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Críticas teístas ao lado do ateísmo (1ª parte).

No “Companhia dos Filósofos”, o Ricardo resumiu uma crítica que o William Lane Craig tentou dirigir ao ateísmo. O argumento do Craig é demasiado extenso para um post, e talvez demasiado aborrecido para mais que um post, mas queria focar um problema que sobressai no resumo do Ricardo (1). Já agora, agradeço ao Ricardo por este resumo, gratidão certamente partilhada por quem tentar ler o original (bocejo) (2).

Craig afirma que não podemos invocar a falta de indícios da existência de Deus para concluir que ele não existe porque esta falta de indícios só seria relevante se, da «entidade que é postulada existir, seria de esperar mais evidencias da sua existência do que aquelas que já dispomos». E, segundo Craig, «cabe ao ateu provar que se Deus existisse forneceria mais indícios da sua existência do que aqueles que temos ao nosso dispor»(2). No entanto, logo a seguir, defende que «No cristianismo o modo primário pelo qual passamos a conhecer Deus não é por indícios mas por meio do trabalho interior do seu Espírito Santo». Parece que só os ateus é que têm de provar. Aos crentes basta afirmar.

Chutar o ónus da prova dá argumentos fracos e, neste caso, desonestos. Eu prefiro não discutir quem tem de provar o quê e, em vez disso, avaliar as hipóteses pelos seus méritos. Ontem tive o prazer de conhecer o João Paiva, co-autor, com o Alfredo Dinis, do livro “Educação, Ciência e Religião”, e vou aproveitar um exemplo dele. Muitos jogadores de futebol rezam quando entram em campo. Se pedem a Deus que os ajude a ganhar, eu, o João Paiva e, provavelmente, o Ricardo, concordamos que estão a fiar-se numa hipótese errada. Dessa hipótese prevê-se que Deus ajude as equipas mais devotas, o que seria evidente nas estatísticas dos jogos. A ausência desses dados esperados justifica rejeitar a hipótese.

O importante aqui, para o argumento do Craig, é que não precisamos provar que Deus interfere nos jogos de futebol. O que está a ser posto à prova é a hipótese e, como a hipótese prevê algo que não ocorre, esta reprova no teste. É isso que acontece a quase todas as hipóteses acerca dos deuses, porque quase todos os religiosos acreditam em deuses minimamente eficazes. Que protegem os casamentos, os barcos de pesca, os caçadores que se fazem ao mato ou as colheitas; que curam (ou causam) doenças; que impedem maus olhados, e que castigam aqueles pecados, e premeiam aquelas virtudes, que cada religião define ao seu gosto. Tudo isso é obviamente refutado pela ausência das evidências esperadas.

Sobra apenas um resquício de crenças abstractas num deus que não deixa rasto. Só que esta hipótese também tem problemas. Afirma existir um deus omnipotente, omnisciente, omnipresente, que nos ama e que criou o universo para um propósito, mas que não deixa qualquer evidência concreta da sua existência. Mas, se não pode haver evidências, também não podemos distinguir esta hipótese de infinitas outras. Por exemplo, pode igualmente ser um deus omni-isso-tudo mas que tenha criado o universo só por que lhe deu para isso, sem propósito nenhum. Pode ser um deus que nos odeia; como não intervém, amar ou odiar dá no mesmo. Ou que se está a borrifar para nós. Pode haver dois deuses em vez de só um. Ou três. Ou três mil quatrocentos e noventa e seis. Há infinitas hipóteses alternativas e todas dizem igualmente nada acerca do que se observa. Portanto, a probabilidade do Craig acertar na verdadeira é infinitésima. E nem adianta de nada, porque, pela hipótese que o Craig defende, esse deus é tal e qual o que seria se não existisse.

