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Hipocrisia?

Nas cerimónias religiosas cristãs é comum fazer leituras do evangelho. Curiosamente, é raro que os clérigos escolham como apropriada a leitura seguinte:

«E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.

Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai a quem ninguém vê; e o teu Pai, que vê em segredo, recompensar-te-á.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.»

Mateus 6:5-7

Vem isto a propósito do relato emocionado que o utilizador do youtube DarkMatter2525 fez a respeito de algo que se passou no liceu de Bastrop, nos EUA:

115 thoughts on “Hipocrisia?”
  • KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    A incoerência, para eles, é um modo de vida.

    Basta ver os representantes da religião do “amor” a vomitarem ódio de cada vez que são confrontados com uma objecção.

    • Luiz Pacheco

      Estou-me a cagar para as tuas objecções. Gosto mesmo é de te ver a vomitar as tuas constantes palermices. O esterco deste blogue não é para levar a sério.

      • KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

        Sim ?

        Gostei imenso da elevação do teu discurso.

        Podias então comentar o facto de os crentes contrariarem todas as indicações bíblicas ao insistirem no show off, neste caso nas resas em massa, em cerimónias públicas de organismos do estado, por cá com a imposição exibicionista de crucifixos nas salas de aula etc, ao invés de darem primazia ao recato, humildade e intimidade da experiência religiosa como mandou jesus ?

        • Luiz Pacheco

          Gostaste imenso ? É natural, eu também gosto muito de te ver a defecar as tuas constantes merdices,mas não leves a mal que aqui sou a caricaturar-te.

          • KKKKKKKKKKK

            Maravilhoso !

            Vir insultar os outros para os seus blogs !

            Mais uma demonstração da humildade e discrição pregada por jesus sem dúvida.

            Continua que estou a gostar da tua ilustração viva de arrogância armada ao pincareiro, exactamente o contrário dos mandamentos de jesus, para o qual, obviamente, tu te estás a cagar ainda mais do que estás para mim.

          • Guest

            Hehehehehehe!
            Pelos vistos, continua mesmo a resultar!

  • Luís Grave Rodrigues

    Muito bom!
    Esta gente não cessa de me surpreender com a sua intolerância.
    E ainda se sentem ofendidos com meia dúzia de cartoons que mais não são do que caricaturas.É sempre assim: lá no fundo, quem se ofende com supostas ofensas às suas divindades ou aos sacerdotes que as promovem comercialmente é porque está bem ciente do RIDÍCULO dos cultos que professam.

    Esse ridículo é que é o problema!

    • Jesus Cristo

      Hehehehehehe!
      Pelos vistos, continua mesmo a resultar!

    • Luiz Pacheco

      Se tocasses mais à punheta em vez de praticares as tuas tolas masturbações intelectuais eras mais feliz e menos tonto.

    • Anónimo

      Olha quem fala agora tão sonsinho, tão púdico, tão sensivel.
      O mesmo gajo que insultou todos os crentes de idiotas e que proferiu mais estas porcas frases:

      “A Igreja Católica é uma organização absolutamente
      tenebrosa”

      “A Igreja Católica é uma associação de malfeitores”
       “Bento XVI é um facínora””A religião transforma um homem num monte de
      merda”

      É o mesmo só que agora veio disfarçado de descarado hipócrita.

      Se a porcalhice e a hipocrisia pagassem imposto, já estarias bem depenado.

  • Anónimo

    É algo revoltante este exemplo de falta de respeito pelos outros. Afinal trata-se de um estado democrático e laico. Ou estou enganado?

  • MO

    1) Jesus fala dos que oram individualmente em público para serem vistos como muito devotos. As orações cristãs públicas são por isso, em regra, comunitárias (como a Missa, como o que se vê aqui). A citação das Escrituras nada tema a ver.

    2) Pelos vistos, a comunidade de estudantes em peso reconhece-se na oração. A separação entre religião e estado é uma fundação (que garante a não discriminação e o acesso com base na crença ou não crença, por exemplo), mas não pode querer dizer que a cultura de uma comunidade não se possa reflectir em eventos como este. Foram feitas ressalvas, ainda assim. Chama-se a isto intolerância.

    Pax et bonum

    • Dark Matter

      Descobriste-me a careca e eu a pensar que tinha conseguido enganar os papalvos com o meu hipócrita discurso. Quero lá saber de laicidade e dessas tretas. O que eu gostava mesmo é que não houvesse manifestações públicas de fé.

      • MO

        “Manifestações públicas de fé” é idêntico a “religião organizada”: são expressões redundantes. Não há religiões sem organização. A fé no sentido cristão não é individual mas comunitária. E não cabe na missa de domingo. Enforma a vida dos crentes. Não pode ser engavetada dessa forma.

        Gostava que não existissem manifestações públicas de fé? Repito, chama-se a isso intolerância. Porque ninguém lhe pede para agir como se tivesse fé ou sequer para participar. Pede-se no mínimo, tolerância (no máximo, aceitação). Pense na rapariga que fala no video (que reflecte a comunidade pelos vistos), ela quer uma benção, acredita nisso. Os ateus não acreditam, tanto lhes faz que se diga o “Pai Nosso”, que se ore pelo perdão e pela paz. Tanto lhes faz? Parece que não. Não acha que a atitude generosa seria respeitar as crenças dos outros, em vez de tentar cancelar e depois apoucar por causa da não-crença.

        Tenho muitos amigos ateus. Nunca agiriam assim. Mas é este exemplo (que não é muito comum nos EUA felizmente) que o DA quer dar, com um comentador do video que compara a manifestação de fé à defesa da escravatura. Razão precisa-se.

        Pax et bonum

        • Anónimo

          Tenho a sensação que o MO acabou de responder a uma provocação.

          Mas diga-me, pensaria da mesma forma se a rapariga fosse de outra religião?

          • MO

            Sim.

            Já assisti a celebrações islâmicas e não tenho a fé deles. Desde que não me obriguem a proclamá-la – como aconteceu por vezes infelizmente (e contraditoriamente, porque a fé só pode ser autêntica, pessoal) no Cristianismo, obrigando os não crentes a mentirem – tudo bem. Os ateus lutaram por ter o direito de dizerem quem são, saindo desse jugo. Há muitos crentes que estiveram ao lado eles. 

            Está-se talvez a cair no extremo oposto. O Estado e as instituições devem ser laicas como princípio. As comunidades sociais muitas vezes não o são.

            Pax et bonum

          • Anónimo

            A questão é que naquelas circunstancias (e isto é apenas uma suposição), não me parece que aquela comunidade agisse da mesma forma no caso de se tratar de outra religião, que penso que seria obrigatoriamente minoritária. O que nos leva à questão do bom senso e respeito.
             
            Sim, o estado é laico mas as comunidades fazem parte desse estado e se por direito, todas as religiões estão equiparadas, deveria haver no mínimo o bom senso e respeito para com aqueles que não foram a uma reunião não religiosa para ouvir orações que nada lhe dizem.

            Repare, não quero fazer desta situação algo de maior importância do que aquela que penso que realmente tem – que para mim não é muita – mas penso que vai sendo hora das pessoas entenderam que o facto de serem uma maioria religiosa, não lhes dá o direito de utilizar todos os espaços públicos como local de culto.

          • MO

            A questão é que naquelas circunstancias (e isto é apenas uma suposição), não me parece que aquela comunidade agisse da mesma forma no caso de se tratar de outra religião, que penso que seria obrigatoriamente minoritária.
            Leia o que escrevi. Porque razão haveria uma comunidade cristã de celebrar e abençoar um evento social com uma oração de outra religião? É exactamente esta relação entre a vida das pessoas (que inclui as suas crenças religiosas) e estes eventos que as une a que me refiro. Destas pessoas, não de outras.

            Pax et bonum

          • Anónimo

            Rejeita então que naquela comunidade que na sua opinião é cristã, uma rapariga p.e. muçulmana subisse ao palco e proferisse umas orações? Ou entende que numa cerimónia daquela natureza – não religiosa – os presentes seriam todos cristãos?

          • MO

            Boa pergunta.

            Não posso responder pelas pessoas, talvez aceitassem (como disse, para mim o respeito dos ateus pelas manifestações de fé também se estende às pessoas de uma fé que são confrontadas por outra). 

            Mas seria provavelmente um acto individual, para si, da rapariga muçulmana (duvido que o fizesse, porque também eles dão grande valor à religião como algo comunitário).

            Por outro lado (e agora pensando até em muçulmanos que conheço que já estiveram em situações idênticas), talvez ela se reconhecesse na oração. Mesmo não partilhando a fé cristã, os muçulmanos têm uma grande veneração por Jesus. 

            Pax et bonum

          • MO

            Boa pergunta.

            Não posso falar por estas pessoas. Talvez aceitassem (penso que o respeito que os ateus devem às pessoas de fé, devem também as pessoas de fé às de outras). Porque não?

            Mas se a rapariga o fizesse seria provavelmente algo individual, para ela apenas. Duvido, dado que os muçulmanos dão grande importância à dimensão comunitária da religião (é essa dimensão que as torna religiões, re-ligando as pessoas, mesmo o Budismo). Penso que isto vale para outras religiões ultra-minoritárias possivelmente presentes.

            Por outro lado (e pensando em casos que conheço de muçulmanos em situação parecidas), talvez ela se reconhecesse na oração, mesmo não partilhado a fé cristã. O Islão tem uma grande admiração por Jesus como talvez saiba.

            Pax et bonum

          • KKKKKKKKKKK

            “As comunidades sociais muitas vezes não o são.”
            As comunidades sociais que são religiosas são livres de organizarem as suas manifestações em meio religioso.  O facto de serem religiosas não lhes dá o direito de usarem os meios do estado, que é de todos e não apenas de um grupo, mesmo que maioritário, para propaganda religiosa.

            Gostavas que, nas comunidades em que os ateus são maioritários, as crianças das escolas fossem obrigadas a ouvir discursos de propaganda ateia nas cerimónias de formatura para poderem receber os seus diplomas ?

            Eu não gostava, e se disseres que gostarias ainda és mais mentiroso do que pareces.

        • Dark Matter

          Concordo inteiramente com o sentido das suas intervenções.

        • KKKKKKKKKKK

          Depois de tanta choradeira é curioso notar que ninguém, excepto um crente a idioticamente pretender caricaturar os ateus, ninguém falou em proibir as manifestações públicas de fé.

          O que se falou aqui é a imposição aos outros dessas manifestações em cerimónias do estado que é de todos, mesmo dos que não têm fé e que não devem ser obrigados a levar com  a vossa propaganda em cerimónias escolares, militares, ou outras instituições estatais que. há partida são de todos e não de nenhum grupo específico, mesmo que esse grupo esteja em maioria.

          É uma hipocrisia da tua parte fingires que não percebes que é isso que está a ser discutido e vires para aqui armar-te em vitíma quando o que se assiste no vídeo é a apropriação abusiva de uma cerimónia estatal para fins de propaganda a uma religião específica, à qual podem não pertencer muitos dos que não têm outro remédio senão participar.

    • Jvgama

      MO:

      1) Jesus não fala desses (os que oram individualmente(!) em público) apenas. 
      O MO afirma, como a Igreja Católica, que Jesus fala desses. É uma alegação sem fundamento, visto que o texto não refere que as palavras de Jesus são dirigidas a esses e não a todos aqueles que – como diz o texto – «gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens», seja numa oração comunitária ou individual – isso não é mencionado.

      A Igreja Católica e outras Igreja têm uma boa razão para fazer essa interpretação equivocada do texto. É que fazem um julgamento em causa própria, e é sabido como tais sentenças são tantas vezes suspeitas…

      2) «mas não pode querer dizer que a cultura de uma comunidade não se possa reflectir em eventos como este»
      Se são eventos promovidos por um estado que se quer separado da Igreja, quer dizer isso mesmo. A cultura e a comunidade que promovam as suas próprias cerimónias religiosas, às quais apareça quem quer e não mais, para aí manifestarem as suas convicções religiosas. 
      É de uma ignomínia gritante apoderarem-se de uma cerimónia do estado (do sistema de ensino público), à qual podem querer comparecer pessoas de religiões minoritárias ou pessoas sem fé religiosa, que não estejam de acordo com a celebração dessa cerimónia.
      A separação entre o estado e a religião quer dizer que naquilo que concerne ao estado a religião fica de fora, e naquilo que concerne à religião o estado fica de fora, devendo tratar as associações religiosas como as restantes associações cívicas. 

      Isso significa que, da mesma forma que o facto da maioria do país ser benfiquista não implica que seja legítimo ter numa cerimónia deste tipo um discurso de exultação do benfica, seja na verdade um abuso a imposição deste ritual religioso aos que nele não querem participar. 

      • MO

        1) Se a oração é comunitária e tem em vista a partilha, a união, e comunhão entre as pessoas como é óbvio não há lugar para o narcisismo devoto que é o alvo de Jesus. Como pode haver? Faça sentido.

        2) Seja preciso. Não se trata de uma cerimónia religiosa, mas de uma cerimónia social com uma oração.
        Já agora, ser crente não é como pertencer a um clube de futebol. Essa analogia é idêntica a Deus = Monstro do Esparguete Voador. Arruma o assunto sem sequer o considerar. Pode fazer alguns ateus sentirem-se inteligentes, superiores, mas só demonstra como alguns se afastam da inteligência para simplificarem a discussão.

        Pax et bonum

        • Jvgama

          1) « Se a oração é comunitária e tem em vista a partilha, a união, e comunhão entre as pessoas como é óbvio não há lugar para o narcisismo devoto que é o alvo de Jesus. Como pode haver? »
          Note que a minha objecção não é essa. No texto Jesus diz que os hipócritas «gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens», não se refere a quem ora individualmente nem em conjunto, referindo-se portanto a ambas as situações. Assim sendo eu não nego que nesse texto Jesus critique a «atitude narcisista» de rezar individualmente a que o MO se refere, apenas que o texto não justifica a alegação do MO de que essa crítica é limitada à oração individual.

          2) «ser crente não é como pertencer a um clube de futebol. Essa analogia é idêntica a Deus = Monstro do Esparguete Voador.» 
          A analogia do esparguete voador nunca implicou semelhança entre as duas entidades ou crenças, na verdade o argumento é feito evidenciando as diferenças. O argumento do esparguete voador é uma forma de mostrar como o facto de não se poder provar como falso algo não é boa razão para considerar razoável a crença nesse algo, que é um argumento cogente.
          Da mesma forma, a analogia com o Sport Lisboa e Benfica não implica que um clube de futebol e uma associação religiosa sejam uma e a mesma coisa. Mas mostra como é igualmente indigno que qualquer destas associações se apodere do espaço destinado a cerimónias estatais, pois o estado deve estar separado destas associações, quer elas sejam maioritárias, quer não sejam.
           

          • MO

            1) Óbvio. A questão é que alguém pode ser narcisista e individualista mesmo estando em grupo – sem sentido de comunidade.

