Loading
  • 20 de Abril, 2011
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

Viva Afonso Costa!

A Lei de Separação da Igreja do Estado completa hoje cem anos. Se ainda estivesse em vigor, não deveriam existir «empregos» de capelão no funcionalismo público, subsídios das autarquias à construção e manutenção de igrejas (muito menos a missas campais ou a peregrinações), lugares de professor na escola pública por nomeação da ICAR ou outras igrejas, crucifixos e outros símbolos religiosos em serviços públicos, uma Comissão de Liberdade Religiosa que hierarquiza as comunidades religiosas, uma Concordata que garante o reconhecimento civil das associações canónicas, devolução do IVA para a ICAR e outras e mais isenções fiscais para as igrejas, políticos a convidarem padres para benzer as «obras feitas» e «mensagens de natal» do Policarpo na televisão pública.
Faz-nos falta Afonso Costa. Leia-se a sua carta no site da Associação República e Laicidade, em que explica a Lei de Separação.

Leiam-se também os seguintes textos, de autores que defenderam a ideia de laicidade há cem anos.

Eles tinham razão.

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
61 thoughts on “Viva Afonso Costa!”
  • Kavkaz

    “Sou completamente a favor da separação entre Estado e Igreja. Estas duas instituições já nos lixam o suficiente por separado. Juntas, é a morte certa.” – George Carlin (1937-2008), comediante norte-americano (in jornal Público de hoje).

  • Anónimo

    A Lei de Separação da Igreja e do Estado, congeminada pelo maçon Afonso Costa,nos exactos termos em que foi elaborada, afrontou em vários pontos, que depois explicitarei, de forma inadmissível e injusta, a Igreja Católica.

    Irei seleccionar esses elementos e depois voltarei para os enunciar desenvolvidamente.

    Para panfletarismos bacocos, já aqui há kamikazes ateístas que cheguem.

    • Kavkaz

      O quixotista antoniofernando2 ficou lichado por não ter conseguido desta vez ser o primeiro a comentar! Eheheheh!

      • Anónimo

        1) “Há medida que escrevo irei apresentando alguns dos meus argumentos”

        2) O ” quixotista”

        3) Ficou ” lichado”

        4)” Eheheheh ”

        Português não é o teu forte. Inteligência também não…:-)

        • Kavkaz

          Podes rir-te à vontade que eu também me rio dos saínhas! Eheheheh! Viva o ateísmo e os ateus! A religião não presta e fez do antoniofernando2 um “drogado”!

        • Kavkaz

          Podes rir-te à vontade que eu também me rio dos saínhas! Eheheheh! Viva o ateísmo e os ateus! A religião não presta e fez do antoniofernando2 um “drogado”!

    • Anónimo

      O PROMETIDO É DEVIDO:

      Artigo 17º

      Os membros ou fiéis de uma religião só podem colectivamente contribuir para as despesas gerais do respectivo culto por intermédio de qualquer , exclusivamente portuguesas, de assistência e beneficência,actualmente existentes em condições de legitimidade dentro da respectiva circunscrição, ou que de futuro se formarem com o mesmo carácter, de
      harmonia com a lei e mediante autorização concedida por portaria do Ministério da Justiça.

      Grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 30º

      Os edifícios ou templos, que de futuro forem adquiridos ou construídos para
      reuniões cultuais não podem ser alienados, nem, por consequência, hipotecados,
      penhorados ou por qualquer forma desvalorizados, sem consentimento do
      Ministério da Justiça, e reverterão, ao fim de noventa e nove anos, contados
      desde o dia em que foram inaugurados ou pela primeira vez aplicados ao culto
      duma religião, para o pleno domínio do Estado, sem indemnização alguma.

      ” Grandes” confiscadores, grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 31º

      Os edifícios ou templos, que até agora têm sido aplicados ao culto público de
      qualquer religião ou estão em construção com esse destino, e que não pertencem
      ao Estado nem aos corpos administrativos, serão do mesmo modo inalienáveis
      sem consentimento do Ministério da Justiça, e poderão a todo o tempo ser
      expropriados por utilidade pública pelo seu valor actual, com reversão para o
      Estado de quaisquer benfeitorias futuras, se depois de 1 de Julho próximo
      continuarem a ser ou forem aplicados ao culto público.

      Grandes ” democratas”, grandes ” progres”, grande ” separação entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 46º

      De harmonia com a legislação reguladora do direito de reunião, o Estado poderá
      sempre fazer-se representar em qualquer acto do culto público por um
      funcionário ou empregado da ordem judicial ou administrativa.

      Grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 57º

      As cerimónias, procissões e outras manifestações exteriores do culto não
      poderão permitir-se senão onde e enquanto constituírem um costume inveterado
      dos cidadãos da respectiva circunscrição, e deverão ser imediata e
      definitivamente proibidas nas localidades onde os fiéis, ou outros indivíduos
      sem seu protesto, provocarem, por ocasião delas, tumultos ou alterações da
      ordem pública.

      Grandes ” reguladores”, grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 62º

      Todas as catedrais, igrejas e capelas, bens imobiliários e mobiliários, que têm
      sido ou se destinavam a ser aplicados ao culto público da religião católica e à
      sustentação dos ministros dessa religião e doutros funcionários, empregados e
      serventuários dela, incluindo as respectivas benfeitorias e até os edifícios novos
      que substituíram os antigos, são declarados, salvo o caso de propriedade bem
      determinada de uma pessoa particular ou de uma corporação com personalidade
      jurídica, pertença e propriedade do Estado e dos corpos administrativos, e
      devem ser, como tais, arrolados e inventariados, mas sem necessidade de
      avaliação nem de imposição de selos, entregando-se os mobiliários de valor,
      cujo extravio se recear, provisoriamente, à guarda das juntas de paróquia ou
      remetendo-se para os depósitos públicos ou para os museus.

      Grandes confiscadores, grande ” separação entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 92º

      Os edifícios, que foram aplicados ao culto católico pelos jesuítas, não mais
      poderão ter esse destino e serão utilizados pelo Estado para qualquer fim de
      interesse social.

      “Grandes” fazedores de obra social, grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

      Artigo 176º

      É expressamente proibido, sob pena de desobediência, a partir de 1 de Julho
      próximo, a todos os ministros de qualquer religião, seminaristas, membros de
      corporações de assistência e beneficência, encarregadas ou não do culto,
      empregados e serventuários delas e dos templos, e, em geral, a todos os
      indivíduos que directa ou indirectamente intervenham ou se destinem a intervir
      no culto, o uso, fora dos templos e das cerimónias cultuais, de hábitos ou vestes
      talares.

      Grandes ” democratas”, grande ” separação” entre o Estado e a Igreja…

  • Anónimo

    OS HERDEIROS IDEOLÓGICOS DE AFONSO COSTA

    “Os princípios essenciais defendidos hoje pelo Grande Oriente Lusitano para a existência de uma Loja justa e perfeita podem resumir-se nos sete pontos seguintes:

    1………………………………………………………………………………………………………………..

