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Prefeito evangélico no RJ acusado de impedir auxílio a vítimas católicas

As religiões continuam dando claras evidências de que vieram aqui para unir a humanidade, já que somos todos “filhos do criador”.

No Sudão, a população da capital Juba votou com 97,5% a favor da separação do Sul do Sudão. As autoridades de 10 estados do Sul do Sudão apuram os resultados dos diferentes condados locais para este referendo que levará à divisão do Sudão, o maior país da África, dividido entre o Norte, muçulmano e em grande parte árabe, e o Sul, afro-cristão.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro em meio às tragédias, uma denúncia grave. Eu sei, é denúncia. Mas em se tratando de querela entre religiosos eu não ouso duvidar da veracidade. A prefeitura de Teresópolis está sendo acusada de impedir a distribuição de donativos por parte da Igreja Católica. Segundo o padre Paulo Botas, integrantes da comunidade católica que foram até o estádio Pedrão ouviram de funcionários municipais que “nenhuma igreja católica de Teresópolis iria receber doações”.

Falaram isso sem o menor constrangimento. O prefeito (Jorge Mário Sedlacek) é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos. As pessoas se cadastraram, mas foram discriminadas. Nessa situação tão grave, não tem confissão religiosa, não pode ter essa competição ideológica. Isso é um pecado mortal, ainda mais vindo de pessoas cristãs“, disse o padre, da igreja do Sagrado Coração de Jesus de Barra do Imbuí, área bastante afetada pelas chuvas.

Sem querer entrar em detalhes sobre a religião do prefeito, o padre Mario José Coutinho, decano da Diocese de Petrópolis, disse que a situação é de boicote à Igreja Católica. “É surreal, uma ofensa, uma vergonha, uma agressão à humanidade. Transformaram uma questão humanitária em religiosa“, criticou.

Vale lembrar que a comunidade evangélica está usando a tragédia para fazer propaganda de seu esforço na ajuda às vítimas. Realmente, estão fazendo um trabalho louvável. Mas isso não justifica impedir os outros de também ajudar. Isso aqui não é uma competição, é um desastre humanitário.

8 thoughts on “Prefeito evangélico no RJ acusado de impedir auxílio a vítimas católicas”
  • Pedrosoares

    Vou tentar ser telegráfico:
    Que peste se instalou.

    Cumprimentos

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  • antoniofernando

    “Eu sei, é denúncia. Mas em se tratando de querela entre religiosos eu não ouso duvidar da veracidade.”
    Carlos Patriota

    1-É denúncia;
    2-Mas, tratando-se de querela entre religiosos, Carlos Patriota não ousa duvidar da veracidade.
    Lindo. Que superioridade de pensamento aristotélico lógico-dedutivo.

    Vejamos então:

    1-Agostinho de Hipona sustentava o Pecado Original;
    2- Pelágio era contrário a essa dogmática teológica
    3- Qual a veracidade dessa “ querela entre religiosos”, qual é, qual é ?

    Outro exemplo:

    1-A Igreja Católica considera que Deus encarnou em Cristo, que referencia como “ Nosso Senhor”
    2- A Presidente Dilma diz que acredita em Deus mas mais ainda “ nessa deusa-mulher que é Nossa Senhora”
    3-Qual a veracidade dessa “ querela religiosa” qual é qual é ?…

  • antoniofernando

    Afinal não é Carlos o Eduardo…Já me parecia o outro que manipula as fotos do Bento XVI… 🙂

  • antoniofernando

    Agora, fora de brincadeiras:

    Desde quando é que uma versão de algum acontecimento é verdadeira só porque é versão ? Eu sei lá se é ou não verdade o que diz o Padre Botas só porque ele o diz. Até pode ser. Mas não é o simples critério da sua versão que o atesta….

  • Anónimo

    NO NOSSO PAÍS, AS OUTRAS IGREJAS SÃO PRETERIDAS ENQUANTO QUE A IGREJA CATÓLICA É EM TUDO PREFERIDA…

    ISTO É FEITO COM O INTUITO DE UNIR…O QUÊ?

  • Antonio Porto

    Se o prefeito estiver fazendo isso já perdeu a próxima eleição.
    Que baita pilantra.

  • Molochbaal

    A ser verdade também não é muito diferente do aproveitamento que a igreja católica faz dos financiamentos do estado que redistribui pelos pobres, MAS como se fossem bens da igreja e fosse a igreja a dá-los e não o estado que na realidade foi quem atribuiu esses meios ao apoio social.

    Assim a igreja colhe os louros dos programas de apoio aos desfavorecidos, dando a cara para a parte boa, enquanto para a parte má, a recolha dos impostos para reunir esses meios, está lá o estado para assumir. Assim a igreja, sem dar um tostão, aparece como grande benemérita e o estado, o verdadeiro responsável pelos programas de assistência, aparece como um chulo que só quer o dinheiro das pessoas.

    O cúmulo da hipocrisia surge quando, por esses meios, a igreja apresenta o estado como o mau da fita, capitalizando assim uma arma de propaganda nas suas querelas com o estado. Arma de propaganda contra o estado, que o próprio estado financia contra si mesmo…

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