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Só depois de condenado…

Vaticano obriga padre condenado por pedofilia abandonar sacerdócio

Um dos dois padres malteses condenados na terça-feira a prisão por pedofilia foi, esta quarta-feira, obrigado a abandonar o sacerdócio pelo papa Bento XVI, anunciou a Igreja de Malta, que pediu desculpa por aqueles crimes.

27 thoughts on “Só depois de condenado…”
  • Trigoroxo

    Vai a padralhada toda para o desemprego…

  • Ze

    Inocente até ser condenado. É um bom principio sabe. Isto de julgar pelos tabeloídes não costuma dar bom resultado…

    • Kavkaz

      Óh Ze, não leste bem a notícia? Olhe que os DOIS padres já foram CONDENADOS. Abre os olhos, devem estar ainda ramelosos!

      E tu vens condenar os “tabelóides” porquê? Não gostas de ler a verdade? Preferes a ladainha das missas?

      Óh Ze, deves condenar a pedofilia, independentemente de ser praticada por padres ou não. Mas olha que os padres aparecem demasiadas vezes nas notícias.

      Óh Ze, não te parece coincidente com o celibato obrigatório, vergonhoso e descarado, que o Vaticano aplica aos seus funcionários? E olha que os “Direitos Humanos” pernitem que até os desgraçados dos padres possam casar!

      • Anónimo

        O Zezinho deu um tiro no pé; se calhar também gosta de carne tenrinha. 

      • JoaoC

        A pedofilia é condenável, independentemente de ser praticada por Padres, Bispos, Trolhas, Padeiros, Médicos ou Advogados. E TODOS devem ser denunciados.

        E não vale a pena dizer que eles não existem, porque os há. Na Igreja e fora dela. Mais fora dela que dentro, até, porque a maior parte dos abusadores de menores coabitam com as vítimas (pais, padrinhos, tios, etc…)

        Os padres aparecem “demasiadas vezes” nas notícias por várias razões:

        – Por haver uma Comunicação Social tendenciosa;

        – Pelo escândalo que supostos servos de Deus e da Igreja provocam com este tipo de atitudes;

        – Pelo tempo que passou desde que os crimes ocorrem até que sai a notícia;

        – Pela guerra de “audiências” (muitas agências noticiosas não se preocupam com a real veracidade dos factos e, se for um Padre acusado, melhor, porque é mais escandaloso);

        – Etc…

        Penso que o que o Zé quis dizer, foi fazer uma referência ao título manhoso do post, manha habitual a que o Carlos (des)Esperança já nos habituou. No título está implícita uma crítica ao mais básico princípio do “Inocente até prova em contrário”. Sugere este título que o Vaticano deveria obrigar a abandonar o sacerdócio passando por cima deste princípio. O que é ridículo.

        Mais:

        O Vaticano não “aplica aos seus funcionários” a obrigatoriedade do celibato. O celibato é um critério definido por uma instituição – neste caso a Igreja – para quem QUER LIVREMENTE escolher esse caminho do sacerdócio. Como outras instituições têm critérios para quem desejar fazer parte delas ter de concordar livremente com esses critérios para serem admitidos a exercer funções nelas. Um condutor de autocarro não deve ser amputado de uma perna, por exemplo. Um astronauta não é aceite na NASA ou na ESA se não obedecer estritamente aos critérios a que essa profissão obriga.

        Portanto, esse argumento não cola, porque só se sujeita ao celibato quem escolher LIVREMENTE essa condição.

        Mas percebo que o conceito de VOCAÇÃO seja difícil de entender…

        • António Rodrigues

          ” Um condutor de autocarro não deve ser amputado de uma perna”
          Obviamente! Uma vez que não pode manobrar os pedais.
          E se um padre for casado; qual é o impedimento! hâ???
          De acordo com “a palavra de deus”, um gajo que não tenha testículos, e um pénis funcional,  não pode ser padre: ” O homem, cujos testículos foram esmagados ou cortado o membro viril, não será admitido na assembléia do Senhor.”(Deut. 23:1)
          PORQUÊ???
          Secalhar pelo mesmo motivo! “O Senhor” deve gostar de machos bem dotados e disponíveis só para Ele.

          • Ze2

            Para começo de conversa, esclareço que não sou crente, mas vivo num país que  é católico. Como tal, considero-me medianamente informado sobre o assunto. 

