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Momento humorístico

  • «Jorge Ortiga diz que as “baixíssimas” taxas de natalidade que se registam em Portugal são, sobretudo, o reflexo “de medidas legislativas” como os casamentos gay ou a facilitação do divórcio» (CM).
24 thoughts on “Momento humorístico”
  • besta

    E o celibato, não conta?

  • Anónimo

    Numa sociedade, como a nossa, que assenta a dominante doutrinação política nas ” virtualidades” do liberalismo económico,onde o endeusado valor do ” mercado” capitalista sobreleva a dimensão do trabalho e da dignidade humanas, só alguém muito afastado da realidade quotidiana poderia vir atribuir as baixíssimas taxas de natalidade aos ” casamentos gay ou à facilitação do divórcio”.

    Nos tempos que correm, só mesmo alguns escassos casais afortunados é que se podem dar ao ” luxo” de terem os filhos que desejarem. A visão que eu,enquanto crente e cristão, possuo da Doutrina de Jesus de Nazaré, não passa pela ênfase do factor do Capital em relação ao Trabalho, mas precisamente ao contrário.

    A dignidade da pessoa humana impõe precisamente mais e melhor socialização da riqueza, mais e melhor publicização da economia, colocadas, não ao serviço dos diversos ” lobbies” económicos ou políticos, mas ao serviço da boa e correcta gestão do legítimo interesse público.

    Nem na Política, nem na dinâmica evolutiva de uma Doutrina Social, à luz dos princípios cristãos, há, para muitos de nós, lugar para teses socialmente anestesiantes, como a deplorável encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.

    Hoje, também entre os católicos e cristãos, é tempo para afirmação clara das clivagens que, politicamente nos separam, sem pôr minimamente em causa o credo cristão que nos une.

    Pensar diferente não é crime nem afronta para ninguém. Hoje,nos mais diversos sectores ideológicos, da extrema-direita à extrema- esquerda,existem católicos e cristãos, que reflectem, na sua militância política,as suas próprias diferenças ideológicas.

    Por mim, penso que a Doutrina de Cristo aponta para o destaque de valores eminentemente progressistas, como a partilha, a cooperação, a justa redistribuição dos bens, a opção preferencial pelos pobres.

    Cristianismo, interpretado, como doutrina de anestesiamento social e de neutralidade política ” rigorosamente ao centro” é uma fraude política intolerável.

    Sobre estas questões,Jorge Ortiga nada disse, para além do seu lamentável panfleto
    E, para mim, um panfletário será sempre um panfletário, sempre e quando assim se comportar, independentemente de ser crente, ateu ou agnóstico.

    Para que também conste…

    • 1234

      Infelizmente, esta sociedade capitalista vê o homem apenas como um recurso a ser explorado, seja enquanto unidade de força de trabalho, seja enquanto unidade de consumo.
      A politica está direccionada para a economia, o capitalismo é apenas uma doutrina económica e não social, pondo de parte os mais importantes valores da humanidade, uma vez que a humanidade, do ponto de vista do capitalismo, é apenas vista numa perspectiva de balanço custo/benefício, rendimento/despesa. Nesse aspecto, um cristão não pode ser politico capitalista. Eu atrevo-me a dizer que, hoje, há no discurso do PC mais “cristianismo” do que no CDS ou PSD.

      O Bispo conhece, certamente, a realidade dessa politica impessoal, mas demasiado económico/financeira que preconiza e incentiva um Homem sem valores sociais e morais, uma vez que esse Homem é a única vitima fácil desse capitalismo imbecilizado.

      Este capitalismo começa a tornar o Homem um ser individualista, menos civilizado e menos socializado. Há já académicos que chamam a estes humanos, vitimas da selvajaria capitalista, os “órfãos civilizacionais escravizados”, ou o “homem de rua” (por analogia aos “animais de rua”).
      Nesse sentido, a perda dos valores da família e da maternidade, são um problema bem mais grave do que a crise financeira que veio demonstrar que a União Europeia não serve para nada e o euro é uma quimera inútil.

  • Joaquim

    “A solidez e a coesão da família são o termómetro ético de toda e qualquer sociedade, dado que é a sua célula fundamental. As sociedades contemporâneas ocidentais, concretamente Portugal, defrontam-se com taxas de natalidade baixíssimas que colocam em causa a estabilidade social, cultural e financeira desses países.

