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O Embuste

Faz hoje anos que a Virgem Maria, a mãe de Deus, apareceu pela primeira vez em Fátima a três crianças para transmitir uma mensagem aos Humanos.
Andava preocupada com a gente, coitada.

De início a mensagem foi considerada um segredo divino tal era o seu significado simbólico e a sua enorme relevância para a História da Humanidade.
Só foi conhecida aos bochechos e depois de cuidadosamente dividida em três partes.

Ora, a mensagem da mãe de Deus era de tal forma importante que a sua última parte só foi conhecida meio século depois de nos ter sido transmitida.
Era uma previsão de que um gajo vestido de branco ia sofrer um atentado.

Foi pena que a “previsão” não tivesse sido divulgada mais cedo.
É que quando os prognósticos são feitos no fim do jogo perdem toda a piada, não é?…

Mas na primeira parte a Senhora «mais brilhante que o Sol» disse de facto uma coisa de particular importância para a Humanidade: disse que devíamos rezar muito a Deus.
Ao que parece, Deus gosta muito que lhe rezem. Faz-lhe bem ao ego, dizem.

Mas a especialidade da Virgem Santíssima era de facto a futurologia.
Pelos vistos a capacidade de adivinhação deve ser um dom especial reservado por Deus às mulheres «puríssimas», que são aquelas cujo canal vaginal só funciona no sentido catolicamente correcto, que é o sentido descendente, e que nunca foi conspurcada por essa coisa suja, horrível e pecaminosa chamada sexo.

Foi assim que vinda dos Céus, onde se encontra de corpo e alma, esta anorgásmica mãe, provavelmente com muito pouco que fazer, resolveu vir ao nosso planeta dizer-nos que a Guerra acabava nesse ano de 1917 e que os soldados portugueses estariam de volta ao solo pátrio já pelo Natal.

O pior de tudo foi que a I Guerra Mundial, a tal guerra de 1914-18 acabou, tal como o próprio nome indica… no ano de 1918.
Então não querem lá ver que a mãe de Deus se enganou, coitadita?

Ou seja:
Quer isto dizer que nesta insigne e extraordinária mensagem transmitida aos Homens a mãe de Deus numa parte fez um prognóstico no fim do jogo, noutra disse uma banalidade e na terceira, ó Céus… enganou-se!

É pois para honrar esta extraordinária mensagem que milhares de pessoas se deslocam todos os anos a Fátima para adorar e rezar à Virgem Maria e para comemorar e celebrar a extrema razoabilidade e a lucidez de tudo isto.

34 thoughts on “O Embuste”
  • Anónimo

    Por razões que já repetidamente referi, não acredito que Maria de Nazaré tenha aparecido em Fátima, mas acredito que as almas são eternas e que sobrevivem à morte física. A minha posição em relação à fenomenologia de Fátima tem a ver com as graves incoerências, nomeadamente teológicas, que põem seriamente em causa essa alegada Aparição. Tomás da Fonseca, Padre Mário de Oliveira e Moisés Espírito Santo desmontaram cabalmente todas essas incongruências.

    Quem desejar aprofundar esta temática, sugiro que leia o que, sobre a mesma, foi estudado, de forma intelectualmente séria, por Moisés Espírito Santo.

    A crença na alegada Aparição de Fátima não é dogma de fé para os católicos. Mas não deixa de ser curioso anotar que os católicos, que nela não acreditam, são imediatamente proscritos como ” maus católicos” por alguns que conhecem perfeitamente o carácter não dogmático dessa alegada Aparição.

    O fenómeno de Fátima sempre me despertou curiosidade e existem várias especulações sobre a natureza desses eventos. Seja o que for que tenha acontecido na Cova da Iria, enquanto cristão não católico não reconheço que Maria de Nazaré lá tenha aparecido.

    No entanto, hoje estive a ver pela televisão a belíssima procissão das velas, acompanhada por não menos belos cânticos.

    O facto de não acreditar nessa Aparição não implica que não aprecie ver uma multidão, pacificamente reunida em torno da crença a que são devotados.

    São planos distintos de análise, que não devem ser misturados.

    Quanto às pessoas que lá se dirigem,o meu total respeito.Quem seria eu para denegrir das suas convicções ?

    Há muita gente que se dirige à Cova da Iria em desespero. Alguns já provaram o fel bem amargo da injustiça e da ingratidão humanas. Alguns vão lá com a saúde profundamente abalada ou mesmo em estado terminal.

    Qual de nós poderia ser tão cruel, tão desumano e tão insensível que fosse capaz de contribuir para que tantas ilusões, quimeras, ou convicções de fé se desmoronassem, quando a tanta gente, no que o humano falta, o Sagrado resta como derradeira esperança ?…

    • Elmano1948

      Aqui na minha aldeia há um sortudo chamado Zé, carpinteiro de profissão, que vai à Cova de Iria sem precisar de ir a Fátima. Sempre que lhe apetece e desde que a Iria esteja pelos ajustes. 

      • Lena Bernardo

        ” Vai à Cova de Iria ?” “Sempre que lhe apetece e desde que a Iria esteja pelos ajustes ” ?

        Misogenia até enojar.

        • Elmano1948

          Onde vê misoginia cara? Se o Zé gosta de ir à cova de Iria não é misógino! Ainda por cima respeitador pois só vai à cova se a Iria deixar. E eu adoro mulheres. Logo, sou filógino.

          • Lena Bernardo

            Já entendi a forma como você pensa que veio ao mundo:nove meses após o seu pai ter entrado na ” cova” da sua mãe. ” Linda” forma de se apresentar filógino.

  • Jesus Cristo

    Mas, ao invés, já se pode perfeitamente ser «tão cruel, tão desumano e tão insensível» e capaz de explorar «tantas ilusões, quimeras, ou convicções de fé» e aproveitar-se disso e da fragilidade emocional e até intelectual dessas pessoas para lhes extorquir dinheiro.
    E estamos a falar de muitos e muitos milhões de euros. Basta pensar no custo do novo santuário, pago a pronto com o dinheiro das quimeras vendidas aos fiés.

    O que se passa com a FRAUDE DE FÁTIMA promovido pela ICAR por meros motivos de ganho financeiro é um autêntico escândalo!

  • Canet2005

    ” DC — Você disse à polícia que só enterrou o corpo. É
    verdade?
    Paulo Freiberge — Eu não matei ninguém. Só escondi
    o corpo. Fiz o buraco, coloquei o cara dentro com a cabeça para cima e
    joguei terra.

    DC — Você fez alguma coisa antes de enterrá-lo? Paulo — Eu benzi ele.

    DC — Por quê? Paulo — Porque sou católico.”

      http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a1745724.htm#

     ps.: A vítima foi um grande amigo de juventude.

  • Anónimo

    “Ao que parece, Deus gosta muito que lhe rezem. Faz-lhe bem ao ego, dizem.” Ora nem mais parabens pelo texto.