            Então, explica-nos lá o que tem a tua citação ver a com as regras da Igreja Católica?
            Quanto a este Post,  é tendencioso e contrário ao espírito do nosso sistema legal, penal e democrático. 
            Até ser apreciado o recurso, não deve a Igreja aplicar um pena de “expulsão”, mas antes de “suspensão”. 
            O facto de ser considerado culpado de um crime não imputa, directamente, uma sanção disciplinar, pois teria a configuração de uma dupla condenação. 
            A Igreja pode concluir, após inquérito interno, que o grau de culpabilidade em termos canónicos  ou religiosos, não é passível de sanção, independentemente de haver uma condenação transitada em julgado. A lei criminal e penal não avalia, julga ou condena em obediência às leis canónicas e às regras da Igreja, tal como as “leis da Igreja” não têm que condenar ou punir aspectos que violam a lei criminal ou penal. 

            Pessoalmente sou contrário, em absoluto, a duas coisas que estão na moda.
            A primeira diz respeito a este tipo crimes. Generalizou-se a ideia de que não prescrevem e de valorizam de forma tendenciosa a acusação e o depoimento do “ofendido”. Na maior parte dos casos, envolvam ou não gente das religiões, os “ofendidos” testemunham “em favor” dos demais ofendidos. Ou seja, sendo A e B dois “ofendidos”, A testemunha em favor de B e vice-versa. Em casos como estes, aparecidos trinta anos depois, recuso-me a usar o termo “vítima”, e duvido muito, muito mesmo, da justiça feita. Tal como duvido da justiça feita numa acusação de assédio de um funcionária despedida de uma empresa. Isto é convicção, imprevidente. 

            A segunda  coisa diz respeito à forma tendenciosa, que é extremamente facciosa e empolada, logo pouco digna e honesta, como a comunicação social trata casos destes quando envolvem algumas pessoas ou entidades. 
            O abuso sexual de crianças é sempre grave, mas é  muito mais grave um caso de abuso sexual no seio da família, sobretudo quando envolve os pais, do que quando envolve apenas terceiros, sejam padres, ateus, políticos, actores ou varredores de rua. Desses casos de gravidade extrema, que muitas vezes demonstram uma  negligência incrível das entidades responsáveis pois tiveram conhecimento e não actuaram, raramente falam  as histórias jornalísticas. Nem falam, tão-pouco, que alguns destas casos ocorreram em instituições onde essas entidades oficiais são parcerias e actuam todos os dias. 

            Por estes motivos acho as vossas observações idiotas, hipócritas e sem o mínimo de bom-senso. Enquanto a vossa crítica for questões da crença religiosa, desde que seja honesta e educada, concordo. Mas assim, além de serem patetas, dão razão aos crentes para vos criticar e combater.   

          • Ze2

            As minhas opiniões são apenas minhas e não gosto de me colar aqueles que dizem o que eu quero ou são patéticos com aqueles de quem eu não gosto.

            Há um episódio recente que te devia devia fazer pensar.  Lembras-te deste caso: ‘O director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn,
            acusado de assédio e violação, apresentou  a sua demissão
            imediata do cargo daquela instituição financeira. ‘  Afinal, uns tempos depois até sabemos que a “vítima” era uma especialista a fazer esse tipo de teatro e sabemos o que ela pretendia.  O grande problema é que o assunto deixou de interessar aos jornalistas, e as verdades tornaram-se meias-verdades.  

        • Kavkaz

          JoaoC, você pode tentar ser papista, mas não lhe reconheço inteligência por isso.

          Você está bem quando condena a pedofilia. Esperemos que também condene os padres que a praticam. O Vaticano, até há pouco tempo, tem protegido esses criminosos. Só este ano é que Ratzinger deu indicação dos entregar aos Tribunais. Quantos séculos passaram a esconder esses padres criminosos entre as próprias paredes? “É só fazer as contas…”

          O post não tem título manhoso… Você é que é manhoso! O Vaticano sabia que estes crimes existiam e foram praticados e manteve os criminosos ao seu serviço. O título “Só depois de condenado…” reflete a Verdade dos acontecimentos. Só depois do Tribunal condenar os dois padres é que o Vaticano percebeu que deveria expulsá-los. Para quem tem a manha de dizer que é iluminado pelo “EspíritoSanto” já veio tarde demais… Não percebeu antes do Tribunal condenar o que deveria fazer!

