forças, logo a lei da gravidade demonstra a presença de Deus”.

            Sempre que alguém arremete com a ciência a favor ou contra ideologias (seja o de cariz ateu ou religioso), deixa de ser uma pessoa honesta. 
            Quando uma pessoa com segunda intenções se aproveita da ciência, o resultado é sempre mau. São assim as guerras, as armas cada vez mais destrutivas e potentes, as formas de submeter os outros aos nossos interesses pelo poder tecnológico, etc. Até os mais horrendos imbecis da história usaram a ciência com segundas intenções: Hitler é um exemplo. 
            Se queres usar a ciência a favor da tua ideologia ou para explicá-la, estás a ser igual a eles. 

            A tua cabeça é uma confusão: vês-me como o AntónioFernando, misturas a ciência com o ateísmo e a religião, tomas-te por agnóstico mas defendes o ateísmo… 

             Comigo, quando discutes ciência é ciência, ideologia é ideologia. Se tu tires uma maçã na mão e eu tiver outra, se as juntarmos  dá duas maçãs, não porque Deus quer ou porque Deus não existe. 
            Por que razão a maçã a que  o ateu tem acesso é melhor ou igual à de um crente, se merece ou não,  já pode ser uma questão debatida ideologicamente. 

          • Anónimo

            “Tu sabes que eu não sou o Antonio fernando (…).
            Errado! Toda a gente sabe que tu és o antóniofernando a.k.a uma-série-de-nicks. Toda a gente te conhece desde que tu chegaste a este portal. Toda a gente presenciou as tuas patéticas piruetas – católico, cristão não católico, agnóstico, ateu – todas estas vestimentas tu envergaste, para vergonha dos seres racionais a que, erradamente, tu pertences. Infelizmente, não tens capacidade intelectual para seguires uma linha de raciocínio coerente.
            Vai embora, pá! Tu és um triste, um pobre demente, fruto de dedicação exacerbada a uma entidade que tu próprio inventaste, para não te misturares com a “ralé”: um deus fora da bíblia. A tua “concepção” de deus. Até uma esposa ateia tu imaginaste. Mas nenhuma esposa, principalmente ateia, era capaz de aturar as tuas enormidades, nem as tuas tiradas pseudo-intelectuais. Tu sofre é de solidão e demência.
            Tu és a personificação do autismo, na sua pior forma. A tua imaginação é doentia.
            Trata-te – mas duvido que vás a tempo.

          • Ze2

            O que disse ao Hamonbaal serve igualmente  para ti. 

          • Anónimo

            Tu és um doente mental.  Qualquer dia vemos-te nas notícias a fazer concorrência ao templário tarado.

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