    À que usar óculos vá a nossa senhora aparecer à frente…

  • Anónimo

     Apesar de tudo, esta “estória” de Fátima deixa-me algumas interrogações.
    Quando acontece uma desgraça no planeta alegadamente criado por Deus – o último exemplo aconteceu em Lorca, Múrcia, na vizinha Espanha – os ateus costumam perguntar “onde estava Deus”, quando isto aconteceu – tanto mais que esses “acidentes” são, inegavelmente, derivados de defeitos de construção. Só que quando os ateus cometem o sacrilégio de formular tal pergunta, logo tudo quanto é religioso lhe cai em cima com a resposta lapidar: “Deus não intervém…” etc. E as perguntas que deixo, a quem quiser fazer a caridade de me elucidar, são: Mas Deus não intervém NUNCA, ou às vezes faz uns biscates? Se não intervém nunca, como acontecem os “milagres”? Se só intervém em part-time, quais são os critérios (não vale a estafada resposta “os desígnios de Deus… etc”. Já dei para esse peditório) para a intervenção? Esmolas? Rezas? Crença? Se é assim, podemos considerar Deus parcial e tendencioso? Se não intervém NUNCA, isto é, se não há milagres, o que vão as pessoas fazer a Fátima -. e a outros locais de negócio religioso?
    Por que razão a ICAR não impõe o cumprimento integral do Êxodo 20.4 (“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”) e do Êxodo 20.5 (“Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”)? Embora esta pergunta seja de mera retórica: nós sabemos porquê, é tudo uma questão de núm€ros. Adiante: prestar culto a um boneco é, ou não, paganismo? 

    • Ramati1950

      É impressionante o desprezo e o desrespeito dos ateus às coisas e Deus e da Igreja. E julgam com uma superficialidade espantosa. Jesus afimou que as verdades divinas são reveladas aos “pequeninos”, ou seja, aos humildes  de coração. Tanto que escolheu pescadores e homens simples como discíplulos. Coerentemente a verdade divina tem sido revelada sepre a gente simples através dos tempos. É o quem tem ocorrido com as aparições da Virgem Maria. O caso de Fátima é típico. A Igreja Católica levou nos para aceitá-la,submetendo as crianças à todos os testes psicológios existentes à época. As milhares e pessoas qe assistiram à revolução do Sol simplesmente foram tachadas de lunáticas e alucinadas pelo cavaleiro-mor do ateísmo, Sr.Richard Dawkins. O mesmo em relação aos milhares de milagres ali ocorridos, e em tantos outros locais. E depois dizem que não há EVIDÊNCIAS? Por isso não  querem acreditar: do contrário,teriam que admitir que SOMENTE pode QUEBRAR as leis da física QUEM as FEZ.  

      • Jj Junqueira

        Evidências? Tá de brincadeira. E porque quem fez os terremotos e os maremotos não desfaz para evitar tantas mortes?

      • Kavkaz

        Você é um brincalhão… A sua conversa não convence. É simples ilusão sua. Ontem, em Fátima, os crentes voltaram a acreditar num “milagre” do Sol com uma auréola à volta. A ignorância é clara. Repetiu-se mais uma vez e continuará a repetir-se enquanto não quiserem saber a verdade sobre a Mentira de Fátima.

        Os ateus não desrespeitam “Deus”, pois ele nem sequer existe! A religião vive de “palavras” e de mitos. Você precisa de ler mais para chegar ao nivel de entendimento dos ateus. Sabe muito pouco!

      • Kavkaz

        Você é um brincalhão… A sua conversa não convence. É simples ilusão sua. Ontem, em Fátima, os crentes voltaram a acreditar num “milagre” do Sol com uma auréola à volta. A ignorância é clara. Repetiu-se mais uma vez e continuará a repetir-se enquanto não quiserem saber a verdade sobre a Mentira de Fátima.

        Os ateus não desrespeitam “Deus”, pois ele nem sequer existe! A religião vive de “palavras” e de mitos. Você precisa de ler mais para chegar ao nivel de entendimento dos ateus. Sabe muito pouco!

  • veradictum

    A cena repete-se anualmente com milhares de pessoas, na sua maioria humildes, ingénuas e crentes a deslocarem-se à Cova da Iria, tal como as televisões nos mostram nos dias que antecedem o 13 de Maio.
    E eu não consigo evitar pensar que as pessoas simples se sentem de tal forma entregues aos caprichos por vezes crueis da natureza, da vida e do destino que, muitas vezes, não possuem outra alternativa que não seja, de facto, entregar-se nas mãos de deuses, santos e virgens. São estas entidades que, apesar de nenhuma prova da sua existência e de nunca se terem manifestado, representam a sua última esperança ao seu abandono e a uma uma vida melhor.
    Acredito que Fátima é um dos maiores embustes do séc. XX.
    João Ilharco e Tomás da Fonseca, respectivamente em Fátima Desmascarada e Cova dos Leões, descrevem algumas das verdades que a maioria das pessoas simples e ingénuas desconhecem e que nos fazem alguma luz sobre o que se terá passado.
    Os 3 segredos (Conversão da Rússia, visão do Inferno e morte de um homem vestido de branco junto com cadáveres de milhares de padres, bispos e cardeais), são anedóticos e de fazer rir as pedras. Desde logo porque João Paulo II considerou o Inferno inexistente ou, quando muito um lugar simbólico. Conversão da Rússia? Então mas a Rússia não era cristã??? A morte do homem vestido de branco junto de padres, cardeais e bispos, constitui a cereja no topo do bolo do embuste: então a senhora não sabia que ia haver uma guerra de 1939-45, em que morreriam muitos milhões de seres humanos, da forma mais cruel, e preocupa-se com meia dúzia de eclesiásticos???
    LGR parabéns pelo seu texto.

    • Anónimo

      O que é mais grave é que tudo quanto é comunicação social alimenta essa fraude. E eu só pergunto: porquê? 

  • Kavkaz

    A mentira das aparições de Fátima estão bem retratadas e testemunhadas com documentos daquela época em livros diversos. Um dos factos significativos é o da Igreja Católica, inicialmente, não acreditar no que aquelas crianças carentes afirmavam. Só passados alguns anos se aproveitou dos relatos e dos rumores para exploração religiosa. Quiseram transformar uma Mentira em Verdade que lhes proporciona rendimentos colossais.

    As “revelações” de Fátima são uma cópia adoptada das “revelações de Lourdes (França) com o objectivo de fazer concorrência no circuito religioso com aquele país.

    As crianças eram muito pobres e muito influenciadas pela religião, viviam numa época terrivelmente abalada pela 1ª Guerra Mundial, e era-lhes possível ver qualquer coisa em que acreditassem.

    O aproveitamento das “aparições” de Fátima, tanto pelo Clero, como pelas televisões e outros, é um negócio que lhes proporciona boa visibilidade e rendimento, mesmo à custa da Mentira grosseira. 

  • Irmã lucia

    sobre este assunto a verdade está aqui:  http://republicadassantasbicicletas.wordpress.com/
    só aqui mesmo. tudo o resto são polémicas entre ateus e cristãos da vertente romana…
    esta história foi mal contada pelos crentes e mal interpretada pelos descrentes. tudo o mais é conversa que não nos leva a lado nenhum – como aliás, a maioria do que aqui se publica… ah ah ah ah pois

  • Kavkaz

    Segundo o livro de João Ilharco “Fátima desmascarada” Lúcia
    nasceu no lugarejo de Aljustrel “pequeno aglomerado de casas térreas humildes e
    escuras, escondido no meio de montes que fazem parte da Serra de Aire.

