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  • 10 de Abril, 2011
  • Por Fernandes
  • Vaticano

Pediu asilo

Antigo Primaz da Bélgica pediu asilo político à Santa Sé.

Vangheluwe, de 74 anos, é acusado de ter abusado de uma menor, à qual, segundo alguns meios de comunicação social, terá pago para que não o denunciasse até que o delito se tornasse prescrito.

80 thoughts on “Pediu asilo”
  • carpinteiro

    Segundo o Washington Post, que cita peritos religiosos, só na terra do Tio Sam e num período de menos de vinte anos, foram condenados perto de dois mil padres (numa população de 51 mil, é obra!), e as indemnizações às vítimas já atingiram os 148 milhões de contos.

    • Zeca-portuga

      E quantos ateístas foram condenados?

      Não me diga, mestre carpinteiro… não foi nenhum!?

      Numa população ínfima porventura não será maior o ratio?

      E na Bélgica, um dos países com um “índice de pedofilia” elevado, qual a fatia que cabe aos ateístas?
      Um só bispo e tanta algazarra, milhares que não são bispos e nem uma palavra.

      Este assunto não colhe interesse porque, toda a gente sabe, há 30 anos não havia esta classificação de pedofilia. Praticamente todos os politicos, empresários, juizes, militares, jornalistas, etc, etc (incluindo, porque não, padres). faziam turismo sexual em vários países do mundo, dedicando-se a “papar crianças”, quanto mais novas melhor. Só recentemente isso passou a ser crime, em alguns países (não todos da Europa), pleo que ainda se mantêm.

      Tanto barulho por um só homem – “kadê os outros!”

      • carpinteiro

        «E quantos ateístas foram condenados? Não me diga, mestre carpinteiro… não foi nenhum!?»

        Foram vários, com um senão.
        Aqueles a que chama ateus respondem perante o poder civil e vão para a cadeia, os seus confrades (para usar um termo que aqui virou moda), respondem perante o poder religioso e vão para o Vaticano.
        Para os que apelida de ateus, o acto é considerado crime e dá direito a prisão, para os da sua confraria (dá jeito o termo…) o mesmo acto é considerado “pecado grave” e dá direito a um relaxado descanso no Vaticano.
        Pergunto quando acabará a vergonhosa impunidade de que goza esta seita, que, não fora o impressionante império económico em que assenta, e já se tinha desmoronado como um baralho de cartas .

  • carpinteiro

    Outros há que sem tendências pedófilas decidem abandonar o caminho do onanismo (prática muito vulgar entre os eclesiásticos) para se ligar a alguma mulher, confrontam-se as mais das vezes com o problema dos filhos não desejados, sendo, por isso os abortos coisa frequente. Realidade que entra em frontal contradição com as posições oficiais da Igreja quanto ao aborto, ou melhor dizendo, interrupção voluntária da gravidez, mas, ao que parece, esta proibição é só para os outros.

    Contudo, a hipocrisia não fica por aqui. Enquanto que a masturbação – considerada pela Teologia católica como “um acto gravemente oposto à ordem”, tal como o álcool, outro refúgio bastante solicitado – funciona como droga para vencer o medo e a insegurança, o “concubinato” é tolerado, desde que o sacerdote em causa não persista ou “não dê escândalo” (cânone 1395 do Direito Canónico), isto é, que não haja conhecimento do “pecado”, por outras palavras, que fique pelo segredo do confessionário.

    • Anónimo

      “quanto ao aborto, ou melhor dizendo, interrupção voluntária da gravidez”

      E é este grande hipócrita do Carpinteiro que vem para aqui falar sobre Ética. Tem vergonha nessa cara…

      • Anónimo

        Se ele é hipócrita, imagina você

        • Anónimo

          Não dou trela a gajos com nomes de traficantes de droga…

          • Anónimo

            traifcante de droga… sim… trafico a bosta da tua irmã

  • Anónimo

    Porque não pede asilo ao seu “Pai”??

    • carpinteiro

      Caro Liio isso já o bispo fez. O Papa é o chefe desta organização criminosa chamada Igreja Católica. Qualquer seita com um passado como o desta tem que ser devidamente controlada para bem dos homens e dos deuses. Não fora o império em que se sustenta e a derrocada já teria acontecido.

      Acerca destes senhores, donos da moral (dos outros) escreve o grande Alexandre Herculano, na sua obra História da Origem e Estabelecimento da inquisição em Portugal: “… A imoralidade pululava por toda a parte, sobretudo entre o clero, e especialmente entre o regular… Os eclesiásticos, por exemplo, da vasta diocese de Braga eram um tipo acabado de dissolução….Os mosteiros ofereciam os mesmos documentos de profunda corrupção, distinguindo-se entre eles o de Longovares, da Ordem de Santo Agostinho, e os de Seiça e Tarouca, da Ordem de Cister, ou antes nenhum dos mosteiros cistercienses se distinguia, porque em todos eles os abusos eram intoleráveis”. Assim se referia Alexandre Herculano ao estado moral dos monges em pleno século XVI, mas quanto aos conventos das freiras a situação não era melhor: “Os conventos de freiras não se achavam em melhor estado, sendo o de Chelas, o de Semide e outros teatro de contínuos escândalos. A história de Lorvão e da sua abadessa, D. Filipa de Eça, é um dos quadros mais característicos daquela época … Das freiras então actuais uma parte nascera no mosteiro; suas mães não só não se envergonhavam de as criar no claustro e para o claustro, mas aí mantinham também seus filhos do sexo masculino”.

      A devassidão misturava-se com o grande número de sacerdotes, como os proventos eram imensos assim as “vocações” não faltavam: “Um dos males que mais afligiam o reino era a excessiva multidão de sacerdotes. Havia pequena aldeia onde viviam até quarenta, do que resultava andarem sempre em competências, disputando uns aos outros as missas, enterros e solenidades do culto, com altíssimo escândalo do povo”. E mais adiante o nosso historiador não se cansa de apontar: “Um dos abusos frequentes que estes tais cometiam era casarem clandestinamente, podendo assim delinquir sem perigo, porque, se os processavam por algum crime de morte, declinavam a competência dos tribunais seculares, e suas mulheres, para os salvarem, não hesitavam em se envilecerem a si próprias perante os magistrados, declarando-se concubinas.”

      Mas esta situação de casamentos clandestinos entre os padres levava ao surgimento de um outro fenómeno, o da bigamia, tudo sob a benção da Santa Madre Igreja, e continuando com Alexandre Herculano: “Os casamentos clandestinos que facilitavam tais horrores, e que eram vulgaríssimos, produziam ainda outros resultados não menos deploráveis. Negava-se não raro, depois, a existência de um facto que se não podia provar, e o receio do rigor dos pais fazia com que muitas filhas aceitassem segundas núpcias pertencendo já a outro homem”. Os casamentos clandestinos não tinham como resultado apenas a bigamia, mas conduziam ao aborto em escala alargada: “Ainda quando não chegavam a esta situação extrema, a vergonha e o temor produziam infanticídios em larga cópia”.

      Como se pode constatar já não é nada como antigamente em que os conventos e mosteiros pouco se distinguiam de vulgares bordéis, onde freiras e abadessas recebiam os seus amantes, na maioria padres, aí tinham os filhos e os criavam, como no célebre convento do Lorvão, nas proximidades de Coimbra, cuja abadessa ficou na História por ter sido encontrada em alegre ménage à quatre com uma outra freira, o bispo de Coimbra e a sua amante (é o mesmo Alexandre Herculano que nos elucida).

      • Anónimo

        “Os casamentos clandestinos não tinham como resultado apenas a bigamia, mas conduziam ao aborto em escala alargada”

        Alexandre Herculano

        ” Aborto em larga escala uma ova ! IVG é que SIM ! Então vocemecê tem algo contra a Interrupção Voluntária da Gravidez por livre opção da mulher ? E eu que pensava que você era tão moderno e porreiraço como eu”

        Carpinteiro

  • Anónimo

    1- O bispo terá abusado de uma menor ou de um menor seu sobrinho, como aparece relatado numa notícia de Setembro de 2010 ? É irrelevante para a censura que o seu ignóbil acto merece, mas permite questionar o rigor desta nova notícia.

