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A Mitologia do Natal

 

Estando noiva de José, e antes ainda de com ele ter coabitado, Maria apareceu grávida por acção do Espírito Santo.

Quando José se preparava para a repudiar, apareceu-lhe em sonhos um “anjo do Senhor” que lhe ordenou que recebesse Maria em sua casa e que aceitasse o filho que ela carregava como obra do Espírito Santo.
Quando a criança nasceu, e tal como o anjo lhe havia ordenado, pôs-lhe o nome de Jesus.
Todas as culturas antigas, sem excepção, tinham um horror profundo e visceral à esterilidade. O que é absolutamente compreensível, face à óbvia conexão entre a própria sobrevivência da tribo ou de uma determinada sociedade e o seu fortalecimento face aos povos vizinhos e rivais, por exemplo, em disputas territoriais.
Não é, por isso, de estranhar que desde a sua origem todos os cultos religiosos revelem nas suas mitologias e iconografias não só esse temor, como muito principalmente uma óbvia preocupação pela fecundidade.

De tal forma que nas mais remotas manifestações de religiosidade o lugar de Deus foi ocupado por uma mulher.

Só muito mais tarde a mulher foi relegada para um papel de mãe, esposa ou amante do Deus, sempre com a responsabilidade da renovação e da reprodução, mas também obviamente virgem, como convém a toda a terra que vai receber uma nova semente e de quem se espera a máxima fecundidade.
Por isso, também, só de uma divindade é possível esperar o dom da fecundidade, principalmente quando se trata de uma mulher estéril que acaba por dar à luz, um milagre que obviamente só está ao alcance de Deus.
Ao mesmo tempo, constitui prova inequívoca da proximidade de um homem a Deus o facto de ter nascido do milagre da concepção de uma mulher virgem.

Assim, vemos que essa associação entre uma concepção milagrosa e a deificação do filho nascido de um fenómeno que só está ao alcance de Deus (sempre após uma história mais ou menos fantasiosa de uma «anunciação» feita por um anjo ou qualquer outra entidade celestial, seja ao vivo ou em sonhos), é afinal perfeitamente vulgar e recorrente em todos os cultos religiosos da antiguidade e, curiosamente, nas mais distantes regiões do planeta.
Aparecem então como filhos de mães virgens tanto Deuses como grandes personagens, como os imperadores Chin-Nung, da China, ou Sotoktais do Japão, ou como os Deuses Stanta, na Irlanda, Quetzalcoatl do México, Vixnu da Índia, Apolónio de Tiana da Grécia, Zaratustra da Pérsia, Thot do Egipto, ou como Buda, Krishna, Confúcio, Lao Tsé, etc., etc.

O mito vai mesmo ao ponto de Gengis Cã ter um belo dia determinado que também ele era filho de uma mulher virgem, para se deificar aos olhos do seu povo e dos povos que ia conquistando, e para se fazer obedecer e respeitar cegamente como um Deus pelas suas tropas.
Entre os mais famosos homens filhos de mulheres virgens está, como é sabido, Jesus Cristo.
É também muito curiosa a mitologia comum relacionada com o nascimento destas personagens deificadas pelo seu nascimento de mulheres virgens, como sejam a existência de estrelas ou sinais celestes que os anunciam ou comemoram: uma milagrosa luz celeste anunciou a concepção de Buda, um meteoro o nascimento de Krishna, uma estrela o nascimento de Hórus e uma «estrela no Oriente» o nascimento de Jesus Cristo, embora somente o evangelho de Mateus se lhe refira, sendo pacificamente aceite que não mais do que para corporizar ou fazer concretizar (quase um século depois da morte de Jesus Cristo) profecias messiânicas do Antigo Testamento.
Ao mesmo tempo, é também absolutamente natural que faça parte dos cultos de fecundidade a adoração de Deuses relacionados com o ciclo solar e com a renovação anual das estações do ano e, com estas, as colheitas ou a produção de gado, com especial incidência e manifestação em festas, mitos, cerimónias e ritos religiosos comemorativos, realizados normalmente nos Solstícios, preferencialmente no Solstício de Inverno.
A corporização mais comum destes Deuses de renovação e de fecundidade é feita em relação ao Sol, símbolo perfeito da sucessão regular e infalível dos dias e das estações do ano, quer seja adorado como um Deus em si, e em praticamente todas as civilizações conhecidas, das Américas Central e do Sul, ao Egipto, passando pela Suméria ou Mesopotâmia, quer também através de outros Deuses «solares», como o Deus-faraó egípcio Amenófis IV, que reinstalou o culto de Áton (Sol) e mudou mesmo o seu nome para Aquenáton, ou como Deuses que resultam da antropomorfização do Sol, como os Deuses Hórus, Mazda, Mitra, Adónis, Dionísio, Krishna, etc.
Destes Deuses, um merece especial referência: Mitra.

Mitra é um dos principais Deuses iranianos (anteriores a Zaratustra), simbolizado com uma cabeça de Leão (representação típica dos Deuses solares) e conhecem-se manifestações do seu culto já com mais de mil anos antes do nascimento de Cristo.

Mais tarde os romanos adoptaram o seu culto e incluíram-no mesmo no seu panteão.
Enquanto divindade, as funções de Mitra eram carregar com a iniquidade e os males da Humanidade e expiar os pecados dos homens.

Mitra era também visto como meio de distinção entre o bem (Ormuzd) e o mal (Ahriman), como fonte de luz e sabedoria e estava ainda encarregue de manter a harmonia no mundo e de proteger todos os homens.
A mitologia do Deus Mitra tinha-o como um «enviado», ou um Messias, que voltaria ao mundo para julgar toda a humanidade.

Sem ser o Sol propriamente dito, Mitra era tido como seu representante, sendo invocado como o próprio Sol nas cerimónias do seu culto, onde era tido como espiritualmente presente no interior de uma custódia, por isso colocada em lugar de especial destaque.
Todos os Deuses solares depois de expiarem os pecados dos homens acabam por morrer de morte violenta, acabando depois por ressuscitar ao fim de três dias e de ascender aos Céus ou ao Paraíso.
Hórus morre em luta com o mal, corporizado no seu irmão Seth (identificado com Satanás), que o coloca num túmulo escavado numa rocha, ressuscitando ao fim de três dias para subir ao Paraíso.

O Deus hindu Xiva sacrifica-se pela humanidade, e morre ao ingerir uma bebida corrosiva que causaria a destruição e a morte de todo o mundo, acabando também por ressuscitar ao fim de três dias.

O Deus Baco foi também assassinado, tendo ressuscitado três dias depois, através dos seus pedaços recolhidos por sua mãe.

O mesmo acontecia aos Deuses Ausónio, Adónis ou Átis, que morriam para salvar os homens ou expiar os seus pecados e acabavam por ressuscitar ao fim de três dias.
E todos eles a 25 de Dezembro.
Uma vez mais, um dos mais famosos «ressuscitados» é Jesus Cristo, embora este tenha ressuscitado em metade do tempo dos restantes Deuses, talvez somente um dia e meio depois, embora a sua mitologia continue a mencionar os três dias.
Ou seja: a figura de Jesus Cristo, e toda a religião e mitologia cristã, foram construídos com base num modelo pagão dos deuses solares que então se conheciam.