    18. que todo o candidato à iniciação seja isento de defeitos e mutilações e maior de 18 anos;

    19.que cada loja trabalhe sob a invocação do Supremo Arquitecto do Universo, cabendo a cada irmão plena liberdade de interpretar, religiosa ou filosoficamente, aquele conceito;

    http://members.tripod.com/gremio_fenix/trabalhos/trab_reb010589.html

    P.S.” Loja justa e perfeita”,menos com gajos fisicamente estropiados…

  • Anónimo

    FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM:

    “QUE TODO O CANDIDATO À INICIAÇÃO SEJA ISENTO DE DEFEITOS E MUTILAÇÕES”

    AFONSO COSTA

  • Anónimo

    Pergunta aos catolicos… por que o vaticano… que tanto fala de opressão comunista contra a igreja… se cala ante esta barbaridade ?
    http://es.wikipedia.org/wiki/Masacre_de_polacos_en_Volinia
    “Los judíos de la región habían sido asesinados por los Nazis. Por lo que en 1943-1944 la ira del UPA calló sobre los indefensos polacos (…) Los pueblos fueron quemados. Los sacerdotes católicos romanos fueron despedazados o crucificados. Las iglesias quemadas con toda sus fieles.

  • Jairo Entrecosto

    Ricardo Alves e a I República:

    http://neoateismoportugues.blogspot.com/2010/09/ricardo-alves-e-i-republica.html

    Afonso Costa, um estaline de meia-tijela:

    Lei da Separação de 1911. Deixo o resultado da minha investigação, que qualquer um poderá confirmar:

    Artigo 17º
    Define que os religiosos só podem contribuir para as despesas do seu culto por intermédio das corporações autorizadas pelo Governo.

    Artigo 23º
    As corporações encarregadas do culto devem submeter a sua contabilidade, orçamentos e inventários à aprovação e controlo do Governo.

    Artigo 26º
    Proibe ministros religiosos de serem eleitos para dirigir, administrar ou gerir as corporações encarregadas pelo exerício do culto autorizadas pelo Governo.

    Artigo 30º
    Novos edíficios usados ou construídos futuramente para culto religioso, passam para domínio do Estado ao fim de 99 anos, contados desde o primeiro dia em que lá se praticar culto religioso, sem indemnização alguma. Durante 99 anos, tais edifícios ( adquiridos ou construídos de futuro para o fim de culto religioso), não podem ser vendidos, hipotecados ou penhorados sem autorização do Governo.

    Artigo 40º
    Declara extintas as organizações que admitam quaisquer indivíduos anteriormente pertencentes a ordens e congregações religiosos que a I República extinguira. Todos os bens “sem excepção”, passam para o Estado.

    Artigo 43º
    O culto público é limitado aos lugares “habitualmente destinados” e ao período entre o nascer e o pôr do Sol.

    Artigo 44º
    Define o poder da autoridade administrativa municipal para conceder excepção ao artigo 43.

    Artigo 45º
    Regula a administração de sacramentos religiosos.

    Artigo 46º
    Define que o Estado poderá fazer sempre representar-se numa cerimónia religiosa.

    Artigo 48º
    Proibe ministros de qualquer religião de colocarem em dúvida os direitos do Estado presentes no decreto da Lei da Separação e na demais legislação sobre as igrejas, ou de criticarem as leis da República ou a forma de governo, em qualquer escrito publicado, discurso verbal público, sermão e culto.

    Artigo 50º
    Proibe a realização de reuniões políticas nos locais de culto.

    Artigo 55º
    Proibe cerimónias religiosas fora dos locais “destinados”, incluindo as fúnebres, sem o consentimento da autoridade administrativa.

    Artigo 51º
    Define pena agravada para os que transformem uma reunião anunciada como religioso,em reunião política.

    Artigo 53º
    Determina que crianças em idade escolar não podem assistir ao culto durante o horário das lições.( lembram-se quem podia intervir nos horários dos cultos?)

    Artigo 59º
    Regula os toques dos sinos durante o dia.

    Artigo 60º
    Impede a exposição de qualquer símbolo religioso nas fachadas de edifícios particulares e em qualquer outro lugar público, com a excepção das igrejas e dentro dos cemitérios.

    Artigo 62º
    Todos os bens da Igreja Católica passam à pertença e propriedade do Estado.

    • Anónimo

      Infelizmente, caiu em desuso.

    • Zeca-portuga

      Convém dizer que esta lei não era para aplicação nas colónias, onde não havia que roubar à Igreja, e onde o estado continuou a colaborar a Igreja e nunca se quis separar dela, por ser um parasita.

  • Anónimo

    NOTA FINAL:

    Apenas para memória futura daqueles indivíduos menores, que assinaram uma tão indigna Lei de Separação do Estado e da Igreja de 1911, nos termos que resultam da minha antecedente apreciação crítica:

    a) Joaquim Teófilo Braga ;

    b) António José de Almeida;

    c) Afonso Costa;

    d) José Relvas ;

    e) António Xavier Correia Barreto;

    f) Amaro de Azevedo Gomes;

    g) Bernardino Machado ;

    h) Manuel de Brito Camacho

    • Anónimo

      Nós éramos muito finórios. Havia uma malta dos aventais que andou apregoar a nossa ” superioridade ética”, as nossas ” preocupações sociais”, etc e tal. Mas era tudo propaganda, estás a ver ?

      Então, estivemos todos no Conselho de Ministros a estudar a estratégia de um tipo chamado Marquês de Pombal, que também pertencia à confraria dos aventais.

      E chegamos à conclusão que, em nome de uma suposta Lei de Separação do Estado e da Igreja, poderíamos confiscar uma série vasta de bens à Igreja Católica, para assim podermos afirmar, junto do povo ignorante, a nossa histórica missão político-social.

      No fundo, sempre soubemos que o que fizemos não foi lá muito bonito.

      Mas não resistimos à tentação de driblarmos o povinho ingénuo.

      Foi muito bem feito, não foi ? 🙂

      • Anónimo

        Bem feito, ó Costa ? Vocês tiveram a mania de querer dourar a pílula e não assumiram que os vossos reais propósitos era o confisco dos bens da Igreja.

        Havia de ser comigo. Todos para o pelotão de fuzilamento e bico- calado – que- aqui -quem- manda sou- eu.

        Conversa de chacha, ó Costa. Tu , mais o Teófilo, o Relvas, o Almeida e o Bernardino, tinham a mania que eram queques. Todos muito aprumadinhos, bigodaças sempre aparadas, todos maneirinhos da Silva.

        Enfim, gente de escassa fibra.

        Comigo foi limpinho. Sempre a arrasar, templos a tombar e os religiosos para o pelotão de fuzilamento.

        Bons tempos, ai que saudades…

        P.S. Há aí um gajo que me enche as medidas. Um tal Luís Grave Rodrigues.O rapaz tem futuro, mas precisa de ser menos brando.

    • Zeca-portuga

      A História mostra-nos hoje que nem todos estavam de acordo com ela. Uns ajudaram a derrubá-la, outros nunca se identificaram com ela, mas não ousavam fazer frente a um perigoso assassino proto-nazi!

    • Kavkaz

      São uns heróis !!!

  • carpinteiro

    Para Afonso Costa, a República era o “caminho que se abre a todos os povos sem excepção” para sua transformação profunda contra uma Igreja Católica “propagadora de superstição e destruidora da dignidade humana” através da “ascensão das classes trabalhadoras à vida política”

    Confesso que ainda hoje me intriga porque é que em 1911 Guerra Junqueiro considerou a lei da separação da igreja do estado como «estúpida por ferir o sentimento religioso português».

    • Anónimo

      TOMA SONSINHO:

      Só se fala na contra-revolução e na lei da Separação das Igrejas do Estado.