    2-O bispo terá pago uma quantia aos pais da criança abusada e estes aceitaram, para não o denunciarem enquanto o crime não tivesse prescrito ? Em questões de carácter,se a notícia for verdadeira, os pais da criança abusada também não ficam nada bem na fotografia desta triste história .

    3- O crime terá já prescrito, mas,segundo a notícia terá pedido asilo político à Santa Sé ? Estes ignorantes não sabem o que é asilo político ? E não sabem que ninguém pode ser julgado depois de o respectivo crime ter prescrito ? Então porque pedir asilo político que só se aplica às situações de perseguição política e que nada pode ter que ver com um crime prescrito ?

    • Zewca-portuga

      Aqui está um comentário inteligente. Parabéns!

      1 – A falta de rigor é um prenúncio de aldrabice – algo que rima com ateísmo.

      2 – Quem pede a condenação dos padres que, supostamente, sabiam de casos de e não denunciaram (incluindo o Papa), não pede agora a condenação dos pais – hipocrisia javarda que riam com ateísmo!

      3 – Pedir asilo político por um eventual crime de “abuso de menores”, extravasa a imaginação de um parodiante (salvo se for ateísta). Ainda por cima com uma pessoa a “refugiar-se” de um eventual crime pelo qual nunca teria castigo – estupidez e imbecilidade também rima com ateísmo.

      Quem será o membro do Tasca Ateísta de Suburbanos de Lisboa que trabalha no Sol, pra debitar tais alarvidades?

      • carpinteiro

        «Quem será o membro do Tasca Ateísta de Suburbanos de Lisboa que trabalha no Sol, pra debitar tais alarvidades?»

        Caro Zeca.

        A notícia vem em todos os jornais incluindo o sitio online da Rádio Renascença.

        http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=150563

        Penso que não trabalham tantos membros da Tasca em tantos jornais.

        O crime é sempre de condenável, mas sê-lo-á ainda mais, quando parte dos que supostamente são referência para uma sociedade religiosa e por cujos princípios propõem que seja regida, têm este comportamento.

        • Zeca-portuga

          O crime é sempre de condenável, mas sê-lo-á ainda mais, quando parte dos que supostamente são referência para uma sociedade religiosa e por cujos princípios propõem que seja regida, têm este comportamento.

          ERRADO!

          São responsáveis pela divulgação doutrinal e não pela exemplo de conduta social. Tão velha como isso é máxima: “olhai para o que eu digo e não para o que eu faço!”
          O homem (seja bispo ou ateísta da Tasca) não é perfeito, as ideias que transmite é que podem ser.
          Isso faz me lembrar um assunto debatido entre os magistrados: uma percentagem de dois algarismos dos magistrados tem violência doméstica em casa… mas estão obrigados a combatê-la e a castigar que a pratica (mais agora que é crime público)!

  • Anónimo

    F. Fernandes:

    Da próxima vez que você editar aqui uma notícia sobre ” asilo político”, para não voltar a dizer a bacorada do “Pedir asilo”, instrua-se sobre o conceito. E depois pergunte-se se alguém acusado de um crime que já prescreveu alguma vez pode vir a ser condenado em tribunal.

    Em 5 minutos você teria evitado debitar mais um disparate…

  • msousa

    a terapia é necessária
    porque…
    não começar por aqui:…..

    http://youtu.be/A0QP4pdfK7w

    • Anónimo

      ” O professor defende princípios de sociedade muito próximos do ideal anarquista. Acha-se anarquista ?

      Dêem-lhe o nome que quiserem. Eu evito muito isso, porque conheci um chefe anarquista que ficava no café até às duas da manhã, defendendo o anarquismo, a liberdade de cada um e tal. Depois quando chegava a casa, ficava muito chateado porque a família estava toda dormindo.

      Então batia com as portas para a família acordar.”

      Agostinho da Silva

      Há “anarquistas” assim,como o tipo denunciado por Agostinho da Silva.

      Espero que Frank Zappa não tenha sido um desses…

  • carpinteiro

    Este tenta evitar o que sucedeu a Pierre Pican que foi condenado a três meses de prisão, com pena suspensa, por ter silenciado os actos pedófilos praticados por um padre durante três anos, mais precisamente entre 1996 e 1998.

    Quem é Pierre Pican? Bispo francês que foi condenado por não revelar os segredos do confessionário às autoridades judiciais. E o padre em referência é o pedófilo René Bissey, condenado, na altura a 18 anos de prisão por abuso sexual e maus tratos físicos contra crianças com menos de 15 anos, actos cometidos ao longo de 10 anos, de 1987 a 1996.

    A pena de dezoito anos foi considerada severa porque o réu em causa não mostrou qualquer compaixão pelas suas vítimas durante o julgamento. A pena de três meses a que foi condenado, por sua vez, o seu superior hierárquico e protector não primou pela severidade mas pelo seu objectivo pedagógico. Esta condenação é considerada importante pelos diversos meios sociais franceses porque foi a primeira vez, desde a Revolução Francesa, que um bispo é condenado – a última condenação foi em 1791!

    Quem na altura teve a oportunidade de ouvir as declarações de algumas figuras de proa da Igreja Católica portuguesa sobre esta condenação não terá com certeza ficado surpreso com as mesmas, conhecendo-se as posições geralmente retrógradas e seguidistas com as posições oficiais do Vaticano. Tanto D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, bem como Vaz Pinto, padre jesuíta, saíram a terreiro defendo a inviolabilidade do segredo da confissão.

    Vaz Pinto, para fazer jus aos pergaminhos da ordem a que pertence, teorizou largamente sobre a questão, defendendo os segredos do confessionário, mesmo que tivesse em causa crimes graves e com a destruição da vida humana. Refinada hipocrisia, sabendo-se de como a Igreja Católica se serve da confissão para dominar as pessoas e para arrancar segredos a fim de os utilizar em seu proveito, basta conhecer um pouco de história.

    • Zeca-portuga

      Este caso de Pierre Pican é um dos mais flagrantes abusos do estado francês. Deveria ser considerado crime de estado, e punido a estado francês por tal sucedido (por falta de legislação que salvaguarde tais casos).

      Trata-se de uma aberração que demonstra duas coisas:
      1 – A ignorância do estado francês (dos políticos – o que é normalíssimo; do sistema judicial – o que é preocupante). Não sabendo os franceses que governavam na altura (alguns deles eram dos tais que faziam turismo sexual pela Ásia, e a mesma actividade existia em algumas ilhas do pacífico sob sue domínio – colónias dos franceses), que a confissão é inviolável. Neste caso é que, bem trabalhado, poderia aplicar-se um “asilo” que, de resto, era bem merecido.

      2 – A França está, nesse entretanto, atrasada uns anos em relação a muitos países do mundo. Não admira que os trogloditas ateístas e retrógradas, mais partidários da lei da selva do que da civilização aplaudam tais imbecilidades.

      Portugal está una séculos mais á frente no tempo.

      Segundo o nosso C.P.:
      Artigo 195º (Violação de segredo)

      Quem, sem consentimento, revelar segredo alheio de que tenha tomado conhecimento em razão do seu estado, ofício, emprego, profissão ou arte é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 240 dias.

  • Kavkaz

    A grande responsabilidade destes crimes de pedofilia está na obrigatoriedade do celibato dos padres. O Vaticano continua a infringir os “Direitos Humanos” dos seus empregados ao obrigá-los a serem solteiros. É uma regra injusta e anormal que será revogada quando o Vaticano for iluminado pela inteligência!