A própria escolha da data de 25 de Dezembro para comemoração do nascimento de Jesus Cristo é disso um inequívoco exemplo.
Aliás, esse dia 25 de Dezembro (o dia das festividades dos Deuses Mitra, Baal e Baco) só foi adoptado pela Igreja Católica já no século IV, por decisão do Papa Libério, com o óbvio objectivo de “cristianizar” os cultos solares, então ainda muito populares e difundidos e de os fazer confundir e “absorver” pelos próprios ritos cristãos, dada até a proximidade com a data do Solstício de Inverno – data da “morte” do Sol no horizonte – e a data em que o Sol “ressuscita” e se eleva novamente horizonte três dias depois, exactamente no dia 25 de Dezembro.

Merece especial referência o facto de todos esses Deuses solares serem representados fisicamente com a cabeça rodeada de um disco ou uma auréola amarela, como ainda hoje acontece com os Deuses e até com os santos católicos.

Aliás os próprios imperadores romanos que governaram no auge do culto destes deuses solares faziam-se representar devidamente aureolados, por exemplo nas moedas que mandavam cunhar.
O imperador Constantino, a quem se deve a criação da Igreja Católica Apostólica Romana (e que nunca se converteu ao cristianismo, antes o tendo adoptado como religião oficial do império, sem nunca proibir as restantes, para melhor o unificar), mandava realizar regularmente sacrifícios em honra do Sol e as moedas que mandou cunhar continham a inscrição «Soli Invicto Comiti, Augusti Nostri».
Não obstante a oficialização do cristianismo no seu império, Constantino manteve a obrigatoriedade de as suas tropas rezarem e prestarem culto ao Deus Sol todos os Domingos, isto é, «O Dia do Sol».

Também neste dia do Sol se pode ver a óbvia influência destes cultos na formação dos ritos católicos, com a mudança do «Sétimo Dia» ou «Dia do Senhor» bíblico do Sábado para o Domingo, uma vez mais com o objectivo de fazer “absorver” as festividades e os ritos solares, nem que para isso se tenha tido de “aldrabar” a própria redacção de um dos mandamentos trazidos por Moisés do cimo da montanha.
Como se não bastasse a óbvia coincidência ritualística dos cultos solares com os cultos cristãos, como a morte violenta e ressurreição três dias depois, da presença física do Deus na custódia, no nascimento de uma mulher virgem, do «Dia do Senhor» como «Dia do Sol» (Sunday, em inglês), da auréola solar a coroar as divindades, da designação e da forma radiada do chapéu dos bispos católicos, ou «mitra», é precisamente com este Deus Mitra que se dá o mais curioso aproveitamento dos ritos e cultos solares por parte da Igreja Católica.
De facto, segundo a sua mitologia, muito popular por volta de 1.000 a.C., Mitra nasceu de uma virgem; nasceu no dia 25 de Dezembro; nasceu numa cova ou numa gruta; foi adorado por pastores; foi adorado por três magos ou sábios 12 dias depois do seu nascimento, a 6 de Janeiro, que interpretaram o aparecimento de uma estrela no céu como anúncio do seu nascimento, pregou incansavelmente entre os homens a sua mensagem de bem por oposição ao mal; fez milagres para gáudio dos que o seguiam; foi perseguido; foi morto; ressuscitou ao terceiro dia; o rito central do seu culto passava pela distribuição de pão e vinho entre os iniciados presentes, numa forma de eucaristia de composição e fórmula em tudo idênticas à que a Igreja Católica viria a adoptar.

Já na mitologia de Hórus, que teve o seu auge cerca de 2.000 aC., se passa exactamente mesma coisa. Hórus é filho de Osiris e de Isis, a sua mãe virgem que engravidou de um espírito com a forma de um falcão, com a curiosidade ainda de ter um pai terreno com a profissão de carpinteiro. Também foi traído, torturado e morto, ressuscitando ao terceiro dia, o mesmo dia 25 de Dezembro.

Em suma:

Independentemente da bebedeira consumista que se apodera das pessoas, o que actualmente se comemora como o nascimento de Deus, na forma de «Deus Filho», ou de «Menino Jesus» (como se sabe, um dos Deuses da Mitologia cristã), não é mais do que a apropriação de um culto pagão, de um «Deus Solar», como tantos houve durante a História dos Homens.
Para um católico, dir-me-ão, este aproveitamento ritualístico será irrelevante, na medida em que o seu significado mítico ou simbólico, qualquer que seja a forma ou a data em que se realiza, continuará sempre a ser (actualmente) o nascimento de Jesus Cristo, como referi um dos (muitos) Deuses da mitologia cristã.

É certo.

Mas é também certo que esta apropriação existiu de facto, e o seu significado como fenómeno antropológico não pode ser ignorado.

Como também não pode ser ignorado, ainda assim, o manifesto significado simbólico, mítico e até místico dessa mesma apropriação.
Até por que uma coisa mais terá de ser realçada, essa sim, talvez a que contenha uma maior valoração simbólica deste aproveitamento e apropriação ritualísticos:

– É que, como não podia deixar de ser, toda esta transformação e apropriação foram feitas sob a égide de um Papa, mais exactamente do Papa Libério (352-366) e sob a força legislativa e fortemente repressiva do Imperador Constâncio II que, com mão de ferro e com uma ferocidade inaudita e que ficou na História, as impôs pela força das armas.
E assim, uma vez mais, vemos que também o ritualismo desta nova mitologia cristã, mesmo esta que se refere ao próprio nascimento do seu Deus, deste «Menino Jesus» deitado nas palhinhas, uma vez mais teve de ser impiedosamente imposta aos Homens pela força.

Obviamente depois do conveniente e costumeiro… banho de sangue…

68 thoughts on “A Mitologia do Natal”
  • JoaoC

    O Demónio foi precipitado no Inferno e começou a sua acção diabólica no mundo muito antes das “mitras”, “thors” e “zoroastras”.

    Como Anjo revoltado, rebelde e inimigo de Deus, coube-lhe, estupidamente (mas pelos vistos, com algum sucesso entre ignorantes antigos e recentes idiotas), inventar e disseminar no mundo esses deuses pagãos mitológicos (demónios), com uma história parecida com aquela que futuramente iria ser a história da salvação do mundo e, consequentemente, a sua ruína.

    Querendo descredibilizar o futuro Cristianismo, e assim diminuir a aderência a este e que se perdesse, assim, maior número de almas, o autor do Mal e pai da mentira, inventou e espalhou estas mitologias. Mais recentemente, inventou e espalhou a falsa religião de outro demónio – que os islamitas chama de Alá – visto o paganismo quase ter sido erradicado da face da terra (infelizmente, a ressurgir em alguns pontos do globo).

    Então, fica desmascarada a fraude das falsas religiões e das mitologias antigas que, apesar de serem anteriores ao Cristianismo, são e foram criação do Mal.´

    Nada de novo portanto…

    • Anónimo

      Eu conheço essa “estória”. Chama-se “mimetismo diabólico”. Incapaz de contra-argumentar contra factos, a ICAR desatou a berrar que o cornudo blá-blá-blá.
      O que é grave é haver idiotas que acreditam.

    • Anónimo

      Eu conheço essa “estória”. Chama-se “mimetismo diabólico”. Incapaz de contra-argumentar contra factos, a ICAR desatou a berrar que o cornudo blá-blá-blá.
      O que é grave é haver idiotas que acreditam.

