Há sempre uma forma de respeitar os piedosos ensinamentos de Jesus Cristo
48 thoughts on “Há sempre uma forma de respeitar os piedosos ensinamentos de Jesus Cristo”
Anónimo
Não posso estar mais de acordo com o proposto pelo JC. Mas há um óbice: onde é que se iam arranjar padres para substituir os que se afundariam? E com esta falta de vocações…
Então Carpinteiro ? Saltaste da toca ? Hoje vieste Zemano ou mais Lé Lé Camarinha ? Não ponhas tantas brilhantina na cabeçorra que te tolda o pensamento superior
Quem está farto da bagunça em que o Tony transformou o DA, acha que já abusou que chegue e deve ser finalmente ser banido deste blog, manifeste-se:
– Eu sou a favor.
Domingos
Eu sou a favor. A medida só peca por tardia.
Livre Pensador
Gostarias de ser duas ” Isabelinhas” venezuelanas, Lé Lé Camarinha, nota-se bem…:-)
Livre Pensador
Gostarias de ser uma ” Isabelinha” venezuelana, Lé Lé Camarinha, nota-se bem…:-)
Zemano
Vai chamar Carpinteiro à tua tia.
Livre Pensador
Não afines com tão pouco Lé Lé.
Anónimo
Estou à espera de ver o que a Zecada deste blog vai dizer sobres este ensinamento. É tudo uma questão de interpretação… como disse o padre ao Luis Rodrigues nas tardes da Júlia sempre a mesma desculpa…
A gajada do teu estilo é capaz de alinhar pelo diapasão do Luís.Vocês não dão para mais.Há certamente ateus inteligentes, mas aqui no ” D.A.” nem vê-los. Só mesmo os intelectualmente indigentes que andam a fazer a tua triste figura.
Desde que chegou ao DA o troll Tony, como foi apelidado popularmente e ninguém sabe quem foi o primeiro a chamá-lo assim, demonstrou que não era alguém comum.
Devido aos seus dotes para o uso de sinónimos e a ausência de massa encefálica resultado daquele “choque entre aminoácidos”, que poderia dotá-lo de algum raciocínio, Tony veio alojar-se no DA.
Tony é (a) guardado por um pelotão do Exército das Cruzadas designado para o proteger 24h/dia a fim de o manter a salvo dos fanáticos ateus.
A sua talentosa “faladura” (não confundir com dentadura) teve inicio um mês após a sua chegada.
Tony era voluntário no IPO onde realizava verdadeiros milagres, esses foram os primeiros a serem curados…
Os diretores do Júlio de Matos autorizaram a que Tony tivesse alta, saísse e fosse levado pelos corredores dos vários IPO`s, para através dos seus poderes (inexplicáveis), botar “faladura”, especialmente nos casos mais graves de ignorâcia discursiva. Pacientes terminais foram salvos.
E qual o procedimento adotado?
Tony apenas se aproxima do doente que lhe dirige a palavra, e sussura-lhe ao ouvido:
– Vai chamar tony à p… da tua m…, dias depois o doente obtém alta do hospital, completamente curado.
Desde então Tony devolve a visão aos cegos. Órgãos amputados são reconstituídos. Tetraplégicos voltam a andar, e os lugares por onde Tony passa ficam desertos, tal é a eficácia da sua verborreia. Tony tenta o mesmo no DA mas sem êxito, está a perder qualidades. Não consegue curar estes irascíveis ateus nem convertê-los ao amor do seu ser imaginário preferido, – um atleta que faz elevações em cruzetas.
Os seus comentários no DA vão ser traduzidos em 7 línguas e entregues à faculdade de Letras de Lisboa para serem objecto de análise.
A peregrinação pelo DA não terminou. E misteriosamente, muitas pessoas relatavam ter-se curado, após receberem os perdigotos com que Tony os salpica quando lhes sussurra ao ouvido:
-Vai chamar Tony à p… da tua m… (palavras milagrosas!).
Muitas vão ser as cartas a escrever ao Vaticano, solicitando que o Tony seja canonizado quando morrer. Mas Tony jamais frequentou igreja alguma. É um caso invulgar de um drente com um deus só dele. A Igreja Católica apressar-se-á a afirmar que as tais curas milagrosas de Tony são falsas.