          O JoaoC continua a não querer perceber que é a regra do celibato que é anti-humana. E tem de ser anulada por infringir os “Direitos Humanos”! Ninguém pode ter o direito de proibir alguém de casar. Percebe isto tão simples? É um princípio fundamental dos “Direitos do Homem”! O Vaticano  está a infringir esse direito das pessoas e reconhecido pelas Nações Unidas! Os padres são cidadãos de segunda categoria em direitos por não se poderem casar. Estão abaixo das outras pessoas nesse direito! E a culpa é dos infractores do Vaticano! Defender o celibato é estúpido!

          • Kavkaz

            Há outra coisa que o JoaoC e o Vaticano não conseguem entender: o direito a casar pertence às próprias pessoas, não pertence e não é do domínio de nenhuma entidade patronal. Portanto, a exigência duma organização, qualquer que seja, para que os seus funcionários não se casem é abusiva e deveria ser considerada inconstitucional em Portugal.

          • Ze2

            O Vaticano, até há pouco tempo,
            tem protegido esses criminosos. Só este ano é que Ratzinger deu indicação
            dos entregar aos Tribunais. Quantos séculos passaram a esconder esses padres
            criminosos entre as próprias paredes?

            Esta resposta ao João C demonstra uma mente doente e
            completamente avessa à realidade.

            Eu não gosto de padres e similares, mas daí a dizer um
            disparate deste vai uma infinidade. Esconder criminosos
            significa isso mesmo, colocá-los em clandestinidade sem que alguém os veja. O
            que não é verdade.

            Por essa ordem de ideias, aqueles que se queixam de crimes
            de há 30 anos, são igualmente criminosos, pois “esconderam” até agora.

            Eu não faço a mínima ideia se Ratzinguer deu ordem para
            entregar fosse quem fosse a tribunal. Mas, se deu, devia ser deposto do cargo.
            Ratzinger e a sua equipa não têm nenhum tipo de autoridade para “entregar
            ninguém a tribunal”, pois não podem, nem lhes é permitido fazer investigação
            criminal. Por aí avança, a maior parte das vezes, a vingança, o ódio, a
            acusação injuriosa.

            A obrigação de denunciar pertence às “vitimas” e/ou aos seus
            representantes legais.

            Não se entende que os ofendidos tenham estado calados até há
            tão pouco tempo, sendo que alguns deles se queixam de supostos crimes com 40
            anos. A eles cabe a responsabilidade de denunciar. Abomino a PIDE e aqueles aue
            seguem as suas regras, sejam padres ou ateus.

             
            Outra mentira grave: a regra do celibato que é anti-humana.
            E tem de ser anulada por infringir os “Direitos Humanos”! Ninguém pode
            ter o direito de proibir alguém de casar.

            Há muitos milhões de celibatários que não são padres.
            Conheço alguns que são ateus radicais, do chamado “Bloco Negro”.

            Evidentemente que é uma piada de humor negro dizer que “viola
            os Direitos Humanos”. Os padres não podem proibir ninguém de casar civilmente,
            mas podem, inclusive, proibir todo e qualquer um de casar religiosamente. O
            João C explicou, e muito correctamente, que ninguém é proibido de casar, pois
            ninguém é obrigado a ser padre. E, para cassar, basta deixar de ser. Portanto,
            não estão a violar nenhum direito. Eu tenho o direito de  me candidatar a deputado, mas se for militar
            não posso. Basta deixar de ser, para já poder. 
            A isso chama-se incompatibilidade, e tem que ser garantida.

             

            É um princípio fundamental dos
            “Direitos do Homem”! O Vaticano  está a infringir esse direito
            das pessoas e reconhecido pelas Nações Unidas!

            Não é um princípio mas sim um direito. Portanto, não é uma
            obrigação. Esse direito carece de regulamentação de cada estado. Há muitas
            diferenças entre estados, algumas das quais eu não concordo.   E o Vaticano é das poucas vozes a defender,
            cegamente, o matrimónio, incluindo a sua indissolubilidade. Portanto a tua
            acusação é irreal.

             

            e o Vaticano não conseguem entender: o
            direito a casar pertence às próprias pessoas, não pertence e não é do domínio
            de nenhuma entidade patronal. Portanto, a exigência duma organização, qualquer
            que seja, para que os seus funcionários não se casem é abusiva e deveria ser considerada
            inconstitucional em Portugal.
            .