     

    Afastada de Aljustrel cerca de dois quilómetros, existia uma
    pequena depressão, cavada entre montes pedregosos, conhecida pelos nomes de
    Cova de Iria ou Lagoa de Carreira. Era uma região de bom vinho, apaladado e
    forte. À época das aparições esta região montanhosa estava privada de bons
    meios de comunicação, numa zona onde se consome vinho de elevada graduação
    alcoólica, segundo a opinião do Dr. Binet-Sanglé, que foi lente de psicologia,
    citado por João Ilharco.

     

    Os habitantes de Aljustrel eram profundamente religiosos e,
    na sua quase totalidade, analfabetos. A dureza da vida, como sempre aconteceu,
    torna a fé mais viva.

     

    Lúcia viva rodeada de pessoas ignorantes e crendeiras, que
    revelam acentuada tendência para a crença no sobrenatural, a única instrução
    que recebe é de carácter religioso. A acreditar no que foi escrito no livro
    “Jacinta” pelo Padre Galamba de Oliveira, aos dez anos (altura das aparições)
    Lúcia não compreende o que sejam meses e anos e não sabe distinguir uns dos
    outros os dias da semana. O bispo de Leiria chama-lhe “criança sem instrução de
    espécie alguma e duma rudimentar educação” /Provisão do Bispo de Leiria, de
    3-5-1922.

     

    O pai de Lúcia era António dos Santos e tinha a alcunha do
    “Abóbora”. Era mole e arrastado, deixando por isso atrasar as suas terras e não
    tirando delas quanto podiam dar. Prestava culto a Baco, gostava muito da pinga
    e quando não andava no campo a labutar, era na taberna.

     

    A mãe de Lúcia, aos serões, à luz da candeia, lia aos filhos
    episódios do “Velho Testamento” – nos quais a divindade está em contacto
    directo e permanente com os homens – e a “Missão Abreviada”, que relatava a
    aparição de La Salette.
    Lúcia, por consequência considerava facto trivial a aparição
    de entes sobrenaturais a qualquer pessoa.

     

    Nenhum dos 3 pastorinhos sabia ler. É neste ambiente e com
    estas crianças que se prepara o fenómeno que transformaria a vida daquela
    região e da ICAR, deixando os 3 protagonistas com uma vida apagada e sem
    futuro.

  • Kavkaz

     

    A “Dança do Sol” na Cova de Iria. Do livro “Fátima
    desmascarada” de João Ilharco, capítulo XII, pág. 125-142. Vou citar algumas
    passagens…

     

    CITAÇÃO:

    «Uma advertência prévia dirigida a algum leitor mais crédulo
    e ingénuo: aquilo a que imprópria e abusivamente se deu o nome de “dança do
    Sol”, não passou dum fenómeno meteorológico naturalíssimo, que poderá
    repetir-se em qualquer lugar, desde que se verifiquem as mesmas condições
    atmosféricas existentes na Cova de Iria cerca das 15 horas do dia 13 de Outubro
    de 1917, conforme se demonstrará neste capítulo.

     

    Em toda a Terra não pode existir um único homem de ciência,
    honesto e na posse das suas faculdades mentais, que defenda a opinião de que o
    Sol dançou na Cova de Iria em 13 de Outubro de 1917.

     

    No dia 13 de Outubro de 1917, segundo afirmam os católicos
    portugueses, o Sol, transgredindo as leis cósmicas, bailou prodigiosamente no
    céu da Cova da Iria, a fim de que os peregrinos, que se encontravam no local,
    acreditassem na autenticidade das aparições a três inconscientes pastores.
    Parece que a Virgem poderia alcançar esse fim por uma forma bem mais fácil e
    eficaz: patentear-se aos olhos dos 15 ou 20 mil peregrinos que nesse dia se
    haviam reunido na Cova de Iria.

     

    Mas se a “dança do Sol” foi a assinatura de Deus nas
    aparições de Fátima como se compreende que a Igreja esperasse treze anos para
    declarar oficialmente que as aparições tinham sido verdadeiras?

     

    Em Vilar do Chão (distrito de Bragança), conforme se lê em
    extensas reportagens publicadas por alguns jornais diários do Porto, o Sol
    “dançou” em 11 de Outubro de 1946 ante os olhos deslumbrados de 30.000 pessoas
    para que toda a gente acreditasse nas declarações da “vidente e miraculada”
    Amélia da Natividade Fontes.

     

    Digamos em boa verdade: os artífices de Vilar do Chão
    demonstraram ser bons discípulos dos autores do sobrenatural de Fátima. Mas
    dá-se a circunstância de Fátima não admitir concorrência em terras portuguesas.

     

    Um repórter de “O Século”, poucos dias depois da suposta
    dança solar, entrevistou acerca do fenómeno o director do Observatório
    Astronómico de Lisboa, o professor da Faculdade de Ciências, Frederico Oom.

    – «A ser um fenómeno cósmico – esclareceu esse homem de
    ciência – os laboratórios astronómicos e meteorológicos não deixariam de o
    registar. E eis precisamente o que falta: esse registo inevitável de todas as
    perturbações no sistema dos mundos, por mínimos que sejam. Já vê…»

    – «Fenómeno, então, de natureza
    psicológica?»

    – «Porque não? Efeito, talvez, sem dúvida curioso, de
    sugestão colectiva. Em qualquer dos casos completamente alheio ao ramo da
    ciência que eu cultivo» /”O Século” – edição da tarde – 18-X-1917.

     

    No seu inquérito paroquial, o prior de Fátima regista o
    relato que Lúcia lhe fez a este respeito, escrevendo:

    «Declarou mais Lúcia que neste momento disse ao povo que
    olhasse para lá – para o Sol – que estava lá S. José e depois Nosso Senhor.»

    Mas a multidão que nada vira, sentia-se lograda. O
    desapontamento era experimentado por toda a assistência. D. Maria Augusta
    Saraiva Vieira de Campos, uma das muitas senhoras que concederam à propaganda
    de Fátima a mais entusiástica cooperação, no seu folheto “A Minha Peregrinação
    a Fátima», publicado em Novembro de 1917, faz alusão ao desânimo e
    desapontamento que dela chegaram a apoderar-se:

    «Confesso – escreveu esta senhora – que já então nenhuma
    esperança me restava de ver o milagre» /pág. 11/.

     

    Mas o milagre, por que aquela gente esperava, seria a tão
    celebrada “dança do Sol”? De modo nenhum. O milagre consistiria no privilégio,
    concedido às pessoas que estivessem em estado de graça, de presenciarem a
    aparição da Sagrada Família.

     

    A “Ilustração Portuguesa” de 29 de Outubro de 1917 deu à
    estampa fotografias tiradas na Cova de Iria no dia 13. Uma, que tem por legenda
    “Olhando o Sol”, correspondia ao momento em que Lúcia avisou que no
    Sol aparecera a Sagrada Família. Na expressão daqueles campónios não se observa
    o mais leve sinal de assombro ou terror, de esperar de quem assiste a um
    fenómeno pavoroso, como seria a “dança do Sol”. Nos seus rostos, pelo contrário,
    é bem visível um sentimento de mofa de quem se sentia logrado, porque, da
    Sagrada Família, nenhum dos seus membros haviam enxergado.