Mas os cruzados do DA não se importam. E adotarão o Tony como troll.
Tony tornou-se-á o primeiro troll do DA, popular por ser corrido de todos os blogs onde aplica a sua terapêutica ”faladura”.
Por isso a população crédula do DA já lhe chama Tony o troll do DA.
Que é como quem diz – “TROLLY”.
1- A crueldade é apanágio dos crentes
2-Os tipos da ICAR são todos uns macacos
3- A Igreja Católica é uma organização absolutamente tenebrosa
4- A Igreja Católica é uma associação de malfeitores
5- Bento XVI é um facínora
6-Vozes de burros não chegam aos céus
7- A religião transforma um homem num monte de merda
8- O Ritual Sagrado de Defecação é um ato formal de quem se está cagando para a Igreja Católica
9- Pela minha parte vou passar a retribuir as orações, dos que rezam por mim, com o meu ritual diário de defecação
10- Celebrar a queima de igrejas parece-me de mau gosto e não participaria nisso.
11- Jesus Cristo. Solteiro. De falinhas mansas. Nunca dormiu com uma mulher. Gostava de andar rodeado por doze ” discípulos”. Mas alguém tem dúvidas?
12- Jesus paneleiro
13- Maria de Magdala uma reles e vulgar meretriz
14-O judeu é o herói máximo dos católicos! Até o comem às rodelas.
15- Há medida que escrevo irei apresentando alguns dos meus argumentos
16- O problema é que os religiosos faltam sempre à verdade! “Deus” não existe!
17-Para os cristãos se calhar era melhor sémen do que urina pois sémen é sempre a semente de Deus
18-Não tenho o mínimo problema em ver um crucifixo mergulhado em urina
19-Se eu tenho vergonha de mim próprio? Eu respondo-te que sim.
20-O teu herói judeu era tresloucado. O tipo tinha a mania que era filho de um deus e que havia de ser rei algures. Ora um indivíduo arruaceiro e antisocial que não trabalhava só poderia acabar mal.Na altura não havia ainda o Hospital Júlio de Matos onde costumam observar indivíduos com tais sintomas. Os “médicos” daquela época tratavam os doentes de forma radical. Aliás era o que o judeu também queria como o reconheceu antecipadamente. Queria ser MÁRTIR para encher os bolsos ao Clero!
21-Na cruz deveria estar o peixe da Sexta-Feira santa. Domingo o cabrito representaria melhor o papel de mártir.
22-A figura semi-nua do J.C. na cruz, exibindo aquele olhar paneleirote que todos lhe conhecemos.
23-Parece que o cabrão do seu pai divino, teria comprado um balde de pipocas para, frente ao LCD (no céu existem LCDs e outras merdas do género) para ir mastigando, enquanto aguardava a execução do seu único filho. Muito se riu o malvado, parece até que se masturbou como um porco, quando viu o imbecil, revirar os olhos, cuspir uma mistura de saliva e sangue para cima dos que assistiam à execução enquanto dizia com voz suave: “Ai pai, que já me fod….”
24-Jesus era um mentiroso de primeira; em primeiro que ele jurava que era virgem, mas tinha filho com Madalena.
25- Ahahahah! Realmente é de andar ocupado com um judeu tresloucado que se suicidou há 2.000 anos
26- Allô, allô, o judeu já morreu? É que tenho de temperar o cabrito para a ressurreição!
27- O corpo do judeu já entrou. O médico já esteve a fazer a autópsia e registou a presença de alcool superior à norma no sangue. Pelo visto terá havido excessos na “Última Ceia”.
28-O seu deusinho judeu, que se suicidou na cruz e que gostava de umas chicotadazitas nas costas e que lhe espetassem uns preguitos nas mãos e nos pés.
29-Há quem considere a gravura um insulto aos cristãos. Se calhar é. Concordo, e compreendo perfeitamente. Mas eu, como ateu, também me sinto insultado quando entro numa igreja e ouço o padre a garantir que aquelas rodelas de pão ázimo são o “corpo de Cristo. Um dia, enchi-me de coragem e fui manifestar o meu sentimento ofendido ao padre. Vocês sabem o que foi que o malcriadão me respondeu? “Se o senhor se sente ofendido ao entrar numa igreja, tem um remédio: não entre.”