    • jmc

      vai contra o que eu acredito
      foi o demo

      nada de novo portanto…

    • Pedro Soares

      Eu acho que o JoaoC não passa de um ateu disfarçado que para aqui vem mandar umas graçolas fazendo-se passar por crente.
      Não podem haver pessoas como ele! Se as há… Bem adoraria conhece-las.
      Devem usar fatos de flanela, com caspa nos ombros e a cheirar a naftalina! 😉
      Genial… 🙂

      Cumprimentos!

    • Muhammad

      Vai tomar no olho do seu cú!
      Islamismo e Judaísmo são as únicas religições monoteístas do mundo!

    • Muhammad

      Vai tomar no olho do seu cú!
      Islamismo e Judaísmo são as únicas religições monoteístas do mundo!

    • Muçulmano

      Esse João ainda vive nas obscuras noites das Cruzadas e das Inquisições, e o pior é que ele ainda lê Maleus Maleficarum… merecia ser morto com uma cruz enfiada bem no meio do ânus juntinho com seu PAPA-Dajjal-Iluminatus Pontifex Lucifericus!

      O Islam vai dominar o mundo!

    • Muçulmano

      Esse João ainda vive nas obscuras noites das Cruzadas e das Inquisições, e o pior é que ele ainda lê Maleus Maleficarum… merecia ser morto com uma cruz enfiada bem no meio do ânus juntinho com seu PAPA-Dajjal-Iluminatus Pontifex Lucifericus!

      O Islam vai dominar o mundo!

    • Ingredegatinhadojua

      gostei do q vc escreveu ; )

  • Molochbaal

    Isto já parece o filme do exorcista.

    Portanto, nove décimos da humanidade é demoníaca e animalesca, só tu é que és uma grande coisa. Isto porque acreditasm mais na mitologia X do na mitologia Y, o que automaticamente faz de ti um génio.

    Entretanto confirma-se. Vocês não respeitam nada nem ninguém. Mas já exigem muito respeito quando se trata de vocês.

    Andas muito ofendido quando os ateus gozam com a virgem, mas depois já tratas todas as outras tradições religiosas de demoníacas. Realmente mereces um respeito do caralho. Isto é, respeito muito as imagens da virgem, pelo seu valor cultural e espiritual, mas crentes do teu género a única coisa que mereciam era prisão pela falta de respeito que mostram pelos outros.

  • Molochbaal

    Isto já parece o filme do exorcista.

    Portanto, nove décimos da humanidade é demoníaca e animalesca, só tu é que és uma grande coisa. Isto porque acreditasm mais na mitologia X do na mitologia Y, o que automaticamente faz de ti um génio.

    Entretanto confirma-se. Vocês não respeitam nada nem ninguém. Mas já exigem muito respeito quando se trata de vocês.

    Andas muito ofendido quando os ateus gozam com a virgem, mas depois já tratas todas as outras tradições religiosas de demoníacas. Realmente mereces um respeito do caralho. Isto é, respeito muito as imagens da virgem, pelo seu valor cultural e espiritual, mas crentes do teu género a única coisa que mereciam era prisão pela falta de respeito que mostram pelos outros.

  • Andreia_i_s

    Luís Grave Rodrigues:

    Muitos parabéns pelo seu texto 🙂

  • Andreia_i_s

    Luís Grave Rodrigues:

    Muitos parabéns pelo seu texto 🙂

  • Anónimo

    Luís Grave Rodrigues: saltou direitinho para o meu blogue.
    Em http://blogdozemoreira.blogspot.com

  • Alguem

    Gostei muito do texto mas como ateu que sou, que necessita de fundamentação para tudo, gostava de saber as fontes bibliográficas.

    • Elmano1948

      Recomendo por exemplo: George Minois – História do Ateísmo e Fernand Braudel – Memórias do Mediterrâneo. Há ainda uma série de vários livros sobre a História das Religiões, cujo autor não recordo agora, que descreve todas as mitologias desde a Pré-História. Por vezes somos também surpreendidos ao ler Romances ficcionados a partir da História, onde encontramos referências cruzadas a várias religiões que os icaristas consideram pagãs. Ao ler o romance TAI-PAN de James Clavel, confirmei que os povos nórdicos também tiveram deuses próprios. E que Thor era para eles exactamente o que Jesus representa para os cristãos. Era filho do deus ODIN. Neste livro são ainda abordadas as crenças asiáticas baseadas no Budismo, Confucionismo e outros.

    • 1atento
      • lucas

        Zeitgeist tem muita informaçao errada, nao acredite em tudo que voce viu no filme

      • jmc

        advertência para estes “filmes”: já vi o zeitgeist 1 e 2 e não me fiava muito neles…

        para o autor ou autores, a nível de controvérsia tudo o que vem à rede é peixe, verdadeiro ou falso.
        não está 100% errado. está também longe de ser 100% certo.

  • Anónimo

    excelente
    muito bom!…

    estou a pensar colocar amanhã no meu blogue: http://republicadassantasbicicletas.wordpress.com/

    se não houver inconveniente da vossa parte
    claro

  • Pedro Soares

    Muito, muito bom!
    Parabéns pelo texto.

    Cumrpimentos

  • antoniofernando

    “Aparecem então como filhos de mães virgens tanto Deuses como grandes personagens, como os imperadores Chin-Nung, da China, ou Sotoktais do Japão, ou como os Deuses Stanta, na Irlanda, Quetzalcoatl do México, Vixnu da Índia, Apolónio de Tiana da Grécia, Zaratustra da Pérsia, Thot do Egipto, ou como Buda, Krishna, Confúcio, Lao Tsé, etc., etc.”

    Luís Grave Rodrigues

    1-O pai de Buda foi o rei Suddhodana, líder do clã Shakya, cuja capital era Kapilavastu, e que foi posteriormente anexada pelo crescente reino de Kosala durante a vida de Buda. Gautama era o
    nome de família. Sua mãe, rainha Maha Maya e esposa de Suddhodana, era uma princesa Koliyan. Buda nunca foi visto como qualquer ser divino. Aliás, O Budismo não é teísta nem ateísta. Simplesmente não discute a existência ou não de Deus.Onde, em concreto, consta que nascera de uma virgem ?

    2-Apolónio de Tiana nasceu em Tiana, Capadócia, e foi um filósogo pitagórico grego, discípulo de Pitágoras.Não conheço nenhuma fonte que afirme que nascera de uma virgem.

    3- Confúcio foi também personagem histórica, nascida em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Segundo algumas fontes antigas, teria nascido em 552 a.C. O túmulo de Confúcio encontra-se identificado em Qufu, Província de Shandong, China.Onde está a referência concreta que nascera de uma virgem ?

    4-Krishna terá nascido em Krishnajanmabhoomi,8º filho de filho da princesa Devaki e do marido Vasudeva. Virgem após o 7º filho é um ” bocado” difícil de conceber.

    5- “etc e etc” deviam ser irmãos siameses. Mas também não consta que tenham nascido de virgens…

    • Molochbaal

      Caro nacional-porcalhão

      Podes revolver-te à vontade como lombriga que és.

      O facto de esta ou aquela tradição poder ser posta em causa não invalida o principal sublinhado pelo autor.

      Todos sabemos perfeitamente que o conceito de um deus que veio para nos salvar, que morreu por nós e que voltou a ressuscitar, que por vezes nasceu mesmo de uma virgem ou por uma mulher fecundada por meios “maravilhosos” e não sexuais, que obrava milagres curando doenças e ressuscitando mortos, era uma espécie de moda quando todos esses atributos foram atribuídos a jesus.

