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Encontro Ateísta e Humanista – Religião Porquê?

Amanhã, pelas 20:00, na Loja de História Natural, irá decorrer mais um encontro Ateísta e Humanista de Lisboa. Neste encontro vamos contar com a presença de Manuel Souto Teixeira, autor do livro “Religião Porquê?”.

Manuel Souto Teixeira nasceu em Lisboa em 1936. Enquanto estudante de Medicina a sua propensão para a política e a eminência de ser preso, levou-o, como a muitos outros a interromper o curso e a aconselhou-o a assentar praça, acabando por ser mobilizado para Angola de 1962 a 64 e, só depois de voltar, concluiu o curso. Fez a sua carreira profissional quase sempre no Hospital dos Capuchos em Lisboa. Reformou-se em 2003 e, a partir de então, pode dedicar-se mais a diversas actividades entre as quais destacamos o estudo das religiões, o seu impacto negativo através dos tempos e muito particularmente nos tumultuosos dias que atravessamos e nos que virão. O presente livro, condensa antigas concepções do autor, ateu convicto, mas também a narração de muitos factos que ele próprio desconhecia, e que devem fazer parte da cultura histórica de quem não gosta de ser enganado pelos senhores das verdades absolutas.

Para mais informações sobre o encontro visitar a página dos Encontros Ateístas e Humanistas de Lisboa.

23 thoughts on “Encontro Ateísta e Humanista – Religião Porquê?”
  • Anónimo

    “Ortega y Gasset disse que o homem é ele e a sua circunstância. E assim
    é, não só com os homens mas com as comunidades e os povos. Assim é também com a Bíblia, as suas diversas escritas e as suas diversas leituras. A Bíblia não pode ser um texto unívoco. Desde logo porque muito diversas podem ser (e têm sido) as suas interpretações. Tantas vezes elas obedeceram (e obedecem) não à procura da verdade, mas à intenção de a instrumentalizar para fins de poder político, económico e religioso. Foi assim aliás na sua escrita, nos diversos momentos e pelas diversas “mãos” em que isso ocorreu, que foi sempre determinada pelas circunstâncias históricas envolventes e também pelos desígnios de legitimação ou consolidação dos poderes de então e de agora. O mesmo se diga das suas múltiplas traduções.

    Mas ninguém poderá dizer – nem este ateu distante até da fronteira com o agnosticismo – que este(s)texto(s), que perdura, não contenha em si muito do sentir e dos anseios
    da Humanidade. Mesmo quem como eu aposta tudo nos homens e nos povos, enão no magistério divino, para destruir a tirania, a opressão e a exploração, sabe que muitos já fizeram e fazem da Bíblia uma arma de libertação. E que connosco se encontram em tantas lutas e combates por uma vida melhor, por um mundo mais justo. Que assim continue a ser!”

    Bernardino Soares, deputado do PCP

    http://www.publico.pt/Sociedade/deputados-escrevem-sobre-a-biblia_1466744

  • Anónimo

    “Ortega y Gasset disse que o homem é ele e a sua circunstância. E assim
    é, não só com os homens mas com as comunidades e os povos. Assim é também com a Bíblia, as suas diversas escritas e as suas diversas leituras. A Bíblia não pode ser um texto unívoco. Desde logo porque muito diversas podem ser (e têm sido) as suas interpretações. Tantas vezes elas obedeceram (e obedecem) não à procura da verdade, mas à intenção de a instrumentalizar para fins de poder político, económico e religioso. Foi assim aliás na sua escrita, nos diversos momentos e pelas diversas “mãos” em que isso ocorreu, que foi sempre determinada pelas circunstâncias históricas envolventes e também pelos desígnios de legitimação ou consolidação dos poderes de então e de agora. O mesmo se diga das suas múltiplas traduções.