    • Anónimo

      “A grande responsabilidade destes crimes de pedofilia está na obrigatoriedade do celibato dos padres”

      É por isso que” não há abusadores sexuais não celibatários” e é por isso que “a grande maioria dos padres são abusadores”

      É por isso também que nós temos os Sócrates e os Passos Coelho na liderança deste desgraçado país:

      Porque são os medíocres panfletários que os elegem…

      • Kavkaz

        O antoniofernando2 não tem discernimento suficiente para criticar o Vaticano e a infracção dos “Direitos Humanos” por parte de Ratzinger. O antoniofernando2 tenta esconder o lixo do Vaticano debaixo do tapete. Só lhe fica mal essa tentativa de proteger o crime e os criminosos!

        • carpinteiro

          Caro Kavkaz.

          A pedofilia é que está a dar, a prostituição já passou de moda, quase que seríamos obrigados a afirmar, a fazer fé nos casos que têm surgido e saindo dos sítios e de quem menos seria de esperar, pelo menos na aparência.
          Até os padres, com longa tradição de fama de mulherengos e de pais “incógnitos” já descambaram em práticas sexuais, unanimemente condenadas em palavras, mas, na prática, nem por isso.
          Talvez, contradições de um sistema (o capitalismo, do qual a Igreja Católica é um dos pilares fundamentais) que já não tem mais nada para globalizar (só faltaria o sexo) e de uma classe dominante, hipócrita, medularmente corrupta.

          • Kavkaz

            Caro carpinteiro

            Os abusos de pedofilia sempre existiram e continuarão a existir na História da Humanidade. É preciso denunciá-los sempre e castigar os responsáveis. Na Igreja Católica os pedófilos conseguem muitas vezes a protecção de julgamento na Justiça e escondem os crimes praticados e os criminosos. Denunciar tais actos de abuso faz parte duma sociedade civilizada. Esconder tais práticas é de pessoas fanáticas e mal formadas. O Vaticano deve ser a única organização do Mundo que proibe o casamento dos seus funcionários. É uma perfeita aberração e uma irresponsabilidade com resultados comprovadamente nefastos e criminosos. O responsável de tal situação na actualidade tem um nome: Ratzinger!

          • carpinteiro

            Caro Kavkas.

            Mas, cá entre nós, temos também os nossos casos: o padre Frederico, pedófilo confesso, secretário (e amante?) do bispo do Funchal, será uma pequena amostra do que, e do que foi, neste país à beira mar plantado – país, segundo a opinião de alguns estudiosos, terá sido um projecto da Igreja na luta contra o infiel, em tempos do Afonso Henriques. Ler o nosso maior historiador, talvez possamos compreender o que por aí se passa quanto a esta matéria.

          • Zeca-portuga

            Então:
            Os pais do ou da (ninguém sabe bem!), não se calaram? Não venderam a justica e o sofrimento do(a) filho(a) por uns trocos?
            Esses não são responsáveis?

            Há empresas portuguesas a operar nos PALOP que sabem de casos de menores com relações sexuais entre os seus quadros. Achas que vão lá denunciar?
            Serás tão inocentemente “pequenino” que não saibas que NINGUÉM, no seu perfeito juízo o faria?

        • Anónimo

          A minha posição sobre estes infames acontecimentos é clara:

          “O bispo terá abusado de uma menor ou de um menor seu sobrinho, como aparece relatado numa notícia de Setembro de 2010 ? É irrelevante para a censura que o seu ignóbil acto merece, mas permite questionar o rigor desta nova notícia.”

          Tu é que não queres ler ou fazes de conta que não leste. Eu não alinho em panfletarismos ocos e balofos, como tu e similares.

          E não censuro toda um instituição porque há nela tipos ignóbeis como o bispo acusado.

          Distingo entre a minoria dos criminosos e abusadores e a grande maioria de gente de bem e honrada, que a há em todas as instituições, incluindo na ICAR.

          A diferença entre mim e tu, é que tu és só mais um dos panfletários que aqui não faz outra coisa senão constantemente incorrer na generalização estupidificante de falácias indutivas.

          É uma enorme diferença, ó panfletário e sectário mesquinho…

          • Kavkaz

            As dúvidas do antoniofernando2 são ridículas em fundo de constantes relatos de crimes de pedofilia dos padres da Igreja Católica, diversos dos quais já obrigaram ao pagamento de vultuosas somas às vítimas. É querer “tapar o Sol com a peneira”… A origem principal de tão frenquentes crimes está na obrigatoriedade do celibato entre os padres. Se o Vaticano respeitasse os “Direitos Humanos” qualquer padre poderia casar, constituir família, ter os seus filhos legalmente e não andarem a esconder a sua vida paralela vergonhosamente . Os casos de pedofilia seriam excepções ao nível do que acontece na Sociedade em geral. O fim do celibato acabará por vencer. É só uma questão de tempo. A inteligência vencerá a obscuridade.

          • Zeca-portuga

            A vossemecê a dar-lhe com o celibato.

            Meta na cabeça uma coisa simples:

            A pedofilia é uma tara sexual, ou seja: é um distúrbio psico-sexual segundo a qual o indivíduo sente necessidade imperiosa e repetida de ter relações sexuais, consentidos ou não, com parceiro que seja criança.
            Tal como a zoofilia, sadomasoquismo, voyeurismo o exibicionismo (para mim também a paneleirice e a fufice, retirada na década de 80 por votação pouco consensual, forçada pelo lobbie dos praticantes dessa tara/desporto).
            A pedofilia não tem a ver com ser solteiro ou casado. A larguíssima maioria dos pedófilos são casados, e não é por isso que deixam de ser pedófilos. Por isso mesmo a grande parte da pedofilia acontece “em casa”. A UNICEF estima que essa será a realidade de mais de 80% da pedofilia conhecida ou não. Estes factos têm levado a DSM a discutir se se trata de uma tara ou de uma inclinação sexual, tal como fizeram com a peneleirice.

            Curiosamente, o numero de pedófilos solteiros (ou celibatários) é infinitamente menos do que os casados.

            A discussão, aqui, é por ser um bispo. E se fosse um ateísta, qual seria a diferença.
            A julgar pela rectidão e puritanismo dos ateístas que aqui discursam, o gajos seria queimado a fogo lento, porque os ateístas não fazem nada disso.
            Se forem pedófilos baptizados como estes ateístas, são católicos; mas enquanto não cometerem crimes podem ser ateístas.
            Esta é a lucidez filosófica duns gajos que formam uma coisa estupenda chamada “movimento bright”.

          • Kavkaz

            Zeca-portuga, consigo não se aprende nada! É como “andar de cavalo para burro”. Você não passa de “criança atrevida”. Não preciso da burrice dos seus comentário infantis. Vá ajoelhar-se, reze e peça ao seu “Deus” para não ser tão inocente. Já sei que não lhe servirá de nada…

          • Zeca-portuga

            Veja bem quem é infantil e inconsequente…

    • Zeca-portuga

      Dupla imbecilidade:

      1 – Os padres, bispos, etc. não são empregados do Vaticano. Não existe nenhum vinculo laboral, nem o Vaticano paga seja o que, for a qualquer padre ou bispo do mundo, salvo por trabalho específico, legalmente contratualizado, para o Estado da Cidade do Vaticano (v.g.: Núncio Apostólico).

      2 – O Vaticano não obriga ninguém a ser solteiro. Exige que, pra serem reconhecidos e aceites em algumas funções, não sejam casados. São livres de casar e de terminar as suas funções e a ligação doutrinal com o Vaticano, a qualquer momento. Independentemente disso, sendo uma opção voluntária de vida, a oposição às regras daquilo que escolhe ser, representam uma falta de coerência. Ou quer ser ou não quer.
      Porém, a regra da obrigatoriedade de ser solteiro para determinados cargo/funções, não é nada que se não aplique, corriqueira e legalmente, em muitas empresas privadas, hoje mesmo, em Portugal e no resto do mundo.

      Estando na esfera do direito privado, em nada viola a lei, muito menos os “direitos humanos”.

      Est burrigen!

      • Zeca-portuga

        Acresce, ainda, que mais de 60% dos casos de pedofilia são praticados no seio da familia, por casados (na maior parte das vezes, os pais), e que a pedofilia do clero católico não chega a 1% dos casos de pedofilia no mundo.