      Se existiam deuses exactamente iguais ou se o jesus mítico foi uma criação amalgamante em que foram buscar elementos a várias tradições pouco importa. O essencial é que os traços essenciais posteriormente atribuídos ao jesus mítico eram comuns muito antes do seu aparecimento.

  • antoniofernando

    “De facto, segundo a sua mitologia, muito popular por volta de 1.000 a.C., Mitra nasceu de uma virgem; nasceu no dia 25 de Dezembro; nasceu numa cova ou numa gruta; foi adorado por pastores; foi adorado por três magos ou sábios 12 dias depois do seu nascimento, a 6 de Janeiro, que interpretaram o aparecimento de uma estrela no céu como anúncio do seu nascimento, pregou incansavelmente entre os homens a sua mensagem de bem por oposição ao mal; fez milagres para gáudio dos que o seguiam; foi perseguido; foi morto; ressuscitou ao terceiro dia; o rito central do seu culto passava pela distribuição de pão e vinho entre os iniciados presentes, numa forma de eucaristia de composição e fórmula em tudo idênticas à que a Igreja Católica viria a adoptar.”

    Luís Grave Rodrigues

    E onde se encontra a fonte concreta desses relatos atribuídos a Mitra ? Em que livros ? Em que documentos ? Em que exacta tradição oral ?…

  • antoniofernando

    E quanto a Horus, a mesma questão:

    Quais as fontes concretas, de onde Luís Grave Rodrigues, extraiu as alegadas semelhanças entre a mitologia de Horus e Jesus Cristo ?…

  • antoniofernando

    Renato Groger desenvolveu uma argumentação muito bem elaborada, comparando os mitos de Horus e Osiris com a vida de Jesus Cristo, chegando às seguintes principais conclusões:

    1- Dentro da bibliografia pesquisada para este artigo, uma leitura das obras que apresentam
    o Jesus divino do cristianismo como derivando do mito osiriano (desde Massey no
    século 19, até, por exemplo, Tom Harpur, que ainda vive nos dias atuais), revela uma característica marcante em todas elas: a quase total ausência de referências às fontes
    documentais originais”;

    2-Sendo assim, o presente estudo permite concluir que a veracidade histórica dos
    eventos narrados nos quatro evangelhos do Novo Testamento acerca da vida de Jesus
    Cristo, adorado como Deus pelos cristãos durante os últimos 2 mil anos de história, não
    pode ser contraditada com base na comparação entre esses eventos e a mitologia egípica”

    http://www.kerygma.unasp-ec.edu.br/artigo9_02.pdf

    • jmc

      caro antoniofernando

      enter tantissimos links este aqui interessou-me porque até poderia ser uma argumentação interessante
      depois comecei a ler. não sei se fez o mesmo, já que só colocou as conclusões a que o autor (pastor (no sentido cristão, acho, não especifica), jornalista, professor de ética cristã) chegou

      em qualquer caso, cá vão os seus principais argumentos contra a ligação osiris-jesus (não cheguei a ver horus, sem tempo):

      1. osiris não pode ser comparado com jesus porque na mitologia politeista egípcia ele é filho de um deus menor. portanto se os deuses não estão ao mesmo nível, já não conta.

      2. osiris era antes de morrer o 1º faraó do egipto e jesus nasceu na pobreza e modestia. ouvi dizer que jesus também era considerado o “rei dos judeus” ou coisa assim

      3. osiris é enganado e assassinado pelo seu irmão. jesus é assassinado pelo seu discípulo, mas sabia-o (ou dizia saber).
      quanto a soteriologia, pelo que percebi osiris faz o julgamento dos mortos, e jesus… salva a humanidade do pecado original de adão e depois faz o julgamento dos mortos. ok, demorei um bocado aqui mas acho que percebi a diferença.

      4. no livro dos mortos não diz que a alma se pode perder por ocasião do juízo. no novo testamento tem as instruções todas a seguir para se ir para o paraíso… não sei, antes dizia que anubis pesava as obras da alma numa balança em frente a osiris, agora parece que não há juízo, não percebi bem.

      [argumento não numerado]. [após questionar as capacidades do professor de mitologia comparada que faz o argumento] isis (mãe de osiris) transforma-se em pomba e sobrevoa o sarcófago de osiris, que um autor disse ser semelhante à coisa de o espirito santo ser uma pomba que sobrevoou sobre jesus no seu baptismo. diz que a analogia é fraca. é capaz… também há aquela coisa de o baptismo ser “morte para o mundo, vida em jesus”, i.e., morte do mundo material e vida no mundo espiritual, um rito de passagem, etc. mas mortes metafóricas se calhar não contam

      e pronto… é um artigo giro, muito pouco enviesado…

      p.s.: menos spam sff

  • antoniofernando

    Jesus de Nazaré,Mito ou Realidade ?

    http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=21100

  • antoniofernando
  • antoniofernando

    Jesus de Nazaré será Jehoshua Ben-Pandira, como afirma Gerald Masey ou Yeshu Ben Yossef como contrapõe o insuspeito blogue judaico-messiânico ” Torat Yeshua” ?

    A tese de Gerald Masey está completamente errada. Conclui que Jesus de Nazaré foi uma personagem mítica, confundindo-o, porém, com Jehoshua Ben-Pandira, quando Jesus de Nazaré só poderia ser referenciado por Yeshu Ben Yossef,

    Esta a tese de Gerald Massey:

    1ª “Eu então aceitei os Evangelhos Canônicos como contendo uma história
    humana verdadeira, e assumi, como outros fazem, que a história provava a si
    mesma. Descobrindo que Jesus, ou Jehoshua Ben-Pandira, foi uma figura
    histórica, conhecida no Talmude, eu cometi o erro comum de supor que isso
    provava a existência do Jesus encontrado retratado nos Evangelhos
    Canônicos. Mas depois que vocês ouvirem minha história, e pesarem as
    evidências agora pela primeira vez coletadas e apresentadas ao público, vocês
    não vão se maravilhar que eu tenha mudando meu ponto de vista, ou que eu
    seja impelido a contar a verdade aos outros, como ela agora aparece para mim
    mesmo; embora eu seja apenas capaz de sumarizar aqui, na maneira mais
    breve possível, alguns dos fatos que eu tenha lidado exaustivamente em
    outras ocasiões.
    A existência pessoal de Jesus como Jehoshua Ben-Pandira pode ser
    reconhecida sem sombra de dúvida. Um registro afirma que, de acordo com a
    tradição judaica genuína, “aquele homem (que não é nomeado) foi discípulo de
    Jehoshua Ben-Perachia.” Também diz, “Ele nasceu no quarto ano do reinado
    do rei judeu Alexandre Jannaeus, ao contrário das declarações de seus
    seguidores de que ele nasceu no reinado de Herodes”. Isso seria mais do que
    um século mais cedo do que a data atribuída ao Jesus dos Evangelhos!”

    ( Gerald Massey, em “O Jesus Histórico e o Crístico Mítico”)

    Agora comparem o erro crasso da tese de Geral Massey com a contra-tese que claramente a refuta:

    2ª-http://toratyeshua.blogspot.com/2007/08/o-talmud-x-yeshua.html

  • antoniofernando

    Jesus de Nazaré será Jehoshua Ben-Pandira, como afirma Gerald Masey ou Yeshu Ben Yossef como contrapõe o insuspeito blogue judaico-messiânico ” Torat Yeshua” ?

