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  • 3 de Agosto, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

O Islão envenena a Turquia

Há muito que desconfio do comportamento beato do primeiro-ministro turco Recep T. Erdogan que a Europa e os EUA apelidam de islamita moderado.

Tenho dificuldade em compreender o que é um crente moderado de qualquer religião, em saber se é aquele que acredita em deus três dias por semana e descrê nos restantes, se é o que reduz as orações a metade das recomendadas ou se há quem, sendo crente, respeite e defenda os que acreditam numa religião diferente e os que duvidam de todas.

No caso de Erdogan duvido que a moderação o leve a aligeirar o jejum sem se abster de comer, beber ou ter relações sexuais do nascer ao pôr do Sol durante todo o Ramadão. Quem tenha lido o Antigo Testamento é obrigado a desconfiar de quem leva a sério a alegada vontade de deus: a violência, o racismo, a xenofobia, a crueldade e o espírito misógino. E o Corão é o mais implacável manual de violência e desumanidade das religiões do livro.

A Turquia tem vivido entre a vigilância da defesa da laicidade pelas Forças Armadas e o poder judicial e a tentativa de destruição da sociedade laica pelo partido confessional de Erdogan. Não há governo democrático sob a tutela militar e judicial mas o seu acesso ao poder pela via democrática não garante o respeito pelos direitos, liberdades e garantias que os Estados modernos  consagram.

A detenção de mais de 170 oficiais no activo e de 77 na reserva reforça o poder de Erdogan, eleito democraticamente, mas não garante a laicidade que tem vigorado na Turquia. Um dos mais poderosos exércitos da NATO pode transformar-se na guarda pretoriana do islamismo com a força das armas a abandonar Washington e a virar-se para Meca.

5 thoughts on “O Islão envenena a Turquia”
  • Kavkaz

    Um crente moderado é aquele que faz “orelhas mocas” a uma boa parte do conteúdo dos “livros sagrados”. Ele cria a sua própria religião… É um revisionista!

    • Anónimo

      Não me parece que haja “crentes moderados”. Um indivíduo ou é crente ou não é crente. Quanto a criar a sua própria religião… quase podemos afirmar que cada crente tem a sua visão pessoal da religião. 

      • Kavkaz

        Caro JoseMoreira, parece-me que a expressão “crentes moderados” será utilizada para caracterizar os crentes que não praticam à letra as “instruções” religiosas emanadas dos “livros sagrados”. Se levarem a sério o que os deuses lhes mandam fazer a vida neste mundo seria uma guerra total dos súbditos da religião A contra os súbditos da religião B, C e etc. Ficaria a que mais bordoada distribuísse pelos outros.

        Os “crentes moderados” são os que percebem que têm de viver em paz com quem não pensa como eles para (sobre)viverem todos.

        O perigo maior vem dos crentes fanáticos que levam à prática o que lhes mandam fazer nesses livrecos mal escritos da Idade Média. Esses provocam conflitos e incidentes sempre que podem em nome dos deuses que nunca viram, não conhecem e com quem não dialogaram nunca. Obedecer a quem não existe é uma questão curiosa para análise psiquiátrica…

        Um abraço

  • Anónimo

    Só ainda não percebo é por que razão alguns iluminados insistem em !trazer” a Turquia para a UE. De facto, só umas pequena parte de Istambul é que está na Europa; todo o resto encontra-se na Ásia. Acresce que Istambul nem sequer é a capital do país. Como se não bastasse, aparece um primeiro-ministro beato. Bom, mas isso ainda é o menos; por cá, não somos mais felizes…

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