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Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou Grande Cisma – I

Parte I

8 PAPAS AO TODO de 1378 a 1417

O Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou simplesmente Grande Cisma, foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de 1378 a 1417.

Este Cisma teve origem no conflito entre as potências europeias. Começou com a imposição da residência do papa em Avinhão. Só depois se verificou a Cisma do Ocidente.
Clemente V, papa de 1305 a 1314, foi acusado de fornicador público. Tinha uma bela amante que exibia em público nos próprios actos religiosos.
Era frequentador de bordéis e patrono de prostitutas.
Era doente e de temperamento fraco.
As damas da casa do papa passaram a ter importância nos assuntos papais.
Nepotista empenhado, transformou 5 cardeais em membros da sua família.

O rei Filipe, o Belo, queria condenar Bonifácio VIII. Por isso juntou às acusações do seu conselheiro Nogaret a outras.
A família Colonna também acusou Bonifácio de obrigar Celestino V a demitir-se e mandá-lo matar. O papado recuou.
O rei Filipe mandou este papa exumar o cadáver de Bonifácio VIII e queimá-lo como herege.
O papa (Clemente V?) recusou-se a condenar o papa Bonifácio, como queria o rei Filipe.
Saiu de Roma e transferiu o papado para Avinhão, por ser um homem do rei de Filipe de França. Esta mudança foi muito valorizada por ele porque assim podia praticar melhor a sua perversidade.
Numerosos cargos do papado foram entregues aos franceses indicados pelo rei de França.
O património dos bispos falecidos deixou de ser saqueado pelo povo e passou a reverter para o papado.
O papa Clemente V lançava impostos ao clero para sustentar o papado.
O papado começou a ser visto como uma igreja nacional francesa.
Os papas de Avinhão apoiaram a França contra a Inglaterra.

O papa Martinho V permanece exilado em Avinhão a partir de 1305 a 1314 ou 1377. ?
1307 10 13 Filipe ordena e detenção dos Templários de França, considerados corruptos, e penhora os seus bens. A ordem tinha agora pouca utilidade, por se ter perdido os lugares santos e Acra, em 1291.
Em 1048 a Ordem de São João Baptista tinha sido criada durante as cruzadas em Jerusalém, inicialmente hospitalar e em 1099 separada em hospitalar e religiosa. Em 1310 conquista a ilha de Rodes e dela faz a sua sede até 1523, data em que é conquistada pelos muçulmanos. Em 153? Carlos V oferece a ilha de Malta à ordem nessa época quase fracassada.
Em 1798 a ilha de Malta é conquistada por Napoleão Em 1801 os ingleses recebem-na por via dum tratado de paz.
A partir de 1803 pretendem reaver a ilha sem êxito, estabelecem uma sede provisória em Catávia na Espanha e, mais tarde, perdidas as esperança de reaverem a ilha, sediam-se no Vaticano.
Em 1307 12 4 o rei Eduardo II de Inglaterra enviou uma carta ao rei Dinis de Portugal, intercedendo a favor dos Templários.
Em 1308 O papa Clemente V, sob ameaça, aceita que os Templários sejam julgados nas dioceses francesas e levanta todas as acusações à corte francesa.
O papa decide extinguir a Ordem dos Templários, cuja riqueza era cobiçada pelo rei francês. Dispunham de uma riqueza muito grande e muitos reis e príncipes europeus tinham enormes dívidas para com eles. Além disso impediam o rei de França exercer o seu poder em vastas regiões de França.
Os templários foram torturados para confessarem o que os seus carrascos desejaram: sodomia, beijos no ânus e na boca, relações com mulheres, desfloramento de virgens e canibalismo dos filhos nascidos destas uniões. É possível que praticassem, pelo menos, algumas.

Filipe o Belo instiga o clero de Sens a julgar e queimar na fogueira 54 cavaleiros templários no ano de 1310.

O papa Clemente V suprime em 1312 a ordem dos Templários e transfere os seus bens para a ordem dos Hospitalários.
Os altos dignitários da ordem dos Templários são queimados em 1314 por ordem de Filipe, o Belo, que se apropriou dos bens e recebeu uma pesada indemnização.