    A tese de Gerald Masey está completamente errada. Conclui que Jesus de Nazaré foi uma personagem mítica, confundindo-o, porém, com Jehoshua Ben-Pandira, quando Jesus de Nazaré só poderia ser referenciado por Yeshu Ben Yossef,

    Esta a tese de Gerald Massey:

    1ª “Eu então aceitei os Evangelhos Canônicos como contendo uma história
    humana verdadeira, e assumi, como outros fazem, que a história provava a si
    mesma. Descobrindo que Jesus, ou Jehoshua Ben-Pandira, foi uma figura
    histórica, conhecida no Talmude, eu cometi o erro comum de supor que isso
    provava a existência do Jesus encontrado retratado nos Evangelhos
    Canônicos. Mas depois que vocês ouvirem minha história, e pesarem as
    evidências agora pela primeira vez coletadas e apresentadas ao público, vocês
    não vão se maravilhar que eu tenha mudando meu ponto de vista, ou que eu
    seja impelido a contar a verdade aos outros, como ela agora aparece para mim
    mesmo; embora eu seja apenas capaz de sumarizar aqui, na maneira mais
    breve possível, alguns dos fatos que eu tenha lidado exaustivamente em
    outras ocasiões.
    A existência pessoal de Jesus como Jehoshua Ben-Pandira pode ser
    reconhecida sem sombra de dúvida. Um registro afirma que, de acordo com a
    tradição judaica genuína, “aquele homem (que não é nomeado) foi discípulo de
    Jehoshua Ben-Perachia.” Também diz, “Ele nasceu no quarto ano do reinado
    do rei judeu Alexandre Jannaeus, ao contrário das declarações de seus
    seguidores de que ele nasceu no reinado de Herodes”. Isso seria mais do que
    um século mais cedo do que a data atribuída ao Jesus dos Evangelhos!”

    ( Gerald Massey, em “O Jesus Histórico e o Crístico Mítico”)

    Agora comparem o erro crasso da tese de Geral Massey com a contra-tese que claramente a refuta:

    2ª-http://toratyeshua.blogspot.com/2007/08/o-talmud-x-yeshua.html

  • Troll Ateu Verdadeiro

    A festividade do solstício, menos importante do que a do equinócio, por sinal, nada tem a ver com o Natal.
    Nem coincidem na data. O solstício tem uma data astronómica fixa e era perfeitamente conhecido na antes do nascimento de Jesus.

    Assombroso é que se diga que, antes de Cristo, se comemoravam a data do nascimento de alguns deuses no dia 25 de Dezembro.
    Chega este facto para perceber que o articulista escreve uma infinidade de barbaridades.
    O calendário, tal como hoje o temos, não exista nas culturas que o articulista refere.
    A contagem do tempo era feita pelo ciclo astronómico. Daí advém a importância dada aos astrónomos.

    O mês lunar e o ano ano lunar ou baseando noutros astros, como acontece ainda hoje em algumas culturas (chinesa, por exemplo), se comparado com o “calendário da Era de Cristo”, demonstra que não era possível confundir as Solstício com Natal, nem se comemorava nenhum nas nascimento no dia 25 de Dezembro (que nem sequer existia).
    Junta-se a isto o facto se ser completamente falsas as afirmações sobre Mitra, por exemplo. Completamente falsas!
    Aliás, nem há grandes certezas se Mitra e Mithariha não são a mesma coisa, e se era “um deus” ou “uma deusa”.
    O nascimento de Mitra era comemorado o dia do plenilunio seguinte ao solstício, que não era uma data fixa. Recordemos que não existia um calendário.

    Os romanos, no seu esforço de organizar o império, adoptaram dias fixos para determinados eventos, fazendo cumprir tais preceitos. Incluindo, mais tarde, para a igreja católica. Mas, ainda hoje há vestígios dessa forma de contagem do tempo no calendário liturgico católico: “as cinzas” e a “Páscoa” são disso exemplos.
    Estes factos não ligam o cristianismo ao paganismo, mas sim a marcação litúrgica a um calendário que a tradição, felizmente, perpetuou.

    A confusão entre mitologia e religião é uma característica da “pré-razão”, há muito enterrada. Tal confusão reside ainda na mente de algumas seitas e de pessoas com baixa (ou nula) formação.

    O mito visava responder, de forma humanamente construída, a fenómenos e factos da realidade.
    O mito da Caverna, o mito de Prometeu, etc. nada tem a ver com religião. As religiões não visam explicar como um átomo se electriza, nem como dois corpos em movimento se deslocam a velocidades diferentes. Isso acabou no dia em que, felizmente, separaram as pessoas que sabem o que dizem daqueles que dizem o que lhes convém, usando de má-fé para atingir os seus objectivos, como o actual articulista.

    O maior marco da Humanidade – o nascimento de Cristo – que está na origem na nossa Era e do desenvolvimento da cultura ocidental, confirma a frase “ a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!”

    • Molochbaal

      “O mito visava responder, de forma humanamente construída, a fenómenos e factos da realidade.
      O mito da Caverna, o mito de Prometeu, etc. nada tem a ver com religião. As religiões não visam explicar como um átomo se electriza, nem como dois corpos em movimento se deslocam a velocidades diferentes. Isso acabou no dia em que, felizmente, separaram as pessoas que sabem o que dizem daqueles que dizem o que lhes convém, usando de má-fé para atingir os seus objectivos, como o actual articulista.”

      Claro. É evidente.

      Dizer que foi Jupiter ou Baal-Pegor que criou o mundo e a forma como os átomos se movem é COMPLETAMENTE diferente que dizer que foi Deus pai e o menino jesus que fizeram exactamente a mesma coisa.

      São coisa COMPLETAMENTE diferentes embora sejam excatamente a mesma coisa.

      Só porque porque tu queres…

  • antoniofernando

    JESUS DE NAZARÉ – O ” MITO”

    “Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas” ( Flávio Josefo Antiquidades, VIII, III )

    “Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infracção à lei, entregou-os para serem apedrejados” ( Flávio Josefo,Antiguidades,20.9.1)

    “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:18,19)

    “Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela” (Tácito, Anais , XV, 44 trad. 1 pg. 311; 3)”

    “Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina. (…) E o consideraram como protector e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto.(…) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos, que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e
    voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma que vez que eles haviam transgredido, negando os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado vivendo sob suas leis” ( Luciano de Samostata,Passagem do Peregrino, 11 e 13)

    “…o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo (…) Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou” ( Luciano de Samostata,O Peregrino Passageiro).