    Mas ninguém poderá dizer – nem este ateu distante até da fronteira com o agnosticismo – que este(s)texto(s), que perdura, não contenha em si muito do sentir e dos anseios
    da Humanidade. Mesmo quem como eu aposta tudo nos homens e nos povos, enão no magistério divino, para destruir a tirania, a opressão e a exploração, sabe que muitos já fizeram e fazem da Bíblia uma arma de libertação. E que connosco se encontram em tantas lutas e combates por uma vida melhor, por um mundo mais justo. Que assim continue a ser!”

    Bernardino Soares, deputado do PCP

    http://www.publico.pt/Sociedade/deputados-escrevem-sobre-a-biblia_1466744

    • Jesus Cristo

      Se a Bíblia proclama “ama o próximo como a ti mesmo” e isso tem sido fonte de inspiração para tantas pessoas, o que é verdade, também proclama, umas páginas ao lado, o morticínio de milhões e milhões de pessoas ao longo da História em nome desse mesmo deus.
      E é ao mesmo tempo fonte de inspiração para a homofobia, a xenofobia, o racismo, a misoginia e a discriminação, mesmo até de pessoas que professem outra religião.
      Para além disso, a Bíblia tem sido inspiração para perseguições a livres pensadores e a cientistas, até pelas coisas mais simples, como afirmar o heliocentrismo ou que a Terra é redonda.
      E, sendo o mesmo livro e sendo o mesmo deus, uma coisa não se pode dissociar da outra.

      Se hoje a humanidade evoluiu desde os tempos bíblicos e haja até quem defenda que a Bíblia deve ser lida a outra luz, o que é facto é que não foi a essa luz que deus a ditou aos homens.
      E se hoje o mundo é diferente e se hoje há gente que quer ler a Bíblia a outra luz, isso acontece NÃO OBSTANTE o que vem na Bíblia, mas graças ao racionalismo e ao humanismo, cujos representantes foram lutando contra o obscurantismo da religião e foram sendo imolados pelo fogo sempre que os cristãos os apanhavam a jeito.

      Só de pensar nos milhares de mulheres que foram queimadas como bruxas – uma morte horrível – só porque eram acusadas de bruxaria, num castigo recomendado nessa mesma Bíblia, como pode alguém apregoar as virtudes de tão sanguinário livro?

  • Anónimo

    “A Bíblia é património comum da humanidade. Leio-a assim. Nos seus muitos livros, escritos ao longo de centenas de anos, vejo a expressão contraditória – e às vezes mesmo conflitual – de entendimentos que as comunidades fizeram de si mesmas e da sua relação com o indizível. A
    fábula mistura-se com o relato, a história com a poesia, o enamoramento com a táctica, os homens com Deus, o velho com o novo, a opressão com a libertação.

    Não é um catálogo de preceitos nem um receituário dvias rápidas para a salvação. É a nossa história de pessoas, com os nossos começos e as nossas finitudes. E, por isso, com toda a
    naturalidade, a narração da complexidade da relação da humanidade com o divino. E, pelo meio, mete-se um homem totalmente singular que foi Jesus de Nazaré. A Bíblia é também o testemunho escrito de desinstalação trazido por ele à História.

    Por tudo isto, a Bíblia é aquilo que têm que ser os livros imorredouros: uma condensação da humanidade”

    José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda

    http://www.publico.pt/Sociedade/deputados-escrevem-sobre-a-biblia_1466744?p=2

    • Jesus Cristo

      José Manuel Pureza é um fanático cristão evengélico.
      Aliás, só assim se compreende que esteja tão bem no Bloco de Esquerda…

      • Anónimo

        Carvalho da Silva e Ilda Figueiredo formaram a sua consciência social na Juventude Operária Católica, mas, provavelmente, sabiam discernir, na Bíblia, o que merecia louvor e crítica.
        Por isso é que são pessoas intelectualmente elevadas e de cultura superior.