O papa Clemente V morreu, oportunamente, a 20 de Abril de 1314 porque um monge deitou veneno no seu cálice da missa

A partir de 1314 todos os papas que viveram em Avinhão eram franceses.
Dos 134 cardeais nomeados de 1305 a 1375 111 eram franceses.

João XXII, papa de 1315 ou 16 a 1334, foi destituído por Luís em 1328, mas continuou o papado em Avinhão.
Contra os franciscanos condenou a infabilidade papal.
Vivia uma boa vida e favoreceu muito os seus familiares
Fez de um dos seus filhos cardeal.
Como se reduziram as fontes habituais de receitas nos domínios da igreja, os papas passaram a aumentar os impostos.
Este excomungou clérigos por não pagarem os impostos e recolhia rendimentos com absolvições, incestos e sodomia.
Alargou a taxa anual necessária aos clérigos terem concubinas, incluindo os solteiros.
O laicado espanhol exigiu que os padres tomassem mulheres antes de chegarem a uma nova paróquia.
Gastou muito dinheiro em guerras para poder regressar a Roma.

Em 1318 é enviada uma embaixada portuguesa à Santa Sé para negociações, visando a criação da Ordem de Cristo com os bens dos Templários. Trata-se de uma iniciativa tardia no âmbito das cruzadas que tinham terminado no fim do século XIII.

Nesta época emerge o estudo do humanismo, colocando ao papado mais um desafio ideológico. Durante o renascimento o humanismo consistia na divulgação da cultura latina e grega da antiguidade. Petrarca (1304 1374) foi o iniciador do humanismo, que se desenvolveu mais no século seguinte.

Urbano V, papa de 1326 a 1370, tentou regressar a Roma em 1367, mas encontrou Roma em ruínas. Voltou a Avinhão três dias depois.

Nicolau V foi antipapa de 1328 a 1333. Casado na juventude com cinco filhos. Foi franciscano. Alcoólico. Vivia como papa em Pisa. Uns, consideravam-no virtuoso, outros, um hipócrita de reputação duvidosa. Sem muitos seguidores. Pilhava as igrejas. Quando o rei Luís lhe retirou o apoio, tentou conciliar-se com João XXII e voltou a Avinhão.

Bento XII, papa de Avinhão de 1334 a 1342. Foi acusado de ser um Nero, intolerante com o laicado e clero, mentiroso e bêbado.
Compilador de obscenidades da inquisição.
Relacionava-se com prostitutas. Fraco e dissoluto.
Avinhão era considerado um antro de vício.
Um dos construtores das instalações sumptuosas de Avinhão. O papado era a corte mais luxuosa da Europa.

O papa João XXII foi desterrado em 1334 para Avinhão. Declarou a doutrina clássica trinitária universalmente obrigatória. Tinha sido recusada no tempo do Império Romano.

De 1337 (ou 9?) a 1453 desenrola-se a Guerra dos Cem Anos por iniciativa de Filipe VI, contra a Inglaterra.
Bula “Gendemus Et Exultamus” do papa Benedito XII, de 1341 4 30 (ou 1341 5 16?), em que se congratula com as vitórias do rei Afonso IV contra os infiéis. Considerada a primeira bula clássica de cruzada, passada a favor de Portugal.