Em contraste, a hipótese de não existir qualquer deus é falsificável e, à partida, é até muito arriscada, porque implica que não pode ocorrer nada no universo por intervenção divina. Nada. E esta hipótese tem sido posta à prova contra inúmeras explicações alternativas. Doenças, curas, as espécies, terremotos, montanhas, as órbitas dos planetas, guerras, paz, tempestades, secas e até pragas de sapos e gafanhotos já foram explicados com milhares de deuses diferentes. Em todos os casos a hipótese de nenhum deus ter causado estas coisas prevaleceu. Sempre. Há milhares de milhões de crentes, de criacionistas evangélicos a animistas e hindus, que continuam a fiar-se em hipóteses que os factos já refutaram. E mesmo aquela minoria de crentes que admite ser errado esperar indícios dos deuses vê-se limitada a hipóteses impossíveis de testar. Ou seja, especulações que não dizem nada. Em toda a história do conhecimento humano, nenhuma outra hipótese deu uma cabazada tão grande a tantos concorrentes como esta que o ateísmo deu aos milhares de religiões que os homens inventaram.

É isto que fundamenta o ateísmo. Não são truques com palavras, argumentos vácuos ou o driblar sorrateiro do ónus da prova. É um percurso inexorável, de milhares de anos, em que a hipótese ateísta prevaleceu objectivamente sobre todas as religiões que se foi inventando. É isso que me dá confiança para concluir que o deus do Craig é tão treta como os outros todos que tombaram pelo caminho.

1- Ricardo, Críticas Teístas ao Ateísmo de W. Craig

2- Em Michael Martin, The Cambridge companion to atheism. Quem estiver interessado pode procurar no Rapidshare e afins, que parece fácil de encontrar (segundo ouvi dizer…)

Em simultâneo no Que Treta!

11 thoughts on “Críticas teístas ao lado do ateísmo (1ª parte).”
  • Ricardodabo

    Este homem é insuportável.

  • Anónimo

    “Chutar o ónus da prova dá argumentos fracos e, neste caso, desonestos”
    LK

    É capaz de ser.Mas os únicos que se podem logicamente permitir não ter que suportar o ónus da prova são os agnósticos. Se os ateus postulam a inexistência de Deus, essa prova específica já lhes compete. Querer fugir dessa demonstração também pode ser visto como intelectualmente desonesto…

  • Anónimo

    “O importante aqui, para o argumento do Craig, é que não precisamos provar que Deus interfere nos jogos de futebol.”

    Precisar precisam, ainda que a argumentação de que Deus não interfere nos jogos de futebol dependa da prévia definição do conceito de Deus, que não levaria Deus a interferir nos jogos de futebol.

    Estou a ver que você é muito mais crente do que suponha. Para produzir essa frase, ela só fará sentido postulando prevoamente a existência de Deus e de uma certa concepção de Deus.

    Se você de facto é ateu a questão é simples de resolver. Não precisa de invocar nenhuma específica concepção Deus…

  • Ludwig

    António,

    Seja quem for, não vejo interesse nenhum em se querer ver livre do ónus da prova. Excepto, é claro, se não tiver interesse num assunto. Se alguém me vier dizer que tem uma cura para o cancro com cristais e luzes coloridas, eu, tendo mais que fazer, posso retorquir para voltarem quando tiverem algo que substancie essa alegação. Mas se estiver interessado no assunto terei de considerar o mérito dessa hipótese em relação às alternativas, e a prova será precisamente esse confronto de hipóteses e dados, algo que não é ónus de ninguém em particular mas de todas as hipóteses em jogo.

    • Anónimo

      Ludwig

      Mas não se furte você também à sua demonstração. Aliás, você entra em clara contradição. Quer ver ?

      ” Não são truques com palavras, argumentos vácuos ou o driblar sorrateiro do ónus da prova. É um percurso inexorável, de milhares de anos, em que a hipótese ateísta prevaleceu objectivamente sobre todas as religiões que se foi inventando”

      Se, segundo o seu critério, a hipótese ateísta ” prevaleceu objectivamente” ( note o seu ” objectivamente”…) só poderia ter sido se a respectiva demonstração tivesse sido feita. Ou seja, se, com ou sem ónus da prova, os ateus tivessem produzido essa prova.E onde está ela, se a mesma fosse ” objectivamente” aferível ?