    “Os Cristãos, vocês sabem, adoram um homem neste dia — a distinta personagem que lhes apresentou suas cerimônias, e foi crucificado por esta razão” (Luciano de Samosata, A Morte do Peregrino, 11-13)

    “Os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer” (Plínio,Epístolas X,96)

    “Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol – o que me parece ilógico (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu)” ( Júlio Africano)

    “Flêgão mencionou o eclipse que aconteceu durante a crucificação do Senhor Jesus Cristo e não algum outro eclipse; está claro que ele não tinha conhecimento, a partir de suas fontes, de qualquer eclipse (semelhante) que tivesse anteriormente ocorrido… e isso se vê nos próprios relatos históricos sobre Tibério César”

    “… no museu britânico um interessante manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita um pouco depois de 73 A.D., embora não possamos precisar a data. Esta carta foi enviada por um sírio de nome Mara Bar-Serapião a seu filho Serapião. Na época Mara Bar-Serapião estava preso, mas escreveu para incentivar o filho na busca de sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça. Ele dá o exemplo de Sócrates, Pitágoras e Cristo” ( F. Bruce, Museu Britânico)

    “Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado” ( Mara Bara – Serapião)

    “as palavras “’trespassaram meus pés e mãos’ são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos ‘Atos’ que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos” ( Justino, O Mártir)

    “Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo. O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos” Tertuliano,Apologia, V.2)

    “Na véspera da Páscoa, eles penduraram Yeshu (de Nazaré), sendo que o arauto esteve diante dele por quarenta dias anunciando (YESHU DE NAZARÉ) vai ser apedrejado por ter praticado feitiçaria e iludido e desencaminhado o povo de Israel. Todos os que saibam alguma coisa em sua defesa que venham e suplique por ele. Mas nada encontraram em sua defesa e ele foi PENDURADO NA VÉSPERA DA PÁSCOA” ( Talmude,Sinédrio da Babilônia,43a)

    “Mestre, tu deves ter ouvido uma palavra de minuth (heresia); essa palavra deu-te prazer, e foi por isso que foste preso. Ele (Eliezer) respondeu: Akiba, tu fizeste-me recordar o que se passou. Um dia que eu percorria o mercado de Séforis, encontrei lá um dos discípulos de Jesus de Nazaré; Tiago de Kefar Sehanya era o seu nome. Ele disse-me: Está escrito na vossa lei (Deuteronômio 23.18): ‘Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à casa do Senhor teu Deus por qualquer voto…’ Que fazer dele? Será permitido usá-lo para construir uma latrina para o Sumo Sacerdote? E eu não respondi nada. Disse-me ele: Jesus de Nazaré ensinou-me isto: o que vem de uma prostituta, volte à prostituta; o que vem de um lugar de imundícies, volte ao lugar de imundícies.’ Esta palavra agradou-me, e foi por tê-la elogiado que fui preso como Minuth (herege)” ( Talmude)

    “Abgar, toparca da cidade de Edessa, a Jesus Cristo, o excelente médico que surgiu em Jerusalém, salve! Ouvi falar de ti e das curas que realizas sem remédios. Contam efetivamente que fazes os cegos ver, os coxos andar, que purificas os leprosos, expulsas os demônios e os espíritos imundos, curas os oprimidos por longas doenças e ressuscitas os mortos. Tendo ouvido falar de ti tudo isso, veio-me a convicção de duas coisas: ou que és Filho daquele Deus que realiza estas coisas, ou que és o próprio Deus. Por isso escrevi-te pedindo que venhas a mim e me cures da doença que me aflige e venhas morar junto a mim. Com efeito, ouvi dizer que os judeus murmuram contra ti e te querem fazer mal. Minha cidade é muito pequena, é verdade, mas honrada e bastará aos dois para nela vivermos em paz” ( Carta de Anan, secretário do Rei Abgar, GHARIB, Os Ícones de Cristo, p.43)

  • antoniofernando

    PROCESSO DE CRISTO :

    “No ano dezanove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro da Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo
    governador da Judéia QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente na Baixa Galiléia, HERODES ANTIPAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do Templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME E SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente – EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arquiresidência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus chamado pela plebe – CRISTO NAZARENO – e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica – contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI de ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores , e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAIM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BAN BASU, LARÉ PETUCULANI. Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LUCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO””

    ( documento existente no “Archivo General de Simancas”, em Espanha)

    • Rui-fo03

      Desconhecia de todo.
      Obrigado pela citação.

      Vejo ser uma pessoa que sabe sustentar as suas teses em fontes variadas.
      Excelente.

  • antoniofernando

    EVIDÊNCIAS ARQUEOLÓGICAS DOS EVANGELHOS

    (1) No Evangelho segundo S. João, encontram-se mais vinte localidades concretas do tempo de Jesus de Nazaré.

    (2) Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada pelos Evangelhos. Por quê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas, na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo prof. Avi Jonah tinha encontrado nas ruinas de Cesareia Marítima uma placa gravada em hebreu, datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré.

    (3) Encontrou-se em Jerusalém, a “piscina dos cinco pórticos”, a piscina de Bethesda, perto da porta das Ovelhas, que os críticos pensaram ser realidade mítica.

    (4) Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha. Esse espaço lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de dezoito séculos, arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruinas de Cesaréia Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exato: praefectus.

    (5) São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais que somente nos nossos dias que a arqueologia foi comprová-la.

    (6) São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás; todos confirmados historicamente (Lc 2,1;3,1).

    (7) A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do NT (Jo 2.6)

    (8) A Arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (Jo 4:6)

    (9) A arqueologia confirma a correcta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (Jo 5.2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exactamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70.

    (10) A arqueologia confirmou a existência e a localização do tanque de Siloé (Jo 9.7)

    (4) Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha. Esse espaço lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de dezoito séculos, arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruinas de Cesaréia Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exato: praefectus.

    (5) São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais que somente nos nossos dias que a arqueologia foi comprová-la.

    (6) São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás; todos corretamente e confirmados historicamente (Lc 2,1;3,1).

    (7) A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do NT (Jo 2.6)

    (8) arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (Jo 4:6)

    (9) A arqueologia confirma a correta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (Jo 5.2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exatamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70.

    (10) A arqueologia confirmou a existência e a localização do tanque de Siloé (Jo 9.7)

    (2) Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada pelos Evangelhos. Por quê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas, na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo prof. Avi Jonah tinha encontrado nas ruinas de Cesareia Marítima uma placa gravada em hebreu, datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré. Fodas as teorias montadas para provar que os evangelistas teriam inventado a localidade de Nazaré, porque esta palavra tinha um alcance simbólico, caíram à água.

    (3) Encontrou-se em Jerusalém, a “piscina dos cinco pórticos”, a piscina de Bethesda, perto da porta das Ovelhas, que os críticos pensaram ser uma realidade mítica.

    (4) Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha. Esse espaço lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de dezoito séculos, arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruinas de Cesaréia Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exato: praefectus.

    (5) São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais que somente nos nossos dias que a arqueologia foi comprová-la.

    (6) São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás; todos corretamente e confirmados historicamente (Lc 2,1;3,1).

    (7) A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do NT (Jo 2.6)

    (8) arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (Jo 4:6)

    (9) A arqueologia confirma a correta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (Jo 5.2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exatamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70.

    (10) A arqueologia confirmou a existência e a localização do tanque de Siloé (Jo 9.7)(1) No Evangelho segundo S. João, considerado o mais espiritual e, portanto, o menos concreto, menos preciso, mais afastado dos tempos e dos locais, encontramos o nome de mais vinte localidades concretas do que nos outros três evangelistas. Um certo número destas localidades desapareceram completamente e puderam ser identificadas. Só recentemente os historiadores puderam provar a sua existência.

    (2) Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada pelos Evangelhos. Por quê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas, na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo prof. Avi Jonah tinha encontrado nas ruinas de Cesareia Marítima uma placa gravada em hebreu, datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré. Fodas as teorias montadas para provar que os evangelistas teriam inventado a localidade de Nazaré, porque esta palavra tinha um alcance simbólico, caíram à água.

    (3) Encontrou-se em Jerusalém, a “piscina dos cinco pórticos”, a piscina de Bethesda, perto da porta das Ovelhas, que os críticos pensaram ser uma realidade mítica.