        Duvido que o ratio dos ateístas (casados ou solteiros) seja tão baixo.
        Ninguém acredita, claro!

        • carpinteiro

          «…a pedofilia do clero católico não chega a 1% dos casos de pedofilia no mundo.»

          Deveria ser 0%.

          • Zeca-portuga

            Deveria ser 0% em todos os sectores da sociedade e não apenas no clero.

            Como não é, torna-se desonesto dar mais ênfase a menos de 1 % do que a mais de 60%. Ou não será?

            Se podemos considerar de gravidade extremamente acrescida (para além de ser sempre extremamente grave) o abuso de crianças, não é o que é perpetrado pelos padres, mas sim o que é perpetrado pela própria família, sobretudo os pais, aqueles a quem cumpre, para além de tudo, defendê-la.

        • Kavkaz

          Zeca-portuga, a imbecilidade é toda sua. Parabéns pela sua ignorância e arrogância… Continue com a sua fé na burrice e mentira! Já não ganhará juízo! Dê cumprimentos ao seu “Deus” quando estiver a falar sozinho!

        • Kavkaz

          Zeca-portuga, a imbecilidade é toda sua. Parabéns pela sua ignorância e arrogância… Continue com a sua fé na burrice e mentira! Já não ganhará juízo! Dê cumprimentos ao seu “Deus” quando estiver a falar sozinho!

  • carpinteiro

    Quanto a sexo, a Igreja Católica tem andado, nos últimos tempos, pelas ruas da amargura. Ainda não há muito que a opinião pública ficou a saber que os padres têm preferência em fazer sexo com as freiras, por estas serem sexualmente mais seguras, com menos probabilidades de transmissão de doenças sexuais, exemplo, a temível sida. Abuso sexual (realidade ou questão de semântica?) ocorrido em 23 países do mundo, onde se incluem os Estados Unidos, a Itália e a Irlanda, e não apenas os países africanos, e que terá levado a algumas situações de gravidez.

    A Igreja Católica inglesa e do País de Gales deram a conhecer um relatório sobre a pedofilia praticada intramuros, relatório esse que propõe 50 recomendações a fim de combater o flagelo, uma das quais será a realização de inspecções policiais a todos os clérigos, pessoal religioso auxiliar e voluntários da Igreja. Revelando-se cada vez mais igual a si própria, a Igreja preconiza o cacete para a repressão sexual dos seus membros, já não chega a sua doutrina obscurantista e por natureza repressiva.

    Esta iniciativa é despoletada pelo grande número de padres condenados por pedofilia – vinte um clérigos, em apenas cinco anos (1995-99)! – e com o objectivo de “transformar a Igreja Católica no mais seguro dos lugares para as crianças” (segundo o noticiado pela imprensa) – é mesmo para se dizer: a Igreja Católica é um local perigoso para as criancinhas!

  • carpinteiro

    «E é este grande hipócrita do Carpinteiro que vem para aqui falar sobre Ética. Tem vergonha nessa cara… »

    Prometi que não respondia e pedi para não ser insultado. Em vão.
    Agradecia a quem de direito que eliminasse os comentários arruaceiros deste fulano.

    Obrigado

    • Anónimo

      Chegou o hipócrita do pseudo-moralista e arruaceiro do ” Toollha” Lé Lé, mas eu refresco-te a memória:

      «Qual é o objectivo das orações? A afirmação da comunhão, da ligação, da proximidade, da empatia.»

      Errado caro MO. O objectivo das orações é justificar o ditado popular:
      – Vozes de … não chegam ao céu.

      “Tony vai apanhar (n)o Entrecosto com as tuas damas de onor JotaC e ZecaP(imba) ( Carpinteiro)

    • Anónimo

      “Este é um blog sério e não vamos escrever ordinarices, mas quando os Tony`s vêm bater à porta do DA, deviamos dar-lhes o tratamento de choque que antigamente costumavam dar às Testemunhas de Jeová.”

      Andaste a aprender umas ” coisas lindas” com o Hitler ó ” vertical”…

  • Anónimo

    “pedi para não ser insultado. Em vão.”
    Experimente pedir a um bebé para não borrar as fraldas. Dá o mesmo resultado.

    • Anónimo

      És um demente,mas não te ofendas porque a caracterização é meramente objectiva e feita com todo o rigor científico…

      • Anónimo

        “És um demente,mas não te ofendas (…)”
        Não te preocupes. Não consegues ofender-me. Não tens nível suficiente.
        Por isso, nem te preocupes nem te canses.

    • Zeca-portuga

      Isso corrobora aquilo que eu tenho dito: “quem se mete com canalha acaba borrado” – Peculiaridades e vicissitudes de quem visita este site!

  • msousa

    ao domingo – de manhã – a frequência sobe; os devotos não vão à missa, passeiam-se pelo terreiro do “inimigo” que lhes dá espaço de manobra. – por aqui.
    os não devotos passeiam-se pelo facebook.
    … até que o almoço dê as suas horas.
    pois.
    isto é uma açorda…
    “né”?…

    no entanto a questão
    aqui
    é outra – ainda que não louca….

    quem goste de meninos ou meninas púberes – há em todos os sectores da sociedade (a policia sabe-o – todos o sabemos)
    a questão é mesmo outra
    a questão é…:
    uma instituição que apregoa uma moralidade e uma seriedade (a toda a prova) tem de ser coerente
    ou
    é pouco moralizadora e pouco séria – não é coisa nenhuma.

    tudo o mais é conversa
    tudo o mais é uma questão para entreter debates
    e
    provocações que a nada levam que não seja o insulto gratuito

    não irei por aí…!
    não vou ao jogo – mais.

    daí…
    há que mudar o figurino
    ou
    é isto que o DA quer ser…?

    boa tarde
    e
    até um dia destes

    • Anónimo

      1-escreves bem.

      2-mas quando os teus confrades ateus aqui constantemente escarnecem e insultam, tu calas.

      3-só um cego não vê que alguns colegas da tua confraria, quando criticam actos reprováveis de padres católicos, fazem sempre a extrapolação generalizante e intelectualmente desonesta de quererem atingir a ICAR enquanto tal

      4- a Igreja Católica é um local perigoso para as criancinhas, como debita o panfletário do Carpinteiro ? Então, porque também há abusadores sexuais entre os professores, vamos impedir as crianças de ir às escolas ? Sobre isto o que dizes ? Nada, boca calada.

      5-todos os padres da ICAR deviam ser pessoas de Bem ? Deviam. Mas se também forem detectados juízes desonestos, por causa da culpa de alguns minoritários, é justo insultar-se todos os magistrados ?

  • Anónimo

    OS “PRIMORES “DA PANDILHA e da “TROLLHADA” ATEÍSTA:

    1)” És um psicopata”

    José Moreira

    2) ” A crueldade é apanágio dos crentes”

    Carlos Esperança

    3 ) ” A religião transforma os homens num monte de merda”

    Luís Grave Rodrigues

    4) ” Bento XVI é um facínora”

    Luís Grave Rodrigues

    5) «Qual é o objectivo das orações? A afirmação da comunhão, da ligação, da proximidade, da empatia.»

    Errado caro MO. O objectivo das orações é justificar o ditado popular:
    – Vozes de … não chegam ao céu.

    “Tony vai apanhar (n)o Entrecosto com as tuas damas de onor JotaC e ZecaP(imba) ( Carpinteiro)

    “Este é um blog sério e não vamos escrever ordinarices, mas quando os Tony`s vêm bater à porta do DA, deviamos dar-lhes o tratamento de choque que antigamente costumavam dar às Testemunhas de Jeová.”