      – É espantoso! – exclama Junqueiro. – E note: todos os ministros acharam a lei
      óptima. O Camacho abraçou o Afonso Costa no fim da leitura: – É a melhor lei que
      você tem feito. – O Bernardino escreveu-me: – A lei é boa, tirei-lhe as asperezas. – Eu
      tinha-lhe perguntado: – Bernardizaste-a? – Bernardizei-a.

      Ora a lei é estúpida, dignifica o padre, e vai ferir o sentimento religioso do povo
      português. Resultado: a guerra civil. Se a não modificarem, temo-la dentro de pouco
      tempo. O povo odiava o jesuíta, o povo não se importava com o padre. Era cortar em
      carne morta. Mas, com esta lei, o caso muda de figura, e só o mau padre, só o bandalho
      a podem. aceitar. Havia a convidar o padre com bons modos a sentar-se à mesa e depois
      convidá-lo amavelmente a comer. Que fez o Afonso Costa? Antes de lhe dar de comer,
      pespegou-lhe uma bofetada na cara e um pontapé no traseiro. E há dois dias faz uma
      conferência no Porto dizendo que ia acabar com o cristianismo! É tolo. É o padre Matos
      do registo civil. A República ou se modifica ou morre. Isto não resiste a quarenta
      tumultos por esse País fora. Junte ao movimento religioso os ódios, as paixões, a gente
      que conspira na fronteira. E ainda por cima não há maneira de formar um ministério
      homogéneo: o Afonso e o Almeida não se podem ver, o Camacho não esconde o seu
      desprezo pelo António José. Faltam também os homens: o Basílio está doido, o José
      Sampaio infantil e nas mãos do António Claro.

      Raul Brandão, Memórias II

    • Anónimo

      TOMA MAIS SONSINHO PARA DIGERIRES:

      Guerra Junqueiro, que vem óptimo da Suíça:

      – Se eles não se entendem (os do bloco e os do Afonso Costa e Bernardino), isto
      está perdido. Basta que comecem a dizer alto o que há quinze anos dizem baixinho uns
      dos outros. Divididos em partidos, se desandam a atacar-se, é como se partissem o
      Homem Cristo aos bocados. Estamos aqui estamos na anarquia, mas a história não se
      há-de escrever com dois carbonários ao lado. Quanto ao Afonso Costa, é um homem
      perigoso e ciclónico, mas incapaz de persistência. Homens como ele ou vencem e são
      ditadores, ou caem como um trapo e acabam com uma camisa de forças. É um
      dramaturgo para os grandes lances. Depois das cenas de efeito maça-se, mete-se no
      automóvel e desaparece. O único homem que se salva é o António José.

      – E a política?

      – O Chagas é inteligente e hábil e tem vontade de acertar. Ainda que não ame a
      justiça, vai ser justiceiro por cálculo; ainda que não ame a verdade, vai ser verdadeiro
      por habilidade.

      Raul Brandão, ” Memórias” II

    • Anónimo

      TOMA SONSINHO III:

      O TRAULITEIRO-MOR EM DUELOS DE CAPA E ESPADA:

      “De feitio truculento, Afonso Costa agrediu Sampaio Bruno em 1902 numa disputa célebre e,em Junho de 1914 desafiaria António José de Almeida para um duelo”

      Se a moda pega, qualquer dia temos aí o Laico Sócrates à porrada com o Laico Teixeira dos Santos.

      Tu ficas de fora a instigar. Quando houver mortos e feridos, assobias para o ar e pões-te na alheta.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Costa
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Jos%C3%A9_de_Almeida
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Sampaio_Bruno

  • Anónimo

    O Ricardo Alves tem a mania que é progressista, mas não é. Um verdadeiro progressista é essencialmente democrático e não se congratula com leis iníquas, como a conhecida por LEI DE SEPARAÇÃO DO ESTADO E DA IGREJA de 1911, congeminada por Afonso Costa.

    Também sou republicano, também reconheço justeza numa equilibrada separação de poderes entre o Estado e a Igreja e também sou apologista de um sector público alargado, bem gerido e não ao serviço dos mais diversos, obscuros e tentaculares interesses económico-políticos.

    Já aqui sustentei que o princípio da laicidade deve ser assegurado, sem contudo ignorar ou pôr em causa a realidade sociológica de um país maioritariamente católico ou cristão.

    O Estado deve ser laico, mas a sociedade portuguesa não é. Por isso, defendo a laicidade,mas não propriamente uma laicidade de pendor exclusivamente ateísta.

    É no equilíbrio justo dessa separação que a Justiça se faz.

    Porém, uma lei, como a acima enunciada, que fundamentalmente visou o roubo legal, chamado confisco, ou expropriação de bens sem indemnização, não só não é uma lei justa, como é indigna de um Estado de Direito que se queira assumir como Pessoa de Bem.

    Quem quiser reflectir sobre esta matéria, veja em consciência se os artigos 17º, 30º, 31º, 46º, 57º, 62º, 92ºe 176º são dignos de um Governo equitativo.

    Governar à custa de confiscos é fácil. Difícil é gerir um país com dinheiros públicos.

    Depois, sugiro ainda que reflictam se é digno de homens honrados e de ética superior elaborarem um artigo tão mesquinho como o 176º, proibindo o uso público de vestes talares a ministros ou outros interventores do culto religioso.

    Essa lei nada tem de justa ou progressista. Apenas revela facilitismo governamental oportunista, na parte que respeita ao confisco dos bens da Igreja, e também quando afronta deliberadamente os sentimentos religiosos, com normas tão pidescas como as dos artigos 46º e 176º.

    Depois, os mesmos salafrários que a aprovaram e aplaudiram, ainda têm a desfaçatez de, por um lado, negarem hipocritamente o que consta dessa lei.

    E, por outro, como faz o Ricardo Alves, de tecer absurdo panegírico a uma lei que não prestigia qualquer estado que não queira fazer justiça social à custa do confisco particular de bens….

    • Kavkaz

      antoniofernando2, o sangue de Cristo não estará estragado? Pare de beber!

    • Kavkaz

      antoniofernando2, o sangue de Cristo não estará estragado? Pare de beber!

    • Laico

      Algum estado independente clamou por auxílio do papado para pagar as contas?
      Ou não foi sempre o papado que se infiltrou para influenciar a seu gosto e saquear os cofres do erário público e esvaziar os bolsos dos otários que acreditam no imaginário?!
      Afinal defendes quem e o quê? Tens medo dos livres pensadores porquê? Achas que te vão roubar a reforma? Achas que te querem desconverter das tuas ideias bizarras que incutiste ao longo dos anos por falta de miolos para veres além do horizonte?
      Digo-te mais, se eu fosso dono deste site, fazia como fazem os teus queridos religiosos, os comentários só apareceriam depois de censurados. Assim evitava-se tanta baboseira com palavras escolhidas a dedo para dar uma de intelecta. Mostra obra tua que tenha melhorado o bem estar da humanidade. Diz-nos o q fazes e o que fizeste no passado que tenha mérito em prol do desenvolvimento.
      Cria um site só teu e posta lá as tuas contrariedades que leres aqui. Este é nosso e é o mais livre possível.
      Já agora diz-me uma coisa; não eras tu o Sabino que andava armado em espertalhão num site ateu brasileiro e q lhe fecharam a porta por estarem fartos das tuas tretas?

      • Anónimo

        Eu sei, Lélé, que tens pinta de pide e vens aqui, pela calada, arrotar as tuas censórias postas de besta, sempre que julgas poder espetar a faca pelas costas, cobardolas.