30- Nós estamos na nossa pocilga.
31- Chamar traidor a Judas, é um insulto que só pode vir de quem é ignorante.
32-Sou do tempo em que ia à missa duas vezes por dia. Às oito da manhã, porque era obrigado, às 5,30 da tarde, porque o padre me dava, por ajudar à missa, uma c`rôa (cinco tostões), que eu usava-os para jogar matrecos.
33- Sabia que os funcionários de deus são, percentualmente, os maiores clientes das clínicas de abortos?
34- Porque não beatificam já agora os médicos nazis que é graças às suas experiências desumanas em Judeus que a medicina evolui drasticamente?
35– Eu tenho valores e muitos e bons. Tenho muitas outras referências muito boas em particular
36- Caro antoniofernando
Lendo os comentários que tem deixado escritos, no D.A. e, em alguns deles, me instigar a que me pronuncie sobre o insulto que o Luís Grave Rodrigues proferiu contra Sua Santidade O Papa Bento XVI, chamando-lhe de facínora; embora eu não me sinta na obrigação de o fazer – porque cada ateu só deve responder pelos seus próprios actos – devo reconhecer que esse impropério do Luís Grave Rodrigues, é demasiado ofensivo.
Quero, aqui, manifestar que, hoje, eu não concordaria com essa afronta e acho que o Dr. Luís Grave Rodrigues lhe deve um pedido de desculpas não só a si, antóniofernando, em particular, mas a todos os verdadeiros facínoras como
Dizer que Bento XVI é um facínora é uma ofensa intolerável a todos os facínoras, como você, que se prezam.
37- Esta Igreja adora pôr os meninos a mamar no Santíssimo Sacramento
É a Santa Igreja do Zeca, Jota, Tony, Entrecosto.
38- Mas qual crítica? sua fístula hemorroidal!
39- Quero, desde já, informar que a criação de um blogue é grátis e cada um pode fazer o seu! Há-os de todas as espécies: exibicionistas, egocêntricos, populistas, demagógicos, promocionais, filosóficos, poéticos, etc. Com certeza que alguma categoria vos há-de servir. Este, fundamentalmente, impele à reflexão séria e ao debate intelectualmente honesto sobre religião e ateísmo. Assim, os comentários que não se integrem neste propósito, devem procurar outras publicações online mais adequadas à frivolidade do discurso.
40- Sendo mais explícito, os homens portugueses são criados para servir um género mais masculino do que eles, que são as mães autoritárias, as austeras beatas de Fátima, ou as palestinianas da Beira, talvez a pior coisa que produzimos, se excetuarmos as variantes, que Darwin nunca estudou, e dão em Mães-de-Cantanhede, uma coisa extinta em todo o mundo, exceto nas kasbahs do Médio Atlas, e nas aldeias do Sul do Líbano, antes de serem bombardeadas terapeuticamente por Israel.
41- “Virgem” Maria era tão lésbica que até teve de realizar inseminação artificial.
42-Não virei aqui escrever nem mais uma linha, enquanto os administradores do Diário Ateísta permitirem que sejam publicados comentários, insultuosos, que chegam ao ponto de, os próprios provocadores ironizarem, escrevendo:
“Sê sincero, notas aqui algum ateu culto e instruído para além da gandulagem ateísta que por aqui anda? ”
43-O que eu faço na minha vida privada não é da tua conta, idiota! Eu nunca afirmei que as pessoas devem jogar ao berlinde para ultrapassar a crise económica de Portugal
44- Milagre da propagação da SIDA, reconhecido, irá acelerar a beatificação de João Paulo II.
45-Todos nascemos ateus. E quem sois vós para virdes a um lugar ateu fazer juízos de valor acerca dos ateus ó palonços?!
46-Como toda a gente sabe, Jesus nunca existiu.
47- Ó troglodita então porque é que quando os da tua espécie se despedem dizem:- Adeus??
48-Confundes tom com tonalidade. Desconheces a diferença entre ligadura de prolongação e expressão.
49– Na taxonomia, o homem pertençe ao Reino Animal.