      Não está. São palavras Ludwig, meros jogos florais, não passa disso. Pouco, muito pouco, para fundamentar a pretensão universalizante do seu ” objectivamente “…

  • Anónimo

    “Em toda a história do conhecimento humano, nenhuma outra hipótese deu uma cabazada tão grande a tantos concorrentes como esta que o ateísmo deu aos milhares de religiões que os homens inventaram.

    É isto que fundamenta o ateísmo. Não são truques com palavras, argumentos vácuos ou o driblar sorrateiro do ónus da prova. É um percurso inexorável, de milhares de anos, em que a hipótese
    ateísta prevaleceu objectivamente sobre todas as religiões que se foi inventando”

    LK

    1- A ” cabazada” vale tanto como “presunção e água benta cada um toma a que quer” e eu não o conhecia tão pio nem tão apologista de pseudo- vitórias morais.Adiante Ludwig, aqui você passou-se.

    2-O fundamento do ateísmo é tão ” forte” que é absolutamente minoritário à escala mundial. Vocês construíram duas teorias disparatadas, a tal do Cego Acaso e da Abiogénese, para tentarem justificar a inexistência de Deus e de um sentido para a vida. O Dawkins inventou os memes egoístas, mas, no final da sua efabulação, acabou por dizer que ” nós”, as supostas ” máquinas de memes”, nos podemos rebelar contra as nossas criadoras maquinarias.
    Quer lógica mais estupidificante do que esta ?

    3-“É um percurso inexorável, de milhares de anos, em que a hipótese ateísta prevaleceu objectivamente sobre todas as religiões que se foi inventando”

    Está-se mesmo a ver, não está ? Basta olhar para o mapa das diversas religiões à escala mundial.

    Depois, esse ” objectivamente” é de um ” rigor científico avassalador”.

    “Objectivamente falando”, na cartesiana avaliação de LK. é capaz de dar mais subjectivo do sujeito discursante, desculpe lá a impertinência, mas, para panfletarismos ocos, aqui você não consegue medir forças com a maralha ateísta dessa lavra. Deixe essa empreitada para o pessoal menor Ludwig, não baixe de nível.

    4- Existe a Evolução não é verdade ? É ela que, na sua visão interpretativa, nos modelou não é verdade ? Então porque será que a sua ” deusa” nos moldou com a possibilidade bem real de aceitarmos a existência de Deus ? Se Deus não existisse, porque raio a sua querida Etologia nos fez com dimensão de seres religiosos ?

    Aqui o ónus da prova é seu Ludwig…

  • Anónimo

    Das duas uma:

    Ou a Teoria da Evolução está certa ou não está. Se ela aponta na direcção de que a Evolução segue um rumo sem sentido, embora determinado pela matriz etológica da propagação das espécies, porque é que a espécie humana pensa muito maioritariamente em Deus ?

    Admitamos, como mera hipótese académica, que a Evolução ” viu” nisso interesse, por exemplo, para a sobrevivência da espécie humana, em termos similares aos que, comparativamente, resulta do tabu do incesto, determinado, não por razões morais, mas de defesa das capacidades de sobrevivência da espécie humana.

    Alguém de bom senso vai sustentar que deve acabar o tabu do incesto ? Não. Ainda que não existissem ponderáveis razões de ordem moral, esse tabu sempre funcionou como defesa da Humanidade. Hoje sabemos que o Homem se torna tanto mais forte, em termos de espécie animal, quanto menos consanguíneas forem as relações de intimidade sexual.

    Então,se assim é, no caso do tabu do incesto, porque razão não haveria sempre a fortíssima crença em Deus ser determinada pelas mesmas razões de sobrevivência da espécie humana,e que tão constante tem permanecido ao longo dos séculos ?

    Mais, se a Evolução não tivesse necessidade de ” produzir” o Homem com a sua aptidão cerebral para pensar em Deus, porque razão o teria feito ?

    O LK sabe perfeitamente que a Evolução preserva o que considerar necessário a cada etapa evolutiva.