        Não gostas de ser contrariado mas vais acabar por te habituares. Se não conseguires, enfias -te no caroço da amêndoa.A Democracia, para tipos mesquinhos como tu, custa a digerir, mas esse é precisamente o Bem da Democracia: obrigar pides como tu a suportá-la.

        ” Este blogue é nosso ” e tu nem sequer te dás conta do tom ridículo de menino mimado como te comportas. Devias ter levado mais tau-tau no rabinho em puto que era para não te armares em salafrário …

        • Laico

          Sou mesmo burrinho!
          Não entendi patavina do que escrevinhaste para mim. Falas de PIDE (talvez lá tivesses prestado serviços) pois só lá entrei duas vezes, uma para pedir um salvo-conduto e outra para o ir levantar com a finalidade de ir a Espanha.
          Enfiar-me no caroço da amêndoa não quero pq não preciso que me chupes. A tua boca não é saudável.
          Anota bem nessa mioleirinha desnorteada. Repara que pouco liguei ao q sempre me dizes mas preocupo-me com o que dizes aos outros.
          Dirigir-te a palavra é para mim um sofrimento e por norma passo ao largo dos teus comentários sem os ler para evitar diarreias.

          Continuo à espera da resposta às perguntas q te fiz:
          “Diz-nos o q fazes e o que fizeste no passado que tenha mérito em prol do desenvolvimento.”
          “não eras tu o Sabino que andava armado em espertalhão num site ateu brasileiro e q te fecharam a porta por estarem fartos das tuas tretas?”

          Acho que durante toda a tua vida apenas estudaste sinónimos para requintares a prosa. Acontece o mesmo com os autores de música pimba. Quanto mais floreados no mesmo compasso melhor. Ou ainda, que tb é o teu caso, bater sempre na mesma tecla. Se entendes alguma coisa além de SINÓNIMOS vê o video que te mando de presente pois estes rapazes desmascaram a falsa criatividade de muitos.

          http://www.youtube.com/watch?v=5pidokakU4I&feature=related

          Ah, não te esqueças novamente de responder às 2 perguntinhas se fazes o favor.

      • JMC_1

        «Algum estado independente clamou por auxílio do papado para pagar as contas?» – Laico.

        Achei muita piada a esta “afirmação”.
        Estive, precisamente ontem, a participar num pequeno debate sobre a questão da presença do FMI em Portugal e alguém disse algo do género (não sei quem és ou se até foste tu): “somos um pais católico, o melhor é recorrer à Santa Sé, pois o FMI não faz milagres!”

        Alguém explicou que isso já aconteceu noutros tempos, e que a Igreja não tem preocupações espirituais e não financeiras. Eu concordo plenamente. Se quiser rezar está à vontade, se não resultar, mal não fará de certeza.

        Eu que disse, e mantenho, é que também nenhum país está a ajudar Portugal, e que está demonstrada a falência da “Europa Solidária”. O que assistimos é um conjunto de abutres a preparar-se para devorar um agonizante. Esses abutres vêm de entre os nossos supostos aliados “europeus”, a que se junta, sem a isenção e o consciência de outrora, o FMI. A ONU (e seus departamentos) está completamente absoluta e a União Europeia começa a demonstrar a sua derrocada.
        O capitalismo ultra liberal (ou o ultra-capitalismo) acabam de mostrar as garras e de provar que o Homem é um objecto que só lhes interessa se der lucro. É inimigo da sociedade humana e das doutrinas sociais.
        Não me consta que a Igreja seja assim, nem vejo isso acontecer.

        Quanto à liberdade neste Diário, estavas melhor calado.
        Eu fui expulso. Houve mais gente a ser expulsa.
        E só regressamos (não sei por quanto tempo) porque sem comentários estes pseudo-ateus sentem-se frustrados.
        Eles avaliam a sua importância pelos comentários que aqui se fazem, como se a grande maioria dos concordantes não fosse estupidez e os restante não fossem contra a opinião dos autores.

        Mediocridade e falta de juízo, é o vosso problema.

        Um expulso, ou “ex-expulso” – JMC_1

        • JMC_1

          Tive que corrigir e agora não posso editar, em nome da liberdade de expressão de que o Laico fala.
          ………..

          «Algum estado independente clamou por auxílio do papado para pagar as contas?» – Laico.

          Achei muita piada a esta “afirmação”.
          Estive, precisamente ontem, a participar num pequeno debate sobre a questão da presença do FMI em Portugal e alguém disse algo do género (não sei quem és ou se até foste tu): “somos um pais católico, o melhor é recorrer à Santa Sé, pois o FMI não faz milagres!”

          Alguém explicou que isso já aconteceu noutros tempos, e que a Igreja tem (apenas) preocupações espirituais e não financeiras. Eu concordo plenamente. Se quiser rezar está à vontade, se não resultar, mal não fará de certeza.

          Eu que disse, e mantenho, é que também nenhum país está a ajudar Portugal, e que está demonstrada a falência da “Europa Solidária”. O que assistimos é um conjunto de abutres a preparar-se para devorar um agonizante. Esses abutres vêm de entre os nossos supostos aliados “europeus”, a que se junta, sem a isenção e o consciência de outrora, o FMI. A ONU (e seus departamentos) está completamente obsoleta e a União Europeia começa a demonstrar a sua derrocada.
          O capitalismo ultra liberal (ou o ultra-capitalismo) acabam de mostrar as garras e de provar que o Homem é um objecto que só lhes interessa se der lucro. É inimigo da sociedade humana e das doutrinas sociais.
          Não me consta que a Igreja seja assim, nem vejo isso acontecer.

          Quanto à liberdade neste Diário, estavas melhor calado.
          Eu fui expulso. Houve mais gente a ser expulsa.
          E só regressamos (não sei por quanto tempo) porque sem comentários estes pseudo-ateus sentem-se frustrados.
          Eles avaliam a sua importância pelos comentários que aqui se fazem, como se a grande maioria dos concordantes não fosse estupidez e os restante não fossem contra a opinião dos autores.

          Mediocridade e falta de juízo, é o vosso problema.

          Um expulso, ou “ex-expulso” – JMC_1

  • Kavkaz

    Viva o Afonso Costa ! Viva a República ! Cortaram as unhas (garras) grandes ao Clero e este ainda hoje estrebucha de raiva… É ver os representantes deles aqui nas caixas de comentários a chorarem baba e ranho… Eheheheh !

    • Anónimo

      Tu ainda consegues bater o apjb em matéria de deserto de ideias e olha que é bem difícil 🙂

  • Zeca-portuga

    Este Costa da república é um proto-nazi que representa a o que de mais vergonhoso e indecente há na Historia de Portugal.

    Desde logo, trata-se de um membro da Máfia do Avental, a que também chamam maçonaria, e intimamente ligado a outro gang de arruaceiros e assassinos, que tinham como obrigação iniciática do gang, possuir uma carregada e pronta a ser usada (os bandidos da Carbonária).

    Este é um dos assassinos ligados aos inúmeros lagos de sangue que pintaram a imposição terroristas da república, e o período de bandalheira que se seguiu.

    Este crápula (como, muito bem, lhe chamam muitos professores de Historia do nosso país) tentou, mais por demência e ignorância do que por ideologia (nem ele sabia o que tal fosse), roubar e impor (com o Sampaio) a primeira forma de “deportação nazi” da Europa. Teve uma actuação proto-nazi. Não por ser anti-católico, mas por ser um ladrão, uma assassino e um bandalho da pior espécie.
    Um imbecil é sempre um imbecil e encontra outro imbecil que o louve e elogie – nada de novo.