            2) Se me diz (como Dawkins diz) que não acredita em Deus como não acredita no Monstro do Esparguete Voador então faz equivaler as duas coisas. É claro que eu acho que há boas razão para se ser cristão. E se bem me lembro discutimos algumas delas quando abriu a discussão sobre o testemunho contido nos Evangelhos…
            Acha que a festa de graduação de alunos é uma cerimónia estatal?? Mesmo seguindo esse raciocínio, e qual associação se apoderou desse espaço? Estamos a falar de pessoas não de empresas ou clubes…

            Pax e bonum

          • Jvgama

            1) Portanto um texto em que Jesus faz a apologia da oração individual no segredo do lar, por oposição à oração pública, é interpretado como sendo um texto no qual é feita a apologia da oração com “verdadeiro sentido de comunidade” por oposição à oração sem este sentido. 
            Repito a explicação que já dei para tão estranha interpretação – quem a faz é parte interessada.

            2) Eu não falo pelo Dawkins, mas o monstro do esparguete voador foi inventado com a mesma intenção que a chávena de café em órbita de Neptuno do Bertrand Russel. Um argumento cogente que depois é distorcido da mesma forma que foi a minha comparação com o Benfica. Já escrevi neste espaço um texto sobre a comparação com as sereias em que falo sobre isso mesmo.
            Aqui não se trata de uma discussão sobre religião, ateísmo, política ou economia. É uma mera questão de lógica, é uma questão analítica, objectiva, que tem a ver com a natureza dos argumentos lógicos, com o que é falacioso e não é, e não com as crenças ou convicções religiosas. 
            Se alguém alega que «X é Z, porque X faz parte de Y, e todo o Y é Z», e eu refuto esse argumento dizendo que «nesse caso H, que faz parte de Y, também é Z, o que é absurdo» não estou a dizer que H e X são iguais. Estou apenas a dizer que partilham algo, neste caso o fazerem parte de Y, e precisamente por serem de resto tão diferentes (diferenças essas que evidenciam o absurdo de H ser Z, que estaria em disputa no caso de X) é que o argumento tem  valor. 
            Neste caso, é evidente que num país livre qualquer pessoa deve poder ser benfiquista, juntar-se com amigos benfiquistas para dizer bem do benfica, mesmo que o faça em público. Mas, mesmo sendo este o clube maioritário, é evidente que que não deve usar o espaço do estado para promover esse clube. Por exemplo, numa cerimónia numa escola pública. Isso não tem nada de totalitário, pelo contrário, é o garante de que não caímos na ditadura das maiorias. Aqui afirmo que H não é Z.

            E o que é que o benfica, sendo tão diferente da Igreja Católica, tem em comum com esta? O facto de ser uma associação, que deve existir livremente, separada do estado, que se quer de Direito. Também tem em comum o facto de ser uma associação muito popular entre os portugueses – uma é a Igreja mais popular, outra o clube mais popular. Aqui afirmo que H, tal como X, faz parte de Y (associações que devem ser livres, e que são muito populares). 

            E assim mostro que o fazer parte de Y não implica que sejam Z. O SLB é um bom contra-exemplo.

            Alegar que o SLB é diferente da ICAR é não compreender o argumento. Não tem a ver com convicções religiosas, só e apenas com não compreender a estrutura lógica do argumento que apresentei.

          • Jvgama

            1) Portanto um texto em que Jesus faz a apologia da oração individual no segredo do lar, por oposição à oração pública, é interpretado como sendo um texto no qual é feita a apologia da oração com “verdadeiro sentido de comunidade” por oposição à oração sem este sentido. 
            Repito a explicação que já dei para tão estranha interpretação – quem a faz é parte interessada.

            2) Eu não falo pelo Dawkins, mas o monstro do esparguete voador foi inventado com a mesma intenção que a chávena de café em órbita de Neptuno do Bertrand Russel. Um argumento cogente que depois é distorcido da mesma forma que foi a minha comparação com o Benfica. Já escrevi neste espaço um texto sobre a comparação com as sereias em que falo sobre isso mesmo.
            Aqui não se trata de uma discussão sobre religião, ateísmo, política ou economia. É uma mera questão de lógica, é uma questão analítica, objectiva, que tem a ver com a natureza dos argumentos lógicos, com o que é falacioso e não é, e não com as crenças ou convicções religiosas. 
            Se alguém alega que «X é Z, porque X faz parte de Y, e todo o Y é Z», e eu refuto esse argumento dizendo que «nesse caso H, que faz parte de Y, também é Z, o que é absurdo» não estou a dizer que H e X são iguais. Estou apenas a dizer que partilham algo, neste caso o fazerem parte de Y, e precisamente por serem de resto tão diferentes (diferenças essas que evidenciam o absurdo de H ser Z, que estaria em disputa no caso de X) é que o argumento tem  valor. 
            Neste caso, é evidente que num país livre qualquer pessoa deve poder ser benfiquista, juntar-se com amigos benfiquistas para dizer bem do benfica, mesmo que o faça em público. Mas, mesmo sendo este o clube maioritário, é evidente que que não deve usar o espaço do estado para promover esse clube. Por exemplo, numa cerimónia numa escola pública. Isso não tem nada de totalitário, pelo contrário, é o garante de que não caímos na ditadura das maiorias. Aqui afirmo que H não é Z.

            E o que é que o benfica, sendo tão diferente da Igreja Católica, tem em comum com esta? O facto de ser uma associação, que deve existir livremente, separada do estado, que se quer de Direito. Também tem em comum o facto de ser uma associação muito popular entre os portugueses – uma é a Igreja mais popular, outra o clube mais popular. Aqui afirmo que H, tal como X, faz parte de Y (associações que devem ser livres, e que são muito populares). 

            E assim mostro que o fazer parte de Y não implica que sejam Z. O SLB é um bom contra-exemplo.

            Alegar que o SLB é diferente da ICAR é não compreender o argumento. Não tem a ver com convicções religiosas, só e apenas com não compreender a estrutura lógica do argumento que apresentei.

          • MO

            1) A oração de que Jesus faz a apologia é pessoal não individual. O “Pai Nosso”, a oração que ele ensinou e que tornou primeira é comunitária mesmo quando dita apenas por uma pessoa – “Pai Nosso que estais…” não “Pai Meu que estais”. Há quem queira mostrar-se como muito devoto aos olhos dos outros, caindo no ritualismo, desligando a oração da acção. A mensagem de Jesus é orar para crescermos na fé e na relação com os outros não para sermos admirados pelos nossos semelhantes.
            2) A ICAR (como gostam de chamar, devia ser só ICA para serem mais precisos porque há católicos no oriente que não seguem o rito latino…) não é uma associação. Não pago quotas para lhe pertencer. Ninguém paga. A Igreja é simplesmente uma comunidade de pessoas. Pessoas com a mesma fé. Fé essa que estrutura as suas vidas. É natural que isso apareça naquilo que fazem. Não é uma coisa separada ou separável.Pax et bonum 

          • Jvgama

            MO:

            1) Em relação a este ponto nada tenho a acrescentar a não ser isto: «Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai a quem ninguém vê; e o teu Pai, que vê em segredo»

            2) Sobre a sigla, é precisamente para sermos precisos que usamos ICAR, pois de outra forma como o MO bem lembra, não nos referiríamos à Igreja Católica Apostólica Romana, instituição que apesar de tudo conhecemos melhor que outras Igrejas.
            É evidente que uma Igreja é uma associação religiosa, sendo que aliás associação é definida como sendo uma organização de pessoas com um objectivo comum – e duvido que o MO conteste que a Igreja não se enquadra nesta definição. Há inúmeras associações que não exigem qualquer pagamento de cotas, e pessoalmente pertenço a duas com estas características. 

          • MO

            1) Exacto. Você a argumentar a partir das escrituras tem piada. Aquilo que disse é exactamente isso: oramos para Deus (que tudo vê) e não para que os outros vejam e nos admirem pela nossa devoção. Quanto ao resto que disse, era preciso saber mais do Cristianismo e cruzar isso com os outros ensinamentos sobre oração de Jesus (como fiz). É preciso ler a Bíblia toda para a entender. Retirar-lhe um bocado achando que contem tudo é comum aos fundamentalistas evangélicos e aos ateus desonestos.

            2) Não percebeu. Leia de novo. A “ICAR” não existe.

            Associação é uma organização resultante da reunião legal entre duas ou mais pessoas, com ou sem personalidade jurídica, para a realização de um objetivo comum. Não há qualquer “reunião legal” entre mim e outra pessoa (de outro continente, de outro país, de outra cidade, do mesmo bairro) que vai à Missa onde eu vou. 

            Pax et bonum

          • Jvgama

            1) O que lá está escrito é o que lá está escrito. Até menciona o «em segredo» e tudo. Mas desde que a falta de argumentos não faça esta discussão passar para o insulto pessoal, poderei continuar a travá-la. Eu não chamei ao DO desonesto, agradeço que não sugira que eu o sou.

            2) Uma associação que não está formalizada continua a existir, desde que o propósito não seja contrário à lei. É nesse sentido que se fala em união legal. 
            Mas se a ICAR não cabe neste critério…E já agora, não existe uma Igreja Católica Apostólica Romana? A sério?Eu aprendi que existia. Aprendi mal?

          • MO

            1) O segredo é o remédio para a vaidade dos devotos narcisistas. Tudo o que Jesus diz tem um contexto, tal como neste caso – sem perceber a especificidade do que ele diz, toma a afirmação como universal. Foi ele que nos ensinou a rezar em comunidade, exactamente com o “Pai Nosso”. A desonestidade está em achar que sabe o que Jesus ensinou sobre a oração por apenas três versos (ainda por cima dizendo que é raro serem lidos na Igreja…).

            2) Qual é o link dessa associação chamada ICAR? É nome que ela dá a si própria?
            Existe a Igreja que é Católica, é Apostólica, e é Santa. Mas não é Romana. Que o digam as igrejas sui iuris em comunhão com a Santa Sé.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            1) «A desonestidade está em achar que sabe o que Jesus ensinou sobre a oração por apenas três versos»
            Eu li todos os evangelhos por inteiro. Mas mesmo que tivesse lido três versos e os achasse suficientes, não seria razão para ser chamado de desonesto. Eu acredito que a opinião do MO é equivocada e mal fundamentada, e não chamei desonesto ao MO. 
            Até agora tenho pensado que o MO tinha uma atitude civilizada e aberta, com quem se podia discutir com nível. Por favor, não mude a minha opinião a este respeito.

            2) «Qual é o link dessa associação chamada ICAR? É nome que ela dá a si própria?»

            «Existe a Igreja que é Católica, é Apostólica, e é Santa. Mas não é Romana»

            Fiz uma procura rápida no google e rapidamente encontrei um documento que relata uma audiência do Papa João Paulo II em que o próprio se refere à sua Igreja como sendo a Igreja católica Apostólica Romana. 

            http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1985/documents/hf_jp-ii_aud_19850626_sp.html

            Isto é uma surpresa?

          • MO

            1) Chamo desonesto como descrição, não para ofender. Ainda não me deu razões para pensar que estou errado. Apresentei-lhe argumentos e uma interpretação global do que Jesus diz, sem seguir o impulso de achar que ele está pura e simplesmente a mandar todos os discípulos rezarem no quarto fechado. De si nada veio desta vez e na anterior, apenas uma citação do Evangelho como se o texto se interpretasse a si próprio. É preciso mais disponibilidade.

            2) Claro a Igreja a que ele se refere é romana (ocidental), como a nossa é portuguesa além disso. Mas a Igreja Católica como comunidade é maior do que isso, estende-se para oriente, logo é errado chamá-la de romana, por isso é que no credo não se usa esse termo.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            MO

            1) Eu vou passar esta parte à frente. Quando se entra no insulto pessoal geralmente é porque não se confia na força dos argumentos, e mais não digo. Se e quando o MO é insultado, sentirá o mesmo. Vamos elevar o nível do debate.

            2) Existem várias comunidades, as Igrejas cristãs em geral, ou a Paróquia de S. Pedro de Alcântara em particular. Se me refiro a uma dessas comunidades não há qualquer erro, é a essa e não a outra mais abrangente que me estou a referir. 
            Nesse sentido, não existe qualquer erro em, tal como João Paulo II, me referir à Igreja Católica Apostólica Romana, ou designa-la pela sigla mais natural: ICAR.Não percebo a implicação com esta sigla. Ela é assim tão feia?

          • MO

            1) Passe, passe… É bem melhor para si.

            2) A única (e grave) implicação é esta: não sabe o que é a Igreja Católica, não entende a sua estrutura de comunhão. Fala dela como se se tratasse de uma empresa gigante.

            O problema não é não se saber, o problema é não se querer saber. O exemplo de Dawkins e a sua crítica a teólogos cristãos como S. Tomás, sem conhecimento (e afirmando que dele não precisa) é um bom exemplo.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            1) Claro que é melhor para mim ter um debate que não esteja poluído por insultos pessoais, com um mínimo de nível.

            2) Repito, «Nesse sentido, não existe qualquer erro em, tal como João Paulo II, me referir à Igreja Católica Apostólica Romana, ou designa-la pela sigla mais natural: ICAR.» Se infere que não sei o que é a ICAR por nomeá-la dessa forma, a implicação directa é que João Paulo II também não sabia, o que espero que considere absurdo.
            Isto não tem nada a ver com ateísmo ou religião – é lógica pura.

        • KKKKKKKKKKK

          “Seja preciso. Não se trata de uma cerimónia religiosa, mas de uma cerimónia social com uma oração.”
          Por outras palavras, a apropriação abusiva de uma cerimónia social para fins de propaganda de uma religião específica.

          “Já agora, ser crente não é como pertencer a um clube de futebol.”

          Claro, o teu caso é sempre diferente dos outros.  fazer propaganda a um partido político, a um clube de futebol ou a uma empresa seria um abuso.   Mas fazer propaganda religiosa já não, porque te convém.

          Sabes qual é, em tal contexto, a absoluta semelhança  entre esses três exemplos tão diferentes ?   A semelhança chama-se ABUSO e falta de respeito pelos outros.

          Mas tu, com as tuas palavrinhas mansas do pax et bonum e outras demagojices, sabes lá o que é respeitar os outros.

      • MO

        Já agora, aquilo que defende não é um estado secular (neutro, que não advoga nem proíbe, ciente da vida particular de cada escola e da comunidade que serve), mas um estado totalitário – que só se pode resolver com um polícia em cada escola à cata de orações.

        Pax et bonum

        • Jvgama

          Essa é uma calúnia injusta que pode facilmente ser respondida citando as minhas palavras: «A cultura e a comunidade que promovam as suas próprias cerimónias religiosas, às quais apareça quem quer e não mais, para aí manifestarem as suas convicções religiosas. »

          • MO

            Repito: “Seja preciso. Não se trata de uma cerimónia religiosa, mas de uma cerimónia social com uma oração.” Aceita que as pessoas possam ter a liberdade de fazer uma oração em cerimónia sociais numa escola estatal? Se sim, então deve apagar este post. Se não, aquilo que defende não é, de facto, um estado secular, mas totalitário.

            Imagine que o que estava em causa era uma celebração eucarística de uma igreja específica neste contexto. Estaria ao seu lado nestas queixas.Pax et bonum

          • Jvgama

            Como já esclareci, as Igrejas devem ser livres de promover os seus rituais, as suas orações. 