             

            Mas a entidade patronal pode não querer pessoas casadas para
            determinadas tarefas. È um direito que tem que ser garantido a todas as pessoas
            e entidades. Apenas existe uma incompatibilidade, ou é padre ou pode casar. Não
            vejo onde está a “violação de um direito”. Duvido que o Vaticano seja a
            entidade patronal dos padres portugueses. Se assim fosse, os padres seriam uma espécie
            de “funcionários públicos” de um estado estrangeiro, legalmente registados como
            tal. Acho que isso é falso. 

          • JoaoC

            Toda a gente critica este Papa por a bomba ter rebentado nas suas mãos, mas ninguém se lembra que o burocraticamente “Beato” Super-Papa-que-agradou-a-todos João Paulo II foi o mais culpado no encobrimento destes e de outros casos. Muitos dos abusos e outras coisas mais acontecerem no pontificado dele e ele foi o que mais ocultou tais coisas.

            As acções deste Papa, ainda que pequem por atraso, devem ser louvadas porque temos de reconhecer que ele TENTA ao menos fazer alguma coisa. Ou seja, arrumar o lixo e a casa desarrumada, além de uma Igreja dividida, que o anterior Papa deixou.

          • Kavkaz

            JoaoC, se este Papa é melhor que o outro é subjectivo. Já o anterior está em muito boa conta no Vaticano. Até o brindaram com o “santo” em tempo recorde. Não coincide o que você diz com o discurso para o exterior do Vaticano.

          • JoaoC

            Não tenho o anterior Papa como santo. E aí discordo da política do Vaticano de querer santificar em tempo recorde, como já fez, certas pessoas, nas quais englobo o anterior Papa. Não o reconheço como santo, por muito que o admire como homem, mas não como bom Papa e muito menos como Santo. Acho que não deve ser tido como modelo de santidade. Também – mas não só – pelo que teve conhecimento no seu pontificado e ocultou muito mais que este. Entre outras coisas…

            Seja como for, penso que o trabalho deste Papa neste campo é de reconhecer. Talvez os obstáculos nem venham dele, mas da maior parte dos membros da Cúria, que “manda” mais que o Santo Padre. 

          • JoaoC

            Correcção: O Papa João Paulo II foi declarado “Beato”, não “Santo”, embora seja aí que querem chegar. Deus não permita tal coisa.

      • Ze

        Kavkaz,

        eu acretido que nestes casos devemos ser muito cautelosos. A acusação de pedofilia é muito grave e não deve ser encarada de ânimo leve.

        Por um lado é evidente que é necessário salvaguardar as vitimas e punir os criminosos. Para isso serve o sistema judiciário.

        O problema é que muitas vezes basta uma acusação, sem qualquer investigação, para fazer manchete nos jornais. Depois, se a acusação afinal for falsa, os mesmo raramente se desmentem com a mesma visiblidade, afectando assim a vida de pessoas inocentes.

        Eu acho condenável a pedofilia quem quer que a pratique. Penso é que devem ser os tribunais, e não o povo, a condenar os criminosos.

        Os padres aparecem várias vezes nas noticias por uma razão simples: um padre pedófilo é uma vergonha e uma ofensa maior do que qq outro homem que tb o seja. Porque os padres devem ser os pastores em quem as pessoas confiam. Quando violam esta confiança, ainda por cima com comportamentos tão nojentos, abalam toda a comunidade.

        É vdd que existe, em percentualmente, uma maior incidência de pedófilo entre os professores de ginástica ou dentro das famílias. Mas um sacerdote tem uma responsabilidade maior. Quando a viola é mais grave do que quando os outros o fazer,

        Por fim é um disparate relacionar a pedofilia com o celibato. Um homem que se sente atraido por rapazes menores (e repare que quase todos estes casos se passam entre homens e crianças do sexo masculino) não se quer casar. A pedofilia é uma desvio sexual que faz um adulto sentir-se atraído por crianças. Tentar relacionar as duas coisas é reduzir a gravidade da pedofilia a um mero impulso sexual não satisfeito (em curto e grosso, se o que os pedófilos querem é sexo com uma mulher, mais vale ir a um bordel!)

  • Kavkaz

    Óh Ze, és um bocadinho iletrado para o meu gosto! Fazes-te de ignorante ou és mesmo assim?
     