     

    Esta conclusão, fácil de tirar, é confirmada pela própria
    Lúcia, mas nós só tomámos conhecimento da sua confirmação em Junho de 1967, ao
    lermos o livro «Vision of Fátima” do padre norte-americano McGlynn, que
    entrevistou Lúcia em 1947.

    Depois de se ter referido à aparição da Senhora em 13 de
    Outubro e de ter admitido que exclamou: “Olhem para o Sol» no momento em que
    anunciou que estava a ver a Sagrada Família, ao referir-se ao fenómeno chamado
    “dança do Sol”, confessou:

    –         
    Por
    mim não o vi» /«I myself did not see it» (pág. 96 )/.

    Variadíssimas pessoas, que estiveram na Cova da Iria, nada
    observaram que pudesse ser considerado fenómeno sobrenatural. E até o padre
    McGlynn /pág. 25/ alude a uma senhora que nada mais viu no céu senão o facto
    vulgar de, repentinamente, ter cessado de cair a chuva que se despenhava das
    nuvens /..«she herself observed nothing extraordinary in the sky, appart from
    the sudden cessation of the heavy rain»/.

     

    Cada um, mais tarde, narrou o
    fenómeno meteorológico ao sabor da sua fantasia ou dos fins que tinha em vista.

     

    O Dr. Domingos Pinto Coelho, crente de elevada categoria
    social, no jornal católico de Lisboa a “Ordem”, descreveu o que viu de forma
    bastante fiel. Eis o seu relato feito com seriedade:

    «O Sol, até então encoberto, mostrou-se entre nuvens que
    corriam com certa velocidade. E como era variável a densidade destas, mais ou
    menos diáfano era o véu que elas punham sobre o astro-rei.

    «Como toda aquela multidão, olhámos para o céu com atenção
    concentrada e, atrás das nuvens, vimo-lo com aspectos novos: novos para nós,
    note-se bem. Umas vezes rodeado de chamas encarnadas, outras vezes aureolado de
    amarelo ou roxo esbatido, outras vezes parecendo animado de velocíssimo
    movimento de rotação, outras vezes, ainda, aparentando destacar-se do céu,
    aproximar-se da Terra e irradiar um forte calor…

    «Para quê negá-lo? Estes fenómenos, que jamais tínhamos visto,
    impressionaram-nos fortemente. E, na sua grande generalidade, sobre aquela
    multidão perpassou uma grande onda de fé, que fortemente comovia.

    «Uma dúvida nos restava porém. O que víramos no Sol era
    coisa excepcional? Ou reproduzir-se-ia em circunstâncias análogas?

    «Ora precisamente esta analogia de circunstâncias
    proporcionou-se-nos ontem.

    «Pudemos ver o céu toldado de nuvens, como no sábado. E,
    sinceramente: vimos a mesma sucessão de cores, o mesmo movimento rotativo,
    etc.».

     

    No dia 26 de Dezembro de 1956 o autor deste livro /João Ilharco
    / observou, em condições excepcionalmente propícias, o mesmo fenómeno
    meteorológico presenciado na Cova da iria, pois o estado atmosférico, que o
    produziu, manteve-se inalterável das 11 às 11 horas e meia.

    Transcrevem-se as notas que o autor tomou no momento da
    observação:

    «O céu está todo nublado, ma não de maneira uniforme. As
    nuvens assemelham-se a véus de gaze, aqui mais ténues, além mais espessos, que
    deixam quase sempre fitar o Sol, sem que a vista se fatigue. O vento impele as
    nuvens com certa velocidade, mas como o céu está todo encoberto, a deslocação
    das nuvens só se torna sensível em frente do Sol. Os olhos, porém, sofrem uma
    ilusão, parecendo-nos que é o Sol que gira sobre si mesmo, em sentido contrário
    à deslocação das nuvens. Dir-se-ia um desses globos terrestres usados para o
    ensino de geografia, animado de movimento de rotação em torno do seu eixo.

    «Quando a espessura das nuvens diminui, torna-se mais
    intenso o brilho do disco solar, produzindo a impressão de que aumenta
    subitamente de superfície, como aconteceria com um objecto que se aproximasse
    do observador.

    «Em virtude desse momentâneo aumento de brilho, que chega a
    incomodar a visão, forma-se na nossa retina um negativo da imagem do Sol, que
    se sobrepõe à imagem real, dando-nos o aspecto dum eclipse.»

    De certo modo o disco solar assemelhava-se a um objecto de
    prata fosca, de forma que a nossa observação está de acordo com o que deixaram
    registado o jornalista Avelino de Almeida e os doutores Vieira Guimarães e
    Pinto Coelho, excepto num pormenor: nós não demos conta de qualquer variação de
    cor, que, muito naturalmente, se poderia ter produzido na Cova da Iria.

     

    Como se vê, o fenómeno meteorológico presenciado pelos
    peregrinos em 13 de Outubro de 1917, foi um acontecimento vulgar, que tem fácil
    e lógica explicação. O clero, por conseguinte, proclamando o fenómeno observado
    na Cova da Iria como um milagre, não teve respeito pela sensata doutrina do
    grande doutor da Igreja Santo Agostinho, que disse:

    «Nunca se deve proclamar um milagre, quando é possível uma
    explicação natural.»

     

    FIM DE CITAÇÃO.

  • Kavkaz

     

    Lúcia e a Grande Guerra de 1917. Do livro “Fátima
    desmascarada” de João Ilharco, pág. 115-118. Vou citar:

    «No dia da última aparição (13 de Outubro de 1917) e naqueles que a esse se
    seguiram, Lúcia disse para numerosas pessoas que a Virgem lhe tinha afirmado
    que a «Grande Guerra» havia terminado no dia 13.

    Avelino de Almeida, o enviado especial do diário “O Século»
    na sua celebrada reportagem publicada no dia 15 de Outubro, deixou arquivada a
    declaração de Lúcia nos seguintes termos:

    «Lúcia, a que fala com a Virgem, anuncia com ademanes
    teatrais, ao colo de um homem que a transporta de grupo em grupo, que a guerra
    terminára e que os nossos soldados iam regressar.»

    Numa época em que acentuação das palavras se fazia em
    Portugal um tanto arbitrariamente, Avelino de Almeida, para que os leitores não
    confundissem o pretérito mais-que-perfeito, que ela empregou, com o futuro,
    acentuou a forma verbal terminára, para que fosse lida como palavra grave e não
    como aguda.

    Terminára (que hoje se escreve sem acento) e que equivale a
    tinha terminado, foi o que Avelino de Almeida escreveu e não terminará, futuro.

    Os autores fatimistas, porém dão a tudo o que se relaciona
    com Fátima a feição que mais lhe apraz, razão por que o Padre Luís Gonzaga da
    Fonseca, grande defensor dos interesses de Fátima, em artigo publicado na
    revista “Brotéria” (Maio de 1951, pág. 516 ), afirma categoricamente que
    Avelino de Almeida escreveu em “O Século” «a guerra terminará», o que não
    corresponde à verdade, como qualquer pessoa poderá verificar.