            Mas se queremos um Igreja separada do estado, então o espaço que é do estado (as escolas do estado, os hospitais do estado, as repartições de finanças, as câmaras municipais, etc..) não deve ser usado para promover associações religiosas que, por populares que sejam, não são universais. 
            Como já disse no post acima, o SLB pode ser uma instituição muito diferente de uma determinada Igreja Cristã. Mas esta cerimónia associada a uma escola do estado seria censurável se algures se convertesse numa exaltação das qualidades desse clube futebolístico, ao arrepio daqueles cidadãos que – numa posição minoritária – não se sentem bem em participar nessa exaltação, e não puderam escolher livremente não o fazer. 
            Pese embora as diferenças entre as instituições, as razões que tornariam tal situação censurável aplicam-se sem mais (ou quiçá maior gravidade, assumindo que as pessoas possam dar mais importância às crenças religiosas que futebolísticas) à situação em questão.Totalitarismo é a ditadura das maiorias sem respeito pelas liberdades individuais, não é a separação estrita entre Igreja e Estado. Isso é estado de direito. 

          • MO

            Para si é igual “oração” e “cerimónia”? Qualquer dia não se pode falar em Deus ou em crenças religiosas em espaços públicos.

            Os ateus não foram obrigados a participar ou foram? Custou-lhe muito ver algo que quase todos os presentes acreditam? Entenda o radicalismo do que diz.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            MO:

            Não se trata daquilo a que a mim pessoalmente custou. Eu participo facilmente em cerimónias religiosas (casamentos ou funerais de amigos e familiares) em silêncio e respeito. Não me sinto mal, pois sei que sou livre de não participar nelas, e a única vontade que é imposta aos que querem participar (e, repito, são livres de não o fazer) é a vontade daqueles que têm legitimidade para isso mesmo. 

            Aquilo que me custa é que o espaço do estado seja usurpado por quem não de direito. Vamos supor que na apresentação pública da minha tese de mestrado um professor entendia usar o seu tempo e espaço para convidar todo o público a juntar-se a ele em oração. Isso seria uma situação perfeitamente análoga, e igualmente indigna e imoral.

            Eu sei que este ponto de vista já foi radical. A revolução que deu origem aos Estados Unidos foi promovida por radicais, que acreditavam na separação entre o Estado e a Igreja, uma ideia «extremista» na altura. Essa revolução deu origem ao fim do feudalismo e do absolutismo na Europa, e não por acaso a derrocada da monarquia absolutista e da opressão feudal deu-se a par e passo com o triunfo cada vez maior da ideia de separação entre o Estado e a Igreja. Hoje, no entanto, nestes tempos de crise, muitas conquistas do passado estão em risco. A separação entre a Igreja e o Estado, que parecia um consenso social há tão pouco tempo, é cada vez mais atacada como ideia radical a combater. Eu prefiro ser coerente com esse princípio, essencial para a convivência pacífica e justa entre pessoas com diferentes convicções religiosas numa mesma sociedade. 

          • MO

            Tudo isso é confuso. Irreal.

            Separar Estado e “Igreja” quer dizer que o estado não estabelece uma religião oficial para o país. Todas as confissões em pé de igualdade. É bom para o estado – que serve a todos – e para as religiões – que não estão subjugadas ao poder político, como aconteceu em Portugal antes da República.
            Separar Estado e “Igreja” não quer dizer que não existam acordos com entidades de solidariedade e ajuda social – que são maioritariamente religiosas, e no nosso país católicas. O estado conta com este trabalho feito (o qual não tem capacidade para fazer). Esses acordos dependem dos países e dos contextos, como é óbvio.

            Separar Estado e “Igreja” não quer dizer que numa cerimónia social numa escola pública de um determinado bairro onde é tradição que alguém diga uma oração, essa oração seja proibida.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            «Separar Estado e “Igreja” quer dizer que o estado não estabelece uma religião oficial para o país. Todas as confissões em pé de igualdade. É bom para o estado – que serve a todos – e para as religiões – que não estão subjugadas ao poder político, como aconteceu em Portugal antes da República.»

            Sim, sim, estamos de acordo no mérito dessa separação. 
            E concordo que um aspecto positivo é aquele que é destacado pelo MO – proteger as Igrejas. O MO não considera é o outro aspecto positivo – proteger as liberdades individuais. Se não, compreenderia como a tradição ou a popularidade não são razões que justifiquem que o espaço do estado seja usurpado no sentido de apoiar uma crença religiosa ou instituição populares em flagrante descriminação das minorias. 

            Imagine que num país ou região o ateísmo era a convicção dominante, e que o professor ou quem conduz essa cerimónia numa escola do estado pedia ao público presente para exaltar o facto de Deus não existir, e assim em consequência disso sermos livres. 

            Nem precisamos de ir tão longe, nos abstracto. No IST a maioria dos alunos e professores não acreditam em Deus, se não estou em erro. Imagine-se que numa cerimónia do IST isso acontecia: o público era convidado a exultar a inexistência de Deus numa cerimónia que comprometia a Instituição Pública como um todo. Eu estaria contra essa situação, porque acredito que ao estado não cabe pronunciar-se a esse respeito. E já discuti esta posição com ateus que discordam de mim (embora creia que essa é uma posição minoritária entre os ateus, a maioria concordaria com a minha posição).Aqui trata-se de ser contra o totalitarismo das maiorias. Respeitar a liberdade individual de cada um. Respeitar cada crença, e o seu espaço próprio. Pode-se falar sobre Deus numa escola pública, ou de ateísmo, mas não deve ser o professor a impor essas ideias aos seus alunos – umas ou outras. O estado é neutro a esse respeito. Tem de ser neutro.

          • MO

            Agir por convicções não é impor. Não se tratava de uma aula sequer.

            Exaltar a inexistência de Deus com que propósito? Explique lá. Ouça a rapariga no video. Como justifica que ela fique sem a benção (inofensiva para os ateus) a que ela dá tanta importância. Tudo isto parece um jogo, que não leva em conta o que as pessoas pensam e sentem. É isto o “humanismo”?

            Pax e bonum

          • Jvgama

            «Exaltar a inexistência de Deus com que propósito?»
            Ou «afirmar a inexistência de Deus, pedindo ao público que o acompanhasse». Qualquer que o propósito fosse, essas atitudes seriam ilegítimas nesse contexto. Essa é a questão.

            «Como justifica que ela fique sem a benção (inofensiva para os ateus) a que ela dá tanta importância»
            É um absurdo que ela só possa receber a benção no espaço que é do estado. Poderia recebê-la na Igreja, por exemplo, onde só iria exaltar Deus quem assim o quisesse. 

          • Jvgama

            «Agir por convicções não é impor»

            Depende da acção. Às vezes é, outras vezes não. 
            Neste caso foi.

          • MO

            Pois, mas ela não afirmou nada. E o que fez não foi para si (a benção dela de facto podia ter sido numa igreja), mas convocando a comunidade. O que a rapariga diz no video reflecte a comunidade queria como se viu mais tarde. Tudo isto é natural, sem ditadura. Imagine que ia viver para uma cidade muito religiosa, onde 99.9% das pessoas eram cristãs, com manifestações pessoais/comunitárias de fé em cerimónias sociais como esta. Você sente que não o deviam fazer por sua causa, por ser ateu. O que defende é uma ditadura da minoria – uma mudança, como se viu no video – porque causa de algo a que os protestantes nem dão valor. Tenha coração. Se fosse ao contrário (se a cidade fosse ateia) e eu me mudasse para lá – e tivessem manifestações deste género do seu ateísmo – eu não apresentava esta exigência.
            Talvez seja isto que nos separa. Eu não penso em termos dos meus direitos, mas em termos de deveres. Deveres para com os outros. Não penso no que alguém me deve, mas naquilo em que posso ajudar.Pax et bonum

          • Jvgama

            «Imagine que ia viver para uma cidade muito religiosa, onde 99.9% das pessoas eram cristãs, com manifestações pessoais/comunitárias de fé em cerimónias sociais como esta. »

            Eu creio que já fui bastante claro a esse respeito. Numa sociedade em que a maioria for cristã, vão existir muitas missas, casamentos e funerais, e outras ocasiões sociais e públicas em que manifestarão a sua fé. Não só não tenho nada contra, como tenho participado quando isso acontece, em silêncio e em respeito. 
            Não podem é ocorrer de forma que comprometa as instituições do estado. O exemplo que dei continua a aplicar-se. Se durante a cerimónia dos 100 anos do técnico o director aproveitar para dizer que numa escola de Engenharia de excelência como o IST não é por acaso que a esmagadora maioria dos professores não acredita em Deus, que a actividade científica é uma actividade na qual se vai conhecendo mais e mais o Universo, e deixando menos espaço para Deus, ilusório desde o início, convidando os ouvintes a aclamar um universo natural e livre, sem Deus, não importa que eu concorde ou discorde do conteúdo da sua mensagem, considerarei errado que comprometa a instituição com essas ideias, e mesmo que a maior parte dos ouvintes concordasse com o conteúdo e a pertinência da mensagem, ela continuaria a ser um abuso dos direitos daqueles que discordassem. 

            E estou à vontade para defender isto. Quando a Casa Fernando Pessoa convidou o Hichens para falar sobre o seu mais recente livro, bem crítico da religião, fui assistir com interesse. Ao saber que se tratava de uma instituição pública (apesar de tudo não era uma escola, ou um hospital…), coisa que só soube depois, discuti com amigos meus ateus, considerando que a decisão de o convidar foi errada. 

             Respeitar as liberdades individuais, respeitar a separação entre Igreja e estado, não é fazê-lo só quando dá jeito. Não é considerar uma ignomínia se o director do IST fizesse aquilo que descrevi, como certamente o MO consideraria, mas depois considerar aceitável que numa escola secundária se faça precisamente o mesmo. 

          • Jvgama

            «Talvez seja isto que nos separa. Eu não penso em termos dos meus direitos, mas em termos de deveres. Deveres para com os outros. Não penso no que alguém me deve, mas naquilo em que posso ajudar»

            Há que pensar também nos direitos dos outros. 
            E se a mim não me custa estar numa cerimónia religiosa em silêncio, como já disse várias vezes que não custa, e portanto dificilmente me custaria pessoalmente a oração, a verdade é que aí estaria presente o atropelo ao princípio da separação do estado e da igreja, e o atropelo dos direitos de qualquer elemento da minoria não representada, a alguém para quem possa custar mais do que a mim. Nesta situação de vontades inconciliáveis, uns querem orar, outros não querem estar presentes durante a oração, só existe uma forma justa de arbitrar: respeitar o princípio da separação entre Igreja e estado, e respeitar a liberdade individual de cada um. Qualquer outra forma é injusta, e incomoda-me como me incomodam as injustiças em geral.

          • MO

            A rapariga representa o estado? Algum daqueles alunos e pais representa? A oração não foi conduzida por um professor ou pelo director. A sua posição é absurda, já que não foi a escola que fez a oração, mas houve um grupo de pesssoas que a fizeram na escola. Acha que devia ser proibido. A única forma de o fazer é através de um estado totalitário, que controla tudo o que se passa nas escolas e que torna todas as actividades sociais das escolas iguais, independentemente da comunidade que servem.
            Diz que há que pensar nos direitos dos outros. Mais uma vez é isso que nos separa. Não é assim penso. Penso no meu dever para com os outros.Pax et bonum

          • Jvgama

            «A rapariga representa o estado? Algum daqueles alunos e pais representa? A oração não foi conduzida por um professor ou pelo director.»

            Mas concorda que se fossem conduzidos pelo professor ou director, tal oração teria sido ilegítima?

            É que foi precisamente essa a questão inicial. A vontade da escola era ser a própria escola como instituição (através de um professor/director) a fazer a oração, e foi contra essa usurpação, contra essa violação do princípio entre a Igreja e o estado, que o tal aluno lutou, sofrendo duras represálias da sua comunidade.

            Pôr a rapariga a fazer a oração foi uma forma de contornar a lei. Note-se que eu nada tenho contra que ela use o seu espaço para agradecer a Deus, assim como outro aluno poderia usar o seu espaço para partilhar com todos a alegria de ser ateu. Enquanto falam como alunos e não comprometem a instituição do estado, está tudo bem. Mas o contexto é claro: a rapariga diz já que não deixam a escola – enquanto escola – promover a oração, o que causa (injustamente) indignação naquele grupo, fa-lo-á ela, e convida os outros a participar. 
            Aquilo que ela fez pode ser legal no sentido estrito do termo, e não é a isso que obsto (nem o vídeo). Mas resulta de uma incompreensão – e da forma agressiva como é expressa – de um princípio de tolerância, de respeito pelas minorias (daí a comparação com Rosa Park), que é o facto de ser legítimo obstar a que a escola, enquanto instituição do estado, se comprometa com uma crença religiosa, mesmo que popular por aquelas bandas.

          • MO

            Ha, e o exemplo do IST. Tem a certeza? É que conheço muitos crentes que estudaram e deram aulas no Técnico. Essa correlação entre ciência e ateísmo é um equivoco grande (e contemporâneo) – enraizado numa fraca compreensão do que é Deus para um crente e fruto do neo-ateísmo inculto em termos teológicos que temos (enfim, há excepções, mas não são os autores populares).

            a esmagadora maioria dos professores não acredita em Deus, que a actividade científica é uma actividade na qual se vai conhecendo mais e mais o Universo, e deixando menos espaço para Deus, ilusório desde o início, convidando os ouvintes a aclamar um universo natural e livre, sem Deus

            Ouça: o método científico nasceu com religiosos que esperavam ordem no universo porque acreditavam num criador dessa ordem. Esse deus de que fala não é o Deus em que acredito. Um deus que explica alguma coisa (que eventualmente a ciência ainda não possa explicar) é sempre um deus inventado para preencher o que não sabemos. A questão de Deus começa não na tentativa de explicação de como o universo nasceu e se desenvolveu, mas no entendimento de porque existe um universo (porque existe alguma coisa em vez de nada). É uma questão ontológica, não científica. Para si basta-lhe falar num universo “natural e livre” e qualquer católico concordará com essa descrição: o desenvolvimento natural, segundo as leis da natureza, e a liberdade dos seus agentes racionais. Só que o João não coloca a questão fundamental que tem a ver com a existência do universo e não com o seu funcionamento.

            Pax et bonum

          • Jvgama

            «Ha, e o exemplo do IST. Tem a certeza? É que conheço muitos crentes que estudaram e deram aulas no Técnico»

            Naturalmente, são cerca de 10000 pessoas, não é senão natural que alguém conheça muitos crentes que andam por lá.
            No meu curso a esmagadora maioria dos meus colegas (mais de 80%) não era cristã, o que é uma percentagem muito superior à da sociedade em geral.
            No que diz respeito aos professores apenas conheço alguns comentários feitos pelos próprios a esse respeito, e iam nesse sentido. Mas mal se falou nessa questão, portanto não sei. 
            Isso não é importante porque este é um exemplo hipotético.