    Porque não lês a notícia que está associada ao post escrito? É só carregares duas vezes na frase a vermelho “Vaticano obriga padre condenado por pedofilia abandonar sacerdócio”. Consegues perceber?

    Como tens dificuldades de entendimento coloco-te a passagem da notícia que diz que os dois padres já foram julgados em Tribunal e condenados por abusos sexuais a crianças. Escusas de continuar a fazer de desentendido…

    “Charles Pulis, reconhecido como culpado em nove casos de abusos sexuais e condenado a seis anos de prisão, foi obrigado a abandonar o sacerdócio por ordem do Vaticano. Continua a pertencer à ordem dos missionários de S. Paulo, indicou esta última.
    O Vaticano não tomou ainda qualquer decisão sobre o outro padre, Godwin Scerri, condenado a cinco anos de prisão por ter abusado de um número indeterminado de crianças, disse a Igreja.
    A Igreja de Malta apresentou desculpas e manifestou “profunda tristeza” pelos abusos cometidos por estes padres. Lamentou a demora na conclusão do inquérito e anunciou para breve um encontro do arcebispo de La Valetta, Paul Cremona, com as vítimas para lhes pedir “pessoalmente perdão”.

    É evidente que os muitos casos de pedofilia na Igreja Católica tem relação com a obrigatoriedade do celibato entre os padres. É uma infracção aos direitos humanos que a ignorante Igreja continua a infringir. Não têm mesmo vergonha! E são muito descarados a negar essa relação!
     

    • Ze

      Kavkaz,

      antes de mais não percebo a sua agressividade nem a má educação.

      Depois, eu só estou a responder ao título do post. Aparentemente o Carlos Esperança está indignado por a Igreja só ter sancionado o padre depois deste ser condenado em tribunal. A mim paree-me que de facto é mais prudente só sancionar alguém depois de provada a culpa deste. Em nenhum momento neguei a culpa destes sacerdotes, só digo é que se fez bem em esperar pelo resultado do julgamento. Se o Kavkaz insiste em perceber outra coisa daquilo que eu escrevo é consigo, mas depois não me acuse a mim de iliteracia.

      Continuo sem perceber a relação entre o celibato e a pedofilia (e o Kavkaz tb não a explica, limita-se a afirmar este principio como dogma). O celibato significa que uma padre não se pode casar. Como é que de não se casar com uma mulher passamos ao abuso de rapazes menores não percebo. Aliás, basta ver que o ser casado não é de todo impeditivo para se ser pedófilo.

      • Kavkaz

        Ze, leu a notícia? Não leu! Ficou provado em Tribunal que os dois padres cometeram o crime de pedofilia. Para quê tentar esgrimir argumentos contra quem publica a notícia, como se esta ainda estivesse algo por desvendar? Está tudo claro e há a condenação do Tribunal. Atirar pedras a quem publica a notícia é inaceitável. Tenta colocar em dúvida quem denuncia os crimes provados dos dois padres.

        Não percebe a relação entre a obrigatoriedade do celibato dos padres e a pedofila? É um problema seu. Não se trata de nenhum dogma, mas da afirmação certa. Um patrão que obriga os seus funcionários a não casar para poder usufruir de todo o seu tempo diário para trabalhar na organização que explora está a cometer várias infracções. A mais grave é a de que está a ROUBAR aos seus funcionários um direito que só aos funcionários pertence e não é da conta da entidade patronal. Há jovens inocentes que caem na treta de aceitarem o dogma da obrigatoriedade do celibato e, mais tarde, ao arrependerem-se da asneira que fizeram na juventude ilusória são obrigados a abandonar o seu posto de trabalho por esse erro. A entidade patronal procura força-de-trabalho disponível 24 horas para a instituição. Um abuso claro!

        Segundo, a entidade patronal está em contradição com a sua apregoada “defesa da família”. Pelo contrário, mostra que é contra a família ao ponto de proibir os seus funcionários de se casarem,  constituirem a sua própria família e terem os seus próprios filhos. Outra burrice do patronato!

        Terceiro, os padres, na ausência da própria família, entram frequentemente no domínio da família dos outros. Há imensos exemplos de se meterem com as mulheres de outros maridos, o que Deus na Bíblia foi exemplar ao utilizar a mulher do carpinteiro. Têm onde se inspirar…

        Quarto, o número de crimes de pedofilia que surgem entre na Igreja Católica é bem alto. Estão constantemente a surgir nas páginas dos jornais. Nas outras confissões religiosas onde os clérigos podem casar não acontece com tal frequência.