    Por isso, se a Teoria da Evolução estiver certa, nessa perspectiva Deus teria resultado como elemento conceptual necessário desse processo.

    Se assim for, como sempre pareceria plausível, à luz de uma determinação etológica necessária à sobrevivência da espécie humana, a crença no Transcendente pode funcionar como forma de resistência às adversidades ou como forma de conferir à vida o sentido que a Evolução, segundo alguns, não teria.

    Uma maneira, digamos, de a ” Evolução sem sentido” fazer crer aos humanos que afinal o Sentido da Evolução existe … 🙂

  • Ludwig

    António,

    «Para produzir essa frase, ela só fará sentido postulando prevoamente a existência de Deus e de uma certa concepção de Deus.»

    Não. Trata-se apenas de considerar a hipótese.

    Por exemplo, a hipótese de que existe o Pai Natal e que este dá prendas a todas as crianças boazinhas. Dessa prevê-se que as crianças recebam prendas em função do seu comportamento em vez de apenas em função do dinheiro gasto pelos seus familiares. Para testar esta hipótese não precisamos postular a existência do Pai Natal, ou provar que o Pai Natal dá prendas ou algo assim. Basta reunir os dados e ver que não concordam com a previsão.

    «1- A ” cabazada” vale tanto como “presunção e água benta cada um toma a que quer” e eu não o conhecia tão pio nem tão apologista de pseudo- vitórias morais.Adiante Ludwig, aqui você passou-se.»

    A cabazada vale tanto como noutros casos. O éter luminífero, o criacionismo, o contraccionismo, os quatro elementos, a astrologia e a alquimia são algumas de muitas hipóteses que levaram cabazadas e que, precisamente por isso, pela vitória clara das alternativas, foram relegadas para meros dados históricos e não contam mais como conhecimento. Quem julga saber que tudo é composto por água, terra, fogo e ar não sabe. Engana-se.

    Esse mesmo processo fez com que as hipóteses acerca dos deuses – e é de hipóteses que falamos, não propriamente dos deuses em si, pois desses nada vemos – mirrassem desde a explicação para tudo, da lepra à chuva e à seca, até as presentes alegações vagas de um transcendente invisível e fútil.

    «Está-se mesmo a ver, não está ? Basta olhar para o mapa das diversas religiões à escala mundial.»

    O facto de haver colunas de astrologia na maioria das revistas e jornais não quer dizer que a astrologia não tenha levado uma cabazada enquanto hipótese, e não mereça ter perdido o lugar entre o que conta como conhecimento. O mesmo se passa com as restantes superstições, incluindo aquelas a que se chama “religião”.

    E se olhar para o mapa das diversas religiões, uma coisa que salta à vista é a diversidade de hipóteses inconsistentes entre si. Só isso já deveria bastar para desconfiar que algo não está certo…

    «Depois, esse ” objectivamente” é de um ” rigor científico avassalador”.»

    Objectivamente quer dizer, simplesmente, dos objectos. Ou seja, os dados que recolhemos dos objectos de estudo permitem distinguir entre as várias hipóteses de forma independente das nossas preferências pessoais (aquilo a que chamam fé, crença, etc).

    «Existe a Evolução não é verdade ? É ela que, na sua visão interpretativa, nos modelou não é verdade ? Então porque será que a sua ” deusa” nos moldou com a possibilidade bem real de aceitarmos a existência de Deus ?»

    Não só de Deus. De deuses vários, de diabos, de gnomos, e fadas, e dragões, e de espíritos nas árvores, nos rios, de animais que falam e o que mais calhe. Não foi de propósito, mas é um efeito secundário esperado da pressão evolutiva que nos conduziu a um cérebro tão especializado em medir intenções e avaliar os pensamentos alheios. Até quando o computador encrava sentimos o impulso de o insultar. É isso, no fundo, a base da religião.

    • Anónimo

      Ludwig

      1-No final da década de 90, os neurocientistas Andrew Newberg e Eugene d’Aquili usaram varias técnicas de neuroimagem em budistas experientes, em profunda meditação, e nos anos subsequentes fizeram testes em freiras enquanto estas estavam rezando.