    (4) Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha. Esse espaço lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de dezoito séculos, arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruinas de Cesaréia Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exato: praefectus.

    (5) São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais que somente nos nossos dias que a arqueologia foi comprová-la.

    (6) São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás; todos corretamente e confirmados historicamente (Lc 2,1;3,1).

    (7) A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do NT (Jo 2.6)

    (8) arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (Jo 4:6)

    (9) A arqueologia confirma a correta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (Jo 5.2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exatamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70.

    (10) A arqueologia confirmou a existência e a localização do tanque de Siloé (Jo 9.7)(1) No Evangelho segundo S. João, considerado o mais espiritual e, portanto, o menos concreto, menos preciso, mais afastado dos tempos e dos locais, encontramos o nome de mais vinte localidades concretas do que nos outros três evangelistas. Um certo número destas localidades desapareceram completamente e puderam ser identificadas. Só recentemente os historiadores puderam provar a sua existência.

    (2) Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada pelos Evangelhos. Por quê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas, na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo prof. Avi Jonah tinha encontrado nas ruinas de Cesareia Marítima uma placa gravada em hebreu, datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré. Fodas as teorias montadas para provar que os evangelistas teriam inventado a localidade de Nazaré, porque esta palavra tinha um alcance simbólico, caíram à água.

    (3) Encontrou-se em Jerusalém, a “piscina dos cinco pórticos”, a piscina de Bethesda, perto da porta das Ovelhas, que os críticos pensaram ser uma realidade mítica.

    (4) Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha. Esse espaço lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de dezoito séculos, arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruinas de Cesaréia Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exato: praefectus.

    (5) São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais que somente nos nossos dias que a arqueologia foi comprová-la.

    (6) São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás; todos corretamente e confirmados historicamente (Lc 2,1;3,1).

    (7) A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do NT (Jo 2.6)

    (8) arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (Jo 4:6)

    (9) A arqueologia confirma a correta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (Jo 5.2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exatamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70.

    (10) A arqueologia confirmou a existência e a localização do tanque de Siloé (Jo 9.7)

    • Molochbaal

      Caro nacional-aldrabão.

      Também se comprovou arquelogicamente que, tal como a bìblia, também a Ilíada e a Odisseia designavam locais e realidades políticas e culturais reais.

      É por isso que temos de acreditar no deus Júpiter ?

      Ah ! Pois. Aí já não conta, porque não é a mitologia de que tu gostas.

      Como sempre colocas quilômetros de citações da treta que nada têm a ver com o que está a ser discutido.

      Se quiseres também posso colocar 900 páginas da Ilíada, da Odisseia ou de outras tradições literárias de outras religiões.

      O que isso tenha a ver com o assunto é que é coisa que me escapa.

  • antoniofernando

    JOÃO BAPTISTA – O OUTRO ” MITO”

    “Vivia tão austeramente no deserto que só se vestia da casca das árvores e só se alimentava com o que a mesma terra produz; para se conservar casto banhava-se várias vezes por dia e de noite, na água fria; resolvi imitá-lo” ( Flávio Josefo,História dos Hebreus, p. 476)

    “Naqueles dias, apareceu João Baptista pregando no deserto da Judéia […] Usava João vestes de pêlos de camelo e cintos de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre” (Mateus 3:1,4)

    “Vários julgaram que aquela derrota do exército de Herodes era um castigo de Deus, por causa de João, cognominado Baptista. Era um homem de grande piedade, que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo, depois de se terem tornado agradáveis a Deus, não se contentando em só não cometer pecados, mas unindo a pureza do corpo à pureza da alma.
    Assim como uma grande multidão de povo o seguia para ouvir a sua doutrina, Herodes, temendo que o poder que ele tinha sobre eles viesse a suscitar alguma rebelião, porque eles estavam sempre prontos a fazer o que ele lhes ordenasse, julgou dever prevenir o mal para não ter motivo de se arrepender por ter esperado muito para remediá-lo. Por esse motivo mandou prendê-lo numa fortaleza de Maquera, de que acabamos de falar, e os judeus atribuíram essa derrota de seu exército a um castigo de Deus por um ato tão injusto” ( Flávio Josefo,Antiguidades Judaicas. Livro XVIII. Capítulo VII. Parágrafo 781)

    • antoniofernando

      “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:18,19)

      “Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infracção à lei, entregou-os para serem apedrejados” ( Flávio Josefo,Antiguidades,20.9.1)”

      “Após os apóstolos, Tiago, irmão do Senhor, chamado o Justo, foi feito líder da igreja de Jerusalém.” ( Hegésipo)

      “Ora, Tiago, o irmão do Senhor que, por haver muitos com esse nome, era chamado justo por todos deste os tempos do Senhor até o nosso, recebeu o governo da igreja juntamente com os apóstolos. Este era santo desde o ventre de sua mãe. Ele não bebia vinho nem bebida fermentada, e se abstinha de alimento animal; nenhuma navalha passava pela sua cabeça; jamais se ungia com óleo e jamais ia aos banhos. Somente ele tinha permissão de entrar no santuário. Jamais vestia roupas de lã, mais de linho. Ele costumava entrar sozinho no templo, sendo com freqüência visto de joelhos, intercedendo para que o povo fosse perdoado, de modo que seus joelhos ficaram duros como os de um camelo por causa de suas súplicas habituais, ajoelhando-se diante de Deus. Assim, por sus piedade extrema era chamado justo e Oblias ( ou Zadique e Osleã ) que significa justiça e proteção do povo, conforme os profetas declararam a seu respeito.
      Assim, alguns das sete seitas dentre o povo, mencionados acima por mim em meus comentários, inquiriram-lhe qual seria a porta para Jesus, e ele respondeu que ele era o Salvador. Pelo que alguns creram que Jesus é o Cristo. Mas essas seitas acima mencionadas não criam nem na ressurreição nem que alguém viria para dar a cada um de acordo com suas obras, mas os que acreditaram nisso, acreditaram por causa de Tiago. Ora, desde que muitos, mesmo dos governantes, creram, houve um tumulto entre os judeus, escribas e fariseus, dizendo havia o perigo de todo o povo esperar Jesus como o Messias. Assim reuniram-se e disseram a Tiago: ” Rogamos que refreies o povo que se extravia após Jesus como se ele fosse o Cristo. Rogamos que persuadas corretamente a respeito de Jesus todos os que vêm para o dia da Páscoa, pois todos nós confiamos em ti. Assim coloca-te numa ala do templo para que possas estar bem visível no alto e para que tuas palavras possam ser facilmente ouvidas por todo povo, já que por causa da Páscoa todas as tribos estão reunidas, e também alguns gentios”. Assim, os já mencionados escribas e fariseus colocaram Tiago num ala do templo e gritaram para ele: ” Ó justo, em quem todos devemos acreditar, uma vez que o povo está se desviando após Jesus que foi crucificado, declara-nos: Qual é a porta Jesus que foi crucificado?. E ele respondeu em alta voz: ” Por que me perguntas a respeito de Jesus o filho do homem? Ele está assentado nos céus à direita do grande Poder e está para vir nas nuvens do céu”. E muitos foram confirmados e gloriavam pelo testemunho de Tiago dizendo: ” Hosana ao Filho de Davi”. Então os mesmos sacerdotes e fariseus disseram uns aos outros:” Fizemos mal em conceder tal testemunho a Jesus, mas vamos e o lancemos do alto para que temam crer nele”. E gritaram dizendo: ” Ah, ah, o próprio justo está enganado”, e cumpriram o que está escrito em Isaías: ” Tomemos o justo, pois nos causa repulsa. Portanto eles comerão o fruto de suas obras” ( Is 3 ). Assim subiram e lançaram o justo dizendo uns aos outros: ” Apedrejemos Tiago, o justo”, e começaram a apedrejá-lo, uma vez que não morreu de imediato quando lançado, mas virou-se e se ajoelhou, dizendo: ” Imploro a ti, ó Senhor Deus e Pai, que os perdoes, pois não sabem o que fazem”. E assim o apedrejavam quando um dos sacerdotes dos filhos de Recabe, filho de Recabim, de quem testemunhou o profeta Jeremias, clamou: ” Parai! Que estais fazendo? O justo está orando por vós”. E um deles, lavandeiro, atingiu a cabaça do justo com o malho que usava para bater as roupas. Assim Tiago sofreu martírio e o sepultaram no lugar junto ao templo, e seu túmulo ainda permanece. Ele tornou-se verdadeira testemunha tanto a judeus como a gregos de que é o Cristo. Logo depois disso Vespasiano invadiu e tomou a Judéia” ( Hegésipo)