Clemente VI papa em Avinhão de 1342 a 1352. Orgulhava-se de saber ser papa e considerava que os seus antecessores não. Gozava a riqueza e satisfazia os desejos dos reis poderosos.
Comprou ao proprietário a cidade inteira de Avinhão em 1348 e construiu um palácio com ninfas e sátiros que adornavam o seu quarto e que existem ainda hoje.
Foi um dos maiores construtores das instalações sumptuosas de Avinhão. Grande parte do palácio era ocupada pela Inquisição.
A corte papal era a mais sumptuosa da Europa.
Iniciou uma tradição de grande luxo no papado. Gostava de ostentar riqueza.
Era generoso e distribuía benesses a familiares e amigos. Distribuía a maior parte dos favores através da sua amante condessa de Turenna.
Obsceno e infame. Debochado. Gostava de cantares, danças e orgias. Divertia-se com mulheres e vinho. Tinha como amante a condessa de Turenna e festejava nu com outras mulheres, enquanto se ouviam os gritos das vítimas da Inquisição. Usava as recepções de mulheres à noite, a seguir às vésperas, para receber algumas para ter relações, às escondidas. Ao ser descoberto argumento que tinha de dormir com mulheres a conselho médico.
O clero vivia bem cercado de mulheres e até de rapazes.
Cobrava imposto às muito numerosas prostitutas de Avinhão.
Em 1348 a peste negra assolou Avinhão, mas o papa sobreviveu. Quando morreu, mais tarde, houve festejos.
Peste negra na Europa de 1348 a 1349. Reduziu para metade a população europeia. É a maior catástrofe europeia desde o século VI.
Grupos de flagelados percorreram a Europa. Congregavam-se em confrarias que lhes permitiam alguma protecção e que já existiam muito antes dos séculos XIV.
A prática da autoflagelação atingiu extremos, levando o papa Clemente VI a emitir uma bula a condená-la como heresia, sem grande resultado, apesar dos seus praticantes terem sido castigados, um, pelo menos, em Itália, a ser queimado na fogueira.

O papa de Roma governava os Estados Papais e tinha uma corte numerosa, o estado era dirigido pela câmara apostólica, um sistema de governo muito centralizado e burocrático, com 30 juízes e um grande número de assistentes nas instâncias judiciais.
Em 1350 Giovanni de Mussi na sua Crónica de Piacenza, advogava o fim do poder temporal do papa, por ter provocado inúmeras guerras e a destruição de pessoas e cidades.

O papa Inocêncio VI em Avinhão reinou de 1352 a 1362. Gastou muito dinheiro em guerras para poder regressar a Roma. Reduziram-se as fontes habituais de recursos nos domínios da igreja. Aumentaram os impostos.

O papa Urbano V reinou em Avinhão de 1362 a 1370. Por causa da paz entre a Inglaterra e a França e dos êxitos das tropas da Santa Sé na Itália, tentou regressar a Roma em 1367 9, mas lá permaneceu por pouco tempo por causa de vários acontecimentos como os mercenários a assolarem a Provença e Roma estar revoltada e por temer a sublevação em Itália. Regressou a Avinhão em 1370.

O papa Gregório XI deteve o poder em Avinhão de 1370 a 1378. Enfrentou em 1375 uma sublevação nos Estados Pontifícios de Itália que ameaçou Roma.
Em 1376 ou 7 a freira Catarina de Siena tentou convencer o papa a regressar a Roma.
Os cardeais maltrataram-na e feriram-na, mas o papa e todos os cardeais foram para Roma, menos seis que ficaram em Avinhão.
Na mesma altura o futuro papa Clemente VII realizava em Itália um banho de sangue.
Chegaram a Roma em Janeiro de 1377.
Para não ser morto, Gregório retirou-se para Agnani onde morreu de exaustão um ano depois de ter regressado a Itália, em Março de 1378.
Gregório era devasso e de grande ostentação.
Foi o responsável pelo maior número de proibições de livros dos escritores humanistas.

27 thoughts on “Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou Grande Cisma – I”
  • Anónimo

    Em nome de Deus , praticaram-se os maiores horrores, nas infames Cruzadas e na ignóbil Inquisição. Tudo quando Jesus de Nazaré apregoou de eticamente superior foi completamente vilipendiado nesses momentos trágicos de Desumanidade. Eu não hesito, enquanto cristão, em repudiar esses comportamentos, como sempre aqui o fiz.

    Quanto aos assinalaos papas, cuja condutas concretas, se traduziram nas mais diversas imoralidades e cupidezes, digo exactamente o mesmo: tinham Deus na boca e o Diabo no coração…

  • Anónimo

    Sur le pont d’Avignon,
    On y danse, on y danse
    Sur le pont d’Avignon,
    on y danse, tout en rond.

    Les bell’s dam’s font comm’ ça,
    Et puis encor’ comm’ ça.

    Les beaux messieurs font comm’ ça
    Et puis encor’ comm’ ça.