50- Já agora diga-me: Maria foi fecundada pelo espírito santo, ou não foi necessária esta intervenção? E a pomba era realmente pomba ou neste caso podemos dizer que era pombo? Partindo do princípio que era pomba, estaria esta sujeita ao toque rectal para comprovação dos divinos ovos que então debitava do sagrado gargalo?
51- Para estes ressentidos provincianos, com uma infância à antiga portuguesa, de porcos no andar de baixo, e uma família de bigode no andar de cima, são tão horríveis as calúnias que lançam sobre a Santa Madre Igreja como sobre o Paulo Pedroso. Para mim também.
52-O pequeno cristiano ronaldo que cada português frustrado arrasta no seu libidinoso limbo, no Zeca transforma-se numa daquelas enxovalhadeiras esganiçadas das telenovelas venezuelanas, destravadas e com tendências histéricas do síndroma do coito interrompido, que começam por dar a todos, e só depois, lá bem no fim da telenovela é que se aviam com o homem certo, no momento certo, e no dia da procriação!
53- Mas tu sabes não sabes meu cabrão de merda?
54- Vai chamar grunho À puta que te pariu. Filhos da puta como tu só percebem esta linguagem não é meu cabrão de merda?
55- Estou-me mesmo cagando para o seu deus, para a sua virgem, para o seu Cristo, para o Pinóquio, para a bela adormecida, para os unicórnios, fadas e santo António de Lisboa, só não estou cagando para o seu papa, porque preciso da roupa dele, preciosamente imaculada, para limpar o cu
56- João Paulo II apadrinhou a SIDA, Bento XVI a PEDOFILIA.
Quem tem poder de encarcerar estes criminosos e ilegalizar a seita?
57- No caso particular que a Bíblia relata sabemos que o que nos contam é que Jesus saberia ao que ia antecipadamente. É o que diz o relato. Não sou eu. Eu parto do que está lá escrito. Entendo que não tenho que chorar quem se dá ao luxo de se crucificar porque assim quis.
58- Eheheheheh… Excelente ideia! “Deus”, em vez de crucificar o “próprio” filho para meter dó aos crentes, deveria ter enviado um robot. Foi falta de “alembradura inteligente” ou talvez tenha falta de conhecimentos tecnológicos.
59- Deuterónimo 5, 8-10, segundo mandamento do Decálogo bíblico.
60- É péssimo quando se vem discutir para este blog, pensando que o nível cultural dos ateus que frequentam este espaço é igual ao dos crentes de Fátima.
61-Das frases mais abjectas que ainda hoje se ouve da boca de um funcionário de deus durante a homilia é: «”Tomai, todos, e comei, isto é o meu Corpo (…) Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue”.
62- Stalin não foi ateu.
63- Por favor não nos acusem de falar-mos mal da Igreja. Não é preciso ser inteligente para perceber que estas afirmações representam um eloquente exemplo de estupidez humana.
64- O ateu é um ser honesto nas suas dádivas, dá sem esperar nada em troca. O crente porém não é assim, ele dá porque espera ser recompensado aqui na terra ou em última instância no céu.
65- Digo-te mais, se eu fosso dono deste site, fazia como fazem os teus queridos religiosos, os comentários só apareceriam depois de censurados.
66- No meu tempo o vinho de missa era o “Lágrima”. Quando eu era sacristão, bebia-o.
67-Eu não chamei macacos aos crentes, esses são mais pró carneiros, chamei macacos aqueles que marcaram a concentração de crentes para o 1 de Maio
68-E embora defensor da liberdade de expressão, considero que não deviam ser toleradas asneiras neste blogue. Quanto ao debate, considero que muito haveria a ganhar se o mesmo fosse obrigado a ser baseado em factos comprovados. Acabava-se logo com as crendices e aldrabices. Era giro, ora digam lá…
Andam a dizer que eu fiz os cálculos matemáticos para apurar a que velocidade teria Jesus de Nazaré de se deslocar para ter andado sobre as águas.
Se fiz ou não, é só da minha conta.
Eu não sou materialista,como já se aperceberam quando recusei o prémio de 1 milhão de dólares, que me quiseram atribuir por ter deslindado a Conjectura de Poincaré.