    Quanto à religião, o tempo provou que um merdas como este, por mais que vomite ódio, nunca afectou ou afectará o crescimento da religião, nem se cumprem as suas palavras: “ eliminarei a religião em duas ou três gerações!”

    Já nem estrume resta desse bicho e a religião continua igual. È certo que muito do que ele (e outros republicanos) roubou ainda não foi devolvido aos seus legítimos donos, mas a religião soma e segue.

    Ainda recentemente, numa palestra sobre Liberdade e Igualdade de Oportunidades, um distinto académico português dizia, referendo-se a este imbecil: “como dizia a minha avó quando falava de coisas pouco higiénicas: “com licença, o Afonso Costa…” .
    Não resisti e bati palmas… e muitas se lhe juntaram.
    Só um crápula, ignorante e complemente lerdo, poderá louvar um dos piores portugueses de todos os tempos… mas os republicanos têm destas finezas!

    O Clero que ele e os seus mercenários tentaram explorar, literalmente, limpou os pés a toda a sua arrogância e estupidez. E fá-lo-à, de futuro, com outros “costas” e quejandos!

    • Kavkaz

      As ideias de Afonso Costa venceram e a República venceu. O Clero para não desaparecer teve de se adaptar e hoje afirma apoiar a República. Mudou de estratégia antirepublicana para sobreviver… O Clero aprendeu bem a dar piruetas ao longo dos séculos para continuar a alimentar o seu negócio milionário e a viver bem.

      Viva Afonso Costa e viva a República!

    • Kavkaz

      As ideias de Afonso Costa venceram e a República venceu. O Clero para não desaparecer teve de se adaptar e hoje afirma apoiar a República. Mudou de estratégia antirepublicana para sobreviver… O Clero aprendeu bem a dar piruetas ao longo dos séculos para continuar a alimentar o seu negócio milionário e a viver bem.

      Viva Afonso Costa e viva a República!

      • Anónimo

        É por causa de gajos como tu, que não conseguem produzir uma única linha consistente de argumentação. que o nosso país se encontra num estado deplorável.

        Tu não pensas, agitas bandeiras. Mas isso é tão pouco para mostrares o que vales.

        Tenta melhorar pá. Assim é tão deprimente ler-te. Metes pena, confesso.

      • Anónimo

        «As ideias de Afonso Costa venceram e a República venceu.»

        Não confundas as ideias anti-democráticas e terroristas de Afonso Costa com a República. Sou republicano mas condeno Afonso Costa.
        As ideias dele não triunfaram e oxalá nunca triunfem, pois sou favorável à democracia, à paz e à liberdade

  • Zeca-portuga

    Este Costa da república é um proto-nazi que representa a o que de mais vergonhoso e indecente há na Historia de Portugal.

    Desde logo, trata-se de um membro da Máfia do Avental, a que também chamam maçonaria, e intimamente ligado a outro gang de arruaceiros e assassinos, que tinham como obrigação iniciática do gang, possuir uma carregada e pronta a ser usada (os bandidos da Carbonária).

    Este é um dos assassinos ligados aos inúmeros lagos de sangue que pintaram a imposição terroristas da república, e o período de bandalheira que se seguiu.

    Este crápula (como, muito bem, lhe chamam muitos professores de Historia do nosso país) tentou, mais por demência e ignorância do que por ideologia (nem ele sabia o que tal fosse), roubar e impor (com o Sampaio) a primeira forma de “deportação nazi” da Europa. Teve uma actuação proto-nazi. Não por ser anti-católico, mas por ser um ladrão, uma assassino e um bandalho da pior espécie.
    Um imbecil é sempre um imbecil e encontra outro imbecil que o louve e elogie – nada de novo.

    Quanto à religião, o tempo provou que um merdas como este, por mais que vomite ódio, nunca afectou ou afectará o crescimento da religião, nem se cumprem as suas palavras: “ eliminarei a religião em duas ou três gerações!”

    Já nem estrume resta desse bicho e a religião continua igual. È certo que muito do que ele (e outros republicanos) roubou ainda não foi devolvido aos seus legítimos donos, mas a religião soma e segue.

    Ainda recentemente, numa palestra sobre Liberdade e Igualdade de Oportunidades, um distinto académico português dizia, referendo-se a este imbecil: “como dizia a minha avó quando falava de coisas pouco higiénicas: “com licença, o Afonso Costa…” .
    Não resisti e bati palmas… e muitas se lhe juntaram.
    Só um crápula, ignorante e complemente lerdo, poderá louvar um dos piores portugueses de todos os tempos… mas os republicanos têm destas finezas!

    O Clero que ele e os seus mercenários tentaram explorar, literalmente, limpou os pés a toda a sua arrogância e estupidez. E fá-lo-à, de futuro, com outros “costas” e quejandos!

  • Kavkaz

    Um padre pergunta ao colega:

    – Chegará o dia em que nos permitirão casar?

    – Nós não chegaremos, mas Deus queira que os nosso filhos consigam ver esse dia!

  • carpinteiro

    A Lei da separação foi considerada pelo clero “uma declaração de guerra à Igreja”, e esta reagiu em conformidade.
    No mês seguinte, o Papa Pio X publicou uma encíclica combinando as doutrinas egoístas, oportunistas, inúteis e retrógradas, e incentivando o episcopado português a um protesto colectivo em que estes condenavam sem apelo as pensões do Estado e as comissões cultuais.
    As intenções da encíclica Rerum Novarum apenas serviam para o papado viver um pouco mais “divinamente”, impedindo que a marcha da civilização e da ciência transformassem para melhor a sociedade.

  • JMC_1

    Estive a consultar a Lei de Separação, ou melhor, a “Lei de Submissão da Igreja ao Estado”.

    A lei funcionava, exactamente, como um mecanismo de subjugação da Igreja aos caprichos enxovalhantes e às perversões dos políticos da época. Evidentemente que se tratava de políticos que eram pessoas com problemas do foro psicológico ou mental.

    Como ateu, considero que esta lei ofende a igreja (é, sem dúvida, uma declaração de guerra), mas ofende, igualmente e de forma irreparável, o ateísmo e a noção de estado laico.

    Ao ver, neste tópico, um autor que se diz ateu a defender esta lei, tenho que lhe dirigir esta pergunta:

    Sabes, ao menos, o que é um ateu?
    Eu não quero que tu digas que és ateu, pois isso até me ofende, mas que digas, pelo menos que sabes o que é um ateu. Eu não acredito que saibas, e está excluída a hipótese de tu seres ateu.

    Pegando em 3 artigos que foram referidos pelo comentador “Jairo”, fica demonstrada a ofensa ao ateísmo e à liberdade, sendo um contra-senso invocar (hoje) esta lei, quer como exemplo de “separação” (laicidade do estado), quer por quem reclama a liberdade de expressão e de cidadania.

    «Artigo 45º – Regula a administração de sacramentos religiosos.»
    Ofende o ateísmo todo o estado que se reserva no direito de regular a forma como são feitos os rituais religiosos. Por outro lado, demonstra que o estado não é laico. Uma vez que se imiscui na religião, nem é neutro nem se separa dela, apenas pretende controla-la a seu favor.

    «Artigo 46º – Define que o Estado poderá fazer sempre representar-se numa cerimónia religiosa.>
    Demonstra, inequivocamente, que o estado não é laico, não é isento em matéria religiosa e que a religião não é um fenómeno da esfera privada mas sim público, e que interessa ao estado estar presente (com uma desculpa esfarrapada!).