    Carpinteiro

    6)” Os tipos da ICAR são todos uns macacos”

    apjb

    7O “Ritual Sagrado de Defecação” é um ato formal de quem se está cagando para a Igreja Católica”

    “Pela minha parte vou passar a retribuir as orações, dos que rezam por mim, com o meu ritual diário de defecação ”

    António Rodrigues

    • Domingosa

      Sr. António Fernando.
      Registo sem surpresa, que já ninguém quer dialogar consigo.
      Demonstra tanta agressividade, e o constante insulto a todos quanto participam neste espaço, faz do Fernando uma pessoa desagradável.
      Se motivos tem, motivos houve, mas, reparo que enquanto outros mudaram a forma de actuação para consigo, para melhor, a meu ver, o mesmo não se passou com o Fernando, porquê, não sei.
      Tempos houve em que tinha prazer, e porque não dizê-lo, aprendi, com os seus comentários. Hoje porém passo por cima, com pena minha, confesso.

      • Anónimo

        Sr Domingosa

        Você é só mais um dos que cala as ofensas dos seus confrades ateus.Lamento a sua falta de imparcialidade crítica…

        • Domingosa

          Sr. António Fernando.

          Eu não estou a favor de ninguém mas o que dá para perceber é que se do “outro lado” há agora alguma moderação, o Fernando continua com as “pedras na mão” e atira em todas as direcções.
          Sinceramente, já cansa.
          E mais não digo.

          • Zeca-portuga

            Moderação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!?

            Veja a agressividade em grau extremo com que são escritos os textos, com a única e exclusiva intensão de difamar, vexar, enxovalhar, blasfemar para ofender os crentes, acusar com meias ou falsas verdades… etc……….

            Nem por isso vejo aqui falar dop grupo ateísta espanhol que encendia igrejas ou dos que prometem fazer uma “procissão ateista” (o píncaro da imbecilidade e a prova de que não são ateus mas delinquentes e provocadores, de tendencia criminosa)… etc.

          • carpinteiro

            «…ou dos que prometem fazer uma “procissão ateista” »

            Caro Zeca.

            A fé turva o entendimento.
            Desde quando a procissão é um exclusivo dos crentes?

          • carpinteiro

            «…ou dos que prometem fazer uma “procissão ateista” »

            Caro Zeca.

            A fé turva o entendimento.
            Desde quando a procissão é um exclusivo dos crentes?

          • Ante Omnia

            «Desde quando a procissão é um exclusivo dos crentes? » – carpinteiro.

            Resposta:
            Desde sempre. Mais precisamente ainda, desde que o termo latino “processione” foi criado para expressar “cortejo solene de carácter religioso”.

            Se o cortejo não tivesse carácter religioso, os latinos usavam o termo “praestitu” (que deu préstito, na nossa língua).

            Ressalvando a forma figurativa, que não é o caso, é incorrecta e abusiva a extensão do termo, fora do âmbito religioso.

            Ex re ipso, non est vexata quaestio!

          • Jairo Entrecosto

            Carpinteiro, pesquise qual é a referência dessa procissão. Dica: uma igreja incendiada por ateus durante a guerra civil. Há semanas, uma Igreja em barcelona foi incendiada ( ardeu a porta de seis metros).

            Os organizadores da “Procissão” Ateísta admitem que vão fazer uma contra-manifestação para insultar e provocar os católicos, levando imagens da sagrada família em poses sexuais. ( ilegal à luz da Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo 18). A ideia é ofender e insultar.

            E então, CONCORDA OU NÃO COM AS ASSOCIAÇÔES ATEÍSTAS ESPANHOLAS? Veja o link:

            http://neoateismoportugues.blogspot.com/2011/04/religiao-envenena-tudo.html

          • Domingosa

            «Veja a agressividade em grau extremo com que são escritos os textos,…»

            Mas conseguimos dialogar sem recorrer ao: grande hipócrita, sectário, demente, panfletário, imbecil, e tudo o que no bolso couber… com a mãe à mistura.
            Se alturas houve, que as houve, em que se foi menos correcto, não fazemos desse tipo de mimos, para não lhe chamar má educação, o pão-nosso-de-cada-dia. Não acha?

  • msousa

    para os menos atentos (e ou de má fé):…
    na minha última intervenção disse: – “quem goste de meninos ou meninas púberes – há em todos os sectores da sociedade (a policia sabe-o – todos o sabemos)”

    e fiquem-se com mais esta… até p’ró ano…!
    http://youtu.be/iqRHr5pEIFU

  • Anónimo

    O DISCURSO DA AÇORDA

    1- Um indivíduo reles, chamado Vangheluwe, terá abusado de uma menor. Em Setembro de 2010 o caso já tinha aparecido na comunicação social, mas o alegado abuso tomara como abusado um sobrinho menor do dito cujo. Segundo essas notícias, o reles teria pago dinheiro aos pais do seu sobrinho para nada revelarem até à ocorrência do prazo de prescrição do crime. Gente ” fixe” também estes pais, não é, que se aproveitam da infelicidade do filho para não denunciarem atempadamente nem o abuso nem o abusador ? Uma conivência ” meramente material”.

    2- Facilmente se percebe que a notícia editada é claramente manipulada. Se tivesse ocorrido o prazo de prescrição do ignóbil crime de abuso sexual de menor não haveria possibilidade legal de sancionar o reles.Por outro lado, só mesmo um idiota poderá admitir que se fale em ” asilo político” quando esta figura conceptual se aplica àqueles que são perseguidos por causa dos seus ideais políticos. Onde está na notícia algo que justifique referir-se que o Vaticano teria dado ” asilo político” ao alegado criminoso ? Que ideias políticas defendia o reles ? Qual era o pais que supostamente o perseguiria por causa dessas ideias ? Nada de nada se sabe a este propósito.

    3- E o que diz, sobre estas descaradas contradições, da dita notícia, a habitual malta ateísta, que anda por aqui a debitar generalidades panfletárias ? Nada de nada. A verdade não lhes interessa apurar, desde que haja sempre na mira o mesmo alvo para abater: a ICAR pois claro;

    4- Depois aparece o agora “seráfico” Carpinteiro a tentar “atenuar” a natureza grave do acto de aborto, com o seu tão deplorável ” aborto não, IVG sim”.Mais à frente, pega no Alexandre Herculano para invocar os abortos feitos nos conventos,mas aqui já não arenga que não se trata de abortos, mas de IGVs, e que as freiras, enquanto mulheres, também teriam,na sua distorcida óptica, o ” humano direito” de interromperem as respectivas gravidezes, por suas livres e soberanas decisões.

    5- Chamei hipócrita ao Carpinteiro ? Chamei. Mas que dizer das suas constantes tentativas de amesquinhamento e propósitos de insulto desse indivíduo aqui no ” D.A.”, levados a cabo todas as vezes , e tantas foram, que lhes apeteceu ? Onde estavam nessa altura os msousa, os domingosa e os jmoreiras ? Calados como uns….( apliquem vocês o qualificativo).

    6- Não sou católico, mas não pactuo com as diversas tentativas de ataques sórdidos à ICAR.Esta é composta de um universo de muita gente boa e alguma má. Não me coibi nunca de censurar as Cruzadas, a satânica Inquisição,Tomás de Aquino, João Crisóstomo e outros intolerantes da mesma igualha.Mas sempre louvei Francisco de Assis, Ambrósio de Milão, Oscar Romero, Helder da Câmara, Leonardo Boff, Edith Stein,Maximilian Kolbe ,Padre Abel Varzim,Aristides de Sousa Mendes e outros católicos de enorme elevação ética e coerência comportamental.

    7-Que dizer então de uma personagem menor, que, perante a notícia editada, não se coibiu, mais uma vez, de sentenciar :”a Igreja Católica é um local perigoso para as criancinhas! ” ?

    Porque há pais abusadores, todos os lares de Portugal passam a ser locais perigosos para as crianças ? E o mesmo se dirá das escolas ? Dos clubes desportivos ?
    Em Portugal, já se matou em esquadras da polícia. Devemos evitar lá entrar porque podemos também apanhar um tiro ?

    É essa a lógica mesquinha a que o panfletário do Carpinteiro nos conduziria. Que diz sobre esta matéria o Jpidesco do costume ? Nada, limita-se a mais um dos seus habituais vómitos. E o António Rodrigues que diz ? Nada, caga. Que diz o ” anarca” do msousa ? Nada, tudo o que ultrapasse Cesariny e Frank Zappa pela banda ateísta não é nada com ele.Não tuge nem muge. Entra num dos seus habituais períodos de hibernação.