Mas até me dói a alma de ver o Luís Grave Rodrigues e similares no mais baixo vão de escada do pensamento interpretativo.
E proponho-me dar-lhes umas lições de geometria mental, para não me deprimir quando aqui venho ao ” D.A.” assistir às suas menoridades intelectuais.
Como não sou materialista, não cobro nada.
Aproveitem.É mesmo de graça.
O conceito de “pecar” é muito subjectivo. Não seguir os ensinamentos de Jesus é pecar ?
Eles dizem que sim. O problema é que os ensinamentos de Jesus não são universais. É óbvio que isto ultrapassa o escandaloso: obrigar uma criança a seguir os ensinamentos de um individuo.
As crianças não têm religião. Apenas refletem as crenças dos pais, que lhes foram inculcadas subrepticiamente
Não são e não. Tem filhos de ateus que são crentes, católicos, muçulmanos e ateus. Você esqueceu de que os avós, as tias e os tios, todos se unem para botar a sementinha da crença na cabecinha das crianças? Eu por exemplo, não batisei meus filhos, nunca fiz propaganda do crucificadinho, jamais dei crédito aos mitos e no entanto o filho é agnóstico e a filha diz que acredita num ser superior. No entendimento dela a natureza é muito sábia para ter se organizado sozinha. Ainda tenho esperança…
Só o acto obrigar a criança a qualquer coisa é grave, a criança é sim influênciada pelos mais próximos ou progenitores dela. Mais quando começa abrir os horizontes e a aperceber-se que tem liberdade de escolha, começa a tomar decisões que claro poderão ser diferentes ou se manter.
I
Existiu noutro tempo uma vinha piedosa
Doirada pelo Sol da alma de Jesus,
Uma vinha que dava uns frutos cor-de-rosa,
Vermelhos como o sangue e puros como a luz,
Inundavam-na d’água os olhos de Maria,
E os virgens corações dos mártires, dos crentes,
Eram a terra funda aonde se embebia
A mística raiz dos pâmpanos virentes.
Produzia um licor balsâmico, divino,
Que aos cegos dava luz, aos tristes dava esp’rança,
E que fazia ver, na areia do destino,
A miragem feliz da bem-aventurança.
Aos mortos restituía o movimento e a fala,
Escravizava a carne, as tentações, a dor,
E transformou em santa a impura de Magdala,
Como transformou Abril um verme numa flor.
Bebê-lo era beber uma virtuosa essência
Que ungia o coração de perfumes ideais,
Pondo no lábio um riso ingénuo de inocência,
Como o d’água a correr, virgem, dos mananciais.
Dava um tal esplendor às almas, tal pureza,
Que nos circos de Roma até se viu baixar.
Diante da nudez das virgens sem defesa,
Ao magro leão da Núbia o coruscante olhar.
II
Mas passado algum tempo a humanidade inteira
De tal modo gostou desse licor sublime,
Que o êxtase cristão tornou-se em bebedeira,
E o sonho em pesadelo, e o pesadelo em crime.
Nas solidões do claustro as virgens inflamadas
Co’as fortes atracções da mística ambrosia
Torciam-se, febris, convulsas, desvairadas,
Meretrizes de Deus numa piedosa orgia.
É que no vinho antigo ia à noite o demónio
Lançar co’a garra adunca uma infernal mistura
De mandrágora e ópio e heléboro e estramónio,
Verde-negro e viscoso estrato de loucura.
Quando uivava de noite o vento nas campinas,
Via-se pela sombra, oblíquo, Satanás,
Colhendo aos pés da forca ou buscando entre as ruínas
Ervas, vegetações, prenhes de essências más.
Era o filtro subtil dessas plantas de morte
Que fazia da alma um dervixe incoerente,
Uma bússola doida à procura do norte,
Uma cega a tactear no vácuo, ansiosamente!…
E a taça do veneno estonteador e amargo
No fúnebre banquete ia de mão em ruão,
Produzindo o delírio, a síncope, o letargo,
E em cada olhar sinistro uma cruel visão.
Uns viam a espectral sarabanda frenética
De esqueletos a rir e a dançar com furor
Em torno à Morte podre, impudente, epiléptica,
Com dois ossos em cruz rufando num tambor.