    «Artigo 48º
    Proíbe ministros de qualquer religião de colocarem em dúvida os direitos do Estado presentes no decreto da Lei da Separação e na demais legislação sobre as igrejas, ou de criticarem as leis da República ou a forma de governo, em qualquer escrito publicado, discurso verbal público, sermão e culto.»

    Este artigo é a negação da mais básica regra de liberdade: “discordar de…”. È uma das mais flagrantes manifestações de fascismo, etc, etc.
    Não entendo como é possível que alguém, neste Diário, defenda a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, comemore uma lei que contém artigos como este.
    Ao defender esta lei, não se pode queixar da inquisição, da censura fascista, nem pode invocar a liberdade de escrever o que quiser contra a religião ou contra a política. Se este Diário fosse proibido de escrever contra a religião, uma vez que concorda com esta lei e a comemora, eu penso que não teriam nenhum direito de se queixar, pois isso está implícito naquilo que defendem.

    Esta lei destinava-se a humilhar os crentes, o clero e a religião. Tem visíveis traços de maldade (como na questão das «viúvas» dos padres), de estupidez e ignorância. È uma demonstração de maldade e de falta de carácter, não da República em si, mas dos seus autores e de quem a aprovou.

    Defendo a república, mas condeno e não comemoro estas “repubicanisses” . Talvez por isso a comemoração do “centenário” não passou das intenções e foi um fiasco.

    Este Diário está cada vez pior. Há tópicos que são de uma estupidez arrepiante e cada vez fica mais visível a ignorância e maldade dos seus autores.

    Um expulso, ou “ex-expulso” – JMC_1

  • Anónimo

    Para Memória Futura:

    “Cabe bem aqui, nesta altura, apesar da data muito posterior, a seguinte entrevista
    com o dr. Teófilo Braga, publicada no Diário de Lisboa:

    – A propaganda republicana foi modelar. Muita seriedade, sinceridade e
    desinteresse. Repare que andei nisso quarenta anos. Mais tarde escangalharam tudo.
    Começa por que a República foi feita por acaso, isto é, por todos. Não conhece a
    história?
    − …
    – Eu conto.

    E o sr. dr. Teófilo Braga descreve-nos a proclamação do actual regímen duma
    maneira que acarretaria a qualquer monárquico contrariedades de vulto. Em seguida
    comentando:

    – Eu estava em S. José de Ribamar. Era preciso «queimar» alguém. Eles
    calculavam que eu durava pouco tempo – minha esposa falecera meses antes e o abalo
    fora grande – de maneira que me fizeram chefe do Governo Provisório. E aqui começa a
    dança. Houve tanta dificuldade em organizar o Governo Provisório, que até incluíram
    na lista o nome de Manuel Gomes, já falecido. Como o não encontraram, como é natural
    – o entrevistado casquinou uma risada – foram buscar o irmão, o Amaro Gomes, que
    não é nada esperto, e confiaram-lhe a pasta da Marinha! Quem começou a romper a
    unidade do partido republicano foi o Camacho, esse tratante que está agora em
    Lourenço Marques. Esse ainda procedeu com ronha, com inteligência. Mas o António
    José de Almeida, que foi quem jogou a cartada seguinte, portou-se com uma
    ingenuidade que não se coaduna com a inteligência… Nessa altura, quando no Governo
    Provisório, podia-se trabalhar. Qual! Ninguém pensava nisso. Enquanto um fundava o
    partido unionista, que foi o partido da desunião, e outro o evolucionista, que nunca
    cheguei a perceber bem o que era, o Afonso Costa, que a princípio se tinha atirado a
    valor ao clericalismo, começou-se a entreter com duas mil pessoas e manifestações de
    vinte mil, acabando por arranjar uma inflamação do fígado que lhe durou uns seis meses
    e que o ia mandando desta para melhor!

    Perguntado acerca da perturbação pública que se nota constantemente no pais,
    atribuída, em parte, às divisões dos republicanos, o sr. dr. Teófilo Braga disse:

    – Concordo. Isso, porém, sucedeu desde o principio. O que o Brito Camacho fez
    contra mim! As «rasteiras» que me passou! Como sabe, ele teve habilidade para
    açambarcar a alta representação diplomática da República distribuindo-a pelos
    correligionários. Pois quando eu era presidente do Governo Provisório, chegou a
    escrever ao Augusto de Vasconcelos, que era então ministro em Madrid, para que me
    mandasse dizer que o Canalejas não retiraria os «couceiristas» da fronteira, enquanto eu
    continuasse à frente do regímen. Isto, porque eu era federalista e à Espanha não
    convinha o federalismo… O que inventaram! Eu sabia o que se tramava na sombra e
    mandei vir a Lisboa o Augusto de Vasconcelos, desmascarando-o em pleno conselho de
    ministros. A cara do Camacho!”

    ( Raul Brandão, Memórias II)

  • Anónimo

    Como eles eram tão ” solidários”:

    “Foi nesta altura, por causa da bandeira. que Teófilo Braga disse de Junqueiro:

    – É tão judeu, que começou por vender trastes velhos e acabou por profeta.

    Ao que Junqueiro (os dois nunca se puderam ver) havia de responder muito mais
    tarde:

    – O Teófilo é tão avaro que forrou o caixão da mulher de Mundos, para não gastar
    dinheiro e para agradar aos jacobinos!”

    Raul Brandão, ” Memórias”, II

  • Anónimo

    E como eram tão “íntegros”:

    «Cândido dos Reis conhecia muito bem os seus camaradas e por isso repelia amiudadas vezes o
    seguinte: os que dizem estar Connosco e não vêm para o nosso lado, se formos vencidos serão os
    primeiros a comandar os pelotões de jogo que nos hão-de fuzilar, só para que não suspeitem que
    eram nossos cúmplices.»

    (Intransigente, 18 de Abril 1911)

    Raul Brandão, Memórias II

  • Anónimo

    Bernardino, ” O Tíbio”:

    – Quem impediu que a revolução se fizesse no dia do assassínio de D. Carlos foi o
    Bernardino Machado – afirma o Simões Raposo.
    E logo o Emídio Garcia conta:

    − Duma vez, o Pad-Zé, com uma bomba na mão, disse ao Bernardino: «O senhor
    anda aqui a empatar a revolução e por isso decidi sacrificar-me matando-o!» E fazia o
    gesto. Ia atirar com a bomba, iam morrer ali ambos. O Bernardino, aflito, bem queria
    discutir. «Ó Pad-Zé, tenha juízo, eu…» Mas o outro., batendo com a bomba
    descarregada em cima da mesa, exclamava: «Morremos aqui ambos!»