    Que Lúcia asseverou que a Senhora lhe havia dito que a
    guerra acabara naquele mesmo dia, 13 de Outubro, é uma verdade que não pode ser
    contestada, como vamos demonstrar.

    O «observador» enviado pelo Patriarcado de Lisboa para
    Fátima, cónego Nunes Formigão, interrogou Lúcia no próprio dia 13 de Outubro. À
    pergunta «Que disse ela?», feita pelo cónego, Lúcia respondeu:

    – «Disse que nos emendássemos, que não ofendêssemos Nosso
    Senhor, que estava muito ofendido, que rezássemos o terço e pedíssemos perdão
    pelos nossos pecados, que a guerra acabaria hoje e que esperássemos os nossos
    soldados muito brevemente» / “As Grandes Maravilhas de Fátima”, pág. 99/.

    Em 19 de Outubro o cónego Nunes Formigão voltou a
    interrogá-la e quis saber os termos exactos em que a Senhora tinha anunciado o
    fim da guerra no dia 13. Lúcia satisfez o desejo do cónego, declarando:

    – «Disse assim: A guerra acaba ainda hoje, esperem cá pelos
    seus militares muito em breve» /“As Grandes Maravilhas de Fátima”, pág. 109/.

    A uma objecção do cónego, Lúcia reforçou a sua afirmação:

    – «Eu disse tal e qual Nossa Senhora tinha dito» /Idem,
    idem, pág.109/.

    O pároco de Fátima, Padre Manuel Marques Ferreira, que
    interrogou a vidente e tomou nota das suas declarações, deixou consignada no
    seu inquérito a afirmação de Lúcia quanto ao facto de a Senhora lhe ter
    revelado que a guerra terminara em 13 de Outubro. As declarações de Lúcia são
    registadas da seguinte maneira:

    – «Quero-te dizer que não ofendam mais o Nosso Senhor que
    está muito ofendido; rezem o terço a Nossa Senhora. Façam aqui uma capelinha a
    Nossa Senhora do Rosário. (Lúcia tem dúvidas se foi assim como fica dito ou se
    foi: «Façam aqui uma capelinha. Sou a Senhora do Rosário). A guerra acaba hoje,
    esperem cá pelos seus militares em breve».

    O Padre José Ferreira de Lacerda, director do aguerrido “ O
    Mensageiro” de Leiria, interrogou Lúcia no dia 19 de Outubro. Lúcia narrou-lhe
    o diálogo travado entre ela e a Senhora, que, na parte que interessa, é como
    segue:

    – «O que é que vossemecê me quer? Respondendo-me ela»:

    – «Que a guerra acabaria hoje e que esperássemos pelos
    nossos militares muito em breve» /”O Mensageiro”, de Leiria, de 22-XI-1917.

    A «Grande Guerra acabou treze meses mais tarde, em 11 de Novembro de 1918. Que
    conclusão se impõe aos católicos?

    Como a Virgem não podia mentir, afirmando que a guerra tinha
    acabado em 13 de Outubro de 1917, o embuste é obra de Lúcia coisa que lhe está
    muito a carácter. «Cesteiro que faz um cesto, faz um cento», sempre que isso
    lhe apeteça ou julgue alcançar certos fins com a mentira.

    Os dirigentes de Fátima reconheceram o grave inconveniente
    que advinha para o futuro da Lourdes portuguesa da invencionice de Lúcia, e,
    por essa razão, entre os categorizados católicos que se empenhavam por que as
    aparições fossem tidas como verdadeiras, cedo foi passada palavra com o fim de
    se afirmar que Lúcia não havia dito que a guerra tinha acabado naquele dia 13
    de Outubro de 1917, mas sim que a guerra estava para acabar, sem a indicação da
    data.

    Quando Lúcia – contava ela dezassete anos, e já havia três
    que fora sequestrada – depôs no inquérito canónico em 8 de Julho de 1924,
    devidamente industriada quis remediar a tolice da falsa predição do fim da
    guerra para 13 de Outubro de 1917, declarando:

    – «Parece-me que a Senhora disse: «a guerra acaba hoje».
    Minha prima Jacinta disse-me em casa que a Senhora falara assim: «Convertam-se,
    que a guerra acaba dentro de uma ano» /Revista «Brotéria», Maio de 1951, pág.
    519/.

    O expediente de invocar o testemunho de pessoas mortas é
    velho, /Jacinta, a outra pastorinha, tinha falecido em 20 de Fevereiro de 1920
    em Lisboa, no Hospital da Estefânia, para onde fora a fim de ser operada a um
    tumor, consequência da gripe pneumónica» – “O Mensageiro, de Leiria (27-2-1920
    )”, invocado na pág. 32 do livro de João Ilharco/ mas, neste caso, é a
    testemunha invocada que desmente Lúcia. Em 19 de Outubro de 1917, o cónego
    Nunes Formigão fez notar a Jacinta que a guerra continuava, ao contrário
    daquilo que ela e a prima asseveravam como tendo sido dito pela Senhora.

    A pobre pequenita insistiu:

    – «Nossa Senhora disse que, quando chegasse ao céu, acabava
    a guerra».

    O cónego fez-lhe esta abjecção:

    – «Mas a guerra não acabou».

    – «Acaba, acaba» – teimou a petizita.

    – «Mas então quando acaba?»

    – «Cuido que acaba no domingo» /«As Grandes Maravilhas de
    Fátima», pág. 117/.

    É bem certo que, para justificar uma mentira, é necessário
    recorrer a muitas outras.

  • Kavkaz

     

    Transcrevo do livro “Fátima desmascarada, a verdade
    histórica acerca de Fátima documentada com provas” de João Ilharco, Coimbra,
    1971, 3ª Edição do autor.

     

    O sobrenatural de Fátima foi obra de um pequeno grupo de eclesiásticos,
    inteligentes e ousados, que tinham contra o regime republicano, implantado em
    1910, grandes ressentimentos.

    A República reduzira a importância social do clero e os seus
    rendimentos, e isso levou os padres a hostilizarem abertamente o novo regime
    tanto no púlpito como fora dele.

    E se eclodisse em Portugal um fenómeno sobrenatural, capaz
    de causar alguns engulhos a republicanos e livres-pensadores?

    Usando de prudência e de absoluto sigilo, dois ou três
    eclesiásticos começaram a estudar um plano de actuação – e desses conciliábulos
    nasceram as aparições da Cova de Iria, na Freguesia de Fátima, distrito de
    Santarém.

    Os autores do sobrenatural de Fátima pretendiam alcançar
    três objectivos imediatos:

    1º- Tentar a fundação duma nova Lourdes, que conservava
    então o primeiro lugar entre os centros de peregrinação do mundo católico.

    2º- Arranjar uma copiosa fonte de receita para a propaganda
    católica.

    3º- Fazer de Fátima uma arma contra o regime republicano,
    implantado em Portugal em Outubro de 1910.