  • Athan3

    Vcs aqui não deixam por menos, texto padrão; e o molochbaal deixa a metralhadora-louca surtar e manda umas tiras curtas (tem uns caras que comentam nos blog que têm um humor, que faz valer duas vezes mais a visita), e acaba com a neura do demente-pregador que parece aquele bonequinho do desenho animado He-man que fica virando as caras (ou é da Sheerra, não lembro muito). Toca pra frente, a evolução tá só funcionando aqui, cada vez melhor …

    • antoniofernando

      Tu e o Molochbaal estão bem um para o outro: poderiam muito bem ser parceiros na mesma chafarica de menor mediocridade intelectual.Mas vocês os dois ganhariam ” ex aequo” o prémio da maior estupidificação discursiva de toda a blogosfera e arredores…

      • Molochbaal

        Claro. Claro.

        Portanto, todos os milhares de relatos acerca de milagres de de centenas de outras religiões são todos mentiras. Claro.

        Só os relatos de milagres acerca da religião que tu gostas são verdadeiros.

        Claro…

        • Molochbaal

          Granda maluco.

          Gostava de saber como vocês são capazes de se olhar ao espelho sem se rirem…

  • carpinteiro

    Não deixa de ser interesante que o Troll Tony despeje toneladas de lixo retalhado da net, atitude que o Troll de serviço ao DA condena nos outrso mas da qual não se coíbe, e tem tanta credibilidade como os livros dos diálogos da Solnado com Jesus.
    O revisionismo histórico encontra no Tony um alegre .
    Como muito bem diz Baal, os relatos sobre os mitos dos outros são todos falsos. Verdadeiros só os nossos.

    Parabéns Trolly.

    • 1atento

      Olha que nem na noite de consoada e dia no dia de Natal – o aniversário do Deus dele – teve folga!
      Nestes dias, os comentários devem ser remunerados a triplicar, ou mais.
      E, não se lembrou do insulto do Luis Grave Rodrigues, que chamou de facínora, ao papa; era mais uma pipa de “massa”!…

      • Molochbaal

        “chamou de facínora, ao papa; era mais uma pipa de “massa”!.

        Não digas isso se não ele publica os ultimos 50 volumes do anuário arqueológico da municipalidade de Roma. Com separatas.

      • carpinteiro

        O Tony não está sozinho. Jamais um troll por mais afoito que seja consegue debitar tanto “basura” sem ajuda.
        É assessorado pelo Espírito Santo d`Orelha.

    • Molochbaal

      Eu acho que no seguimento vou também colocar as versões integrais da Ilíada, da Odisseia e da Eneida.

      De acordo com a “lógica” daquele anormal, como também remetem para locais e realidades que comprovadamente existiram ele vai ter de se converter ao paganismo.

      Ganha o que fizer copy paste de mais quilômetros de páginas.

  • Virgilio

    E tu sabes k a Ilíada, a Odisseia e a Eneida são obras de ficção como as de Dan Brown, de R, Dawkins, Welles e outros.

    • Molochbaal

      São ?

      Foi com descrições da Ilíada que Schileman descobriu Tróia. São obras ficionadas com fundos de verdade. Tal como a outra, a bíblia.

      Ou estás à espera que a gente acredite em tretas como aquela dos ursos que deus enviou para comer as crianças que estavam a gozar a careca de um profeta ?

      Quem acredita em coisas dessas não pode gozar com os milagres de Jupiter.

      Se a bíblia refere lugares e pessoas que existiram mesmo, também está cheia de ficção, tal como a Ilíada.

      Não podem dizer que está provado que tudo o que vem na bíblia se passou mesmo assim por esta referir alguns factos verídicos e depois, em relação a outras obras do género, que também referem alguns factos verídicos já dizerem que isso não importa nada. A dualidade de critérios demonstra falta de carácter.

      • Virgilio

        E tu a dar asas à ignorância, confundindo mitos com lendas!
        És um troll irrecuperável!

  • hh

    Ao ignorante Luis Grave Rodrigues e alguns seus seguidores, sobre o tema vertente, recomendo leitura cientifica sobre o assunto.
    Para começar recomendo um especialista que tive oportunidade de conhecer (e com quem falei em português), chamado Mircea Eliade.

    Obras ficcionadas de autores que pretendem fazer propaganda ateia disfarcada de História são perda de tempo,

  • hh

    Ao ignorante Luis Grave Rodrigues e alguns seus seguidores, sobre o tema vertente, recomendo leitura cientifica sobre o assunto.
    Para começar recomendo um especialista que tive oportunidade de conhecer (e com quem falei em português), chamado Mircea Eliade.

    Obras ficcionadas de autores que pretendem fazer propaganda ateia disfarcada de História são perda de tempo,

    • Molochbaal

      Ah.

      E a leitura científica sobre o assunto diz que não existiam religiões anteriores ao cristianismo com deuses salvadores, que morreram e ressuscitaram, que fizeram curas milagrosas e alguns até nascidos de virgens ou de mulheres fecundadas por meios sobrenaturais ?

      Gostava de ver essa “leitura científica”.

      Deve ser uma separata do “Diário das paróquias”.

  • Pedrosilva

    Zeitgeist? Lol! Já dizia o Chesterton que quem não acredito em Deus acredita em qualquer coisa.

    Aqui está o vosso precioso zeitgeist desmascarado: http://www.youtube.com/watch?v=a-2HBSfPZpU

  • Antonio Porto

    O mito evolução :

    A 3,5 bilhões de anos atrás (consegue imaginar isso?) um bebê surgiu numa
    poça morna, aos pés de vulcões em plena atividade.(e não se queimou?)
    Ele (ou ela) não se parecia com nada, não tinha pai nem mãe, mas sobreviveu
    solitariamente por milhões de anos, mesmo sendo frágil, e se multiplicou,
    tornando-se em milhares de espécies tão conhecidas hoje.
    De uma só criança lá no passado longínquo surgiu tão grande variedade,
    de animais, plantas a homens.
    Seu nome era abiogênese. Mas hoje quase ninguém acredita que ela tenha
    existido, ou acontecido. Ao contrário dos outros mitos, este é único.
    A comemoração de seu acontecimento acontece no dia 12 de fevereiro,
    e há muita festa entre seus devotos.

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