    Les cordonniers font comm’ ça
    Et puis encor’ comm’ ça.

    Les blanchisseuses font comm’ ça,
    Et puis encor’ comm’ ça.

  • Anónimo

    A CARTILHA DA MARALHA

    1- A crueldade é apanágio dos crentes
    2-Os tipos da ICAR são todos uns macacos
    3- A Igreja Católica é uma organização absolutamente tenebrosa
    4- A Igreja Católica é uma associação de malfeitores
    5- Bento XVI é um facínora
    6-Vozes de burros não chegam aos céus
    7- A religião transforma um homem num monte de merda
    8- O Ritual Sagrado de Defecação é um ato formal de quem se está cagando para a Igreja Católica
    9- Pela minha parte vou passar a retribuir as orações, dos que rezam por mim, com o meu ritual diário de defecação
    10- Celebrar a queima de igrejas parece-me de mau gosto e não participaria nisso.
    11- Jesus Cristo. Solteiro. De falinhas mansas. Nunca dormiu com uma mulher. Gostava de andar rodeado por doze ” discípulos”. Mas alguém tem dúvidas?
    12- Jesus paneleiro
    13- Maria de Magdala uma reles e vulgar meretriz
    14-O judeu é o herói máximo dos católicos! Até o comem às rodelas.

    P.S. Cartilha em constante actualização.

    • Anónimo

      Por mim, nada a objectar.

      Censor Mor

    • Anónimo

      Por mim, nada a objectar.

      Censor Mor

    • Jairo Entrecosto

      A Cartilha não só está em constante actualização, como a seita consegue agregar novos fãs a um ritmo impressionante. Agora temos para aí um Kavascado, ou lá como é…

      • Jairo Entrecosto

        Refiro-me ao autor da bacorada número 14, do top + da grunhice neo-ateísta…

      • Jairo Entrecosto

        Refiro-me ao autor da bacorada número 14, do top + da grunhice neo-ateísta…

        • Kavkaz

          e sabe a farinha… Junta aí!

          • Anónimo

            Muito pertinente. caro Kavkaz. Uma autêntica lição de pensamento ateísta superior.

            Volte sempre.

            Um abraço

            Censor Mor

          • Kavkaz

            Ámen.

          • Jairo Entrecosto

            E és realmente um palhacito com muita piada. Parabéns!

            KavKazem, Kavkpaguem….

          • Jairo Entrecosto

            E és realmente um palhacito com muita piada. Parabéns!

            KavKazem, Kavkpaguem….

        • Kavkaz

          e sabe a farinha… Junta aí!

        • Kavkaz

          e sabe a farinha… Junta aí!

    • Jairo Entrecosto

      A Cartilha não só está em constante actualização, como a seita consegue agregar novos fãs a um ritmo impressionante. Agora temos para aí um Kavascado, ou lá como é…

    • Zemano

      A cartilha da badalhoca:
      Vai insultar a p… da tua m…

    • Coelho da Páscoa

      Caríssimo António Fernando:

      Deixe-me esclarecê-lo, para memória futura, que sou leitor assíduo deste pasquim pomposamente chamado de Diário Ateísta; e sou leitor assíduo, desde há muito tempo, porque me apraz ver como essa corja ateísta se desunha para tentar provar o improvável e demonstrar o indemonstrável: a inexistência de Deus. No entanto, nunca comentei aqui, porque não me apetece baixar ao nível desta gente. E se o faço hoje, aqui e agora, é apenas porque não posso calar, por mais tempo, a singela mas sincera homenagem que julgo ser meu dever prestar ao esclarecido e preclaro António Fernando.
      Durante todo este tempo de visitas diárias a este infecto local, tenho verificado como o António Fernando, a quem, a partir de agora, me referirei como AF, se me permitir, claro, dizia eu que tenho notado como o AF tem sido sistematicamente vilipendiado por essa corja de ignorantes ateus. E desde logo nasceu em mim um sentimento de solidariedade, direi mais, de cumplicidade para consigo, não obstante acreditarmos eu deuses diferentes, como compreenderá mais adiante. De qualquer das formas, e neste momento, os deuses são o menos importante; importante, mesmo, é a luta que o AF tem vindo a travar contra essa espécie de gente e que, diga-se de passagem, tem vindo a dar os seus frutos. Há-de reparar que já são poucos os ateus que se atrevem a comentar. O chamado Diário Ateísta não tardará nada a ter um único comentador residente, e esse comentador será, evidentemente, o AF. “Ad major Dei Gloriam”.
      Deixe-me, pois, expressar-lhe a minha sincera admiração. Porque o AF é único. Primeiro, pela sua sublime criação de “conceito de Deus”. Devo dizer-lhe que não concordo lá muito com isso, porque só há um Deus, que é Jeová, mas aprecio a coragem e sobretudo, determinação.
      Eu não sei se o AF enveredou pela política ou, até, se é militante ou simpatizante de algum partido. Se não é, é pena. Porque o AF tem todas as características de que se fazem os bons políticos, ao nível dos melhores que povoam este nosso país. O AF é intelectualmente javardo, sacripanta, sacana, hipócrita, mentiroso, manipulador, prepotente, safardana, pulha, desonesto, bandalho, enfim, um verdadeiro filho-da-puta, isto no melhor sentido que a expressão possa ter. E peço-lhe que não considere isto uma ofensa, mas antes um elogio. Aliás, nunca me passaria pela cabeça ofender a senhora sua mãe, ou o marido de sua mãe ou, muito menos, o seu pai. O AF daria um bom primeiro-ministro, em Portugal, embora eu lhe reconheça um pequeno defeito que, em princípio, costuma ser impeditivo de chegar a esse lugar: o AF é completamente cretino, nada de grave, aliás.
      Mas o caro AF não se ficou por aí, e criou, também, o seu conceito de democracia que é, talvez, a característica que mais aprecio em si. Houve, um dia, um idiota qualquer que disse que “livre arbítrio é fazer o que nos der na real gana”. Dificilmente se pode ser mais imbecil! Livre-arbítrio é, como o AF tem demonstrado à saciedade, escrever o que nos der na real gana. O AF tem a suprema virtude de aceitar todas as opiniões desde que, naturalmente, não divirjam da sua. Porque opinião ou escrito que seja diferente daquilo que o AF pensa ou acha que deve ser, é opinião considerada lixo e tem o tratamento que a frontalidade e o superior nível de análise do meu caro exigem. Nesse aspecto, no da democracia, eu estou como o caro AF: a democracia é como eu quero, e não como os outros querem que seja. Era o que faltava, Jeová criou-nos livres, não foi para andarmos ao sabor dos outros! Só me parece é que o AF anda a tratar demasiado bem esses ateus do diabo. Com paninhos quentes não se vai a lado nenhum, e essa gente não merece o respeito que o AF mostra por eles. Não tenha cerimónias: quando escreverem algo que não esteja em conformidade, insulte-os! Sem dó nem piedade. E mesmo que escrevam correctamente, insulte-os à mesma. Se não houver mais razões, pelo menos uma há: são ateus, o que é mais que suficiente para serem insultados. O que é preciso é abandalhar essa porcaria, a ver se esse portal pestilento deixa de existir de uma vez por todas.
      Tive conhecimento de que tinha sido bloqueado num site brasileiro. Deixe lá, amigo, que aquela gente também não interessa a ninguém. Ainda não se libertaram do complexo dos coronéis, nem sabem o que é a verdadeira democracia. Ao menos aqui, por mais que tentem não conseguem calá-lo. Aliás acho que aquela frase do Alegre “a mim ninguém me cala” foi plagiada, já que o meu amigo é que tinha toda a legitimidade para a proferir.
      Gostei, a sério, foi do “refresco” que os idiotas dos ateus beberam. Então não é que os pobres coitados acreditam mesmo que o AF é casado com uma ateia? Como se isso fosse possível! Nesse aspecto, o AF é como nós: ateus, nem vê-los. Também, acabo por ter pena deles, já que vão passar a eternidade a arder no inferno. Mas é bem feito, que para a próxima pensam duas vezes antes de afirmar que Deus não existe.
      Outra gira, que me dá um gozo enorme, é ver a facilidade com que o AF muda de “nick”. Os ateus até se esgadanham todos, a tentar saber quem é quem. Então aquela do Censor-Mor, está de morte! Nada como a inteligência dos crentes.
      Vou terminar que isto já vai longo. Acredite que tenho por si uma consideração fora de série, e que gostaria, imenso, de o contar entre os meus amigos. Não é por nada, mas para além de aprender algo do muito que é possível aprender consigo, sempre podia dispensar os meus inimigos, já que deixaria de precisar deles.