     

    O primeiro objectivo é denunciado pelo Boletim do clero de
    Vila Nova de Ourém, sede do concelho de que faz parte a freguesia de Fátima, o
    qual, após a terceira aparição (13 de Julho de 1917), soltava este jubiloso
    brado em seu número de 29 de Julho:

    “Quererá a Rainha dos Anjos fazer desta freguesia (Fátima)
    uma segunda Lourdes?!… Ah! Quem o merecera! A Deus e à Virgem nada é
    impossível.”

    O clero, todavia, era o primeiro a não confiar
    demasiadamente nos bons ofícios da divindade. Não seria mais seguro que os
    interessados pusessem mãos à obra? O aguerrido semanário católico de Leiria “O
    Mensageiro”, ali à beira de Fátima, era dessa opinião, como se vê pela pergunta
    que fazia em 30 de Maio de 1917, em artigo de fundo:

    “Católicos de Portugal, porque fiais só do céu a realização
    das vossas esperanças?”

     

    O segundo objectivo foi posto em foco no órgão de grande
    informação “O Século”, de 13 de Outubro de 1917, por Avelino de Almeida, enviado
    especialmente a Fátima para fazer a reportagem dos sucessos da Cova da Iria:

    “Haverá por acaso especuladores que se aproveitam do ensejo
    para a efectivação de recônditos mas lucrativos planos, em que na santa e
    eterna ingenuidade representa a matéria prima a explorar? Não o negaremos nós,
    porque a lição dos factos no-lo vem ensinando através dos séculos, nem
    pasmaremos se amanhã se descobrir que as faladas aparições de Fátima redundam,
    sobretudo, em vantagens temporais para muita gente.”

     

    O terceiro objectivo – fazer de Fátima uma arma contra a
    República -, em 1917 estava em primeiro plano, e isso era sabido tanto nas
    hostes católicas como nas republicanas. De um modo geral, os católicos
    hostilizaram, quanto puderam, o novo regime, dando origem a grave ressentimento
    entre os republicanos e a Igreja.

    Muitos sacerdotes pregavam
    abertamente contra a República, o que, em alguns casos, obrigou as autoridades
    a deter – embora por curtos prazos – os padres mais agressivos, a título de
    advertência. Isso aconteceu a alguns membros do clero da região de Fátima, que,
    mais tarde, intervieram decisivamente na eclosão do sobrenatural da Cova da
    Iria. Pág. 11-13.
    Até 1938,
    a história de Fátima assemelhava-se à de Lourdes, como a
    gota de água duma fonte a outra gota de água da mesma fonte.

    Os meios geográficos e sociais e a personalidade dos
    videntes, ignorantes e crendeiros, ajudaram a criar entre Fátima e Lourdes a
    almejada identidade.

    Os cronistas de Fátima descrevem a Cova de Iria como um
    sítio feio, ermo e pedregoso. A respeito da montanha de Massabielle, onde fica
    situada a gruta das aparições, diz Henri Lasserre que seria difícil encontrar
    “lugar mais solitário, mais selvagem e mais deserto”.

    Tanto em Lourdes como em Fátima os habitantes eram pouco
    instruídos mas muito supersticiosos e muito devotos de Maria. Bernadette, Lúcia
    e os primos eram completamente analfabetos. Em Lourdes e Fátima apareceu aos
    videntes uma menina de incomparável beleza, que nem Lúcia nem Bernardette
    designavam pelos nomes de Virgem Maria ou de Nossa Senhora.

    Estas meninas, dotadas de incomparável beleza, apareceram em
    Lourdes e em Fátima com as mãos unidas e em atitude de prece, e delas lhe
    pendia um rosário de alvas contas.

    A Senhora promete a Bernadette fazê-la feliz no outro mundo;
    a Lúcia e aos primos anunciou que os levaria para o céu.

    – “Sou a Imaculada Conceição” – disse a Senhora em Lourdes.

    – “Sou a Senhora do Rosário” – confidenciou em Fátima.

    Desta maneira, as exclamações com que as Senhoras se
    identificavam mostrava-se um tanto dissonantes, e, por isso, a nova história de
    Fátima apresentou uma novidade: A Senhora da Cova de Iria tinha pedido a
    propagação do culto do seu Imaculado Coração.

    Imaculada Conceição… Imaculado Coração…

    Os autores da inovação sabem que o povo se não prende com o
    significado das coisas e aquela semelhança fónica produziria nos ouvidos dos
    crentes uma agradável impressão…

    As pequenas dissemelhanças que existiam entre a história de
    Fátima e de Lourdes foram reduzidas à sua expressão mais simples pelos autores
    da nova história. Em Lourdes as aparições realizaram-se numa gruta e em Fátima
    em cima duma azinheira. Que fazer? Acrescentaram-se mais umas cenas na peça – e
    a nova história insere nas suas páginas as aparições do anjo, que escolhe uma
    gruta ou “loca” para as realizar.

    Em Lourdes, a primeira aparição foi precedida dum vento
    tempestuoso – mas as folhas das árvores nem buliam; em Fátima, antes da
    aparição do anjo, também se ouviu soprar um vento forte – mas as folhas
    conservaram-se imóveis.

    Em Lourdes a Senhora confiou três segredos a Bernadette,
    enquanto que em Fátima se limitou a comunicar um só. O desacordo sanou-se desta
    maneira: o segredo de Fátima passou a constar de três coisas distintas, o que
    equivale a dizer que deixou de ser um para ser três…

    La Salette
    também forneceu dois motivos para a nova história de Fátima. Maximino e Melanie
    declararam que do corpo da Senhora, saíam dois reflexos luminosos, um dos quais
    envolvia os dois videntes. Era um descrédito para os pastorinhos de Fátima
    ficarem, sob este aspecto, em plano inferior aos colegas de La Salette. Os autores da nova
    história solucionaram a questão com uma penada – e os três primos lá apareceram
    agora banhados por um raio de luz sobrenatural.

    Outro motivo diz respeito ao conteúdo de um dos segredos. Um
    deles, em la Salette,
    prometia a conversão da Inglaterra ao credo católico; em Fátima, a conversão da
    Rússia.

    Em face dos sucessos históricos, aconselhamos aos autores
    das aparições a que sejam mais prudentes, quando se puserem a profetizar… Pág. 185-187.

    • veradictum

      Parabéns e agradecimentos em nome  de muitos, por ter aqui inserido esclarecimentos bem fundamentados que ajudam a compreender o fenómeno fatimista. Tal como a grande maioria dos crentes, tb eu acreditava pura e simplesmente sem me questionar, e foi precisamente com Fátima que comecei as minhas dúvidas e questões, já há muitos anos. Daí até questionar tudo o que diz respeito a religiões foi um passo, que me transportou para uma nova visão do mundo, das ideias e das pessoas que detêm o poder. Considero que ser convictamente ateu, exige muito mais de um ser humano do que ser crente e nem sequer vou explicar porquê, porque todos nós ateus sabemos, e porque tb nos sentimos simultaneamente privilegiados.

      • Anónimo

        “Considero que ser convictamente ateu, exige muito mais de um ser
        humano do que ser crente e nem sequer vou explicar porquê, porque todos
        nós ateus sabemos, e porque tb nos sentimos simultaneamente
        privilegiados ”

        Veradictum

        “Privilegiados” ?