    A este respeito, não podemos ignorar o contributo contraproducente das medidas legislativas tomadas nos anos mais recentes, entre as quais: a equiparação do matrimónio às uniões de pessoas do mesmo sexo, a facilitação do divórcio e a consagração legal da liberalização do aborto. Medidas estas que enfraquecem, sem dúvida, a estrutura da família nuclear.”

    Convinha citar a partir da fonte, não de jornais.
    1. A baixa natalidade coloca em causa a estabilidade social, cultural e financeira
    2. Equiparação das uniões das pessoas do mesmo sexo, facilitação do divórcio e aborto enfraquecem a estrutura da família nuclear.

    Basta a honestidade de ir ao texto original para perceber que as coisas são diferentes daquilo que os jornais dizem.

  • Joaquim

    “A solidez e a coesão da família são o termómetro ético de toda e qualquer sociedade, dado que é a sua célula fundamental. As sociedades contemporâneas ocidentais, concretamente Portugal, defrontam-se com taxas de natalidade baixíssimas que colocam em causa a estabilidade social, cultural e financeira desses países.

    A este respeito, não podemos ignorar o contributo contraproducente das medidas legislativas tomadas nos anos mais recentes, entre as quais: a equiparação do matrimónio às uniões de pessoas do mesmo sexo, a facilitação do divórcio e a consagração legal da liberalização do aborto. Medidas estas que enfraquecem, sem dúvida, a estrutura da família nuclear.”

    Convinha citar a partir da fonte, não de jornais.
    1. A baixa natalidade coloca em causa a estabilidade social, cultural e financeira
    2. Equiparação das uniões das pessoas do mesmo sexo, facilitação do divórcio e aborto enfraquecem a estrutura da família nuclear.

    Basta a honestidade de ir ao texto original para perceber que as coisas são diferentes daquilo que os jornais dizem.

    • Joaquim

      Joaquim

      O fenómeno da baixa natalidade merece uma análise científica rigorosa. Talvez estes links possam contribuir para um debate não apaixonado.

      http://geographicae.wordpress.com/2007/10/03/a-natalidade-em-portugal/

      http://www.publico.pt/Sociedade/portugal-e-o-segundo-pais-da-ocde-com-a-taxa-de-natalidade-mais-baixa_1491491

      P.S. Antes de você aqui comentar, já eu aqui tinha comentado. O facto de apresentarmos nomes comuns não determina que vá abdicar do meu.

      • Rjgalves2001

        As pessoas não têm mais filhos porque não querem. A verdade é essa: à medida que o controlo sobre a contracepção aumentou, caiu a taxa de natalidade.

        E como não se obriga pessoas a ter crianças, a única forma de inverter a tendência é criar incentivos. Acho eu.

    • Anónimo

      O discurso entre aspas não tem ponta por onde pegar. É um discurso retrógrado e manipulador. Não é o casamento que faz os filhos, são as relações sexuais. Normalmente, quando há divórcio procura-se outro/a parceiro/a. O casamento entre pessoas do mesmo sexo, nada tem a ver com o nascimento de filhos. Casados ou solteiros, o resultado era o mesmo. Não houve liberalização do aborto, houve despenalização, em certos casos. Mas o aborto já existia antes da “liberalização”.
      É um discurso oriundo de aslguém ligado à ICAR, e está tudo dito. Obscurantista e falacioso.

      • 1234

        Aí é que tu estás enganado.

        As pessoas casadas têm mais filhos e em idade mais nova, seja em Portugal ou no mundo inteiro.
        Evidentemente que as uniões de dois machos ou dias fêmeas não são casamentos, pois não são formadas de casais e, para além de aberrações, são mais “casais” inúteis já que representam um futuro encargo sem retorno social.

        Sem natalidade os países estagnam e retrocedem, social e economicamente. Por isso os “casais” feitos para não ter filhos prejudicam o país e a sociedade.

        o bispo tem razão. Quem defende algo que acentue o “inverno demográfico” é um retrogrado anti social e palerma que não respeita a sociedade.

        Os celibatários, leigos ou clérigos, não prejudicam a evolução demográfica, pois não representam um “casal” inútil, mas apenas um individuo que não procria, o que é uma situação normal. Daí o índice sintético de fecundidade ser 2,1.

        • Nuno José Almeida

          Errado, as pessoas com menos filhos é que não casam. Numa dado estatístico é preciso perceber qual é a variável dependente.

    • Rjgalves2001

      Qual é a relação directa entre «mais pessoas poderem casar-se» e «menos pessoas terem filhos»? Sinceramente, não entendo. Como sabem que os homossexuais se podem casar, as pessoas passam a ter menos filhos? O Ortiga diz isto sem se rir?