Outros viam chegado o pavoroso instante
Em que um monstro de fogo, um dragão aerolito,
Dava na terra um nó co’a cauda flamejante.
Arrebatando-a, a arder, através do infinito.
E então para fugir ao desespero e ao pânico
Bebiam com mais ânsia o filtro singular,
Até à epilepsia, ao turbilhão tetânico
Do Sabá desgrenhado e erótico, a espumar!
E à força de beber o trágico veneno
Tombou por terra exausta a humanidade enfim,
Como em Londres, de noite, ao pé dum antro obsceno
Cai sobre a lama inerte uru bêbado de gim.
III
Mas nisto despontou a esplêndida manhã
Dum mundo juvenil, robusto, afrodisíaco:
A Renascença foi para a embriaguez cristã
A excitação vital dum frasco de amoníaco.
E na vinha de Deus ainda florescente
Começou a nascer por essa ocasião
Um bicho que enterrava escandalosamente
Nos pâmpanos da crença as unhas da razão.
Propagou-se o flagelo; o mal recrudesceu;
A colheita ficou em duas terças partes:
Chega o oídio Lutem, o verme Galileu.
E cai-lhe o temporal de Newton e Descartes,
Embalde Carlos nove, Inácio e Torquemada,
Catando esses pulgões das bíblicas videiras,
Os entregam à roda, ao cadafalso, à espada,
Ou os queimam por junto aos centos nas fogueiras.
O estrago cada vez era maior, mais forte;
Apesar da realeza, o trono e a sacristia
Andarem sacudindo o enxofrador da morte
No formigueiro vil das pragas da heresia.
Por último, Voltaire-filoxera invade
Essa encosta plantada outrora por Jesus,
E das cepas ideais da escura meia-idade
Ficaram simplesmente uns velhos troncos nus.
IV
Mas como havia ainda alguns consumidores
Desse vinho que o Sol deixou de fecundar,
Uns velhos cardeais, hábeis exploradores.
Reuniram-se em concilio a fim de o imitar.
E é assim que Antonelli, o verdadeiro papa,
O químico da fé, um grande industrial,
Fabrica para o mundo ingénuo uma zurrapa
Que ele assevera que é o antigo vinho ideal.
Para isso combina os vários elementos
Que compõem esta droga: o nome de Maria,
Anjos e querubins, infernos e tormentos,
Bastante estupidez e imensa hipocrisia,
Põe tudo isto a ferver, liga, combina, mexe,
E, filtrando através duns textos de latim,
Eis preparado o vinho, ou antes o campeche,
Que a saúde da alma há-de arruinar por fim.
Mas como o paladar de muitos europeus
Quase prefere já (horrível impiedade!)
À falsificação do vinho do bom Deus.
O vinho genuíno e puro da verdade;
E como já por isso, (assim como era dantes)
A Igreja nos não queime e o rei nos não enforque,
A cúria procurou mercados mais distantes,
O Japão, o Peru, a Austrália e Nova Iorque.
Os comis-vovageurs de Roma – os Lazaristas
Com as carregações vão através do oceano.
Por toda a parte abrindo os armazéns papistas,
A fim de dar consumo ao vinho ultramontano.
Em cada igreja existe uma taberna franca
Para impingir a tal mixórdia, o tal horror,
Ou seca ou doce, ou velha ou nova, ou tinta ou branca,
Segundo as condições e a fé do bebedor.
Para Espanha vão muito uns vinhos infernais,
Um veneno explosivo e forte que produz
Um delírio tremente – o General Narvais,
E um vómito de sangue – o Cura Santa Cruz.
Portugal quer vinagre. A Itália quer falerno.
Veuillot quer aguarrás que ponha a língua em brasa.
E John Bull, por exemplo, um pouco mais moderno,
Manda ao diabo a botica, e faz a droga em casa.
Ao povo, esse animal que o Padre Eterno monta,
Como é pobre, coitado, então a Santa Sé
Fabrica-lhe uma borra incrível, muito em conta,
Um pouco de melaço e um pouco d’aguapé.