        • Jesus Cristo

          É talvez por isso, por essa cultura bíblica superior e por essa consciência que adquiriram, que ambos defendem um projecto comum e que se identifica com os Gulags, a Lubjanka, o KGB, o muro de Berlim, Cuba, a Coreia do Norte, as FARC…
          De facto, faz muito sentido, sim senhor…

          • Anónimo

            Pelo menos, esses dois não se abotoam com as comissões proporcionadas por aquele histriónico vendedor de submarinos, o Paulinho das feiras,o tal que agora vai fazer pandão com esse seu seu Coelhinho-Chefe…

      • Anónimo

        Carvalho da Silva e Ilda Figueiredo formaram a sua consciência social na Juventude Operária Católica, mas, provavelmente, sabiam discernir, na Bíblia, o que merecia louvor e crítica.
        Por isso é que são pessoas intelectualmente elevadas e de cultura superior.

  • Anónimo

    Acho que sim. Um pouco de proselitismo, para quebrar a monotonia.

    • Anónimo

      Um pouco de seriedade intelectual não faz mal a ninguém. Queres ver ? :

      “É difícil saber ao certo qual foi a história de Cristo.Muito do que nos chega hoje, para quem não é religioso, não pode corresponder à realidade. Mas, no fundo, os valores defendidos por Cristo são próximos dos valores defendidos pelo comunismo, adaptados cada um às
      épocas e aos contextos em que surgiram”

      Álvaro Cunhal, ” Cinco Conversas “, Campo das Letras, página 50

      • Anónimo

        Bom, e isso quer dizer o quê? Que Álvaro Cunhal acreditava em Cristo? Não é o que me parece. Além disso, basta uma vista de olhos na “net” para verificar que muitos dos “ensinamentos” de Jesus já tinham sido ensinados por Buda.
        Mas tens razão numa coisa: um pouco de seriedade intelectual não faz mal a ninguém. 
        Nem a ti.

        • Anónimo

          A seriedade intelectual não faz mal a ninguém, a começar por ti e outros como tu, que até vêm para aqui debitar panfletos, ao estilo caricato e ridículo de DIONÍSIO CRUCIFICADO.

          Não está em causa que Cunhal acreditasse na divindade de Cristo,mas a frase dele é inequívoca no sentido em que a proferiu. Entre a grunhice do Luizeco, que afirma Cristo como adepto da escravidão, e Cunhal existe a diferença abissal entre um mediocre sectário e um homem que,com todos os seus méritos e defeitos, era capaz de analisar a temática religiosa com elevação cultural e de carácter.

          Quanto a Buda, que antecedeu Cristo, muitos dos seus ensinamentos, que também admiro, eram similares aos de Jesus de Nazaré.

          E depois ? Por mim, nada a objectar. Creio que, por ti também não, dado que até comparas Buda com Cristo…

          • Jesus Cristo

            Agora temos um crente troglodita que foi pedir socorro a Álvaro Cunhal para a sua argumentação.
            Pois para além daquilo que já disse ali em cima sobre a Ilda Figueiredo e o Carvalho da Silva, temnos então que Cunhal era «um homem que,com todos os seus méritos e defeitos, era capaz de analisar a temática religiosa com elevação intelectual,cultural e de carácter».
            Pois era.
            Porque era um homem que pugnava por um projecto político que defendia que eu, por ter ideias diferentes das suas, estaria melhor internado num Gulag ou simplesmente fuzilado no Campo Pequeno.
            Temos então um crente troglodita que defende Cunhal. Deve ser pela proximidade ética com Torquemada.
            De facto, é mais ou menos a mesma coisa: o que é o comunismo se não uma religião?…

          • Anónimo

            A questão não é política. É saber se tem mérito ou demérito o que um homem diz, independentemente do seu posicionamento politico. Há políticos em quase todos os quadrantes ideológicos da vida nacional que aprecio e outros que não. A citação de Cunhal justifica-se pelo que ele concretamente disse, na vertente teológica, pois é isso que aqui estamos a discutir. Agora,que há muito tempo me tinha apercebido que és um bacoco reaccionário, isso já. Em matéria de abordagem intelectualmente séria e de bagagem cultural, Álvaro Cunhal mete-te num chinelo…