      Andrew Newberg e Eugene d’Aquili escreveram vários livros sobre o assunto:

      * em 1999, “A mente mística : entendo a biologia da experiência religiosa”

      * em 2002, “Porque Deus não quer ir embora: Ciência do cérebro e a biologia da crença”

      * em 2006, “Porque acreditamos no que acreditamos: Descobrindo sobre nossa necessidade biológica por significado, espiritualidade e verdade”

      * em outubro de 2007, “Nascidos para acreditar: Deus, Ciência, e a origem da crença ordinária e extraordinária”.

      A hipótese do “gene divino” propõe que alguns seres humanos carregam um gene que lhes dão a predisposição para episódios interpretados por algumas pessoas como revelação religiosa. A idéia foi postulada e promovida pelo geneticista Dr. Dean

      Hamer, diretor da Unidade Estrutura do gene e regulação , no Instituto nacional do câncer nos Estados Unidos . Hamer escreveu um livro sobre o assunto intitulado, O gene divino : Como a fé é pré-programada dentro dos nossos genes . (The God Gene: How Faith is Hardwired into our Genes)

      De acordo com a hipótese, o gene divino (VMAT2), não é “codificado” para a crença em Deus, mas é arranjado fisiologicamente para produzir sensações associadas, por alguns, com a presença de Deus ou outras experiências místicas, ou mais especificamente espiritualidade como um estado da mente.

      2- Se há concepção humana que, ao longo de vários milhares de anos, se firmou como arquétipo consolidado foi precisamente a ideia de Deus. Nenhum cientista ou filósofo idóneo perde um segundo a estudar a temática do Pai Natal ou da Fada Titânia, mas muitos e respeitados cientistas e filósofos ,mormente os deístas, como Voltaire ou Einstein, reflectiram ou ponderaram a hipótese de Deus como Causa Primeira da Vida e do Universo.

      Quer melhor prova dessa relevância do que os casos de Darwin, que, na sua ” Origem das Espécies” postulou que toda a vida tinha surgido de uma forma primeva, continuando no entanto a aludir à prévia existência do Criador ? Ou de Einstein, quando, recorrentemente, aludia a Deus ? Ou do próprio Stephen Hawking, na fase em que costumava acordar mais virado para o deísmo ?

      3-Você não respondeu a uma questão essencial: porque é que a ideia de Deus se transformou no maior, preponderante e dominante Arquétipo da Humanidade ? É um facto, esse sim, tão objectivo, que não vale a pena negá-lo, com despropositadas alusões ao Pai Natal, ou à Fada dos Dentes, ao Gato das Botas Altas ou à figura do Adamastor.

      4-Também não respondeu a outro aspecto essencial dessa temática: porque é que, na sequência do processo evolutivo, os nossos cérebros foram programados ou se auto-programaram para pensar Deus ?

      Você aqui, usando a sua metáfora futebolística, chuta para canto:

      “…é um efeito secundário esperado da pressão evolutiva”

      Para si, o efeito é ” secundário”, na mesma linha de comparação com gnomos, fadas e dragões.

      Aqui, respondo-lhe que não há nenhum filósofo ou cientista sérios a equacionar a rea lexistência de gnomos, fadas e dragões.

      Não me recordo de alguma vez Einstein ter referido que ” os gnomos não jogam aos dados”.

      No dia em que você me mostrasse que sim, então dar-lhe-ia razão.

      Como essa prova é impossível, a conclusão tem que ser outra:

      Não só a ideia de Deus entronca directamente no próprio processo evolutivo e etológico, como, por via do mesmo, se tornou no maior e universal Arquétipo da Humanidade.

      Veja lá Ludwig a que ponto nos trouxe a Evolução.

      A Vida tem destas enormes ironias…

  • Anónimo

    Em complemento do meu comentário anterior, para quem desejar consultar, comentar ou refutar:

    http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=4181.0

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