    8- Agora é só juntar uns pozinhos de ” os tipos da ICAR são todos uns macacos” e a açorda fica pronta a servir…

  • carpinteiro

    Mas é alguém, que vem de dentro da própria Igreja Católica, que pretende dar uma explicação para isto. É o teólogo e médico psiquiatra alemão Eugene Drewermann – atacado e marginalizado por razões óbvias – que, numa perspectiva psicanalítica, vê os “desvios sexuais do homem da igreja” como resultado da repressão sobre a consciência e a sexualidade humanas; nas suas palavras: «o menosprezo do ego, a “mortificação” da pulsão sexual e a submissão do indivíduo ao grupo (isto é, hierarquia da Igreja)» – para a Igreja, a sexualidade humana é ainda considerada como uma “sobrevivência pagã”, posição reiterada em 1975 pela Sagrada Congregação da Fé quanto a questões de sexo e de castidade.

    O mesmo autor reconhece, fruto da sua experiência de psicoterapeuta, que a percentagem de homossexuais dentro da Igreja católica é grande, como consequência principal da sua moral repressiva e da atitude quanto ao celibato, quer entre religiosos de sexo masculino como do sexo feminino, chegando aos 25% os jovens seminaristas que, de forma permanente ou esporádica, se dedicam a práticas homossexuais. Homossexualidade que era considerada pela Igreja como uma das formas mais graves de pecado, os acusados pelo “crime nefando” eram sentenciados à fogueira pela Santa Inquisição – se fosse agora, muito havia que queimar!

  • Anónimo

    A RECEITA ENVENENADA

    Encontrei recentemente uma receita que, estou certo, faria as delícias de uns certos indivíduos que por aqui andam a comentar:

    1- Notícias sobre a ICAR fresquinhas todos os dias. Se forem requentadas também não faz mal, desde que sejam sobre o assunto dos padres abusadores. Pouco importa a sua datação e a sua veracidade. Importa é que existam, de preferência na Net, e que se multipliquem como os cogumelos;

    2- Exemplos bons não interessa, só maus. Tudo o que seja sórdido e às catadupas fará as delícias dessa malta de trato ” exemplar”. Factos que sejam dignos de apreço em termos de elevação ética são para omitir, se praticados por alguns católicos ou cristãos. Se forem silenciados, não existem, né ? É como o Estaline, o Pol Pot e o Enver Hoxha, foram sempre uns gajos porreiros enquanto ateus e deixaram também uma ” boa receita”para essa maralha: ” a religião é o ópio do povo”, convém nunca esquecer, mesmo que , em nome de Deus, também se tenham promovido actos da mais genuína e generosa devoção à causa humana.

    3- Depois, é misturar muito bem todos os maus exemplos e mexer incessantemente. Se necessário voltar a misturar e a agitar até a mixórdia se tornar explosiva.

    4- Depois, apareçam os incendiários ateístas do costume com a suas tochas incandescentes, repetindo sempre até enjoar: ” Estaline, Pol Pot e Enver Hoxha sempre foram gajos porreiros, a religião é que é sempre o ópio do povo”

    5- Finalmente, entra-se na fase da esfola: um mata, outro esfola, um mata, outro esfola. Todos afinados pelo mesmo ateísta diapasão, que a ” carneirada” é só para insultar os crentes.

    6- Por último, as manobras de diversão: se aparecer algum crente que não aprecie a mixórdia, façam-se de coitadinhos, de vítimas ofendidas, uns; outros de vomitadores de serviço e de cagões defecantes. Tudo, claro, para tornar a mixórdia ainda mais incendiária.

    7- Falta o vinho , mas o ” repasto” está pronto a servir. O António Rodrigues não tarda aí a chegar com o seu especial mijo de uva.

    Sirvam-se à vontade. Que vos faça bom proveito.Cuidado, porém, com o veneno se não tiverem figadeira para o aguentar…

  • carpinteiro

    13 vítimas de abusos sexuais de padres belgas suicidaram-se.

    Os abusos sexuais na Igreja Católica levaram 13 vítimas ao suicídio e seis outras a tentarem suicidar-se. Esta é a mais grave revelação do relatório da comissão de inquérito sobre a pedofilia na Igreja Católica belga.

    A comissão ouviu 475 testemunhas, sobre os abusos ocorridos entre 1950 e o final dos anos 80. O pedopsiquiatra Peter Andrianssen, que dirigiu os trabalhos, explica a especificidade do caso belga: “Na Holanda, a maioria dos casos aconteceu nas escolas. Mas nós aqui, na Flandres, fomos confrontados com o fenómeno da amizade dos padres. Os padres eram amigos das famílias. Muitos pais tinham toda a honra em convidar o padre para jantar.”

    Estas revelações surgem um dia depois de um tribunal belga ter declarado ilegais as buscas realizadas em Junho, em locais da igreja, nomeadamente na sede da arquidiocese de Mechelen-Bruxelles.
    O ministério público deverá devolver os documentos apreendidos no domicílio do antigo primaz da Bélgica, o cardial Godfried Danneels, que se demitiu em Janeiro, por ter alcançado o limite de idade.
    Foram as buscas, numa cripta da catedral de Malines, que provocaram os protestos do Vaticano e levaram o tribunal a decidir que eram “ilegais” por serem “desproporcionadas”.

    A comissão de inquérito foi dissolvida, quando os dossiês passaram para as mãos da justiça. A comissão tinha reunido 475 testemunhos de vítimas e de familiares de vítimas, dois terços dos quais feitos por homens, hoje com 50 ou 60 anos. Na altura, a maior parte das vítimas tinha cerca de 12 anos; outras eram crianças entre os dois e os cinco anos.

    A maioria das queixas veio a público após a demissão forçada do bispo de Bruges, a 23 de Abril. Roger Vangheluwe reconheceu ter abusado sexualmente do próprio sobrinho, entre 1973 e 1986. Retirado na abadia, o bispo de Bruges está sob pressão da opinião pública para que se despadre. Esta semana, o antigo primaz, Godfried Danneels, fez o seu ‘mea culpa’ ao reconhecer que devia ter encorajado mais cedo a demissão de Vangheluwe.

    http://pt.euronews.net/2010/09/10/13-vitimas-de-abusos-sexuais-de-padres-belgas-suicidaram-se/

  • Anónimo

    A CAÇA AOS PADRES

    Ferreira Fernandes, ateu.

    ” D.N,”, 30/3/2010

    “Há razões para escândalo internacional com a pedofilia na Igreja Católica. Há casos que foram provados e a sua hierarquia, para evitar a vergonha, não denunciou padres culpados, mesmo pondo em perigo outras crianças com essa omissão. Tudo isso é verdade, mas só é verdade inteira se acrescentarmos: houve casos em que assim foi. Casos. Dir-me-ão: mas não é claro que ninguém generaliza à Igreja Católica os abusos sexuais a menores? Não, não é claro. Jeff Anderson, o advogado americano especializado em processos à Igreja Católica por abusos de menores, considera que esse problema, a pedofilia, é “verdadeiramente endémico na cultura clerical [católica]” (Le Monde, ontem). Endemia: doença que grassa num povo ou numa região, e que depende de causas meramente locais. Na minha vida, dei com alguns padres repugnantes (e jornalistas também, mas estes não vêm ao caso). Ora, essa tal doença endémica nos padres, escapou-me, a mim, ateu desde sempre. Mas o que não me escapa agora é a caça ao padre. Já começou, e vai continuar. Vai, vai. É uma fé que tenho: acredito na má-fé dos imbecis. Imbecis, porquê? Quem em nome de uma causa (combater a pedofilia) atira a torto e a direito, serve aqueles que combate porque banaliza os pulhas e até acaba por os ocultar. Imbecis, portanto. “

  • Anónimo

    A leitura dos comentários, aqui dados a público, preocupam-me… Bastante.