        Presunção e água benta cada qual toma a que quer.

        ” Exige muito mais do que um ser humano”

        A isso, Benjamim Franklin responde-te certeiramente:

        “Acreditar que o universo não teve um Criador, é o mesmo que acreditar
        que o dicionário é o resultado de uma explosão na tipografia!”

        • veradictum

          A declaração de benjamim Franklin tem o valor que tem, tal como a minha ou a sua. Mas coloque o Benjamim na sua época,  e olhe agora bem para ele,tendo em conta os conhecimentos de então, bem como as consequências para alguém que se manifestasse não crente e verá que ele, embora já muito à frente no pensamento da época, só poderia ter esse desabafo, pois só teria a perder se tivesse o oposto. Para mais sendo chefe de uma nação que ainda hoje é exageradamente crente e onde se criam e proliferam religiões para todos os gostos…
           Volto a repetir-lhe que me sinto privilegiado por pensar como penso, e o facto de constatar que por aqui aparece muito ser humano que pensa exactamente como eu, mais me motiva e estimula a apoiar e divulgar tudo o que possa esclarecer as mentiras das religiões e a ingenuidade da maioria dos seres humanos, que, devido à dureza, injustiça e crueldade do mundo em que vivemos, se sentem necessitados de um poder transcendental e daí que estejam sempre prontos a acreditar nos acontecimentos mais inverosímeis, desde que constituam esperança de um melhor amanhã. Cumprimentos.

  • Kavkaz

    Os crentes gostam da palavra “milagre”. E inventa-os… É o que aconteceu mais uma vez em Fátima. Assim, justificam e argumentam a sua fé, o tempo e o dinheiro perdidos… Mas tudo nõ passa de Mentira!

    “Peregrinos de Fátima acreditaram que auréola que se formou em torno do Sol era milagre”.

    http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2011/05/13/halo-solar-marca-13-de-maio-em-fatima

  • Velhinha Crente

     QUE DEUS NOS PROTEJA MILA QUE DEUS NOS PROTEJA Ó MILA TÀ ÀCONTECER UM MILAGRE.

  • Velhinha Crente

     QUE DEUS NOS PROTEJA MILA QUE DEUS NOS PROTEJA Ó MILA TÀ ÀCONTECER UM MILAGRE.

  • Doolite

    A mãe de deus era tolinha, coitada, depois que a pomba a galou, abusivamente, sem mais nem menos. 

  • amilton cardoso

     Afinal qual é a verdadeira mãe de Jesus, a Maria de Fátima,de Nazaré, de Lourdes, Aparecida do Brasil ou alguma outra que me escapa a denominação.
    Talvez seja a N.Sra. do Bom Parto ou a da Boa Morte. A de Copacabana talvez.
    Na verdade parece que lhe são atribuídos tantos nomes para agradar a diferentes regiões e povos.
    No entanto o que mais me chama a atenção é o fato de os católicos fazerem diferenças entre as várias denominações e inclusive acharem que uma é mais milagrosa que as outras. Enfim, entender a fé é complicado.

    • Jesus Cristo

      Mas alguém tem dúvidas de que as religiões cristãs são religiões politeístas?

  • Deam Klyss21st

    É necessária a miragem e o domo porque a consciência plena é quase insuportável, e só pensadores exímios não se desfazem psicologicamente com a claridade da consciência; porque a vida é um refulgir de sentimentos que se expandem em extensões pelo infinito.
    O perder da virtude destorce (e distorce) a simplicidade, e a retorce com poluição: de enganos, presunções, volubilidade, e desapreço pela ternura.
    A Civilização cambaleia nesta estrada porque os gritos da guerra são de inocentes e não dos massacradores sendo alcançados pela Justiça.
    A fidelidade é interesseira como o rebuliço alegre dos cachorros, mas a lealdade é triunfo dos homens e de mulheres autênticas.
    É com esse tom que vai ser estreado na Internet o site do Clube Natureza Gleam; mais especificamente a página da Shannon Ballanne, chamando-nos a atenção para vislumbres de horizontes mais propícios para nós seres humanos.
    Neste site vai-se instigar as pessoas livres a construir um monumento à nossa conquista civil, de termos chegado ao Século XXI; é um tanto de otimisto, mesmo diante das lastimáveis feiúras sociológicas que presenciamos por todo lado.
    Muita coisa já não nos admira, como a de constatar que rápido se criou um movimento deplorável tentando explorar a procura das pessoas por liberdade, vide o repúdio que está postado no blog DeamDuroRude sobre a desfaçatez de uns “espertos” em criarem uma “igreja” ateísta.
    Acontece que o contínuo estado reprimido com que vem vivendo as gentes nesse nosso Sistema Falido fez com que muitos só se bandeassem para o ateísmo para se lançar à bebeção desmedida e se largar de vez aos vícios reprováveis à uma integridade física e psicológica. E como nós, civilmente, carecemos de total falta de educação sexual; e estamos completamente atolados em insanos engendramentos teo-pulhíticos, vemos nossos dias e tudo neles ir-se ao brejo e ao lamaçal e ao despenhadeiro.
    Lançamos um livro de matemática bastante importante em questão de simplicidade para estudantes e até pesquisadores. NENHUM ateu se deu ao prazer de adquirí-lo; nenhum ateu se deu ao esforço de doar uma única aula para os estudantes que precisassem desse livro.  Um investimento sincero, sem conivência com qualquer interesse político ou qualquer outro de cunho reprovável. E o blog Clube Natureza Gleam doou por conta própria o que pôde.
    Com o advento de um acontecimento muito importante flagrado por um par de nossos integrantes (do Blog e Grupo de pesquisadores independentes), vimos que o esmêro dos conceitos presentes nesse livrinho simples tinha alcances até nas conquistas conceituasi de nossas civilizações anteriores mais adiantadas (das quais nos restaram apenas as crenças descabidas em divindades).
    Sabemos que as divindades são embustes que usurpam nosso apreço pelo sublime, por sabermos que sublime é a plenitude constante em uma flor, a que só com aplicada consciência podemos almejar tal aprontamento de ciência para fazer uma. E isto em seu âmago, implica nossa continuidade, e proteção contra as intempéries não só de nosso Planeta,mas as ocorrentes no Cosmos.
    Sabemos que logo não teremos onde colocar tanta gente que prolifera na Terra em condições de escravos geopolíticos, sabemos que muitas atividades serão feitas por robôs, sabemos que precisamos nos reorganizar em todos os setores; e sabemos que os parasitas-dementes que esfolam a nossa espécie só querem “proteger” as famílias para o suga-suga deles.
    E sabemos que muito mal temos noção do que é de fato uma consciência ecológica; pois pouquíssimo sabemos sobre as atinências conceituais dos feedbacks da energia (não é a palhaçada que envolve por aí esse termo).
    Talvez, se não conseguirmos nos livrar do microquimerismo com cachorro, nem do cêrco com que estão jogando a pele escura sobre outras ao feitio subserviente de capatazes-fiéis, nem do espúrio destrambelhamento das línguas em seus solos, nem das repugnantes campanhas midiáticas em prol da ignorância em nossa Sociedade, talvez não tenhamos mesmo chance nenhuma de vislumbrar no horizonte o singelo e maravilhoso sorrir de uma criança, e muito menos termos o contentamento de vir a conhecer outras civilizações que ja há muito vêm acenando para nossa atenção.
    Gratos pela cordialidade de postar nossas considerações.
    Deam Klyss & Shannon Ballanne

  • Shere w.