A fina flor cristã, a flor altiva e nobre,
O rico sangue azul do bairro S. Germano,
Para quem o bom Deus é um gentil-homem pobre
A quem se dá de esmola alguns milhões por ano,
Essa, como detesta os vinhos maus, baratos,
Como é de raça ilustre e débil compleição,
Mandam-lhe um elixir que serve para os flatos,
Ou para pôr no lenço ou ir à comunhão.
De resto há quem, bebendo essa tisana impura,
Sinta a impressão que outrora o néctar produzia.
São milagres da fé. Ditosa a criatura
Que no ruibarbo encontra o sabor da ambrosia.
E eu não vos vou magoar, ó almas cor-de-rosa
Que inda achais neste vinho o esquecimento e a paz!
Não insulto quem bebe a droga venenosa;
Acuso simplesmente o charlatão que a faz.
“Sim, creio que, depois do derradeiro sono,
há de haver uma treva e há de haver uma luz
para o vício que morre ovante sobre um trono,
para o santo que expira inerme numa cruz.
Creio que Deus é eterno e que a alma é imortal.
Só a alma é imortal; só essa pura essência;
Jamais se decompõe ou jamais se aniquila;
O corpo é simplesmente a lâmpada de argila;
A alma, eis o clarão.”
Caro Antonio Fernando2 você precisa ler mais sobre o passado da sua “santa igreja” e dos papas que por lá passaram. Acho estranho uma pessoa que se diz “livre pensador” acreditar nos mitos contados pelos hebreus. Reforço meu convite: vá discutir religião no site da igreja universal.
P.S. ” Vá discutir religião no site da igreja universal”. Já me disseram isso pelo menos 100 vezes, mas eu nada gosto de tiranos.Entendido ou queres que te volte a repetir ?
Dizer que cientistas reconhecidamente ateus eram crentes é, antes de mais nada, absolutamente patético e até intelectualmente ridículo e até um pouco triste para quem escolheu ser crente.
“Posso dizer-vos que a impossibilidade de considerar este magnífico universo, que contém o nosso ‘eu’ consciente, como obra do acaso, é para mim o principal argumento em favor da existência de Deus” (em carta datada em 2/04/1873).
“Devo dizer-vos que em vosso livro Pretensões da Ciência expressastes a minha profunda convicção, e mesmo mais eloqüentemente do que eu saberia fazê-lo, isto é, que o universo não é e nem pode ser obra do acaso”. (em carta datada 3 de julho de 1881 a seu amigo W. Graham).
“Por piores que fossem as crises que atravessei, nunca desci até ao ateísmo, nunca neguei a existência de Deus”.
ISAAC NEWTON (1642-1727) – descobridor da Lei da Gravitação:
“Esta elegantíssima coordenação do sol, das estrelas, dos planetas e dos cometas não pode
ter outra origem que o plano e o império do Ser dotado de inteligência e de poder, que tudo domina, não como alma do mundo, mas como o Senhor de todas as coisas, eterno, infinito, onipotente, onisciente” . / “Na ausência de qualquer outra prova, um único polegar me convenceria da existência de Deus
CARLOS LINEU (1707-1779) – naturalista, considerado o fundador da botânica moderna:
“O Deus eterno, o Deus imenso, sapientíssimo e onipotente passou diante de mim. Eu não vi o
seu rosto, mas o resplendor de sua luz encheu de assombro e admiração a minha alma. Tenho estudado aqui e ali as marcas de sua passagem entre as criaturas, e em todas as suas obras, inclusive nas mais pequeninas, nas mais imperceptíveis, que poder, que sabedoria, que imensa perfeição”.
WILLIAM THOMPSON – físico inglês:
“Provas brilhantes de uma ação inteligente multiplicam-se em torno de nós e, por vezes, dúvidas metafísicas nos afastam temporariamente destas idéias, elas voltam com uma força
irresistível. Elas nos ensinam que todas as coisas vivas dependem de um Criador e de um Senhor Eterno”.
FRANCIS BACON
“Pouca ciência afasta o homem de Deus; muita ciência a Deus conduz”.
