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  • 23 de Março, 2011
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

Os países islâmicos despertam

De Marrocos ao Bahrein, do Egipto ao Irão, em todo o mundo árabe e não árabe, subjugado pelo Islão, surgiram exuberantes manifestações democráticas que apanharam de surpresa os Governos locais, as mesquitas, as madraças e os países ocidentais.

As informações que nos chegam mostram uma genuína sede de liberdade em países onde a cultura e a informação entraram através da Internet e das universidades, criando condições para desafiarem regimes obsoletos e uma religião implacavelmente desumana.

Da forma como se esmagam as aspirações populares pudemos dar-nos conta através da intervenção das forças armadas sauditas que afogaram em sangue a entusiástica mobilização popular do Bahrein.

Na Líbia o esmagamento dos manifestantes só não foi total porque uma descoordenada aliança dos EUA, NATO e Europa avançou para uma aventura humanitária que parece não ter previsto até onde podia ir e quando devia terminar. Mais uma vez, a Europa mostrou ser um anão, abrigado sob o guarda-chuva dos EUA e sem uma política externa comum e coerente.

Enquanto o petróleo ameaça atingir preços incomportáveis, agravados pela tragédia japonesa, a ebulição dos países islâmicos não parece encaminhar-se para a criação de estados laicos e democráticos mas para mudar de protagonistas com novas ditaduras sob o olhar atento dos sequazes de Maomé.

As eleições do Egipto, um barómetro dos países islâmicos, parecem encaminhar o país para a reincidência num Estado confessional menos indulgente com as minorias religiosas e o toucinho.

Quando esperávamos afloramentos iluministas, não está garantido o ponto de não regresso às cinco orações diárias obrigatórias e à não discriminação das mulheres. Os arcaísmos teocratas podem barrar o caminho à democracia. A posse das mulheres e o horror à laicidade podem levar as aspirações de liberdade a sucumbir perante banhos de sangue e a frustração de mais uma geração. Os países islâmicos despertaram para a liberdade mas podem regressar ao cemitério da opressão.

8 thoughts on “Os países islâmicos despertam”
  • antoniofernando

    “Na Líbia o esmagamento dos manifestantes só não foi total porque uma descoordenada aliança dos EUA, NATO e Europa avançou para uma aventura humanitária…”

    O Carlos Esperança tem tanto de panfletário como de ingénuo.

    ” Aventura humanitária” ou o preço do petróleo a subir ?

    Já ouviu falar das tragédias de Timor, do Ruanda e do Sudão ?

    Onde estiveram nessas alturas as boas intenções laicas dos estados ocidentais ?…

    • Lefebvre

      as boas intenções tava lá no inferno!!! ah.. até pouco atrás Kadafi era amigão do ocidente

    • Anónimo

      Perfeitamente de acordo.

      As pessoas só têm direitos a defender ou são vítimas que urge defender de tiverem se tiverem petróleo no seu país. E, sobretudo, se houver perspectivas de poder roubar esse petróleo, claro.

      Quer a NATO quer os EUA comportam-se como entidades terroristas selectivas.
      É cómico que no controlo decisório destes ataques esteja o Prémio Nobel da Paz. Desde logo, este Obama é igual a todos os outros.

      Timor foi um bom exemplo de uma barbárie consentida.
      Hoje, bem pior do que a Libia, temos países com regimes rigorosos: Síria, Arábia Saudita… etc.
      Esses não contam porque fazem parte dos amigos dos terroristas ocidentais.

      Na Libia, onde um grupo de mercenários armados espalham o terror, aí sim, o governo não tem legitimidade para repelir os que assaltaram quartéis, depósitos de armas, esquadras e não só e se armaram com armamento ligeiro e pesado fazendo frente ao Estado. EU vi civis manobrando anti-aéreas e transportando rockets, eu vi civis de metralhadora em punho saudando as bombardeamentos terroristas da NATO; eu não vi civis desarmados a serem combatidos, eu não vi nenhuma resolução da ONU autorizando a NATO a bombardear a Libia.

      Eu vivo noutro mundo!

  • ajpb

    O QUE EU PENSO, É QUE AS COISAS NUNCA MAIS SERÃO COMO DANTES, NESSES PAÍSES ISLÂMICOS. SE ATINGEM OU NÃO A DEMOCRACIA TAL COMO O OCIDENTE A PROPALA? DUVIDO…
    AGORA QUE FOI DADO UM PASSO PARA A LIBERTAÇÃO E CONSCIENCIALIZAÇÃO DESSES POVOS NÃO TENHO DÚVIDAS.
    SÓ É PENA A VIDA DO HOMEM SER TÃO CURTA, PARA PODER ASSISTIR A UMA LIBERTAÇÃO COMPLETA POR PARTE DESSES POVOS RELATIVAMENTE À RELIGIÃO E AO NEPOTISMO DOS SEUS GOVERNOS.

  • Sternberg

    Não queria ser o chato a te contar,porém, esse movimento não pegou as mesquitas de surpresa de forma alguma, sugiro que procures o envolvimento da fraternidade Islâmica e demais organizações “fundamentalistas” com todos esses “gloriosos” apelos à liberdade.

  • Sternberg

    Não queria ser o chato a te contar,porém, esse movimento não pegou as mesquitas de surpresa de forma alguma, sugiro que procures o envolvimento da fraternidade Islâmica e demais organizações “fundamentalistas” com todos esses “gloriosos” apelos à liberdade.

  • mister k

    HAAHAHHAHAHAHHA

    Como a midia ocidental mente de forma repulgnante.
    A revolução no egito É ISLAMICA, quem fez , patrocinou, foi as ruas foram muçulmanos, o alcorão foi usado como tema para chamar as pessoas as ruas.Tudo foi regido pelo alcorão quem tem duvida que entre em contato com um egipcio e pergunte .

    E a midia ocidental mente descaradamente mais uma vez, e transforma revoluções islamicas que visam a criação  futura de uma super estado islamico derrubando aliados dos EUA e Israel como mubarack um uma revolução pro-eua AHAHAHAHAHAHAHAH

    Bixo eu não sei se é pra ter pena de vocês ou o que….

  • Dec1000

    Amigo sinto muito mais vc esta enganado, eu sou muçulmano e lhe garanto q vc esta ou enganado ou mentindo.
    Para as pessoas naqueles locais estas revoltas SÃO ISLAMICAS , eu sei porque sou muçulmano e tive contato com muitos deles. 
    E como ja dito por outros usuarios, quem liderou não só no egito como em outros países estas revoltas foi a fraternidade islamica do egito, grupo base que gerou varios outros como hamas, hezbollah e talibã.
    Esta é a verdade.

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