    A mentira desmancha a vida; porque no ESPAÇO (a não ser em pequena escala no setor biológico) o embuste não tem vez. Não há como um ponto-espaço ‘dizer’ para outro: “eu não sou esse ponto”; e toda a circunstância espacial ‘fingir’ e assentir que seja assim. Não é nem um fator de substituição; porque não se processa assim. Por exemplo: Não há como um ponto-espaço que se expulsa para com outros dois, ‘dizer’ a esses que “é brincadeirinha ‘podem chegar’, eu gosto de vocês”.  Isso não acontece entre as interações na simplicidade do ESPAÇO.
    Por aí, não haveria a Física de estar à mercê das impertinências das crenças. Mas sim, a Biologia. Embora já há bastante tempo que vem sendo assinalado que aos físicos já faltava um flerte maior com a Filosofia, para que não se tornassem ‘matemáticos‘-físicos e ‘técnicos‘-físicos, e decorrente disso descambassem psicologicamente levando a Física para os equívocos dos misticismos.
    No ESPAÇO tudo rodeia, em termos de movimento, em um fato simples: a troca. 
    Para um ponto-espaço ir daqui para ali precisa modificar o seu estado espacial (o potencial ou cinético), e consequentemente o local-ambiente (que expressa a circunstância com ele,  com  sua respectiva posição e indução inerente ao seu teor, ao que é, portanto).
    Dando um salto do âmbito da Física para a Química isso implica em modificar em algum aspecto o volume, a temperatura, e/ou pressão; e já para a Biologia, isso implica “comer”; em frase simples: qualquer ser vivo (entre tantas interações de trocas) precisa ‘comer’ (ingerir-processar-expelir) para suster seu estado na conformação do ambiente.
    Aqui, na Biologia, a crença foi embora; fantasia divina nem se cogita. Até aventar a idéia de uma ‘consciência cósmica’ aqui se esvai.
    É como cantou o garoto: “Não há possibilidade de um ser existir prosa como anjo” (The Animals).
    Aí corre o sofista a embaralhar as tranças da ignorância, e solta suas verborragias sobre camaleões e arco-íris ‘rosas’.  Sofista é algo que não se sabe      pra quê se mexe, algo como pastor, não se sabe pra quê serve.
    Por partes.  Por que apelam para esse papo?  Porque precisam explicar a quantos sustentam suas inutilidades na Sociedade que a usurpação tem base natural na camuflagem; e aí entram sôfregos a desarranjar a versatilidade intrínseca à sobrevivência tentando respaldar o “embuste” como “esperteza”.  E entornam o caldo tentando impor em uma sociedade civil humana o pretexto descarado de “espertos” postarem-se sobre outros por disfarces.
    E como é que veio isso?
    Quando uns ineptos foram tribalmente colocados para deixar o fogo aceso nas cavernas (só precisavam pegar os paus trazidos e atiçar à fogueira, para mantê-la), eles ganharam uma coisa utilíssima: tempo vago.  Mas como eram ineptos, faltos de habilidades, com o à toa na cabeça, armados da inveja (de ter o que sua frouxidão não conseguia) intentaram pavonear em ritual o que faziam.  Isso custou-nos caro até hoje.  Então, com o fumegar do pau apareceu o feiticeiro, o embusteiro; que poluiu-se para poluir os outros.
    E isso se deu de um modo muito simplório. Todos nas cavernas sabiam que assoprar a lenha tornava-a agitada.  E capim a puxar sua fumaça dava ar de domínio sobre o fogo.  E o pajé meteu a primeira proibição de mando; aquilo era “sagrado” e ritual restrito aos ‘protetores’ da fogueira. 
    A boçalidade ganhou reverência, e a estupidez ganhou sustento.  Desde ali, nunca mais pararam de manipular os andares das tribos, e fecharam-se em conluios  de superstições, ritos, e crenças.
    A estupidez foi tanta que bastava à China passar aos seus soldados fronteiriços nas muralhas a incumbência de manterem-se nos postos com um pequeno fumegador (o ‘cigarro’ de bambu)  aceso, e não teria já naquela época a devastação em toneladas de madeira para manter fornalhas queimando dia e noite; coisa que os índios americanos faziam só em necessidade nos turnos de comunicação.
    É daí que a gente vê. 
    Esse conluio do disfarce adotou a imagem do camaleão como lema-secreto, e os seus acoluinhados (os sofistas a mando dos feitores-de-crenças) vidraram também como testeira-fiel a esgueira do réptil  à cata do desavisado do desatento.
    Todo esse embuste social transcorreu pela nossa história, na nossa cara, sem que nos déssemos conta de como privaram-nos da liberdade e nos distribuíram como pedaços de carne, em seus intentos, fazendo de nós fantoches-escravos de suas ladainhas e fábulas.
    Como o câncer que se apodera das defesas do organismo, os pastores e troços desse tipo se apropriaram das precauções da Sociedade para infestarem nossas vidas com suas nocivas doutrinas e vigarices.
    Logo viram que duas coisas fazem um ser humano ser quase totalmente vulnerável psicologicamente: a energia sexual e a vaidade.
    Sabedores de que não nos desenvolvemos satisfatoriamente sem o contrabalanço dessas duas implicâncias na vida pessoal e civil de qualquer ser humano, os engrupidores de nossas vidas impediram-nos de qualquer chance de nos educarmos sexualmente e açularam a vaidade até quase nos tornarmos como praticamente cachorros subservientes aos seus comandos nem sempre tão fáceis de notar.
    E pra desespêro dessa corja de parasitas, hoje podemos saber que nossa capacidade evolutiva tem tudo a ver com um fato: somos todos provenientes da forma de vida hermafrodita; e por provisão evolutiva de instigação ao movimento por instância e fenômeno de comunicação, viemos a ser bipartidos sexualmente (o que se tornou também útil como suporte da consciência), imbricados pela vaidade e pela fome. Vaidade pelo adorno da forma, e fome sexual pela troca de componentes necessários ao outro ser versado em adornos diferentes na mesma espécie.
    E o sexo de fato não tem sexo; porque na escala de seres conscientes não há sexo exclusivamente para procriação. O sexo é um deleite; e mais que isso. Em questão de freqüência tem muito a ver com o potencial inteiro do ser que o usufrui com o saber.
    Somos mais para os cavalos-marinhos e para as raízes das plantas. Vamos deixar os pregadores de que temos de atacar de camaleões, e as  lengas de sermos gente arco-‘rosas’, porque somos mesmo muito mais livres para ter e viver o que nossas idades, competências, e saúde, permitem. 
    “A liberdade está em não mentirmos pra nós mesmos em momento algum” (Bruce Lee)

    Haddammann Veron Sinn-Klyss
    Domingo, 17 de julho de 2011 
    (autorizado para post no D.A. e no Clube Natureza Gleam)

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