            Mas, e no que diz respeito ao resto do comentário, isto era um mero exemplo. Não importa discutir se as conclusões daquele discurso inventado às três pancadas para dar um exemplo são válidas ou não. Eu também teria muitas objecções a fazer aos comentários do MO sobre esse assunto, mas não as quero apresentar e discutir porque isso não vem a propósito. 

            Se alguém fizesse esse discurso nesse contexto, eu estaria contra INDEPENDENTEMENTE de concordar ou não com as afirmações. E o MO também. 

            «Exaltar a inexistência parece-me irrelevante. Para quê?»

            Para o MO parece irrelevante exaltar a inexistência. Para mim ambas as exaltações (da existência e inexistência) me parecem irrelevantes nesse contexto. Mas não é essa a discussão, pois não?

            É que se para alguém fosse relevante exaltar a inexistência, comprometendo uma instituição do estado nessa exaltação, o MO estaria contra, e eu também. Agora é só uma questão de ser coerente, consistente e justo. Não ser favorável a um princípio só quando nos dá jeito.

          • KKKKKKKKKKK

            Ainda não percebeste que o MO Pax et bonum está a gozar contigo pois não ?

            Ele sabe perfeitamente o que queres dizer, e se os seus filhinhos fossem confrontados com a obrigatoriedade de levarem com propaganda de uma seita de que ele não goste nas cerimónias oficiais da escola pública era o primeiro a protestar pelo abuso.

            Acho que devia bastar o facto de ele fingir que não sabe que a maior parte das igrejas cristãs são organizadas oficialmente para tirares a pinta ao animal.

            Mais hipócrita é impossível.

          • MO

            Organizadas são, afinal têm os seus rituais, etc. Mas não Igreja Católica há rituais diferentes. É uma comunidade muito grande e diversa. Não é romana.

            Pax et bonum

          • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

            A igreja católica não é organizada ?

            Diz-me, os bispos são nomeados por quem ?   Os rituais são autorizados por quem ?   A doutrina é aprovada por quem ?  Quem tem poder para aplicar sanções a qualquer membro da igreja ?   Toda a vida da igreja é controlada pelo papa e pelo vaticano, todos os dias assistimos ao papa a nomear bispos, a receber relatórios de bispos, a proibir clérigos de falar, a atribuir ou retirar funções ou juridisções a bispos ou cardeais, a excomungar ou readmitir na igreja membros que se tenham desviado da política que impõe, é o papa que decide quem são os santos a que se pode orar e quais os santuárias aprovados, assisimos à necessidade de autorização do vaticano para a impressão de livros ou a fundação de instituições e até uma lista de livros que o vaticano aconselha os fiéis a não conhecer, porque podem lançar dúvidas sobre as políticas do vaticano.

            Depois disto tudo, dizeres que a igreja católica não é uma organização é porque estás MESMO a gozar connosco.

            Olha, eu já te pedi que, se a tua atitude é de mentira e provocação barata, que deixes de por saudações da treta nos teus textos.   É que é francamente nojento.

        • GRANT

          “Exaltar a inexistência de Deus com que propósito? Explique lá. ”

          GRANDA LATA !

          MAS EXALTAR A EXISTÊNCIA DE DEUS JÁ NÃO FAZ MAL NÃO É MEU HIPÓCRITA ?

          Com tantas falinhas mansas vais insultando tudo e todos, a começar pela inteligência.

          O que te estão a dizer é que tanto uma coisa como a outra estão erradas, porque cerimónias públicas estatais  não são o local para fazer propaganda religiosa ou anti-religiosa.  

          A segunda, que não se deve fazer propaganda anti-religião em cerimónias estatais tu compreendeste perfeitamente não é meu sonsinho hipócrita ?

          Agora que não se deve fazer propaganda religiosa é que já não percebes, porque não te convém e então fazes-te de idiota da aldeia não é?

          O que tu queres sei eu.

          • MO

            Exaltar a inexistência parece-me irrelevante. Para quê? Talvez por birra ou protesto ou par chatear ou… Compare isso com a comunhão entre pessoas que a oração gera. Eis a diferença. Respeite.

            Pax et bonum

          • XXXXXXXXXXXXXXXXXX

            “Exaltar a inexistência parece-me irrelevante. Para quê?”
            Claro !

            É evidente ?

            Se não te CONVÉM a ti porque é que alguém há-de ter o direite de achar que é relevante ?

            Só tu tens o direito de achar se algo é relevante ou não e de exprimir as tuas convicções em público, de preferências em cerimónias estatais que nos pertencem a todos.

            Pode haver pessoas que consideram relevante exprimir a convicção de que a religião em geral, ou a tua em particular, é negativa.   Mas que te interessa a ti as convicções dos outros ?   Tu tens a tua e só a tua é “relevante”, só tu tens direito a exprimir a tua convicção, já agora quando estiveres em representação de funções do estado.

            Qualquer tentativa de falar contigo em termos de ética ou de moral é impossível, porque nada vês para além do teu interesse pessoal.  Vocês são totalmente amorais e antiéticos.

            Olha, eu agradecia, se realmente pensas dessa forma ofensiva e totalitária, eu agradecia que deixasses de por o pax et bonum no final de todos os teus textos.  Porque uma coisa é insultares os outros, considerando que todas as tuas convicções são muito relevantes mas que as dos outros já não podem ter relevãncia nenhuma.   Mas coisa pior é juntares a hipocrisa de desejares muito “bem” a quem acabas de insultar.   Obrigado.

          • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

             “Eis a diferença. Respeite.”
            Claro.

            Só as tuas convicções merecem ser respeitadas.

            O facto de haver pessoas que tenham a profunda convicção de que é essencial exprimirem a convicção de que é a religião, ou a tua religião, é negativa, já não interessa nada.   Não interessa nada porque essa não é  a TUA convicção e só a tua convicção tem necessaraimente de ser respeitada.

            Outra coisa, obviamente que a expressão da convicção da fé em deus só gera comunhão entre pessoas que tenham a mesma fé.   A notícia é a mesma prova disso.   Se os crentes têm feito a cerimónia estatal e DEPOIS têm ido orar num espaço religioso, nada tinha acontecido.  

            Assim provocaram a EXCLUSÃO e não a comunhão, de pelo menos uma pessoa, em relação a uma cerimónia estatal a que tinha tanto direito como todos os outros.   Digo uma pessoa, porque não podemos saber quantos serão realmente.  A avaliar pelas represálias que essa pessoa sofreu, se houver mais que não concordem com a apropriação de cerimónias estatais para fins religiosos provavelmente vão ter de esconder as suas opiniões.

            Mas o que te interessa a ti as opiniões dos outros ?

            Só a tua tem MESMO de ser respeitada.

      • Anónimo

        Você tem aqui objecções pertinentes. Eu também perfilho o sentido da laicidade e igualmente penso que deve haver uma rigorosa separação entre o Estado e as diversas denominações religiosas. Entendo que, nas escolas públicas, nos departamentos estatais, nos hospitais públicos e nos tribunais, por exemplo, os estados não devem colocar símbolos religiosos.
        Nos EUA ainda é pior. Não sei se Obama tomou posse, jurando sobre a Bíblia, mas antes dele isso sucedia. E se o presidente dos EUA fosse ateu, também teria que jurar sobre a Bíblia ?
        Mas não confundamos o princípio estatal da laicidade com laicização das sociedades que, na sua grande maioria, não o são. Há que procurar o justo equilíbrio sem dúvida, mas não venha agora você apresentar-se como muito cristão, descontextualizando as assinaladas frases de Cristo, para tentar sorrateiramente insinuar que não deveria haver manifestações colectivas de fé…

  • Jsantos

    Para esclarecer, eu não tomo nem uma posição Teísta ou Ateísta. Só venho dizer que achei vergonhoso postarem supostas transcrições bíblicas. Este texto na realidade e na sua totalidade não se encontra na bíblia, lá só existem algumas partes deste texto. Assim suponho que este texto foi parcialmente transcrito e parcialmente inventado.

    Coisa que considero vergonhosa.

    • MO

      Está enganado. Estes três versos estão correctos.

      Pax et bonum

    • Jesus Cristo

      Quando as transcricões bíblicas se tornam desagradáveis os crentes dizem que elas estão erradas…

      • Anónimo

        És vesgo e intelectualmente desonesto quando referes o que afirmas no comentário anterior, envolvendo todos os crentes na apreciação de Jsantos. MO não refutou já essa afirmação errada de Jsantos ? Mas as transcrições bíblicas têm que ser lidas descontextualizadas ? Têm que ser tomadas todas à letra ? Não há também simbologias,metáforas e parábolas no Evangelho? Só as Testemunhas de Jeová é que têm a prerrogativa de fazer interpretações exclusivamente literalistas da Bíblia ? Nunca interpretaste nenhum texto pelo seu sentido alegórico ?

        Toma lá Mt 18-20, para te entreteres com mais uma citação bíblica:

        “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome,eu estarei no meio deles”

        • Luís Grave Rodrigues

          É verdade!
          As citações e as parábolas da Bíblia têm de ser interpretadas no seu contexto.
          Por exemplo:
          Toda a gente sabe que Constantino mudou o dia do Senhor do sábado para o domingo, que era o dia do Sol (em inglês sunday), uma vez que o culto de Jesus Cristo é um culto solar como outro qualquer, como o eram o de Mitra ou Hórus, todos divindades trinitárias, filhos de mulheres virgens e que morreram e ressuscitaram ao terceiro dia.

          Assim quando na Bíblia se diz que quem apanha lenha ao sábado deve ser morto, isso deve ser interpretado à luz da actualidade como sendo ao domingo.

          • Jesus Cristo

            E quando a Bíblia diz que as bruxas dvem ser mortas imolando-as pelo fogo, também temos de interpretar isso à luz da actualidade.
            Se fosse hoje, a Bíblia diria certamente que as bruxas também podem ser mortas por exemplo com uma injecção letal ou numa cadeira eléctrica.

          • Luiz Pacheco

            Vai tocar punhetas, vai-te foder, que para masturbação psicológica não tens jeito e aproveita para peidares o teu intestino grosso, enquanto lês e te babas com o ranhoso do teu querido Diderot:

            “O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre

          • Anónimo

            “O culto de Jesus Cristo é um culto solar como outro qualquer, como o
            eram o de Mitra ou Hórus, todos divindades trinitárias, filhos de
            mulheres virgens e que morreram e ressuscitaram ao terceiro dia.”

            És bom a deitar bojardas pela boca fora, o pior é fundamentares o que dizes. Isso já não está ao teu alcance, ainda tens muito que aprender. Podes começar por aqui:

            http://www.youtube.com/watch?v=a-2HBSfPZpU&feature=feedf

          • KKKKKKKKKKKKKKKKK

            De facto o zeitgueist tem algumas falhas.

            Mas os seus detractores também.

            Adorei quando o cuposto professor de história cristão, suposto egiptólogo, dizer que Hórus não é o deus sol.

            De facto, origináriamente o deus sol é Rá e não Hórus, até aí o “egiptólogo” brilhou.

            O problema é que se esqueceu que mais tarde os dois cultos se fundiram e Rá e Hórus passaram a ser consideradas duas manifestações da mesma divindade.

            Das duas uma, ou não é egiptólogo coissíssima nenhuma, ou a fé é tanta que o leva  a mentir.  Coisa a que estamos habituados a assistir em tantos casos.

            Quanto a ti, impertinente, és tão lesto a descobrir falhas nas doutrinas dos outros que não te sobre tempo para veres as falhas na tua, não é ?

            Faz lembrar aquela do argueiro no olho do vizinho…

            Mas vocês, supostos cristãos, são os primeiros a estarem-se nas tintas para os ensinamentos daquele de quem usam e ABUSAM do nome não é ?

        • MO

          Luís:

          Constatino mudou o dia do Senhor? Um pouco de rigor, por favor. Há escritos muito anteriores a Constantino que registam a celebração da Eucaristia (nessa altura chamada Festa do Amor) no domingo, o primeiro dia da semana. Para os cristãos era o dia que fazia sentido, dado que depois da ressurreição Jesus apareceu primeiro nesse dia.

          O Sabbath permanece sábado como descrito na Bíblia, para os Judeus.

          Pax et bonum

  • Anónimo

    O filme de Bill Maher, Religulous, expõe a ideia de que a história do mito de Jesus é uma cópia da história de Hórus.

    Exacto, tal e qual,querem ver ?:

    “Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo,
    levá-la consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão
    hediondo acto, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente.
    Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel,Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus,
    sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma
    gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho
    esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o
    deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado.”

    http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=152

    • Jesus Cristo

      Por que raio os crentes não se conformam sequer fomos factos que lhes entram pelos olhos dentro lhes estão mesmo à frente das fuças?
      As religiões são diferentes umas das outras. Mas independentemente da quantidade das diferenças, o que é facto é que elas se anulam umas às outras. Até porque têm divindades diferentes.
      O cristianismo é diferente do judaísmo e os dois são diferentes do islamismo, para só falar destas três, que há milhares de outras.
      Pois é: quanto ao caso dos cristãos, já não chega a cretinice de pensarem que negam aquilo que têm escrito preto no branco e à frente do focinho na Bíblia, já nem chega a estupidez de ignorarem a origem histórica e antropológica do seu culto, ainda têm a suprema imbecilidade de fazerem de conta que não sabem que o seu próprio deus era judeu, isto é, que professava outra religião que não o cristianismo, e portanto distinta deste e que por princípio o anula.

      • Anónimo

        Chegou o ” culto” e ,como habitualmente, para debitar mais asneiredo.
        Já ouviste falar em Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef ?
        Não ? São considerados os filhos de Hórus e de Hator
        Se tiveres dúvidas, investiga.
        Terão sido criados antes da ” subida ” de Hórus aos Céus ?
        O teu focinho não dá para mais, és mesmo taralhoco de todo.
        Só um tolo poderia despejar esta patetice:”o seu próprio deus era judeu, isto é, que professava outra religião que não o cristianismo, e portanto distinta deste e que por princípio o anula”
        Anula ?
        Será do princípio dos vasos comunicantes ou da lei de Arquimedes ?
        Como é que é possível seres tão bronco ?

        • KKKKKKKKKKKKKKKKK

          És tão culto em egiptologia e nem deste pela calinada do suposto egiptólogo, suposto desmistificador da tese exposta em zeitgueist.  Mas há coisas que não te interessa descobrir não é verdade ?

          Quanto a jesus, se frequentava a sinagoga, se lhe davam o título de rabi obviamente que era judeu.  

          Conheces alguém a quem a comunidade judaica dê o título de rabi e que seja frequentador da sinagoga que não seja judeu ?

          Além disso vocês sabem perfeitamente que só anos depois da morte de cristo a comunidade cristã foi expulsa do judaísmo.  NÃO SAIU POR SUA INICIATIVA, FOI EXPULSA.  Se o não tivesse sido hoje seria quase indistinguível de qualquer outra corrente religiosa  judaica.  Foi principalmente a partir daí que se começam a acentuar as diferenças entre as duas religiões, que, em vida de cristo, eram inseparáveis porque as duas eram a mesma.  O cristianismo dos primeiros anos não passou de mais uma, entre tantas, correntes religiosas judaicas.