        Se você não vir a relação entre a obrigatoriedade do celibato entre os padres e a pedofilia então é porque você não vê muito bem e não percebe que um padre sem família fica mais só e vulnerável na vida e os leva a cometer tais crimes.

        Defender e exigir o celibato dos padres é uma verdadeira burrice humana. E o Vaticano é o que faz! Não respeita os “Direitos do Homem”!

        • Ze

          Kavkaz,

          mais uma vez parece não ler o que eu escrevi. Eu não tenho nada contra quem publica a noticia. Apenas digo que, ao contrário do que o Carlos insinua, é de facto prudente só tomar medidas depois de provada a culpa. Foi o que a Igreja fez.

          Quanto ao celibato, eu falei da relação entre este e a pedofilia e voce responde-me com direito laboral. O único facto que sustenta a sua teoria é supostamente haver mais pedofilo entre os padres católicos do que entre os sacerdote de outras religiões: mentira.

          Um estudo realizado por Philip Jenkin, da Univerisdade de Pen State, se compararmos a Igreja Católica com as outras principais igrejas cristãos do USA em media a percentagem é de duas as dez vezes mais ministros pedófilos. Ou seja o seu argumento baseia-se apenas na impressão que retira dos jornais e não em dados concretos.

          Por fim, ainda para explicar porque razaõ o celibato e a pedófilia não estão ligadas: 90% dos casos de abuso sexual de menores por parte de padres católicos são com rapazes. Não me parece que um homem abuse de um rapaz de 13 por não se puder casar com uma mulher.

          P.S.: Quanto às suas restante opiniões sobre o celibato: não respondo porque não me parece que seja um assunto que valha a pena discutir com alguém que não é da Igreja.

        • Ze2

           Um patrão que obriga os seus funcionários a não casar para poder usufruir de todo o seu tempo diário para trabalhar na organização que explora está a cometer várias infracções.

          Os padres têm um estatuto que vai para além da “questão laboral”. Não são funcionários no sentido ordinário do termo, pois não têm uma entidade empregadora, Por razões profissionais sei que uma grande parte dos padres não estão sob ordens directas de Roma, pois pertencem a “igrejas particulares”. Opus Dei é um exemplo. 
          Explica-me lá, o enquadramente legal ou criminal de tais infracções, pois eu não vejo nenhuma. 

          Deixa-me fazer-te uma pergunta inocente: por acaso tu sabes que há padres, pertencentes a algumas instituições, que não recebem um centimo que seja para si, mas todo o dinheiro é para a instituição a que pertencem?
          Portanto, a tua noção de “posto de trabalho” é algo distorcida. 

           A entidade patronal procura força-de-trabalho disponível 24 horas para a instituição. Um abuso claro!

          Eu pertenço aos quadros do MAI e tenho que estar disponível vinte e quatro horas por dia, incluindo nas minhas férias, se for necessário. Portanto, vai dizer isso ao Ministério, se faz favor. 

            está em contradição com a sua apregoada “defesa da família”. 

          Ou não, depende do que tu entendes por familia. Até eu, que sou ignorante em questões religiosoas, sei que as religioes se consideram famílias cuja cabeça é o padre. Padre significa pai.

          Há imensos exemplos de se meterem com as mulheres de outros maridos 

          Podes dizer isso de uma forma mais simples e mais correcta; há mulheres casadas que se oferecem aos padres de forma tão descarada e insistente que, se os ditos padres resistem, ou são homossexuais ou santos. 

          o número de crimes de pedofilia que surgem entre na Igreja Católica é bem alto. Estão constantemente a surgir nas páginas dos jornais. Nas outras confissões religiosas onde os clérigos podem casar não acontece com tal frequência.

          Isso é completamente falso. O número de casos é reduzidíssimo. No total quase não têm expressão. A questão é que esse tipo de notícia vende. 
          Há, percentualmente, mais casos nas restantes religiões do que na católica. Há casos em que não é bem crime, como no Islão.
          O crime de “pedofilia” não existe na maior parte dos países.  

          não percebe que um padre sem família fica mais só e vulnerável na vida e os leva a cometer tais crimes.
          Isto é absurdo. A pedofilia é um distúrbio, tal como foi classificada a homossexualidade,  e não uma forma de delinquência.  Aliás, se os intervenientes soffens maiores, já teria o mesmo estatuto da homossexualidade. Há quem defenda que se trata de uma forma alternativa de sexualidade, mas que se torna reprovável criminalmente por envolver crianças. Além disso, se existisse uma correlação, seria extensiva a todos os celibatários e aqueles que ficaram sem familia. Tal não é minimaente verdade.  

