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  • 30 de Maio, 2011
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

Malta divorcia-se da ICAR

O referendo sobre o divórcio, em Malta, terminou com 53% de «sins» à legalização, apesar de uma campanha histérica da ICAR, que colocou cartazes do «Cristo» pelas ruas, conseguiu que os padres fizessem campanha nas missas e nas procissões, e ameaçou negar a participação nas suas cerimónias a quem votasse «sim». Uma vitória histórica para a laicidade num dos Estados mais clericais da Europa, e onde milhares de pessoas que vivem separadas poderão agora… casar-se.
19 thoughts on “Malta divorcia-se da ICAR”
  • Luís Grave Rodrigues

    É a recorrente irracionalidade da ICAR, que persiste em confundir “família” com “casamento”.

    Não há maneira de entenderem que pode haver família sem haver casamento, tal como pode ainda haver um casamento que não corresponda já a uma família.
    Forçar a permanência de um casamento que já nada significa é, isso sim, um atentado à família.

    Mas lá temos os dogmas bíblicos à frente das pessoas: como um pastor qualquer da Idade do Bronze um dia resolveu dizer que «não separe o homem aquilo que Deus uniu», temos agora de aturar uma instituição tenebrosa que «ama a Deus acima de todas as coisas» e, pelos vistos «acima de todas as pessoas».

    Felizmente a reacionalidade e a laicidade que esta necessariamente traz consigo vão aos poucos ganhando terreno em todo o mundo.
    Como diz a música de Roger Waters «Each small candle lights a corner of the dark».

  • Luís Grave Rodrigues

    É a recorrente irracionalidade da ICAR, que persiste em confundir “família” com “casamento”.

    Não há maneira de entenderem que pode haver família sem haver casamento, tal como pode ainda haver um casamento que não corresponda já a uma família.
    Forçar a permanência de um casamento que já nada significa é, isso sim, um atentado à família.

    Mas lá temos os dogmas bíblicos à frente das pessoas: como um pastor qualquer da Idade do Bronze um dia resolveu dizer que «não separe o homem aquilo que Deus uniu», temos agora de aturar uma instituição tenebrosa que «ama a Deus acima de todas as coisas» e, pelos vistos «acima de todas as pessoas».

    Felizmente a reacionalidade e a laicidade que esta necessariamente traz consigo vão aos poucos ganhando terreno em todo o mundo.
    Como diz a música de Roger Waters «Each small candle lights a corner of the dark».

    • Anónimo

      Mas a Biblia é contra a familia…. veja se a Biblia elogia a atitude de Moises em largar familia…por exemplo….

      • Anónimo

        E isto que te parece”: o Islão reconhece a importância do instinto sexual, mas só admite a sua realização através do casamento lícito, proibindo rigorosamente o sexo fora do casamento e tudo aquilo que possa conduzir à sua prática de modo ilícito”?

        http://www.myciw.org/forums/showthread.php?t=295

        • Anónimo

          mas o  Coran deriva da Biblia e do Torah….
          O Torah é um livro tao recomendavel quanto o MEIN KAMPF

    • Anónimo

      irracionalidade nao… hipocrisia e sujeira mesmo!!!!

      ah;…parabens a Malta”!!!! deu um basta a igreja

    • Anónimo

      Essa do “não separe o Homem o que Deus uniu” é de uma falácia atroz! Para “unir”, Deus; para “separar”, o Homem. Porquê? por que razão Deus não pode separar, da mesma forma que “uniu”? Obviamente esta pergunta é meramente retórica. Deus age de acordo com a vontade do Homem. O que se compreende: a invenção funciona de acordo com o inventor.

  • Kavkaz

    É preciso que o Vaticano perceba que as pessoas casadas, mesmo que inicialmente por amor (o que nem sempre acontece), podem com o decorrer da vida desentenderem-se e não desejarem continuar a viver na mesma união que formaram anteriormente.

    A vida e as pessoas estão sujeitas muitas vezes a fortes alterações do contexto que inicialmente tinham e pensavam. Obrigar as pessoas a continuarem  a ser casadas, quando já não se entendem, não é de bom senso e pode gerar situações muito desagradáveis e até perigosas.

    O divórcio permite resolver e ulttrapassar muitas situações de conflito e dar aos separados a possibilidade de reconstruirem a sua vida afectiva de novo.

    A ICAR ao intrometer-se na vida particular das pessoas dá um mau exemplo e apresenta a solução errada por pretender proibir o divórcio. Ao mesmo tempo passa um atestado de menoridade aos casais como estes não tivessem o direito de poderem resolver as suas situações por decisão delas próprias,

    A separação entre o Estado e a Religião coloca as questões nos seus devidos lugares e dá às pessoas a oportunidade de serem elas a procurar e a encontrarem a sua felicidade sem a instrumentalização da parte do Clero.

    • Anónimo

      o vaticano que condena o divorcio faz vista grossa pras aventuras sexuais do clero…
      otima coerencia!!

    • yuf

      O vaticano percebe perfeitamente.

      Está-se é a cagar de alto para as pessoas, porque o que lhe interessa é o controle social.  O seu sistema irracional de proibições é simplesmente um meio de poder.  E eles estão obsecados por poder.   Não vês a vontadinha que os católicos têm de destruir o blogue ?  

       O facto de alguém poder viver de forma diferente da sua põem-nos doentes.

  • Anónimo
  • Anónimo

    chore, igreja!!!
    http://www.youtube.com/watch?v=xevaW4ty6u8&feature=related
    vai chorar é???? Chore na minha!!!!

    • Anónimo

      Não gostei do slogan ” a porrada é dura” e dos bonés à tótós, da música pimba também não, mas o vídeo, apesar de muito piroso, estava nos limites do medíocre.

  • Anónimo

    Em Malta preponderam mais de 95% de católicos e 53% dos malteses aprovaram a legalização do divórcio. Daí até se pode dizer que ” Malta divorcia-se da ICAR” vai a enorme distância do panfletarismo bacoco.

    http://www.catholic-hierarchy.org/country/scmt1.html

    • yuf

      Pelo visto, na hora da verdade, esses inflacionados 95% apenas valeram 47%.

      Mais uma vez se vê que os hierarcas da igreja são uns verdadeiros artistas com os números, assim como tu és um verdadeiro artista com a demagogia.

      O mais incrível é que, mesmo com as provas à frente, neste caso um plebiscito, vocês continuam a mentir mesmo que vejam que já não convencem ninguém e só estãoa  afzer figura de idiotas.

      • yuf

        A menos, claro, que consideremos “católicos” os desgraçados que foram batizados aos três meses, sem ninguém lhes perguntar nada, e que agora até ser ateus ou testemunhas de jeová.

        Nesse caso, de certeza que a maioria dos membros da associação ateísta são uns grandes “católicos”.

        Enfim, os crentes habituaram-se a viver na mentira e agora não conseguem largar isso.  É como uma droga.

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