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  • 21 de Fevereiro, 2011
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

Egipto: ser ou não ser islâmico

  • «O Islão é a Religião do Estado. O Árabe é a língua oficial, e a principal fonte de legislação é a Jurisprudência Islâmica (chária).» (Artigo 2º da Constituição do Egipto)
Centenas de egípcios, principalmente cristãos coptas, pediram ontem nas ruas a revogação do artigo 2º da Constituição egípcia. Compreende-se porquê. Um Estado com religião de Estado, seja essa religião a cristã, a judaica ou a islâmica, não é um Estado para os cidadãos. É um Estado para a divindade, para o além, para o que quiserem, mas não é um Estado para os problemas reais dos cidadãos concretos no único mundo que todos temos a certeza de existir. No ano em que o mundo árabe entrou em convulsão, há clérigos como o Grandessíssimo Cheik da Universidade Al-Azhar que consideram «subversão» revogar o artigo supra. A Irmandade Islâmica deve concordar. Os homens e mulheres livres, antes pelo contrário.
[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
10 thoughts on “Egipto: ser ou não ser islâmico”
  • antoniofernando

    Ricardo Alves:

    Convém não esquecer que o Reino Unido e alguns países escandinavos também têm igrejas oficiais e, no caso da Grã-Bretanha, o Cristianismo é a Religião do estado britânico.

    Parece-me que seria oportuno não desancar só na íntima associação entre os países árabes e o Islão, já que o que é censurável para o Egipto é-o igualmente para a Grâ-Bretanha.

    Pode ser que um dia os ingleses também se revoltem com a sua condição de súbditos de um país que não os convoca para as eleições da chefia do estado e que os obriga a terem uma igreja oficial… 🙂

    • Marco_oliv

      No Reino Unido os súbditos não são obrigados a declarar no Bilhete de Identidade qual a sua religião. Na verdade, nem são obrigados a ter bilhete de identidade. Alem disso, o Estado não nega documentos de identificação a cidadãos que professam uma determinada religião.

  • Ricardo Alves

    Nunca deixei de criticar o clericalismo de Estado no Reino Unido. Ainda ontem fiz um post no meu outro blogue sobre a absurda e anti-democrática presença de bispos anglicanos na Câmara dos Lordes. E quanto aos escandinavos, a verdade é que a Suécia separou o Estado da igreja há poucos anos, e a Noruega para lá caminha.

    E vale a pena acompanha os laicistas britânicos:
    http://www.secularism.org.uk/

  • Ricardo Alves

    Nunca deixei de criticar o clericalismo de Estado no Reino Unido. Ainda ontem fiz um post no meu outro blogue sobre a absurda e anti-democrática presença de bispos anglicanos na Câmara dos Lordes. E quanto aos escandinavos, a verdade é que a Suécia separou o Estado da igreja há poucos anos, e a Noruega para lá caminha.

    E vale a pena acompanha os laicistas britânicos:
    http://www.secularism.org.uk/

    • antoniofernando

      Aprecio a sua coerência, mas a verdade é que, tantas vezes, certos países ocidentais com propensões imperialistas julgam que só os ” feios,porcos e maus” é que merecem críticas aos sistemas anti-democráticos que os(des) governam. Mas olhar para dentro de suas próprias casas é que certa ” finesse” aristocrática não olha…

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  • Anónimo

    ATÉ NÓS EM PORTUGAL… PRECISAVAMOS DE UMA MANIFESTAÇÃOZITA A DEFENDER UM ESTADO LAICO…

  • Anónimo

    ATÉ NÓS EM PORTUGAL… PRECISAVAMOS DE UMA MANIFESTAÇÃOZITA A DEFENDER UM ESTADO LAICO…

  • Antonio Porto

    Estado laico não é estado ateu.
    A china é governada por comunistas ateus com mão de ferro.
    O massacre na praça da paz celestial deixou bem claro o que é o poder na mão
    de fanáticos, ateus ou religiosos.
    Não há diferença.

  • Antonio Porto

    Estado laico não é estado ateu.
    A china é governada por comunistas ateus com mão de ferro.
    O massacre na praça da paz celestial deixou bem claro o que é o poder na mão
    de fanáticos, ateus ou religiosos.
    Não há diferença.

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