    • GRANT

      Tão esperto em apelar aos simbolismos, tão insistente em não permitir que façam interpretações literais e no entanto, quando te convém, esqueces as tuas próprias liçoes não é verdade ?

      É verdade que a história de Hórus não é igual à de jesus.   Mas o aspecto simbólico está lá todo.

      – A luta do bem contra o mal.
      – A personificação do bem numa figura divina e do mal numa figura “demoníaca”.
      – A simbologia da luz.
      – O deus salvador.
      – O deus que morre e ressuscita para combater o mal.
      – A figura tutelar da mãe de deus vista como protectora dos crentes e sofredora da morte do filho.
      – A trindade divina.
      – A concepção milagrosa.
      – O uso de símbolos solares, como o nimbo.
      – O conceito do deus menino, representado ao colo de sua mãe.
      – O conceito de vida eterna.
      – O conceito de vida eterna como recompensa aos “justos”.
      – O conceito de código ético exigido pelos deuses de cujo cumprimento depende a salvação.
      – O código ético divino visando principalmente a conduta dos homens em relação aos outros homens.
      – O conceito de alma.
      – O conceito de julgamento divino post mortem.
      – O “céu” como morada do deus.

      Neste núcleo conceptual do culto de Hórus o cristianismo está lá todo.

      Claro que, para um zarolho moral como tu, é impossível veres as semelhanças por mais flagrantes que sejam.

      • Anónimo

        És taralhoco e ainda por cima mentes com todos os dentes. Mostra as
        fontes de origem, ó ” vesgo” que sustentem a tua tese e deixa-te de
        paleio de chacha e de caca…

        • kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

          Eu não preciso de fonte de origem minha besta, porque isto não é nenhuma “tese”.  

          Se conheces realmente alguma coisa da civilização egipcía sabes que todos estes conceitos lhe pertencem.  Se dizes que és cristão, sabes que lhe pertencem também.   É como pedires uma “fonte de origem” para provar que o natal já era festejado milhares de anos antes de cristo.  Toda a gente sabe que já era festejado, não vou dar “fontes de origem” para algo que já todos sabemos, até tu, embora estejas, como de costume a armar-te em parvo.   

          Aliás, tens de te decidir, ora te armas em intelectual que sabe tudo, ora finges que não sabes nada dos assuntos discutidos, conforme te convém.  a única coisa que provas com essa atitude é que é inútil tentar falar a sério com um animal como tu e que, se os frutos da religião são tão podres como tu és, então realmente mais vale mantermo-nos afastados de uma religião que produziu algo tão podre.

          Aliás, já te dei textos originais em relação a muitos outros assuntos no passado e tu simplesmente finges que não os lês.

          PS

          Outra coisa, o teu egitólogo d emeia tigela acusou muito justamente o zeitgueist de não dar textos de origem.   De afcto a tese do zeitgueist estica-se um bocado nos pormenores, devido a esse erro, embora contenha aspectos de verdade.   Mas reparei que o “egitólogo” cristão também não os deu quando “refutou” a tese do filme, o que lhe permitiu aldrabar ao fazer-se esquecido que Hórus, não sendo o deus sol original, esteve sempre associado ao culto solar ao ponto de mais tarde os dois cultos se fundirem, pelo que Hórus, afinal, acabou mesmo por ser o deus sol, como o filme diz.  Mas vocês o que dizem agora esquecem daqui a bocado, o que agora é uma exigência, depois deixa de o ser, ao sabor das vossas conveniências de momento, consoante dê jeito ás tantas ora dizem uma coisa ora o seu contrário.  

          Para uma coisa estas conversas têm servido, para provar que vocês não são gente séria.

          • Anónimo

            Tanto paleio para nada. Pareces o Goobbels. Foste inspirar-te no nazi para repetires a mesma mentirosa patranha, a pensares que todos são taralhocos como tu ?

            A questão é muito simples e tu não consegues resolvê-la:

            Fontes historicamente credíveis, em escrita demótica ou hieroglífica que atestem, sobre a mitologia de Hórus, o panfleto pateta que andas para aí a debitar, para tentares enganar papalvos.

            Fontes cientificamente abalizadas por historiadores, antropólogos ou egiptólogos renomados.

            Onde estão elas, as fontes, e eles, os eruditos, que tu não citas ?

            A partir daqui as contas são fáceis de fazer.

            Já não consegues enganar ninguém, taralhoco.

          • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

            “Fontes historicamente credíveis, em escrita demótica ou hieroglífica”

            E tu sabes ler demótico ou hieroglífico meu palhaço ?

            E tanta arrogãncia armada ao pincareiro e afinal não sabes nada.

            O que eu publiquei não precisa de fontes, é o básico de egiptologia que qualquer estudante de história ou leigo interessado sabe, vem em TODOS os livros de história do egipto minimamente aprofundados.

            Queres bibliografia ?  É fácil, dou-te TODO e qualquer livro de história e religião do egipto feito por egiptólogos. 

             Só tens de entrar numa livraria e consultar meu ignorante de merda.

  • Mr X

    Observações e constatações:

     

    1 – Um ignorante qualquer cita uma passagem da Bíblia,
    afirmando que não é lida, pois, segundo afirma ignorantemente, “é raro que os clérigos [a] escolham”. Esta leitura faz parte integrante
    do ciclo litúrgico, pelo menos de 5 em cinco anos. O calendário litúrgico tem
    uma ordem onde esta passagem do evangelho de S. Mateus está integrada.

     

    2 – É difícil de falar com pessoas com tão baixa capacidade
    mental, interpretativa e argumentativa, como aqui se vê. No entanto, cá fica
    uma achega:

     

    i – Nesta passagem Jesus fala da intenção das nossas acções.
    Diz, apenas isto: quem age apenas por interesse não merece recompensa: se dá
    esmola apenas para ser visto e louvado por isso, já não merece ser recompensado
    por Deus, nem pelos homens; se vai orar apenas para ser visto e notado por
    isso, o seu acto não tem valor perante Deus, pois e falso nas suas intenções: não
    foi orar, mas aproveitar a oração para se projectar, para ser visto e promovido.

    Curiosamente até a lei dos homens contempla esta interpretação
    dos actos por interesse próprio.

     

    ii – Jesus diz : “mas tu, quando
    orares…”. Não diz para não orar, que orar está errado ou que não se deve
    fazer. Diz, apenas que não se deve fazer para dar nas vistas, mas que cada um
    guarde para si intenção, no recato íntimo e pessoal.

     

    iii – A religião é uma “instituição social
    colectiva” e nunca algo da esfera privada ao particular.  Não existe uma religião individualizada mas a
    religião de uma comunidade, de um povo, de uma nação de um país. Tal como a língua,
    a religião é uma elemento da cultura que não pode ser separado do povo.

     

    iiii – 
    O ateísmo não é uma alternativa à religião. A “ausência de…” nunca pode
    ser alternativa, mas sim uma privação.

    Neste caso o ateísmo funciona como a negação
    da cultura.

     

    Curioso é ver ateus a discutir religião. Ora,
    está provado que os ateus têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que os
    impede de entender a abrangência da religião. Será o mesmo que um cego de
    nascença a discutir as cores. 

    • Jvgama

      Mr X:

      A seu ver os ateus têm uma deficiência, uma lacuna ou deformação.

      Eu acredito que há pessoas têm uma lacuna ou deformação, são aquelas que são incapazes de discutir um assunto sem recorrer ao insulto pessoal. 

      Se para si fazer uma leitura de 5 em 5 nos é muito, poderia dizê-lo, e os outros que avaliassem os seus argumentos por si. Mas se é incapaz de se limitar aos argumentos, então não vale a pena discutir consigo. 

      • Mr X

        E porque razão houvera de ser insulto dizer a verdade?
        É insulto dizer que quem tem  “uma deficiência, uma lacuna ou deformação”, a tem efectivamente?
        Não são os ateus que dizem que “desmascarar as verdades” é o que os impele e o que lhes agrada?

        Isto não é nenhum insulto, ou então, tudo o que os ateus dizem dos crentes é, igualmente, um insulto.

        • Mr X

          A razão de ser de 5 em 5 anos tem a ver com uma coisa simples, mas que os ateus não atingem. São quatro evangelistas, daria 4 anos. Porém os evangelhos da liturgia estão planificados por tempos festivos: Natal, Páscoa, etc. Fica de fora o tempo comum, a que esta passagem do evangelho se refere,  que dá um número impar de semanas. 

      • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

        Mas ele tem razão.

        Deixa serem os religiosos a dizer de sua justiça acerca da veracidade das religiões uns dos outros.

        Ora, como sabemos que a maioria deles diz que todos os outros são falsos, temos que não há nenhuma religião em relação à qual a esmagadora maioria da população religiosa do mundo não nos assegure que é falsa.

        Bem, se eles não são “deformados” e têm o equipamento todo no sitío para avaliar as questões religiosas temos de nos submeter ao diagnóstico que os religiosos fazem uns aos outros não é verdade ?  Isto é, todas as religiões são falsas.  Pelo menos é o que nos diz a avaliação profissional da esmagadora maioria dos religiosos do mundo inteiro.

    • Anónimo

      ” … Ora, está provado que os ateus têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que os
      impede de entender a abrangência da religião….”

      Ou então, podemos ver a coisa de outro prisma:
      “Ora, está provado que os crentes têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que osimpede de entender a diferença entre a realidade e a imaginação.”

      A isto poder-se-ia chamar de esquizofrenia. O problema é não seria verdade. E todos sabemos disso, como sabemos que um ateu é tão deficiente como o pode ser um crente.

      Assim caro Sr.X, se nos quiser qualificar de deficientes, arranje qualquer coisa de jeito. Pode ser por exemplo:
      – Os ateus são tão deficientes que nem quando Deus lhes apareceu à frente eles conseguiram acreditar Nele. 🙂

    • Anónimo

      ” … Ora, está provado que os ateus têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que os
      impede de entender a abrangência da religião….”

      Ou então, podemos ver a coisa de outro prisma:
      “Ora, está provado que os crentes têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que osimpede de entender a diferença entre a realidade e a imaginação.”

      A isto poder-se-ia chamar de esquizofrenia. O problema é não seria verdade. E todos sabemos disso, como sabemos que um ateu é tão deficiente como o pode ser um crente.

      Assim caro Sr.X, se nos quiser qualificar de deficientes, arranje qualquer coisa de jeito. Pode ser por exemplo:
      – Os ateus são tão deficientes que nem quando Deus lhes apareceu à frente eles conseguiram acreditar Nele. 🙂

    • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

      Curioso é ver ateus a discutir religião. Ora,
      está provado que os ateus têm uma deficiência (lacuna ou deformação) que os
      impede de entender a abrangência da religião. Será o mesmo que um cego de
      nascença a discutir as cores.”

      Não seja por isso.

      Consultemos então os religiosos sobre a religião.

      Claro que não pondendo ser juízes em causa própria, não lhes vamos por a julgamento a sua própria religião, visto serem parte interessada.  Vejamos então o que pensam os religiosos da religião dos outros.

      Oh !

      Após aturada consulta grande surpresa !

      Quase todos os religiosos pensam que todas as religiões dos outros religiosos são FALSAS !

      És cristão ? Então a maior parte da população mundial, uns 5 biliões, a esmagadora maioria da qual é religiosa, pensa que a tua religião é falsa.   Melhor, mesmo entre o bilião e meio de cristãos, grande parte deles pensa que as outras seitas cristãs são falsas.  Por exemplo, és católico ?  Existem seitas CRISTÃS com milhões de membros que dizem que o catolicismo é falso.

      Ora, se vocês, religiosos, são os primeiros a garantir mutuamente que todas as outras religiões são falsas, temos então que em relação a toda e qualquer seita religiosa existe uma maioria de biliões de religiosos a garantir-nos que é falsa.

      Está dado o veredicto.

      Quem somos nós, reles ateus e agnósticos, para contrariar pessoas que percebem tanto do assunto  ?

  • Mr X

    “Os ateus são tão deficientes que nem quando Deus lhes apareceu à frente eles conseguiram acreditar Nele.” – se tu o dizes!…

    Tu é que sabes.

    • Anónimo

      Obrigado. Eu calculei que sim. Eu é que sei.
      Quanto a si, para além de muita imaginação, parece-me que sabe muito pouco.

      • Mr X

        Porque citei a palermice que disseste?
        Talvez tenhas razão: nunca se citam fontes como tu.

        Aos ateus de há dois mil  tal anos eu até posso desculpar; quanto a ti, não creio de seja inteligível tal situação. 

        • Anónimo

          Hehehe… Agora até sou uma fonte… lol

        • Mr X

          Por mais voltas que dês, acabas por confirmar
          os teus problemas. Tu projectas nos outros aquilo que se passa contigo.

           

          Tu é que não consegues discernir a
          diferença entre Deus e o Pai Natal ou os glutões do presto. Repara bem no teu
          estado de desenvolvimento cognitivo, ou então na profundidade das lacunas que
          te afectam.

           

          A esquizofrenia não tem nada a ver com
          isto, efectivamente, pois trata-se de uma afecção particular e nunca colectiva.
          Talvez seja uma particularidade dos ateus, os quais dizem que cada um age por
          si e não há homogeneização ideológica. Um dos primeiros sintomas da
          esquizofrenia é o afrouxamento da afectividade. Isso nota-se, de longe, nos
          ateus.

           

          As religiões acompanharam o Homem desde o início
          da sua existência. O ateísmo sempre foi visto como uma perversão ou uma
          deformação. Com alguma generosidade podemos chamar-lhe uma “lacuna”. Hoje não
          restam dúvidas que, se o ateísmo fosse a normalidade humana ainda hoje não teríamos
          sociedade, mas viveríamos no estado tribal.

           

          A História mostra-nos que as religiões
          sobrevivem incólumes aos ataques, ferocíssimos, dos ateus, mesmo que impostos
          por via institucional. Nada as destrói, pois são inatas à civilização humana.

           

          Já o ateísmo, nem imposto pela força vingou
          de forma coerente. Nem podia, pois é uma deformação e não uma opção. 

          • Anónimo

            “As religiões…”
            “A História mostra-nos que as religiões…”
            Óptimo. Qualquer religião serve, certo? Todas são verdadeiras. Acreditar em Deus ou em Zeus, tem o mesmo valor.
            Fico esclarecido.

          • Andreia_i_s

            Mr X:”Tu é que não consegues discernir a
            diferença entre Deus e o Pai Natal”
            qualquer ateu sabe que não há diferença pois ambos são fruto da imaginação do homem, e por favor não em venha dizer que deus não é imaginação porque se começar por aí ao qualquer argumento parecido me responda a estas questões:
            – quem é deus? onde estão os pais dele? como é deus? como é composto? como é que ele desenvolveu uma inteligência?onde ele vive ou mora? onde está ele registado no mundo como prova que existe? se quiser acrescentar mais alguma coisa que na qual eu não lhe perguntei está à vontade.”Um dos primeiros sintomas da
            esquizofrenia é o afrouxamento da afectividade.”
            explique porfavor porque estou curiosa o que entende por afrouxamento de afectividade.

