O genuíno amor dos esposos é uma bela afirmação de princípio. E o amor pressupõe, pela sua própria natureza, a sua constância,ou então não será amor.
Mas LGR não dá para mais, e até é capaz de correlacionar amor e violência doméstica. Está ao seu nível.
Qualquer dia aparece aqui no ” D.A.” a falar do Amor Paternal com um cartoon referenciado um pai que viola os seus filhos. Já faltou mais. De LGR é de esperar sempre o piorio.
“… então não será amor”. Pois, não. E é aí que o divórcio deve entrar para resolver a alteração da relação pacificamente. Se já não há amor não vale a pena continuarem juntos. Divorciam-se.
É difícil perceber uma coisa tão simples aos padres? Não raciocinam?
“Não raciocinam?”
Claro que não. Estes animais limitam-se a debitar qualquer idiotice que os padres lhes mandem debitar. Aí é que está o poder social da igreja. Fazem destes tipos umas marionetas desmioladas. Alguma vez alguém consegue dar uma resposta como a que ele deu ao LGR sem ser um perfeito idiota ?
Violência doméstica ? O que tem isso a ver com o amor ?
Como se as duas situações não existissem. Como se não houvesse casamentos baseados no ódio, na exploração e na violência. Mas não, o padreca diz-lhe que o casamento é perfeito, mesmo que ele saiba que grande parte das vezes não é, este assassino de merda repete o que o padre disse sem sequer pensar na idiotice que está a dizer.
É com respostas destas que um gajo fica mesmo convencido que vocês são doidos.
Com que então todos os casamentos são baseados no amor. Não há interesses mesquinhos, não há malucos que enchem as mulheres de porrada, não há quem encorne os esposos a toda a hora, os roube ou os prejudique de qualquer maneira.
Não, no vosso mundo de fantasia o casamento é sempre perfeito.
Como resolvias as dezenas de milhares de casos de violência doméstica ? A fingir que não existe ? Até a gaja ir parar ao cemitério ?
Então «o amor pressupõe, pela sua própria natureza, a sua constância,ou então não será amor», não é?
Portanto, por simples definição, o amor deverá permanecer «na sua constância» mesmo que haja violência doméstica.
Porque se não permanecer não será amor, por definição.
É uma lógica curiosa, a tua.
Tão curiosa como a lógica dos três deuses num só ou um gajo de uma religião nascer de uma virgem e ser adorado como deus de outra religião.
Ainda tenho vivo na memória o testemunho, na primeira pessoa, de uma mulher agredida pelo marido. Foi em Portugal, e transmitido em directo na TV (o testemunho, não a agressão). Em desespero de causa, a mulher foi aconselhar-se com o padre, que lhe respondeu: “Minha filha, tens de ser humilde com o teu marido”.
Traduzido para português antes do Acordo Ortográfico: “Come e cala-te”. Julgo que depois do AO tem o mesmo significado.
Só por falácia e incontinência verbal – perdão, digital – se pode acusar alguém de estar a correlacionar amor com violência conjugal. E por desonestidade intelectual, também. O que se pretende dizer, mas só os inteligentes compreendem, é que o amor, como tudo na vida, tem um fim – que não é. necessariamente, a morte. Findando o amor, não haverá razões para se manter uma união, seja ela de facto ou de jure, bastando que UM dos cônjuges não queira. Mas para a ICAR e seus seguidores, que não conseguem ver para os lados, mesmo que haja violência o casamento tem de seguir em frente.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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7 thoughts on “Violência Doméstica”