ALBERT EINSTEIN (1879-1955) – físico alemão
Minha religião consiste numa humilde admiração do Espírito superior ilimiável que se revela nos pequeninos detalhes que somos capazes de perceber com as nossas mentes frágeis e débeis. Esta convicção profundamente emocional da presença duma força inteligente, superior, que é revelada pelo universo incompreensível, forma a minha idéia de Deus
MAX PLANCK (1858-1947) – criador da teoria dos quanta e Prêmio Nobel de 1928:
“Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem, naturalmente, como hoje em dia muitos crêem e receiam, mas completam-se e apelam uma para outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão.”
Fazer citações fora do contexto para dizer que cientistas reconhecidamente ateus como Darwin, Einstein ou Max Planck eram crentes é, antes de mais nada, absolutamente patético e até intelectualmente ridículo.
É até um pouco triste para quem escolheu ser crente.
“Achar que o mundo não tem Criador, é pior, incomensuravelmente pior que afirmar que uma enciclopédia pode ser o resultado de uma explosão numa tipografia”
Galileu : “A Matemática é o alfabeto que Deus usou para escrever o Universo.”
Descartes: “As verdades matemáticas que vocês chamam de eternas foram estabelecidas por Deus e dependem inteiramente dele “
Isaac Newton : “Deus criou tudo por número, peso e medida.
Leopold Kronecker: “Deus criou os números naturais, tudo o resto é obra do homem.”
Einstein: “Deus não se importa com nossas dificuldades matemáticas. Ele as integra empiricamente.”
Euclides: “As leis da natureza não são nada mais que os pensamentos matemáticos de Deus”
Johannes Kepler : “O principal objectivo de todas as investigações do mundo exterior deve ser descobrir a ordem racional e harmonia que tem sido imposta por Deus e que ele nos revelou na linguagem da matemática.”
James Jeans: “A partir das evidências intrínsecas de sua criação, o Grande Arquitecto do Universo, começa a aparecer como um matemático puro”
Henri Poincaré : “Se Deus fala ao homem, sem dúvida, ele usa a linguagem da matemática”
Srinivasa Ramanujan: “Apenas pela Matemática sozinha, alguém pode ter a concreta realização de Deus”
Einstein: ”Eu não sei como Deus criou este mundo, não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os Seus pensamentos, o resto são detalhes”.
Pitágoras: “Necessário é encontrar o infinitamente grande no infinitamente pequeno, para sentir a presença de Deus”
Galileu : “A Matemática é o alfabeto que Deus usou para escrever o Universo.”
Descartes: “As verdades matemáticas que vocês chamam de eternas foram estabelecidas por Deus e dependem inteiramente dele “
Isaac Newton : “Deus criou tudo por número, peso e medida.
Leopold Kronecker: “Deus criou os números naturais, tudo o resto é obra do homem.”
Einstein: “Deus não se importa com nossas dificuldades matemáticas. Ele as integra empiricamente.”
Euclides: “As leis da natureza não são nada mais que os pensamentos matemáticos de Deus”
Johannes Kepler : “O principal objectivo de todas as investigações do mundo exterior deve ser descobrir a ordem racional e harmonia que tem sido imposta por Deus e que ele nos revelou na linguagem da matemática.”
James Jeans: “A partir das evidências intrínsecas de sua criação, o Grande Arquitecto do Universo, começa a aparecer como um matemático puro”
Henri Poincaré : “Se Deus fala ao homem, sem dúvida, ele usa a linguagem da matemática”
Srinivasa Ramanujan: “Apenas pela Matemática sozinha, alguém pode ter a concreta realização de Deus”
Einstein: ”Eu não sei como Deus criou este mundo, não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os Seus pensamentos, o resto são detalhes”.
Pitágoras: “Necessário é encontrar o infinitamente grande no infinitamente pequeno, para sentir a presença de Deus”
Fazer citações fora do contexto para dizer que cientistas reconhecidamente ateus como Darwin, Einstein ou Max Planck eram crentes é, antes de mais nada, absolutamente patético e até intelectualmente ridículo.
É até um pouco triste para quem escolheu ser crente.
É até digno de alguma comiseração ver um cristão que pretender demonstrar com “testemunhas” que Deus existe estar a citar Euclides e assim “demonstrar” não só que existe Zeus como também toda aquela malta do Olimpo.
Deve ser muito triste ser crente…
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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48 thoughts on “Há sempre uma forma de respeitar os piedosos ensinamentos de Jesus Cristo”