    Se no Paço, depois do regicídio, estavam receosos, os republicanos não tinham
    menos medo. Logo a seguir ao atentado o Jaime Cortesão veio a Lisboa delegado por

    vários grupos do Norte que reclamavam a revolução imediata. Trazia um bilhete para o
    Bernardino Machado, e foi à noite ao Mundo procurá-lo. No Mundo miraram-no de alto
    a baixo, desconfiados, e levaram-no para uma sala onde havia muitos letreiros neste
    género: «Cuidado com os bufos! Fora os bufos», etc. Debalde ele apresentou o seu
    cartão. Não lhe apareceu ninguém. Foi dali bater à porta dum republicano, muito do
    Afonso Costa, que não lha abriu; falaram-lhe a medo por uma gradinha.
    Por fim, lá se decidiu a ir à Rua de S. Bernardo e esteve quatro horas com o
    Bernardino, que, depois de o ouvir, lhe disse:
    – Revolução!? Mas, para se fazer uma revolução, é preciso um general montado
    num grande cavalo, um Saldanha que se ponha à frente das tropas e as arraste…
    E concluiu:
    – Sabe que mais? Diga aos nossos amigos do Porto que se vão preparando mas é
    para as eleições

    Raul Brandão, Memórias II

  • Anónimo

    DEMOCRATAS E TOLERANTES:

    No Porto, jornais suspensos, jornais assaltados. Bruno publica a seguinte

    DECLARAÇÃO AO POVO E AO GOVERNO

    Em face dos deploráveis acontecimentos ocorridos na noite de ontem nesta cidade, e
    tendo nós mesmos recebido, por mais de uma vez, a ameaça de que a nossa redacção seria

    dentro em breves dias assaltada, achando-se, pois, a nossa liberdade e a nossa segurança pessoal
    em flagrante perigo, protestando contra a situação intolerável em que toda a cidade se encontra,
    resolvemos suspender desde hoje a publicação do «Diário da Tarde», até que providências sérias
    e eficazes sejam dadas e, em virtude delas, se restabeleça a normalidade legal, que permita ao
    cidadão a tranquilidade moral pela confiança, justificada então, nas autoridades constituídas.
    Porto, 16 de Fevereiro de 1911.
    Pelo «Diário da Tarde»,
    José Pereira de Sampaio

    E logo a seguir afirma que se retira «enojado» da vida pública. Basílio Teles, que
    se fechou por dentro, traduzindo o Livro de Job, é tratado de mentecapto…

    7 de Março

    Foi hoje apupado na Rua do Ouro o bispo do Porto, que veio preso para Lisboa.
    É uma grande figura de bondade. Dá tudo que tem. Mão para aqui, mão para ali,
    vai até aos últimos vinténs. Ganhava doze contos por ano; agora, quando lhe
    vasculharam o paço, só lhe encontraram cotão. Está pobre e – pormenor cheio de
    ternura e grandeza – era preciso pôr-lhe alguém de sentinela ao lado para o impedir de
    dispor – de dar – de distribuir até o indispensável à sua vida comezinha.

    Raul Brandão,Memórias II

  • Anónimo

    TEÓFILO, O GENEROSO:

    O Teófilo Braga fez cessar a pensão de quarenta mil réis mensais que Bulhão Pato
    recebia por imaginários trabalhos históricos da Academia. É a fome para o velho poeta,
    que tem oitenta anos de idade.

    Gomes Leal está também na miséria, e Junqueiro diz a propósito dos dois:

    – Acho bem que se dê uma pensão ao Bulhão Pato, mas não só dinheiro, dinheiro
    e simpatia, dinheiro e um ramo de flores. Pouco dinheiro, porém, porque o poeta
    português precisa de pouco para viver. Trinta mil réis de mesada, o necessário para a
    alpista, o- bastante para ele poder cantar

    Raul Brandão, ” Memórias”, II

  • Anónimo

    TÃO AMIGOS:

    Junqueiro foi pedir ao Bernardino a sua exoneração de Berna por causa duma
    notícia, na Intransigente de 6, em que Machado Santos atacava a criação dum lugar de
    secretário naquela embaixada. Mal ele saiu da Redacção do República, entrou o
    Machado Santos, furioso contra o Junqueiro e contra o Governo:
    – O Junqueiro! O Junqueiro que foi procurar-me a casa para me convencer a que
    fizesse a política do Afonso e do Bernardino! Isto não pode continuar! Todos os oficiais
    de Marinha que tomaram parte na revolução foram postos de lado!…
    Homem duma energia rara, no dia do assassínio do rei foi atacar Infantaria 16 sob
    um chuveiro de balas. Faria comícios a cem e mais soldados na serra de Monsanto.
    Está de luto e rouco. É um tipo com uma mecha de cabelo rebelde e o olhar febril
    através dos óculos. O «plastron» preto foge-lhe pelo colarinho acima:
    – Como querem que eu os possa ver, ao Afonso e aos outros? Já diziam mal de
    mim no dia da revolução, e em 5 de Outubro mandaram as metralhadoras para o alto da
    Avenida, para me metralharem a mim e aos meus artilheiros.

    Raul Brandão, ” Memórias”, II

  • Anónimo

    TEÓFILO, O DECORATIVO:

    – Como não querem que a Espanha desconfie de nós, se o presidente do Governo
    é o Teófilo, que protestou contra o fuzilamento do Ferrer? – diz Junqueiro. – Era preciso
    explicar aos espanhóis que o Teófilo não é nada no Governo. Não passa dum elemento
    decorativo.
    Ele próprio o reconhece:
    – Não fazem caso nenhum de mim. Nem me ouvem. Sabe para o que eu estou ali?
    Tenho lá uma campainha para tocar a reunir.
    E, aferrado aos mesmos costumes simples, o grande homem continua a subir a
    calçada da Estrela a pé, com o velho guarda-chuva debaixo do braço.

    Raul Brandão, Memorias II

  • Anónimo

    A ” FRÁGIL DEMOCRACIA” LAICA:

    Demais V. Ex. sabe muito bem que a dentro das fileiras do partido republicano,
    entre os próprios combatentes que pela república arriscaram a vida, alguns há que
    publicamente censuram a lei de Separação e a julgam inexequível. Ninguém os pode
    acusar de anti-republicanos e só um bispo que pensa da mesma forma, embora talvez
    por motivos diversos, há-de ser lançado às feras e declarado inimigo da República?
    Não, Ex.mo Sr.; a igualdade, que deve ser um dos mais firmes predicados dum regímen
    democrático, opõe-se radicalmente a semelhantes processos. Protestar é um crime?
    Mas que outro recurso resta aos humildes, aos perseguidos que, para mais, não querem
    de forma alguma lançar mão de meios violentos nem perturbar a marcha do Governo

    Raul Brandão, Memórias II

  • Anónimo

    A POSIÇÃO DO PARTIDO SOCIALISTA PORTUGUÊS:

    Nesta hora decisiva para os destinos da Nação, ao Partido Socialista Português,
    como a única oposição possível e eficaz dentro da actual democracia, tão sabiamente
    apostolizada pelos actuais detentores do Poder durante largos anos de propaganda,
    incumbe fazer saber qual o sentimento e opinião das classes proletárias, perante o
    aspecto hesitante e dúbio de que a actual situação política se está revestindo.
    Na consciência pública principia a despontar a suspeita, que julgamos deveras
    arrojada, de que todo o trabalho de demolição feito pelos apóstolos da República, longe
    de se basear na legítima aspiração dum ideal infindo, teria tido por mero e desprezível
    objectivo a conquista do poder por motivos de ordem mercantil.
    Não o quer assim acreditar o Partido Socialista Português; mas como, pela índole
    e natureza dos seus ideais, mergulha no mais fundo das numerosas falanges do
    proletariado, nele surpreende a formação sempre crescente e cada vez mais nítida desta
    deplorável corrente de opinião.
    Nas falanges anarquistas, tanto como entre os sindicalistas e socialistas, e mesmo
    na opinião mais ou menos hesitante dos chamados indiferentes; no seio, enfim, de todo
    o proletariado português lavra profundo desgosto, e até revolta, contra o triste
    espectáculo que ao país e ao mundo estão dando neste momento os mais denodados
    caudilhos da democracia republicana.
    ¿Que fraqueza é esta de se deixarem vencer pelo impulso das suas mais violentas
    paixões, descurando os interesses da República, pondo em risco a paz e a integridade
    nacional, menosprezando os mais coros interesses económicos do proletariado, que se
    vê a braços e abandonado na solução dos seus mais graves problemas profissionais,
    sacrificando-se tudo, enfim, aos instintos do ódio, do comando e da vaidade?
    O Partido Socialista Português, senhores, interpreta neste momento o sentir de
    toda a nação proletária, de todo o país trabalhador e honesto, vindo declarar em público
    e bem alto que são impolíticas e até traidoras aos ideais republicanos todas e quaisquer
    cisões ou dissidências que se continuem alimentando entre os dirigentes mais em
    evidência nu pública governação do país.
    E, mais do que isto, o Partido Socialista entende que deve ser lançada aos actuais
    dirigentes e aos elementos mais preponderantes da República Portuguesa a inteira
    re3sponsabilidade por todas as perturbações de ordem ultimamente havidas e por todas
    que parecem prestes a haver, incluindo as responsabilidades duma possível Guerra Civil
    que já alguns julgam iminente, se não resolverem, em holocausto aos seus ideais
    apostolizados, pôr termo a todas as dissidências e rivalidades partidárias.

    Lisboa, 31/8/1911

    Raul Brandão, Memórias II

  • Kavkaz

    antoniofernando2: por mais que lhe doa a implantação da República em Portugal era uma aspiração de muitos portugueses que estavam fartos da Monarquia e do poder do Clero, proprietários de grandes riquezas e fortunas em Portugal.

    É natural que uma mudança de regime no princípio do século XX traga acontecimentos que os padres não santifiquem. Eles perderam muito do seu poder e continuam, saudosamente, a chorar pelo passado que já não voltará.

    O antoniofernando2 está hoje ainda mais atrasado do que a Igreja Católica portuguesa. Esta é apoiante da República Portuguesa e esteve nas cerimónias do seu 100º aniversário.

    A Igreja Católica esteve contra a implantação da Monarquia Constitucional na Revolução Liberal, pois convinha-lhe a Monarquia Absoluta. Mais tarde adaptou-se e já era pela Monarquia Constitucional contra a República. Hoje já se adaptou e apoia o regime republicano.

    A Igreja Católica tenta sempre estar ao lado do poder qualquer que este seja. Em Cuba, por exemplo, adapta-se ao regime comunista. Em Democracia adapta-se bem ao sistema democrático. Na Monarquia adapta-se bem aos reis, rainhas e vassalos.

    Conclusão: os princípios da Igreja Católica resumem-se a estar junto do Poder político para que o seu negócio religioso “must go on”.

    • Anónimo

      Contra factos não há argumentos. Sou republicano e democrata, mas não suporto falsários, hipócritas, demagogos e nacionais-populistas como tu, que se limitam a debitar panfletos e mediocridades mentais, a cada comentário que tecem.

      Tu falas sem argumentar, e muito menos sem elaborar o menor raciocínio demonstrativo do que atiras para o ar. Eu sustento as minhas afirmações com factos e citações concretas.

      Raul Brandão e Guerra Junqueiro foram homens insuspeitos, ambos republicanos e de bom carácter. Grande vultos da cultura portuguesa.

      Indivíduos com atitudes intelectualmente sérias e genuinamente progressistas.

      Ambos, a seu modo, se encarregaram de incinerar contundentemente a maralha salafária que se alcandorou ao poder governativo, após a Instauração da República.

      A diferença que existe, entre homens com a envergadura ética de Raul Brandão e de Guerra Junqueiro e tipos mesquinhos e baixos como tu, é a mesma que existe entre a Luz e as trevas…

      • Kavkaz

        O antoniofernando2 diz que é “republicano e democrata”. Que chique para quem defende com unhas e dentes a Monarquia do rei dos judeus.

        Os seus copy/past são abusadores pela simples razão de que são desnecessários passados mais de 100 anos da implantação da República. Tanta coisa é só para ocupar muito espaço com coisas que ninguém vai ler. Bastaria indicar o link donde copiou esse material e se alguém estivesse interessado iria ler. É assim que faria uma pessoa inteligente.

        Você apenas agarra-se ao pormenor pequeno da História para não ver as grandes conquistas da República. É evidente que houve problemas, mas o Povo português não deseja mais voltar ao regabofe dos reis e do clero daquele tempo.

        Você mostra-me ser uma pessoa perturbada e desorientada, com uma permanente áurea negativa e que se pretende impor pela quantidade, inutilidade, frequência e desinteressados seus comentários. Você mostra que é um derrotado e amargurado, com sede de vingança. Não terá hipóteses!

        Eu não li nem tenciono ler o que escreveu e continuarei a dizer: Viva Afonso Costa, viva a República!

        P.S.: Não lhe respondi mais cedo porque fui dar um belo passeio na minha bicicleta. Fi-lo esperar? Você é muito impaciente. Deve ser da sua infantilidade…

    • Anónimo

      Então entupiste, ó nacional-populista demagógico ?

      Pensei que vinhas dizer que o Guerra Junqueiro também foi pró- católico e monárquico por também ter censurado a vergonhosa Lei de Separação do Estado e da Igreja de 1911.

      O meu posicionamento, sobre essa temática, é idêntico ao dele.

      Vá, aparece agora a dizer que ao Guerra Junqueiro também ” doía” a Instauração da República, blá-blá-blá…

      Vá, solta aí a tua prosápia…

      • Kavkaz

        O antoniofernando2 diz que é “republicano e democrata”. Que chique para quem defende com unhas e dentes a Monarquia do rei dos judeus.

        Os seus copy/past são abusadores pela simples razão de que são desnecessários passados mais de 100 anos da implantação da República. Tanta coisa é só para ocupar muito espaço com coisas que ninguém vai ler. Bastaria indicar o link donde copiou esse material e se alguém estivesse interessado iria ler. É assim que faria uma pessoa inteligente.

        Você apenas agarra-se ao pormenor pequeno da História para não ver as grandes conquistas da República. É evidente que houve problemas, mas o Povo português não deseja mais voltar ao regabofe dos reis e do clero daquele tempo.

        Você mostra-me ser uma pessoa perturbada e desorientada, com uma permanente áurea negativa e que se pretende impor pela quantidade, inutilidade, frequência e desinteressados seus comentários. Você mostra que é um derrotado e amargurado, com sede de vingança. Não terá hipóteses!

        Eu não li nem tenciono ler o que escreveu e continuarei a dizer: Viva Afonso Costa, viva a República!

        P.S.: Não lhe respondi mais cedo porque fui dar um belo passeio na minha bicicleta. Fi-lo esperar? Você é muito impaciente. Deve ser da sua infantilidade…

        • Anónimo

          Ok purista. Resumindo e concluindo, segundo a tua lógica:

          O Guerra Junqueiro, por ter criticado a vergonhosa Lei de Separação do Estado e da Igreja de 1911 também passou a ser, na tua vesga óptica, um pró- católico monárquico.

          Eu defendo a ” Monarquia do rei dos judeus” ? É ?

          Vai beber água…

  • Anónimo

    PLIM FINAL:

    “Tudo isto abana. Depois que o povo, passou para o segundo plano, a
    República perdeu a grandeza.”

    Raul Brandão, ” Memórias” II

You must be logged in to post a comment.