    Afinal aqui há quem dite regras de intervenção no blogue – não é o gestor do dito – é um religioso que não é adepto do catolicismo (ou qualquer coisa + ou – assim).

    Um caso clinico?… Possivelmente.

    Portanto para intervir neste blogue terei de insultar a, torto e direito, crentes e não crentes que não estejam em conformidade com as regras impostas e… longe de me candidatar a comentador e, em seguida, zarpar daqui para fora.

    Não é permitido.

    Será que (caso deixe de participar) me vão buscar a casa para me obrigarem a escrever um comentário para o DA? Que a policia do blogue me obrigará a cumprir com uma obrigação “militante” à qual jamais me senti ou sentirei obrigado? Será que o GRANDE IRMÃO DA NET me espreita? Me acusará de dever não cumprido?

    E é isso que pensam os gestores deste blogue?

    Se é… vou-me daqui. E já. Nem sequer darei a conhecer a minha residência. Pode vir a ser perigoso…

    Mais: Pela lógica expressa em alguns comentários, terei sempre, se discordar de um crente… discordar pelo menos de um ou dois descrentes para evitar ser cúmplice da confraria. Ou ser acusado de seguir as ideias do Zé Staline, do Hoxha ou de outro sacana do estilo. Claro.

    E todo o que fugir a estas regras…

    É uma besta, ou pior. Será o que o senhor feitor das regras entender. Caso contrário passarei de imediato a ser um troll.

    Mas como já sou troll…

    … As minhas regras serão sempre contra as regras que me venham a ser impostas por tão ilustre pensador.

    Não. Não serão cumpridas.

    • Anónimo

      És Troll assumido,mas fazes como as tartarugas. Ora hibernas ora vens à tona de água.De críticas não gostas. Paciência. É assim a Democracia…

    • Anónimo

      “Um caso clinico?… Possivelmente.”
      Troll515

      Foi assim que o Estaline e similares encarceraram nos ” hospitais psiquiátricos” todos os que deles divergiam.

      A porra toda é que só tens direito a um voto e não vale mais do que isso o teu palpite de palpitólogo.

      Escreves bem, estilisticamente falando. Mas não consegues, pá, não consegues mesmo disfarçar que calas sempre a boca quando os insultos partem dos teus confrades menores.

      Há quem ache que isso revela hipocrisia, não propriamente doença mental…

  • Anónimo

    AS ESTATÍSTICAS SÃO FODIDAS:

    “Em 69% dos casos das vítimas de menores,os abusadores eram familiares”

    J. N. 31/3/2011

    Anda Carpinteiro, vem agora dizer que ” os lares portugueses são locais perigosos para as criancinhas ! ”

    Vá, mostra as tuas “grandes preocupações” éticas que do msousa já sabemos que só gosta de surrealizar…

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1820002

  • carpinteiro

    -O artigo de Ferreira Fernandes, ateu??? encontra-se aqui:
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1531742

    Em lado algum encontro: Ferreira Fernandes, ateu.

    • Anónimo

      “Ora, essa tal doença endémica nos padres, escapou-me, a mim, ateu desde sempre!”

      Ferreira Fernandes

      Claro como a água límpida…

  • carpinteiro

    Recorrendo ainda a um dos bons livros que adquiri sobre o assunto: – Funcionários de Deus – o autor Eugene Drewermann diz que a Igreja Católica «falsifica a neurose em santidade, a doença em eleição divina e a angústia em confiança em Deus», separando, como realidades opostas, o pensamento da sensibilidade, a actividade intelectual da vivência emocional. Filosofia própria de uma religião que «é inimiga da natureza e oposta ao amor» e que tem como objectivo não a sua libertação, mas a subjugação do homem: a sua destruição como indivíduo livre e senhor do seu destino.

    Contrariamente ao que pensam alguns renovadores da Igreja católica, temerosos desta não se saber moldar aos novos tempos e por isso apressar o seu desaparecimento, jamais esta Igreja aceitará as palavras de Jesus (de Kazantzakis) para a sua amante, Maria Madalena: “Eu não sabia, minha bem-amada, que o mundo era tão belo e a carne tão santa… Eu não sabia que a alegria do corpo não era pecado.”

  • Anónimo

    A Igreja Católica é a realidade ampla de todos os milhões de católicos. Num universo humano tão vasto, existem as mais diversas pessoas, os mais variados traços de carácter,de boa ou má formação humana, de cultura teológica avançada ou de menoridade intelectual, de tolerância ou intolerância. Também existem variadas leituras interpretativas do Evangelho, inúmeros dissidentes e contestatários. Certamente que haverá múltiplas visões exegéticas que se podem debater, contestar ou apurar, evangelhos considerados apócrifos para revisitar e ponderar. Eventualmente novas aquisições da figura humana de Jesus de Nazaré para sopesar. Toda essa dialéctica é legítima e pertinente para quantos não se demitem da irreverência da rebelde heterodoxia. Que Maria Madalena tenha ou não tido um relacionamento sentimental próximo de Jesus de Nazaré, como alguns apócrifos sustentam, é questão que, pessoalmente, em nada afecta o reconhecimento do Nazareno como enorme figura histórica da Humanidade. Dele fica a Sua Doutrina Ética Superior,a sua conduta eminentemente revolucionária e subversiva. Com ele, a Lei de Talião ruiu. Essa é a marca inultrapassável da Doutrina de Jesus de Nazaré e esse é que é o verdadeiro Cristianismo. Se em nome de Deus e Cristo tanta perfídia foi e tem sido cometida, isso só significa que os trafulhas páram em todas as confrrarias ideológicas,sem excepção …

  • Anónimo

    O ateísmo é a realidade ampla de todos os ateus. Num universo humano tão vasto, existem as mais diversas pessoas… de ideologias e culturas variadas, traços de carácter, de boa ou má formação humana, cultural, intelectual – uns mais tolerantes outros… nem por isso. Também existem variadas leituras interpretativas da ideia… E há os que se associam como grupos de pressão e os que preferem outro tipo de actuação. Certamente que haverá múltiplas visões que se podem apurar… Mas uma coisa é certa; nenhum crê em divindades. Toda e qualquer divergência em nada afecta o não reconhecimento do divino. Daí uma ética revolucionária e subversiva por recusar leis instituídas em canhenos de notas mui pouco fundamentadas. Com ele, ateísmo, a submissão ao sagrado ruiu. E essa é a marca inultrapassável – a da razão. Desta forma o espaço ocupado pelos charlatães da fé é, poderemos dizê-lo, mais reduzido…

    • carpinteiro

      «Desta forma o espaço ocupado pelos charlatães da fé é, poderemos dizê-lo, mais reduzido… »

      Caro troll.

      Não poderia estar mais de acordo, mas, que dizer das palavras de um eminente responsável da Igreja que tem o poder de influenciar os crentes?

      – Arcebispo de Bruxelas diz que ”a Aids é justa, porque o amor é maltratado”

      A Aids é “uma forma de justiça consubstancial que ocorre quando o amor é maltratado”, declarou André Léonard, máximo responsável da Igreja Católica belga num livro publicado. Declarações que despertaram duras críticas em toda a Bélgica.

      http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=37300

      • Anónimo

        ”a Aids é justa, porque o amor é maltratado”

        Pois… Pode ser o resultado de um amor maltratado, nunca um caso de justiça. Pode. Até pode. Porque sem cuidados, sem o garante de que não há amor num acto que se deseja amoroso. Quecas…? (tudo bem, o prazer pelo prazer é também um direito e há quem o deseje. Ou queira. E são muitos. Bom proveito lhes faça) – mas a justiça é coisa de homens, não do acaso. Daí que discorde da palavra JUSTA ou mesmo INJUSTA neste caso… É a minha posição. Discutível? Claro…!