            “As religiões acompanharam o Homem desde o início
            da sua existência. O ateísmo sempre foi visto como uma perversão ou uma
            deformação. Com alguma generosidade podemos chamar-lhe uma “lacuna”. Hoje não
            restam dúvidas que, se o ateísmo fosse a normalidade humana ainda hoje não teríamos
            sociedade, mas viveríamos no estado tribal.”
            de facto a religião acompanhou o homem porque FOI ELE o criador logo com LÓGICA ela o acompanhou. para si e alguns religiosos o ateísmo é visto de forma perversa e deformosa, não consegui ainda perceber a razão. Eu tenho tudo no sítio e a minha cabeça funciona perfeitamente logo NÃO tenho deformação, e o meu pensamento é perfeitamente normal. o tribalismo teve a sua época e não foi porcausa dos ateus. há muitas tribos que têm os deus deuses e os seus rituais, e isto chama de ateísmo?

            “A História mostra-nos que as religiões
            sobrevivem incólumes aos ataques, ferocíssimos, dos ateus, mesmo que impostos
            por via institucional. Nada as destrói, pois são inatas à civilização humana.”
            que ataques está a falar? nada as destrói? olhe que as destrói e não estou a falar de um modo literário de destruição. é bom que as religiões fiquem intactas na sociedade para se ver as palermices que muitos acreditam. o pior é que em vez de proclamarem paz e amor como o vosso messias manda, proclamam guerras e ódios sem necessidade.

          • Andreia_i_s

            Mr X:”Tu é que não consegues discernir a
            diferença entre Deus e o Pai Natal”
            qualquer ateu sabe que não há diferença pois ambos são fruto da imaginação do homem, e por favor não em venha dizer que deus não é imaginação porque se começar por aí ao qualquer argumento parecido me responda a estas questões:
            – quem é deus? onde estão os pais dele? como é deus? como é composto? como é que ele desenvolveu uma inteligência?onde ele vive ou mora? onde está ele registado no mundo como prova que existe? se quiser acrescentar mais alguma coisa que na qual eu não lhe perguntei está à vontade.”Um dos primeiros sintomas da
            esquizofrenia é o afrouxamento da afectividade.”
            explique porfavor porque estou curiosa o que entende por afrouxamento de afectividade.

            “As religiões acompanharam o Homem desde o início
            da sua existência. O ateísmo sempre foi visto como uma perversão ou uma
            deformação. Com alguma generosidade podemos chamar-lhe uma “lacuna”. Hoje não
            restam dúvidas que, se o ateísmo fosse a normalidade humana ainda hoje não teríamos
            sociedade, mas viveríamos no estado tribal.”
            de facto a religião acompanhou o homem porque FOI ELE o criador logo com LÓGICA ela o acompanhou. para si e alguns religiosos o ateísmo é visto de forma perversa e deformosa, não consegui ainda perceber a razão. Eu tenho tudo no sítio e a minha cabeça funciona perfeitamente logo NÃO tenho deformação, e o meu pensamento é perfeitamente normal. o tribalismo teve a sua época e não foi porcausa dos ateus. há muitas tribos que têm os deus deuses e os seus rituais, e isto chama de ateísmo?

            “A História mostra-nos que as religiões
            sobrevivem incólumes aos ataques, ferocíssimos, dos ateus, mesmo que impostos
            por via institucional. Nada as destrói, pois são inatas à civilização humana.”
            que ataques está a falar? nada as destrói? olhe que as destrói e não estou a falar de um modo literário de destruição. é bom que as religiões fiquem intactas na sociedade para se ver as palermices que muitos acreditam. o pior é que em vez de proclamarem paz e amor como o vosso messias manda, proclamam guerras e ódios sem necessidade.

          • Andreia_i_s

            Mr X:”Tu é que não consegues discernir a
            diferença entre Deus e o Pai Natal”
            qualquer ateu sabe que não há diferença pois ambos são fruto da imaginação do homem, e por favor não em venha dizer que deus não é imaginação porque se começar por aí ao qualquer argumento parecido me responda a estas questões:
            – quem é deus? onde estão os pais dele? como é deus? como é composto? como é que ele desenvolveu uma inteligência?onde ele vive ou mora? onde está ele registado no mundo como prova que existe? se quiser acrescentar mais alguma coisa que na qual eu não lhe perguntei está à vontade.”Um dos primeiros sintomas da
            esquizofrenia é o afrouxamento da afectividade.”
            explique porfavor porque estou curiosa o que entende por afrouxamento de afectividade.

            “As religiões acompanharam o Homem desde o início
            da sua existência. O ateísmo sempre foi visto como uma perversão ou uma
            deformação. Com alguma generosidade podemos chamar-lhe uma “lacuna”. Hoje não
            restam dúvidas que, se o ateísmo fosse a normalidade humana ainda hoje não teríamos
            sociedade, mas viveríamos no estado tribal.”
            de facto a religião acompanhou o homem porque FOI ELE o criador logo com LÓGICA ela o acompanhou. para si e alguns religiosos o ateísmo é visto de forma perversa e deformosa, não consegui ainda perceber a razão. Eu tenho tudo no sítio e a minha cabeça funciona perfeitamente logo NÃO tenho deformação, e o meu pensamento é perfeitamente normal. o tribalismo teve a sua época e não foi porcausa dos ateus. há muitas tribos que têm os deus deuses e os seus rituais, e isto chama de ateísmo?

            “A História mostra-nos que as religiões
            sobrevivem incólumes aos ataques, ferocíssimos, dos ateus, mesmo que impostos
            por via institucional. Nada as destrói, pois são inatas à civilização humana.”
            que ataques está a falar? nada as destrói? olhe que as destrói e não estou a falar de um modo literário de destruição. é bom que as religiões fiquem intactas na sociedade para se ver as palermices que muitos acreditam. o pior é que em vez de proclamarem paz e amor como o vosso messias manda, proclamam guerras e ódios sem necessidade.

  • Mr X

    K… K  e JoséMoreira:

    i – Zeus é uma personagem da
    mitologia e não de nenhuma religião.

    Zeus não cabe no espaço doutrinário
    de nenhuma das religiões actuais. Portanto, misturar as duas coisas não é sério,
    prova má-fé ou ignorância.

    ii –  A afirmação de que “uma religião considera
    todas as outras falsas”, é outra expressão de má-fé ou ignorância. Centrando-nos
    no plano das religiões oficialmente reconhecidas no Ocidente, elas não disputam
    o plano da “veracidade da existência de Deus”. Diferem apenas em questões pragmáticas,
    de preceito prático ou praxista, na vivência da moral e da ética e no
    ordenamento “jurisdicional” da comunidade religiosa.

    Daí advém que as seitas não sejam
    consideradas religiões, pois falta-lhes toda esta base social, cultural e
    institucional.

    Afirmar que uma religião considera
    (implica necessariamente) todas as outras falsas, corresponde a afirmar que um partido
    político (democrático) considera (necessariamente) que todos os demais são
    falsos (e anti-democráticos).

    Trata-se de algo absurdo e que
    demonstra bastante ignorância. 

    • XPTO

      “Zeus não cabe no espaço doutrináriode nenhuma das religiões actuais. Portanto, misturar as duas coisas não é sério,prova má-fé ou ignorância.”

      Se a única diferença entre zeus e o teu deus é o primeiro já não ter aderentes, a tua arguemntação vale zero, porque não é do número de aderentes que se está a falar.

      E sabes perfeitamente que o Josemoreira falou de zeus, como poderia ter falado de outro deus qualquer actual, como Ganesh, por exemplo, que, esse, tem um bilião de adeptos.

      Mas, apesar de saberes isso perfeitamente, agarraste um pormenor que não tem nada a ver com nada e com isso “rebateste??” o argumento do adversário.

      São esses vossos truques de aldrabão de feira que provocam as tais “fracturas” no diálogo.

      Agradecia então que, em vez de zeus, pensasses em Ganesh ou noutro deus qualquer, porque sabes perfeitamente que foi isso que o teu interlocutor quiz dizer, e respondesses DE FACTO e não com aldrabices para fugir à conversa.

      Obrigado.

      Portanto ficámos no ponto em que, o facto de todas as religiões garantirem que todas as outras são falsas não conta nada porque todas acreditam em deus.  O josemoreira disse que então tanto faz ser o teu deus ou zeus, mas para não fugires outra vez à conversa com aldrabices pensemos então em ganesh.

      É exactamente a mesma coisa ou não é ?  Se não é porque não ?

       E se é, então porque nos chateiam com proibições particulares desta ou daquela religião quando se, se é tudo igual, elas se anulam umas às outras ? 

       E então que valor tem afirmarem especificamente que deus existe e que é especificamente o deus X ou Y e que sabem exactamente o que o deus X ou Y quer e que o deus X ou Y quer que se faça isto ou aquilo quando, se é igual, isso significa que, de facto, não têm a mínima ideia de que existe realmente ou o que é que ele quer ou manda ou se quer ou manda alguma coisa.   Isso significa que então, todas essas transmissão de ordens divinas então é pura MENTIRA vossa porque vocês não sabem realmente nada acerca das coisas supostamente divinas com as quais tanto enchem a boca.

      E a tua separação entre religiões e seitas é falsa e enganosa, porque, como tu sabes, todas as religiões, a começar pela tua, começaram por ser seitas minoritárias e não é por ser minoritária que uma religião deixa de ser religião.   Senão o cristianismo dos primeiros séculos não seria religião.   Seria desporto ?  Seria culinária ?  Mais uma vez se assistem a truques demagógicos para contornar as verdadeiras questões.

      Quanto à afirmação que as religiões dos outros são mitos mas os teus mitos são religião, nem merece resposta porque só demonstra bem a espécie de gente com que estamos a falar. 

       Mitos são histórias lendárias, basaeadas em factos ou na imaginação poética e existem em todas as religiões.  A tua arrogância em considerar histórias similares como religião ou mito, consoante pertencem ou não à tua seita apenas demonstra que és uma pessoa pouco honesta.

      • Mr X

        k… K

        Não vou perder tempo contigo, se não
        te instruíres minimamente para ler e discutir o que aqui se escreve.

        Comecemos por esclarecer uma coisa
        simples:

        Um mito não é uma história religiosa.
        A mitologia não é uma narrativa religiosa nem uma religião.

        O mito é a primeira forma humana de
        representação explicativa do mundo real. É, por isso, o antepassado da “ciência”.  Daí que se coloque muitas vezes esta questão:
        “mito e razão, oposição ou continuidade?” .  A resposta é muito complexa e continua sem fim
        à vista.

        Zeus é uma personagem da mitologia.
        Logo, não faz parte das religiões, embora, por ignorância, muitos escritores,
        inclusive da actualidade, confundam as duas coisas.  

         

        Até agradeço que tenhas citado o hinduísmo,
        e a divindade Ganesh.

         

        Ao contrário aquilo que frequentemente verás escrito, o Hinduísmo não
        é um politeísmo descarado. O Hinduísmo é muito complexo, mas ao contrário do que  alguns pretendem, não abarca nenhuma corrente
        ateísta (essa ideia é falsa e inventada recentemente).

         

        No fundo, o Hinduísmo é um monoteísmo complexo. O hindus acreditam
        numa só divindade suprema, que é um espírito supremo cósmico, que está em todos
        o lugares. Mas essa divindade suprema pode ser expressa em diferentes representações
        físicas (com copos diferentes a que se chamam avatares). Ganesh é um deles.

         

        O cristianismo e o hinduísmo têm
        muito mais em comum do que tu imaginas.

         

        Nas diferente religiões, o foco
        central é Deus.  Esse é comum a todas as
        religiões. Nenhuma religião afirma que Deus é um conceito falso. Se tomares o Hinduísmo
        como exemplo, a divindade suprema cósmica (Brâman) não é mais do Deus dos católicos.

        Ganesh é uma representação de Deus,  tal como o “Senhor do Socorro” é uma representação de Jesus, Deus personificado, no cristianismo.

        Então, perguntas tu, o que leva as religiões
        a confrontar?

        Não tenho tempo suficiente para te explicar
        tudo, mas atalhareis um sucinto resumo.

        No fundo, o que separa as religiões
        é a prática social que tem que estar adaptada à cultura imanente do povo. A
        forma como um povo combina o culto de Deus (o Espírito ou Divindade Suprema) com
        as suas práticas sociais, a sua herança histórica e toda a sua cultura, forma
        os parâmetros da sua religião. Por isso mesmo é que algumas religiões (como o
        islamismo) são difíceis de separar da cultura do povo. Ignorantemente, a Europa
        e alguns dos seus “intelectuais”, têm uma grande dificuldade de perceber isto. 

        No dia em que perceberes isto, estarás próximo de entender as religiões, tornar-te tolerante e ver que o ateísmo é uma  “disfunção cultural”. 

        • XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

          “Não vou perder tempo contigo, se não
          te instruíres minimamente para ler e discutir o que aqui se escreve. ”
          Lá presunção e mania das grandezas não te falta.

          Então agora que já te apresentaste, ficámos a saber que és mesmo muita bom, um verdadeiro campeão, podemos então começar?

          Obrigado.

          “Um mito não é uma história religiosa.A mitologia não é uma narrativa religiosa nem uma religião. ”

          Ah.  Grande novidade.  E isso significa que não se pode comparar o cristianismo com os aspectos mitológicos de outras religiões ?

          Ups.

          Primeira calinada.

          Como sempre, presunção e arrogância costuma vir aliada a muita asneira.

          Com certeza que o mito não é religião, e pode existir mito sem religião, mas está presente em TODAS as religiões a começar pela tua.

          “O mito é a primeira forma humana derepresentação explicativa do mundo real. É, por isso, o antepassado da “ciência”.  Daí que se coloque muitas vezes esta questão:”

          Precisamente.  

          E o que pensas que é a história de Adão e Eva ?  Achas que existiu mesmo uma serpente falante ?  E um arbusto falante ?   E que Jonas viveu uns dias no ventre da baleia, saindo depois de lá bem disposto e pronto para outra ?  E que deus enviou mesmo umas ursas para despedaçarem vivas as crinças que tinham gozado com a careca do profeta Eliseu ?   

          Tudo isto são mitos, são tão mitos como a história de Zeus, Ganimedes, Ícaro ou Prometeu.

          “Zeus é uma personagem da mitologia.Logo, não faz parte das religiões, embora, por ignorância, muitos escritores,inclusive da actualidade, confundam as duas coisas.  ”

          Confirma-se portanto, que és um completo ignorante e não fazes a mínima ideia do que é um mito ou uma religião.   Um mito é uma forma de explicação da realidade, se o explicador for religioso, vai explicar a realidade emtermos religiosos, através de um mito religioso.  

          Volto a perguntar se acreditas mesmo que deus enviou duas ursas para vingar a  careca do profeta Eliseu…

          Neste caso o ignorante és tu, e de forma chocante, porque a religião greco-romana foi uma das religiões mais importantes da história da humanidade.  

          Ao nem sequer a reconheceres como religião, provas não só que não tens cultura nenhuma, como ainda por cima exemplificas precisamente aquilo que eu estava a dizer de que os religiosos classificam mutuamente as  religiões uns dos outros como falsas.  