      E o aborto já acontecia antes…

  • msousa

    desta vez
    em pleno acordo com o antónio fernando quando diz:

    “Numa sociedade, como a nossa, que assenta a dominante doutrinação política nas “virtualidades” do liberalismo económico, onde o endeusado valor do “mercado” capitalista sobreleva a dimensão do trabalho e da dignidade humanas, só alguém muito afastado da realidade quotidiana poderia vir atribuir as baixíssimas taxas de natalidade aos “casamentos gay ou à facilitação do divórcio”.”

    é mais que
    óbvio

    mais:
    o número de homossexuais (ao que dizem as estatísticas – que valem o que valem) não subiu nem desceu
    o fenómeno resume-se ao facto de, como sói dizer-se, os homossexuais “saíram do armário”
    estão mais à vontade – conquistam, vão conquistando o seu espaço e direitos
    logo
    o casamento gay em nada influencia o decréscimo de natalidade… sempre houve casais gay, de forma mais ou menos assumida

    o celibato é outro falso problema (uma vez que, ao que consta – nessas tais estatísticas – há cada vez menos varões e mulheres dispostos a tal voto)
    e
    a legalização do aborto é outra falsa questão (sempre houve abortos feitos clandestinamente ou em clinicas que se dedicavam ilegalmente a esse negócio e, os mais endinheirados recorriam a clinicas no estrangeiro)

    a questão é mesmo social

    a questão é que a mulher já não fica em casa como outrora

    a questão é, enfim, a religião do capital

    o resto é conversa …. > panfletária?… sim.

    • msousa

      onde se lê – a legalização do aborto – deve ler-se como é óbvio: – a depenalização do aborto

      • 1234

        A correcção faz a diferença, pois o aborto continua a ser crime, no nosso país.

        Já a argumentação restante é, obviamente, pouco correcta.
        Em 3 anos fizeram-se no país 60 000 legais e, provavelmente, os mesmos clandestinos de sempre. O aborto cresceu exponencialmente e com mulheres a realizar mais do que um aborto por ano. Há uma percentagem considerável de mulheres que já vão no quarto aborto consecutivo.
        Sem este aborto pago e “liberalizado”, estimam os demógrafos (conf. Nac. de demografia histórica) que teríamos menos 50 000 abortos.

  • Alguem

    Então quantos filhos têm esta criatura …?

  • Kavkaz

    Realmente é para rir o que o Clero debita! Eheheheh!

    A participação do Clero é máxima para a natalidade… Eheheheh!

    “Façam o que eu digo, não façam o que eu faço”.

  • André Silva

    O trabalho precário e os baixíssimos salários pagos aos jovens a recibos verdes não têm nada a ver com o assunto, claro…

  • besta

    O que o clero queria era, casais com muitos filhos para encher as igrejas e as caixas das esmolas, muitos batizados, muitos casamentos, etc. como antigamente.

  • JoaoC

    Onde está o humor? Graças a essas leis malditas, aberrantes, nojentas, sujas, imorais, indecentes e assassinas é que a sociedade está como está.

    Que futuro tem Portugal, como país onde são “legais” leis tão assassinas como as do aborto, depravadas e sujas como o ajuntamento sodomita, perversas como procriação medicamente assistida com destruição de ínumeras vidas humanas na fase embrionária, inúteis como a facilitação do divórcio, (des)educação sexual, e as aberrantes leis transexuais?

    Como não ver estas aberrações como atentados à família e à própria sociedade. Claro, só quem for inimigo da espécie humana, como a escumalha ateísta.

    Felizmente ainda há PESSOAS que zelam e que defendem a família e a sociedade. São essas, como eu, que CONDENAM e não aceitam como legítimas essas leis sujas, perversas, numa palavra, LEIS MALDITAS.

    Mas é por pouco tempo que esta perversidade maldita durará. Temos a promessa do Céu:

    ” Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé (…) No fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!” (Santíssima Virgem Maria, em Fátima)

    Triunfai, Senhora, Terror do Inferno, sobre os Vossos inimigos. Assim como Jesus veio ao mundo, como simples Homem, através de Vós, humilde serva de Deus, que venha o Seu Reinado glorioso ao mundo, como Rei e Senhor, através do triunfo Vosso Imaculado Coração!

    Portugal, Terra de Santa Maria, a 05 de Maio, Mês da Imaculada do Ano de Nosso Senhor de 2011.

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