    • Ze2

      É evidente que os muitos casos de pedofilia na Igreja Católica tem relação com a obrigatoriedade do celibato entre os padres. É uma infracção aos direitos humanos que a ignorante Igreja continua a infringir.
      Eu também não entendo qual é a relação entre pedofilia e celibato.
      Não estás a querer dizer que se fossem casados não eram “pedófilos”?
      Isso é absurdo, pois a maioria dos “pedófilos” são casados. 

      Onde está a infracção em que tu insistes?  

  • Kavkaz

    Ze: Se o Vaticano, inspirado pelo “Espírito Santo”, tem de esperar que os Tribunais comuns condenem os padres abusadores para agir, então pode-se dizer sem errar que os Tribunais comuns têm melhor inspiração que o Vaticano! Este não tem inspiração alguma. Fica à espera da inspiração e da acção da Justiça! Você sabe muito bem que muitos casos de pedofilia eram conhecidos no Vaticano antes de chegar aos Tribunais. E foram abafados. É preciso esperar pela acusação das vítimas e pela decisão dos Tribunais para o Vaticano decidir a expulsão do padres do secerdócio? É tarde! Deveriam fazê-lo assim que tomassem conhecimento do crime.

    O Ze continua a não ver relação entre crimes de pedofilia e a falata de família nos padres. É um problema seu. Se os padres  puderem casar e ter filhos serão mais responsáveis e respeitadores perante os outros e darão mais vaor à família que dizem defender, mas não praticam. Praticam o celibato obrigatório e defendem em palavras a “família”. Não são coerentes!

    Você dá um exemplo que leu de padres pedófilos. Eu não faço estatística, nem as guardo, dos casos registados. Mas há quem as tenha feito e não serão tão favoráveis da Igreja Católica como você pensa. Qualquer caso é de condenar e são casos concretos provados que o post apresenta. Irrefutável.

    A explicação que me apresentou para ceparar o celibato da pedofilia não me convenceu. Não provou nada. Mostrou sim que a pedofilia existe e o celibato existe entre os padres. O que eu disse é que se o Vaticano não infringisse os “Direitos Humanos” os padres teriam uma vida mais responsável perante a própria mulher e filhos e teriam menos necessidade de preencher o vazio da vida deles com a vida íntima doutras famílias.

    Quanto ao celibato obrigatório dos padres, apesar de você não abordar, trata-se de um dogma da Igreja Católica, da responsabilidade do Papa e que não respeita os Direitos Fundamentais de quem lá trabalha.

    Proponho-lhe a leitura de parte duma entrevista a D. José Saraiva Martins em 2007, que trabalhou junto do Papa, sobre o assunto que mostra que é apenas uma questão política e não um problema teológico. Isto é, os padres poderiam casar se o Papa assim o decidisse. Nada na teologia católica o impede. Diz ele assim:

    “– Qual é a sua opinião sobre o casamento dos sacerdotes?– Seria um erro avançar por esse caminho. No rito Oriental, os padres podem ser casados, embora sejam ordenados apenas depois de já terem família constituída. No entanto, penso que os padres e as comunidades só têm a ganhar com o celibato dos sacerdotes. E a verdade é que os padres não querem casar. Essa questão, não sei porquê, é sempre colocada de fora para dentro, dando a impressão de que há quem queira muito que os padres casem. Embora não haja nenhum impedimento teológico, não será fácil isso vir a acontecer.”

    Como se lê, nada na teoria impede o casamento dos padres. Mas a obrigação do celibato existe. É esta obrigação que NÃO deve existir, pois é contra os “Direitos Humanos”. Já o facto dos padres decidirem casar-se ou não será aqui uma questão secundária e só aos padres individualmente pertence a decisão, mas nunca à entidade patronal.

    • Ze2

      Depreende-se das tuas palavras que as “uniões de factos” não constituem famílias. 
      Acho que estás uns anos atrasado.

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