          O que se passa é que certos autores são fanáticos como tu e recusam-se a admitir que a sua religião contenha aspectos mitológicos, até porque a mitologia greco romana é um triste lembrete de que as religiões também acabam.  

          Então, para uma pessoa muito pouco honesta, como tu, uma serpente a falar ou um anjo, são religião, mas um minotauro já é um mito.   

          Isto é, os vossos mitos são religião, mas os mitos das outras religiões já não, reservando de forma profundamente desonesta a ideia de religião como coutada privada das vossas igrejas.   

          Resta então saber o que eram os templos gregos ond eZeus era adorado senão locais de culto religioso.   Seriam pizzarias ?

          Os caminhos da vossa desonestidade são assombrosamente doentios e distorcidos.   Vocês torturam a verdade para tentar encaixar os vossos mitos como realidade, custe o que custar, mesmo à custa de mentirem de forma nojenta.

          “Ao contrário aquilo que frequentemente verás escrito, o Hinduísmo nãoé um politeísmo descarado.”

          Já sabia ,obrigado.

          Entretanto gosto da forma como ressalvas o monoteísmo, como se o politeísmo não fosse TAMBÈM religião.   As vossas tretas são verdadeiramente descaradas.

          Voltando ao Hinduísmo, sim, é tendencialmente monoteísta.   Tendo bem assente esta verdade, mais uma vez pergunto o que raio tem isso a ver com a discussão.

          O Hinduísmo é monoteísta mas o deus deles NÃO é o teu.  Os deuses plurais hindus são avatares de brahma.  Ora, brama não escolheu o espirito santo ou um suposto carpinteiro crucificado para o “representar”.  Escolheu os milhares de deuses hindús.

          Achas mesmo que o papa permitia a ereção de altares na capela sistina a kali, deusa que exige sacrifícios humanos, ou à deusa Mata que exige a prostituição sagrada de eunucos ?   No entanto Kali e mata são avatares, representações de Brama.   É difícil algo mais oposto à moral cristã.  É o mesmo deus ?   Então temos um deus esquizofrénico que exige ao mesmo tempo castidade e prostituição sagrada.

          “No fundo, o que separa as religiões
          é a prática social que tem que estar adaptada à cultura imanente do povo. A
          forma como um povo combina o culto de Deus (o Espírito ou Divindade Suprema) com
          as suas práticas sociais, a sua herança histórica e toda a sua cultura, forma
          os parâmetros da sua religião. Por isso mesmo é que algumas religiões (como o
          islamismo) são difíceis de separar da cultura do povo. Ignorantemente, a Europa
          e alguns dos seus “intelectuais”, têm uma grande dificuldade de perceber isto. ”

          Se não fosses tão ignorante tu é que conseguias perceber que esse é precisamente o argumento dos ateus.  é precisamente por todas as religiões serem baseadas em particularidades culturais que se torna  impossível racionalmente acreditar em deuses que surgem e desaparecem à medida das idiossincrassias dos grupos sociais e culturais.   

          Deuses que são sistematicamente o espelho das sociedades e dos interesses dos que os adoram, deuses que, ainda por cima são alterados à medida dos interesses dessas sociedades não são deuses criadores – SÃO DEUSES CRIADOS POR ESSAS MESMAS SOCIEDADES.

          Quando te deixares de armar em “intelectual” e ganhares mais repeito pelas outras religiões, mesmo as extintas, pode ser que compreendas isto.

          Entretanto explica lá só porque é que a besta do apocalipse é só religião mas cerebro, o guardião do hades já é só mitologia.  

          Só para eu me rir um bocado.

          • Mr X

            ”Lá
            presunção e mania das grandezas não te falta.” – tu estás a avaliar-me em
            função daquilo que os teus fazem, mas estás redondamente enganado. Eu não ando a
            fazer blogues e a criar associações de palermas, ou fazer cartazes e comunicados
            indecentes e insultuosos para dar nas vistas ou para que me conheçam. Eu não
            estou aqui a armar-me em sabichão e afirmar que aquilo que a quase totalidade
            da sociedade pensa está errado e eu é que estou certo. Pelo contrario, eu estou
            a alinhar pela posição média da sociedade.

             

            ” mas [o Mito] está presente em TODAS as religiões a começar pela
            tua” – essa é uma
            afirmação ignorante que, infelizmente, vemos reproduzida, inclusive entre
            alguns académicos “menos bem” formados.

             

            O mito faz parte daquilo que se chama “pensamento pré cientifico”  e não tem absolutamente nada a ver com religião.
             O pensamento religioso é anterior ao
            Mito, convive com ele, ultrapassa-o e prossegue pelo pensamento científico.
            Pura e simplesmente porque uma coisa e outra nada têm a ver.

             

            A bíblia recorre a parábolas e não a mitos.

            Um, mito é narrativa fabulosa, alegórica e simples que visa dar
            uma explicação satisfatória do real. Responde exclusivamente a um problema de
            conhecimento.
             
            A parábola é uma narração simbólica com intuitos de base moral. Não pretende
            dar explicação sobre a génese do real, mas sobre o valor moral de factos. Na parábola,
            as personagens não são importantes, só o conteúdo é substancial.

             

            Se a “história de Adão e Eva” tivesse como objectivo explicar a existência
            do homem e da mulher, teria uma infinidade de pormenores que não tem. Por exemplo:
            como e porque foi criada a fala, porque as pernas e as mãos são assim, etc,
            etc.  Se reparares não tem nada disso,
            porque a narrativa é de intenção exclusivamente moral.

            A ignorância dos ateus neste assunto, mesmo de muitos académicos,
            é vergonhosa e dá origem a confusões como a tua, a ponto de afirma que a
            explicação da realidade, para um crente, é uma explicação religiosa. Isso é cúmulo
            da ignorância.

            Nas religiões não existem mitos, no sentido real do termo.

             

            Hoje, por extensão, aplica-se, metaforicamente, a palavra mito
            com uma infinidade de sentidos. Nesse contexto, podemos dizer, por exemplo: a
            ideia de que a ciência explica tudo é um dos mitos do ateísmo.

             

            Portanto, porque não tens o mínimo de formação, resulta difícil conversar
            contigo.

             

            Para eu te poder responder a esta afirmação disparatada: “os religiosos classificam mutuamente as  religiões
            uns dos outros como falsas”, vais ter que me explicar o que entendes por
            religião.

            Ou não sabes o que é uma religião, ou estás
            redondamente enganado.

             

            Afirmações como a de que “deuses que,
            ainda por cima são alterados à medida dos interesses dessas sociedades”. Tu não
            tens capacidade suficiente, ou maturidade, ou formação para perceber que a invocação
            de Deus numa perspectiva diferente não é a criação de um Deus diferente, seja qual
            for a religião. Pura e simplesmente não consegues separar a iconologia da
            teologia, mas são coisas que nada tem a ver.

             

             

            Com frases como esta: “é
            precisamente por todas as religiões serem baseadas em particularidades culturais
            que se torna  impossível racionalmente acreditar em deuses”, demonstras
            não saber o que são religiões, o que é o teísmo e o que é a prática religiosa.

            O núcleo central da religião (de todas as
            religiões) e imutável – Deus, a Suprema Entidade.

            A prática religiosa varia de cultura para
            cultura. Não é Deus que varia, mas sim a praxis.

            Eu sei que quase cem por cento dos ateus
            não sabem nem entendem isto, mas isso não é problema das religiões senão um
            defeito deles. 

          • XXXXXXXXXXXXXXX

            ”Lápresunção e mania das grandezas não te falta.” – tu estás a avaliar-me emfunção daquilo que os teus fazem, mas estás redondamente enganado. Eu não ando afazer blogues e a criar associações de palermas, ou fazer cartazes e comunicadosindecentes e insultuosos para dar nas vistas ou para que me conheçam. Eu nãoestou aqui a armar-me em sabichão e afirmar que aquilo que a quase totalidadeda sociedade pensa está errado e eu é que estou certo. Pelo contrario, eu estoua alinhar pela posição média da sociedade.”
            Ok, chegas aqui a dizer que ninguém tem cultura para acompanahar os teus elevados pensamentos, mas não te estás a armar, porque estarás afinado pela maioria da população, como se a amiria da população fosse ganrantia de posse da verdade ou como tu pudesses provar que a maioria realmente pensa como tu.   Entretanto, pelo caminho, resolves refazer o significado do conceito de mito, porque, tal como é usado hoje em dia, não convém aos teus interesses de o circunscrever às religiões politeístas, religiões estas que tu decides, unilateralmente, que não são religiões.

            Não, não te estás nada a armar nada, que ideia, eu é que estou muito honrado por falar com um grande génio como tu.

            “O mito faz parte daquilo que se chama “pensamento pré cientifico”  e não tem absolutamente nada a ver com religião. O pensamento religioso é anterior aoMito, convive com ele, ultrapassa-o e prossegue pelo pensamento científico.Pura e simplesmente porque uma coisa e outra nada têm a ver.”

            Bom, já que és um grande génio, vamos lá a ver se consegues perceber uma coisa tão simples.

            SIM, O MITO NÃO É RELIGIÃO.  SIM, RELIGIÃO NÃO É MITO.

            MAS TODAS AS RELIGIÕES INCORPORAM MITOS COMO EXPLICAÇÃO DA REALIDADE.

            Esta explicação pode ser interpretada literalmente, para as massas, ou simbólicamente, fazendo passar valores morais interpretados pelas elites.  É que tu queres dizer com as parábolas.

            Entretanto, meu “génio” de meia tigela, a amior parte dos cristãos acreditou LITERALMENTE nos mitos cristãos, tal como os pagãos nos seus mitos.  

            Ou vais-me dizer que Adão e Eva foram sempre interpretados símbólicamente  ?  E o demónio, o inferno, o purgatório e o inferno, que o papa ainda hoje diz que existe ?  Qual é a diferença entre o inferno cristão e o hades grego ?   O inferno cristão hoje em dia é interpretado de forma mais simbólica ?   Mas não o foi durante a maior parte da hsitória do cristianismo e também o hades grego pode ser interpretado de forma simbólica.

            Claro que a tua genialidade intrínseca só te permite reconhecer aquilo que te dá jeito.

            “A bíblia recorre a parábolas e não a mitos. Um, mito é narrativa fabulosa, alegórica e simples que visa daruma explicação satisfatória do real. Responde exclusivamente a um problema deconhecimento.  A parábola é uma narração simbólica com intuitos de base moral. Não pretendedar explicação sobre a génese do real, mas sobre o valor moral de factos. Na parábola,as personagens não são importantes, só o conteúdo é substancial. ”

            É MENTIRA que toda a bíblia tenha sido sempre interpretada apenas simbólicamente.  Durante grande parte da história do cristianismo foi-o literalmente e ainda hoje grande parte dos cristãos assim o fazem.

            Quando falam nas aparições de nossa senhora, nenhum cristão encara isso como uma historieta ficcionada apenas com objectivo de transmitir significados morais mas acredita REALMENTE numa divindade empoleirada numa oliveira a fazer profecias a pastorinhos.   Isto é tão mito como a aparição do deus pâ aos pastores da arcádia.

            Quando falam em cristo a ressuscitar mortos não pensam nissso apenas como simbologia mas acreditam realmente que cristo ressuscitava mortos, é um deus imortal etc.  Isto é tão mito como o mito de prometeu ou de Proserpina.

            Por isso não me venhas com histórias de que só os politeístas tinham mitos.   As vossas histórias Bíblicas estão perfeitamente ao nível da ìliada ou da Odisseia.

            “Hoje, por extensão, aplica-se, metaforicamente, a palavra mitocom uma infinidade de sentidos. Nesse contexto, podemos dizer, por exemplo: aideia de que a ciência explica tudo é um dos mitos do ateísmo. ”

            O que vale é que existem grandes génios como tu, que redefinem o sentido das palavras à vontadinha, consoante vos der mais jeito.  Portanto, o sentido da palavra mito não te dá jeito em várias das suas aplicações ?   Não há problema, tu proibes os reles mortais de usarem os vários sentidos que essa palavra pode ter, para que só possa ser usada d aforma que te der mais jeito no momento.

            Entretanto, qualquer que seja o sentido, acreditar, literalmente, que uma virgem que já teve filhos e que morreu há dois mil anos aparece de vez em quando para falar aos pastorinhos é tão mitológico como acreditar no deus pâ, qualquer que seja o sentido que dês à palavra mito, a situação é exactamente a mesma.  

            É uma situação de FÉ ou de interpretação simbólica.  E tanto a fé como a interpretação simbólica se podem aplicar aos dois casos.  Simplesmente és demasiado fanático e mentiroso para reconhecer a verdade.

            “Portanto, porque não tens o mínimo de formação, resulta difícil conversarcontigo.”

            Já sabia que és um grande génio, mas fazes bem em me ir lembrando para eu não me esquecer.  É que, como estás constantemente a dizer asneiras, é fácil a gente esquecer-se de que estamos a falar como uma sumidade.

            “A parábola é uma narração simbólica com intuitos de base moral. Não pretendedar explicação sobre a génese do real, mas sobre o valor moral de factos. Na parábola,as personagens não são importantes, só o conteúdo é substancial. ”

            É uma questão de interpretação.   Porque é mentira que o corpo teológico cristão seja composto apenas por parábolas, pelo menos para a maioria dos crentes.   Para a maioria dos crentes a virgem aparece MESMO aos pastorinhos,l como, para os pastores gregos, achavam que era possível aparecerem-lhes faunos ou ninfas.   
             
            Por outro lado, o deus pâ, os faunos e as ninfas, também podem ser interpretados simbólicamente, como arquétipos na transmissão de valores e tradições, tal como hoje em dia a maior parte dos cristãos interpreta o mito de Adão – o que não foi sempre o caso.

            “Para eu te poder responder a esta afirmação disparatada: “os religiosos classificam mutuamente as  religiõesuns dos outros como falsas”, vais ter que me explicar o que entendes porreligião. Ou não sabes o que é uma religião, ou estásredondamente enganado.”

            A religião é a crença em deuses.   Quer seja a crença num só ou em vários, quer tu queiras quer não.   Porque, apesar de te considerares um granda campeão. isso não te dá o direito de alterares o sentido das palavras a teu bel prazer, só porque te dá jeito.

            Então estavas a dizer que as religiões não se acusam mutuamente de falsidade ?

            Para já, tu próprio cometes a animalidade de afirmar, sem vergonha nenhuma na cara, que a religião politeísta não é religião.  Só isso demonstra uma arrogãncia e agressividade extremas em relação a outras religiões.

            “Afirmações como a de que “deuses que,ainda por cima são alterados à medida dos interesses dessas sociedades”. Tu nãotens capacidade suficiente, ou maturidade, ou formação para perceber que a invocaçãode Deus numa perspectiva diferente não é a criação de um Deus diferente, seja qualfor a religião. Pura e simplesmente não consegues separar a iconologia dateologia, mas são coisas que nada tem a ver. ”

            Portanto, comer óstias na igreja ou sacrificar crianças à deusa kali é exacatmente a mesma coisa, a práxis é que é diferente.