  • Jairo Entrecosto

    Os ateus divinizam-se:

    “Põe-te de joelhos quando falares comigo, percebes?”

    Ordem que me foi dada pelo Kavascado. Acho que podemos juntar à lista.

    ( Se realmente o pedido foi feito porque ele é um anão que ouve mal ao longe, peço desculpa)

  • Jairo Entrecosto

    Os ateus divinizam-se:

    “Põe-te de joelhos quando falares comigo, percebes?”

    Ordem que me foi dada pelo Kavascado. Acho que podemos juntar à lista.

    ( Se realmente o pedido foi feito porque ele é um anão que ouve mal ao longe, peço desculpa)

    • Kavkaz

      Repito a explicação porque não chegaste lá ainda: “O Jairo não raciocina, logo no meio de pessoas que pensam e sabem fica furioso… Jairo tens de te colocar de joelhos quando falares comigo porque para mim isso é sagrado! Todos os barafusteiros têm de estar de joelhos, pois é SAGRADO para mim. Como para ti o sagrado tem de ser respeitado, já sabes como é: põs-te de joelhos antes de falar comigo. Tens de respeitar o sagrado, pá!”

  • Jairo Entrecosto

    Não percebi. Os meus joelhos são sagrados para ti?!

    • antoniofernando2

      Não percebes nada. Quando te ajoelhas, ficas com a boca ao nível, estás a perceber?

      • Kavkaz

        antoniofernando2: O seu comentário é abusivo e de um estilo abusivo. Deveria ser mais inteligente e não descer tão baixo. Na missa não é assim ordinário, concerteza!

      • Kavkaz

        antoniofernando2: O seu comentário é abusivo e de um estilo abusivo. Deveria ser mais inteligente e não descer tão baixo. Na missa não é assim ordinário, concerteza!

    • Kavkaz

      Jairo, vês como tens dificuldades de entendimento? Eu não te dizia? É sagrado teres de ficar de joelhos para falares comigo por seres barafusteiro! E não és tu que defendes que o sagrado tem de ser respeitado? Ou já não achas bem?

  • Coelho da Páscoa

    – Papai, o que é Páscoa?

    – Ora, Páscoa é …… bem …… é uma festa religiosa!

    – Igual Natal?

    – É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

    – Ressurreição?

    – É, ressurreição. Marta, vem cá!

    – Sim?

    – Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

    – Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

    – Mais ou menos ……. . Mamãe, Jesus era um coelho?

    – Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma Educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!

    – Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

    – É filho, Jesus e Deus são a mesma pessoa. Você vai estudar isso no catecismo. Chama-se a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

    – O Espírito Santo também é Deus? É sim.

    – E Minas Gerais?

    – Sacrilégio!!!

    – É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

    – Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no
    catecismo a professora explica tudinho!

    – Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

    – Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

    – Coelho bota ovo?

    – Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

    – Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
    – Era, era melhor, ou então urubu.

    – Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?

    – Isso eu sei: na sexta-feira santa.

    – Que dia e que mês?

    – ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.

    – Um dia depois.

    – Não, três dias.

    – Então morreu na quarta-feira.

    – Não, morreu na sexta-feira santa ……. ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
    – Como?

    – Pergunte à sua professora de catecismo!

    – Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

    – É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

    – O Judas traiu Jesus no sábado?

    – Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!

    – Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

    – É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.

    – Alô, quem fala?

    – Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?

    – Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
    – Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
    – Cristo. Jesus Cristo.

    – Só?

    – Que eu saiba sim, por quê?

    – Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

    – Coitada!

    – Coitada de quem?

    – Da sua professora de catecismo!!!

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