        Mas pessoas há que “raramente se enganam e nunca têm dúvidas”. Poderá ser o caso do senhor que tal afirmou…

        Por outro lado, penso eu, que tal afirmação não reflecte o pensamento da maioria dos cristãos. Muitos há – sabe-se, sabemos, poderemos saber se tivermos pachorra para investigar – que defendem o uso do preservativos, por exemplo, em situações de encontros ocasionais.

        Mas de facto é uma questão de somenos… (refiro-me à posição desse senhor). E… acho que essa questão – a da SIDA ou AIDS ou lá o que isso é ou significa – foi, na Europa, suficientemente debatida e os incautos ou aventureiros são já escassos. Já não é questão. Acho. E acho, também, que a “cristandade” há muito que desobedece ao chefe.

        O “forro” já não é tabu. E esse tema está na agenda das urgências de há meia década… Mas há que advertir sim, os que se vão inaugurar numa vida sexual plena. Aqui, concordem ou não, parece-me já fora de época…
        Um tema em saldos

  • carpinteiro

    «Peculiaridades e vicissitudes de quem visita este site!»

    Tem bom remédio…

  • carpinteiro

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  • carpinteiro

    Para quem insiste em menorizar os actos pedófilos do clero deixando transparecer que na restante sociedade o problema é idêntico, com uma diferença, é que a Igreja combate o problema, deixo aqui um excerto de uma entrevista:

    – O calvário das vítimas na Bélgica.

    “Ainda me lembro do primeiro telefonema, em 1992. Era de noite, me parece. No telefone, uma voz distante. ‘Padre – me disse –, o senhor não me conhece, mas eu li seu livro. E gostaria de lhe contar a minha história'”.

    Na sala da casinha de tijolos vermelhos na Kerkstraat, a rua da igreja, a poucos passos da casa canónica de Buizingen circundada pelas heras onde o padre Rik Devillé mora há muitos anos, respira-se um ar de paz e daquela serenidade áspera, sem luxo, que muitas vezes serve de pano de fundo para a vida dos padres.

    “Foi a descoberta de um mundo que eu não conhecia. Na época, não existiam nem as palavras adequadas para contar isso. Um mundo de abusos, de violências, sexuais ou não, de recém nascidos retirados de suas jovens mães, de pedofilia e principalmente de reticências das autoridades eclesiásticas”.

    A reportagem é de Andrea Bonanni, publicada no jornal La Repubblica, 30-04-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

    Eis a entrevista.

    E o que aconteceu?

    Os telefonemas aumentaram. Eu recém tinha publicado um livro, “A última ditadura”, em que eu criticava a involução da Igreja, os passos atrás com relação ao espírito do Concílio que eram dados com cada Papa novo, a falta de transparência. Muitos que o haviam lido acreditaram que eu era a pessoa que podia entender o seu problema: os abusos que haviam sofrido e principalmente a impossibilidade de romper o muro de silêncio. Então, criamos esta associação: “Grupo flamengo para a defesa dos direitos humanos na Igreja”. Em seis anos, reunimos mais de 300 casos.

    Vocês se ocupavam só de abusos sexuais de menores?

    Não só. Mas muitos casos, por exemplo, se referiam à retirada de recém nascidos. Quando uma moça ficava grávida de um padre e se tratava normalmente de mulheres muito jovens, ela era levada ao exterior, principalmente para a França, onde se pode dar à luz no anonimato, mas nem via o seu filho. A criança era levada a qualquer convento e muitas vezes dada em adopção. Encontramos dezenas de mães que procuravam os filhos e de pessoas que procuravam sua própria mãe, encontrando-se com um muro de silêncio. São dramas humanos não menos terríveis: vidas destruídas. E depois havia os episódios de violência comum e de maus tratos em alguns conventos: em nada diferentes dos que surgiram na Irlanda com as irmãs da “Madalena”.

    E quem faziam vocês ?

    Procurávamos ajudar como podíamos. Organizávamos também encontros colectivos. Para as vítimas, falar é muitas vezes um modo para romper a jaula de solidão que é a primeira consequência nefasta dos abusos. Talvez não resolva o problema, mas ajuda.

    Mas o senhor, como padre, não tinha o dever de referir isso aos seus superiores?

    Eu tentei. Deus sabe que eu tentei. Contactámos todos os bispos, sem resultado. Nos encontros colectivos com as vítimas que organizávamos em todas as dioceses, sempre convidávamos os bispos. Nunca veio algum.

    Então, poderiam ter apelado ao primaz da Bélgica, o cardeal Danneels.

    Uma vez, eu me apresentei com mais de 20 vítimas dos abusos ao arcebispado. Não queriam nos fazer entrar. Colocamos o pé na porta e entramos. Mas Danneels não queria nos receber, dizia que não tinha tempo. Então, dissemos: muito bem, ficaremos aqui até que o senhor ache o tempo. Acampamos no palácio. No fim, ele veio nos ver.

    E o que fez?

    Escutou. Não disse nada, a não ser uma vez, quando um pai contava sobre sua filha abusada por um padre. Danneels disse: “Não posso fazer nada, não é na minha diocese. Vocês poderiam ter se dirigido a Roma”. Como se não tivéssemos feito isso. Não respondiam. E se respondiam diziam que deveríamos nos dirigir ao bispo da diocese de competência.

    * * *

    Devillé se levanta e mostra uma pasta com a carta dirigida pelo Supremo Tribunal da Signatura Apostólica. É uma carga em flamengo, datada no dia 12 de junho de 2006, na qual se explica que o tribunal “não é capaz” de tratar do caso exposto.

    Mas ninguém nunca fez pressão sobre o senhor para que cessasse essa actividade?

    Como não! Houve diversos colóquios com o cardeal Danneels. Ele dizia que não era minha tarefa me interessar com os direitos humanos na Igreja. Que essa era competência sua. E que as vítimas de abusos deveriam ter se dirigido directamente a ele.

    Mas as pressões do cardeal funcionaram, já que em 1998 a sua associação encerrou as actividades.

    Deixamos as actividades porque naquele ano, finalmente, foi criada uma Comissão Episcopal independente: era o que queríamos. Mas não é que a Comissão tenha trabalhado muito bem, principalmente nos primeiros 10 anos. Quem telefonava ouvia em resposta um interlocutor anónimo, que muitas vezes o alertava: “Tem certeza do que você está denunciando? As suas acusações são terríveis para um padre”. Isso não é muito encorajador para uma vítima que já tem medo.

    Padre Devillé, quantos casos a sua associação registou?

    De 1992 a 1998, mais de 300 casos.

    *Tirado daqui: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33797

    • Ante Omnia

      Comparado isto com a infecta expansão da barbárie abortista, são bagatelas!

      Mais a mais, muitos dos casos terminariam em “desarranjos”, por vontade ou imposição de uma das partes ou de terceiros.
      Sob uma cultura, actual, que desmerece o valor do nascituro e esvazia seus direitos, este será um mal menor.
      Não me comovem as “madalenas arrependidas”, lacrimejantes e soluçando de remorso, porque foram, sem margem de dúvida, parte integrante e voluntária dos casos em apreço.

      Ainda recentemente, numa aldeia portuguesa, um jovem padre teve que “trocar de paróquia”, em consequência do excesso de futuras “madalenas” que teimavam em meter-se-lhe entre os lençóis.

      Se fosse eu em vez do padre, evangelizaria de forma mais pessoal e particular, conforme as solicitações da comunidade. Ele, porém, fazia questão em notar-me que era padre e não queria ser “pater”.
      Oh mores! – como disse Cícero.

      É desses casos que rezam as crónicas, uns anos volvidos, “post hoc, ergum propter hoc”, quando o remordimento começa a inquietar um cérebro já cansado pelas asneiras e sob a cura do tempo.

      Quem vive de olhos abertos sabe interpretar o lê e vê, mesmo dispensando à religião um compromisso pouco colaborativo e empenhado, como eu.

      O povo chama-lhe, e muito bem, “tretas”. Eu acrescento: e a tentativa de receber lucrar uns euros em indemnizações porque, os padres não em descendentes que lhes dêem préstimo.

      O mundo tem de tudo!… no lado oposto, até existe gente honesta!

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