            “A prática religiosa varia de cultura paracultura. Não é Deus que varia, mas sim a praxis. ”

            Ok, façamos o ponto da situação.

            – Portanto, mentirosamente dizes que politeísmo não é religião, porque a existência do politeísmo não se coaduna com a tua tentativa de salvação do conceito de deus do absurdo da contradição.  Não te dá jeito ?  Elimina-se 20. 000 anos de história da religião.  Qual é o problema ?  Tu és o génio.  Só tu sabes e decides o que é ou não religião.  

            – Depois decides que, acreditar literlmente que o deus pâ visita pastorinhos é mito, não é religião.   Mas a virgem visitar pastorinhos é religião, não é mito.   
            Ou seja, constantemente, em situações idênticas, tu classificas de mito ou religião consoante te dá na gana, só porque te dá jeito.

            – Depois em relação às outras religiões monoteístas, que vá lá, já fazes o grande favor de considerares religião, agarras-te desesperadamente ao conceito de ser o mesmo deus que todas adoram, que apenas a práxis é diferente.

            Ora todos sabemos que isso é mentira, grande parte dos crentes não pensa assim, que para eles os crentes das outras religiões são infiéis, ínpios, ou simplesmente boas pessoas que, infelizmente andam enganadas.   Grande parte delas garantem ao inferno os adoradores das outras religiões.

            Mas admitamos que é o mesmo deus e que só a práxis varia.

            Então, nesse caso, como sabemos qual é a práxis certa ?   Como todas se contradizem abertamente, quem nos garante que a tua valha mais do que a dos adoradores da deusa Kali ou da deusa mata ?

            É que a contradição mantém-se exactamente igual.   Se existem milhares de práxis diferentes, porque é que a tua é melhor do que a de um tuge adorador de kali ?    

            O que é que vos dá o direito de falarem em nome de deus, que deus quer isto ou que deus quer aquilo, se afinal são as culturas locais, que naturalmente evoluem e se modificam, que vão criando e modificando as práxis ?

            Mesmo a existir um deus comum ás grandes religiões monoteístas, as religiões anulam-se mutuamente nas suas práxis, porque está provado, tu mesmo o disseste, que são os homens que decidem as práxis.

              Ora, como as religiões organizadas se baseiam precisamnte nas práxis para justificarem a sua existência, concluei-se que todas são falsas, porque falam em nome de deus mas são os homens que inventam as suas práxis.   Quer deus exista ou não, quer seja ou não o mesmo que é adorado pelas religiões monoteístas, o facto de as práxis serem diferentes é prova de que os líderes religiosos não têm qualquer insigth em relação à divindade e mentem quando dizem que têm, porque, se as práxis são diferentes é óbvio que não têm a mínima ideia da vontade de deus, porque senão aplicá-la-iam e as práxis não andariam ao acaso das idiosincrassias de grupo.

            Prova-se assim que, mesmo que deus exista, os religiossos não sabem realmente nada acerca dele nem do que ele quer.   Logo, todas as religiões organizadas são falsas, pelo menos nesse sentido.

            Resta o outro sentido.

            É que, estamos para aqui a falar de práxis, mas esta é apenas a aplicação de uma princípio superior.  Ora pretender que práxis como a prostituição sagrada ou a pregação da castidade são feitas em representação de um mesmo princípio é completamente irracional.   

            Ou seja, não é apenas o modo de aplicação dos princípios religiosos que está em causa, é a existência desses mesmos princípios.  Porque, em termos absolutos podemos dizer que pode existir um deus comum a todas as religiões moniteístas, mas não podemos dizer, a menos que esse deus seja louco, que o mesmo deus exige ora uma coisa ora o seu contrário consoante a era ou o povo, ou até grupo social.   

            O que nos permite concluir que, ou as religiões são falsas no sentido de que não conhecem as vontades divinas das quais se dizem porta-vozes, ou são falsas devido a que os próprios deuses são inventados por esses mesmos que se fazem passar por seus porta-vozes.

            “A prática religiosa varia de cultura paracultura. Não é Deus que varia, mas sim a praxis. “

          • HTU

            “A prática religiosa varia de cultura paracultura. Não é Deus que varia, mas sim a praxis. ”
            Então qual é o valor da religião organizada, se é apenas o reflexo dos costumes locais ?

            Acontece que estes costumes mudam no espaço e no tempo, por exemplo, como sabemos se deus deseja a castidade ou o sexo livre ?

            Se  a práxis está dependente dos particularismo locais temporários, então tanto poderá estar certo ir á missa todos os dias como ir às putas, porque não temos a mínima ideia do que deus quer.   

            Ora as religiões dizem que sabem o que deus quer – logo as religiões são falsas.

          • Mr X

            ”E o demónio,
            o inferno, o purgatório e o inferno” – não são mitos mas realidades.

            Nunca seriam
            mitos porque não têm por função explicar nada.

            Ponto Final.

             

            “É MENTIRA
            que toda a bíblia tenha sido sempre interpretada apenas simbólicamente” – Eu não
            disse isso. Nem poderia dizer, pois contêm relatos e passagens que se fundam em
            acontecimentos históricos e discursos literais.

             
            ”Quando falam nas aparições de nossa senhora, nenhum cristão encara isso como
            uma historieta” – nem podem, pois são realidades. As realidades testemunhadas não
            são passeis de “acreditar”, pois constituem-se como factos. O que é real não
            carece de justificação.

            … Realidades não são crenças nem mitos.

            Ponto final

             

            Eu não estou a redefinir a semântica  das
            palavras, mas vejo todos os dias, por ignorância, alterar o significado de
            muitas palavras.

            Se o uso
            figurado das palavras é, por razões poéticas, interessante, o abuso dessa
            liberdade poética sob o rigor de um discurso sério, é uma estupidez de
            analfabetos. A se tu disseres que “um mito” é uma espécie de Hambúrguer, por
            mim tudo bem. Não deixas ser humano, mas posso considerar que não és uma pessoa
            normal.

            Por mim podes
            usar “mito” para o que tu quiseres. Porém, num discurso rigoroso, se fizeres és
            palerma e ninguém tem que te levar a sério.  

            Ponto final.

             

            “Porque é
            mentira que o corpo teológico cristão seja composto apenas por parábolas” – ou
            seja, também não sabes o que à a teologia, já que ela nada tem a ver parábolas.
            Alias, a teológica racional até dispensa a Bíblia.

            ”A religião é a crença em deuses. “  –
            embora me tenhas feito rir, posto que não sabes sequer o que é uma religião,
            estamos falados.

            Estuda
            primeiro o que é uma religião, e depois discutimos. Não te preocupes, pois
            podes levar contigo a quase totalidade dos ateus deste blogue.

            Ponto final

             

            “Portanto,
            mentirosamente dizes que politeísmo não é religião…” – não disse nada disso,
            mas digo-te o seguinte:

            não existe nenhum
            religião moderna que seja, de verdade, um politeísmo. Algumas reconstituições
            modernas, poucas por sinal, não são propriamente religiões nem politeísmos.

            Ponto final.

             

            ”Mesmo a existir um deus comum ás grandes religiões monoteístas, as religiões
            anulam-se mutuamente nas suas práxis, porque está provado, tu mesmo o disseste,
            que são os homens que decidem as práxis.” – isto é um dois teus ditos mais asininos.

            As religiões
            fundamentam-se em princípios teológicos, preceitos, valores, normativos morais,
            etc, etc, etc. Esses são imutáveis e constituem a religião. A praxis, constitui
            a forma de ligação (o interface) entre o povo e a religião.

            Ou seja: mesmo
            dentro de uma família religiosa há diferentes formas de vivência da religião.
            Por exemplo no cristianismo, uns fazem a missa, outras apenas partilham do pão,
            outros apenas a meditação conjunta; uns aceitam santos, outros não… por ai
            fora. No entanto são todos cristãos.

            Ao contrário
            do que tu, ignorantemente, dizes, uns não acusam os outros de a sua religião
            estar errada, até porque se trata do mesmo fundamento religioso. Podem acusar-se
            mutuamente de a sua prática não ser correcta. Nesse terreno disputam a o lugar
            de quem é mais “puritano” ou perfeito na obediência os preceitos religiosos. Mais
            nada.

            Ou, não é a
            religião que está em causa, mais sim a prática (praxis)·

            Quando ao resto das coisas que tu inventas, nem me pronuncio, pois são de tão
            baixo e ridículo conteúdo que devias pensar duas vezes antes escreveres algumas
            burrices.

             

            A menos que
            tu aches, como a maioria dos ateus deste blogue, que ser ateu é ser
            palerma,  e que, desde que seja para
            maltratar as religiões e os crentes, tudo o que for burrice, estupidez e falta
            de educação é um excelente contributo.

            Podia chamar
            a isso burrice, acho mais adequado chamar-lhe demência.

            È a essa demência
            que tu e os teus amigos chamam ateísmo. 

  • HTU

    “Nunca seriam
    mitos porque não têm por função explicar nada. ”

    “são realidades. As realidades testemunhadas não”

    Portanto, Adão e Eva, a besta de sete cabeças, a serpente que fala, as ursas vingadoras de carecas, Job a passar o fim de semana na barriga da beleia e a pegar ao trabalho na segunda feira como se nada fosse, a nossa senhora a falar aos pastorinhos, não são narrativas simbólicas destinadas a explicar o mundo e a transmitir valores mas sim “realidades testemunhadas” !

    Bacoradas destas só na igreja universal que até a católica já tem uma certa vergonha.

    Está tudo esclarecido, a culpa é minha que não devia estar a tentar falar racionalmente com um “pré-científico” que ainda não saiu da mentalidade mitológica.

    Está bem.  Fica com o teu mundo do Harry Potter todo para ti que eu não estou para te aturar.

    Só acho uma falta de respeito vires fingir um discurso racional quando no fundo tudo se resume a meia dùzia de superstições e crenças mitológicas.

    E se vires a nossa senhora, que deves tomar chá todos os dias com ela. diz-lhe que lhe digo para ter vergonha dos anormais que ela manda para estes blogs armados em intelectuais para, no fim se descobrir que têm a mentalidade pré-científica e mitológica de um neandertal..

    Ponto.

  • Mr X

    “E
    se vires a nossa senhora, que deves tomar chá todos os dias com ela. diz-lhe
    que lhe digo para ter vergonha dos anormais que ela manda para estes blogs
    armados em intelectuais para, no fim se descobrir que têm a mentalidade
    pré-científica e mitológica de um neandertal..”

    Tu, um
    canalha com discurso indecentemente mal-educado, a dizer asneiras e burrices
    por todo o lado, imaginas que alguém está minimamente interessado nas tuas
    alucinações.

    Estás
    demasiado cru nestas coisas, és demasiado infantil e ignorante para arrazoar
    sobre mentalidade “pré-cientifica”. E logo tu que confundes os desenhos
    animados com a mitologia e as chamas mito a todo o que não consegues perceber
    ou provar.

    És mais
    um no alargado nabal a que chamam ateísmo.

    Fico curioso:

    Será que
    também chamas mito às teorias sobre a formação do universo?

    Será que
    não achas um mito as teorias sobre a formação da lua?

    E a
    anti-matéria, impossível de existir sobre a física actual, não é um mito?

    Um Buraco
    negro não é um mito?

    E o
    funcionamento do Sol e das Estrelas?

    Sabes que
    ninguém pode provar que estas coisas realmente funcionam assim? Logo, segundo o
    que tu imaginas, é um mito.

    Os dinossauros
    são mitos; a sua extinção é um muito; a variação glácio-eustática é um mito; a
    evolução é um mito…

    Só mitos.

    Ninguém pôde
    provar aqui na Terra e até hoje, ninguém conseguiu demonstrar que é exactamente
    assim que as coisas funcionam. Quando saíres da caverna onde ainda vives,
    quando começares a pensar, quando tiveres maturidade para raciocinar e saber
    viver entre gente crescida, talvez entendas que nem tudo é palpável ou demonstrável
    fisicamente e que, no mundo do Homem, as verdades de objectivas de hoje  serão imbecilidades e infantilidades amanhã.

    Ao
    contrário, o mundo de Deus é invariável e imutável.

    • HTU

      Claro, claro.

      Imagino que, por exemplo, o mito babilónio ou grego do dilúvio sejam mesmo mitos, mas o mito bíblico do dilúvio, exactamente igual, uma verdadeira cópia do babilónio, já seja uma “parábola intelectualizada” para transmitir valores, embora esta ultima definição também caiba no conceito de mito, que é uma história destinada a explicar factos físicos ou morais (valores).

      Mas pronto, como vem na Bíblia tu, o juíz que decide o sentido do dicionário, não autoriza que exatamente o mesmo mito, quando aparece na Bíblia, seja chamado de mito.  

       Porque não fica bonito.  Na bíblia só há “factos” e “parábolas intelectualizadas”  tentar explicar-te que os mitos muitas vezes descrevem mesmo factos reais e que muitas outras vezes preenchem exactamente a mesma função de uma “parábola” é areia de mais para a tua camioneta que a tua sapiência de trazer por casa não chega lá.

      Isto porque, apesar de estares a rebentar de gazes e presunção e pensares que és um grande intelectual, não fazes a mínima ideia do que seja mito ou religião-

      Para ti religião é a tua igreja e, por especial favor, as outras monoteístas, porque precisas delas para não cair no niilismo da contradição absoluta.   Depois, “mito” a que atribuis uma conotação negativa, são as outras i.e as politeístas.

      O simples facto de muitas vezes partilharem os mesmos mitos, como o dilúvio, não faz essa cabecinha oca de alfinete rariocinar um bocado, porque, afinal, na bíblia não se pretende “explicar nada” mas é tudo “factos testemunhados”.

      Portanto a descrição da criação, no genesis, não pretende explicar nada e deve ter uma data de testemunhas imparciais, que estavam lá todos no escuro a aplaudir quando o teu deus acendeu a luz.

      Olha, por mim podes viver na idade da pedra e acreditar piamente que virgens podem ter filhos, que os deuses falam contigo, que pessoas mortas à dois mil anos andam por aí a falar com toda a gente e a faver favorzinhos a quem pedir com educação, que existem anjos, arcanjos, demónios e bestas de sete cabeças, todos testemunhados “idoniamente” por outros malucos como tu.

      Agora, que pretendas dar lições de lógica e racionalidade e ainda por cima sejas insultuoso e te armes em bom em culto e em superior quando afinal te limitas a debitar uma fé cega e um preconceito fanático e monstruoso em algo que não consegues provar com qualquer argumento lógico ou racional é que demonstra que não tens formação, nem capacidade, nem cultura para manter uma conversa civilizada.

      E sim, eu aceito que tudo é possível e muita coisa não pode ser explicada.

      Daí a aceitar cegamente toda a propaganda de uma qualquer seita e pretender ser dono da racionalidade dizendo que justifica qualquer convicção que tu tenhas, por mais infundada que seja, só porque é a tua, enquanto desprezas altivamente e malcriadamente todas a soutras possibilidades porque só tu sabes e és um grande senhor que sabe tudo, é figura de idiota chapado que nunca me verás fazer.

      Obrigado.

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