          • Jesus Cristo

            É curioso como tudo que tu dizes se aplicaria também a Adolf Hitler.
            Mas vendo bem, qual era a admiração? Não era Hitler católico?…

          • Anónimo

            Hitler católico? Vai perguntar a Edith Stein e a Maximilian Kolbe

  • Anónimo

    “Quanto a Buda, que antecedeu Cristo, muitos dos seus ensinamentos, que também admiro,eram similares aos de Jesus de Nazaré.” Errado! Os ensinamentos de Jesus é que eram iguais aos de Buda.”…panfletos, ao estilo caricato e ridículo de DIONÍSIO CRUCIFICADO.” Não são panfletos. Já indiquei a fonte. É só ir lá procurar.

    • Anónimo

      Já indicaste a fonte ? Fontes há muitas, raciocínios escorreitos é que há poucos.
      Se te desses ao elementar trabalho de estudar a mitologia de Dionísio, rias-te a bandeiras despregadas com a tolice do DIONÍSIO CRUCIFICADO que aqui vieste aligeiradamente invocar.
      Os ensinamentos de Jesus de Nazaré é que eram iguais aos de Buda ?
      Óptimo, o que interessa é que sejam eticamente edificantes.
      Ou será que Buda ” também” foi adepto da escravatura ?…

      • Anónimo

        Ouve, não te canses mais. Já toda a gente sabe que raciocínio escorreito só há um, é o teu e mais nenhum. Por isso, nem vale a pena discutir contigo. 
        Olha, tens razão.

        • Anónimo

          Não queres discutir, não discutas. Mas se vens aqui para aqui citar temas como o de DIONÍSIO CRUCIFICADO, se estamos aqui em debate, se, enquanto crente, sou também constantemente insultado como ” imbecil”, ” idiota” e ” troglodita” pelo teu amigalhaço, terás que suportar, como eu,toda a lógica argumentativa inerente ao próprio debate.
          Vens para aqui tentar desmerecer a figura de Jesus de Nazaré porque, antes dele, já Buda evocara idênticos valores ? Mas então, se, como presumi das tuas palavras, os ensinamentos de Buda são louváveis e Jesus os secundou, não seria mais intelectualmente sério e apropriado, louvares os ensinamentos de Cristo em vez de te preocupares se ele chegou em 1º ou 2º lugar ? Que raio de lógica é a tua ?
          E a temática do Dionísio Crucificado não é panfleto porque há um gajo qualquer que o afirmou ? Mas então não tens hipótese de ires investigar como e quando surgiu a crucificação ? De saberes a que época remonta a mitologia de Dionísio ? De saberes que, nessa mitologia, não há nenhuma referência a qualquer crucificação de Dionísio ?
          Isso não tens hipóteses de averiguar ou preferes debitar o que te apetece, desde que essas vulgaridades ataquem o alvo da tua acrimónia ?
          Decide-te, homem. Diz lá se um suposto seguidor dos ensinamentos de Buda, na tua óptica Jesus de Nazaré, merece ou não o teu apreço ou desprezo ?
          Fala homem, não te fiques com dizeres sibilinos…

          • Jesus Cristo

            Jesus de Nazaré seguia simplesmente os preceitos do direito romano. Nem mais nem menos.
            Mesmo a história do a César o que é de César não passa de respeitinho aos romanos.
            Nada do que Jesus disse é original.

    • MO

      Conhece os ensinamentos de Buda? Ou apenas o que leu nesse livro? O grande drama contemporâneo é a simplificação, a falta de estudo. Leia o livro “The Unexpected Way: On Converting from Buddhism to Catholicisim” de Paul Williams, que foi durante anos um destacado budista inglês e director do Centro de Estudos Budistas da Universidade de Bristol. Não é livro feito para vender ou para confirmar preconceitos e ideias feitas. É uma coisa séria, paciente.Buda e Jesus estão a milhas um do outro. Se percebesse o que cada um disse (e fez) saberia disso.Pax et bonum

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